Autor Tópico: Se Deus não existe, tudo é permitido  (Lida 47496 vezes)

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Offline Pagão

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #75 Online: 10 de Outubro de 2014, 14:32:31 »
Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista.

E isso acaba com a máxima cristã: "fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem por vós".  :twisted:

"não fazeis aos outros aquilo que não gostaríeis que vos fizessem"..., esta não pode falhar... :smartass:
Nenhuma argumentação racional exerce efeitos racionais sobre um indivíduo que não deseje adotar uma atitude racional. - K.Popper

Offline Skeptikós

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #76 Online: 10 de Outubro de 2014, 18:02:03 »
Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista.

E isso acaba com a máxima cristã: "fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem por vós".  :twisted:

"não fazeis aos outros aquilo que não gostaríeis que vos fizessem"..., esta não pode falhar... :smartass:
Falha do mesmo jeito, talvez o outro sinta satisfação com aquilo que à você causa incomodo. Por este motivo não fazer ao outro aquilo que você não gostaria que fosse  feito a você não é garantia de sucesso, pois se sustenta em uma falsa premissa, que presume que todas as pessoas experimentam o mundo de igual maneira.

Abraços!
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #77 Online: 10 de Outubro de 2014, 18:22:17 »
"Não faça aos outros aquilo que eles não gostariam que lhes fosse feito, assim como você não gostaria que te fizessem algo que você não gostaria que fizessem a você (!), obviamente". Pronto.

Offline AlienígenA

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #78 Online: 10 de Outubro de 2014, 19:00:09 »
Mas se tudo falhar: foi mal aí. :/

Offline Skeptikós

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #79 Online: 10 de Outubro de 2014, 21:47:34 »
"Não faça aos outros aquilo que eles não gostariam que lhes fosse feito, assim como você não gostaria que te fizessem algo que você não gostaria que fizessem a você (!), obviamente". Pronto.
Sim, isto faz mais sentido, e para alcançar sucesso nesta empreitada, é preciso se colocar no lugar do outro, e (sentir) saber como este outro se sente na situação em questão, conseguindo isso, você conseguiu também genuinamente sentir empatia pelo outro.

Abraços!
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Offline Sergiomgbr

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #80 Online: 10 de Outubro de 2014, 21:58:36 »
Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista.

E isso acaba com a máxima cristã: "fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem por vós".  :twisted:

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Offline Skeptikós

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #81 Online: 11 de Outubro de 2014, 01:37:15 »
Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista.

E isso acaba com a máxima cristã: "fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem por vós".  :twisted:

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Todas as duas, de Brienne e do Pagão, se não resolver, pena de morte retire-se a maçã podre do convívio em sociedade e pronto.
Como os valores mudam de cultura para cultura, dependendo da sociedade ou cultura em questão, pode ser você a maçã podre. Além do mais, não é esta a questão, e sim que, nenhuma das frases supracitadas abarcam o real significado do conceito de "empatia", pois ambas partem da falsa premissa de que os outros interpretam o mundo exatamente da mesma maneira como você o interpreta, ignorando por completo a subjetividade humana de experienciar a vida.

Abraços!
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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #82 Online: 11 de Outubro de 2014, 15:13:36 »
Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista.

E isso acaba com a máxima cristã: "fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem por vós".  :twisted:

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Como os valores mudam de cultura para cultura, dependendo da sociedade ou cultura em questão, pode ser você a maçã podre. Além do mais, não é esta a questão, e sim que, nenhuma das frases supracitadas abarcam o real significado do conceito de "empatia", pois ambas partem da falsa premissa de que os outros interpretam o mundo exatamente da mesma maneira como você o interpreta, ignorando por completo a subjetividade humana de experienciar a vida.

Abraços!
Se eu for a maçã podre, dura lex sed lex. A idéia é que a Natureza experimente a empatia como ferramenta e não o contrário.

Offline Skeptikós

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #83 Online: 11 de Outubro de 2014, 19:36:10 »
(...) A idéia é que a Natureza experimente a empatia como ferramenta e não o contrário.
:hein:
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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #84 Online: 11 de Outubro de 2014, 19:56:36 »
(...) A idéia é que a Natureza experimente a empatia como ferramenta e não o contrário.
:hein:
Um dos meus melhores posts.

Offline Cientista

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #85 Online: 11 de Outubro de 2014, 20:18:13 »
(...) A idéia é que a Natureza experimente a empatia como ferramenta e não o contrário.
:hein:
Um dos meus melhores posts.
Realmente. E você tem postado umas coisinhas por aí que deixam o Cientista desanimado... Parece uma espécie de polipolaridade, coisa típica de algumas variedades de gênios! Por isso, não ligue não que esse pessoal comum do mundo é meio lento para seguir o compasso.

Essa coisa de "empatia"...  como isso entrou aqui? Para dizer um 'hein pa tia'?!  hahahahahahahaha...  Que besteira... O jovem Skep ali com mais das "filosofações" dele querendo que tenhas empatia para com bandidos e não tendo nenhuma por ti. Muito bem respondido!

Quanto ao tópico, quando vão entender que a natureza tem condições e que os neurônios funcionam sob várias delas?! A quantidade de "permissões"/"proibições" da realidade é invariável, sob quaisquer crenças.

Offline Skeptikós

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #86 Online: 12 de Outubro de 2014, 22:07:49 »
(...) A idéia é que a Natureza experimente a empatia como ferramenta e não o contrário.
:hein:
Um dos meus melhores posts.
Você esta desviando o assunto. 1º, ninguém defendeu o contrário do que você defendeu acima. 2º, o que esta em questão é a definição de empatia, e não para que ela serve. Logo, o seu comentário acima é irrelevante para o debate em questão.

Essa coisa de "empatia"...  como isso entrou aqui?
Entrou aqui, no comentário do Dream, que disse:

Sem contar que tem a questão da empatia - um sentimento fundamental para convivência pessoal, você consegue se relacionar com a experiência alheia, então muitas vezes causar sofrimento ao outro vai lhe trazer aflição, enquanto trazer algo positivo vai lhe fazer um pouco mais feliz.

Uma sugestão, seria útil você ler os textos e comentários dos tópicos que costuma participar.

Citação de: Cientista
O jovem Skep ali com mais das "filosofações" dele querendo que tenhas empatia para com bandidos e não tendo nenhuma por ti. Muito bem respondido!
1º, isso é um espantalho, não foi defendido por mim em momento algum neste tópico que se deva ter empatia por bandidos. 2º, este assunto não possui relevância alguma para com o assunto em questão, que é a definição de "empatia". 3º, eu compreendi perfeitamente o comentário do forista sergio, mas assim como seu comentário acima, o dele não tinha relevância alguma para o assunto em questão, configurando-se por tanto num falacioso estratagema de desvio de assunto.

Abraços!
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Offline Cientista

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #87 Online: 14 de Outubro de 2014, 02:41:10 »
O Cientista não tem tido muita disponibilidade para se divertir por aqui ultimamente, para se divertir com o jovem Skep, especialmente...  uma pena...  ...mas, agora, tem um pouquinho... e o jovem sempre garantia de boas risadas!


(...) A idéia é que a Natureza experimente a empatia como ferramenta e não o contrário.
:hein:
Um dos meus melhores posts.
Você esta desviando o assunto. 1º, ninguém defendeu o contrário do que você defendeu acima.
O Doubt em dúvida nem entendeu e você sabe que ele não defendeu(ria) o contrário?! Pelo visto...  depois da supercapacidade da "suspensão de juízo" do "verdadeiro ceticismo", o "original", adquiriste a supercapacidade da "empatia plena", em que ocupas a totalidade da vivência existencial alheia! Mais que o próprio alheio!!!  hahahhahahahahahahaha...


2º, o que esta em questão é a definição de empatia,
No caso, então, quem desviou o assunto do tópico foi quem pôs a questão da "definição de empatia" aqui...   Quem terá sido?...    hhahahhahaha...


e não para que ela serve.
Mas... a função da empatia é que seria (teria alguma chance de ser) pertinente ao tópico...


Logo, o seu comentário acima é irrelevante para o debate em questão.
Que debate? O do tópico? O seu da sua definição de empatia? O...?   ...Do que falas mesmo, hein?!


Essa coisa de "empatia"...  como isso entrou aqui?
Entrou aqui, no comentário do Dream, que disse:

Sem contar que tem a questão da empatia - um sentimento fundamental para convivência pessoal, você consegue se relacionar com a experiência alheia, então muitas vezes causar sofrimento ao outro vai lhe trazer aflição, enquanto trazer algo positivo vai lhe fazer um pouco mais feliz.
Mas foi a isso mesmo que o Cientista se referiu quando perguntou, filho! A questão é como isso se correlaciona à questão do tópico, entende? Claro que entende! Pois se és conhecedor de empatia além do concebível ao comum dos mortais! És, praticamente, um 'paraempatista'! Tu entendes tudo que o Cientista entende como se fosse ele mesmo! Meu, jovem, atingiste, com isso, o ápice de todo o entendimento de tudo! hahhahahahahahaha...


Uma sugestão, seria útil você ler os textos e comentários dos tópicos que costuma participar.
Espero que não seja uma "sugestão" hipnótica...  ...meeeeeedo!!!!!  hahahhahahahahahaha

Ah, mas o Cientista me disse que lê sim! Me garantiu! Até de uma maioria de tópicos em que ele não comenta. E, ô, como lê! Não fazes ideia! Tu te assustarias com a sorte de tantos aqui, como você, por o Cientista só poder ler na maioria das vezes... Só um exemplinho (não se assuste): o Cientista viu o jovem a prevaricar em tuas próprias regras lexicologistas obsessivas ao falar em obsolê(scê)ncia programada quando o de que intentava falar era de falha programada. E o Cientista, fazendo gosto na maldade de ver aquilo tudo e se divertir sem nada esclarecer (como esclarecer, facilmente e dispondo de pouco tempo, jovens, tão convencidos de saber, tão por fora de um assunto?) para quem fala coisas sobre as quais está mais por fora que a poeira na tinta do arco do barril deitado.   hahahahahahhahahahaha...

Podes ficar tranquilo, meu caro jovem, o Cientista lê sim. E eu confio nele! hahahahhahahahahaha...


Citação de: Cientista
O jovem Skep ali com mais das "filosofações" dele querendo que tenhas empatia para com bandidos e não tendo nenhuma por ti. Muito bem respondido!
1º, isso é um espantalho, não foi defendido por mim em momento algum neste tópico que se deva ter empatia por bandidos.
Não... você só instigou o sergiomgbr a pôr-se no lugar deles...

Mas...

Ora, deve ser porque tua paraempatia falhou ao (tentares) te tornares o próprio Cientista quando viu isso:

Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista.

E isso acaba com a máxima cristã: "fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem por vós".  :twisted:

"não fazeis aos outros aquilo que não gostaríeis que vos fizessem"..., esta não pode falhar... :smartass:
Todas as duas, de Brienne e do Pagão, se não resolver, pena de morte retire-se a maçã podre do convívio em sociedade e pronto.
Como os valores mudam de cultura para cultura, dependendo da sociedade ou cultura em questão, pode ser você a maçã podre. Além do mais, não é esta a questão, e sim que, nenhuma das frases supracitadas abarcam o real significado do conceito de "empatia", pois ambas partem da falsa premissa de que os outros interpretam o mundo exatamente da mesma maneira como você o interpreta, ignorando por completo a subjetividade humana de experienciar a vida.

Abraços!

Mas, nããão... isso "não é uma defesa", só uma sugestão (espero que não hipnótica...  hahahahahahah) de que se ponha no lugar da maçã podre...

É... tu não deves ter alcançado suficiente empatia com o Cientista para ter visto o que o jovem disse da maneira como o Cientista viu...    hahahahahhahahahaha...


2º, este assunto não possui relevância alguma para com o assunto em questão, que é a definição de "empatia".
O assunto em questão no tópico não são as "permissões da realidade" condicionadas à (in)existência do tal deus judaico-cristão -- já que grafado com D --?!

Agora bateu dúvida no Cientista, já que o jovem suspendedor de juízo e paraempatizador reafirma outro "assunto em questão"...


3º, eu compreendi perfeitamente o comentário do forista sergio,
Poderia, então, fazer a gentileza ao forista Doubt de tirar a 'doubt' dele a respeito?  hahahahahhahahaaha...


mas assim como seu comentário acima, o dele não tinha relevância alguma para o assunto em questão, configurando-se por tanto num falacioso estratagema de desvio de assunto.
"Assunto em questão" que seria...?  "Se Deus não existe, tudo é permitido?"? "Ou não?"? Ou...  "a definição skeptikosiana de empatia"?
« Última modificação: 14 de Outubro de 2014, 02:53:38 por Cientista »

Offline Sergiomgbr

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #88 Online: 14 de Outubro de 2014, 11:49:23 »


Sem contar que tem a questão da empatia - um sentimento fundamental para convivência pessoal, você consegue se relacionar com a experiência alheia, então muitas vezes causar sofrimento ao outro vai lhe trazer aflição, enquanto trazer algo positivo vai lhe fazer um pouco mais feliz
O problema é que muitas pessoas entendem o conceito de empatia pela metade, empatia não significa somente se colocar na mesma situação experimentada pelo outro, mas também perceber e experimentar esta situação da mesma forma como o outro a percebe e experimenta.

Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista. Logo, para perceber e experimentar o que o outro percebe e experimenta, é preciso além de se colocar na situação por ele experimentada, também adotar uma interpretação sobre esta situação, semelhante a deste outro que se pretende ter empatia.

Abraços!
Se fosse assim não se poderia ter empatia por fêmeas quando machos.
Tradução é um conceito empregado em psicoterapia, mais especificamente em Programação Neurolinguística (Bandler & Grinder), a partir da modelagem da terapia de família da consagrada doutora Virginia Satir.

Parte-se da premissa que cada pessoa possui um modelo de mundo próprio e único, uma interpretação única e própria da realidade (Korzybski, Vaihinger entre outros.). Para "A" entender como "B" se sente em determinada situação a qual "A" não esta inclinada a experimenta-la como "B" a experimenta, "A" terá que encontrar um equivalente em seu próprio modelo de mundo (em sua interpretação da realidade e experiências vividas até então), experimentado em outras situações, e transportar para a experiência vivida por "B" (Satir).

Por exemplo, uma pessoa "A" que tenha fobia de água, poderá emular entendimento-empatia para com uma pessoa "B", que tenha fobia de lugares fechados da seguinte forma: A pessoa "A" se coloca na situação de "B" enfrentando lugares fechados, incluindo a sensação que "A" tem com a água, como equivalente a sensação que "B" experimenta quando esta em lugares fechados, construindo desta forma a empatia, que seria "A" sentir o que "B" sente, quando "A" se imagina experimentando a mesma situação experimentada por "B".

Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista.

E isso acaba com a máxima cristã: "fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem por vós".  :twisted:
A maioria dos sistemas filosófico-religiosos apresentam uma parte incompleta do conceito de empatia, assim como está na doutrina cristã, está também na budista, na muçulmana e etc. No confucionismo por exemplo é dito algo como "não fazer aos outros o que não gostaria que fosse feito a ti".

A falha lógica ai está em presumir que os seres humanos são exatamente iguais na forma como interpretam o mundo a sua volta. Se não me engano, o antropólogo e especialista em teorias sistêmicas Gregory Bateson rebateu muito bem esta premissa com o seguinte pensamento (parafraseado): "O que eu gostaria que fosse feito a mim nem sempre é o que os outros gostariam que fosse feito a eles, e o que os outros não desejam para eles, nem sempre é indesejado para mim".

Abraços!
Vou colocar a coisa mais claramente. Empatia não é uma coisa a ser pretendida, empatia é uma identificação com o outro que ocorre como uma função do sistema. Assim como você não faz seu sistema querer ver um filme preferido, nem faz seu fígado parar de funcionar, você não faz seu sistema ter empatia por alguém.
« Última modificação: 14 de Outubro de 2014, 11:51:32 por sergiomgbr »

Offline Skeptikós

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #89 Online: 14 de Outubro de 2014, 14:53:03 »
Cientista, você é mesmo uma piada, não se pode leva-lo a sério, se não perde-se toda graça, e nada de positivo se pode tirar.

O Cientista não tem tido muita disponibilidade para se divertir por aqui ultimamente, para se divertir com o jovem Skep, especialmente...  uma pena...  ...mas, agora, tem um pouquinho... e o jovem sempre garantia de boas risadas!


(...) A idéia é que a Natureza experimente a empatia como ferramenta e não o contrário.
:hein:
Um dos meus melhores posts.
Você esta desviando o assunto. 1º, ninguém defendeu o contrário do que você defendeu acima.
O Doubt em dúvida nem entendeu e você sabe que ele não defendeu(ria) o contrário?! Pelo visto...  depois da supercapacidade da "suspensão de juízo" do "verdadeiro ceticismo", o "original", adquiriste a supercapacidade da "empatia plena", em que ocupas a totalidade da vivência existencial alheia! Mais que o próprio alheio!!!  hahahhahahahahahahaha...
O debate era entre eu e o sergio, e o assunto que se seguia era sobre a definição de empatia. Quando digo que ninguém defendeu o contrário do que ele (o sergio) defendia, eu me referia a mim mesmo, como aquele com o qual ele debatia, e sobre um assunto que não se relacionava com o seu comentário. Ou seja, o comentário dele continua a ser irrelevante e nem um pouco relacionado ao assunto em questão (a definição de empatia).

Citação de: Cientista
2º, o que esta em questão é a definição de empatia,
No caso, então, quem desviou o assunto do tópico foi quem pôs a questão da "definição de empatia" aqui...   Quem terá sido?...    hhahahhahaha...
Sim, eu me desviei do assunto do tópico, não nego. Mas eu não usei o novo assunto que abordei como uma forma de tentar refutar a defesa daquele que iniciou o tópico (se Deus não existe, tudo é permitido), como tentou fazer o sergio, quando desviou o assunto que tratávamos ardilosamente com a intenção de refutar meu argumento anterior, que em nada se relacionava com o novo assunto abordado por ele, o que caracteriza por tanto num astuto e falacioso estratagema de mudança de assunto.


Citação de: Cientista
e não para que ela serve.
Mas... a função da empatia é que seria (teria alguma chance de ser) pertinente ao tópico...
Não ao tópico de debate que se seguia entre eu e o sergio, que era sobre o significado de empatia. Ele não pode responder insinuando uma refutação à um comentário meu sobre o significado de empatia, com uma resposta sobre a utilidade de empatia, que não tem nada haver com aquilo que vinha sendo debatido (o significado de empatia).

Seria o mesmo que um matemático defendendo a ideia de que "2 + 2 é igual a 4", receber como resposta de seu opositor o seguinte pensamento: "A ideia é que o ser humano experimente a matemática como ferramenta, e não o contrário", como se isso refutasse o que havia sido dito antes.  :?

Citação de: Cientista
Logo, o seu comentário acima é irrelevante para o debate em questão.
Que debate? O do tópico? O seu da sua definição de empatia? O...?   ...Do que falas mesmo, hein?!
Não se faça de ingênuo, está mais que esclarecido que quando digo "assunto em questão", me refiro ao que vinha sendo debatido por mim e pelo sergio, ou seja, a definição de empatia. Também parece evidente que comparar a minha mudança de assunto com a do sergio é uma falsa analogia. A minha mudança de assunto não teve como intenção, falaciosamente refutar o criador do tópico, diferentemente da intenção aparentemente pretendida pelo sergio, não sei se por sofisma, ou por silogismo, mas falaciosa seja qual for o caso.

Citação de: Cientista
Essa coisa de "empatia"...  como isso entrou aqui?
Entrou aqui, no comentário do Dream, que disse:

Sem contar que tem a questão da empatia - um sentimento fundamental para convivência pessoal, você consegue se relacionar com a experiência alheia, então muitas vezes causar sofrimento ao outro vai lhe trazer aflição, enquanto trazer algo positivo vai lhe fazer um pouco mais feliz.
Mas foi a isso mesmo que o Cientista se referiu quando perguntou, filho! A questão é como isso se correlaciona à questão do tópico, entende? Claro que entende!
Se relaciona na medida que quase todos (se não todos) os sistemas morais, pregam a empatia (ou algo próximo disso) como um dos fundamentos deste sistema. Deve ser por este motivo que o Dream fez questão de lembrar da importância da "empatia" quando se fala de moral. Eu usei o comentário dele como uma sobreposição para se falar especificamente da definição de "empatia", apresentando uma definição sobre esta palavra, da qual o forista sergio discordou, inciando ai o nosso debate sobre o real significado desta palavra.


Citação de: Cientista
Citação de: Cientista
O jovem Skep ali com mais das "filosofações" dele querendo que tenhas empatia para com bandidos e não tendo nenhuma por ti. Muito bem respondido!
1º, isso é um espantalho, não foi defendido por mim em momento algum neste tópico que se deva ter empatia por bandidos.
Não... você só instigou o sergiomgbr a pôr-se no lugar deles...

Mas...

Ora, deve ser porque tua paraempatia falhou ao (tentares) te tornares o próprio Cientista quando viu isso:

Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista.

E isso acaba com a máxima cristã: "fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem por vós".  :twisted:

"não fazeis aos outros aquilo que não gostaríeis que vos fizessem"..., esta não pode falhar... :smartass:
Todas as duas, de Brienne e do Pagão, se não resolver, pena de morte retire-se a maçã podre do convívio em sociedade e pronto.
Como os valores mudam de cultura para cultura, dependendo da sociedade ou cultura em questão, pode ser você a maçã podre. Além do mais, não é esta a questão, e sim que, nenhuma das frases supracitadas abarcam o real significado do conceito de "empatia", pois ambas partem da falsa premissa de que os outros interpretam o mundo exatamente da mesma maneira como você o interpreta, ignorando por completo a subjetividade humana de experienciar a vida.

Abraços!

Mas, nããão... isso "não é uma defesa", só uma sugestão (espero que não hipnótica...  hahahahahahah) de que se ponha no lugar da maçã podre...
A intenção acima foi demonstrar como o conceito de "maçã podre" é relativo a fatores como a cultura por exemplo. Não foi defendido acima que é dever se colocar no lugar dos bandidos, como você ineficazmente insinuou, e sim demonstrar que aquilo que ele tem como "maçã podre" é um conceito relativo, e não absoluto.

Citação de: Cientista
É... tu não deves ter alcançado suficiente empatia com o Cientista para ter visto o que o jovem disse da maneira como o Cientista viu...    hahahahahhahahahaha...
Digo o mesmo sobre você. Mas espero que esta parte tenha se esclarecido na minha resposta acima.

Abraços!
« Última modificação: 14 de Outubro de 2014, 15:03:10 por Skeptikós »
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #90 Online: 14 de Outubro de 2014, 15:16:29 »


Sem contar que tem a questão da empatia - um sentimento fundamental para convivência pessoal, você consegue se relacionar com a experiência alheia, então muitas vezes causar sofrimento ao outro vai lhe trazer aflição, enquanto trazer algo positivo vai lhe fazer um pouco mais feliz
O problema é que muitas pessoas entendem o conceito de empatia pela metade, empatia não significa somente se colocar na mesma situação experimentada pelo outro, mas também perceber e experimentar esta situação da mesma forma como o outro a percebe e experimenta.

Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista. Logo, para perceber e experimentar o que o outro percebe e experimenta, é preciso além de se colocar na situação por ele experimentada, também adotar uma interpretação sobre esta situação, semelhante a deste outro que se pretende ter empatia.

Abraços!
Se fosse assim não se poderia ter empatia por fêmeas quando machos.
Tradução é um conceito empregado em psicoterapia, mais especificamente em Programação Neurolinguística (Bandler & Grinder), a partir da modelagem da terapia de família da consagrada doutora Virginia Satir.

Parte-se da premissa que cada pessoa possui um modelo de mundo próprio e único, uma interpretação única e própria da realidade (Korzybski, Vaihinger entre outros.). Para "A" entender como "B" se sente em determinada situação a qual "A" não esta inclinada a experimenta-la como "B" a experimenta, "A" terá que encontrar um equivalente em seu próprio modelo de mundo (em sua interpretação da realidade e experiências vividas até então), experimentado em outras situações, e transportar para a experiência vivida por "B" (Satir).

Por exemplo, uma pessoa "A" que tenha fobia de água, poderá emular entendimento-empatia para com uma pessoa "B", que tenha fobia de lugares fechados da seguinte forma: A pessoa "A" se coloca na situação de "B" enfrentando lugares fechados, incluindo a sensação que "A" tem com a água, como equivalente a sensação que "B" experimenta quando esta em lugares fechados, construindo desta forma a empatia, que seria "A" sentir o que "B" sente, quando "A" se imagina experimentando a mesma situação experimentada por "B".

Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista.

E isso acaba com a máxima cristã: "fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem por vós".  :twisted:
A maioria dos sistemas filosófico-religiosos apresentam uma parte incompleta do conceito de empatia, assim como está na doutrina cristã, está também na budista, na muçulmana e etc. No confucionismo por exemplo é dito algo como "não fazer aos outros o que não gostaria que fosse feito a ti".

A falha lógica ai está em presumir que os seres humanos são exatamente iguais na forma como interpretam o mundo a sua volta. Se não me engano, o antropólogo e especialista em teorias sistêmicas Gregory Bateson rebateu muito bem esta premissa com o seguinte pensamento (parafraseado): "O que eu gostaria que fosse feito a mim nem sempre é o que os outros gostariam que fosse feito a eles, e o que os outros não desejam para eles, nem sempre é indesejado para mim".

Abraços!
Vou colocar a coisa mais claramente. Empatia não é uma coisa a ser pretendida, empatia é uma identificação com o outro que ocorre como uma função do sistema. Assim como você não faz seu sistema querer ver um filme preferido, nem faz seu fígado parar de funcionar, você não faz seu sistema ter empatia por alguém.
Isso é uma falsa analogia, a empatia é uma sensação, e o fígado é um órgão do corpo, as mesmas regras que se aplicam a um não se aplicam ao outro.

Nossas sensações podem serem manipuladas-modificadas através da forma como interpretamos o mundo a nossa volta. Uma pessoa pode deixar de sentir pavor de lugares fechados, se modificar suas expectativas e associações em respeito a forma como vivência experiências em lugares fechados (Isso é comprovado em tratamentos de fobias). Da mesma forma, uma pessoa que num primeiro momento não consegue sentir empatia por um certo indivíduo, pode conseguir sentir esta empatia que deseja, caso modifique a forma como ela interpreta a realidade (espelhando a forma como o outro a interpreta) ao se colocar na experiencia vivida pelo o outro, com a qual se deseja construir a empatia.

Abraços!
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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #91 Online: 14 de Outubro de 2014, 16:40:03 »
Vou colocar a coisa mais claramente. Empatia não é uma coisa a ser pretendida, empatia é uma identificação com o outro que ocorre como uma função do sistema. Assim como você não faz seu sistema querer ver um filme preferido, nem faz seu fígado parar de funcionar, você não faz seu sistema ter empatia por alguém.
Isso é uma falsa analogia, a empatia é uma sensação, e o fígado é um órgão do corpo, as mesmas regras que se aplicam a um não se aplicam ao outro.

Nossas sensações podem serem manipuladas-modificadas através da forma como interpretamos o mundo a nossa volta. Uma pessoa pode deixar de sentir pavor de lugares fechados, se modificar suas expectativas e associações em respeito a forma como vivência experiências em lugares fechados (Isso é comprovado em tratamentos de fobias). Da mesma forma, uma pessoa que num primeiro momento não consegue sentir empatia por um certo indivíduo, pode conseguir sentir esta empatia que deseja, caso modifique a forma como ela interpreta a realidade (espelhando a forma como o outro a interpreta) ao se colocar na experiencia vivida pelo o outro, com a qual se deseja construir a empatia.

Abraços!
O imbróglio todo tem seu nascedouro aqui, com uma petição de princípio



Sem contar que tem a questão da empatia - um sentimento fundamental para convivência pessoal, você consegue se relacionar com a experiência alheia, então muitas vezes causar sofrimento ao outro vai lhe trazer aflição, enquanto trazer algo positivo vai lhe fazer um pouco mais feliz
O problema é que muitas pessoas entendem o conceito de empatia pela metade, empatia não significa somente se colocar na mesma situação experimentada pelo outro, mas também perceber e experimentar esta situação da mesma forma como o outro a percebe e experimenta.

Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista. Logo, para perceber e experimentar o que o outro percebe e experimenta, é preciso além de se colocar na situação por ele experimentada, também adotar uma interpretação sobre esta situação, semelhante a deste outro que se pretende ter empatia.

Abraços!
o negritado acima suscita como fato algo que é hipotético da sua cabeça. Quem disse que algumas pessoas tem empatia de um modo que você julga imperfeito? Isso é um juízo de valor seu! Uma típica falácia do escocês...

Quanto à questão da analogia, não sei se você percebeu, mas o funcionamento autônomo do fígado x funcionamento autônomo da empatia num sistema, onde ambos, o funcionamento do fígado, e o funcionamento da empatia...funcionam autonomamente, não interessa em que grau, representam uma...analogia! O fígado, analogamente à empatia, ou ao medo, ou aos rins, funcionam, são uma função do sistema. Até quando vai ser preciso ficar te explicando o que está escrito?

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #92 Online: 14 de Outubro de 2014, 18:02:52 »
Vou colocar a coisa mais claramente. Empatia não é uma coisa a ser pretendida, empatia é uma identificação com o outro que ocorre como uma função do sistema. Assim como você não faz seu sistema querer ver um filme preferido, nem faz seu fígado parar de funcionar, você não faz seu sistema ter empatia por alguém.
Isso é uma falsa analogia, a empatia é uma sensação, e o fígado é um órgão do corpo, as mesmas regras que se aplicam a um não se aplicam ao outro.

Nossas sensações podem serem manipuladas-modificadas através da forma como interpretamos o mundo a nossa volta. Uma pessoa pode deixar de sentir pavor de lugares fechados, se modificar suas expectativas e associações em respeito a forma como vivência experiências em lugares fechados (Isso é comprovado em tratamentos de fobias). Da mesma forma, uma pessoa que num primeiro momento não consegue sentir empatia por um certo indivíduo, pode conseguir sentir esta empatia que deseja, caso modifique a forma como ela interpreta a realidade (espelhando a forma como o outro a interpreta) ao se colocar na experiencia vivida pelo o outro, com a qual se deseja construir a empatia.

Abraços!
O imbróglio todo tem seu nascedouro aqui, com uma petição de princípio



Sem contar que tem a questão da empatia - um sentimento fundamental para convivência pessoal, você consegue se relacionar com a experiência alheia, então muitas vezes causar sofrimento ao outro vai lhe trazer aflição, enquanto trazer algo positivo vai lhe fazer um pouco mais feliz
O problema é que muitas pessoas entendem o conceito de empatia pela metade, empatia não significa somente se colocar na mesma situação experimentada pelo outro, mas também perceber e experimentar esta situação da mesma forma como o outro a percebe e experimenta.

Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista. Logo, para perceber e experimentar o que o outro percebe e experimenta, é preciso além de se colocar na situação por ele experimentada, também adotar uma interpretação sobre esta situação, semelhante a deste outro que se pretende ter empatia.

Abraços!
o negritado acima suscita como fato algo que é hipotético da sua cabeça.
Esta acusação se baseia no que? No fato de eu não ter apresentado referências? (Sendo que eu apresentei), pelo que eu saiba até o momento foi você que não apresentou referência alguma para sustentar seus achismos (diferente de mim, que apresentei inúmeros nomes de estudiosos consagrados em relação ao estudo do comportamento humano:  Bandler, Grinder, Satir, Bateson, entre muitos outros, que dão sustentação as alegações feitas por mim até o momento).

Você deveria olhar a sua conduta antes de fazer acusações em relações a conduta do outro, não só pelo fato de você não ter apresentado referência alguma que comprove que que seus argumentos aqui apresentados são mais do que achismos hipotéticos retirados de sua cabecinha oca, mas principalmente pelo fato de de ser de seu feitio entrar em tópicos para dar pitacos com alegações absurdas sem qualquer embasamento ou referência. o que faz deste teu discurso hipócrita, que flutua de um lado para o outro conforme as circunstâncias, extremamente auto-contraditório.

Porque é que você não sustenta suas opiniões com referências antes de cobrar do outro esta conduta?

Esta insistência em cobrar/condenar do/no outro justamente o que falta em si mesmo me parece um tanto hipócrita e auto-contraditório.

E já que você tocou no ponto da falta de embasamento/referência insinuando que minha opinião não passa de uma hipótese subjetiva residindo apenas na minha cabeça, (apesar de eu já ter provado ser falsa esta sua outra falaciosa acusação) aqui vai mais uma definição que vai justamente de encontro ao que eu tenho dito: "O estado de empatia, ou de entendimento empático, consiste em perceber corretamente o marco de referência interno do outro com os significados e componentes emocionais que contém (...) como se fosse a outra pessoa, em outras palavras, colocar-se no lugar do outro [e] sentir a dor ou o prazer do outro como ele o sente, e perceber suas causas como ele a percebe(...)" (Wiki, Empatia, Conceito.)

Citação de: sergiomgbr
Quem disse que algumas pessoas tem empatia de um modo que você julga imperfeito?
Isso é um espantalho, eu não disse que algumas pessoas possuem empatia de forma imperfeita, e sim que a definição de empatia de algumas correntes filosófico-religiosas só representam a metade do significado de empatia.

Citação de: sergiomgbr
Isso é um juízo de valor seu! Uma típica falácia do escocês...
Juízo de valor? Falácia do escocês? Petição de princípio?  :susto: Onde meu filho?

Isso que você esta fazendo é que é falacioso, se chama a falácia da falácia, é tipica em caras como você, onde não se tem mais argumentos válidos, acusa-se o outro de discurso falacioso (sem nem ao menos se preocupar em sustentar a sua acusação, como você acabou de fazer agora, nesta tripla acusação sem qualquer fundamento).


Citação de: sergiomgbr
Quanto à questão da analogia, não sei se você percebeu, mas o funcionamento autônomo do fígado x funcionamento autônomo da empatia num sistema, onde ambos, o funcionamento do fígado, e o funcionamento da empatia...funcionam autonomamente, não interessa em que grau, representam uma...analogia! O fígado, analogamente à empatia, ou ao medo, ou aos rins, funcionam, são uma função do sistema. Até quando vai ser preciso ficar te explicando o que está escrito?
Olha, apesar de seus malabarismos, a comparação do funcionamento do fígado com o funcionamento da empatia continuam sendo uma falsa analogia que seu malabarismo acima não foi capaz de resolver.

Não obstante, ( e eu não quis entrar neste detalhe) uma pessoa pode por meios diversos provocar a parada de funcionamento de seu próprio fígado, eu só não quis entrar neste detalhe pelo fato de ter já ter explicado que o teu exemplo se trata de uma falsa analogia, e também por já ter demonstrado formas pelas quais é possível aprender a ter empatia por uma pessoa, ou deixar de ter medo em uma determinada situação.

Advirto que para de insistir nesta analogia, que não só se mostrou falsa, como desnecessária, visto que provei a possibilidade de se conseguir aprender a ter empatia por uma pessoa que num primeiro momento não ocorreu.

Obs: Não me surpreende poucos (entre eles, eu) ainda se darem ao trabalho de manterem debates com você e o forista Cientista, pois debater com vocês é sinceramente tragicômico, tem que ter jogo de cintura para não perder a paciência com tamanha verborragia falaciosa digitada por vocês dois, na tentativa sofistica de defender suas falidas e improdutivas opiniões.

Abraços!
« Última modificação: 14 de Outubro de 2014, 18:18:44 por Skeptikós »
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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #93 Online: 14 de Outubro de 2014, 18:32:48 »
Vou colocar a coisa mais claramente. Empatia não é uma coisa a ser pretendida, empatia é uma identificação com o outro que ocorre como uma função do sistema. Assim como você não faz seu sistema querer ver um filme preferido, nem faz seu fígado parar de funcionar, você não faz seu sistema ter empatia por alguém.
Isso é uma falsa analogia, a empatia é uma sensação, e o fígado é um órgão do corpo, as mesmas regras que se aplicam a um não se aplicam ao outro.

Nossas sensações podem serem manipuladas-modificadas através da forma como interpretamos o mundo a nossa volta. Uma pessoa pode deixar de sentir pavor de lugares fechados, se modificar suas expectativas e associações em respeito a forma como vivência experiências em lugares fechados (Isso é comprovado em tratamentos de fobias). Da mesma forma, uma pessoa que num primeiro momento não consegue sentir empatia por um certo indivíduo, pode conseguir sentir esta empatia que deseja, caso modifique a forma como ela interpreta a realidade (espelhando a forma como o outro a interpreta) ao se colocar na experiencia vivida pelo o outro, com a qual se deseja construir a empatia.

Abraços!
O imbróglio todo tem seu nascedouro aqui, com uma petição de princípio



Sem contar que tem a questão da empatia - um sentimento fundamental para convivência pessoal, você consegue se relacionar com a experiência alheia, então muitas vezes causar sofrimento ao outro vai lhe trazer aflição, enquanto trazer algo positivo vai lhe fazer um pouco mais feliz
O problema é que muitas pessoas entendem o conceito de empatia pela metade, empatia não significa somente se colocar na mesma situação experimentada pelo outro, mas também perceber e experimentar esta situação da mesma forma como o outro a percebe e experimenta.

Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista. Logo, para perceber e experimentar o que o outro percebe e experimenta, é preciso além de se colocar na situação por ele experimentada, também adotar uma interpretação sobre esta situação, semelhante a deste outro que se pretende ter empatia.

Abraços!
o negritado acima suscita como fato algo que é hipotético da sua cabeça.
Esta acusação se baseia no que? No fato de eu não ter apresentado referências? (Sendo que eu apresentei), pelo que eu saiba até o momento foi você que não apresentou referência alguma para sustentar seus achismos (diferente de mim, que apresentei inúmeros nomes de estudiosos consagrados em relação ao estudo do comportamento humano:  Bandler, Grinder, Satir, Bateson, entre muitos outros, que dão sustentação as alegações feitas por mim até o momento).

Você deveria olhar a sua conduta antes de fazer acusações em relações a conduta do outro, não só pelo fato de você não ter apresentado referência alguma que comprove que que seus argumentos aqui apresentados são mais do que achismos hipotéticos retirados de sua cabecinha oca, mas principalmente pelo fato de de ser de seu feitio entrar em tópicos para dar pitacos com alegações absurdas sem qualquer embasamento ou referência. o que faz deste teu discurso hipócrita, que flutua de um lado para o outro conforme as circunstâncias, extremamente auto-contraditório.

Porque é que você não sustenta suas opiniões com referências antes de cobrar do outro esta conduta?

Esta insistência em cobrar/condenar do/no outro justamente o que falta em si mesmo me parece um tanto hipócrita e auto-contraditório.

E já que você tocou no ponto da falta de embasamento/referência insinuando que minha opinião não passa de uma hipótese subjetiva residindo apenas na minha cabeça, (apesar de eu já ter provado ser falsa esta sua outra falaciosa acusação) aqui vai mais uma definição que vai justamente de encontro ao que eu tenho dito: "O estado de empatia, ou de entendimento empático, consiste em perceber corretamente o marco de referência interno do outro com os significados e componentes emocionais que contém (...) como se fosse a outra pessoa, em outras palavras, colocar-se no lugar do outro [e] sentir a dor ou o prazer do outro como ele o sente, e perceber suas causas como ele a percebe(...)" (Wiki, Empatia, Conceito.)

Citação de: sergiomgbr
Quem disse que algumas pessoas tem empatia de um modo que você julga imperfeito?
Isso é um espantalho, eu não disse que algumas pessoas possuem empatia de forma imperfeita, e sim que a definição de empatia de algumas correntes filosófico-religiosas só representam a metade do significado de empatia.

Citação de: sergiomgbr
Isso é um juízo de valor seu! Uma típica falácia do escocês...
Juízo de valor? Falácia do escocês? Petição de princípio?  :susto: Onde meu filho?

Isso que você esta fazendo é que é falacioso, se chama a falácia da falácia, é tipica em caras como você, onde não se tem mais argumentos válidos, acusa-se o outro de discurso falacioso (sem nem ao menos se preocupar em sustentar a sua acusação, como você acabou de fazer agora, nesta tripla acusação sem qualquer fundamento).


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Quanto à questão da analogia, não sei se você percebeu, mas o funcionamento autônomo do fígado x funcionamento autônomo da empatia num sistema, onde ambos, o funcionamento do fígado, e o funcionamento da empatia...funcionam autonomamente, não interessa em que grau, representam uma...analogia! O fígado, analogamente à empatia, ou ao medo, ou aos rins, funcionam, são uma função do sistema. Até quando vai ser preciso ficar te explicando o que está escrito?
Olha, apesar de seus malabarismos, a comparação do funcionamento do fígado com o funcionamento da empatia continuam sendo uma falsa analogia que seu malabarismo acima não foi capaz de resolver.

Não obstante, ( e eu não quis entrar neste detalhe) uma pessoa pode por meios diversos provocar a parada de funcionamento de seu próprio fígado, eu só não quis entrar neste detalhe pelo fato de ter já ter explicado que o teu exemplo se trata de uma falsa analogia, e também por já ter demonstrado formas pelas quais é possível aprender a ter empatia por uma pessoa, ou deixar de ter medo em uma determinada situação.

Advirto que para de insistir nesta analogia, que não só se mostrou falsa, como desnecessária, visto que provei a possibilidade de se conseguir aprender a ter empatia por uma pessoa que num primeiro momento não ocorreu.

Obs: Não me surpreende poucos (entre eles, eu) ainda se darem ao trabalho de manterem debates com você e o forista Cientista, pois debater com vocês é sinceramente tragicômico, tem que ter jogo de cintura para não perder a paciência com tamanha verborragia falaciosa digitada por vocês dois, na tentativa sofistica de defender suas falidas e improdutivas opiniões.

Abraços!
Parece que você vive um mundo à parte, continua no mesmo processo de auto engano. Não há como as coisas ficarem mais claras aqui. Estou realmente intrigado com o seu tipo de pessoa.

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #94 Online: 14 de Outubro de 2014, 18:53:30 »

Você deveria olhar a sua conduta antes de fazer acusações em relações a conduta do outro, não só pelo fato de você não ter apresentado referência alguma que comprove que que seus argumentos aqui apresentados são mais do que achismos hipotéticos retirados de sua cabecinha oca, mas principalmente pelo fato de de ser de seu feitio


Abraços!
Que modos são estes? Não sabe que não é coisa de cavalheiros o uso desses termos?

Offline Skeptikós

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #95 Online: 14 de Outubro de 2014, 19:45:32 »
Me desculpe pelos termos. Me exaltei naquele momento.

Mas não use isso como prova de que você venceu o debate, por favor. O que me parece sinceramente, é que seu objetivo não está em aderir a posição mais sensata que for apresentada, mas sim de defender a sua a todo custo, inclusive ao custo de perder a verdade, a razão e a lógica. Tanto que você nem se deu ao trabalho de responder a linha argumentativa refutadora feitas por mim em resposta aos seus últimos comentários. Apenas apontou um momento onde eu fui indelicado, e me acusou (novamente sem apresentar qualquer fundamento que sustentasse a sua acusação) de que eu estou num processo de auto-engano.

Assim não dá para continuar, encerro aqui a minha participação neste debate (com você sobre a definição de empatia).

Abraços!
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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #96 Online: 14 de Outubro de 2014, 20:44:11 »
Você acha que eu quero vencer alguma coisa? A única a vencer aqui é a Realidade, meu jovem!

 Apesar de num primeiro momento eu ficar estupefacto, não deixo de lembrar que já houveram outros momentos em que você teve a oportunidade de retratar-se, e na maioria o fez, se não por ter ficado inapelavelmente acuado pelos fatos, por algo de valor que insiste habitar o ser humano, então reiterando tudo o que eu já disse renovo as esperanças em você aqui.

ps. Acho que o Cientista, apesar de se passar por fanfarrão, é muito generoso com você e também quer o seu bem, tanto quanto eu.


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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #97 Online: 14 de Outubro de 2014, 21:08:26 »
Skeptikos, porque você insiste em alimentar esse tipo de conversa? Ja percebeu que 90% do fórum ignora certos foristas?
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #98 Online: 14 de Outubro de 2014, 21:46:40 »
Isso, Skeptikos, venha para um forum cético para ignorar os outros.

Offline Cientista

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Re:Se Deus não existe, tudo é permitido
« Resposta #99 Online: 15 de Outubro de 2014, 02:39:44 »
Cientista, você é mesmo uma piada, não se pode leva-lo a sério, se não perde-se toda graça, e nada de positivo se pode tirar.
O Cientista é o comediante que se deve levar mais a sério que qualquer "sério", meu jovem! Já viu a assinatura do Johnny Cash (forista)? Pois está lá toda a realidade! Tudo aqui é uma grande piada. E o Cientista é o mestre de/em tudo o que toca!  hahahahahahhahahahahahahaha...


O Cientista não tem tido muita disponibilidade para se divertir por aqui ultimamente, para se divertir com o jovem Skep, especialmente...  uma pena...  ...mas, agora, tem um pouquinho... e o jovem sempre garantia de boas risadas!

(...) A idéia é que a Natureza experimente a empatia como ferramenta e não o contrário.
:hein:
Um dos meus melhores posts.
Você esta desviando o assunto. 1º, ninguém defendeu o contrário do que você defendeu acima.
O Doubt em dúvida nem entendeu e você sabe que ele não defendeu(ria) o contrário?! Pelo visto...  depois da supercapacidade da "suspensão de juízo" do "verdadeiro ceticismo", o "original", adquiriste a supercapacidade da "empatia plena", em que ocupas a totalidade da vivência existencial alheia! Mais que o próprio alheio!!!  hahahhahahahahahahaha...
O debate era entre eu e o sergio, e o assunto que se seguia era sobre a definição de empatia. Quando digo que ninguém defendeu o contrário do que ele (o sergio) defendia, eu me referia a mim mesmo, como aquele com o qual ele debatia, e sobre um assunto que não se relacionava com o seu comentário. Ou seja, o comentário dele continua a ser irrelevante e nem um pouco relacionado ao assunto em questão (a definição de empatia).
Proteus!!!!! Matrix, temos uma falha! 01001010100100001001010010100101010101011010011101010010010 10100101010100101100101010001001010101001000000001011111111 0000101010010000101001...........................

;falha na matrix gravíssima detectada


;rotina para monitorar (ficá de oio) os agentes







...
;sem linhas de código expostas
;cem linhas de código não expostas

Iiiiiiiih, rapá!!! Peraí! (Cientista! Quaquié, véi?! Tá ficando gagá? Tá caducando meis?! Tá deixando nóis envergonhado na frente da rapaziada! ACORDA, véi! Ou... vá dormir!  hahahahhahahahhahahaha...)

Tens toda a razão, meu jovem! Me retrato pelos efeitos indesejados que a falha ocorrida possa causar nos envolvidos. Esse cientista... Como conseguiu trocar o adorador da dúvida pelo duvidoso?! Coisas da matrix...

Mas... quer dizer, então, que quem não tinha entendido o sergiomgbr era o jovem Skep mesmo?! O mesmo que... tinha entendido perfeitamente?!

...Melhor deixar essa parte de lado...

hahahhahahhahahahhahahahahahha...


Citação de: Cientista
2º, o que esta em questão é a definição de empatia,
No caso, então, quem desviou o assunto do tópico foi quem pôs a questão da "definição de empatia" aqui...   Quem terá sido?...    hhahahhahaha...
Sim, eu me desviei do assunto do tópico, não nego. Mas eu não usei o novo assunto que abordei como uma forma de tentar refutar a defesa daquele que iniciou o tópico (se Deus não existe, tudo é permitido), como tentou fazer o sergio, quando desviou o assunto que tratávamos ardilosamente com a intenção de refutar meu argumento anterior, que em nada se relacionava com o novo assunto abordado por ele, o que caracteriza por tanto num astuto e falacioso estratagema de mudança de assunto.
Meu caro jovem, se você desviou, ele também deve ter o direito. Ou discordas? E, como você mesmo diz aqui, o "desvio" do sergiomgbr direcionou-se a refutar o tema do tópico. Conclui-se, por tuas próprias palavras, que o "desvio" dele seguiu no sentido de restaurar do desvio por ti executado. Como acusas o caro sergio de algo reprovável nisso tudo?!  ...  ?  ...  ?   Vá entender...


Citação de: Cientista
e não para que ela serve.
Mas... a função da empatia é que seria (teria alguma chance de ser) pertinente ao tópico...
Não ao tópico de debate que se seguia entre eu e o sergio, que era sobre o significado de empatia.
Queres dizer um... subtópico entre vocês? E neste não há liberdade para mais desvios em mais subtópicos? Porque fere(ria) as regras forísticas? Porque fere(ria) as... skeptikosianas?!   hahahahahahhahaha

Só pode ser piada... E o Cientista é o mestre da comédia! Sempre!


Ele não pode responder insinuando uma refutação à um comentário meu sobre o significado de empatia, com uma resposta sobre a utilidade de empatia, que não tem nada haver com aquilo que vinha sendo debatido (o significado de empatia).
Meu jovem, significado e (projeção -- só tudo o de que, realmente, se trata a ideia de 'utilidade' -- de) utilidade de qualquer ideia sob signo linguístico são princípios unos. Tens alguma mínima percepção do quanto estás perdido no mundo das ideias? Mesmo que sem ousar aprofundar-se na percepção?


Seria o mesmo que um matemático defendendo a ideia de que "2 + 2 é igual a 4", receber como resposta de seu opositor o seguinte pensamento: "A ideia é que o ser humano experimente a matemática como ferramenta, e não o contrário", como se isso refutasse o que havia sido dito antes.  :?
Mas a experimentação/experienciação da matemática como ferramenta é a própria realidade dos fatos matemáticos! Não podem sair regras transcendentes da funcionalidade cerebral. Regras simples de aritmética são, também, regras do cérebro. Análise última do fato aditivo está no funcionamento da máquina cerebral. O que te é inacessível à compreensão nisto tudo? Tudo, claro...   hahahahahahahhaha...


Citação de: Cientista
Logo, o seu comentário acima é irrelevante para o debate em questão.
Que debate? O do tópico? O seu da sua definição de empatia? O...?   ...Do que falas mesmo, hein?!
Não se faça de ingênuo,
Não, só de irônico!  hahahahahahahhaah...


está mais que esclarecido que quando digo "assunto em questão", me refiro ao que vinha sendo debatido por mim e pelo sergio, ou seja, a definição de empatia.
O que ficou unicamente esclarecido é que queres impôr tuas próprias regras delimitadoras do que é (in)aceitável.


Também parece evidente que comparar a minha mudança de assunto com a do sergio é uma falsa analogia.
O Cientista não consegue empatizar com o jovem nessa percepção de aparência de evidência. Não se vê falsa analogia nenhuma aí. Isso é de uma particularidade toda tua, meu jovem.


A minha mudança de assunto não teve como intenção, falaciosamente refutar o criador do tópico,
Então teve a intenção de apoiá-lo? O Cientista sempre mais que suspeitou...   hahahahahahhahaha...


diferentemente da intenção aparentemente pretendida pelo sergio, não sei se por sofisma, ou por silogismo, mas falaciosa seja qual for o caso.
(Com "silogismo" pretendes dizer paralogismo, meu jovem? Porque é a palavra que faria contexto...)

Tua empatização paraempática deve estar falhando miseravelmente, já que o que me é nítido é a tentativa do caro sergiomgbr de conduzir a questão a seriedades e profundidades maiores que as da própria origem. Vocês não entendem o sergio...  ele é como o Fausto do Goete, sentado...  com pensamentos profundos... talvez lamentando seu destino por ter procurado tanto e tando e não encontrado. A diferença é que talvez não o intente procurar na magia  ...não (mais) agora, ao menos...  Mas ele foge do estado atual de limitação de si mesmo, para buscar a amplidão da vida. Posso dizer-te, com toda a segurança. Já vi três ou quatro aqui merecedores do respeito maior e reconhecimento do Cientista, mas todos perdem para o sergio. Reverencio a determinação no sentido que toma essa pessoa!

Todos aqui (e)s(t)ão dispersos demais para focarem-se em perceber algo assim.


Citação de: Cientista
Essa coisa de "empatia"...  como isso entrou aqui?
Entrou aqui, no comentário do Dream, que disse:

Sem contar que tem a questão da empatia - um sentimento fundamental para convivência pessoal, você consegue se relacionar com a experiência alheia, então muitas vezes causar sofrimento ao outro vai lhe trazer aflição, enquanto trazer algo positivo vai lhe fazer um pouco mais feliz.
Mas foi a isso mesmo que o Cientista se referiu quando perguntou, filho! A questão é como isso se correlaciona à questão do tópico, entende? Claro que entende!
Se relaciona na medida que quase todos (se não todos) os sistemas morais, pregam a empatia (ou algo próximo disso) como um dos fundamentos deste sistema. Deve ser por este motivo que o Dream fez questão de lembrar da importância da "empatia" quando se fala de moral. Eu usei o comentário dele como uma sobreposição para se falar especificamente da definição de "empatia", apresentando uma definição sobre esta palavra, da qual o forista sergio discordou, inciando ai o nosso debate sobre o real significado desta palavra.
A ideia de que moral correlaciona-se como elemento fundamental à condicionalidade divina do que seria permitido ou não em realidade é peticionante, meu caro jovem. Já pressupõe, não só algum deus, como a ideia de que moral seja algo além da imanência simples das coisas "friamente funcionais". Abordar a questão do tópico está aquém da moral. A questão real e possível, não falaciosa, é se a realidade (toda ela, não só "a da moral") se torna diferente em função da (in)existência de deuses. Só isso  ...o que realmente resta.


Citação de: Cientista
Citação de: Cientista
O jovem Skep ali com mais das "filosofações" dele querendo que tenhas empatia para com bandidos e não tendo nenhuma por ti. Muito bem respondido!
1º, isso é um espantalho, não foi defendido por mim em momento algum neste tópico que se deva ter empatia por bandidos.
Não... você só instigou o sergiomgbr a pôr-se no lugar deles...

Mas...

Ora, deve ser porque tua paraempatia falhou ao (tentares) te tornares o próprio Cientista quando viu isso:

Por exemplo, para um masoquista, ser levemente dominado, torturado e "humilhado" pelo seu parceiro durante o ato sexual, traz prazer e satisfação. Para uma pessoa "normal" entender isso, não basta simplesmente se colocar na mesma situação experimentada pelo masoquista, pois se ela fazer isso com sua própria interpretação de mundo, ela provavelmente ira sentir-se desconfortável com a situação, e não experimentará o mesmo que experimenta o masoquista.

E isso acaba com a máxima cristã: "fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem por vós".  :twisted:

"não fazeis aos outros aquilo que não gostaríeis que vos fizessem"..., esta não pode falhar... :smartass:
Todas as duas, de Brienne e do Pagão, se não resolver, pena de morte retire-se a maçã podre do convívio em sociedade e pronto.
Como os valores mudam de cultura para cultura, dependendo da sociedade ou cultura em questão, pode ser você a maçã podre. Além do mais, não é esta a questão, e sim que, nenhuma das frases supracitadas abarcam o real significado do conceito de "empatia", pois ambas partem da falsa premissa de que os outros interpretam o mundo exatamente da mesma maneira como você o interpreta, ignorando por completo a subjetividade humana de experienciar a vida.

Abraços!

Mas, nããão... isso "não é uma defesa", só uma sugestão (espero que não hipnótica...  hahahahahahah) de que se ponha no lugar da maçã podre...
A intenção acima foi demonstrar como o conceito de "maçã podre" é relativo a fatores como a cultura por exemplo. Não foi defendido acima que é dever se colocar no lugar dos bandidos, como você ineficazmente insinuou, e sim demonstrar que aquilo que ele tem como "maçã podre" é um conceito relativo, e não absoluto.
Tergiversação pobre que nada muda o fato de que o jovem ameaçou que a maçã podre poderia ser ele. Nem importa o fato de que contextos são especulativos, como no real caso de um pastor vigarista de meia pataca que tentou certa vez convencer (hahahahahahha...) este Cientista que voz escreve de que não deveria se incomodar tanto com uma furadora de fila pois eu poderia estar tendo minha vida salva por um pequeno atraso (tão ridículo como é, ocorre a todo tempo no mundo, porque humanos são máquinas preponderantemente ridículas); importa só o fato de que o contexto é o contexo aqui e agora, e que até a especulação está nesse mesmo contexto. Maçãs podres são maçãs podres, e bactérias são o que tira proveito delas. São podres por isso!


Citação de: Cientista
É... tu não deves ter alcançado suficiente empatia com o Cientista para ter visto o que o jovem disse da maneira como o Cientista viu...    hahahahahhahahahaha...
Digo o mesmo sobre você.
Mas eu (nem o Cientista, hahahhahahaha...) não sou mesmo adepto do "exercício da empatia". A ideia de empatia é uma ideia mística, mágica. De que almas são transferíveis de corpos, parcial ou integralmente. Ou você é uma máquina ou outra. Compartilham-se funcionalidades típicas, o que não é empatia mas cria-a, como ideia, pela remoída degeneração filosófica.


Mas espero que esta parte tenha se esclarecido na minha resposta acima.
Meu jovem, tu tens muitíssima dificuldade em esclarecer coisas. Nem mesmo a quem tem as coisas claras para si, como o super Cientista, é fácil esclarecê-las oaos outros. Imagine a quem está imerso na núvem escura, como o jovem.

 

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