Autor Tópico: Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]  (Lida 2546 vezes)

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Offline Moro

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #25 Online: 04 de Maio de 2014, 14:46:17 »
Não está claro para mim que grande ganho tecnológico que tiveram as telefonia fixas que suportassem sua expansão.

Não tiveram nenhum. E é justamente este um dos fatos que desmonta a tese do Donatello.
Não há nada que recordo nas minhas visitas de disruptivo. A expansão da rede segue o bom é velho modelo quebra rua/levanta poste de sempre. Há nova tecnologia, sim mas nada que justifique o boom e o enorme ganho de escala, ou nada mais claro que a busca pelo lucro e corte de custos. Onde nasci, em Santo André éramos atendidos pela CTBC (campanhia telefonica da borda do campo) afiliada da telesp. Um cabidão de empregos sem sentido que foi exterminada em menos de dois anos após a compra. Mesma situação de dezenas de outras. Nova tecnologia? Não, meta. Lucro e prejuízo. Privado versus público.
“If an ideology is peaceful, we will see its extremists and literalists as the most peaceful people on earth, that's called common sense.”

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Offline Cientista

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #26 Online: 05 de Maio de 2014, 03:15:54 »
...Interessante o tema e, especialmente, o título do tópico...  ...só agora noto...   Mas, é só um detalhe a parte...




"Visitas de disruptivo".  Que    diabos    seria    isso?!!!

Nem devo querer saber qualquer resposta. A palavra 'disruptivo' já me soa ridícula o bastante sozinha.

Bom! Exatamente como o Cientista disse ("para variar", o Cientista só acerta), para quem só vê até os cabos, não parece haver nada "disruptivo"; é quem acha que é preciso inventar 'outra telefonia' que revogasse, por exemplo, o nome do Bell da jogada, para ser algo... "disruptivo".

Para quem crê demais que (in)gerência ('in' porque os adeptos dessa como o topo controlador do mundo e dos resultados nele a intrometem onde não tem atuação) administrativa é o centro processual dos acontecimentos, fica inacessível a clara visão de que sem ter o que administrar, não há o que administrar. Em sistemas de telefonia, há gestões realmente técnicas (expandir linhas e gerenciar seus usos é bem mais que esticar cabos por aí) que, só como exemplo, não podiam ser realizadas com a excelência/custo de agora, há meros 10/20 anos. Mas isso é o de menos, realmente; até os procedimentos de cabeamento, por trás do que se vê do trabalho dos cabistas nas ruas, é uma outra realidade. Toda a tecnologia de produção de componentes e circuitos, de desenvolvimento auxiliado de projetos, são de volume grande e custo pequeno, como não antes. E isso ainda é nada; há toda uma sinergia de muitas tecnologias que se confluem e propiciam mais desenvolvimento para uns setores que outros. As diversas logísticas, que, sendo, basicamente, de soluções não-polinomiais, demandam obrigatório tempo para aprimoramento. Tudo isso, em si, já pode ser ainda mais 'disruptivo' que "algo totalmente novo" surgir. Entrar em detalhes técnicos disso tudo é extensivo demais, não sendo mais que tentativa de ostentação por parte de quem nada conhece usar palavras tecnicalóides, apostando no desconhecimento dos outros; nada que possa ser dito em menos de milhares de páginas e (REALMENTE) entendido em tempos dedicáveis a fora de internet.

Os apedeutas comunistas do Estado interventor, e isso é irônico, especialmente no contexto aqui, têm a mesma fé na divindade da gestão (administrativa), embora não saibam nem fazê-la, acreditando, inclusive, que tecnologia se desenvolve por essa gestão. São só crenças, nada mais. O Cientista lamenta. E também lamenta, mas o fato é que as iniciativas privadas só teriam como atender o volume que atendem em sistemas territoriais do tamanho do Brasil, com os novos desenvolvimentos, ou os custos seriam igualmente proibitivos para o poder aquisitivo dessa gente.

Ademais, é engraçado fazerem diferença entre telefonia fixa e móvel nesse aspecto, em face do fato de que todo o desenvolvimento que levou, daqueles primeiros em que as linhas e ligações custavam pequenas fortunas, inclusive com cobrança até para receber chamadas, até as parafernálias 'bonísticas' atuais (que consoam com o que...  acho que foi o Joelmir Beting que ouvi dizer, "no Brasil, quando o preço aumenta é inflação; quando diminui, é promoção"), também não são transparentes ao usuário comum. Eles só veem as antenas por aí e os aparelhos em suas mãos. Nem as ondas...

Offline Donatello

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #27 Online: 06 de Maio de 2014, 09:34:32 »
Bom, varias coisas, não sei se vou lembrar de tudo.

Entendo a refutação (do Geo e do Madiba) quanto ao avanço tecnológico influenciar na expansão da telefonia fixa mas (e acho que foi parte do que o Cientista já disse se entendi bem) acho que mesmo neste aspeto em que não houve nenhuma tecnologia envolvida diretamente os aspectos globais do negócio, impactados pelos novos serviços e suportes, têm uma relação pouquíssimo discutível com esta expansão.

Senão vejamos: o serviço de internet residencial eu creio que seja mais rentável e signifique uma demanda maior que o serviço de telefonia residencial (lan houses não são tão bons paliativos contra a demanda reprimida quanto eram os orelhões). Embora os cabos sejam os mesmos agora temos um serviço que no mínimo vai dobrar (mas creio que seja mais do que isso, olhando por alto) as receitas sobre basicamente o mesmo suporte, o que por si só já justifica um maior esforço de investimento na expansão de tal rede.

Por outro lado o aporte de receita (e crédito) oriundo da telefonia móvel pode e deve ter sido usado para expandir outras áreas. Não sou empresário, vocês dois é que são (Agnóstico e Geo) mas acho que isso é bem lógico, você tem uma quitandinha, de repente você contrata um padeiro que faz um pão especial e as vendas de pão aumentam: a tendência é que além de investir na compra de novos equipamentos para fazer mais pão você destine parte dos lucros do pão pra melhorar as outras áreas da quitandinha: o expositor de frios, o freezer da Coca-Cola, a contratação de um entregador...



Quanto às diferenças de "privatização", Agnóstico, entendi a sua refutação no caso das terceirizadoras do SUS, você está certo lá, mas no caso das concessionárias do metro e trens o meu exemplo se aproxima dos dados pelo Geo e portanto você está errado. Estamos falando de pelo menos três modelos distintos. Um em que o governo simplesmente entrega o serviço à administração privada e ele mesmo, governo, também paga à empresa (como acontece nas terceirizações do SUS, horríveis); noutro o governo entrega o serviço e a bilheteria à iniciativa privada mas continua bancando a infra-estrutura sob a desculpa de que as infra-estruturas pesadas ainda permanecem do governo e voltarão pra ele daqui a 30 ou 60 ou 90 anos (concessões como as rodovias que o Geo citou ou os transportes sobre trilhos que eu citei) e privatização em si onde todos os custos e lucros são transmitidos pra iniciativa privada de forma definitiva (que eu só acho problemática por geralmente serem feitas abaixo do valor real das empresas E por perder controle governamental sobre alguns mercados, vide serviços que só o BB e  a Caixa prestam e que nenhum banco privado prestaria ou poder de usar estes bancos pra controlar tarifas, por exemplo).



Ps.: voltando à expansão das teles, agora entendi que o Cientista falava sobre uma redução nos próprios custos de produção/instalação de cabeamento, caixas de transmissão, suporte eletrônico às redes: não tenho grande conhecimento sobre isso, mas me parece razoável também.



E ainda sobre isso, já defendi apresentando inclusive o demonstrativo anual da Oi, e continuo defendendo: me parece que a baixa lucratividade das teles (o resultado que postei mostrava isso) está associado a um investimento muito grande em expansão: os lucros líquidos são baixos, mas o crescimento de patrimônio é aceleradíssimo, corroborando o meu ponto. As teles lucram pouco porque gastam quase tudo do que seria o lucro na compra de mais e mais expositores de frio, assadeiras, geladeiras de coca-cola... Me lembro que você dizia que isto não podia ser considerado lucro, apelou pra algo como "perda do valor do patrimonio adquirido e já usado" (tem um nome, eu sei) mas não vi e ainda não vejo sentido. Se eu comecei um negócio com uma padaria e em 10 anos em tenho uma rede de 20 padarias idênticas não vejo por onde eu não calcule estas 19 padarias como "lucro" mesmo que o nome técnico seja outro :o
« Última modificação: 06 de Maio de 2014, 15:15:33 por Donatello van Dijck »

Offline Gigaview

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #28 Online: 03 de Novembro de 2018, 12:11:45 »
Brandolini's Bullshit Asymmetry Principle: "The amount of effort necessary to refute bullshit is an order of magnitude bigger than to produce it".

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #29 Online: 03 de Novembro de 2018, 13:46:49 »
Conservadorismo/olavismo crescendo e fazendo estrago.



Um sujeito desses ainda consegue ser muito respeitado, mesmo entre os "céticos". Falar mal de comunismo é só o que basta para ser intelectual, para muita gente.

É de se perguntar se isso não deveria ser considerado uma forma de negligência criminosa. Coloca em risco não só a criança, mas boa parte da população.


Felizmente ele está se esquivando de ser ministro da falta de educação.

Offline Muad'Dib

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #30 Online: 03 de Novembro de 2018, 15:54:45 »
Olavo de Carvalho é o ideólogo da direita brasileira.

Enquanto os esquerdinhas queriam substituir a desinência de gênero por X, a direita quer criar um conceito sem pé nem cabeça como a ideologia de gênero e combater as vacinas.

Eu não entendo o que uma pessoa ganha falando merda de vacinas.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #31 Online: 03 de Novembro de 2018, 19:15:43 »
Realmente um comunista não é capaz de compreender a satisfação que alguém pode ter apenas por fazer aquilo que é moralmente correto.

No caso, salvar as crianças das doenças impingidas por Soros e Gates, e a população cristã do controle populacional comunista.

Offline Pedro Reis

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #32 Online: 04 de Novembro de 2018, 19:13:06 »
Conservadorismo/olavismo crescendo e fazendo estrago.



Um sujeito desses ainda consegue ser muito respeitado, mesmo entre os "céticos". Falar mal de comunismo é só o que basta para ser intelectual, para muita gente.

É de se perguntar se isso não deveria ser considerado uma forma de negligência criminosa. Coloca em risco não só a criança, mas boa parte da população.


Felizmente ele está se esquivando de ser ministro da falta de educação.

Tenho impressão que estes prints são fakes.

Não é possível que exista um homem que seja uma espécie de para-raio de toda a imbecilidade do mundo.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Para a ignorância não há remédio[artigo da Carta Capital]
« Resposta #33 Online: 04 de Novembro de 2018, 21:34:02 »
https://twitter.com/odecarvalho/status/756945768808865792?lang=en

http://archive.is/6MKe5







Isso aqui é bem engraçrágico.

Muita gente nos comentários acham que é referência ao Pirula, que é praticamente a antítese daquele realmente referenciado.

Eles acharam que era ele pelo cabelo.

 

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