Autor Tópico: III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?  (Lida 4700 vezes)

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Offline 4 Ton Mantis

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III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Online: 04 de Maio de 2014, 17:03:27 »
O que poderia causar nos nossos dias(ou num futuro próximo)uma guerra que pudesse ser chamada de III Guerra Mundial ?
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Offline Derfel

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #1 Online: 04 de Maio de 2014, 17:22:28 »
Hoje? Acho que nada.

Offline Sparke

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #2 Online: 04 de Maio de 2014, 18:42:23 »
Penso que uma eventual escassez de recursos naturais (água?) possa ser preponderante, mas vai saber o que conseguiremos inventar para contornar esse problema...

E o conflito na Ucrânia x Rússia, não há como desencadear nada? Tinha lido algo sobre um dever internacional dos EUA e outros países terem de defender um limite territorial na Ucrânia.

Offline Týr

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #3 Online: 04 de Maio de 2014, 18:55:12 »
Quanto tempo duraria uma III GM? Acho que sequer poderia existir uma GM no futuro.

Offline DDV

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #4 Online: 04 de Maio de 2014, 19:00:27 »
Uma guerra mundial só ocorreria se alguma potência militar fizesse uma expansão ou intervenção militar que violasse a ordem geopolítica atual, chocando-se frontalmente com os interesses de outras potências, e não estivesse disposta a ceder com o diálogo ou sanções.

Na verdade, a guerra só ocorreria se a potência agressora PERSISTIR em sua política expansiva. É provável que as primeiras invasões ou intervenções não gerem uma guerra.

Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Mr. Mustard

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #5 Online: 04 de Maio de 2014, 19:07:28 »
Eu creio que enquanto houver estoques de ogivas nucleares, não haverá uma Guerra Mundial,

No entanto, caso todos os países que possuam tal armamento realmente abram mão deles, então uma Guerra Mundial pode estourar a qualquer momento, por qualquer motivo (afinal, todo mundo vai se achar em pé de igualdade para sair matando, invadindo territórios, etc.).

Offline EuSouOqueSou

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #6 Online: 04 de Maio de 2014, 21:27:03 »
E o Ira? Os caras tavam desenvolvendo tecnologia nuclear, batendo de frente com o demoniaco EUA, e de repente nao se tem mais noticias de la.
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

Offline Gigaview

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #7 Online: 05 de Maio de 2014, 00:59:31 »
A 3a. Guerra Mundial será contra os alienígenas. Estejam preparados.
Não passei no teste da MENSA mas completei o 2o. Grau.

Offline Mr. Mustard

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #8 Online: 05 de Maio de 2014, 08:06:07 »
E o Ira? Os caras tavam desenvolvendo tecnologia nuclear, batendo de frente com o demoniaco EUA, e de repente nao se tem mais noticias de la.

A diplomacia destes países estão atuando no tema (pelo menos é o que se encontra de notícias a respeito),
Entendo que boa parte do receio do Irã desenvolver armas nucleares é uma possível corrida armamentista (nuclear) dos países vizinhos,

Aí sim, teríamos um cenário para eventuais guerras, mas não Mundiais.

Offline Moro

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #9 Online: 05 de Maio de 2014, 11:00:24 »
E o Ira? Os caras tavam desenvolvendo tecnologia nuclear, batendo de frente com o demoniaco EUA, e de repente nao se tem mais noticias de la.

Não creio que o finado exército republicano irlandês tenha pretensões nucleares  :P
« Última modificação: 05 de Maio de 2014, 11:41:45 por Madiba »
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Offline Pagão

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #10 Online: 05 de Maio de 2014, 11:18:37 »
Tinha lido algo sobre um dever internacional dos EUA e outros países terem de defender um limite territorial na Ucrânia.

No limite, a OTAN tem a obrigação de explicar ao Putin que defenderá militarmente "um limite territorial na Ucrânia" que, pelo menos, integre as zonas de maioria não filorrussa..., caso os russos entrem militarmente no Leste a OTAN deve entrar a Oeste, caso os ucranianos o solicitem...
Nenhuma argumentação racional exerce efeitos racionais sobre um indivíduo que não deseje adotar uma atitude racional. - K.Popper

Offline EuSouOqueSou

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #11 Online: 05 de Maio de 2014, 16:50:42 »
E o Ira? Os caras tavam desenvolvendo tecnologia nuclear, batendo de frente com o demoniaco EUA, e de repente nao se tem mais noticias de la.

Não creio que o finado exército republicano irlandês tenha pretensões nucleares  :P

Muito gozado vc :D. Meu teclado nao acentua, perdao :)
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #12 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:02:29 »


GORBACHEV ALERTA: EUA PREPARAM GUERRA CONTRA A RÚSSIA:



'A Rússia deverá se defender [da ofensiva da Otan]. É preciso parar este processo horrível’, ressaltou o Prêmio Nobel da Paz; “Toda a retórica em Varsóvia clama pela intenção de quase declarar guerra com a Rússia. Não apenas falam da defesa, mas que de fato se preparam para a ofensiva”, afirmou o líder soviético à agência russa Interfax

10 DE JULHO DE 2016 ÀS 12:52


Do Opera Mundi – O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev (1985-1991) afirmou neste sábado (09/07) que os anúncios feitos pela cúpula da Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte), que se reúne na capital da Polônia, sugerem que a aliança, criada na Guerra Fria (1945-1991) “começou a se preparar para uma [guerra] quente”.

“Toda a retórica em Varsóvia clama pela intenção de quase declarar guerra com a Rússia. Não apenas falam da defesa, mas que de fato se preparam para a ofensiva”, afirmou o líder soviético à agência russa Interfax.

Gorbachev se refere às decisões da Otan como a que anunciou o deslocamento de 4 mil militares na Polônia e três países bálticos. Para o líder que encerrou a Guerra Fria, a decisão “força a Rússia a um crescente enfrentamento com a Europa e os Estados Unidos”.

O vencedor do Prêmio Nobel da Paz pediu que a comunidade internacional faça o que for possível para evitar que o mundo volte ao passado no qual os blocos se ameaçavam continuamente.

“A Rússia deverá se defender [da ofensiva da Otan]. É preciso parar este processo horrível”, ressaltou Gorbachev.


http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/243121/Gorbachev-alerta-EUA-preparam-guerra-contra-a-R%C3%BAssia.htm

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #13 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:06:46 »
Kremlin diz que expansão da Otan para Leste Europeu irá levar a retaliação russa 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015 08:46 BRST


Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em Moscou. 02/07/2013 REUTERS/Maxim Shemetov

MOSCOU (Reuters) - O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta quarta-feira que a expansão contínua da Otan para o Leste Europeu vai levar a medidas retaliatórias por parte da Rússia.

A aliança militar Otan convidou nesta quarta-feira Montenegro para participar do grupo.

Peskov acrescentou, em entrevista a jornalistas, que as sanções impostas pela Rússia sobre a Turquia por conta do abatimento de um avião de guerra são diferentes das que o Ocidente impôs à Rússia pela crise na Ucrânia, à medida que as sanções russas na Turquia são preventivas e por questões de ameaças terroristas.

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

REUTERS CS PF

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN0TL0YW20151202


Offline Geotecton

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #14 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:29:27 »


GORBACHEV ALERTA: EUA PREPARAM GUERRA CONTRA A RÚSSIA:



'A Rússia deverá se defender [da ofensiva da Otan]. É preciso parar este processo horrível’, ressaltou o Prêmio Nobel da Paz; “Toda a retórica em Varsóvia clama pela intenção de quase declarar guerra com a Rússia. Não apenas falam da defesa, mas que de fato se preparam para a ofensiva”, afirmou o líder soviético à agência russa Interfax

10 DE JULHO DE 2016 ÀS 12:52


Do Opera Mundi – O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev (1985-1991) afirmou neste sábado (09/07) que os anúncios feitos pela cúpula da Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte), que se reúne na capital da Polônia, sugerem que a aliança, criada na Guerra Fria (1945-1991) “começou a se preparar para uma [guerra] quente”.

“Toda a retórica em Varsóvia clama pela intenção de quase declarar guerra com a Rússia. Não apenas falam da defesa, mas que de fato se preparam para a ofensiva”, afirmou o líder soviético à agência russa Interfax.

Gorbachev se refere às decisões da Otan como a que anunciou o deslocamento de 4 mil militares na Polônia e três países bálticos. Para o líder que encerrou a Guerra Fria, a decisão “força a Rússia a um crescente enfrentamento com a Europa e os Estados Unidos”.

O vencedor do Prêmio Nobel da Paz pediu que a comunidade internacional faça o que for possível para evitar que o mundo volte ao passado no qual os blocos se ameaçavam continuamente.

“A Rússia deverá se defender [da ofensiva da Otan]. É preciso parar este processo horrível”, ressaltou Gorbachev.


http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/243121/Gorbachev-alerta-EUA-preparam-guerra-contra-a-R%C3%BAssia.htm

A que ponto chegamos: O JJ citando fonte do PT para atacar o seu desafeto, o EUA.
Foto USGS

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #15 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:29:55 »
Eu creio que enquanto houver estoques de ogivas nucleares, não haverá uma Guerra Mundial,



Se um lado acreditar que pode vencer o outro (que pode evitar  rapidamente uma retaliação pesada) . Então isto não será um impeditivo.  A doutrina  MAD  já  era.

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #16 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:33:14 »

A que ponto chegamos: O JJ citando fonte do PT para atacar o seu desafeto, o EUA.



Embora o fundamental é que a notícia seja verdadeira, e não a fonte em si, a notícia original estava no UOL:


Em meio a cúpula da Otan, Gorbachev diz que EUA preparam 'guerra quente' com Rússia
Redação | São Paulo - 09/07/2016 – 16h02


'A Rússia deverá se defender [da ofensiva da Otan]. É preciso parar este processo horrível’, ressaltou o Prêmio Nobel da Paz

 
O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev (1985-1991) afirmou neste sábado (09/07) que os anúncios feitos pela cúpula da Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte), que se reúne na capital da Polônia, sugerem que a aliança, criada na Guerra Fria (1945-1991) “começou a se preparar para uma [guerra] quente”.

Wikicommons

Durante o comando de Gorbachev, a URSS foi dissolvida

“Toda a retórica em Varsóvia clama pela intenção de quase declarar guerra com a Rússia. Não apenas falam da defesa, mas que de fato se preparam para a ofensiva”, afirmou o líder soviético à agência russa Interfax.

Gorbachev se refere às decisões da Otan como a que anunciou o deslocamento de 4 mil militares na Polônia e três países bálticos. Para o líder que encerrou a Guerra Fria, a decisão “força a Rússia a um crescente enfrentamento com a Europa e os Estados Unidos”.
 
Após pedido de desculpas de Erdogan, Putin anuncia remoção de sanções contra Turquia

Guerra Fria 2.0

Turquia aceita colaborar com a Rússia contra o EI, mas sem ceder base aérea

 
O vencedor do Prêmio Nobel da Paz pediu que a comunidade internacional faça o que for possível para evitar que o mundo volte ao passado no qual os blocos se ameaçavam continuamente.

“A Rússia deverá se defender [da ofensiva da Otan]. É preciso parar este processo horrível”, ressaltou Gorbachev.


http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/44652/em+meio+a+cupula+da+otan+gorbachev+diz+que+eua+preparam+guerra+quente+com+russia.shtml


« Última modificação: 06 de Setembro de 2016, 13:36:03 por JJ »

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #17 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:36:39 »
Uma guerra mundial só ocorreria se alguma potência militar fizesse uma expansão ou intervenção militar que violasse a ordem geopolítica atual, chocando-se frontalmente com os interesses de outras potências, e não estivesse disposta a ceder com o diálogo ou sanções.

Na verdade, a guerra só ocorreria se a potência agressora PERSISTIR em sua política expansiva. É provável que as primeiras invasões ou intervenções não gerem uma guerra.



É por aí mesmo.



Offline Geotecton

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #18 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:37:25 »
Você apenas repetiu a sua postagem anterior, ou seja, continua usando uma fonte esquerdista da pior estirpe, que é o petismo.

Além disto, a declaração do senhor Gorbachev é tão "imparcial", neste caso, quanto seria a de um 'falcão' estadunidense, pois que é cidadão russo e ainda beneficiário daquele sistema.
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Offline Geotecton

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #19 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:38:40 »
Uma guerra mundial só ocorreria se alguma potência militar fizesse uma expansão ou intervenção militar que violasse a ordem geopolítica atual, chocando-se frontalmente com os interesses de outras potências, e não estivesse disposta a ceder com o diálogo ou sanções.

Na verdade, a guerra só ocorreria se a potência agressora PERSISTIR em sua política expansiva. É provável que as primeiras invasões ou intervenções não gerem uma guerra.

É por aí mesmo.

Qual foi mesmo o país que, recentemente, ampliou o seu território às expensas da soberania de outro país?

Pista: Ele é governado pelo FDPutin.
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Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #20 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:38:56 »


A Globalização do Poder Militar: a Expansão da OTAN

By Mahdi Darius Nazemroaya
Global Research, September 25, 2007
25 September 2007
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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não alterou na essência o respectivo mandato após a dissolução do Pacto de Varsóvia e o colapso da União Soviética. No seguimento da Guerra Fria, a OTAN continuou a expandir-se. Em 1999, antes da guerra contra a Jugoslávia, a OTAN expandiu-se na Europa oriental.

A OTAN está decidida a expandir o seu círculo de membros e o seu mandato. Foi recentemente programada para se tornar numa força militar global. Além disso, parte dos seus objectivos como aliança militar global consiste em assegurar a “segurança energética” dos estados membros. O que isto significa é a militarização das rotas mundiais, dos percursos dos oleodutos estratégicos, dos corredores marítimos utilizados pelos petroleiros e das águas internacionais.

Utilização da “Cláusula de Defesa Mútua” para controlar os recursos energéticos?

O Senador americano Richard Lugar reclamou para a OTAN o direito de acorrer em auxílio de qualquer membro da aliança militar, como os Estados Unidos, cujas fontes energéticas possam estar ameaçadas. A justificação de tal intervenção cairia sob a Cláusula de Defesa Mútua da OTAN (Artigo 5). A ideia do Senador Lugar recebeu forte apoio dos membros da Europa de Leste e da União Europeia, dependentes da Federação Russa para o abastecimento em energia.

O Senador Lugar foi citado como tendo dito que “[a OTAN] devia reconhecer que em última instância a diferença é pequena entre um membro ser submetido a coerção através dum corte de energia ou enfrentar um bloqueio militar ou outra demonstração militar junto às suas fronteiras.” [1]

O Artigo 5 é a razão de ser da OTAN. Transforma qualquer ataque a um dos membros num ataque a todos os membros. O Artigo 5 da carta da OTAN é a base para a formação da “defesa mútua.” Qualquer interpretação da cláusula relativamente à segurança energética significa que qualquer membro da OTAN cujas fontes de energia são cortadas pode confiar na ajuda do resto da aliança militar. O Artigo 5 pode também ser interpretado para insinuar que o corte de energia a qualquer membro da OTAN seria definido como um acto de agressão ou um acto de guerra. Deve notar-se que quase todos os membros da OTAN não têm recursos de energia próprios.

Não é surpresa que a Rússia tenha ficado bastante furiosa e enervada com este musculado conceito de segurança energética dentro da OTAN. Se tal doutrina fosse adoptada, poderia ser utilizada como justificação para a imposição de sanções económicas e políticas contra a Rússia e outros países produtores de energia. A cláusula poderia também proporcionar um mandato para atacar a Rússia ou qualquer outro país exportador, incluindo o Irão, o Turquemenistão, a Líbia e a Venezuela, com o objectivo de controlar os recursos naturais e energéticos desses países.

O Comissário do Comércio da UE Peter Mandelson emitiu igualmente uma declaração dizendo “Ambos [a Rússia e a UE] crêem que o outro utiliza a arma da energia como instrumento político.” Acrescentou também que as relações entre a UE e a Rússia estão ao pior nível da era pós Guerra-Fria e que “a Europa quer segurança no fornecimento [de energia] …” [2]

Por este motivo, entre outros, a Rússia e seus aliados vêm o projecto dos EUA e OTAN sobre o sistema global antimíssil como um meio para controlar as fontes de energia e os recursos naturais russos e globais através da ameaça da força. A Rússia, tal como a China e o Irão, está também a ser rodeada por uma fronteira militar que é vista como parte dos esforços da OTAN para a cercar e aos seus aliados.

A Expansão-Integração Global da OTAN como Aliança Militar Mundial

“…a OTAN tem-se transformado desde a Guerra Fria e a posterior consolidação regional dos anos 90 numa instituição transatlântica com missões globais, alcance global e parceiros globais. Esta transformação é mais evidente no Afeganistão onde a OTAN opera, mas a linha que atravessámos torna efectivamente ultrapassado a discussão ‘área interna/área externa’ que tanto tempo consumiu nos anos 90. Não há ‘área interna/área externa.’ Potencialmente, tudo é área OTAN. Isso não significa que seja uma organização global. É uma organização transatlântica, mas o Artigo 5 tem agora implicações globais. A OTAN está num processo de desenvolvimento de capacidades e de horizontes políticos para lidar com problemas e contingências em todo o mundo. Trata-se de uma mudança enorme.”
-Daniel Fried, Sub-Secretário de Estado dos EUA para os Assuntos Europeus e Euro-Asiáticos (17 de Abril de 2007)

A OTAN está igualmente a encarar um processo de “alcance global” que a transformaria numa força militar global com estados-membros fora da América do Norte e do continente europeu. Embora não ainda oficial, a OTAN iniciou já uma transição para a “globalização” das suas forças e operações militares. Está fortemente envolvida no Afeganistão e na Ásia Central; existem bases da OTAN no Afeganistão e nas fronteiras da China e do Irão. Alargou também a sua presença nos Balcãs (visível no seu envolvimento na antiga Jugoslávia). Planeou igualmente grandes operações militares no Sudão e mais em geral no continente africano, a coberto daquilo que é descrito pelos seus opositores como a “mascarada da manutenção de paz.”

Embora informalmente, a OTAN encontra-se igualmente envolvida no terreno no Líbano. [3] Uma esquadra de navios de guerra está também sediada em águas da África Oriental, no Mar Vermelho e no Mar da Arábia. Forças navais de países da OTAN, como a Alemanha e a Dinamarca, estão presentes no Mediterrâneo Oriental e podem atingir a Síria em caso de guerra. [4]

Deslizando para o Irão, a expansão da OTAN no Golfo Pérsico: a “Iniciativa de Segurança do Golfo”

A OTAN envolveu-se formalmente no Golfo Pérsico, embora na realidade as forças de diversas nações a ela pertencentes lá tenham vindo a operar desde a Guerra Fria. O Director da Segurança Nacional do Kuwait, Sheikh Thamer Ali Sabah Al-Salem Al-Sabah, anunciou que o seu país assinou um acordo de segurança com a OTAN durante uma conferência CCG-OTAN que teve lugar entre 11 e 12 de Dezembro de 2006. O CCG (Conselho de Cooperação do Golfo), rebaptizado Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo, inclui a Arábia Saudita, o Kuwait, os E.A.U., o Qatar, o Bahrein e Omã. O CCG tem já um acordo militar entre os seus membros, a Força do Escudo de Defesa do Golfo, e acordos de segurança bilateral individuais com os EUA e a GB. A OTAN tem estado em diálogo com o Qatar, o Kuwait e outros membros do CCG com vista ao estabelecimento de uma presença mais formal da NATO no Golfo Pérsico e de um novo acordo de segurança contra o Irão.

Este novo balanço regional no Golfo Pérsico é parte de uma aliança mais vasta no Médio Oriente ligada à OTAN. A Arábia Saudita, a Jordânia, o Egipto, Israel, os EUA, a Bretanha e a OTAN, para além do CCG (Conselho de Cooperação do Golfo) são todos parte desta coligação no Médio Oriente. [5] A coligação ou aliança militar representa essencialmente uma extensão para leste do “Diálogo Mediterrânico” da OTAN. Os seus membros do Médio Oriente, incluindo Israel e a Arábia Saudita são designados “Coligação dos Moderados,” ao passo que o Irão e a Síria são vistos como a “Coligação de Radicais/Extremistas.”

Para além das implicações na confrontação com o Irão, a cooperação entre o CCG e a OTAN confirma que esta se prepara para se tornar numa instituição e força militar globais. O Médio Oriente é uma importante área geostratégica da expansão da OTAN rica em energia. As vanguardas da OTAN na região são a Turquia e Israel.

Também os Estados Unidos têm estado a aumentar o arsenal de mísseis no Golfo Pérsico e a transportar grande quantidade de equipamento militar e sistemas de radar para a região. Inicialmente, a justificação para a instalação de equipamento militar no Golfo era a “Guerra Global contra o Terrorismo”, depois foi a invasão do Iraque de 2003 e agora a nova justificação é a protecção dos aliados da América no Golfo Pérsico, incluindo os E.A.U., o Kuwait e a Arábia Saudita, contra a ameaça dos mísseis balísticos do Irão.

A Conferência CCG-NATO está mandatada pela Iniciativa de Cooperação de Istanbul e foi organizada sob o tema “Enfrentando Desafios Comuns,” que directamente denota o Irão como o alvo da cooperação militar de segurança entre a CCG e a OTAN. [6]

Além disso, a Conferência teve lugar após exercícios militares terem tido lugar no Golfo Pérsico entre os membros da CCG, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França e a Austrália, o que também demonstra que a cooperação entre os dois ramos da OTAN, a entente Franco-Germânica e a aliança Anglo-Americana, se iniciou antes da histórica Conferência da OTAN de 2006 em Riga, na Lituânia. [7]

Os acordos do CCG com a OTAN são também significativos porque traduzem uma partilha e divisão do Golfo Pérsico entre a entente Franco-Germânica e a aliança Anglo-Americana.

Embora o Sheikh Thamer Ali Sabah Al-Salem Al-Sabah e os dirigentes do Kuwait tenham tentado desvalorizar o significado da cooperação entre o seu país e a OTAN, essa cooperação aponta para a expansão da OTAN e para uma provável confrontação com o Irão. O dirigente kuwaitiano esclareceu também que o objectivo da conferência era utilizar a diversidade da experiência da NATO, tendo em conta a sua composição multinacional.

Com o aumento militar Anglo-Americano e a extensão da OTAN no Golfo Pérsico, os dirigentes da CCG têm sido encorajados para cooperarem com os militares dos E.U. e da Grã-Bretanha. Recentemente, o Ministro da Defesa do Bahrain, Sheikh Khalifa bin Ahmed Al-Khalifa, afirmou que os Sheikados Árabes do Golfo Pérsico têm “capacidade para responder a qualquer ataque do vizinho Irão,” e “responderiam energicamente” se o Irão bloqueasse o estreito de Ormuz na sequência de incursões ou ataques militares dos E.U. [8] Não é também coincidência que os dirigentes do Kuwait tenham declarado estar prontos para um ataque conduzido pelos Americanos contra o Irão e o rebentamento da guerra no Médio Oriente. [9]

Deve-se notar que quaisquer ataques do Irão sobre os Sheikados Árabes do Golfo Pérsico seriam em resposta à sua cooperação com os E.U. e à aceitação da utilização dos seus espaços aéreos, águas e territórios contra o Irão pelos militares dos E.U. e seus aliados. Os dirigentes destas nações também apoiaram os E.U. e a G.B. na guerra e invasão do Iraque e são anfitriões de grandes bases terrestres, aéreas e navais dos E.U.

O objectivo final da OTAN: cercar a Rússia, a China e os seus aliados

“A primeira e mais importante área na qual deve haver mudança é a do desenvolvimento da nossa capacidade de projectar estabilidade no Leste”
-Secretário-Geral da OTAN Manfred Wörner

A declaração no Congresso de 7 de Fevereiro de 2007 do Secretário de Estado da Defesa Robert Gates, ao apresentar o orçamento militar do Pentágono para 2008, confirma que os Estados Unidos consideram, além do Irão, também a China e a Rússia como potenciais adversários. O Secretário Gates disse ao Senado dos E.U. que tanto a Rússia, como a China constituíam ameaças para os Estados Unidos: “Além de fazer a ‘Guerra Global contra o Terrorismo,’ devíamos também considerar os incertos percursos da China e da Rússia, ambas prosseguindo sofisticados programas de modernização militar.” [10]

A verdadeira questão é: são os Russos e Chineses uma ameaça para os Estados Unidos ou será o contrário? Constituem a China e a Rússia igualmente uma ameaça económica para os Estados Unidos?

O Ministro Russo dos Estrangeiros e o governo pediram de imediato explicações oficiais à Casa Branca pelos ameaçadores comentários.

A reacção dos Russos tem-se tornado sistemática e progressivamente apreensiva à medida que percebem que estão a ficar rodeados. É já desde há algum tempo que a Rússia, a China e os seus aliados têm sido lentamente cercados. A China enfrenta uma fronteira oriental militarizada na Ásia, enquanto o Irão ficou virtualmente cercado e as fronteiras ocidentais da Rússia têm sido infiltradas pela OTAN.

A expansão da OTAN continua apesar do fim da Guerra Fria e das promessas da aliança militar de que não se expandia. Bases militares e instalações de mísseis cercam a China, o Irão e a Federação Russa.

Na Conferência de Munique na Alemanha sobre Política de Segurança, em Fevereiro de 2007, o Presidente Vladimir Putin declarou que a OTAN estava a tomar como alvo a Federação Russa e lembrou também à OTAN o seu compromisso de que o bloco militar não se deslocaria para leste. [11] O falecido Boris Yeltsin fez declarações idênticas sobre a expansão da OTAN relativamente à entrada dos Estados bálticos no bloco militar. O discurso do Presidente Vladimir Putin foi até agora a mais significativa declaração Russa e é um sinal de que a Rússia começa a sentir a ameaça às suas fronteiras , desde a fronteira do extremo oriente russo até à fronteira com a Geórgia e a Europa de Leste.

Do ponto de vista da Rússia, a OTAN deixou de estar empenhada numa “coexistência pacífica.” O General Yuri Baluyevsky, Chefe de Estado Maior das Forças Armadas Russas e Ministro da Defesa, alertou os russos de que presentemente enfrentam ameaças militares ainda maiores do que durante a Guerra Fria. Tanto o Presidente russo, como o General Baluyevsky, apelaram a uma nova doutrina militar russa para responder às crescentes ameaças dos EUA e da NATO [12]

Os projectos militares impulsionados pelos Estados Unidos, por vários aliados da OTAN na Europa (designadamente Grã-Bretanha, Polónia e República Checa) e pelo Japão, para o estabelecimento de dois projectos paralelos de escudos anti-míssil, ameaçam tanto a Rússia como a China. Um escudo anti-míssil ficará na Europa e o outro no Extremo Oriente. Estes escudos anti-míssil são instalados sob o pretexto de hipotéticas ameaças do Irão e da Coreia do Norte aos Estados Unidos, Europa, Coreia do Sul e Japão.

“Esta questão [os escudos anti-míssil instalados nas fronteiras russas] é uma questão muito urgente e politicamente importante e pode arrastar-nos para uma nova corrida aos armamentos,” comentou o Coronel-General Yuri Solovyov, comandante militar russo, a propósito das instalações que fazem parte do projecto de escudo anti-míssil prestes a serem montadas junto à fronteira russa na Europa de Leste. [13]

Há igualmente discussão sobre outro escudo anti-míssil em construção no Cáucaso ou mesmo possivelmente na Ucrânia. A República do Azerbeijão e a Geórgia são potenciais candidatos para albergarem o projecto no Cáucaso.

“A nossa análise mostra que a colocação de uma estação de localização rádio na República Checa e de equipamento anti-míssil na Polónia constituem uma ameaça real para nós [Rússia],” esclareceu o General Vladimir Popovkin, Comandante das Forças Espaciais Russas, que acrescentou “É muito duvidoso que elementos do sistema de defesa nacional anti-míssil dos EUA na Europa de Leste estejam dirigidos contra mísseis iranianos, tal como declarado [por funcionários dos EUA].” [14]

O projecto antimíssil dos EUA na República Checa é igualmente rejeitado pela maioria da população checa. [15] A vontade do povo checo está a ser ignorada, tal como a dos americanos, britânicos, italianos, canadianos e japoneses o é continuamente pelos respectivos governos. Por outras palavras, estes chamados governos democráticos são extremamente não democráticos quando toca a planeamento militar e guerra.

As fronteiras da Rússia e da China estão a ser militarizadas pela OTAN e pela mais vasta rede de alianças militares organizada pelos Estados Unidos. Surpreendentemente, a Turquia que é um membro da OTAN no Médio Oriente, vizinha directa do Irão e escolha lógica para qualquer instalação de escudos anti-míssil concebida para protecção contra pretensas ameaças de mísseis balísticos iranianos, não foi escolhida como local para o escudo de defesa anti-míssil. O facto do projecto de escudo anti-míssil ser colocado na Polónia e na República Checa e não na Turquia ou nos Balcãs sugere que o projecto não está dirigido principalmente contra o Irão, mas contra a Rússia.

O outro projecto de escudo anti-míssil, no Extremo Oriente, longe da Coreia do Norte, será adjacente às altamente povoadas províncias chinesas de leste e ao extremo oriente russo rico em recursos. Este escudo anti-míssil asiático ficará situado no Japão, com possibilidade de instalações na Coreia do Sul. O Japão e os Estados Unidos iniciaram um projecto de investigação de defesa conjunto em 1999, coincidindo com o ano de expansão da OTAN e com a guerra da OTAN contra a Jugoslávia. [16] Taiwan é igualmente uma ligação vital para a militarização da fronteira com a China.

Uma vez completada a formação desta rêde militar internacional, ficará patente a verdadeira razão para a criação de dois projectos paralelos de escudos anti-míssil. Os dois projectos militares não estão separados, mas sim interligados um com o outro. Constituem parte da globalização da OTAN e de uma aliança militar mais vasta em vias de cercar a Rússia, a China e os seus aliados.

Em simultâneo com o desenvolvimento desta rêde militar global, a OTAN e os EUA iniciaram um plano para controlarem os oceanos mundiais. O alto mar, o comércio internacional e o tráfico marítimo são igualmente foco dum regime de controle em fase de consolidação liderado pelo governo dos EUA.

 

Uma cadeia à volta da China: Importancia das rotas marítimas estratégicas do petróleo, Taiwan e Singapura

Os Estados Unidos têm fortes ligações militares com Taiwan porque esta lhe fornece um escudo logístico para um envolvimento militar contra a China e a segurança energética chinesa. Taiwan é geo-estrategicamente importante porque a ilha está situada entre o Mar da China do Sul e o Mar da China Oriental. Os EUA atribuem a máxima importância à posição de Taiwan relativamente às critica e estrategicamente importantes rotas marítimas dos navios que transportam petróleo e outros recursos para a China.

Muito tem sido discutido sobre as importantes rotas geo-estratégicas do petróleo na Ásia Central e sobre importantes corredores terrestres, mas atenção é igualmente devida às rotas marítimas estratégicas do petróleo ou às linhas internacionais de navegação. Os fornecimentos de energia estão intimamente ligados à segurança nacional, ao desenvolvimento e à potência militar chineses. Caso os fornecimentos de petróleo à China fossem cortados face a uma guerra, ou mais provavelmente retardados, ela tornar-se-ia vulnerável, podendo ficar potencialmente paralisada e sufocada. Um cordão marítimo à volta da China serviria tal objectivo.

Os estreitos de Taiwan e de Malaca são geo-estrategicamente vitais para o transporte de petróleo e de recursos para a China. Quem controlar ambos os estreitos controla o fluxo de energia para a China sob o presente status quo. Seria um duro golpe para a China, caso os estreitos fossem bloqueados e a corrente de petroleiros parasse ou se atrasasse, tal como seria um duro golpe para os EUA e para a UE caso o estreito de Ormuz fosse bloqueado pelo Irão. Acontece então que a Marinha dos EUA domina essas rotas de navegação. Até a China dispor de uma fonte segura de entrada de energia através de rota não controlada pelos Estados Unidos, continuará a ser vulnerável à Marinha dos Estados Unidos que continuamente controla ambos os estreitos de Taiwan e de Malaca.

Tanto Taiwan como Singapura são íntimos aliados dos EUA devido a estas realidades. Do mesmo modo, Singapura e Taiwan estão fortemente militarizadas com vista a exercerem controle sobre esses dois estreitos vitais. Caso haja guerra entre a China e os Estados Unidos, tanto Singapura como Taiwan têm, em aliança com a Marinha dos EUA, planos de contingência para bloquearem o trânsito de petróleo para a China.

Embora o estreito de Malaca se situe sob soberania territorial marítima da Malásia, a rápida militarização de Singapura está orientada para o controle e, se necessário, interrupção do fluxo de petroleiros no estreito de Malaca. Seria o corte no fluxo de energia para a China na eventualidade de uma guerra com os EUA. As instalações navais de Singapura são também altamente especializadas em navios de guerra e submarinos e intensamente utilizadas pela Marinha dos EUA.

A China sabe que é vulnerável à intervenção militar contra os seus fornecimentos de energia. Por isso os chineses têm desenvolvido as suas bases navais e procurado que terminais petrolíferos e corredores energéticos sejam construídos em rotas terrestres directamente da Ásia Central e da Federação Russa para a China. A cooperação chinesa com a Rússia, Irão e as repúblicas da Ásia Central serve o objectivo de criar um corredor energético trans-asiático que assegure um fluxo contínuo de energia para a China na eventualidade de um bloqueio naval do alto mar conduzido pelos americanos. Desenrolam-se conversações para o desenvolvimento de um gasoduto do Irão para o Paquistão, Índia e China com a colaboração da Rússia. [17]

Os chineses objectaram igualmente contra as propostas e iniciativas sobre o aquecimento global. A China argumenta que o debate sobre o clima constitui um desafio calculado ao seu crescimento económico e dos países em desenvolvimento. Os chineses crêm que o objectivo da iniciativa dos EUA e da UE sobre as alterações climáticas é pressioná-los para cortarem as emissões de dióxido de carbono (CO2) a um nível que prejudicaria o seu desenvolvimento industrial e económico. [18]



http://www.globalresearch.ca/a-globaliza-o-do-poder-militar-a-expans-o-da-otan/10357



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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #21 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:39:54 »
O crescimento naval no Oceano Índico e o flanco oriental chinês

Tem havido um gradual crescimento naval à volta da China. Inclui um aumento das esquadras de submarinos da região Ásia-Pacífico. Um relatório australiano publicado pelo Instituto Australiano de Política Estratégica (ASPI) preveniu que está em desenvolvimento uma corrida asiática aos armamentos. Diz o relatório: “Num arco que se estende do Paquistão e Índia através do Sueste Asiático até ao Japão, está em curso uma notável modernização e expansão [militares].” [19]

Também a China foi mencionada por Bill Gertz do The Washington Times como estando “aumentando forças militares e estabelecendo bases ao longo de corredores marítimos desde o Médio Oriente a fim de projectar o seu poder marítimo e proteger o transporte de petróleo, de acordo com um relatório interno até há pouco confidencial preparado para o Secretário da Defesa Donald H. Rumsfeld.” [20]

A China lançou-se numa política naval pro-activa com vista à segurança do Mar da China Oriental, do mar da China do Sul e do Oceano Índico. Estas zonas correspondem todas à rota marítima internacional de energia que leva o petróleo africano e do Médio Oriente para a China. O objectivo chinês é proteger a linha vital chinesa de energia da Marinha dos EUA e aliados. O Pentágono refere-se às bases navais por “colar de pérolas” devido à sua importância geo-estratégica no balanço do poder naval no Oceano Índico. [21]

As instalações navais chinesas estão a ser todas construídas ao longo desse corredor marítimo vital. O porto naval de Gwadar no Paquistão, nas margens do Mar da Arábia, foi projectado e construído pelos chineses. Foi igualmente assinado um acordo com o Sri Lanka (Ceilão) que dará à China acesso ao porto de Hambatota no extremo sul da ilha. [22]

A China planeou também a construção de um porto naval em Myanmar (Birmânia), um aliado chinês geo-estrategicamente importante. A criação de um porto em Myanmar eliminaria qualquer ameaça de ambos os estreitos de Taiwan e de Malaca. A China faz fronteira directamente com Myanmar e existe uma rede de combóios e de transporte rodoviário da costa de Myanmar até à China do Sul. [23]

Os Estados Unidos têm também tentado obstruir qualquer meio possível que permita que o petróleo possa atingir a China directamente através de uma eventual cooperação petrolífera trans-asiática para além das rotas marítimas tradicionais e vulneráveis que se encontram sob vigilância da Marinha dos EUA. Qualquer acordo energético trans-asiático, como o oleoduto Irão-Paquistão-Índia, contraria a agenda anglo-americana e da OTAN para o controle da Eurásia.

A frota do Pacífico dos EUA está também a atribuir maior importância estratégica à ilha de Guam no Oceano Pacífico, à medida que os EUA aprofundam a colaboração com a Austrália, Singapura, Filipinas e Japão para cercarem mais a China militarmente. [24] A questão dos mísseis balísticos e armas nucleares norte-coreanas está actualmente a ser utilizada como base ideal para cercar mais a China no Extremo Oriente. A Iniciativa de Proliferação da Segurança (PSI) iniciada pela Administração Bush Jr. em 2003, imediatamente a seguir à invasão do Iraque, constitui também um meio para controlar o movimento de tráfego internacional e cortar os fornecimentos de energia à China, caso surja uma conjuntura de agressão contra os chineses.

Controle de rotas marítimas estratégicas, o cordão naval dos mares e uma “Marinha global”

Controlar o alto mar e o comércio constitui uma linha de ataque adicional a instalar para envolver os gigantes euro-asiáticos China e Rússia. É isto precisamente o que a Iniciativa de Proliferação da Segurança (PSI) e o estabelecimento duma “força naval global” sob comando dos EUA têm como objectivo a cumprir. Neste aspecto, a China está em maior perigo de ameaça vinda do oceano do que a Rússia.

A rede naval que está a ser criada pela OTAN e aliados começa a emergir. Mais de 40 países participaram em manobras navais no Mar da Arábia e no Oceano Índico. [25] Trata-se duma ameaça aos fornecimentos energéticos chineses e ao comércio internacional entre a África e a Eurásia através do Oceano Índico.

O Almirante Mike Mullen, Chefe das Operações Navais dos EUA, declarou que os EUA procuram montar e estabelecer uma “marinha de mil navios” para tomar conta das águas internacionais. [26] Esta estratégia esboçada consiste na futura amálgama das marinhas da OTAN e dos aliados naquilo que foi designado pela Marinha dos EUA como uma “parceria marítima global” que “junte marinhas, guardas costeiras, forças marítimas, operadores portuários, armadores comerciais e muitas outras entidades governamentais e não-governamentais dedicadas às questões marítimas.” [27]

As áreas iniciais onde esta nova estratégia vai entrar em jogo são o Golfo Pérsico, as águas da África Oriental e o Mar da Arábia. O Almirante Mullen citou também a existência de um grupo de 45 vasos de guerra predominantemente da OTAN colocados no Golfo Pérsico e cerca do Médio Oriente como parte desta força naval global. [28] As operações nas águas do Médio Oriente e no Mar da Arábia incluem as Task Force Combinadas (acrônimo inglês: CTFs) 150 and 152. A Task Force Combinada (CTF) 150 opera nas águas do Golfo de Omã, do Golfo de Aden, do Mar Vermelho e no Mar da Arábia do Norte, onde vários navios de guerra franceses estão posicionados. A Task Force Combinada (CTF) 152, que inclui navios de guerra italianos, franceses e alemães, opera no Golfo Pérsico e tem o seu quartel-general no Bahrain.

É significativo notar que a Task Force Combinada (CTF) 152, que faz parte do grupo de 45 navios de guerra citado pelo Almirante Mullen como integrando a força naval global, está sob comando da Marinha dos EUA e do CENTCOM. Inclui operações navais no Golfo Pérsico e na vizinhança do Médio Oriente. A operação “Iraqi Freedom” no Golfo Pérsico e a operação “Enduring Freedom” ao largo do Corno de África são apenas duas das operações que estes navios de guerra predominantemente OTAN activamente realizam.

A crescente armada naval compreende três Task Force Combinadas (CTFs) primárias em coligação e sete forças navais de apoio. Entre os 45 navios que constituem a força de vasos de guerra encontram-se da França, Alemanha, Itália, Holanda, Canadá, Austrália, Paquistão e de outros parceiros NATO, ao lado dos navios de guerra da Marinha dos EUA e britânicos.

A força naval global encontra-se mandatada sob os auspícios combinados da OTAN e da ala de operações navais do CENTCOM. A formação desta vasta e relativamente pouco falada armada de navios de guerra só é possível com o consentimento da entente franco-germânica no quadro da OTAN. Estes navios de guerra foram agrupados sob o pretexto da luta pela “Guerra Global contra o Terrorismo.”

O controle das águas internacionais, do movimento e do comércio global: a “Iniciativa de Proliferação da Segurança”

A par da força naval global criada pelos EUA e pela OTAN, foi delineada uma estratégia para controlar o comércio, o movimento e as águas internacionais. A Iniciativa de Proliferação da Segurança (acrônimo inglês: PSI; acrônimo português: IPS), sob a capa de eliminar o contrabando de componentes ou tecnologia das armas de destruição em massa (WMD) e seus sistemas portadores (tecnologia ou componentes de mísseis), estabelece-se para o controle do fluxo de recursos e do comércio internacional. A política foi esboçada por John Bolton, quando ao serviço do Departamento de Estado como sub-secretário de Estado para o Controle de Armas e Segurança Internacional.

A estratégia foi iniciada em 31 de Maio de 2003 pela Casa Branca e delineada com violação aberta da lei internacional. Segundo a lei internacional, os navios de guerra da Marinha dos EUA ou da OTAN não podem abordar e inspeccionar navios mercantes estrangeiros em águas internacionais. Segundo a Parte VII (7) da Convenção da ONU sobre a Lei do Mar de 1982, as operações americanas são ilegais internacionalmente, a menos que autorizadas pelo país de origem do navio mercante. Os navios de guerra apenas podem abordar e inspeccionar ou deter navios do próprio país, a não ser que um acordo bilateral tenha sido assinado com outro país garantindo o direito de inspecionar navios mercantes navegando sob a sua bandeira.

Em águas internacionais, barcos estrangeiros só podem ser inspeccionados se poluirem junto das águas do país a que pertence a força naval ou se existir razoável suspeita de pirataria. Além disso, em águas internacionais navios pertencentes a um governo nacional têm imunidade contra paragens, inspecções e apreensões por parte de navios de outros países. Segundo estas regras internacionais, seria ilegal a Marinha dos EUA fazer parar em águas internacionais um navio pertencente ao governo da Coreia do Norte ou da Síria ou da China. Com o novo regime de águas internacionais proposto e actualmente posto em prática contra a Coreia do Norte pelo governo dos EUA, tudo isto começou a mudar, especialmente em águas do Oceano Índico e do Oceano Pacífico. Os governos de várias nações asiáticas criticaram abertamente e puseram em dúvida a legalidade das novas operações, incluindo o governo da Malásia. [29]

Naturalmente que a China suspeita da iniciativa americana sobre águas internacionais e recusou participar no esquema de 2003. Os chineses consideram que se trata de uma maneira dos EUA e seus aliados controlarem mais as águas internacionais e o comércio internacional. A Rússia, por outro lado, juntou-se ao esquema, porque Moscovo não está na posição, como a China, em que a sua linha de vida depende do tráfico marítimo e das águas internacionais. Além disso, a Marinha Russa pode reciprocamente, de acordo com o esquema, fazer parar e abordar navios mercantes americanos.

Não é coincidência que Singapura, o Japão e o Mar da China do Sul, todos na proximidade da China, tenham sido escolhidos como as principais zonas para os muitos exercícios navais segundo o novo esquema. EUA, Grã-Bretanha, Japão, Austrália, Canadá, Singapura, França, Itália e Alemanha, junto com a Rússia, tomaram parte nos exercícios navais relativos à Iniciativa de Proliferação da Segurança (PSI).

Muitos navios norte-coreanos foram ilegalmente parados e estorvados desde o início da iniciativa naval, mas a China, como outros países, está também sob ameaça de operações navais internacionalmente ilegais, reminiscentes das internacionalmente ilegais zonas “no-fly” impostas na pré-invasão do Iraque pelos governos dos EUA, britânico e francês. Abriu-se o precedente para um dia parar navios chineses e o tráfico marítimo para a China.

A expansão da OTAN e a marcha para o conflito global

O posicionamento militar global e as ambições geopolíticas da NATO cada vez mais acentuam e dão indicação sobre as operações e directivas militares da OTAN. O sistema de alianças militares reforça-se e os seus alvos principais parecem ser os gigantes eurasiáticos, Rússia, China e possivelmente Índia. A expansão da OTAN não está limitada apenas à Europa e à antiga União Soviética, mas pretende ter carácter global.Na Ásia, uma aliança asiática paralela irmã da OTAN está em formação a partir da rêde de alianças militares existentes no arco Ásia-Pacífico. [30] A China, a Rússia e o Irão estão agora na frente de uma relutante aliança eurasiática que toma forma em oposição à OTAN e aos Estados Unidos. Em última instância, pode ser no Médio Oriente que o ritmo de expansão da OTAN ficará estabelecido. Se o Médio Oriente cair sob total controle da aliança anglo-americana e da OTAN, estará preparado o palco para uma nova fase da “longa guerra” que vai levar direito ao coração da Eurásia.


Mahdi Darius Nazemroaya é Investigador Associado do Centro de Investigação da Globalização/Centre for Research on Globalization (CRG) especializado em assuntos geopolíticos e estratégicos.

Tradução de ODiario.info com modificações.

Original inglês: The Globalization of Military Power: NATO Expansion


NOTAS

[1] Judy Dempsey, Senador dos EUA reclama utilização da cláusula de defesa da OTAN para a energia, International Herald Tribune, Novembro 28, 2006.
[2] Mu Xuequan, Mandelson: Termina a pior crise entre a Rússia e UE desde a Guerra Fria, Xinhua News Agency, Abril 21, 2007.
[3] Pr. Michel Chossudovsky, Debatendo “Guerra e Paz” à porta fechada: a Conferência de Segurança da NATO em Riga, Centre for Research on Globalization, Novembror 26, 2007; Riga, capital da Lituânia, foi local de uma histórica conferência da OTAN que envolveu todos os principais decisores, partidos, corporações e indivíduos dentro da aliança OTAN. A oposição bielorrussa foi também convidada’ Debatendo “Guerra e Paz” à porta fechada: a Conferência de Segurança da OTAN em Riga, por Pr. Michel Chossudovsky, expõe o programa da OTAN em discussão à porta fechada e fornece uma completa lista de assistentes e participantes na cimeira transatlântica da Lituânia.
[4] Mahdi Darius Nazemroaya, A Marcha para a Guerra: crescimento naval no Golfo Pérsico e no Mediterrâneo Oriental, Centre for Research on Globalization (CRG), Outubro 1, 2006.
[5] Kuwait assina acordo de segurança com a OTAN durante a conferência do Golfo na próxima semana, Kuwait News Agency (KUNA), Dezembro 6, 2006.
[6] Kuwait assina acordo da OTAN, Op. cit.
[7] Pr. Michel Chossudovsky, “Armas de destruição em massa:” Criando um pretexto para lançar a guerra contra o Irão?, Centre for Research on Globalization (CRG), Novembro 1, 2006.
[8] Estados do Golfo ‘podem responder a ataque,’ Gulf Daily News, Vol. XXIX (29), No. 364, Março 19, 2007.
[9] B. Izzak, Kuwait preparado para qualquer guerra EUA-Irão, Kuwait Times, Maio 10, 2007.
[10] Robert M. Gates, Declaração de postura à Comissão de Serviços Armados do Senado (Testemunho, Comissão de Serviços Armados do Senado, Washington, Distrito de Columbia, Fevereiro 06, 2007).
[11] Vladimir Putin, Discurso e posterior discussão na Conferência de Munique sobre Política de Segurança (Comunicação, Conferência de Munique sobre Política de Segurança, Munique, Baviera, Fevereiro 10, 2007); http://www.ynetnews.com/Ext/Comp/ArticleLayout/CdaArticlePrintPreview/1,2506,L-3340750,00.html
[12] Sistemas anti-míssil dos EUA na Europa ameaçam a Rússia — Geral, MoscNews, Fevereiro 9, 2007.
[13] Escudo anti-míssil dos EUA na Europa pode provocar corrida aos armamentos — Geral, MoscNews, 16 Março, 2007.
[14] Escudo anti-míssil dos EUA ameaça Rússia – geral, Reuters, Janeiro 22, 2007.
[15] Mark John, Plano de mísseis dos EUA desencadeia tensões na OTAN, Reuters, Março 5, 2007.
[16] Sarah Suk, Almirante americano confiante na eficiência do escudo de mísseis, Kyodo News, Maio 1, 2007.
[17] Atul Aneja, “Oleoduto devia estender-se até à China,” The Hindu, Maio 7, 2007; http://www.kuwaittimes.net/read_news.php?newsid=NDQyNzE4NjE=
[18] Os chineses objectam ao esboço sobre o clima, British Broadcasting Corporation News (BBC News), Maio 1, 2007.
[19] Andrew Davies, O inimigo por baixo: guerra anti-submarina na ADF, (Barton, Território da Capital da Austrália: Australian Strategic Policy Institute (ASPI), Fevereiro, 2007), p.1.
[20] Bill Gertz, A China desenvolve rotas marítimas estratégicas, The Washington Times, Janeiro 18, 2005; “A China está a desenvolver relações estratégicas ao longo de rotas marítimas desde o Médio Oriente até ao Mar da China do Sul de uma forma que sugere posicionamentos defensivos e ofensivos que protejam os seus interesses energéticos, mas também que sirvam grandes objectivos de segurança,” disse o relatório patrocinado pelo director do Net Assessment, que chefia o gabinete de Rumsfeld sobre estratégias orientadas para o futuro.
[21] Pallavi Aiyar, India faz exercícios navais com a China, The Hindu, Abril 12, 2007.
[22] Ibid.
[23] Ibid.
[24] Luan Shanglin, EUA ensaiam jogos de guerra em larga escala perto de Guam, Xinhua News Agency, Abril 11, 2007.
[25] Comandante naval: os EUA não planeiam atacar o Irão, Xinhua News Agency, Abril 17, 2007.
[26] Thom Shanker, EUA e Grã-Bretanha aumentam navios no Golfo Pérsico como sinal ao Irão, The New York Times, Dezembro 21, 2006.
[27] Ibid.
[28] Ibid.
[29] Malásia sem pressa para se juntar ao pacto de segurança liderado pelos EUA, Reuters, Abril 17, 2007.
[30] Mahdi Darius Nazemroaya, Aliança militar global cercando a Rússia e a China, Centre for Research on Globalization (CRG), Maio 10, 2007.
Original inglês: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=viewArticle&code=NAZ20070510&articleId=5605
Tradução portuguesa: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=6329

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Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #22 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:40:42 »
Uma guerra mundial só ocorreria se alguma potência militar fizesse uma expansão ou intervenção militar que violasse a ordem geopolítica atual, chocando-se frontalmente com os interesses de outras potências, e não estivesse disposta a ceder com o diálogo ou sanções.

Na verdade, a guerra só ocorreria se a potência agressora PERSISTIR em sua política expansiva. É provável que as primeiras invasões ou intervenções não gerem uma guerra.

É por aí mesmo.

Qual foi mesmo o país que, recentemente, ampliou o seu território às expensas da soberania de outro país?

Pista: Ele é governado pelo FDPutin.


Só pegaram de volta o presente dado anteriormente.



Offline Geotecton

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #23 Online: 06 de Setembro de 2016, 13:43:23 »
Uma guerra mundial só ocorreria se alguma potência militar fizesse uma expansão ou intervenção militar que violasse a ordem geopolítica atual, chocando-se frontalmente com os interesses de outras potências, e não estivesse disposta a ceder com o diálogo ou sanções.

Na verdade, a guerra só ocorreria se a potência agressora PERSISTIR em sua política expansiva. É provável que as primeiras invasões ou intervenções não gerem uma guerra.

É por aí mesmo.

Qual foi mesmo o país que, recentemente, ampliou o seu território às expensas da soberania de outro país?

Pista: Ele é governado pelo FDPutin.
Só pegaram de volta o presente dado anteriormente.

Boa piada. Mas faltou o emoticon.
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Offline Gauss

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #24 Online: 06 de Setembro de 2016, 14:09:23 »
Diz ai algum território anexado por algum país da expansionista OTAN. A Russia já anexou...
“A matemática é a rainha das ciências.”
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