Autor Tópico: III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?  (Lida 3525 vezes)

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Offline Pasteur

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #75 Online: 23 de Outubro de 2016, 13:35:15 »




JORNALISTA DESESPERADO ALERTA O MUNDO - O FIM JÁ COMEÇOU (41)

Quem diria hein? JJ recorrendo ao canal do youtube revelandoabiblia2020  :histeria:

Vejam os outros assuntos do canal...  :nojo:

Esse panaca desse falso jornalista deve ter se vendido pro FDPutin:

http://www.dialoginternational.com/dialog_international/2015/01/fake-journalist-udo-ulfkotte-makes-a-comeback-as-putin-propagandist.html


Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #76 Online: 23 de Outubro de 2016, 13:54:18 »

O seu   Julgamento de Valor  e  ad hominen  sobre o jornalista   não alteram em uma gota  a realidade.


Sua crença ou descrença não mudam em uma gota a realidade. 





« Última modificação: 23 de Outubro de 2016, 13:59:54 por JJ »

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #77 Online: 23 de Outubro de 2016, 14:12:46 »
Toda as semanas eu acompanho vários jornais eletrônicos e alguns impressos da mídia em geral. Os únicos que mencionam com alguma frequência "preparativos para uma grande guerra", "guerra mundial iminente", "guerra nuclear geral" e similares são as que estão sob comando do governo russo, ou seja, do FDPutin. Nos principais jornais do EUA eu não leio isto com frequência.



E qual o ganho real e significativo que a  Rússia  tem  ao  dar  noticias  de que uma guerra  de  maiores  proporções  está cada vez mais possível ?




   
« Última modificação: 23 de Outubro de 2016, 14:31:34 por JJ »


Offline Geotecton

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #79 Online: 23 de Outubro de 2016, 15:27:22 »
Toda as semanas eu acompanho vários jornais eletrônicos e alguns impressos da mídia em geral. Os únicos que mencionam com alguma frequência "preparativos para uma grande guerra", "guerra mundial iminente", "guerra nuclear geral" e similares são as que estão sob comando do governo russo, ou seja, do FDPutin. Nos principais jornais do EUA eu não leio isto com frequência.
E qual o ganho real e significativo que a Rússia tem ao dar noticias de que uma guerra de maiores proporções está cada vez mais possível ?

Não sei.

O que eu sei é que o EUA e a UE não tem nada a ganhar com este tipo de alarde e teriam muito mais a perder que a Rússia, em uma guerra total.
« Última modificação: 23 de Outubro de 2016, 17:07:43 por Geotecton »
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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #80 Online: 23 de Outubro de 2016, 15:39:22 »

Toda as semanas eu acompanho vários jornais eletrônicos e alguns impressos da mídia em geral. Os únicos que mencionam com alguma frequência "preparativos para uma grande guerra", "guerra mundial iminente", "guerra nuclear geral" e similares são as que estão sob comando do governo russo, ou seja, do FDPutin. Nos principais jornais do EUA eu não leio isto com frequência.
E qual o ganho real e significativo que a Rússia tem ao dar noticias de que uma guerra de maiores proporções está cada vez mais possível ?

Não sei.

O que eu sei é que o EUA e a UA não tem nada a ganhar com este tipo de alarde e teriam muito  mais a perder que a Rússia, em uma guerra total.


UA ?



« Última modificação: 23 de Outubro de 2016, 15:47:34 por JJ »

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #81 Online: 23 de Outubro de 2016, 15:40:56 »
 
Universidade de Aveiro ?     :hihi:

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #82 Online: 23 de Outubro de 2016, 15:42:42 »

União Africana  ?    :lol:
« Última modificação: 23 de Outubro de 2016, 15:44:51 por JJ »

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #83 Online: 23 de Outubro de 2016, 15:43:12 »

United Airlines   ?    :hihi:
« Última modificação: 23 de Outubro de 2016, 15:45:28 por JJ »

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #84 Online: 23 de Outubro de 2016, 15:43:52 »

United Artists ?   :lol:

Offline Geotecton

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #85 Online: 23 de Outubro de 2016, 16:35:39 »
Hehehehe.

É UE.

Já corrigi a mensagem.

Obrigado.
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Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #86 Online: 24 de Outubro de 2016, 10:25:08 »
Hehehehe.

É UE.

Já corrigi a mensagem.

Obrigado.



Eu imaginei que certamente tinha sido erro de digitação,  mas não quis perder a piada.    :hihi:



Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #87 Online: 26 de Outubro de 2016, 08:28:55 »
Putin e a geopolítica da Nova Guerra Fria (ou aquilo que acontece quando os cowboys deixam de disparar direito … )



[ Para tornar a guerra nuclear possível: Sistemas ABM e a Busca da Primazia Nuclear ]



As palavras que o Presidente da Rússia, Vladimir Putin dirigiu aos participantes na conferência anual sobre segurança, Munich Wehrkunde, e o modo sem rodeios como falou, desencadearam nos meios políticos e nos media ocidentais uma onda de protestos imbuídos de moralismo autoconvencido. Alguém que tivesse chegado de outro planeta poderia ser levado a crer que o Presidente russo decidira subitamente, e de forma provocadora, lançar uma política de confrontação com o Ocidente reminescente da Guerra Fria de 1949-1991.


E, contudo, o modo como as políticas militares da NATO e dos Estados Unidos vêm sendo desenvolvidas desde 1991 não são mais do que um ‘déjà vu all over again’,parafraseando o lendário catcher dos New York Yankees, Yogi Berra. Estamos já profundamente mergulhados numa Nova Guerra Fria que ameaça literalmente a nossa existência à superfície do planeta. O desastre no Iraque, ou a perspectiva de um ataque nuclear táctico preventivo (pre-emptive) dos Estados Unidos contra o Irão são, só por si, cenários suficientemente sombrios. E, todavia, parecem questões relativamente menores quando comparadas com aquilo que está em jogo na escalada militar global dos EUA contra aquele que é ainda o seu mais poderoso rival a nível global – a Rússia. As políticas militares dos EUA desde o desaparecimento da União Soviética e a emergência da República da Rússia, em 1991, devem ser examinadas atentamente a essa luz. Só assim os comentários proferidos com grande franqueza por Putin a 10 de Fevereiro na Conferência de Munique sobre Segurança fazem sentido. Uma vez que as afirmações de Putin foram apresentadas de forma distorcida na maioria dos media ocidentais, vale a pena lê-los na íntegra em língua inglesa (em www.securityconference.de , onde foi colocada a tradução oficial para inglês).


Putin referiu-se, em termos genéricos, à visão que Washington tem de um mundo ‘unipolar’, com ‘um centro de autoridade, um centro de força, um centro para a tomada de decisões’. Descreveu esse mundo como ‘um mundo em que existe um chefe, um soberano, afirmando que ele seria, em última análise, pernicioso não apenas para todos os que vivessem dentro de um tal sistema, mas também para o próprio soberano, porque se destruiria a partir de dentro.’


Depois, o Presidente russo tocou no cerne da questão: ‘Assistimos actualmente a uma hiper-utilização da força – força militar– nas relações internacionais de forma quase irrestrita, que está a mergulhar o mundo num abismo de conflitos permanentes. Em consequência, não dispomos de energia suficiente para encontrar uma solução global para qualquer um desses conflitos. A busca de uma solução política torna-se igualmente impossível.’


E Putin prosseguiu, ‘Vemos um desdém crescente pelos princípios básicos do direito internacional. E as normas jurídicas independentes estão, na realidade, a tornar-se cada vez mais próximas do sistema jurídico de um estado. Um estado e, evidentemente, em primeiro lugar, os Estados Unidos, extravazaram as suas fronteiras nacionais de todos os modos possíveis. Isto é visível nas políticas económicas, políticas, culturais e educativas que impõem a outras nações. Bem, quem é que gosta disso? Quem é que está satisfeito  com tal situação?’


Estas frases, ditas sem rodeios, afloram aquilo que constitui a preocupação do Sr. Putin com a diplomacia e a política militar dos EUA desde o final da Guerra Fria, há cerca de 16 anos. Mas é mais adiante no seu discurso que ele explicita as políticas militares a que está a reagir. É nesse ponto que o seu discurso merece alguns esclarecimentos. Putin lança um aviso sobre o efeito desestabilizador das ‘armas espaciais.’—‘é impossível aceitar o aparecimento de novas e desestabilizadoras armas de alta tecnologia … um novo domínio de confrontação, especialmente no espaço exterior. A Guerra das Estrelas deixou de ser uma fantasia – e tornou-se uma realidade … Na opinião da Rússia, a militarização do espaço exterior pode ter consequências imprevisíveis para a comunidade internacional, e provocar nada menos do que o início de uma era nuclear (Nota do autor: corrida aos armamentos).’


Em seguida, ele declara, ‘Os planos para alargar certos elementos do sistema de defesa antimíssil à Europa só podem inquietar-nos. Quem é que precisa do passo seguinte daquilo que seria, neste caso, uma inevitável corrida aos armamentos?’ A que é que Putin se está a referir nesta passagem? Poucos estão conscientes de que os EUA anunciaram recentemente estarem a construir enormes instalações de defesa antimíssil na Polónia e República Checa embora declarem fazê-lo para se protegerem dos riscos de um ataque com mísseis nucleares por ‘estados-párias’ como a Coreia do Norte ou, talvez um dia, o Irão.


Polónia? Defesa antimíssil? Qual é o significado de tudo isto?


Defesa antimíssil e um ataque nuclear norte-americano em primeiro lugar No dia 29 de Janeiro, o Brigadeiro-General do exército americano, Patrick J. O`Reilly,
Director Adjunto da Agência de Defesa AntiMíssil do Pentágono (Pentagon`s Missile Defense Agency), anunciou a existência de planos dos Estados Unidos para estacionar elementos de defesa antimísseis balísticos na Europa até 2011, que o Pentágono argumenta destinarem-se a proteger as instalações americanas e da NATO de ameaças inimigas provenientes do Médio Oriente, mas não da Rússia. Na sequência das afirmações de Putin em Munique, o Departamento de Estado dos EUA emitiu um comunicado oficial em que a Administração Bush se dizia ‘perplexa pelos repetidos comentários cáusticos vindos de Moscovo sobre o sistema de defesa previsto.’ Ups…O melhor seria enviar de volta o comunicado de imprensa para o departamento de propaganda do Pentágono, a fim de ser reescrito. Com efeito, a ameaça que os mísseis do Irão representam para as instalações da NATO na Polónia não é muito credível. Por que não perguntar à Turquia, membro da NATO de longa data, se os EUA podem estalar o seu escudo antimíssil no seu território, bem mais próximo do Irão? Ou talvez no Koweit?


Ou em Israel?


A política dos Estados Unidos desde 1999 aponta no sentido da criação de um sistema de defesa antimíssil, apesar do fim da ameaça de lançamento de mísseis intercontinentais balísticos (Inter Continental Ballistic Missiles, ICBMs) ou outros por parte dos soviéticos desde o final da Guerra Fria. A lei sobre o sistema nacional de defesa antimíssil de 1999 (National Missile Defense Act (Public Law 106-38)) afirma isso mesmo: ‘Constitui política dos Estados Unidos projectar, logo que for tecnologicamente possível, um Sistema Nacional de Defesa Antimíssil capaz de defender o seu território de ataques limitados com mísseis balísticos (sejam eles de natureza acidental, não-autorizada ou deliberada), cujo financiamento ficará dependente de autorizações anuais de dotações e de dotações anuais de fundos para o Sistema Nacional de Defesa Antimíssil.’ Este sistema de defesa antimíssil constituía uma das obsessões de Donald Rumsfeld enquanto foi Secretário da Defesa.


Porquê agora?


Aquilo que se torna cada vez mais claro, pelo menos em Moscovo e Pequim, é que Washington tem uma estratégia muito mais vasta por detrás das suas iniciativas militares unilaterais, aparentemente irracionais e arbitrárias.


Para o Pentágono e o establishment político norte-americano, independentemente do partido político, a Guerra Fria com a Rússia nunca terminou realmente. Apenas prosseguiu de forma dissimulada. Foi essa a atitude dos Presidentes G.H.W. Bush, William Clinton e George W. Bush.


Um sistema de defesa antimíssil seria plausível se os Estados Unidos fossem vulneráveis a ataques por um pequeno bando de terroristas islâmicos decididos, capazes de assumir o controlo de um avião Boeing armados com pequenas lâminas. O problema é que um tal sistema de defesa não foi concebido para organizações terroristas como a Al Qaeda de Bin Laden, ou estados-párias como a Coreia do Norte ou o Irão.


O risco de um ataque nuclear devastador contra o território dos Estados Unidos por parte destas organizações e estados é inexistente. A Marinha dos EUA e as esquadrilhas de bombardeiros da Força Aérea norte-americana estão actualmente em estado de prontidão para bombardear e mesmo arrasar com armas nucleares o Irão, sob o mero pretexto de que existem suspeitas de que este país procura desenvolver independentemente tecnologia de armas nucleares. Estados como o Irão não possuem a capacidade de tornar a América indefesa sem correrem o risco de uma aniquilação nuclear total. A ideia de um sistema de defesa antimíssil surgiu na década de 1980, quando Ronald Reagan propôs o desenvolvimento de um sistema de satélites no espaço e de radares espalhados por todo o globo, estações de escuta e mísseis interceptores, capaz de monitorizar e abater mísseis nucleares antes destes atingirem os seus alvos. O sistema foi baptizado de Guerra das Estrelas (Star Wars) pelos seus críticos, mas o Pentágono já gastou nele oficialmente mais de $130 mil milhões desde 1983. George W. Bush aumentou significativamente o ritmo das despesas a partir de 2002 para $11 mil milhões por ano, duplicando o nível que elas tinham mantido nos anos Clinton. E, para os próximos cinco anos, estão orçamentados mais $53 mil milhões.


A obsessão de Washington pela Primazia Nuclear


Aquilo que Washington não disse, mas a que Putin aludiu no seu discurso em Munique, é que o sistema de defesa antimíssil dos Estados Unidos não tem de todo um carácter defensivo. É um sistema de natureza ofensiva, e não é pouco.


A possibilidade de equipar um estado poderoso, e que possui o mais impressionante aparelho militar, com um escudo capaz de protegê-lo de ataques limitados, é uma iniciativa dirigida directamente contra a Rússia, a única outra potência nuclear com capacidade de lançar algo que se assemelhe a um contra-ataque nuclear credível.


Se os Estados Unidos forem capazes de se proteger eficazmente de uma potencial resposta russa a um ataque nuclear norte-americano em primeiro lugar (first strike), estarão em condições de ditar as suas ordens ao mundo, e não apenas à Rússia. Uma situação desse tipo corresponderia àquilo que os militares designam por primazia nuclear (nuclear primacy). É este o verdadeiro sentido do discurso invulgar de Putin. O Presidente russo não sofre de paranóia, está apenas a ser friamente realista.



Torna-se agora claro que, desde o final da Guerra Fria, em 1989, o Governo americano nunca deixou de perseguir o objectivo da primazia nuclear. Para Washington e as elites dos EUA, a Guerra Fria nunca acabou. Só que se esqueceram de nos avisar.


As iniciativas destinadas a garantir o controlo global do petróleo e das linhas de abastecimento de energia, o esforço para estabelecer bases militares em toda a Eurásia, os planos de modernização da frota de submarinos nucleares, o comando estratégico de bombardeiros B-52, tudo isso apenas faz sentido à luz da demanda incessante por parte dos norte-americanos da primazia nuclear.


A Administração Bush denunciou unilateralmente o Tratado ABM entre os EUA e a Rússsia em Dezembro de 2001. E lançou-se numa corrida para concluir uma rede global de defesa antimíssil que será a chave para a primazia nuclear dos Estados Unidos. Com um escudo, ainda que primitivo, de defesa antimíssil, os EUA poderiam atacar os silos de mísseis e esquadrilhas de submarinos russos sem receio de uma retaliação eficaz, uma vez que os poucos mísseis nucleares russos que restassem não seriam capazes de lançar uma resposta suficientemente convincente que impedisse um ataque nuclear em primeiro lugar (first strike) por parte dos norte-americanos.


Durante a Guerra Fria, a capacidade de ambos os lados — o Pacto de Varsóvia e a NATO — se aniquilarem mutuamente produziu uma situação de empate nuclear,
designado pelos estrategos militares de Destruição Mútua Assegurada (Mutual Assured Destruction, MAD). Era uma perspectiva assustadora, mas bizarramente também mais estável do que aquilo que temos actualmente, com os EUA a procurarem alcançar unilateralmente a primazia nuclear . A perspectiva de um aniquilamento nuclear mútuo, sem vantagem decisiva para qualquer um dos lados, produziu nessa época um mundo em que uma guerra nuclear se tornou ‘impensável.’



Contudo, os esforços actuais dos EUA indicam que a possibilidade de uma guerra nuclear passou a ser vista como algo ‘pensável.’ E isso é uma verdadeira loucura.
A primeira nação que possuir um escudo de protecção contra mísseis nucleares terá, efectivamente, ‘a capacidade para lançar um ataque nuclear em primeiro lugar (first strike ability).’ Tanto é assim que o Tenente-Coronel Robert Bowman, director do programa de defesa antimíssil da Força Aérea norte-americana, designou correctamente a defesa antimíssil como ‘o elo que falta para um ataque nuclear em primeiro lugar (the missing link to a First Strike).’


Mais alarmante ainda é o facto de ninguém, fora de um círculo restrito de estrategas do Pentágono ou de oficiais séniores dos serviços de informações em Washington, discutir as implicações da instalação de um sistema da defesa antimíssil na Polónia e República Checa, ou da demanda da primazia nuclear pela Administração norte-americana . Tais factos trazem-nos à memória o relatório Rebuilding America’s Defenses (Reconstruir  as Defesas da América), publicado em publicado em Setembro de 2000 pelo Project for the New American Century (Projecto para o Novo Século Americano), um grupo de ‘falcões’ de que Dick Cheney e Don Rumsfeld faziam parte. Nesse relatório declarava-se: ‘Os Estados Unidos devem desenvolver e projectar sistemas globais de defesa antimíssil que protejam
a nação americana e os seus aliados, e forneçam uma base segura para a projecção do poder dos EUA no mundo.’ (itálicos acrescentados pelo autor).
Antes de ser nomeado Secretário da Defesa da Administração Bush, em Janeiro de 2001, Rumsfeld liderara uma Comissão Presidencial que advogara o desenvolvimento de um sistema de defesa antimíssil para os Estados Unidos.


A Administração Bush-Cheney estava tão empenhada em pôr em prática os seus planos de defesa antimíssil que o Presidente e o Secretário da Defesa ordenaram a dispensa dos habituais requisitos relacionados com a realização de ensaios para verificação da eficácia desse sistema altamente complexo. Nos comandos militares existe uma oposição tenaz ao programa de defesa antimíssil de Rumsfeld. A 26 de Março de 2004, nada menos que 49 generais e almirantes norteamericanos
assinaram uma Carta Aberta ao Presidente, apelando a um adiamento do programa de defesa antimíssil. Como então referiam, ‘A tecnologia norte-americana já em uso permite localizar com precisão a origem de um lançamento de um míssil balístico. É portanto altamente improvável que qualquer estado ouse atacar os EUA ou permita que um terrorista o faça a partir do seu território com um míssil armado com uma arma de destruição maciça, arriscando-se desse modo a ser aniquilado por um ataque de retaliação devastador.’


Os 49 generais e almirantes, que incluíam o Almirante William J. Crowe, antigo Chefe do Estado-Maior Conjunto dos três ramos das Forças Armadas, argumentavam de seguida com o Presidente, ‘Como afirmou, Sr. Presidente, a nossa primeira prioridade é evitar que os terroristas adquiram e utilizem armas de destruição maciça. Estamos de acordo. E por isso recomendamos, enquanto atitude militarmente responsável, que adie a projecção operacional do sistema GMD (Ground-based Missile Defense, sistema de defesa antimíssil baseado no solo), um sistema dispendioso e ainda não ensaiado, e que afecte os fundos que lhe estão destinados à aceleração dos programas que permitirão tornar mais seguras as muitas instalações contendo armas e material nuclear, e proteger os pontos de entrada no nosso país e as nossa fronteiras de terroristas que procurem introduzir armas de destruição maciça no território dos Estados Unidos.’ Aquilo que estes militares, veteranos experientes, não disseram foi que Rumsfeld, Cheney, Bush e companhia tinham uma agenda muito diversa das ameaças terroristas oriundas de elementos párias. Que o que eles buscam é o Predomínio em Todo o Espectro (Full Spectrum Dominance), uma Nova Ordem Mundial, e a eliminação, uma vez por todas, da Rússia enquanto potencial rival.


A pressa em projectar um escudo de defesa antimíssil não tem que ver, claramente, com qualquer necessidade de protecção contra a Coreia do Norte ou eventuais ataques terroristas. A iniciativa visa a Rússia e, em menor grau, a China e o seu potencial nuclear significativamente inferior. Como fizeram notar os 49 generais e almirantes na sua carta ao Presidente em 2004, os EUA já dispunham de um número de ogivas nucleares mais do que suficiente para atingirem um milhar de bunkers ou caves num potencial estado pária.



Escrevendo em Março de 2006 na influente revista Foreign Affairs do New York Council on Foreign Relations, Kier Lieber and Daryl Press, dois analistas militares norteamericanos, comentavam que ‘se o programa de modernização nuclear dos Estados Unidos tivesse realmente como objectivo os estados-párias ou grupos terroristas, a força nuclear do país não necessitaria das mil ogivas de elevado poder de penetração (groundburst warheads) adicionais que receberá no âmbito do programa de modernização W-76.


Por outras palavras, a actual e futura força nuclear dos EUA parece concebida para levar a cabo um ataque preemptivo e desarmante contra a Rússia ou a China.
Referindo-se aos novos e agressivos planos do Pentágono de projecção de um sistema de defesa antimíssil, Lieber and Press acrescentavam, ‘o tipo de sistemas de defesa antimíssil que os Estados Unidos poderão posicionar serão valiosos sobretudo num contexto ofensivo e não defensivo – como complemento de uma capacidade norte americana de lançar um ataque nuclear em primeiro lugar (first strike capability) e não como escudo de defesa que se justifique enquanto tal. Se os Estados Unidos lançassem um ataque nuclear contra a Rússia (ou a China), o país atacado ficaria reduzido, se tanto, a um pequeníssimo arsenal. Nessas circunstâncias, um sistema de defesa antimíssil relativamente modesto ou ineficaz seria possivelmente suficiente para proteger o território norte-americano de quaisquer retaliações …’


É esta a verdadeira agenda de Washington no Grande Jogo da Eurásia. É claro que afirmar isto abertamente seria correr o risco de desvendar o jogo de Washington antes de a corda ter sido irreversivelmente apertada em torno do pescoço metafórico de Moscovo. E, por isso, o Departamento de Estado e o Secretário da Defesa Gates procuram fazer humor sobre os recentes comentários russos, como se estes fossem o produto das ilusões paranóicas de Putin. Só a ideia deste programa de defesa antimíssil e de modernização da capacidade norte.americana de lançar um ataque nuclear em primeiro lugar é assustadora. Sob a Administração Bush, o programa foi operacionalizado e adquiriu novas capacidades aéreas. Regressámos aos dias perigosos da Guerra Fria, com esquadrilhas de bombardeiros B-52 com bombas nucleares e submarinos Trident com mísseis nucleares em estado de alerta vinte e quatro horas por dia – um cenário de horror nuclear.



Restante do texto em PDF :


http://www.odiario.info/b2-img/ENGDAHL_%20GUERRA%20FRIA_POR.pdf




« Última modificação: 26 de Outubro de 2016, 10:24:53 por JJ »

Offline Geotecton

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #88 Online: 26 de Outubro de 2016, 08:40:45 »
Quanta idiotice.

Os primeiros sistemas ABM foram desenvolvidos ainda nos anos 60 do século passado, sendo que por muitos anos, o único sistema operacional era o que estava instalado em torno de Moscou.

E esta cidade nunca foi a capital do EUA.
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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #89 Online: 26 de Outubro de 2016, 08:53:32 »
Desde 1983 no governo Reagan já existiam a intenção e planos de implantar um grande sistema de defesa anti míssil  (que seria muito mais amplo do que o limitado sistema do tratado de 1972), e estes planos foram retomados e acelerados no final do século XX e início do século XXI. 



Iniciativa Estratégica de Defesa


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de guerra nas estrelas, veja Guerra nas estrelas.

Logotipo.

A Iniciativa Estratégica de Defesa (do inglês: Strategic Defense Initiative, SDI), informalmente conhecido como Guerra nas Estrelas, é o programa militar estadunidense proposto pelo Presidente Ronald Reagan, para construir um sistema defensivo de armas espaciais capazes de impedir um ataque nuclear contra o território dos Estados Unidos.


Índice  [esconder]
1   História
2   Ver também
3   Referências
3.1   Bibliografia
História[editar | editar código-fonte]
O programa foi lançado oficialmente em 1983, no auge das tensões que marcaram a II Guerra Fria entre EUA e URSS, durante os anos 1980 [1][2] [3].


Representação artística de uma arma de energia dirigida baseada no espaço, 1984.
Este projeto consistia em um conjunto de sistemas de radares de longo alcance instalados em terra, combinados com sistemas de mísseis anti-balísticos e uma complexa rede de satélites artificiais, que incluiria desde sistemas de localização e rastreamento de mísseis balísticos, até sistemas com capacidade bélica múltipla ofensiva-defensiva, como Armas de energia dirigida e armas cinéticas, capazes de destruir mísseis balísticos no auge de sua trajetória, quando estão no espaço [4]


O SDI previa transformar esta rede de sistemas anti-mísseis balísticos em um verdadeiro "escudo espacial", munido de armamentos capazes de interceptar, a partir do espaço, quaisquer mísseis balísticos lançados contra o território dos Estados Unidos.


A ideia, considerada mirabolante por parte da opinião pública, teria um custo de 100 a 200 bilhões de dólares e levaria ao menos duas décadas para ser finalizado.


O objetivo estratégico deste projeto era dar aos Estados Unidos o monopólio do poder espacial, acabando com a capacidade soviética de atacar o território americano com seus mísseis balísticos intercontinentais munidos de armas nucleares, ou seja, estabelecendo o "monopólio nuclear" efetivo nas mãos dos Estados Unidos. Isto acabaria com o equilíbrio nuclear existente na Guerra Fria, conhecido como MAD (Destruição mútua assegurada).


O MAD era baseado na ideia de que nenhuma das duas superpotências começaria uma guerra nuclear devido ao medo de que seu território também fosse atacado e destruído por armas nucleares. Durante toda a Guerra Fria, as duas superpotências sempre tiveram medo de que se lançassem um grande ataque nuclear devastador contra o adversário, mesmo destruindo parte do arsenal nuclear do inimigo, este poderia responder com outro ataque nuclear, pois teria diferentes tipos de sistemas de lançamento de armas nucleares que poderiam ser mantidos intactos (como mísseis balísticos estocados em depósitos subterrâneos blindados, mísseis balísticos móveis transportados em caminhões ou trens e submarinos nucleares lançadores de mísseis balísticos). Assim, estes sistemas poderiam sobreviver ao primeiro ataque e ser utilizados para contra-atacar. Isto significa que a posse de um grande arsenal nuclear e de meios efetivos de lançar armas nucleares após um ataque nuclear (capacidade de segundo ataque), teria poder dissuasório (ver: dissuasão) contra qualquer iniciativa de lançar um primeiro ataque nuclear [5][6].


Representação artística de uma arma a laser baseada em um satélite espacial que faria parte da rede de satélites deste tipo para compor o SDI "Guerra nas Estrelas".


Caso os Estados Unidos tivessem sucesso em construir este sistema, teriam simultaneamente o monopólio do poder espacial e o monopólio nuclear. Mesmo que não tivesse o monopólio nuclear, na pior das hipóteses, teria a "primazia nuclear", o que poderia permitir lançar um ataque nuclear massivo contra a União Soviética, sem o medo de receber qualquer retaliação do mesmo nível (um contra-ataque nuclear).


Para fazer frente à ameaça representada por este projeto, a União Soviética lançou-se em uma nova e dispendiosa corrida espacial com os EUA, que incluiu o desenvolvimento de uma nova série de foguetes espaciais e mísseis balísticos intercontinentais, incluindo um ônibus espacial, o Buran. O auge da resposta soviética foi o lançamento ao espaço da Polyus, uma nave espacial não-tripulada, guiada por laser, armada com ogivas nucleares que poderiam ser lançadas diretamente do espaço contra alvos em terra ou no espaço mesmo. A Polyus foi lançada ao espaço em 1987 pelo foguete Energia e derrubada logo em seguida, não se sabe ao certo se por acidente, ou de forma planejada, pelos partidários do fim da Guerra Fria e da corrida armamentista com os Estados Unidos, que se mostrava muito custosa para a URSS [7][8][9]


O programa "guerra nas estrelas" foi um produto da fase final da Guerra Fria travada entre os EUA e a antiga URSS, podendo ser entendido, também, sob o ponto de vista da política interna dos EUA, como um projeto típicamente neoconservador, defendido pelo Partido Republicano dos Estados Unidos. Nos anos 2000 este programa foi reativado pelo Governo Bush, sob o nome de "Escudo anti-mísseis", desta vez mais focado em sistemas de defesa anti-mísseis balísticos localizados em terra do que necessariamente no espaço. O programa gerou grandes polêmicas com a Rússia e a China e acabou sendo parcialmente paralisado na gestão do Presidente Barack Obama.


https://pt.wikipedia.org/wiki/Iniciativa_Estrat%C3%A9gica_de_Defesa



« Última modificação: 26 de Outubro de 2016, 10:18:54 por JJ »

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #90 Online: 26 de Outubro de 2016, 08:57:39 »


Tem que ser muito ingênuo para acreditar que os sistemas ABM instalados há pouco tempo em países próximos das fronteiras com a Rússia não estão visando justamente a primazia nuclear e a capacidade de primeiro ataque.




Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #91 Online: 26 de Outubro de 2016, 09:05:48 »


Nem os russos,  tampouco os chineses são burros, eles sabem muito bem qual o jogo de Washington.





Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #92 Online: 26 de Outubro de 2016, 10:12:59 »
Com relação aos primórdios dos sistemas ABM,  temos no início do texto abaixo uma breve descrição:


A NATO E AS TENSÕES DERIVADAS DO ESCUDO ANTIMÍSSIL


Em 2015 verificar-se-á a colocação dos intercetores na Roménia, naquela que constitui a segunda fase do
sistema de interceção contra mísseis balísticos da NATO. Nos últimos anos debates em torno desta questão
têm sido recorrentes entre a NATO e a Rússia, sem que as negociações chegassem a um entendimento.
Tendo presente as tensões entre ambos blocos, derivadas dos eventos ocorridos na Ucrânia e na Crimeia,
o avanço deste sistema antimíssil corre o risco de aumentar as clivagens na zona euro-asiática e dificultar
ainda mais o diálogo NATO-Rússia.

FRANCISCO GALAMAS



[...] o conceito de escudo antimíssil já tem várias décadas. O primeiro projeto para intercetores de mísseis balísticos surgiu nos EUA durante os anos 50 quando a URSS iniciou os seus programas de armas nucleares. Com o crescimento exponencial dos arsenais nucleares, em 1972 foi assinado o Tratado de Escudo Antimíssil (ABM) em que ambos os países limitavam estes intercetores a um só local – Moscovo e Grand Forks para a Rússia e os EUA respetivamente – de forma a estabilizar a sua relação estratégica. Este Tratado tinha na sua génese duas razões principais. Por um lado, era preciso ter em conta a natureza demasiado dispendiosa e tecnologicamente exigente destes sistemas, além de que a destruição mútua assegurada pelas armas nucleares e seus sistemas de entrega potenciavam uma estabilidade estratégica ao mesmo tempo que preveniam uma corrida de armamentos (Schaffer, 2014).



Em 2002, os EUA retiraram-se unilateralmente do Tratado ABM tendo em 2007 iniciado as negociações com a Polónia e a República Checa para a colocação de intercetores de mísseis de longo alcance. Em setembro de 2009, o Presidente Obama abandonou os planos delineados pela administração anterior e anunciou uma nova estrutura para um escudo antimíssil na Europa, denominado de European Phased Adaptative Aproach (EPAA). O EPAA seria, então, constituído por quatro fases distintas. A primeira fase, já em curso, implicou a colocação de um radar AN/TPY-2 na Turquia e navios com sistemas Aegis e intercetores Standart-Missile 3 (SM-3) Block IA no mar Mediterrâneo sendo seguida da segunda fase que implicará a colocação em 2015 de um sistema terrestre de intercetores SM-3 Block IB na Roménia. Esta segunda fase afetará a colocação de 24 intercetores e de um radar na Roménia para intercetar misseis de curto, médio e intermédio alcance durante a fase intermédia do seu voo (Global Security Newswire, 2013a). A terceira fase, prevista para 2018, implicará a colocação de adicionais intercetores SM-3 Block IIA na Polónia para interceção de misseis balísticos de alcance curto, médio e intermédio. A última fase dará lugar a colocação de intercetores SM-3 IIB para interceção de mísseis balísticos de alcance médio, intermédio e eventualmente misseis intercontinentais provenientes do Médio Oriente (US Department of State, 2011). Esta última foi entretanto cancelada no início de 2013 (Turnbull, 2014).[...]






Restante do texto aqui   (em PDF):


http://www.idn.gov.pt/publicacoes/newsletter/idnbrief_janeiro2015.pdf

« Última modificação: 27 de Outubro de 2016, 09:42:30 por JJ »

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #93 Online: 27 de Outubro de 2016, 09:32:51 »


Uma dúvida que eu estava em relação à uma guerra nuclear em larga escala era sobre o real impacto na temperatura média do planeta em consequência do chamado inverno nuclear. Nos estudos feitos na década de 80 o impacto era estimado entre -23 a até -47 °C,  achei exagerado  e passei a procurar se havia informações mais novas advindas de estudos mais recentes. Felizmente havia, e achei na wikipédia  uma referência à estudos mais recentes, feitos em 2006, com modelos climatológicos mais aperfeiçoados, nestes a estimativa de queda de temperatura para uma guerra nuclear, cuja potência   liberada seja de 5.000 megatons, seria de -7  a -8 °C , ainda é uma queda grande, mas felizmente bem menor do que a que estimada na década de 80, cujo valor seria catastrófico.  O atual valor é grande,  mas parece  suportável  para a sobrevivência, e parece ainda adequada para se conseguir continuar com uma certa atividade de agricultura (nas regiões mais quentes).



segue o trecho da wikipédia:


O debate público

[...]

Este foi o panorama da polêmica até o fim dos anos 80, quando ela passou para um plano secundário depois de uma vasta repercussão pública. Também o fim da corrida armamentista e da Guerra Fria contribuíram para deslocar a atenção do público para outras questões. Desde esta época os arsenais nucleares foram reduzidos em um terço, mas continuam a ser enormes, estimados em mais de 26 mil ogivas, e tampouco se fizeram outras projeções computadorizadas nesse intervalo.[3] [2] Entretanto, com a entrada no "Clube Atômico", de países envolvidos em conflito perene com seus vizinhos, como Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte, a teoria do inverno nuclear voltou a foco, e em 2006 Alan Robock e outros reiniciaram as pesquisas com recursos tecnológicos aperfeiçoados, usando o mais moderno modelo climático computadorizado disponível, que fora testado com sucesso na análise dos efeitos das erupções dos vulcões Laki e Katmai. A projeção trabalhou com uma perspectiva de dez anos, usando dois cenários de base, um com uma guerra que emitisse para a estratosfera 150 milhões de toneladas de fuligem, a partir de uma explosão total de 5 mil Megatons, e outra com cinquenta milhões de toneladas, com um terço da potência nuclear do outro cenário.[2]


Os resultados da previsão, para o caso mais extenso, foram o aumento em cem vezes a incidência de radiação solar de onda curta; a redução da temperatura média global na ordem de 7 a 8 °C durante vários anos, uma redução maior do que os 5 °C da última glaciação, persistindo em 4 °C menor que a média no fim da década, e com quedas localizadas sobre os continentes ainda mais impressionantes - 20 °C na América do Norte e 30 °C na Eurásia; em localidades específicas usadas como amostra, observou-se a ocorrência de temperaturas mínimas extremas - níveis abaixo de 0 °C em Iowa durante todo um ano, e ao longo de dois anos inteiros na Ucrânia. A precipitação pluviométrica caiu em 45% e o regime de monção no Hemisfério Norte foi bloqueado. No caso menos extenso, o resultado foi de metade dos valores indicados antes, mas o impacto foi igualmente planetário.[4]


https://pt.wikipedia.org/wiki/Inverno_nuclear


« Última modificação: 27 de Outubro de 2016, 11:46:00 por JJ »

Offline Jack Carver

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #94 Online: 29 de Outubro de 2016, 20:26:59 »
Vladimir Putin decidiu frustrar os planos globalistas para o Oriente Médio.
O Brasil é um país de sabotadores profissionais.

“Dêem-me controle sobre o dinheiro de uma nação e não me importa quem faz as suas leis. - Mayer Amschel Rothschild

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #95 Online: 29 de Agosto de 2017, 06:10:52 »



EUA testam bombas nucleares B61-12 sem ogiva

© Foto: nnsa.energy.gov


AMÉRICAS
05:14 29.08.2017URL curta170 0  0


Os EUA testaram duas bombas nucleares B61-12 sem ogiva, comunicou o portal da Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA).


O lançamento foi efetuado em 8 de agosto pela NNSA a partir do polígono de Tonopah, no estado de Nevada, informa o Rossiyskaya Gazeta, citando o portal da NNSA.

Bomba nuclear B61
© FLICKR.COM/ DAVE BEZAIRE & SUSI HAVENS-BEZAIRE

EUA fazem simulação de lançamento da bomba nuclear B61


As bombas não estavam equipadas com ogivas nucleares, tendo sido lançadas por um bombardeiro F-15E.


"Esta arma vai permitir modernizar o componente aéreo da nossa tríade nuclear", comunicou a secretária da Força Aérea dos EUA, Heather Wilson.

Os militares pretendiam com os testes avaliar o funcionamento dos componentes não nucleares das bombas, bem como a capacidade do bombardeiro de "transportar a bomba para um lugar determinado".

A B61-12 surge para substituir as outras 4 modificações das bombas B61 no arsenal nuclear dos EUA. Está previsto que a produção em série desta arma comece até 2020.

Estes lançamentos fazem parte de uma série de testes que se iniciaram em março deste ano e vão se prolongar durante 3 anos. O objetivo principal dos testes é avaliar as capacidades da B61-12. 


https://br.sputniknews.com/americas/201708299223172-eua-testam-bomba-nuclear-b61-sem-ogiva/



Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #96 Online: 29 de Agosto de 2017, 06:14:41 »

Esse pessoal da NNSA deveria se informar melhor na internet  para saber que uma guerra nuclear jamais acontecerá,  isso  não passa  de uma fantasia da cabeça deles,  só que é uma fantasia  que fica usando dinheiro público  em armas e testes.


 :histeria:

Offline Carlos Xavier

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #97 Online: 01 de Setembro de 2017, 09:44:34 »
Hoje? Acho que nada.
Uma terceira guerra mundial é provavelmente muito difícil de acontecer não é impossível, todos aqui sabemos que a expansão territorial sempre existiu e sempre vai existir, só que hoje em dia essa expansão territorial, é o caso da russia acabou de anexar a Criméia da Ucrânia, em uma possível terceira guerra mundial a raça humana ia ser extinta

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #98 Online: 01 de Setembro de 2017, 11:53:37 »
Hoje? Acho que nada.
Uma terceira guerra mundial é provavelmente muito difícil de acontecer não é impossível, todos aqui sabemos que a expansão territorial sempre existiu e sempre vai existir, só que hoje em dia essa expansão territorial, é o caso da russia acabou de anexar a Criméia da Ucrânia, em uma possível terceira guerra mundial a raça humana ia ser extinta


A busca da hegemonia mundial não prescinde de literal expansão territorial. E sim  de expansão de área de influência  (como a que ocorreu decorrente da quebra da promessa de que a OTAN não iria expandir para o leste europeu, após a dissolução da URSS e  da extinção da cortina de ferro),  e também do estabelecimento de uma poder militar que seja suficiente para infligir grandes danos aos adversários, sem que possa igualmente sofrer danos de magnitude semelhante,  e é justamente  isto que está sendo buscado e implantado pouco a pouco,  especificamente temos aqui um ponto muito relevante, o qual é a capacidade de primeiro ataque nuclear  que desarme o oponente de forma significativa (impedido-o  de que possa fazer um ataque retaliatório significativo).


« Última modificação: 01 de Setembro de 2017, 12:15:24 por JJ »

Offline JJ

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Re:III Guerra Mundial:o que poderia causá-la ?
« Resposta #99 Online: 24 de Setembro de 2017, 07:58:04 »

Qual o risco de uma guerra nuclear hoje? Este especialista responde


João Paulo Charleaux 04 Jul 2017 (atualizado 29/Ago 19h04) Regime norte-coreano testa com êxito míssil capaz de atingir os EUA. Professor de defesa e relações internacionais fala ao ‘Nexo’ sobre o que há de real e de retórica no fato



A Coreia do Norte anunciou nesta terça-feira (4) ter concluído com êxito, pela primeira vez, o lançamento de um míssil balístico intercontinental, cujo raio de alcance ameaça o Estado americano do Alasca, além de capitais como Moscou (Rússia), Pequim (China) e Tóquio (Japão). A preocupação mundial com esse teste é explicada por dois fatores.


Fatores de risco NUCLEAR O lançamento do míssil balístico ocorre na sequência de uma série de outros testes exitosos realizados pela Coreia do Norte, envolvendo ogivas nucleares e bombas de hidrogênio. Essas munições têm um poder devastador, cujos efeitos não podem ser contidos a uma área delimitada precisa, nem a um espaço de tempo delimitado, uma vez que seu efeito radioativo se estende por décadas.

POLÍTICO As ameaças mútuas entre Coreia do Norte e EUA cresceram recentemente, a tal ponto que os governos da Rússia e da China, opositores políticos dos americanos, chegaram a pedir moderação, diante do temor de que uma guerra nuclear ecloda na região. Em 19 de abril, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, havia prometido reagir a qualquer ato hostil norte-coreano “com uma resposta esmagadora”. O “Minju Joson”, jornal oficial do governo norte-coreano, havia dito um dia antes: “Nós temos arsenal suficiente para derrotar com um único golpe nossos inimigos”.



Link para matéria completa:   https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/07/04/Qual-o-risco-de-uma-guerra-nuclear-hoje-Este-especialista-responde




 

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