Autor Tópico: Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação  (Lida 11462 vezes)

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Com relação a divergência salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho, é comum que feministas divulguem que mulheres ganham menos que os homens por conta de discriminação. Porém, economistas renomados como Thomas Sowell , tem demonstrado que a diferença salarial entre os gêneros praticamente desaparece quando se compara homens e mulheres que se encontram na mesma profissão, possuem mesma experiência, mesma idade, trabalham a mesma quantidade de horas por dia, etc. As mulheres não ganhariam menos que os homens por causa de discriminação, mas por trabalharem menos horas, escolherem profissões diferentes, ter interrupções na carreira por conta de gravidezes e cuidados com a família1 2.

<a href="https://www.youtube.com/v/oEpmsQZjc1U" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/oEpmsQZjc1U</a>


Não obstante, um estudo realizado no primeiro trimestre de 2010, pela empresa de pesquisa e inteligência de marketing feminino Sophia mind3, constatou que as mulheres do Brasil controlam cerca de 66% da renda anual da família. Dos R$ 1,972 trilhão gastos anualmente com bens e serviços no país, R$ 1,3 trilhão são decididos por elas. Elas controlam não somente o seu próprio salário, como também uma boa parte do salário do marido. O Dr. Warren Farrell, doutor em filosofia e mestre em ciência política já havia apontado para este detalhe, mas com um adendo a mais4, segundo ele o poder não esta na mão de quem ganha o dinheiro e nem mesmo na de quem gasta, mas para quem, em que e em quem o dinheiro é gasto. Segundo ele, tratando de itens masculinos x femininos, sete vezes mais dinheiro é gasto por ambos os sexos em utensílios para as mulheres, não para os homens. Ou seja, no final das contas as mulheres estão não só controlando a maior parte do dinheiro, como também são as que mais se beneficiam com ele (comprando e recebendo de presente itens individuais voltados para elas próprias).

Estes estudos no entanto costumam ser ignorados ou mesmo rejeitados pelos movimentos feministas de direitos "iguais", que não se interessarem em divulgar e/ou pesquisar estes estudos que acabam por colocar por terra uma de suas maiores alegações, que é a de que a mulher é discriminada em relação ao homem quando o assunto é dinheiro.


Notas:

1 Cf. Wikipédia, Feminismo, Crítica
2 Sobre cargos de chefia, que é onde as feministas geralmente mais apontam o dedo para indicar disparates salariais entre homens e mulheres ocupando uma mesma função, uma MULHER consultora em administração de empresas já admitiu em um jornal brasileiro especializado em assuntos executivos, que as mulheres são minoria nestes cargos e geralmente ganham menos do que os homens por causa das escolhas que elas próprias fazem, e que acabam prejudicando, deixando um pouco de lado ou mesmo abandonado a sua carreira como executiva de alto cargo (Cf. Conta Corrente, Homens x Mulheres na liderança das empresas)
3 Cf. Empresa de Pesquisa e Inteligência de Marketing Feminino Sophia Mind, Brasileiras controlam 66% do consumo das famílias brasileiras
4 Cf. Dr. Warren Farrell - Cinco mitos sobre homens e poder
« Última modificação: 01 de Julho de 2014, 21:01:03 por Skeptikós »
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #2 Online: 01 de Julho de 2014, 21:31:01 »
Outra parte da história que não é contada é a de que em muitas áreas as mulheres ganham mais1, e isso tem justificativa evolutiva, as mulheres por exemplo desenvolveram as suas qualidades sociais mais do que os homens2 3, e por isso nos campos profissionais que exigem uma maior habilidade social as mulheres são maioria2  e geralmente possuem os maiores salários1, enquanto os homens desenvolveram de forma mais acentuada as suas qualidades técnicas e gerenciais2 3, onde por exemplo acabam sendo maioria e também ganhando geralmente mais do que as mulheres. São diferenças evolutivas e inatas que influenciam de maneira direta e significante nas estatísticas. No entanto a maior parte das feministas ignoram os fatores evolutivos e inatos nas áreas onde elas possuem desvantagens em relação aos homens, elas são muito pouco interessadas no que a ciência tem a dizer, e reclamam, focando todo o seu esforço em demonstrar esta desigualdade que as mulheres enfrentam nestas áreas onde os homens são maioria (e inatamente melhores [fator ignorado]) em comparação a elas. Já nas áreas onde elas são maioria e onde também possuem geralmente os maiores salários, tais dados geralmente não são revelados. Em ambos os casos o reconhecimento de tais informações contribuiria para derrubar a alegação de que as mulheres ganham menos por motivos de discriminação de gênero praticada por uma sociedade machista, opressora e patriarca. O que segundo todos os dados apresentados até agora, não se confirma.



1 Cf. 10 Profissões que as mulheres ganham mais do que os homens
2 Cf. Paradoxo da Igualdade
3 Cf. Existem diferenças cerebrais entre os homens e as mulheres?
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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #3 Online: 02 de Julho de 2014, 08:47:42 »
Só uma informação me surpreende. No vídeo "cinco mitos sobre homem e poder" é dito que 2/3 das vítimas de violência geral (incluisive estupro) são homens. Como assim? Essa razão se aplica ao estupro em geral, isto é, 2/3 de todas as vítimas de estupro são homens?  :susto:

Do resto eu já tinha conhecimento, por intermédio do Donatello, de tópicos antigos.

Offline Skeptikós

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #4 Online: 02 de Julho de 2014, 12:25:04 »
Só uma informação me surpreende. No vídeo "cinco mitos sobre homem e poder" é dito que 2/3 das vítimas de violência geral (incluisive estupro) são homens. Como assim? Essa razão se aplica ao estupro em geral, isto é, 2/3 de todas as vítimas de estupro são homens?  :susto:
Segundo ele, 3/4 das vitimas de assassinato são homens, e 2/3 das vitimas de violência geral (incluindo estupro) são homens, no vídeo acima ele não explana muito bem esta relação, mas no artigo publicado ele diz que com exceção do estupro, nos demais casos de crimes violentos a probabilidade maior é a de que a vitima seja um homem1. Isso parece me dizer que o estupro é o único crime violento onde a probabilidade da vitima ser mulher é maior quando comparada a homens (vitimas).



1 Cf. The Myth of Male Power: Why Men Are the Disposable Sex, Part 2, Warren Farrell
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Offline AlienígenA

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #5 Online: 03 de Julho de 2014, 07:23:46 »
 :ok:

Offline Skeptikós

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #6 Online: 03 de Julho de 2014, 19:47:38 »
Em Why Men Earn More, Farrel documenta 25 diferenças em escolhas de carreira profissional entre homens e mulheres. Um denominador comum em cada uma das escolhas dos homens era ganhar mais dinheiro, enquanto as escolhas das mulheres versavam sobre uma vida mais equilibrada. Estas 25 diferenças permitiram a Farrell oferecer às mulheres 25 maneiras de obter maior benefício salarial e acompanhar cada uma com suas possíveis compensações. Elas incluiam trabalhar mais horas e por mais anos; aceitar trabalhos mais técnicos ou perigosos; se deslocar a locais mais distantes ou viajar durante a noite. O que trouxe consideráveis elogios a Why Men Earn More como um livro de carreiras profissionais para mulheres1.

Algumas das conclusões de Farrell em Why Men Earn More incluíam dados que indicaram que mulheres que nunca se casaram e sem filhos ganhavam 13% mais que homens na mesma situação; ou de que a disparidade salarial é em grande parte sobre homens casados com crianças que ganham mais devido ao fato deles assumirem mais obrigações de trabalho1.



1 Cf. Wikipédia, Warren Farrel, Why Men Earn More
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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #7 Online: 03 de Julho de 2014, 20:57:30 »
Não sei como são as coisas aqui no Brasil, mas no Japão e nos EUA, a reclamação das mulheres é de que ganham menos pelo mesmo cargo, dentro de uma mesma empresa, fazendo as mesmas coisas.
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline Skeptikós

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #8 Online: 04 de Julho de 2014, 00:08:17 »
Segundo as opiniões dos especialistas acima, isso não procede. As feministas alegam discriminação de gênero como causa, os especialistas acima apontam diferenças oriundas das escolhas que as próprias mulheres fazem durante a vida profissional.
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Offline AlienígenA

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #9 Online: 04 de Julho de 2014, 00:38:17 »
Há algum tempo percebo que muitas mulheres tratam do assunto genericamente, como se já não fossem afetadas, não soubessem que são ou, sei lá, não adimitissem. É a impressão que tenho. Que elas estão tratando como se fosse assunto alheio.

Offline AlienígenA

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #10 Online: 04 de Julho de 2014, 08:38:26 »
Não sei como são as coisas aqui no Brasil, mas no Japão e nos EUA, a reclamação das mulheres é de que ganham menos pelo mesmo cargo, dentro de uma mesma empresa, fazendo as mesmas coisas.
Numa pesquisa sobre montadoras esbarrei com essa notícia:
Mesmo no topo, elas ainda ganham menos.
Revelação de que a presidenta mundial da GM recebe bem menos do que seu antecessor expõe os abismos salariais entre homens e mulheres. O pior é que a defasagem está longe de ser corrigida

A diferença é de 9,1 milhões do antecessor, para 4,4 milhões, sendo que ele receberá 4,6 milhões para prestar consultoria a empresa. Parece que contratar mulheres é um bom negócio, não sei o resultado.  :P

Offline Geotecton

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #11 Online: 04 de Julho de 2014, 11:18:48 »
Não sei como são as coisas aqui no Brasil, mas no Japão e nos EUA, a reclamação das mulheres é de que ganham menos pelo mesmo cargo, dentro de uma mesma empresa, fazendo as mesmas coisas.
Numa pesquisa sobre montadoras esbarrei com essa notícia:
Mesmo no topo, elas ainda ganham menos.
Revelação de que a presidenta mundial da GM recebe bem menos do que seu antecessor expõe os abismos salariais entre homens e mulheres. O pior é que a defasagem está longe de ser corrigida

A diferença é de 9,1 milhões do antecessor, para 4,4 milhões, sendo que ele receberá 4,6 milhões para prestar consultoria a empresa. Parece que contratar mulheres é um bom negócio, não sei o resultado.  :P

Um porém: Houve uma exigência dos acionistas para que fossem reduzidos os salários do staff administrativo, ao longo da grave crise do setor automobilístico do EUA entre 2009 e 2013. Isto explica, em parte, esta defasagem.
Foto USGS

Offline Skeptikós

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #12 Online: 04 de Julho de 2014, 12:44:37 »
Não sei como são as coisas aqui no Brasil, mas no Japão e nos EUA, a reclamação das mulheres é de que ganham menos pelo mesmo cargo, dentro de uma mesma empresa, fazendo as mesmas coisas.
Numa pesquisa sobre montadoras esbarrei com essa notícia:
Mesmo no topo, elas ainda ganham menos.
Revelação de que a presidenta mundial da GM recebe bem menos do que seu antecessor expõe os abismos salariais entre homens e mulheres. O pior é que a defasagem está longe de ser corrigida

A diferença é de 9,1 milhões do antecessor, para 4,4 milhões, sendo que ele receberá 4,6 milhões para prestar consultoria a empresa. Parece que contratar mulheres é um bom negócio, não sei o resultado.  :P

Um porém: Houve uma exigência dos acionistas para que fossem reduzidos os salários do staff administrativo, ao longo da grave crise do setor automobilístico do EUA entre 2009 e 2013. Isto explica, em parte, esta defasagem.
Este é o problema, desonestidade intelectual. Muitos fatores e variáveis são deixados de fora quando informações como essas são divulgadas. Além desta observação apontada por você, como possível justificação da diferença salarial entre a atual presidente e o antecessor, outras coisas devem ser levadas e consideração; experiência, qualificação, entre outras variáveis que podem a virem influenciar no montante final do salário.
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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #13 Online: 04 de Julho de 2014, 13:10:14 »
Na mesma noticia acima é dito o seguinte: "[...] A GM anunciou que Mary poderá embolsar US$ 14,4 milhões em 2014, mas o valor está sujeito à aprovação de acionistas, em decisão que será tomada em junho, e ao desempenho da montadora."

Isso seria um rendimento 47% superior ao do antecessor. Mas eu apostaria que para esta diferença salarial várias justificativas em defesa da diferença seriam apresentadas, entre elas, o mérito, claro. Mas quando a situação é inversa, bom, ai nós já estamos cansados de saber, é o velho clichê feminista; discriminação e ponto final, como dito pela própria autora do texto acima.
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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #14 Online: 04 de Julho de 2014, 14:25:07 »
Na mesma noticia acima é dito o seguinte: "[...] A GM anunciou que Mary poderá embolsar US$ 14,4 milhões em 2014, mas o valor está sujeito à aprovação de acionistas, em decisão que será tomada em junho, e ao desempenho da montadora."

Isso seria um rendimento 47% superior ao do antecessor. Mas eu apostaria que para esta diferença salarial várias justificativas em defesa da diferença seriam apresentadas, entre elas, o mérito, claro. Mas quando a situação é inversa, bom, ai nós já estamos cansados de saber, é o velho clichê feminista; discriminação e ponto final, como dito pela própria autora do texto acima.

Tática feminista, Skeptikós?  :hein:

Trecho completo: Depois da enorme repercussão e do estrago que o episódio poderia provocar, a GM anunciou que Mary poderá embolsar US$ 14,4 milhões em 2014, mas o valor está sujeito à aprovação de acionistas, em decisão que será tomada em junho, e ao desempenho da montadora.

O trecho em negrito, omitido, tem relevância ao assunto do tópico. Tanto que: O assunto esteve até em discurso do presidente dos Estados Unidos no Capitólio, que teve a presidenta da GM como convidada especial. Barack Obama classificou a disparidade salarial entre gêneros como um “constrangimento”. “Uma mulher merece o mesmo pagamento pelo mesmo trabalho”, disse.

Estou citando o trecho sobre o discurso do Obama, aliás, porque o governo ficou com a maioria das ações e o controle da administração da GM, já respondendo também ao Geotecton. Quero dizer, uma informação entra em conflito com a outra, embora se tratando de um discurso político.  :ok: 

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #15 Online: 04 de Julho de 2014, 15:36:37 »
Na mesma noticia acima é dito o seguinte: "[...] A GM anunciou que Mary poderá embolsar US$ 14,4 milhões em 2014, mas o valor está sujeito à aprovação de acionistas, em decisão que será tomada em junho, e ao desempenho da montadora."

Isso seria um rendimento 47% superior ao do antecessor. Mas eu apostaria que para esta diferença salarial várias justificativas em defesa da diferença seriam apresentadas, entre elas, o mérito, claro. Mas quando a situação é inversa, bom, ai nós já estamos cansados de saber, é o velho clichê feminista; discriminação e ponto final, como dito pela própria autora do texto acima.

Tática feminista, Skeptikós?  :hein:

Trecho completo: Depois da enorme repercussão e do estrago que o episódio poderia provocar, a GM anunciou que Mary poderá embolsar US$ 14,4 milhões em 2014, mas o valor está sujeito à aprovação de acionistas, em decisão que será tomada em junho, e ao desempenho da montadora.

O trecho em negrito, omitido, tem relevância ao assunto do tópico. Tanto que: O assunto esteve até em discurso do presidente dos Estados Unidos no Capitólio, que teve a presidenta da GM como convidada especial. Barack Obama classificou a disparidade salarial entre gêneros como um “constrangimento”. “Uma mulher merece o mesmo pagamento pelo mesmo trabalho”, disse.

Estou citando o trecho sobre o discurso do Obama, aliás, porque o governo ficou com a maioria das ações e o controle da administração da GM, já respondendo também ao Geotecton. Quero dizer, uma informação entra em conflito com a outra, embora se tratando de um discurso político.  :ok:
O feminismo é um movimento sócio-político, e me parece que tal movimento usa-se de táticas deste tipo sim para assegurar a validade de suas solicitações e de suas conquistas. As mulheres já são maioria na universidade, e as jovens em cargos de chefia possuem salários superiores a homens nas mesmas condições. A isso o movimento chama de conquista e mérito. E eu não rebato tais justificativas. Agora, em episódios onde as mulheres aparecem atrás, como no exemplo acima, o discurso feminista é sempre o de DISCRIMINAÇÃO de gênero, e nós sabemos o quanto de apelo emocional tal palavra (discriminação) possui, podendo influenciar fortemente na maneira como as solicitações e reclamações feministas são recebidas pelo governo. Não obstante, vários fatores são por elas (feministas) ignorados, como demonstrado nos cometários e no tópico acima, além disso a concordância do governo as reclamações feministas não as transformam como legitimas por consequência, um exemplo disso são os abusos e falta de coerência nas decisões governamentais influenciadas por movimentos feministas tomadas em países como a Suécia e a Noruega (Cf. Documentários "O Paradoxo da Igualdade" e "A Guerra de Gêneros).

Abraços!
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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #16 Online: 04 de Julho de 2014, 15:42:22 »
Obs: A parte negritada só demonstra o quão poder e influência o movimento feminista possui ao ponto de em apenas um ano ser capaz de triplicar o rendimento de uma mulher em cargo de chefia, a fazendo superar inclusive o rendimento de seu antecessor em mais de 47%. Ela ganharia mais do que a soma dos rendimentos dele (o antecessor) como presidente e consultor ao mesmo tempo.

As mulheres tem como demonstrado acima, muito poder e influência na sociedade, não consigo diante de tantas evidências de demonstração de poder e influência das mulheres em nossa sociedade, aceitar a velha alegação de que elas são oprimidas e discriminadas, enquanto os homens são opressores e privilégiados.

Abraços!
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Offline Donatello

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #17 Online: 04 de Julho de 2014, 19:41:55 »
Não sei como são as coisas aqui no Brasil, mas no Japão e nos EUA, a reclamação das mulheres é de que ganham menos pelo mesmo cargo, dentro de uma mesma empresa, fazendo as mesmas coisas.
Aqui e nos EUA a reclamação é a mesma. Os fatos é que insistem em não bater com as alegações.

Os fatos dizem que tanto no Brasil (como mostrado por mim inúmeras vezes  em vários tópicos com citações de fontes) quanto nos EUA (como mostrado pela Christina Hoff Sommers em artigos que já postei aqui também) os feministas pegam dados estatísticos que mostram as diferença de remuneração (que realmente existe, aqui e lá e em qualquer outro país) e extrapolam, inventam a parte do "pelo mesmo trabalho, nas mesmas condições" por conta própria. Não creio que no Japão os fatos ou os feministas sejam muito diferentes.

Em todos estes anos me interessando pelas falácias feministas não li QUALQUER estudo que demonstrasse isto com números bem ajustados, o máximo que se faz (de forma puramente sofismática) é unir DUAS variáveis de um cenário que é obviamente muito mais multifatorial que isso, ou seja, geralmente se publica que: "Mulheres ganham menos mesmo estudando mais" ou "Mulheres ganham menos mesmo exercendo a mesma FUNÇÃO". Sim, ambas as sentenças anteriores são verdadeiras e elas simplesmente não evidenciam de modo algum que "mulheres ganham menos pelo mesmo trabalho".

Sei que você é especialista de RH e já chefiou ou chefia o setor de pessoal de uma das maiores empresas do planeta, o que me deixa até constrangido de ter que...

Mas pense em dois engenheiros, um deles trabalha num setor burocrático numa carga de 20 horas semanais em uma sala com ar condicionado e cadeira ergonômica. O outro trabalha na esteira de produção em pé o dia todo com um tampão de ouvido na orelha para reduzir os 120 decibeis do ambiente a razoáveis 90 decibéis numa carga de 30 horas, ambos na mesma empresa. Dá pra dizer que ambos fazem a mesma coisa apenas por terem a mesma formação? Tomando apenas por base estes dados e imaginando "empate" nas demais variáveis, como anos de casa, cargo de chefia ou caso com a chefia, você diria que é injusto que o segundo engenheiro ganhe mais que o primeiro, ou mesmo acha que outro cenário seja mais previsível?

Do mesmo modo, pense na pedagoga pós-graduada que gerencia a creche da sua empresa (se não tiver, imagine que tivesse) e depois pense num técnico formado pelo SENAI que toma conta de um importante maquinário para o qual há pouco pessoal capacitado... Dá pra dizer que é injusto ou ilógico que ele ganhe mais que ela mesmo tendo estudado menos?

Agora, de boa: se com todos os quotes que já fiz aqui da PNAD, mostrando que a mesma pesquisa oficial que diz que mulheres estatisticamente ganham cerca de 27% a  menos diz também que pra começo (e quase fim, já que esta variável sozinha já dá conta de quase toda a diferença) de conversa trabalham cerca de 20% de horas a menos (em atividade remuneráveis, trabalho doméstico não conta nesta cálculo, _Juca_) em setores onde os serviços são menos periculosos, insalubres e técnicos; em empregos mais próximos de casa (sim, é uma variável que entra na definição da composição salarial, de forma indireta, no sentido que entra no cálculo que o funcionário faz sobre valer ou não a pena se manter no emprego); com menos experiência (entram no mercado em média 6 anos depois, de acordo com a PNAD) não deu pra...

Skeptikos, não quero te jogar um balde de água fria... mas... se você tiver um X-Box acho que pode ser mais jogo ... porque pra mim esse exemplo das alegações sobre discrepância salarial é o caso mais didático sobre como o feminismo manipula os fatos para que se encaixem no seu vitimismo... quer dizer, difícil :?

http://www.huffingtonpost.com/christina-hoff-sommers/wage-gap_b_2073804.html
http://www.thedailybeast.com/articles/2014/02/01/no-women-don-t-make-less-money-than-men.html
« Última modificação: 04 de Julho de 2014, 20:12:14 por Pai Donatello de Ifá »

Offline Donatello

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #18 Online: 04 de Julho de 2014, 20:00:38 »
Depois da enorme repercussão e do estrago que o episódio poderia provocar
O trecho só reitera a preocupação da empresa em não tomar uma medida que seja impopular e possa afastar potenciais consumidores, é o mesmo motivo pelo qual a Globo demorou tanto a mostrar um beijo gay ou pelo qual o Fluminense mandava seus jogadores negros usarem pó de arroz pra disfarçarem o bronzeado natural.

Não consegui entender o como a omissão desta frase alteraria qualquer coisa na discussão sobre a validade ou não das alegações feministas sobre a MOTIVAÇÃO de existirem diferenças salariais entre gêneros.

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« Resposta #19 Online: 05 de Julho de 2014, 12:09:44 »
Na mesma noticia acima é dito o seguinte: "[...] A GM anunciou que Mary poderá embolsar US$ 14,4 milhões em 2014, mas o valor está sujeito à aprovação de acionistas, em decisão que será tomada em junho, e ao desempenho da montadora."

Isso seria um rendimento 47% superior ao do antecessor. Mas eu apostaria que para esta diferença salarial várias justificativas em defesa da diferença seriam apresentadas, entre elas, o mérito, claro. Mas quando a situação é inversa, bom, ai nós já estamos cansados de saber, é o velho clichê feminista; discriminação e ponto final, como dito pela própria autora do texto acima.

Tática feminista, Skeptikós?  :hein:

Trecho completo: Depois da enorme repercussão e do estrago que o episódio poderia provocar, a GM anunciou que Mary poderá embolsar US$ 14,4 milhões em 2014, mas o valor está sujeito à aprovação de acionistas, em decisão que será tomada em junho, e ao desempenho da montadora.
Olha, eu fiquei muito encabulado com a falta de rigor e com extrema parcialidade da autora da noticia, mais do que parcialidade, atitude tendenciosa mesmo, que logo já foi taxando o caso relatado acima como um exemplo de discriminação de gênero sem investigar mais a fundo a questão. Então eu pensei em buscar exemplos de mudanças de cargos de presidência em empresas em situações e circunstâncias semelhantes a qual se encontrava a GM, para efeito de comparação, algo que deve ser feito em toda noticia como esta de cima.

E olha que interessante, logo nas minhas primeiras buscas eu encontrei informações sobre mudanças na presidência e nos rendimentos de CEO's da Ford no mesmo período de crise da montadora de auto-moveis americana GM.

Em 2011 Alan Mulally, até então o atual CEO da Ford, havia recebido US$ 29,5 milhões, em 2012 ele teve sua remuneração diminuída para nada menos que US$ 21 milhões por causa da crise da montadora1. E mais impressionante do que isso é que seu sucessor Mark Fields, que substituindo Alan Mulally assumiu o cargo de CEO agora em 2014 terá um rendimento de apenas US$ 5,25 milhões2. Ou seja, quatro vezes menor do que o último salário de seu antecessor, e quase seis vezes menor do que o rendimento anual do de Alan de três anos atrás. E claro, existem diversos fatores que justificam esta diferença; a crise pela qual passou e passa as montadoras americanas, a experiência como presidente que o antigo CEO tinha em comparação ao atual, entre outros.

Mas o mais interessante é que a discrepância salarial entre o novo CEO da Forde e o antigo é ainda maior do que o caso da GM, e no entanto para o primeiro caso, ninguém apontou discriminação como justificativa para tal discrepância, enquanto no segundo tal acusação foi logo levantada simplesmente pelo fato da sucessora ser uma mulher e o antecessor um homem.  :enjoo:



1 Cf. Auto Esporte, Sálario de CEO da Ford é reduzido depois de fraco desempenho
2 Cf. Negócios online, CEO da Ford vai receber salário de 5,25 milhões de dólares
« Última modificação: 05 de Julho de 2014, 12:11:55 por Skeptikós »
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Donatello

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #20 Online: 05 de Julho de 2014, 12:30:57 »
Eu juro que li e reli os posts e não entendi como este tópico, absolutamente do nada, virou um debate acirrado sobre se o futebol roubou o coração dos Estados Unidos ou não, mas continuem, estou gostando :biglol:

Offline Skeptikós

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #21 Online: 05 de Julho de 2014, 12:58:55 »
Outro disparate salarial citado na noticia como um exemplo de discriminação de gênero é o da CEO da empresa Campbell Soup, Denise Morrison, que segundo a autora da noticia ganharia 25% menos do que seus colegas CEO's do mesmo segmento empresarial (industrias alimentícias)1. Claro, pensei em fazer uma pesquisa semelhante a feita como base do meu último comentário. Eu acabei por descobrir que os dados eram referentes aos rendimentos da CEO no ano de 20112, o mesmo ano em que ela havia recebido a promoção como CEO da empresa Campbell Soup2, e nada mais justo do que um salário inicial de CEO seja inferior a de um CEO já experiente. O que logicamente inviabiliza uma comparação deste tipo, onde CEO's com décadas a frente de uma empresa naturalmente possuem salários superiores a de seus colegas recém chegados a tal posto. No entanto tal detalhe fora sumariamente ignorado pela autora da noticia.  :enjoo:



1 Cf. ISTOÉ, Mesmo no topo, elas ainda ganham menos
2 Cf. Forbes, Bad News From The Top: The Gender Pay Gap In The C-Suite Is Still Women's Fault
3 Cf. Forbes, Profile, Denise Morrison
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

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Offline AlienígenA

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #22 Online: 05 de Julho de 2014, 15:13:37 »
Depois da enorme repercussão e do estrago que o episódio poderia provocar
O trecho só reitera a preocupação da empresa em não tomar uma medida que seja impopular e possa afastar potenciais consumidores, é o mesmo motivo pelo qual a Globo demorou tanto a mostrar um beijo gay ou pelo qual o Fluminense mandava seus jogadores negros usarem pó de arroz pra disfarçarem o bronzeado natural.
Ué cara, não estou entendendo. Esse é exatamente o ponto. Importa saber se pesa a questão do gênero porque uma das alegações feministas é que a riqueza é um dos principais diferenciais nas relações de poder, o que insere tantas variáveis na questão que até mesmo o problema dos privilégios se torna discutível, embora se reconheça que a área de atuação, horas trabalhadas, periculosidade e tudo mais explique grande parte das diferenças, o que é normalmente omitido pelo discurso ativista, para, inclusive, não tomar o mesmo caminho.

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Não consegui entender o como a omissão desta frase alteraria qualquer coisa na discussão sobre a validade ou não das alegações feministas sobre a MOTIVAÇÃO de existirem diferenças salariais entre gêneros.
Porque ela corroboraria as alegações feministas?  :) Mas deixando de lado a questão dos gêneros, se pesa a favor de um o excelente currículo, pesa a favor de outro excelente histórico de resultados dentro da empresa. Contudo, o primeiro foi contratado a peso de ouro, comparativamente, justamente num dos momentos mais críticos (acho que essa aqui é a principal questão), em 2010, ano seguinte ao da empresa ter apresentado pedido de concordata (quando os acionistas teriam começado a exigir a redução de salários), já tendo recorrido à ajuda governamental no ano anterior para resolver seus problemas de liquidez (ano em que explodiu a crise), não tendo, aparentemente, seus rendimentos sujeitos nem a aprovação dos acionistas e nem ao desempenho da empresa, como alegado após a repercussão do caso, para justificar a diferença. O que, é claro, também não impede que haja outra explicação razoável.   

Offline Skeptikós

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #23 Online: 05 de Julho de 2014, 17:00:44 »
Depois da enorme repercussão e do estrago que o episódio poderia provocar
O trecho só reitera a preocupação da empresa em não tomar uma medida que seja impopular e possa afastar potenciais consumidores, é o mesmo motivo pelo qual a Globo demorou tanto a mostrar um beijo gay ou pelo qual o Fluminense mandava seus jogadores negros usarem pó de arroz pra disfarçarem o bronzeado natural.
Ué cara, não estou entendendo. Esse é exatamente o ponto.
Olha, eu não acho que deveríamos levar a explicação da noticia acima como a postura legitima da empresa, já que demonstramos a extrema parcialidade e atitude tendenciosa da autora do artigo em fazer tudo isso parecer um caso de discriminação evidente. Na minha humilde opinião ela pode estar mais uma vez neste trecho, tentado polemizar a situação com uma informação falsa. Segundo comunicado oficial1 a empresa disse que “a discussão sobre a desigualdade salarial entre Barra e seu antecessor é prematura e falha”, uma vez que esse valor abrangeria apenas duas das três fontes de receita de Barra. “Incentivos específicos de longo prazo serão incluídos no formulário da empresa em Abril, o que provavelmente vai dissipar qualquer noção de pagamento desigual”, acrescentou o comunicado. “Os acionistas da GM no Encontro Anual deverão aprovar a parte de longo prazo do pagamento.” Ou seja, segundo o comunicado oficial da GM a informação acima dada pela autora da noticia publicada na ISTOÉ de que a atitude de apresentar um rendimento de Barra 47% superior ao do presidente antecessor como uma medida de evitar má propaganda seria simplesmente falsa. É claro que isso é contestável, pois a GM teria interesses no caso em manter a questão assim, mas a noticia da autora da ISTOÉ também é contestável por motivos semelhantes, além do fato dela ter até o momento se mostrado altamente parcial e pouco confiável. Não obstante, ignorando todo este caso, é de que se confirmado o rendimento total da atual CEO da GM, o seu rendimento seria simplesmente 47% maior do que o de seu antecessor, apesar da pressão dos acionistas em que os rendimentos dos CEO's fossem reduzidos. Ou seja, seria uma mulher novata na presidência, ganhando mais que seu antecessor homem mais experiente, e isso tudo em tempos de crise.  :susto:


Importa saber se pesa a questão do gênero
É claro que importa saber se pesa a questão do gênero, o problema é que esta característica da diferença de gênero como importando é tomada como uma premissa verdadeira de imediato, antes que qualquer avaliação mais crítica e aprofundada seja realizada. Como demonstrado aqui no decorrer do debate, e como fica evidente no próprio texto da noticia, foi considerado desde o início que a diferença dos rendimentos apresentados entre a atual presidente e seu antecessor existia por decorrência de uma discriminação de gênero, o que não se confirmou visto os dados por nós aqui apresentados.

porque uma das alegações feministas é que a riqueza é um dos principais diferenciais nas relações de poder
Isso já foi refutado, como segundo comentários de especialistas da área, apresentados em comentários anteriores, o poder não esta na mão de quem possui o dinheiro e nem mesmo na de quem gasta, mas sim na de quem mais se beneficia com ele, sendo neste caso as mulheres, que não só são as que mais se beneficiam com ele, mas também as que controlam a maior parte do mesmo, isso tudo apesar dos homens de forma geral terem um rendimento um pouco maior.

o que insere tantas variáveis na questão que até mesmo o problema dos privilégios se torna discutível, embora se reconheça que a área de atuação, horas trabalhadas, periculosidade e tudo mais explique grande parte das diferenças, o que é normalmente omitido pelo discurso ativista, para, inclusive, não tomar o mesmo caminho.
Este quadro vai mais além do que os exemplos apresentados pelo Donatello. A principal característica que influencia no resultado das mulheres terem de forma GERAL rendimentos menores do que os dos homens, apesar de terem também de forma GERAL uma melhor formação, é o de que as profissões que elas optam por escolherem estão mais voltadas para áreas sociais, que pagam menos do que as áreas técnicas, áreas onde a maioria dos homens se encontram em atividade. Ai vale um detalhe, que como já dito por mim, nas áreas sociais as mulheres são não somente maioria, como possuem também os maiores rendimentos.

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Não consegui entender o como a omissão desta frase alteraria qualquer coisa na discussão sobre a validade ou não das alegações feministas sobre a MOTIVAÇÃO de existirem diferenças salariais entre gêneros.
Porque ela corroboraria as alegações feministas?  :)
Na minha opinião corrobaria na verdade a afirmação de que as mulheres possuem muito mais poder e influência do que dizem ter, pois se de fato elas fossem oprimidas e discriminadas como gostam de dizer que são, como é que com apenas uma reclamação delas seria capaz de fazer os homens que estão no poder mudarem de ideia e triplicarem os rendimentos da dita CEO da GM, não só superando o de seu antecessor em mais de 47%, mas como indo na contra mão de todo novo CEO (de forma geral), que é de ganhar menos do que seu antecessor. E mais do que isso, em plena crise das montadoras de auto-móveis. Intro novamente na contra mão, a exemplo da troca de CEO's na Ford?

Mas deixando de lado a questão dos gêneros
Acho que depois de refutada deveria mesmo ser deixada de lado, a não ser que algum contra-argumento realmente forte seja apresentado.

se pesa a favor de um o excelente currículo, pesa a favor de outro excelente histórico de resultados dentro da empresa. Contudo, o primeiro foi contratado a peso de ouro comparativamente, justamente num dos momentos mais críticos (acho que essa aqui é a principal questão), em 2010, ano seguinte ao da empresa ter apresentado pedido de concordata (quando os acionistas teriam começado a exigir a redução de salários), já tendo recorrido à ajuda governamental no ano anterior para resolver seus problemas de liquidez (ano em que explodiu a crise), não tendo, aparentemente, seus rendimentos sujeitos nem a aprovação dos acionistas e nem ao desempenho da empresa, como alegado após a repercussão do caso, para justificar a diferença. O que, é claro, também não impede que haja outra explicação razoável.
Ele foi contratado pare substituir Ed Whitacre, que após ficar poucos meses na presidência acabou por renunciar. As estimativas dos rendimentos de Ed eram de de cerca de US$ 9 milhões por ano2, o mesmo valor obtido por Dan Arkeson.  Eu não sei os motivos dos rendimentos de Dan terem sido equivalentes aos do Ed durante a troca. Mas para efeito de comparação fui buscar informações nos rendimentos do CEO da Ford no mesmo período em que ocorrera esta mudança de CEO's na GM, e apesar das duas empresas estarem a passar pelo mesmo período de forma assemelhada, não houve redução alguma nos rendimentos do CEO Alan neste mesmo período de 2010 lá na Ford, tal redução só fora ocorrer na Ford no ano seguinte, mas a grande redução dos rendimentos recebidos por um CEO na Ford só fora ocorrer em 2014 com a troca dos CEO's, quadro semelhante ao ocorrido na GM, onde no entanto o fato do antecessor ser um homem e a sucessora uma mulher serviu como quadro perfeito para os "ataques" feministas de que o motivo da diferença de rendimentos era de discriminação de gênero. O que até o momento não se confirmou.

Como já alertado e como por você mesmo lembrado, pode haver outras explicações razoáveis para tais episódios. Mas é bom lembrar que quanto maior o número de fatores e variáveis levados em consideração, mas preciso e crítico de fato será a analise, e este tipo de conduta infelizmente não costuma ser adotada por movimentos feministas, que não só a falta de rigor ao analisar tais dados, acaba por passar também a impressão de extrema parcialidade e atitude tendenciosa na fraude e manipulação da forma como informações como as de cima são apresentadas, com objetivos de que tal apresentarão (maquiada, fraudada e manipulada) favoreça a sua causa.



1 Cf. GM Statement on CEO Mary Barra’s Compensation
2 Cf. General Motors CEO Edward Whitacre receives $9M pay package
« Última modificação: 05 de Julho de 2014, 17:08:22 por Skeptikós »
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Offline Skeptikós

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Re:Crítica a alegação feminista de que mulheres ganham menos por discriminação
« Resposta #24 Online: 05 de Julho de 2014, 19:17:48 »
Filosofa norte-americana Ayn Rand critica a estratégia feminista de vitimizar a mulher e exigir ações afirmativas e demais medidas políticas a fim de garantirem a força maiores direitos as mulheres em relação aos homens. Ela afirma que se de fato existe alguma injustiça oriunda de preconceitos (coisa que ela não acredita existir), esta deve ser desfeita por meio de uma educação mais igualitária (em relação ao potencial e papel da mulher em relação ao homem) e não com medidas políticas desiguais e descriminatórias, justamente semelhantes a a atitude que as feministas afirmam estarem a combater, ou seja, não combater um suposto mal (que Rand acredita não existir) com o mesmo mal:

<a href="https://www.youtube.com/v/ks0THJBPwpk" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/ks0THJBPwpk</a>
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

 

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