Autor Tópico: Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.  (Lida 30170 vezes)

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 :susto:

"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #1 Online: 27 de Junho de 2014, 18:50:25 »
Na Suécia, segundo estatísticas oficiais realizadas pelo governo, cerca de 16 mulheres são mortas por ano em casos de violência doméstica, no entanto o número divulgado na mídia é de incríveis 52. O número fraudulento é divulgado por um grupo feminista muito famoso no país, com representantes inclusive no governo, onde a ministra responsável pelos projetos de igualdade de gênero é membra ativa do grupo. Apesar da estatística fraudulenta e tendenciosa já ter sido provada falsa, ela ainda continua a ser divulgada na mídia, talvez por causa da forte influência que o grupo feminista tem eu seu país, não só no governo, mas em todas as esferas do poder e da mídia.1



1 Cf. A Guerra de Gênero, Documentário, partes 2.3 e 2.4
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #2 Online: 27 de Junho de 2014, 19:45:59 »
A violência doméstica não é praticada somente contra mulheres, e a diferença de casos de ataques contra mulheres não são tão absurdamente maiores em comparação a cometida contra homens como geralmente mostrado pelas estatísticas que passam na TV.

O artigo abaixo trata do problema nos EUA, já que no Brasil acho que provavelmente nenhum estudo preocupado com os homens tenha sido realizado, até mesmo nos EUA a dificuldade encontrada para dar a devida atenção aos homens é grande, poucos estudos foram realizados até então, mas os poucos que já foram revelam números muito diferentes do que aqueles apresentados pelas estatísticas (influenciada por motivações feministas) vigentes:



A violência doméstica contra homens

Texto original publicado em: Antimisandry.com
Traduzido e publicado em: Canal do Bulafo



Como todo o escândalo que a mídia fez sobre a traição de Tiger Woods, um aspecto interessante da história acabou passando batido: como milhões de outros homens, Tiger Woods era – alegadamente, pelo menos – vítima de violência doméstica por parte de suas mulheres. Além do custo brutal em danos físicos e psicológicos, a violência doméstica contra homens significa um grande prejuízo econômico que prejudicam a própria vítima, a sociedade e até mesmo a nação.

Na grande maioria das vezes, as autoridades e os cidadãos comuns enxergam a violência doméstica como um crime cometido por homens contra suas mulheres. Consequentemente, praticamente todos os recursos em propaganda e medidas legais são concentrados em programas que somente apóiam as mulheres.


Um problema ignorado

Só que mais de 200 estudos baseados em levantamentos feitos em casos de agressão doméstica demonstram que as agressões são mútuas. Na verdade, praticamente todas as evidências apontam que praticamente 50% de todos os casos de violência doméstica envolvem troca de agressões e os outros 50% são igualmente divididos entre homens e mulheres que são agredidos covardemente por seus parceiros.

Parte da razão que este problema é totalmente ignorado é por causa que a cultura geral prega que um homem que apanha é “fraco” ou “maricas”. Um bom exemplo é o caso de Barry Willians: recentemente, a ex-estrela do seriado Brady Bunch (no Brasil, era conhecida como A Família Sol-Lá-Si-Dó) denunciou e processou a mulher com que vivia, porque ela o agrediu fisicamente, roubou 29 mil dólares de sua conta bancária , tentou até esfaqueá-lo e repetidamente fez ameaças de morte.

Seria difícil imaginar algum programa de tv fazendo chacota de uma mulher que passase por tamanho sofrimento, mas o programa E! Online aproveitou a oportunidade para tirar sarro de Willians, comparando o evento com vários trechos de episódios do seriado Brady Bunch. Parecido com isso, quando o Saturday Night Live tinha um quadro em que um Tiger Woods apavorado era seguidamente agredido por sua mulher e não recebeu crítica alguma por isso, mas o programa foi bastante criticado por ter sido insensível com o problema de violência doméstica que a cantora Rihanna sofreu.


Falta de estudos

As vezes é impossível ignorar o problema, como quando o caso termina em morte – como no caso do ator Phil Hartman – mas as causas tendem a ser explicadas como problemas mentais da parceira, aliviando a carga de culpa da assassina. O mesmo pode ser dito do caso Andrea Yates, em que muitos especialistas vieram afirmar como um “marido insensível” pode levar uma mulher a matar.

Muitas informações sobre o caso de violência doméstica contra homens são anedóticas, principalmente por causa da falta de estudos sobre este problema. Mesmo com muitas organizações que foram criadas voltadas a este problema, a única fonte de recursos a estas organizações é o Departamento de Justiça dos EUA, que deixa a responsabilidade da administração dos recursos para a Secretaria da Violência contra a Mulher.

Por anos, o Departamento de Justiça americano recusou explicitamente a patrocinar estudos que investigassem a violência doméstica contra os homens. De acordo com especialistas na área, o Departamento de Justiça recentemente concordou em financiar os estudos sobre o problema, desde que os pesquisadores também investigassem sobre a violência contra a mulher.


O primeiro estudo americano

As pesquisadoras Denise Hines e Emily Douglas recentemente terminaram o primeiro estudo americano que cientificamente determina o impacto social e mental da violência doméstica contra os homens. Algo a se destacar é que este estudo não foi patrocinado pelo Departamento de Justiça dos EUA, mas pelo Instituto Nacional de Saúde Mental. Isso demonstra não apenas que os pesquisadores que se propõem a pesquisar sobre o tema são ignorados, mas que a violência doméstica contra os homens não é considerada um crime, mas sim um problema de saúde mental.

Esta “descriminalização” da violência doméstica contra os homens afeta os resultados das pesquisas. Enquanto estudos baseados em levantamentos dos casos descobriram que homens e mulheres cometem violência doméstica em números muito semelhantes, estudos baseados em criminalidade mostram que as mulheres têm muito mais probabilidades de serem as vítimas. Esta incoerência começa a fazer sentido quando se considera que a violência de homem contra a mulher tende a ser visto como um crime, enquanto a violência da mulher contra o homem é visto de forma mais benigna.

Um estudo recente envolvendo 32 nações mostrou que mais de 51% dos homens e 52% das mulheres acham que é certo uma mulher bater em seu marido em determinadas situações. Em comparação, somente 26% dos homens e 21% das mulheres consideram certo que há momentos que é certo um marido bater em sua esposa. Murray Straus, criador da Escala de Identificação de Conflitos (Conflict Tactics Scale, ou CTS) e um dos autores do estudo, explica esta discrepância: “nos nunca vemos homens como vítimas. Sempre vemos mulheres como mais vulneráveis do que os homens.”


Joelhada no Saco

Esta afirmação se torna ainda mais surpreendente quando é considerado o caso do jogador de futebol americano Warren Moon, do Minnesota Vikings, que aconteceu em 1996. Durante uma discussão com sua mulher, ele tentou segurar sua esposa que lhe havia atirado um castiçal em sua cabeça e acabou recebendo uma joelhada nos testículos. Ele acabou sendo acusado de agressão física e só foi liberado pela justiça depois que sua esposa admitiu que foi ela quem o atacou, e que suas escoriações foram auto inflingidas. Estranhamente, a confissão por parte dela de ter inventado a agressão não resultou em nenhuma ação judicial movida contra ela.

Enquanto o julgamento de Moon atingiu a atenção da mídia para este absurdo, casos como esse são comuns e não recebem a devida atenção. Na verdade, há estudos que demonstram que se um homem chama a polícia para denunciar uma agressão de sua esposa contra ele, ele tem 3 vezes mais chances de ser preso do que a mulher que estava praticando a agressão.

Esta visão deturpada da violência doméstica que domina o senso comum também afetam os recursos que são disponiblizados para ajudar homens agredidos. Por exemplo, a Linha de Apoio contra a Violência Doméstica atende tanto homens quanto mulheres – é a única linha de atendimento gratuita dos EUA que se especializa em ajudar homens vitimados pela violência doméstica – enfrenta inúmeros problemas e burocracias para conseguir financiamento. No estado do Maine, onde se baseia a sede da Linha de Apoio, a maior fonte de financiamento viria se eles se associassem a Coalizão Para o fim da Violência Doméstica do Maine.


Na corda bamba

Mas de acordo com o Diretor da Linha de Apoio, Jan Brown, a Coalizão recusa até mesmo a aceitar o programa ter uma chance de se tornar membro, efetivamente negando acesso a finaciamento. Atualmente, 45 voluntários atendem 550 ligações mensaias daonde 80% sao de homens ou de pessoas pedindo ajuda em nome de um homem. Operando com um orçamento de menos de 15 mil dólares anuais, eles tentam prover treinamento intensivo aos seus voluntários e oferece as vítimas um abrigo, comida, passes de ônibus e outros serviços.

Os serviços de abrigo da Linha de Apoio são informais e improvisados, principalmente porque a falta de financiamento torna a construção de um abrigo com melhores condições impossível. Na verdade, dos 1,200 a 1,800 abrigos que estimam-se que existem nos EUA, apenas um – o abrigo Valley Oasis que se localiza em Antelope Valley, na Califórnia – provê um serviço completo de abrigo e apoio a homens vítimas de violência doméstica. E, em média, menos de 10% dos recursos que a Secretaria da violência contra a Mulher disponibiliza são usadas para combater a violência doméstica contra os homens.

Para as vítimas masculinas de violência doméstica, o sistema legal acaba se tornando outra forma de abuso. Como no caso do jogador Moon, homens agredidos acabam sendo presos, mesmo se são eles a chamar a polícia. E mesmo depois da prisão o processo de encarceramento, ordens de restrições de aproximação, ação de divórcio e a custódia dos filhos continuam a deixar os homens em grande desvantagem.


Um alto custo

As ordens de restrição de aproximação são obstáculos particularmente irritantes. A Radar Services, uma organização que monitora essas ordens de restrição, estima que 85% dos 2 milhões das ordens de restrição que são expedidas todos os anos são contra homens. Em muitos estados, o requerimento para conseguir uma ordem de restrição é vago: no estado do Oregon, por exemplo, uma simples alegação de “medo” de ser agredida já é suficiente para a expedição de uma ordem. Enquanto no Michigan, é expedido para proteger a família contra “possíveis danos psicológicos”.

Mas não há nada de vago sobre os efeitos das ordens de restrição de aproximação: geralmente expulsam homens de suas casas, negam a eles acessos aos filhos e resultam em gastos finaceiros enormes para milhões de homens que tem que procurar um novo lugar para morar, contratar advogados e pagar outras despesas. Para alguns homens, como Hines e Brown apontam, o sistema legal dá para esposas e namoradas má intencionadas e vingativas ferramentas adicionais para atacar seus parceiros mesmo se o relacionamento já terminou.

Como Straus nota, “a maioria dos recursos [para o combate à violência doméstica] devem ser mesmo dedicado as mulheres. Geralmente elas que são mais agredidas, são mais vulneráveis economicamente e são as que ficam na maioria das vezes com a guarda dos filhos. Mas mesmo assim, homens também tem que contar com mais recursos, não podem ser ignorados.”
Não há dúvidas que a violência doméstica contra os homens podem ser reduzidas; as iniciativas contra a violência dos últimos 40 anos trouxe à luz um crime que era escondido e deu proteção para milhões de mulheres que sofriam de violência de maridos abusivos. O próximo passo é admitir que a violência doméstica não é só um problema feminino ou masculino, mas um problema humano, e uma solução definitiva deve ser tomada para combater a crueldade – e o sofrimento – que ocorrem em ambos os sexos.



Abraços!
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
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Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #3 Online: 27 de Junho de 2014, 20:27:49 »
Essa questão que você levanta sobre a violência contra o homem, me lembrou o caso de um programa de mulheres em que elas caem na gargalhada com a notícia de que outra mulher cortou fora o pênis do companheiro.

Eis o vídeo do programa e o comentário de quem o publicou:

<a href="https://www.youtube.com/v/qnXCPcq_RTY" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/qnXCPcq_RTY</a>

Citar
Here's a different take on The Talk women and Sharon Osbourne laughing at a man getting his penis cut off by Catherine Kieu. Except this time their laughing at a woman having her clitoris cut off by a man. HILARUIOUS isn't it?!......no.

People need to wake up and realize that a man having his sexual organ cut off is not funny. Just in the same way that a woman being sexually mutilated is not funny.

Yet it seems to be socially acceptable to laugh when it happens to a man, but not ok when it happens to a woman.

It's not funny at all. If it happens to a man or woman. It's disgusting. Some people need to get their head straight.

Offline Skeptikós

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #4 Online: 27 de Junho de 2014, 21:12:26 »
Eu já havia assistido a este vídeo, de fato isso é uma vergonha, fica evidente que nós homens, quando se trata de violência doméstica, estamos sendo tratados de forma desigual e desvantajosa. Eu assisti a um outro vídeo um dia desses, onde uma atriz batia em um ator (representando namorados). As reações imediatas das pessoas ao verem aquilo era a de que o homem merecia apanhar. Ou seja, quando o homem bate, ele esta errado, e quando ele apanha, ele também esta errado  :ooh::

<a href="https://www.youtube.com/v/Owu-KF_yfKE" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/Owu-KF_yfKE</a>

Onde esta a igualdade de gênero ai?
« Última modificação: 27 de Junho de 2014, 21:29:51 por Skeptikós »
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Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #5 Online: 27 de Junho de 2014, 21:20:58 »
Elas batem, eles apanham, via Revista Época

O maior levantamento sobre a violência amorosa entre os adolescentes brasileiros revela que as meninas agridem mais que os meninos. Por que elas ficaram assim?

Abaixo alguns trechos interessantes da noticia:

[...]Foram pesquisados 3.200 estudantes de 104 escolas públicas e privadas em dez Estados. A conclusão é chocante. Nove em cada dez adolescentes afirmaram praticar ou sofrer violência no namoro. E quem mais bate são as meninas. Quase 30% delas disseram agredir fisicamente o parceiro. São tapas, puxões de cabelo, empurrões, socos e chutes. Entre os meninos, 17% se disseram agressores.

[...]

"Tivemos uma discussão e, quando vi, estava atirando o cinzeiro. Ai dele se me estressar de novo" diz adolescente L.M. de 17 anos.

[...]

“Os garotos estão apanhando direto. Estão acuados. Como eles são mais fortes, têm medo de revidar e ficam quietos”, diz a jovem G.F., de 18 anos.

Notícia completa aqui: http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2011/10/elas-batem-eles-apanham.html
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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #6 Online: 28 de Junho de 2014, 11:38:58 »
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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #7 Online: 05 de Julho de 2014, 18:29:26 »
Cinco em cada 30 casos registrados são de mau uso da Lei Maria da Penha, a informação é noticiada no portal Folha vitória do site R7. Segundo especialista a Lei Maria da Penha privilegia as mulheres enquanto prejudica os homens, visto que as ações protetivas são imediatas (e aplicáveis explicitamente somente as mulheres) mesmo não existindo evidências a favor das acusações (que se não o testemunho da mulher acusadora). Não obstante boa parte das acusações são falsas e utilizadas apenas como estratégia para obter vantagens em processos judiciais e/ou (simplesmente) para humilhar o parceiro, que tem muitas vezes sua vida social e psicológica destruída pelas constantes falsas acusações da parceira.
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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #8 Online: 05 de Julho de 2014, 18:56:41 »
Americana ativista familiar Erin Pizzey (ex-feminista, expulso do movimento por ter atentado para o fato de que homens também são vitimas de violência doméstica praticada por suas parceiras) contesta lei protetiva semelhante (A lei maria da penha) nos EUA:

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« Última modificação: 05 de Julho de 2014, 19:06:29 por Skeptikós »
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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #9 Online: 05 de Julho de 2014, 19:16:53 »
Filosofa norte-americana Ayn Rand critica a estratégia feminista de vitimizar a mulher e exigir ações afirmativas e demais medidas políticas a fim de garantirem a força maiores direitos as mulheres em relação aos homens. Ela afirma que se de fato existe alguma injustiça oriunda de preconceitos (coisa que ela não acredita existir), esta deve ser desfeita por meio de uma educação mais igualitária (em relação ao potencial e papel da mulher em relação ao homem) e não com medidas políticas desiguais e descriminatórias, justamente semelhantes a a atitude que as feministas afirmam estarem a combater, ou seja, não combater um suposto mal (que Rand acredita não existir) com o mesmo mal:

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #10 Online: 20 de Julho de 2014, 20:16:19 »
Misandria na psicologia [e ciências sociais]1

Este artigo foi originalmente escrito por Tom Goldem e traduzido por Aurélio Jaguaribe, para ser publicado dividido em três partes ao site A Voice For Man Brasil.



Abaixo o início da parte 1, que serve como uma introdução do que esta por vir adiante no restante da parte 1 e nas partes subsequentes:

"A maioria de nós está familiarizada com a humilhação masculina na televisão.  Homens são retratados como idiotas que nunca fazem nada direito e sempre estão precisando de outras pessoas (mulheres e, às vezes, crianças) para resolver um problema ou fazer a coisa certa. Muitas pessoas estão cansadas desse retrato ridículo que, entretanto, continua sendo realizado.  O que essas pessoas não sabem é que uma forma bastante similar de humilhação masculina existe nas pesquisas de saúde mental. Os últimos 40 anos nos trouxeram grande respeito e admiração para mulheres e meninas. O problema é que não tivemos capacidade de manter os homens e as mulheres no mesmo patamar de estima. Ao mesmo tempo em que trouxemos nossas mulheres para cima, parece que empurramos nossos homens para baixo. É como se nós só pudéssemos ver as mulheres de maneira positiva se tivermos de tirar essa positividade dos homens. Essa visão binária dos sexos pode ser vista na humilhação masculina explorada pela televisão, mas também em várias outras áreas, incluindo as pesquisas em saúde mental.

Essa série de artigos permitirá um vislumbre daquilo que está por trás de vários estudos e mostrará como a tendência antimasculina se insere neles. Todos nós aprendemos a acreditar nas “pesquisas” e, quando um estudo acadêmico nos diz que “o X está correto”, tendemos automaticamente a acreditar que o X está correto. Pesquisas têm a capacidade divina de carregar o selo de “aprovado” e “verdadeiro”. Se a ciência diz algo, então deve estar certo. O problema é que, obviamente, algumas ciências, especialmente as ciências sociais, são bem menos concretas e muito menos passíveis de medição do que uma distância ou a resistência à tração de uma barra de aço. Pesquisas em saúde mental são muito mais vulneráveis aos valores e às ideologias dos pesquisadores. Se um cientista acredita em alguma coisa, isso tem pouco impacto sobre suas medições da resistência à tração de uma barra de aço. Independentemente daquilo que ele acredita, a medida provavelmente será a mesma.

Mas e quanto aos estudos na área das ciências sociais, nas quais os pesquisadores vêm para o debate com uma enorme quantidade de ideias preconcebidas, possuem ligações com ideologias que defendem opiniões bem determinadas sobre o objeto estudado ou têm histórias de vida traumáticas que os leva a preconceitos contra determinados grupos? Podem todos esses fatores influenciar as “descobertas” de um estudo em ciências sociais? Pode apostar que podem. O juiz imparcial, que pondera sobre os fatos e analisa as provas antes de declarar a verdade, já não existe. No atual mundo das pesquisas em ciências sociais, o oposto está acontecendo: pesquisadores partem de suas ideias pré-concebidas e direcionam suas pesquisas com o objetivo de comprová-las. Por mais bizarro que pareça, isso pode ser facilmente demonstrado em algumas pesquisas. Mostrarei algumas delas nesta séria de artigos.

Esse tipo de viés não é novo nas pesquisas em ciências sociais. No início do século 20, sociólogos alegaram que os negros eram os autores e perpetuadores da patologia social. Segundo eles, havia algo de errado com os negros e, como eles eram o “problema”, eles não deveriam ser “dignos” de serem vistos como vítimas. Diversos estudos foram feitos tentando “comprovar” a inferioridade dos negros, influenciando a mídia e o público em geral e reforçando os estereótipos predominantes. A partir do momento em que os negros foram vistos como o problema, foi um passo simples para que se suspendessem as inclinações a se lhes prestarem serviços. Por que oferecer compaixão e assistência a um grupo que precisa mudar sua maneira de ser? Atualmente, parece que os homens substituíram os negros como o grupo culpado pelos problemas sociais e que, portanto, não são merecedores de apoio, não muito diferente dos negros há anos atrás.

Analisaremos essa visão negativa dos homens e meninos em três estudos. Cada um desses três estudos enquadra os homens e meninos como o centro do problema. Eles simplesmente omitem qualquer oportunidade para que os homens sejam vistos como merecedores ou destinatários de assistência. O terceiro é o que tem a abordagem mais agressiva, rotulando os homens como “normalmente” violentos, buscando poder sobre as mulheres e uma série de outras coisas. Há poucos anos atrás, Paul Elam fez um artigo semelhante, relacionando as pesquisas em ciências sociais sobre os negros de antigamente com as pesquisas atuais sobre os homens.

Na primeira parte desta série, iniciaremos com um pequeno resumo de um importante documento de Murray Strauss intitulado “Processos que explicam a ocultação e distorção de evidências sobre Simetria de Gênero em Violência Doméstica”. Straus fala-nos a respeito de sete formas pelas quais pesquisadores feministas encobrem ou distorcem dados de seus estudos a fim de garantir que os resultados confirmem sua ideologia pré-concebida que vê as mulheres como vítimas de violência doméstica e os homens como perpetradores. A abordagem de Straus torna claro como uma ideologia pode influenciar os resultados de uma pesquisa em ciências sociais. Ele descreve, em detalhes exatos, como tal processo se realiza. Uma das técnicas por ele descritas é simplesmente ignorar seus próprios dados quando estes contradizem sua ideologia. Outra é simplesmente não realizar perguntas que ponham em risco a obtenção de respostas que possam contradizer sua tese. Depois de ler essa explicação, pode-se compreender melhor as formas pelas quais esses subterfúgios são feitos.

A parte seguinte descreverá um estudo realizado em 2009 na Grã-Bretanha a respeito de violência entre jovens. Poderemos observar como os pesquisadores agem da forma descrita por Straus, ignorando seus próprios dados. O exame original mostra que meninos são 40% das vítimas de violência, mas, assim que a pesquisa foi publicada, as campanhas publicitárias envolvendo seus resultados foram projetadas para transmitir a ideia de que somente as meninas precisavam de ajuda e para ensinar os meninos qual seria a melhor forma de tratá-las. Os meninos eram o problema e às meninas era reservado o foco da assistência.

A terceira parte analisará um estudo a respeito de “reprodução coerciva”. Ela mostrará como a omissão de detalhes sobre os entrevistados pode ter grande efeito na repercussão de um trabalho. Em suma, o estudo foi realizado entre mulheres pobres afro-americanas e hispânicas. Esse fato não foi reportado no relatório da pesquisa, nos comunicados de imprensa nem em nenhuma outra mídia nacional em que o artigo foi mostrado. É de conhecimento geral que a violência interpessoal é cerca de três vezes mais comum em populações pobres. Ao omitir este detalhe, que a população estudada foi composta por mulheres pobres negras e hispânicas, a abordagem desse estudo foi drasticamente mudada, pois foi apresentada como referente à população em geral. Essa mudança resultou em milhões de pessoas que leram o estudo na mídia nacional e que foram levadas a acreditar em uma mensagem que simplesmente não se justifica pelo estudo realizado.

O último texto da série analisará o Inventário de Conformidade com Normas Masculinas (CMNI, na sigla em inglês). Esse inventário tem como proposta mensurar o grau em que os homens seguem aquilo que ele chama de “normas de comportamento masculino”. Há vários problemas com esse inventário, mas o mais óbvio são as características escolhidas para descrever o comportamento masculino em nossa cultura, todos negativos. As “normas masculinas” incluem “violência”, “homofobia”, “poder sobre as mulheres” e “promiscuidade”. A simples escolha dessas palavras para descrever os homens neste país demonstra a misandria por trás dos elaboradores do documento. Isso é humilhação masculina. E não é tudo.

É importante ver a forma como esses estudos tentam influenciar o público e promover suas ideologias pessoais. Cada um deles foi realizado por pesquisadores que aparentam ter ideias bem determinadas sobre homens e mulheres e suas pesquisas se harmonizam de maneira conveniente com suas ideias preconcebidas. Tendo a “ciência” um grande poder de influenciar opiniões, é crítico ver a forma como as cientistas sociais usam seus estudos para proliferar seus próprios pontos de vista.

A disseminação da desinformação tem um efeito extremamente negativo na população em geral, mas não há lugar mais perigoso para isso do que o Congresso. Nossos legisladores são facilmente influenciados por estudos como os aqui descritos e a probabilidade de as leis serem redigidas tendo-se como base um ponto de vista parcial é alarmante. Para piorar, nossos legisladores são inconscientes de seu próprio “cavalheirismo” e, combinando isso com informações histéricas que  afirmam que donzelas indefesas estão em perigo, o que vemos são milhões de dólares sendo gastos de maneira bem questionável.

Combine esses estudos com a mídia e você terá um sistema alimentado por informações falsas aceitando-as como fato e agindo sobre elas. É preciso apenas observar o fato de que a grande maioria das pessoas nos Estados Unidos está convencida de que as mulheres são as únicas vítimas de violência doméstica para entender o poder da mídia, especialmente da mídia relacionada com “estudos” que são usados mais para propaganda do que para adquirir mais conhecimento sobre a verdade. A próxima sessão vai explicar exatamente como pesquisadores feministas mostram somente uma parte da história sobre violência doméstica e, ao fazê-lo, fazem com que a maioria da população creia que somente mulheres sejam vítimas desse tipo de violência.[...]"

Continuação: l PARTE 1 l PARTE 2 l PARTE 3 l

Fonte:


Notas:

1 Grifo meu, os termos "ciências sociais" não constavam no titulo original, sendo por tanto acrescentados por mim, decisão justificada pelo fato dos estudos mencionados nos artigos não se resumirem somente a psicologia, mas abrangendo também outras ciências sociais.
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Offline Diegojaf

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #11 Online: 20 de Julho de 2014, 20:29:19 »
Os números não são confiáveis de nenhum dos dois lados. Ambos contam com uma imensa cifra negra de homens que não denunciam por vergonha e de mulheres que não denunciam por medo de sofrerem castigos piores. Na mesma medida, os dois lados ainda possuem pessoas que "amam muito tudo isso" e não denunciam por medo de ficarem sem os companheiros.
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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #12 Online: 20 de Julho de 2014, 22:45:29 »
Os números não são confiáveis de nenhum dos dois lados. Ambos contam com uma imensa cifra negra de homens que não denunciam por vergonha e de mulheres que não denunciam por medo de sofrerem castigos piores. Na mesma medida, os dois lados ainda possuem pessoas que "amam muito tudo isso" e não denunciam por medo de ficarem sem os companheiros.
Mais as denuncias dos tópicos acima diz respeito as fraudes e manipulações de estudos estatísticos cometidas pelos profissionais responsáveis por levantarem-nos e interpreta-los (tais estudos estatísticos), onde geralmente tais profissionais  (influenciados por ideologias pseudo-igualitárias) favorecem de forma absurda e desleal um dos lados (homens/mulheres), neste caso, as mulheres, as colocando sempre como vítimas indefesas, enquanto seus parceiros (homens) sempre como os agressores irrecuperáveis, apesar dos resultados recolhidos contradizerem tal conclusão (já que mulheres segundo a estatística, agridem seus parceiros tanto quanto os homens agridem suas parceiras).

E ao serem desleais e desonestos, apresentando conclusões que descrevem de forma generalizada os homens como agressores irrecuperáveis, e as mulheres como vitimas indefesas e incapazes de serem perigosas, esta atitude desencadeia tratamentos discriminatórios pela sociedade, que passa a tratar as mulheres com primazia, enquanto o inverso com os homens.

Agora, sobre homens e mulheres que não denunciam por fatores diversos, isso é até levado em consideração em um dos tópicos por mim apresentados acima. E esta é inclusive uma das explicações do porque um número grande de homens agredidos por suas parceiras podem não estarem recorrendo proteção da justiça. No entanto movimentos feministas interpretam tais casos constantemente como exemplos de machismo, ou seja, de forma sexista elas usam de seu ardil para novamente culpabilizar os próprios homens, neste caso, vitima de sua parceira. Ou sejam, culpam a vitima de ter se vitimado, enquanto absorvem as mulheres violentas responsáveis por agressões contra seus parceiros.

Além disso, como bem lembrado acima, por um dos textos, estudos realizados no âmbito das ciências sociais nunca terão precisão semelhante aos resultados obtidos em estudos no âmbito das ciências naturais, pois no primeiro caso, mesmo se esforçando por usar o método cientifico, este nunca poderá ser usado em sua totalidade e essência, na forma como o é quando usado no campo das ciências naturais. Além disso, muito dos resultados das ciências sociais estão abertos a interpretações demasiadas subjetivas, e a fatores diversos, que não são percebidos com a mesma frequência e intensidade no campo das ciências naturais.

Logo é evidente que a mesma "certeza" que se consegue em estudos científicos no campo das ciências naturais, não será obtida nos estudos no campo das ciências sociais.

No entanto preza-se pelo minimo de fidelidade ao método de investigação científica, bem como os valores de honestidade, imparcialidade e busca pela verdade que são características do pensamento cientifico. Algo que infelizmente vem sendo esquecido nestas pesquisas tendenciosas e desonestas supracitadas, que pintam uma "realidade" que não é real no final das contas.

Abraços!

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Offline Donatello

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #13 Online: 22 de Julho de 2014, 20:41:18 »
Não é sobre violência doméstica mas é um caso sui generis de manipulação feminista dos dados sobre violência contra mulheres na construção de seus discursos vitimistas.

Algum tempo atrás eu li no blog da Nádia Lapa (eu tive uma fase masoquista em que visitava aquilo, já passou) um post em que ela reclamava do fato de que existem mais casos notificados de estupro no Brasil do que casos de homicídio intencional. Parece que na doentia cabeça de alguns feministas o estupro é um crime mais grave que o homicídio.

Hoje, passando por um daqueles murais de CA do Instituto de Biologia me deparei com a mesma sentença: "Número de estupros supera o de homicídios dolosos, diz estudo" e aí jogando no Google vi que ela foi kibada do título desta matéria no G1 http://g1.globo.com/brasil/noticia/2013/11/numero-de-estupros-no-pais-supera-o-de-homicidios-dolosos-diz-estudo.html

Ou seja: parece ter muita gente que acha que o estatísticamente esperado é que haja mais homicídios que estupros, este mesmo tipo de gente deve achar bastante razoável esperar que numa sociedade qualquer haja mais estupros que furtos de bicicletas.

# Não espero que alguém replique nestes termos, mas só pro garantir: é óbvio que no meu mundo cor-de-rosa não haveria nem homicídios nem estupros e muito menos feministas. Quando digo que o ESPERADO é haver mais estupros que homicídios não quero dizer que torço para que muitas mulheres sejam forçadas a fazer sexo, mas que num mundo real crimes acontecem e que existe uma tendência muito forte de que quanto mais grave um crime menos comum ele seja, daí eu ainda me surprender com a estupidez de fazer alarde e vitimismo sobre o fato de as estatísticas de homicídio doloso serem menores do que as estatísticas de estupro no Brasil ou no resto do mundo.
« Última modificação: 22 de Julho de 2014, 20:47:37 por Pai Donatello de Ifá »

Offline Barata Tenno

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #14 Online: 22 de Julho de 2014, 23:27:16 »
Olha, é evidência anedótico e tal, mas a maioria das mulheres que converso dizem preferir morrer que serem estupradas. Talvez para elas o crime de estupro seja pior que homicídio.
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Offline Donatello

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #15 Online: 23 de Julho de 2014, 06:04:57 »
Digamos que esta sua percepção seja estatisticamente verdadeira, digo, suponhamos que fosse feita uma pesquisa com amostra significativa da população e a maioria das mulheres afirmasse em uma situação de conforto ante um confiável entrevistador identificado e bem apessoado do IBGE o mesmo que suas amigas te afirmam bebendo cerveja e jogando conversa fora num barzinho.

Como podemos melhorar este estudo? Que métodos poderíamos usar para saber se realmente devíamos rever nossa percepção "machista" e de senso comum sobre o crime de matar alguém intencionalmente ser uma agressão mais severa do que o crime de forçar alguém a fazer sexo (no mesmo modo que o crime de forçar alguém a fazer sexo é mais grave do que o crime de roubar uma caneta BIC do colega de trabalho, e eu continuo esperando que ninguém me acuse de dizer que roubar canetas BIC é ok).

Bom, que as pessoas dizem coisas é fato. É comum por exemplo que em velório mães ou esposas abracem o caixão do amado dizendo que preferiam ter morrido no lugar deles: creio que o número de pessoas que fazem esta afirmação típica de velórios não bata com o número de pessoas que efetivamente se colocam em situações de risco de vida para tentar salvar um parente. É comum também após episódios de assalto com alguém no meu trabalho outros colegas aparecerem dizendo que "se fosse com eles...".

Eu sugeriria, portanto, como uma epistemologia mais adequada do que a entrevista sobre "o que lhe parece mais grave" em uma situação de conforto: a análise de BOs de estupro ou tentativa de estupro com ou sem morte da vítima de modo a separar os casos em que a vítima sob ameaça de arma de fogo (seriam contabilizados apenas os casos com este tipo de ameaça) reagiram violentamente ou preferiram poupar a vida e obedecer as instruções do criminoso. Ora, se as mulheres realmente consideram o crime de estupro MAIS GRAVE do que o homicídio, se as suas amigas estiverem falando a verdade E SE elas são estatísticamente representativas eu espero que ante a iminência de um dos dois crimes a maioria das mulheres hão de pensar: "vão-se os anéis ficam-se os dedos, mata mas não estupra" (por um pouco parafraseando Paulo Maluf) e reagirão violentamente com chute no saco, mordina no pênis, eescândalo e o que der mais pra fazer para evitar que um crime maior (o estupro) lhes aconteça mesma ante o risco quase certo de um crime menor (o homicídio).

Claro que não é isso que espero que você encontre (DiegoJaf, você pode ajudar aqui com sua experiência, confirmando ou não minha previsão?). É claro que o que prevejo é que numa pesquisa destas a maioria dos relatos dirá algo como "ante a ameaça com arma de fogo do tipo pistola de modelo não identificado a vítima optou por não oferecer resistência física temendo pela vida" da mesma forma que aconteceu comigo quando fui assaltado há alguns meses: entreguei prontamente minha mochila onde estava meu computador, meu celular e meu MP3 (e teria dado o rabo com a maior boa vontade se eles me pedissem com jeitinho).

Porque considero que o assalto não seja uma violência grave? Óbvio que não. Mas porque obviamente prefiro ter meus bens levados e poder comprar outros no futuro do que ter minha vida interrompida e não poder comprar outra nunca mais de modo que obviamente considero o assalto um crime "menor" que o homicídio.

Se a minha previsão estiver correta invalidadas estarão quaisquer estatísticas baseadas em bravatas de mesa de bar :)
« Última modificação: 23 de Julho de 2014, 06:14:19 por Pai Donatello de Ifá »

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #16 Online: 23 de Julho de 2014, 07:07:35 »
Olha, é evidência anedótico e tal, mas a maioria das mulheres que converso dizem preferir morrer que serem estupradas. Talvez para elas o crime de estupro seja pior que homicídio.

Só para corroborar: também já ouvi isso de várias mulheres. Sobre os números: é tudo muito complicado, mas é bom lembrar que (1) a maioria dos homicídios são de homens e cometidos por homens e (2) a taxa de homicídios no Brasil é absurdamente alta. Daí que não se trata de afirmar que um crime é pior que o outro, mas sim de ressaltar o fato de que o número de estupros é maior que o de homicídios em um país com taxa de homicídios como a do Brasil e que é portanto um crime muito comum contra mulheres.

Outra coisa: ao contrário do que muitos pensam (e talvez o Jaf possa me mostrar errado ou confirmar) o indivíduo médio é menos propenso à violência do que se imagina. E mais ainda no caso das mulheres. Já soube de muitos casos em que o assaltante desarmado conseguiu roubar uma mulher puramente através da intimidação. Daí para o estupro não vai grande distância. Afirmar que o fato de uma mulher não ter resistido ao estupro equivale a ela considerá-lo "menos pior" do que o homicídio é, na minha opinião, de uma imbecilidade sem tamanho.
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Offline Diegojaf

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #17 Online: 23 de Julho de 2014, 09:51:41 »
Digamos que esta sua percepção seja estatisticamente verdadeira, digo, suponhamos que fosse feita uma pesquisa com amostra significativa da população e a maioria das mulheres afirmasse em uma situação de conforto ante um confiável entrevistador identificado e bem apessoado do IBGE o mesmo que suas amigas te afirmam bebendo cerveja e jogando conversa fora num barzinho.

Como podemos melhorar este estudo? Que métodos poderíamos usar para saber se realmente devíamos rever nossa percepção "machista" e de senso comum sobre o crime de matar alguém intencionalmente ser uma agressão mais severa do que o crime de forçar alguém a fazer sexo (no mesmo modo que o crime de forçar alguém a fazer sexo é mais grave do que o crime de roubar uma caneta BIC do colega de trabalho, e eu continuo esperando que ninguém me acuse de dizer que roubar canetas BIC é ok).

Bom, que as pessoas dizem coisas é fato. É comum por exemplo que em velório mães ou esposas abracem o caixão do amado dizendo que preferiam ter morrido no lugar deles: creio que o número de pessoas que fazem esta afirmação típica de velórios não bata com o número de pessoas que efetivamente se colocam em situações de risco de vida para tentar salvar um parente. É comum também após episódios de assalto com alguém no meu trabalho outros colegas aparecerem dizendo que "se fosse com eles...".

Eu sugeriria, portanto, como uma epistemologia mais adequada do que a entrevista sobre "o que lhe parece mais grave" em uma situação de conforto:

Nesse caso, sua analogia foi bem infeliz. Já que a última coisa de que podemos chamar um sepultamento é de "situação de conforto".

a análise de BOs de estupro ou tentativa de estupro com ou sem morte da vítima de modo a separar os casos em que a vítima sob ameaça de arma de fogo (seriam contabilizados apenas os casos com este tipo de ameaça) reagiram violentamente ou preferiram poupar a vida e obedecer as instruções do criminoso. Ora, se as mulheres realmente consideram o crime de estupro MAIS GRAVE do que o homicídio, se as suas amigas estiverem falando a verdade E SE elas são estatísticamente representativas eu espero que ante a iminência de um dos dois crimes a maioria das mulheres hão de pensar: "vão-se os anéis ficam-se os dedos, mata mas não estupra" (por um pouco parafraseando Paulo Maluf) e reagirão violentamente com chute no saco, mordina no pênis, eescândalo e o que der mais pra fazer para evitar que um crime maior (o estupro) lhes aconteça mesma ante o risco quase certo de um crime menor (o homicídio).

Claro que não é isso que espero que você encontre (DiegoJaf, você pode ajudar aqui com sua experiência, confirmando ou não minha previsão?). É claro que o que prevejo é que numa pesquisa destas a maioria dos relatos dirá algo como "ante a ameaça com arma de fogo do tipo pistola de modelo não identificado a vítima optou por não oferecer resistência física temendo pela vida" da mesma forma que aconteceu comigo quando fui assaltado há alguns meses: entreguei prontamente minha mochila onde estava meu computador, meu celular e meu MP3 (e teria dado o rabo com a maior boa vontade se eles me pedissem com jeitinho).

Porque considero que o assalto não seja uma violência grave? Óbvio que não. Mas porque obviamente prefiro ter meus bens levados e poder comprar outros no futuro do que ter minha vida interrompida e não poder comprar outra nunca mais de modo que obviamente considero o assalto um crime "menor" que o homicídio.

Se a minha previsão estiver correta invalidadas estarão quaisquer estatísticas baseadas em bravatas de mesa de bar :)

A nossa sociedade ainda preza muito a "mulher honesta". Ainda não fazem 10 anos que saiu do Código Penal o agravante aos crimes cometidos contra mulheres "honestas" (virgens se solteiras, fiéis se casadas). Acho muito temerário dizer que em menos de 10 anos a sociedade evoluiu de forma a não enxergar mulheres sob essa luz. Opinião minha, claro. Eu acho 10 anos um prazo muito curto pra mudarmos 70 anos (tempo do primeiro CP) de doutrina.

Há meros 10 anos, se você cometesse um crime contra uma prostituta, você não seria tão culpado porque, ela é uma prostituta, oras. Ela é mãe solteira? A danada estava pedindo, já que gosta do negócio, nem esperou casar. Tava traindo o marido? Saiu barato. A honra do pobre coitado que estava num puteiro enquanto a esposa estava dando pra outro está manchada para sempre.

Da mesma maneira, valorar o quanto a mulher se indignou ou se indigna com o crime baseando-se na sua reação é bem estúpido. Pra uma menina de 21 anos que acabou de sair de uma aula de jiu-jitsu, um pedaço de pau como forma de intimidação pode ser menos grave do que para uma senhora de 40 anos.

O termo "grave ameaça" que existe no art. 213 (e nos demais crimes violentos) não diz respeito ao meio utilizado, mas ao sentimento de perigo real sentido pela vítima. Não interessa se foi um caco de vidro ou uma bazuca. A grave ameaça é relativa à vítima e não importa qual o meio.

Eu duvido muito que se uma pessoa do seu círculo familiar fosse vítima do crime supra, você iria duvidar do quão ferida foi a honra e a integridade física dela se o cara tivesse usado nada mais do que a força física pra cometer o crime. "Porra, vó. O cara não tinha nem uma unha comprida e a senhora deixou? A senhora sempre disse que preferia morrer a ser estuprada!!!". Ou pior ainda, ir na ideia do Sképtikos: "A senhora tava com aquele vestido mostrando a canela e não queria que o cara viesse te chamando de gostosona e pedindo um bola gato? Que isso, vó...".
« Última modificação: 23 de Julho de 2014, 09:54:25 por Diegojaf »
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #18 Online: 23 de Julho de 2014, 10:29:41 »
Olha, é evidência anedótico e tal, mas a maioria das mulheres que converso dizem preferir morrer que serem estupradas. Talvez para elas o crime de estupro seja pior que homicídio.

Só para corroborar: também já ouvi isso de várias mulheres. Sobre os números: é tudo muito complicado, mas é bom lembrar que (1) a maioria dos homicídios são de homens e cometidos por homens e (2) a taxa de homicídios no Brasil é absurdamente alta. Daí que não se trata de afirmar que um crime é pior que o outro, mas sim de ressaltar o fato de que o número de estupros é maior que o de homicídios em um país com taxa de homicídios como a do Brasil e que é portanto um crime muito comum contra mulheres.
Homens (e meninos) também são estuprados, e mesmo que em número menor (supondo que seja), isso deve entrar para as estatísticas de estupro, o que significaria que o numero de homens (e meninos) estuprados no Brasil (tanto por outros homens quanto por mulheres também) devem serem levados em conta como contribuintes para o numero total de casos de estupro no Brasil, o que evidentemente já diminuiria o número total de mulheres estupradas no Brasil.

Não obstante, um estudo estatístico realizado nos EUA concluiu que mais de 40% (ou seja, quase a metade) das acusações de estupro feitas por mulheres naquele país são falsas1. E levando-se em conta que este cenário pode ser semelhante aqui no Brasil, a inferência mais lógica seria a de que o número real de mulheres estupradas, deve ser muito menor do que o relatado pela mídia.

Citação de: Dr. Manhattan
Outra coisa: ao contrário do que muitos pensam (e talvez o Jaf possa me mostrar errado ou confirmar) o indivíduo médio é menos propenso à violência do que se imagina. E mais ainda no caso das mulheres. Já soube de muitos casos em que o assaltante desarmado conseguiu roubar uma mulher puramente através da intimidação. Daí para o estupro não vai grande distância. Afirmar que o fato de uma mulher não ter resistido ao estupro equivale a ela considerá-lo "menos pior" do que o homicídio é, na minha opinião, de uma imbecilidade sem tamanho.
O não reagir não seria uma resposta oriunda do medo do risco iminente de perder a vida?

Honestamente, considerar o estupro mais violento do que o homicídio é que me parece de uma imbecilidade sem tamanho. Além disso, ao meu ver, o Donatello já respondeu de forma muito convincente sobre este assunto alguns comentários acima.



1 Cf. Christina Hoff Sommers, A cultura de estupro é uma histeria onde paranóia, censura e falsas acusações florescem
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #19 Online: 23 de Julho de 2014, 10:40:02 »
Eu duvido muito que se uma pessoa do seu círculo familiar fosse vítima do crime supra, você iria duvidar do quão ferida foi a honra e a integridade física dela se o cara tivesse usado nada mais do que a força física pra cometer o crime. "Porra, vó. O cara não tinha nem uma unha comprida e a senhora deixou? A senhora sempre disse que preferia morrer a ser estuprada!!!".
Você esta extrapolando amigo, ele não disse que o estupro não é violento, e/ou que tal crime não provoque traumas na vitima, e muito menos que a vitima seja a responsável por ele. Todas estas inferências que você vez não o poderiam serem feita de maneira lógica a partir das premissas colocadas pelo amigo Donatello. A única conclusão razoável que você poderia fazer a partir das premissas do Donatello, é como foi concluído por ele próprio; que o estupro seria um crime menos violento do que o homicídio. O Donatello poderia confirmar as minhas palavras, de que esta fora a intenção dele no seu discurso acima.

Ou pior ainda, ir na ideia do Sképtikos: "A senhora tava com aquele vestido mostrando a canela e não queria que o cara viesse te chamando de gostosona e pedindo um bola gato? Que isso, vó...".
:susto: Poxa, agora já estão pondo palavras na minha boca! Aonde foi que eu alguma vez aqui no fórum defendi coisa semelhante? Eu nunca culpabilizei uma vitima de estupro, desta ser a principal responsável pelo ocorrido, por causa da maneira como ela se vestia e/ou se comportava.

 :no:
« Última modificação: 23 de Julho de 2014, 10:42:07 por Skeptikós »
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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #20 Online: 23 de Julho de 2014, 10:41:23 »
O não reagir não seria uma resposta oriunda do medo do risco iminente de perder a vida?


Não necessariamente. A falta de meios para reagir é tão comum quanto o medo.
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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« Resposta #21 Online: 23 de Julho de 2014, 10:44:04 »
Eu duvido muito que se uma pessoa do seu círculo familiar fosse vítima do crime supra, você iria duvidar do quão ferida foi a honra e a integridade física dela se o cara tivesse usado nada mais do que a força física pra cometer o crime. "Porra, vó. O cara não tinha nem uma unha comprida e a senhora deixou? A senhora sempre disse que preferia morrer a ser estuprada!!!".
Você esta extrapolando amigo, ele não disse que o estupro não é violento, e/ou que tal crime não provoque traumas na vitima, e muito menos que a vitima seja a responsável por ele. Todas estas inferências que você vez não o poderiam serem feita de maneira lógica a partir das premissas colocadas pelo amigo Donatello. A única conclusão razoável que você poderia fazer a partir das premissas do Donatello, é como foi concluído por ele próprio; que o estupro seria um crime menos violento do que o homicídio. O Donatello poderia confirmar as minhas palavras, de que esta fora a intenção dele no seu discurso acima.

Ele propôs uma forma de medir a reprovabilidade do crime por parte da vítima a partir da resistência oferecida conforme o meio utilizado pelo autor. Simples assim.

Ou pior ainda, ir na ideia do Sképtikos: "A senhora tava com aquele vestido mostrando a canela e não queria que o cara viesse te chamando de gostosona e pedindo um bola gato? Que isso, vó...".
:susto: Poxa, agora já estão pondo palavras na minha boca! Aonde foi que eu alguma vez aqui no fórum defendi coisa semelhante? Eu nunca culpabilizei uma vitima de estupro, pela maneira como ela se vestia e/ou se comportava.

 :no:
Não falei de estupro. Falei de agressão verbal/injúria, ou como você chama, "cantada".
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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« Resposta #22 Online: 23 de Julho de 2014, 10:54:14 »
O não reagir não seria uma resposta oriunda do medo do risco iminente de perder a vida?


Não necessariamente. A falta de meios para reagir é tão comum quanto o medo.
Pelo que conheço de biologia, o medo é um mecanismo de defesa, que se manifesta diante da possibilidade iminente de risco de vida. Três são as reações mais esperadas; a luta, a fuga, e a paralisação total. Agora, se você conhece outra explicação razoável para a paralisação frente a um perigo de morte iminente, como uma tentativa de estupro, ficaria feliz em ouvi-la.

Citação de: Diegojaf
Eu duvido muito que se uma pessoa do seu círculo familiar fosse vítima do crime supra, você iria duvidar do quão ferida foi a honra e a integridade física dela se o cara tivesse usado nada mais do que a força física pra cometer o crime. "Porra, vó. O cara não tinha nem uma unha comprida e a senhora deixou? A senhora sempre disse que preferia morrer a ser estuprada!!!".
Você esta extrapolando amigo, ele não disse que o estupro não é violento, e/ou que tal crime não provoque traumas na vitima, e muito menos que a vitima seja a responsável por ele. Todas estas inferências que você vez não o poderiam serem feita de maneira lógica a partir das premissas colocadas pelo amigo Donatello. A única conclusão razoável que você poderia fazer a partir das premissas do Donatello, é como foi concluído por ele próprio; que o estupro seria um crime menos violento do que o homicídio. O Donatello poderia confirmar as minhas palavras, de que esta fora a intenção dele no seu discurso acima.

Ele propôs uma forma de medir a reprovabilidade do crime por parte da vítima a partir da resistência oferecida conforme o meio utilizado pelo autor. Simples assim.
E você concluiu de forma extrapolada que ele não tivesse empatia alguma pelo sofrimento da vitima. Simplesmente por ele concluir que o homicídio é um crime mais violento do que o estupro. Simples assim, sua conclusão não é válida, nem mesmo depois desta sua tentativa ad hoc de salva-la.

Citação de: Diegojaf
Ou pior ainda, ir na ideia do Sképtikos: "A senhora tava com aquele vestido mostrando a canela e não queria que o cara viesse te chamando de gostosona e pedindo um bola gato? Que isso, vó...".
:susto: Poxa, agora já estão pondo palavras na minha boca! Aonde foi que eu alguma vez aqui no fórum defendi coisa semelhante? Eu nunca culpabilizei uma vitima de estupro, pela maneira como ela se vestia e/ou se comportava.

 :no:
Não falei de estupro. Falei de agressão verbal/injúria, ou como você chama, "cantada".
Ok, ainda sim não afirmei nada disso do que foi atribuído a mim acima. Eu não considero a mulher culpada de receber cantadas na rua, assim como não a considero culpada de ser estuprada, nunca disse isso, ou coisa semelhante, logo sua insinuação de que eu havia dito coisa parecida, continua inválida.

Abraços!
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Diegojaf

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #23 Online: 23 de Julho de 2014, 11:19:09 »
O não reagir não seria uma resposta oriunda do medo do risco iminente de perder a vida?


Não necessariamente. A falta de meios para reagir é tão comum quanto o medo.
Pelo que conheço de biologia, o medo é um mecanismo de defesa, que se manifesta diante da possibilidade iminente de risco de vida. Três são as reações mais esperadas; a luta, a fuga, e a paralisação total. Agora, se você conhece outra explicação razoável para a paralisação frente a um perigo de morte iminente, como uma tentativa de estupro, ficaria feliz em ouvi-la.

Pelo que conheço de racionalidade, nós fazemos escolhas baseadas na lógica e no custo benefício, não podendo levar em consideração cada escolha humana somente comparando ao que animais fazem instintivamente sem calcular todas as diversas consequências de suas ações.

Eu calculo se minha reação vai atingir outras pessoas, se os meios que disponho são convenientes e próprios para a situação e se minha reação vai ser proporcional. Se você só tem essas 3 maneiras de reagir feito um bicho, fale por si mesmo.

Citação de: Diegojaf
Eu duvido muito que se uma pessoa do seu círculo familiar fosse vítima do crime supra, você iria duvidar do quão ferida foi a honra e a integridade física dela se o cara tivesse usado nada mais do que a força física pra cometer o crime. "Porra, vó. O cara não tinha nem uma unha comprida e a senhora deixou? A senhora sempre disse que preferia morrer a ser estuprada!!!".
Você esta extrapolando amigo, ele não disse que o estupro não é violento, e/ou que tal crime não provoque traumas na vitima, e muito menos que a vitima seja a responsável por ele. Todas estas inferências que você vez não o poderiam serem feita de maneira lógica a partir das premissas colocadas pelo amigo Donatello. A única conclusão razoável que você poderia fazer a partir das premissas do Donatello, é como foi concluído por ele próprio; que o estupro seria um crime menos violento do que o homicídio. O Donatello poderia confirmar as minhas palavras, de que esta fora a intenção dele no seu discurso acima.

Ele propôs uma forma de medir a reprovabilidade do crime por parte da vítima a partir da resistência oferecida conforme o meio utilizado pelo autor. Simples assim.
E você concluiu de forma extrapolada que ele não tivesse empatia alguma pelo sofrimento da vitima. Simplesmente por ele concluir que o homicídio é um crime mais violento do que o estupro. Simples assim, sua conclusão não é válida, nem mesmo depois desta sua tentativa ad hoc de salva-la.

Nope. Disse que seria estúpido comparar a gravidade dos crimes pela disposição da vítima em reagir e depois ainda desafiar o que ela teria dito quanto à preferência pela morte.

É absolutamente insensível questionar uma vítima que teria dito que preferia morrer a ser estuprada e o que eu disse é que duvido muito que ele algum dia faria, especialmente se fosse alguém do círculo familiar dele.

Citação de: Diegojaf
Ou pior ainda, ir na ideia do Sképtikos: "A senhora tava com aquele vestido mostrando a canela e não queria que o cara viesse te chamando de gostosona e pedindo um bola gato? Que isso, vó...".
:susto: Poxa, agora já estão pondo palavras na minha boca! Aonde foi que eu alguma vez aqui no fórum defendi coisa semelhante? Eu nunca culpabilizei uma vitima de estupro, pela maneira como ela se vestia e/ou se comportava.

 :no:
Não falei de estupro. Falei de agressão verbal/injúria, ou como você chama, "cantada".
Ok, ainda sim não afirmei nada disso do que foi atribuído a mim acima. Eu não considero a mulher culpada de receber cantadas na rua, assim como não a considero culpada de ser estuprada, nunca disse isso, ou coisa semelhante, logo sua insinuação de que eu havia dito coisa parecida, continua inválida.

Abraços!

Você disse:
mulheres socialmente destacadas, sejam por sua beleza ou por outros fatores, de serem desejadas em demasia por um número grande de homens, em alguns casos, de forma incômoda, sendo este um preço a se pagar pelo sucesso que fazem.

:)
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Re:Fraudes e manipulações em estatísticas de violência doméstica contra mulheres.
« Resposta #24 Online: 23 de Julho de 2014, 12:23:49 »
O não reagir não seria uma resposta oriunda do medo do risco iminente de perder a vida?


Não necessariamente. A falta de meios para reagir é tão comum quanto o medo.
Pelo que conheço de biologia, o medo é um mecanismo de defesa, que se manifesta diante da possibilidade iminente de risco de vida. Três são as reações mais esperadas; a luta, a fuga, e a paralisação total. Agora, se você conhece outra explicação razoável para a paralisação frente a um perigo de morte iminente, como uma tentativa de estupro, ficaria feliz em ouvi-la.

Pelo que conheço de racionalidade, nós fazemos escolhas baseadas na lógica e no custo benefício, não podendo levar em consideração cada escolha humana somente comparando ao que animais fazem instintivamente sem calcular todas as diversas consequências de suas ações.

Eu calculo se minha reação vai atingir outras pessoas, se os meios que disponho são convenientes e próprios para a situação e se minha reação vai ser proporcional. Se você só tem essas 3 maneiras de reagir feito um bicho, fale por si mesmo.
Eu não disse que a reação instintiva é a única possível para um ser humano, eu a apresentei como uma possibilidade plausível e razoável, principalmente diante de uma situação de risco de vida.

Agora, se você consegue se comportar de maneira racional e lógica, mesmo diante de uma situação de vida ou morte, de fato você deve ser um cara com treinamento adequado, ou quem sabe uma exceção a regra. E uma mulher que consegue manter-se calma diante de uma situação de risco, ao ponto de poder planejar uma ação racional e lógica, tal situação de risco (o estupro) não deve ser assim tão impactante para ela afinal.

Além do mais eu lhe pedi uma explicação de comportamento razoável diante de uma situação de risco, e você não me apresentou nenhuma, a não ser a de dizer que além da reação instintiva de fuga ou luta oriunda do medo, pode se usar a lógica e razão numa situação dessas.

Citação de: Diegojaf
Eu duvido muito que se uma pessoa do seu círculo familiar fosse vítima do crime supra, você iria duvidar do quão ferida foi a honra e a integridade física dela se o cara tivesse usado nada mais do que a força física pra cometer o crime. "Porra, vó. O cara não tinha nem uma unha comprida e a senhora deixou? A senhora sempre disse que preferia morrer a ser estuprada!!!".
Você esta extrapolando amigo, ele não disse que o estupro não é violento, e/ou que tal crime não provoque traumas na vitima, e muito menos que a vitima seja a responsável por ele. Todas estas inferências que você vez não o poderiam serem feita de maneira lógica a partir das premissas colocadas pelo amigo Donatello. A única conclusão razoável que você poderia fazer a partir das premissas do Donatello, é como foi concluído por ele próprio; que o estupro seria um crime menos violento do que o homicídio. O Donatello poderia confirmar as minhas palavras, de que esta fora a intenção dele no seu discurso acima.

Ele propôs uma forma de medir a reprovabilidade do crime por parte da vítima a partir da resistência oferecida conforme o meio utilizado pelo autor. Simples assim.
E você concluiu de forma extrapolada que ele não tivesse empatia alguma pelo sofrimento da vitima. Simplesmente por ele concluir que o homicídio é um crime mais violento do que o estupro. Simples assim, sua conclusão não é válida, nem mesmo depois desta sua tentativa ad hoc de salva-la.

Nope. Disse que seria estúpido comparar a gravidade dos crimes pela disposição da vítima em reagir e depois ainda desafiar o que ela teria dito quanto à preferência pela morte.
Não seria tão estupido quanto considerar a opinião de uma pessoa, em uma situação de conforto (como numa entrevista, como imaginada pelo colega Donatello) como de igual valor a opinião e reação que ela de fato teria/apresentaria numa situação de perigo real (como a de um estupro).

É absolutamente insensível questionar uma vítima que teria dito que preferia morrer a ser estuprada e o que eu disse é que duvido muito que ele algum dia faria, especialmente se fosse alguém do círculo familiar dele.
Apelo ao emocional não vale, isso não nos diz nada sobre a verdade. Aqui não esta em jogo a sensibilidade da mulher por nós duvidarmos da sua opinião de que ela de fato preferia morrer ao invés de ser estuprada, se um dia ela se deparasse com este dilema. O que está em jogo é se de fato, no momento exato do ocorrido real, ela assim se comportaria/reagiria.

Citação de: Diegojaf
Ou pior ainda, ir na ideia do Sképtikos: "A senhora tava com aquele vestido mostrando a canela e não queria que o cara viesse te chamando de gostosona e pedindo um bola gato? Que isso, vó...".
:susto: Poxa, agora já estão pondo palavras na minha boca! Aonde foi que eu alguma vez aqui no fórum defendi coisa semelhante? Eu nunca culpabilizei uma vitima de estupro, pela maneira como ela se vestia e/ou se comportava.

 :no:
Não falei de estupro. Falei de agressão verbal/injúria, ou como você chama, "cantada".
Ok, ainda sim não afirmei nada disso do que foi atribuído a mim acima. Eu não considero a mulher culpada de receber cantadas na rua, assim como não a considero culpada de ser estuprada, nunca disse isso, ou coisa semelhante, logo sua insinuação de que eu havia dito coisa parecida, continua inválida.

Abraços!

Você disse:
mulheres socialmente destacadas, sejam por sua beleza ou por outros fatores, de serem desejadas em demasia por um número grande de homens, em alguns casos, de forma incômoda, sendo este um preço a se pagar pelo sucesso que fazem.

:)
Sim, e é uma afirmação razoável, mulheres atraentes chamam mais atenção dos homens do que mulheres pouco atraentes, justamente por serem mais socialmente destacadas do que as mulheres pouco atraentes. Não se pode inferir a partir dai, que elas mereçam serem cantadas (de forma grosseira) pelo fato delas serem socialmente destacadas. Isso é apenas um risco a mais que elas correm, justamente por chamar mais atenção. Eu continuo por tanto defendendo a minha opinião, de que eu não disse em nenhum momento que elas mereçam isso, disse apenas que elas estão apenas mais propensas a enfrentarem este tipo de situação, sendo este um preço a se pagar por seu destaque maior destaque social.

Além do mais, a insinuação que você fez supra sobre meus pensamentos, se referia a maneira como as mulheres se vestem e se comportam:

Citação de: Diegojaf
Ou pior ainda, ir na ideia do Sképtikos: "A senhora tava com aquele vestido mostrando a canela e não queria que o cara viesse te chamando de gostosona e pedindo um bola gato? Que isso, vó...".

Você não falou nada especificamente sobre seu destaque social (que era o fator essencial que usei como determinante da atração sexual que um homem sente por uma mulher no exemplo do tópico de cantadas), fator este que pode ser justificado por multi-fatores não relacionados a roupa que esta vista, como simplesmente a aparência desta garota e/ou sua popularidade.

Logo, sua insinuação ainda me parece inválida e equivocada.

Abraços!

 :ok:
« Última modificação: 23 de Julho de 2014, 12:28:17 por Skeptikós »
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

 

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