Autor Tópico: Sobrenatural, Metafisico, Pseudo-ciencia, Paranormal como diferenciar fato/mito  (Lida 30002 vezes)

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Offline Sergiomgbr

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Re:Sobrenatural, Metafisico, Pseudo-ciencia, Paranormal como diferenciar fato/mito
« Resposta #475 Online: 21 de Março de 2015, 18:49:38 »

Empatia significa perceber o mundo como a outra pessoa percebe, se colocando nas mesmas situações e circunstâncias experimentadas por ela. A regra do ouro é falha por não funcionar assim, ela te coloca na mesma situação e circunstâncias experimentadas pela outra pessoa, mas com a sua própria visão de mundo, ao invés de com a da pessoa com a qual você pretende gerar empatia. Levando-se em conta que todas as pessoas são únicas, e não apenas algumas, as chances da regra do ouro falhar são maiores do que se pode imaginar.

Abraços!
Não complica, a Regra de Ouro é só uma proposta para um bom convívio entre as pessoas de um modo geral, e o tremendo acerto nela, o ouro dela, é exatamente por obedecê-la se mostrar amplamente eficaz.
Como eu demonstrei, a regra é comumente utilizada como a essência do significado de empatia, no entanto, falha no sentido de exemplificar tal comportamento, e por consequência, falha em diversas vezes em cumprir seu objetivo (de dar prazer ou evitar sofrimento a outros).

Abraços!
Mas não é função de uma regra exemplificar um comportamento e sim de norteá-lo, propô-lo, ademais não falha em cumprir o que se propõe, todo mundo quer ser querido, ser tratado com dignidade e respeito e ser valorizado pelo lado que mostra de melhor, não tem forma melhor de obter isso agindo de modo diferente para com outrem. Você, por exemplo, quer sinceramente que alguém te trate diferente do modo como trata a outrem? Acha que é assim que a banda toca? Presumo que sua intenção é ser isento, imaginando que no mundo há singularidade a que deva se inteirar, mas isso é um equívoco, tudo é complementar da sua realidade, nem sempre é acertado querer de tudo um verniz filosófico logicista. Como diz o poema

    "Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti".

    Meditações VII, John Donne
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Re:Sobrenatural, Metafisico, Pseudo-ciencia, Paranormal como diferenciar fato/mito
« Resposta #476 Online: 21 de Março de 2015, 19:41:34 »

Empatia significa perceber o mundo como a outra pessoa percebe, se colocando nas mesmas situações e circunstâncias experimentadas por ela. A regra do ouro é falha por não funcionar assim, ela te coloca na mesma situação e circunstâncias experimentadas pela outra pessoa, mas com a sua própria visão de mundo, ao invés de com a da pessoa com a qual você pretende gerar empatia. Levando-se em conta que todas as pessoas são únicas, e não apenas algumas, as chances da regra do ouro falhar são maiores do que se pode imaginar.

Abraços!
Não complica, a Regra de Ouro é só uma proposta para um bom convívio entre as pessoas de um modo geral, e o tremendo acerto nela, o ouro dela, é exatamente por obedecê-la se mostrar amplamente eficaz.
Como eu demonstrei, a regra é comumente utilizada como a essência do significado de empatia, no entanto, falha no sentido de exemplificar tal comportamento, e por consequência, falha em diversas vezes em cumprir seu objetivo (de dar prazer ou evitar sofrimento a outros).

Abraços!
Mas não é função de uma regra exemplificar um comportamento e sim de norteá-lo, propô-lo, ademais não falha em cumprir o que se propõe, todo mundo quer ser querido, ser tratado com dignidade e respeito e ser valorizado pelo lado que mostra de melhor, não tem forma melhor de obter isso agindo de modo diferente para com outrem.
Sempre que pessoas com gostos ou opiniões distintas sobre determinado assunto aplicarem esta regra nesta relação com a outra pessoa e com este assunto, a regra falhará miseravelmente.

Você, por exemplo, quer sinceramente que alguém te trate diferente do modo como trata a outrem? Acha que é assim que a banda toca?
Mas é claro, pessoas com modelos de mundo distintos reagem de forma distinta a um mesmo estimulo. Para os gregos, cremarem seus entes queridos que faleceram era sinal de respeito, enquanto para os citas era de desrespeito, pois estes comiam-nos como sinal de respeito, que por sua vez era pelos gregos interpretado como desrespeito.

Se eu namorasse com uma masoquista ela gostaria que eu lhe infringisse dor para sentir prazer, no entanto eu não esperaria dela a mesma atitude para comigo, pois eu, diferentemente dela, não sentiria o mesmo prazer que ela sente com este ato.

Os exemplos de como esta regra falha miseravelmente nas mais variadas situações com os mais variados tipos de indivíduos ou povos são inúmeros, que eu poderia ficar horas e horas aqui a digita-los.

Presumo que sua intenção é ser isento, imaginando que no mundo há singularidade a que deva se inteirar, mas isso é um equívoco, tudo é complementar da sua realidade, nem sempre é acertado querer de tudo um verniz filosófico logicista. Como diz o poema

    "Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti".

    Meditações VII, John Donne
Minha intenção é simplesmente mostrar que a regra falha, por se basear no princípio evidentemente falso, as pessoas não são iguais, e não pensam ou interpretam o mundo da mesma forma, e isso basta para mostrar que a regra é falha.

Abraços!
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

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Re:Sobrenatural, Metafisico, Pseudo-ciencia, Paranormal como diferenciar fato/mito
« Resposta #477 Online: 21 de Março de 2015, 20:34:48 »

Empatia significa perceber o mundo como a outra pessoa percebe, se colocando nas mesmas situações e circunstâncias experimentadas por ela. A regra do ouro é falha por não funcionar assim, ela te coloca na mesma situação e circunstâncias experimentadas pela outra pessoa, mas com a sua própria visão de mundo, ao invés de com a da pessoa com a qual você pretende gerar empatia. Levando-se em conta que todas as pessoas são únicas, e não apenas algumas, as chances da regra do ouro falhar são maiores do que se pode imaginar.

Abraços!
Não complica, a Regra de Ouro é só uma proposta para um bom convívio entre as pessoas de um modo geral, e o tremendo acerto nela, o ouro dela, é exatamente por obedecê-la se mostrar amplamente eficaz.
Como eu demonstrei, a regra é comumente utilizada como a essência do significado de empatia, no entanto, falha no sentido de exemplificar tal comportamento, e por consequência, falha em diversas vezes em cumprir seu objetivo (de dar prazer ou evitar sofrimento a outros).

Abraços!
Mas não é função de uma regra exemplificar um comportamento e sim de norteá-lo, propô-lo, ademais não falha em cumprir o que se propõe, todo mundo quer ser querido, ser tratado com dignidade e respeito e ser valorizado pelo lado que mostra de melhor, não tem forma melhor de obter isso agindo de modo diferente para com outrem.
Sempre que pessoas com gostos ou opiniões distintas sobre determinado assunto aplicarem esta regra nesta relação com a outra pessoa e com este assunto, a regra falhará miseravelmente.

Você, por exemplo, quer sinceramente que alguém te trate diferente do modo como trata a outrem? Acha que é assim que a banda toca?
Mas é claro, pessoas com modelos de mundo distintos reagem de forma distinta a um mesmo estimulo. Para os gregos, cremarem seus entes queridos que faleceram era sinal de respeito, enquanto para os citas era de desrespeito, pois estes comiam-nos como sinal de respeito, que por sua vez era pelos gregos interpretado como desrespeito.

Se eu namorasse com uma masoquista ela gostaria que eu lhe infringisse dor para sentir prazer, no entanto eu não esperaria dela a mesma atitude para comigo, pois eu, diferentemente dela, não sentiria o mesmo prazer que ela sente com este ato.

Os exemplos de como esta regra falha miseravelmente nas mais variadas situações com os mais variados tipos de indivíduos ou povos são inúmeros, que eu poderia ficar horas e horas aqui a digita-los.

Presumo que sua intenção é ser isento, imaginando que no mundo há singularidade a que deva se inteirar, mas isso é um equívoco, tudo é complementar da sua realidade, nem sempre é acertado querer de tudo um verniz filosófico logicista. Como diz o poema

    "Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti".

    Meditações VII, John Donne
Minha intenção é simplesmente mostrar que a regra falha, por se basear no princípio evidentemente falso, as pessoas não são iguais, e não pensam ou interpretam o mundo da mesma forma, e isso basta para mostrar que a regra é falha.

Abraços!
Você está misturando aspectos culturais, como etiqueta e religião com bom senso quando qualquer pessoa razoável ainda que com suas próprias idiossincrasias pessoais e culturais prevê as razões implícitas nos atos de outrem: se uma pessoa quiser ser gentil e respeitosa fatalmente assim parecerá.

Em qualquer lugar do mundo, até mesmo sadomasoquistas interpretam o bom senso de forma consensual. Em todos os lugares do mundo se chega a um denominador comum através de argumentação e esclarecimento sobre o que é respeitar a integridade e os direitos de outrem, regras de civilidade são universais. Se a Regra de Ouro não é acatada, sempre será por ignorância, deselegância ou simplesmente má fé, quem está errado será sempre a quem é apresentado a regra e não aplica, e não a regra em si.
« Última modificação: 21 de Março de 2015, 21:14:57 por Sergiomgbr »
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Re:Sobrenatural, Metafisico, Pseudo-ciencia, Paranormal como diferenciar fato/mito
« Resposta #478 Online: 21 de Março de 2015, 21:57:54 »

Empatia significa perceber o mundo como a outra pessoa percebe, se colocando nas mesmas situações e circunstâncias experimentadas por ela. A regra do ouro é falha por não funcionar assim, ela te coloca na mesma situação e circunstâncias experimentadas pela outra pessoa, mas com a sua própria visão de mundo, ao invés de com a da pessoa com a qual você pretende gerar empatia. Levando-se em conta que todas as pessoas são únicas, e não apenas algumas, as chances da regra do ouro falhar são maiores do que se pode imaginar.

Abraços!
Não complica, a Regra de Ouro é só uma proposta para um bom convívio entre as pessoas de um modo geral, e o tremendo acerto nela, o ouro dela, é exatamente por obedecê-la se mostrar amplamente eficaz.
Como eu demonstrei, a regra é comumente utilizada como a essência do significado de empatia, no entanto, falha no sentido de exemplificar tal comportamento, e por consequência, falha em diversas vezes em cumprir seu objetivo (de dar prazer ou evitar sofrimento a outros).

Abraços!
Mas não é função de uma regra exemplificar um comportamento e sim de norteá-lo, propô-lo, ademais não falha em cumprir o que se propõe, todo mundo quer ser querido, ser tratado com dignidade e respeito e ser valorizado pelo lado que mostra de melhor, não tem forma melhor de obter isso agindo de modo diferente para com outrem.
Sempre que pessoas com gostos ou opiniões distintas sobre determinado assunto aplicarem esta regra nesta relação com a outra pessoa e com este assunto, a regra falhará miseravelmente.

Você, por exemplo, quer sinceramente que alguém te trate diferente do modo como trata a outrem? Acha que é assim que a banda toca?
Mas é claro, pessoas com modelos de mundo distintos reagem de forma distinta a um mesmo estimulo. Para os gregos, cremarem seus entes queridos que faleceram era sinal de respeito, enquanto para os citas era de desrespeito, pois estes comiam-nos como sinal de respeito, que por sua vez era pelos gregos interpretado como desrespeito.

Se eu namorasse com uma masoquista ela gostaria que eu lhe infringisse dor para sentir prazer, no entanto eu não esperaria dela a mesma atitude para comigo, pois eu, diferentemente dela, não sentiria o mesmo prazer que ela sente com este ato.

Os exemplos de como esta regra falha miseravelmente nas mais variadas situações com os mais variados tipos de indivíduos ou povos são inúmeros, que eu poderia ficar horas e horas aqui a digita-los.

Presumo que sua intenção é ser isento, imaginando que no mundo há singularidade a que deva se inteirar, mas isso é um equívoco, tudo é complementar da sua realidade, nem sempre é acertado querer de tudo um verniz filosófico logicista. Como diz o poema

    "Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti".

    Meditações VII, John Donne
Minha intenção é simplesmente mostrar que a regra falha, por se basear no princípio evidentemente falso, as pessoas não são iguais, e não pensam ou interpretam o mundo da mesma forma, e isso basta para mostrar que a regra é falha.

Abraços!
Você está misturando aspectos culturais, como etiqueta e religião com bom senso quando qualquer pessoa razoável ainda que com suas próprias idiossincrasias pessoais e culturais prevê as razões implícitas nos atos de outrem: se uma pessoa quiser ser gentil e respeitosa fatalmente assim parecerá.

Em qualquer lugar do mundo, até mesmo sadomasoquistas interpretam o bom senso de forma consensual. Em todos os lugares do mundo se chega a um denominador comum através de argumentação e esclarecimento sobre o que é respeitar a integridade e os direitos de outrem, regras de civilidade são universais. Se a Regra de Ouro não é acatada, sempre será por ignorância, deselegância ou simplesmente má fé, quem está errado será sempre a quem é apresentado a regra e não aplica, e não a regra em si.
Se eu perguntasse a um individuo que eu acabei de conhecer, como ele gostaria de ser tratado (em determinado contexto), e ele me mostrar algo do qual eu não apreciaria que fosse feito a mim, e no entanto eu fizesse assim mesmo a ele, em respeito a seu modelo de mundo, eu estarei sendo muito mais sensato e educado do que simplesmente supor que ele goste das mesmas coisas que eu, e corresse o risco de fazer algo a ele do qual ele não gostasse, apesar deste mesmo algo ser apreciado por mim quando feito a mim.

E mais, nada do que tu disse refutou a conclusão que apresentei de que a Regra do outro falha na sua definição de empatia. Em relação a ela funcionar na maioria dos casos, eu não discordei disso, apenas salientei que ela falha mais vezes do que se imagina, e que estas falhas não são meras exceções.

Abraços!
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
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Re:Sobrenatural, Metafisico, Pseudo-ciencia, Paranormal como diferenciar fato/mito
« Resposta #479 Online: 21 de Março de 2015, 22:49:07 »

Empatia significa perceber o mundo como a outra pessoa percebe, se colocando nas mesmas situações e circunstâncias experimentadas por ela. A regra do ouro é falha por não funcionar assim, ela te coloca na mesma situação e circunstâncias experimentadas pela outra pessoa, mas com a sua própria visão de mundo, ao invés de com a da pessoa com a qual você pretende gerar empatia. Levando-se em conta que todas as pessoas são únicas, e não apenas algumas, as chances da regra do ouro falhar são maiores do que se pode imaginar.

Abraços!
Não complica, a Regra de Ouro é só uma proposta para um bom convívio entre as pessoas de um modo geral, e o tremendo acerto nela, o ouro dela, é exatamente por obedecê-la se mostrar amplamente eficaz.
Como eu demonstrei, a regra é comumente utilizada como a essência do significado de empatia, no entanto, falha no sentido de exemplificar tal comportamento, e por consequência, falha em diversas vezes em cumprir seu objetivo (de dar prazer ou evitar sofrimento a outros).

Abraços!
Mas não é função de uma regra exemplificar um comportamento e sim de norteá-lo, propô-lo, ademais não falha em cumprir o que se propõe, todo mundo quer ser querido, ser tratado com dignidade e respeito e ser valorizado pelo lado que mostra de melhor, não tem forma melhor de obter isso agindo de modo diferente para com outrem.
Sempre que pessoas com gostos ou opiniões distintas sobre determinado assunto aplicarem esta regra nesta relação com a outra pessoa e com este assunto, a regra falhará miseravelmente.

Você, por exemplo, quer sinceramente que alguém te trate diferente do modo como trata a outrem? Acha que é assim que a banda toca?
Mas é claro, pessoas com modelos de mundo distintos reagem de forma distinta a um mesmo estimulo. Para os gregos, cremarem seus entes queridos que faleceram era sinal de respeito, enquanto para os citas era de desrespeito, pois estes comiam-nos como sinal de respeito, que por sua vez era pelos gregos interpretado como desrespeito.

Se eu namorasse com uma masoquista ela gostaria que eu lhe infringisse dor para sentir prazer, no entanto eu não esperaria dela a mesma atitude para comigo, pois eu, diferentemente dela, não sentiria o mesmo prazer que ela sente com este ato.

Os exemplos de como esta regra falha miseravelmente nas mais variadas situações com os mais variados tipos de indivíduos ou povos são inúmeros, que eu poderia ficar horas e horas aqui a digita-los.

Presumo que sua intenção é ser isento, imaginando que no mundo há singularidade a que deva se inteirar, mas isso é um equívoco, tudo é complementar da sua realidade, nem sempre é acertado querer de tudo um verniz filosófico logicista. Como diz o poema

    "Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti".

    Meditações VII, John Donne
Minha intenção é simplesmente mostrar que a regra falha, por se basear no princípio evidentemente falso, as pessoas não são iguais, e não pensam ou interpretam o mundo da mesma forma, e isso basta para mostrar que a regra é falha.

Abraços!
Você está misturando aspectos culturais, como etiqueta e religião com bom senso quando qualquer pessoa razoável ainda que com suas próprias idiossincrasias pessoais e culturais prevê as razões implícitas nos atos de outrem: se uma pessoa quiser ser gentil e respeitosa fatalmente assim parecerá.

Em qualquer lugar do mundo, até mesmo sadomasoquistas interpretam o bom senso de forma consensual. Em todos os lugares do mundo se chega a um denominador comum através de argumentação e esclarecimento sobre o que é respeitar a integridade e os direitos de outrem, regras de civilidade são universais. Se a Regra de Ouro não é acatada, sempre será por ignorância, deselegância ou simplesmente má fé, quem está errado será sempre a quem é apresentado a regra e não aplica, e não a regra em si.
Se eu perguntasse a um individuo que eu acabei de conhecer, como ele gostaria de ser tratado (em determinado contexto), e ele me mostrar algo do qual eu não apreciaria que fosse feito a mim, e no entanto eu fizesse assim mesmo a ele, em respeito a seu modelo de mundo, eu estarei sendo muito mais sensato e educado do que simplesmente supor que ele goste das mesmas coisas que eu,

Abraços!
Perceba que toda a sua contextualização ainda remete à Regra de Ouro: mutatis mutandicamente, uma vez que você se preocupa em atender as demandas de outrem só se depreende que é assim que você gostaria que agissem contigo.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Agnoscetico

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Re:Sobrenatural, Metafisico, Pseudo-ciencia, Paranormal como diferenciar fato/mito
« Resposta #480 Online: 06 de Junho de 2015, 00:58:26 »
Perceba que toda a sua contextualização ainda remete à Regra de Ouro: mutatis mutandicamente, uma vez que você se preocupa em atender as demandas de outrem só se depreende que é assim que você gostaria que agissem contigo.

Nessa vou ter qie concordar com Skepticos, ele citou caso de namorada masoquista e eu pensei nessa mesma situação (nao sei se postei aqui nesse forum).
Ainda que fosse consentido, ja conheci pessoas que tem fetiche bem estranho sobre ser perseguido e até ameaçado de morte, sem consentimento - nao lembro termo exato desse fetiche agora.

Eu tambem pensava nessa regra de ouro, mas aí se corre o risco de entra na mesma crença do Criaturo de uma moral absoluta.

Exemplos de animais que estupram outros, etc. Ou o mais conhecido do leão que mata corça, será que o leão gostaria (caso se pudesse descobri a vontade dele) de ser devorado?

E a moral humana foi construida com o tempo e com contato uns com os outros.

Ex: Imagina caso de 2 tribos, uma na ilha A outra na B, onde na ilha A espirrar na cara de outro é um gesto de saudação e na B é uma ofensa. Então o povo de A que não conhecia B, quando vai até eles, um deles espirra na cara e tem como retorno uma punição (com golpe, prisão, etc.)

« Última modificação: 06 de Junho de 2015, 01:08:32 por Agnoscetico »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Sobrenatural, Metafisico, Pseudo-ciencia, Paranormal como diferenciar fato/mito
« Resposta #481 Online: 06 de Junho de 2015, 17:21:09 »
Como "desejar que te façam algo sem consentimento" pode não ser um oxímoro?

Só se o "não consentimento" daquilo que se deseja é apenas pose.



"Regra de ouro" não precisa ter um entendimento tão literal, não implica que as outras pessoas desejam ser tratadas exatamente como você quer ser tratado, apenas que, tal como vocẽ "deseja ser tratado como você deseja ser tratado", elas também "desejam ser tratadas como elas desejam ser tratadas", seja lá como for exatamente.

Offline Agnoscetico

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Re:Sobrenatural, Metafisico, Pseudo-ciencia, Paranormal como diferenciar fato/mito
« Resposta #482 Online: 08 de Junho de 2015, 16:02:53 »
Como "desejar que te façam algo sem consentimento" pode não ser um oxímoro?

Só se o "não consentimento" daquilo que se deseja é apenas pose.



"Regra de ouro" não precisa ter um entendimento tão literal, não implica que as outras pessoas desejam ser tratadas exatamente como você quer ser tratado, apenas que, tal como vocẽ "deseja ser tratado como você deseja ser tratado", elas também "desejam ser tratadas como elas desejam ser tratadas", seja lá como for exatamente.

Meio confuso isso aí.
Mas voltando a explicar melhor: Se houvesse regra de ouro, não se criariam leis, que ainda hoje gera controversias por mal-entendimento de quem interpreta.

A moral humana foi construida com tempo inclusive o não faça aos outros o que não quer pra si.
Pra quem é religioso nem na Biblia há a regra de ouro, pois foi preciso deus dizer pra Adão nao comer fruto; Adão nao intuiu isso de forma automatica.
Lá na Biblia tem leis até pra quem mata por acidente, etc.


Mas isso ta mais pro topico "Se deus não existe tudo é permitido?"

 

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