Autor Tópico: Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]  (Lida 2246 vezes)

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Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Online: 01 de Maio de 2014, 09:45:40 »
http://www.cartacapital.com.br/revista/796/para-a-ignorancia-nao-ha-remedio-4486.html

Doenças como o sarampo ressurgem por causa do movimento antivacinação. Por Eduardo Graça, de Nova York.


Jeremiah mitchell vive em Tulsa, a segunda maior cidade de Oklahoma. A criança de 10 anos acaba de aparecer na primeira página do segundo jornal de maior circulação nos Estados Unidos, debruçado sobre seu iPad, que controla com os cotovelos. Em uma segunda imagem, a mãe o ajuda a colocar suas próteses. As pernas também foram amputadas depois de ele ser diagnosticado com meningite, aos 6 anos, quando cursava o jardim de infância. Outras cinco crianças de sua escola foram infectadas e duas morreram. O caso de Mitchell tornou-se emblemático na denúncia, pelo governo Barack Obama, do crescimento do movimento antivacina no país, estimulado por grupos religiosos e conservadores. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, a decisão de não vacinar crianças em idade escolar é fator crucial para o reaparecimento de doenças até poucos anos restritas aos arquivos médicos, entre elas a própria meningite, o sarampo e a coqueluche.
Há 14 anos o sarampo foi oficialmente erradicado nos EUA. De acordo com o CDC, neste ano crianças serão, porém, infectadas três vezes mais pela doença do que em 2009. Quase 5% dos alunos de jardins de infância de Idaho, Illinois, Michigan, Oregon e Vermont não foram vacinados no ano passado, sob alegação de “razões de crença pessoal” dos pais. Um surto de sarampo nos últimos dois anos no Texas, na Califórnia e em Nova York deveu-se, afirma Washington, ao número expressivo de crianças não vacinadas aptas a viajar pelo país.

Diretora de imunização do CDC, Anne Schuchat veio a público lembrar que a decisão de não vacinar crianças, cara à noção de direito individual do cidadão americano, afeta invariavelmente o bem-estar de toda a população. “Não queremos que crianças nos dias de hoje morram de sarampo nos EUA. Mas nesse cenário diria ser quase inevitável isso não acontecer.” O país teve 189 casos registrados de sarampo em 2013 (ante 55 no ano anterior), 24.231 de coqueluche (com 91 casos fatais) e 480 de meningite (com 75 mortes). Até abril, 115 casos de sarampo foram confirmados neste ano.
O movimento antivacina, estimulado pela crença de que as inoculações obrigatórias seriam responsáveis pelo crescimento exponencial de casos de autismo nos Estados Unidos, não se restringe aos grotões em estados sulistas do chamado Cinturão da Bíblia. Em 2008, uma explosão de sarampo em San Diego surpreendeu as autoridades: em vários bairros da cidade de pouco mais de 1 milhão de habitantes, 20% das crianças em idade escolar simplesmente não foram vacinadas contra a doença. O mesmo se repetiu em 2014 no distrito de Orange, localizado ao sul de Los Angeles, a maior metrópole da Califórnia. No ano passado, um jovem judeu ortodoxo de 17 anos, não vacinado por razões religiosas, foi apontado como a primeira peça do quebra-cabeça montado pelos médicos do Brooklyn, distrito mais populoso de Nova York, para entender o aumento impressionante de casos de sarampo na cidade.

Em um país profundamente dividido ideologicamente, o combate duro aos alarmes dados pelo CDC preocupam, mas não surpreendem. Presidente do Centro de Informação Nacional para a Vacinação, ONG sem fins lucrativos, Barbara Loe Fisher é das mais arraigadas defensoras do direito de os pais decidirem se querem vacinar os filhos. “Os questionamentos em relação à vacinação obrigatória são legítimos, especialmente quando sabemos que 10% das crianças vacinadas no jardim de infância tornam-se asmáticas e uma em cada 50 são diagnosticadas com autismo. Por que é que nos EUA os cidadãos devem ser coagidos a tomar todas as vacinas recomendadas pelo governo quando no Canadá, no Japão e na Comunidade Europeia eles são livres para escolher o que acham ser o melhor para suas famílias?”
Desde 1986, quando o Congresso passou, durante o governo Reagan, o Ato Nacional de Proteção à Vacinação para Crianças, os grandes laboratórios e os médicos contam com uma rede de proteção legal contra processos centrados em possíveis malefícios causados por vacinas.
No Brasil, também neste mês, seis adolescentes tiveram reações – como dor muscular, cefaleia e náusea – à primeira dose da vacina contra o HPV no Rio Grande do Sul. A reação levantou dúvidas sobre a qualidade dos lotes de vacina produzidos no País. Nas redes sociais, o estudo realizado em 1998 por um médico britânico, com 12 pacientes, a ligar o autismo à vacinação obrigatória, reapareceu com destaque em fóruns de discussão. Tal estudo foi considerado fraudulento pelas autoridades médicas do Reino Unido poucos anos depois de publicado e seu autor, Andrew Wakefield, perdeu o registro médico. Nos EUA, desde então e apesar da comprovada fraude acadêmica, 17 estados modificaram sua legislação e permitiram aos pais “isenção por motivos filosóficos e/ou religiosos” da obrigatoriedade da vacinação.
Do outro lado da conversa, Michaela Mitchell, a mãe de Jeremiah, conta que em 12 horas ele deixou de ser um menino obcecado por andar de bicicleta pelas ruas de Tulsa para retornar à sua casa, depois de ficar em coma, “tal qual uma múmia”. Ela tornou-se uma das faces mais visíveis nos EUA da luta contra a possibilidade de jardins de infância como os frequentados por seu filho optarem pela não exigência de comprovação da vacina, comum em Oklahoma: “Eu disse que ele tinha todo o direito de ter raiva pelo que aconteceu. E que, a partir de agora, teríamos de fazer tudo de modo diferente”.
No debate em torno da obrigatoriedade da vacinação, os dois lados parecem concordar em ao menos um aspecto: as crianças pagam o maior preço na oposição entre a liberdade individual e a proteção da saúde pública.
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Offline Skeptikós

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #1 Online: 01 de Maio de 2014, 12:39:23 »
Sobre as acusações de ambos os lados, o melhor é o esclarecimento visando o bem das crianças. Se as vacinas de fato estão a resultar em efeitos colaterais muito indesejáveis, isto deve ser esclarecido e resolvido o mais rápido possível. Agora, se a não vacinação resulta em efeitos ainda piores, como mostrado pelas estatísticas, tal medida tomada pelos país deve ser revista imediatamente.

Sobre a obrigatoriedade da vacinação, ai já é outro negócio, este debate vai longe.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Pasteur

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #2 Online: 01 de Maio de 2014, 13:17:17 »
A maioria dos movimentos anti vacinação tem forte motivação religiosa. Isso já diz tudo.

Vacinação = raros efeitos colaterais graves

Não vacinação = epidemia na certa

Offline Derfel

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #3 Online: 01 de Maio de 2014, 13:26:07 »
Sobre as acusações de ambos os lados, o melhor é o esclarecimento visando o bem das crianças. Se as vacinas de fato estão a resultar em efeitos colaterais muito indesejáveis, isto deve ser esclarecido e resolvido o mais rápido possível. Agora, se a não vacinação resulta em efeitos ainda piores, como mostrado pelas estatísticas, tal medida tomada pelos país deve ser revista imediatamente.

Sobre a obrigatoriedade da vacinação, ai já é outro negócio, este debate vai longe.
Reações adversas de vacinas são esperadas em um pequeno número de casos.

Offline Moro

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #4 Online: 01 de Maio de 2014, 13:57:07 »
existe vacina para meningite?
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Offline Derfel

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #5 Online: 01 de Maio de 2014, 14:17:24 »
Sim. E oferecida no calendário de vacinação do SUS malvadão.

Offline Moro

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #6 Online: 01 de Maio de 2014, 15:31:07 »
bacanão, deve ser daquelas que está faltando? tomara que não.

Perguntar para minha mulher se nossos filhos já tomaram, em algum hospital particular claro.
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Offline Donatello

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #7 Online: 01 de Maio de 2014, 21:15:06 »
Vacina faltando? No Brasil? Sério, Agnóstico, pega leve vai... de boa... (eu trabalho num posto de saúde e vacina é coisa que definitivamente não falta, existem sim faltas pontuais em função de logística... tipo, acaba de manhã e chega novo estoque de tarde porque por motivos técnicos não dá pra estocar por longo tempo em qualquer local... mas não ocorre meeeeeeeesmo de criança deixar de ser vacinada no tempo certo porque não tinha vacina disponível).

E eu acho até surpreendente que não falte porque estas vacinas, pelo que sei, custam bem caro ao Estado malvadão.
« Última modificação: 01 de Maio de 2014, 21:22:19 por Donatello van Dijck »

Offline Donatello

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #8 Online: 01 de Maio de 2014, 21:25:24 »
Avisa pra sua mulher que ela tá gastando seu dinheirinho suado à toa, tá pagando 200, 300 reais por um produto/serviço que tem de graça ali na esquina e que é prestado com extrema competência e qualidade a qualquer pessoa (possivelmente até com mais presteza e boa vontade que na clínica em que ela tem levado sua criança : ) #ficaadica

Offline Cumpadi

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #9 Online: 01 de Maio de 2014, 21:45:30 »
Avisa pra sua mulher que ela tá gastando seu dinheirinho suado à toa, tá pagando 200, 300 reais por um produto/serviço que tem de graça ali na esquina e que é prestado com extrema competência e qualidade a qualquer pessoa (possivelmente até com mais presteza e boa vontade que na clínica em que ela tem levado sua criança : ) #ficaadica
Vacina de catapora tem na rede pública? Na minha época não tinha e é uma vacina que agora acho que deveria ter tomado.

Editado: vi que tem, desde dezembro de 2013 (o que é um atraso grande ao meu ver).
« Última modificação: 01 de Maio de 2014, 21:48:55 por parcus »
http://tomwoods.com . Venezuela, pode ir que estamos logo atrás.

Offline Cumpadi

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #10 Online: 01 de Maio de 2014, 21:54:39 »
Vacina faltando? No Brasil? Sério, Agnóstico, pega leve vai... de boa... (eu trabalho num posto de saúde e vacina é coisa que definitivamente não falta, existem sim faltas pontuais em função de logística... tipo, acaba de manhã e chega novo estoque de tarde porque por motivos técnicos não dá pra estocar por longo tempo em qualquer local... mas não ocorre meeeeeeeesmo de criança deixar de ser vacinada no tempo certo porque não tinha vacina disponível).

E eu acho até surpreendente que não falte porque estas vacinas, pelo que sei, custam bem caro ao Estado malvadão.
Ué, mas pensei que o Butantã estivesse aí para oferecer vacinas a preço de banana para o povo.
http://tomwoods.com . Venezuela, pode ir que estamos logo atrás.

Offline Donatello

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #11 Online: 01 de Maio de 2014, 22:02:53 »
Nem todas as vacinas distribuídas pelo SUS são produzidas pelas farmácias estatais, como quase médico você deveria tanto saber disso quanto dos motivos pelos quais (e eu não os estou discutindo), eu acho :) Além do mais, os laboratórios estatais também são bastante custosos (apesar de não tanto quanto a importação, acho que é isso que você quer dizer com este a preço de banana), como abonado estudante de uma universidade pública de ponta bancada pelo estado malvadão, eu acho até que você consegue supor :)
« Última modificação: 01 de Maio de 2014, 22:41:26 por Donatello van Dijck »

Offline Geotecton

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #12 Online: 01 de Maio de 2014, 22:42:33 »
Nem todas as vacinas distribuídas pelo SUS são produzidas pelas farmácias estatais, como quase médico você deveria tanto saber disso quanto dos motivos pelos quais (e eu não os estou discutindo), eu acho :) Além do mais, os laboratórios estatais também são bastante custosos, como abonado estudante de uma universidade pública de ponta bancada pelo estado malvadão, eu acho até que você consegue supor :)

O "estado malvadão" não banca p... nenhuma. Quem o faz é a população via impostos.

Mas não há dúvidas que muitos, dentro e fora, 'mamam' no "estado malvadão".
Foto USGS

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #13 Online: 01 de Maio de 2014, 22:55:17 »
Não há dúvidas de que muitos empresários brasileiros sonegam impostos e descumprem regras trabalhistas, não há dúvidas que no Brasil quando a iniciativa privada toma algum papel que antes estaava nas mãos do Estado (nas terceirizações e concessões de serviço público) ela na melhor das hipóteses deixa a merda no mesmo nível (mas em geral piora).

Não é ad hominem, é só um esforço para te trazer de volta ao mérito da questão iniciada pelo Agnóstico (que se resolve num único tiro: a oferta de vacinas no Brasil é eficiente, ponto final, fim do livro, voltemos ao tema do tópico ou deixemos ele morrer em paz, please :) ).
« Última modificação: 01 de Maio de 2014, 23:31:35 por Donatello van Dijck »

Offline Moro

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #14 Online: 01 de Maio de 2014, 23:40:56 »
Vacina faltando? No Brasil? Sério, Agnóstico, pega leve vai... de boa... (eu trabalho num posto de saúde e vacina é coisa que definitivamente não falta, existem sim faltas pontuais em função de logística... tipo, acaba de manhã e chega novo estoque de tarde porque por motivos técnicos não dá pra estocar por longo tempo em qualquer local... mas não ocorre meeeeeeeesmo de criança deixar de ser vacinada no tempo certo porque não tinha vacina disponível).

E eu acho até surpreendente que não falte porque estas vacinas, pelo que sei, custam bem caro ao Estado malvadão.
Dona eu sei que o serviço de vacinação do SUS é adequado, mas se você pegar o tópico do SUS verá que houve uma crise que durou meses em vários estados. E a resposta foi mais para não deixar a bola pingando :hihi:
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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #15 Online: 01 de Maio de 2014, 23:41:38 »
Avisa pra sua mulher que ela tá gastando seu dinheirinho suado à toa, tá pagando 200, 300 reais por um produto/serviço que tem de graça ali na esquina e que é prestado com extrema competência e qualidade a qualquer pessoa (possivelmente até com mais presteza e boa vontade que na clínica em que ela tem levado sua criança : ) #ficaadica
reembolso de plano de saúde, custo zero
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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #16 Online: 01 de Maio de 2014, 23:46:28 »
Não há dúvidas de que muitos empresários brasileiros sonegam impostos e descumprem regras trabalhistas, não há dúvidas que no Brasil quando a iniciativa privada toma algum papel que antes estaava nas mãos do Estado (nas terceirizações e concessões de serviço público) ela na melhor das hipóteses deixa a merda no mesmo nível (mas em geral piora).

Não é ad hominem, é só um esforço para te trazer de volta ao mérito da questão iniciada pelo Agnóstico (que se resolve num único tiro: a oferta de vacinas no Brasil é eficiente, ponto final, fim do livro, voltemos ao tema do tópico ou deixemos ele morrer em paz, please :) ).

A BR é bem eficiente :nojo:.  Assim como SUS :olheira:,  e não é porque o sus entrega realmente as vacinas isso possa significar que ele faça de maneira efetiva. E não sei de onde você tirou essa estória que privado faz na mesma eficiência que público. Onde vejo isso são contratos feitos por empresas públicas terceirizando a baderna para empresas privadas, com contratos mal feitos e mal gerenciados, entregando a mesma porcaria. Muitas vezes, ou todas, esses contratos têm que alimentar o dízimo político da corrupção.
« Última modificação: 02 de Maio de 2014, 16:55:51 por Madiba »
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Offline Donatello

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #17 Online: 01 de Maio de 2014, 23:50:02 »
E a resposta foi mais para não deixar a bola pingando :hihi:
De fato, fui realmente injusto desta vez, desculpas, quem trouxe a velha discussão pra este tópico foi o Derfel e você apenas rebateu  :|

Offline Geotecton

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #18 Online: 02 de Maio de 2014, 08:52:07 »
[...]
não há dúvidas que no Brasil quando a iniciativa privada toma algum papel que antes estaava nas mãos do Estado (nas terceirizações e concessões de serviço público) ela na melhor das hipóteses deixa a merda no mesmo nível (mas em geral piora).
[...]

O setor de telefonia móvel e fixo e as estradas concessionadas não corroboram a sua afirmação.
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Offline Donatello

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #19 Online: 03 de Maio de 2014, 22:02:12 »
Quanto à telefonia continuo defendendo que é uma ilusão de ótica: a percepção de que a telefonia melhorou é resultado de um avanço absurdo das tecnologias em telco que "coincidiu" com a privatização das teles brasileiras. Já discutimos isto em um tópico inteiro, mas continuamos discordando: para mim o Brasil está tão atrasado em telefonia quanto sempre esteve (agora mesmo acabei de ver que a Porto Seguro [sim, a seguradora] entrou no ramo, fui ver os planos para ver se são vantajosos e a coisa mais em conta que se tem é 800 min + 800 torpedos + 1gb de dados por 350 reais. Contar isso em Portugal vão achar que é piada de brasileiro).

Quanto às "privatizações" no formato concessão é fato que às vezes os serviços melhoram (não dirijo e pouco viajo, mas tenho e já dei em outros tópicos os exemplos das concessões do metrô e dos trens do Rio, em que no primeiro caso o serviço piorou e no segundo melhorou imensamente), mas continuo achando que, mesmo quando há melhora, os custos deste tipo de privatização são os piores possíveis. Em geral o Estado continua bancando toda a infra-estrutura cara, a parte privada fica apenas com o custo gerencial e os pequenos ajustes na infra-estrutura, os preços ao usuário se elevam muitíssimo acima da eventual melhora, e os gastos públicos líquidos também aumentam. Entre concessão (este modelo de concessão em que o Estado transfere para o setor privado a administração e bilheteria do serviço mas continua bancando a parte cara do negócio) e privatização eu prefiro privatização.
« Última modificação: 03 de Maio de 2014, 22:24:48 por Donatello van Dijck »

Offline Moro

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #20 Online: 04 de Maio de 2014, 01:24:25 »
Você não está descrevendo uma privatização mas sim uma subcontratação muito mal realizada e controlada, como já havia citado em meu texto acima pois já havia detectado essa sua confusão.

Outro caso é a da telefonia. Podemos discutir os motivos, podemos falar que a área médica teve avanços tecnológicos imensos na área de saúde mas o SUS continua uma merda e hospitais particulares tem coisa muito mais moderna. Difícil dizer.  Uma coisa você está coreto, o preço é demasiada caro, mas não só de telefonia. habitação, TV a cabo, juro, gasolina, diversão, carros..  o problema aí é bem mais embaixo e parte dele é o custo Brasil, culpa do estado. Outra parte é que somos trouxas. E a outra é que as margens que muitas empresas usam no Brasil são as altas.  Mas como disse,  a questão aqui é fora do contexto das telecomunicações apenas.
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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #21 Online: 04 de Maio de 2014, 01:26:31 »
btw o resultado financeiro  das operadoras de telefonia são muito ruins. Um setor absolutamente intensivo em capital e tecnologia, faturamento imenso mas resultado operacional e liquido horroroso. Acho que o governo pode ser um ponto chave aqui.
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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #22 Online: 04 de Maio de 2014, 10:00:46 »
Não está claro para mim que grande ganho tecnológico que tiveram as telefonia fixas que suportassem sua expansão.
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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #23 Online: 04 de Maio de 2014, 11:38:04 »
Não está claro para mim que grande ganho tecnológico que tiveram as telefonia fixas que suportassem sua expansão.

Não tiveram nenhum. E é justamente este um dos fatos que desmonta a tese do Donatello.
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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #24 Online: 04 de Maio de 2014, 14:13:09 »
Não está claro para mim que grande ganho tecnológico que tiveram as telefonia fixas que suportassem sua expansão.
Não está claro porque a maior parte dela não está mesmo visível nela em si, mas nos 'bastidores' tecnológicos, os mesmos desenvolvimentos que tornaram eletrônicos em geral, como computadores, (mais) populares. E eu já falei sobre isso... Donatello van Dijck, nesse aspecto, está irretocável.

 

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