Autor Tópico: Por que a nova extrema-direita cresce?  (Lida 8119 vezes)

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Offline Sergiomgbr

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #100 Online: 28 de Outubro de 2018, 14:39:47 »
Ja devem ter falado disso, mas...
Se este crescimento da direita não for suficiente para a esquerda fazer um auto-exame bem sério, então nada mais é

Não há crescimento de direita algum, o que você está vendo é só pessoas que não embarcam mais em canoa furada.

Não percebem que se estivesse tudo 100% com eles, porque raios, tantos se voltariam pro outro lado?
Se estivesse tudo bem com a "canoa"?

Dizer que não houve crescimento da direita nos últimos anos é tão ridículo quanto dizer que nunca houve esquerda no Brasil.
Não existe direita, objetivamente. Se não, vejamos, o que você chama de "Direita"? 

Imagine que num hipotético país, uma totalidade de pessoas, a sociedade, leva sua vidinha ali, sem mais por quê. De repente um deles começa a opinar sobre algo que consiste em mudar algum aspecto da vida daquela sociedade de uma forma muito incidente, e ao expor e propor sua opinião ao demais, divide aquela sociedade entre pessoas que concordam com a mudança proposta, e pessoas que discordam da mudança, preferindo continuar como estão.

Ora, aquelas pessoas que se opõem à mudança, são as consideradas à "direita", a continuidade, enquanto as pessoas que querem uma mudança são a esquerda. Repare que a direita só é uma recusa à mudanças, ela não existe por si. Não existia uma direita antes, na totalidade das pessoas. Já a "esquerda" é objetivamente um desmembramento do todo. Concordas?
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Fenrir

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #101 Online: 28 de Outubro de 2018, 15:07:24 »
Ja devem ter falado disso, mas...
Se este crescimento da direita não for suficiente para a esquerda fazer um auto-exame bem sério, então nada mais é

Não há crescimento de direita algum, o que você está vendo é só pessoas que não embarcam mais em canoa furada.

Não percebem que se estivesse tudo 100% com eles, porque raios, tantos se voltariam pro outro lado?
Se estivesse tudo bem com a "canoa"?

Dizer que não houve crescimento da direita nos últimos anos é tão ridículo quanto dizer que nunca houve esquerda no Brasil.
Não existe direita, objetivamente. Se não, vejamos, o que você chama de "Direita"? 

Imagine que num hipotético país, uma totalidade de pessoas, a sociedade, leva sua vidinha ali, sem mais por quê. De repente um deles começa a opinar sobre algo que consiste em mudar algum aspecto da vida daquela sociedade de uma forma muito incidente, e ao expor e propor sua opinião ao demais, divide aquela sociedade entre pessoas que concordam com a mudança proposta, e pessoas que discordam da mudança, preferindo continuar como estão.

Ora, aquelas pessoas que se opõem à mudança, são as consideradas à "direita", a continuidade, enquanto as pessoas que querem uma mudança são a esquerda. Repare que a direita só é uma recusa à mudanças, ela não existe por si. Não existia uma direita antes, na totalidade das pessoas. Já a "esquerda" é objetivamente um desmembramento do todo. Concordas?

É necessário categorizar, rotular e criar conceitos. Caso contrário fica difícil o discurso.
Nas linhas do seu exemplo: rotulou-se de "direita" uma atitude contrária a mudanças e "esquerda" uma atitude favorável.
Se estas atitudes existem, porque não há objetividade se aludimos a elas pelos rótulos que foram dados as mesmas?

Ou a não ser que um lado tenha em mente um conceito de "direita" e o outro tenha outro conceito pro mesmo rótulo...
Aí seria como confundir maças com laranjas e assim é impossível chegar a qualquer consenso
« Última modificação: 28 de Outubro de 2018, 15:13:33 por Fenrir »
"Heaven and Earth are not benevolent; They treat the myriad of creatures as straw dogs"
― Laozi

"No testimony is sufficient to establish a miracle, unless the testimony be of such a kind, that its falsehood would be more miraculous, than the fact, which it endeavors to establish"
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Offline Sergiomgbr

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #102 Online: 28 de Outubro de 2018, 16:54:04 »
Ja devem ter falado disso, mas...
Se este crescimento da direita não for suficiente para a esquerda fazer um auto-exame bem sério, então nada mais é

Não há crescimento de direita algum, o que você está vendo é só pessoas que não embarcam mais em canoa furada.

Não percebem que se estivesse tudo 100% com eles, porque raios, tantos se voltariam pro outro lado?
Se estivesse tudo bem com a "canoa"?

Dizer que não houve crescimento da direita nos últimos anos é tão ridículo quanto dizer que nunca houve esquerda no Brasil.
Não existe direita, objetivamente. Se não, vejamos, o que você chama de "Direita"? 

Imagine que num hipotético país, uma totalidade de pessoas, a sociedade, leva sua vidinha ali, sem mais por quê. De repente um deles começa a opinar sobre algo que consiste em mudar algum aspecto da vida daquela sociedade de uma forma muito incidente, e ao expor e propor sua opinião ao demais, divide aquela sociedade entre pessoas que concordam com a mudança proposta, e pessoas que discordam da mudança, preferindo continuar como estão.

Ora, aquelas pessoas que se opõem à mudança, são as consideradas à "direita", a continuidade, enquanto as pessoas que querem uma mudança são a esquerda. Repare que a direita só é uma recusa à mudanças, ela não existe por si. Não existia uma direita antes, na totalidade das pessoas. Já a "esquerda" é objetivamente um desmembramento do todo. Concordas?

É necessário categorizar, rotular e criar conceitos. Caso contrário fica difícil o discurso.
Nas linhas do seu exemplo: rotulou-se de "direita" uma atitude contrária a mudanças e "esquerda" uma atitude favorável.
Se estas atitudes existem, porque não há objetividade se aludimos a elas pelos rótulos que foram dados as mesmas?

Ou a não ser que um lado tenha em mente um conceito de "direita" e o outro tenha outro conceito pro mesmo rótulo...
Aí seria como confundir maças com laranjas e assim é impossível chegar a qualquer consenso
Bom, a ideia foi demonstrar que não existe um perfil direitista objetivamente, é só um eufemismo que se usa quando se  considera uma esquerda. Também vale dizer que "ultra direita" ainda é mais antinatural, já que não há quem seja "ainda mais" contra mudanças. 

Também se pode  dizer que objetivamente, não existe "centro",  Já que não há uma terceira hipótese além de um sim(a favor da mudança), e um não(contra uma mudança). Sim é sim e não é não, não há uma opção que signifique um  "as vezes"  perfazendo uma ideia redundante até,  de centro moderado.

O que sugere que quem usa o termo "ultra direita", ou que se diz de "centro" ou "centro isto" ou "centro aquilo", é só um esquerdista enrustido querendo se dizer de uma direita "menos direita".
« Última modificação: 28 de Outubro de 2018, 17:25:44 por Sergiomgbr »
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Cinzu

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #103 Online: 28 de Outubro de 2018, 16:58:02 »
Ja devem ter falado disso, mas...
Se este crescimento da direita não for suficiente para a esquerda fazer um auto-exame bem sério, então nada mais é

Não há crescimento de direita algum, o que você está vendo é só pessoas que não embarcam mais em canoa furada.

Não percebem que se estivesse tudo 100% com eles, porque raios, tantos se voltariam pro outro lado?
Se estivesse tudo bem com a "canoa"?

Dizer que não houve crescimento da direita nos últimos anos é tão ridículo quanto dizer que nunca houve esquerda no Brasil.
Não existe direita, objetivamente. Se não, vejamos, o que você chama de "Direita"? 

Imagine que num hipotético país, uma totalidade de pessoas, a sociedade, leva sua vidinha ali, sem mais por quê. De repente um deles começa a opinar sobre algo que consiste em mudar algum aspecto da vida daquela sociedade de uma forma muito incidente, e ao expor e propor sua opinião ao demais, divide aquela sociedade entre pessoas que concordam com a mudança proposta, e pessoas que discordam da mudança, preferindo continuar como estão.

Ora, aquelas pessoas que se opõem à mudança, são as consideradas à "direita", a continuidade, enquanto as pessoas que querem uma mudança são a esquerda. Repare que a direita só é uma recusa à mudanças, ela não existe por si. Não existia uma direita antes, na totalidade das pessoas. Já a "esquerda" é objetivamente um desmembramento do todo. Concordas?

É necessário categorizar, rotular e criar conceitos. Caso contrário fica difícil o discurso.
Nas linhas do seu exemplo: rotulou-se de "direita" uma atitude contrária a mudanças e "esquerda" uma atitude favorável.
Se estas atitudes existem, porque não há objetividade se aludimos a elas pelos rótulos que foram dados as mesmas?

Ou a não ser que um lado tenha em mente um conceito de "direita" e o outro tenha outro conceito pro mesmo rótulo...
Aí seria como confundir maças com laranjas e assim é impossível chegar a qualquer consenso
Bom, a ideia foi demonstrar que não existe um perfil direitista objetivamente, é só um eufemismo que se usa para se for considerada uma esquerda. Também vale dizer que ultra direita ainda é menos natural, já que não há quem seja !"ainda mais" contra mudanças.  Também é preciso dizer que não existe "centro"Sim é sim e não é não, não há um as vezes se fazendo de centro moderado, o que sugere que quem usa o termo "ultra direita" é só um esquerdista enrustido querendo se dizer de uma direita "menos direita" ou de centro, centro isto ou centro aquilo.

Não existe apenas sim e não. Pode existe não sei em alguns casos, e até nenhum dos dois, em outros. De qualquer forma, mesmo que existisse apenas "sim e não" para toda e qualquer resposta, não faz sentido fazer uma analogia disso com "esquerda e direita".
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar"

Offline Cinzu

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #104 Online: 28 de Outubro de 2018, 17:00:25 »
Quando nos referimos à direita no espectro político-social contemporâneo, estamos falando de conservadorismo. E a ultra direita ou extrema-direita, eu diria que refere-se aos reacionários.


Você pode é claro limitar a discussão nas terminologias e fugir do assunto principal do tópico, estimulando um ad infinitum.
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar"

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #105 Online: 28 de Outubro de 2018, 17:03:12 »
Ja devem ter falado disso, mas...
Se este crescimento da direita não for suficiente para a esquerda fazer um auto-exame bem sério, então nada mais é

Infelizmente a vitória de Bolulolsonaro pode até ser condutiva a um agravamento do esquerdismo mais imbecil.

Já vi em comentários de um canal esquerdista mais ou menos razoável do YT, algo como "nos futuros livros de história, essa nova fase fascista será demarcada pela eleição, ou pelo golpe"?

É bem o tipo de coisa que eu escreveria como paródia em linhas vermelhas mesmo. Só ajudam a desacreditar a si próprios.

Offline Fenrir

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #106 Online: 28 de Outubro de 2018, 17:15:11 »
Ja devem ter falado disso, mas...
Se este crescimento da direita não for suficiente para a esquerda fazer um auto-exame bem sério, então nada mais é

Não há crescimento de direita algum, o que você está vendo é só pessoas que não embarcam mais em canoa furada.

Não percebem que se estivesse tudo 100% com eles, porque raios, tantos se voltariam pro outro lado?
Se estivesse tudo bem com a "canoa"?

Dizer que não houve crescimento da direita nos últimos anos é tão ridículo quanto dizer que nunca houve esquerda no Brasil.
Não existe direita, objetivamente. Se não, vejamos, o que você chama de "Direita"? 

Imagine que num hipotético país, uma totalidade de pessoas, a sociedade, leva sua vidinha ali, sem mais por quê. De repente um deles começa a opinar sobre algo que consiste em mudar algum aspecto da vida daquela sociedade de uma forma muito incidente, e ao expor e propor sua opinião ao demais, divide aquela sociedade entre pessoas que concordam com a mudança proposta, e pessoas que discordam da mudança, preferindo continuar como estão.

Ora, aquelas pessoas que se opõem à mudança, são as consideradas à "direita", a continuidade, enquanto as pessoas que querem uma mudança são a esquerda. Repare que a direita só é uma recusa à mudanças, ela não existe por si. Não existia uma direita antes, na totalidade das pessoas. Já a "esquerda" é objetivamente um desmembramento do todo. Concordas?

É necessário categorizar, rotular e criar conceitos. Caso contrário fica difícil o discurso.
Nas linhas do seu exemplo: rotulou-se de "direita" uma atitude contrária a mudanças e "esquerda" uma atitude favorável.
Se estas atitudes existem, porque não há objetividade se aludimos a elas pelos rótulos que foram dados as mesmas?

Ou a não ser que um lado tenha em mente um conceito de "direita" e o outro tenha outro conceito pro mesmo rótulo...
Aí seria como confundir maças com laranjas e assim é impossível chegar a qualquer consenso
Bom, a ideia foi demonstrar que não existe um perfil direitista objetivamente, é só um eufemismo que se usa para se for considerada uma esquerda. Também vale dizer que ultra direita ainda é menos natural, já que não há quem seja !"ainda mais" contra mudanças.  Também é preciso dizer que não existe "centro"Sim é sim e não é não, não há um as vezes se fazendo de centro moderado, o que sugere que quem usa o termo "ultra direita" é só um esquerdista enrustido querendo se dizer de uma direita "menos direita" ou de centro, centro isto ou centro aquilo.

ué, mas nesse exercício, não poderiamos considerar como direita os que são contra algumas mudanças, mas não todas
e ultra-direita aqueles que são contra toda e qualquer mudança e de forma análoga pros de esquerda e ultra-esquerda?
Alem disso, não vejo os ultras de esquerda como pessoas a favor de qualquer mudança, o que seria o caso se estivessem
no lado oposto de um espectro que foi construido com base na aceitação ou não de mudanças
Os ultras de ambos os lados são bem mais semelhantes do que querem nos fazer crer
« Última modificação: 28 de Outubro de 2018, 17:21:47 por Fenrir »
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Offline Sergiomgbr

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #107 Online: 28 de Outubro de 2018, 17:29:12 »
Ja devem ter falado disso, mas...
Se este crescimento da direita não for suficiente para a esquerda fazer um auto-exame bem sério, então nada mais é

Não há crescimento de direita algum, o que você está vendo é só pessoas que não embarcam mais em canoa furada.

Não percebem que se estivesse tudo 100% com eles, porque raios, tantos se voltariam pro outro lado?
Se estivesse tudo bem com a "canoa"?

Dizer que não houve crescimento da direita nos últimos anos é tão ridículo quanto dizer que nunca houve esquerda no Brasil.
Não existe direita, objetivamente. Se não, vejamos, o que você chama de "Direita"? 

Imagine que num hipotético país, uma totalidade de pessoas, a sociedade, leva sua vidinha ali, sem mais por quê. De repente um deles começa a opinar sobre algo que consiste em mudar algum aspecto da vida daquela sociedade de uma forma muito incidente, e ao expor e propor sua opinião ao demais, divide aquela sociedade entre pessoas que concordam com a mudança proposta, e pessoas que discordam da mudança, preferindo continuar como estão.

Ora, aquelas pessoas que se opõem à mudança, são as consideradas à "direita", a continuidade, enquanto as pessoas que querem uma mudança são a esquerda. Repare que a direita só é uma recusa à mudanças, ela não existe por si. Não existia uma direita antes, na totalidade das pessoas. Já a "esquerda" é objetivamente um desmembramento do todo. Concordas?

É necessário categorizar, rotular e criar conceitos. Caso contrário fica difícil o discurso.
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Se estas atitudes existem, porque não há objetividade se aludimos a elas pelos rótulos que foram dados as mesmas?

Ou a não ser que um lado tenha em mente um conceito de "direita" e o outro tenha outro conceito pro mesmo rótulo...
Aí seria como confundir maças com laranjas e assim é impossível chegar a qualquer consenso
Bom, a ideia foi demonstrar que não existe um perfil direitista objetivamente, é só um eufemismo que se usa para se for considerada uma esquerda. Também vale dizer que ultra direita ainda é menos natural, já que não há quem seja !"ainda mais" contra mudanças.  Também é preciso dizer que não existe "centro"Sim é sim e não é não, não há um as vezes se fazendo de centro moderado, o que sugere que quem usa o termo "ultra direita" é só um esquerdista enrustido querendo se dizer de uma direita "menos direita" ou de centro, centro isto ou centro aquilo.

ué, mas nesse exercício, não poderiamos considerar como direita os que são contra algumas mudanças, mas não todas
e ultra-direita aqueles que são contra toda e qualquer mudança e de forma análoga pros de esquerda e ultra-esquerda?
Alem disso, não vejo os ultras de esquerda como pessoas a favor de qualquer mudança, o que seria o caso se estivessem
no lado oposto de um espectro que foi construido com base na aceitação ou não de mudanças
Os ultras de ambos os lados são bem mais semelhantes do que querem nos fazer crer
Pode usar os termos que quiser, mas obedecida a premissa, só existem os contra mudar alguma coisa e os à favor de mudar alguma coisa.
Até onde eu sei eu não sei.


Offline Sergiomgbr

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #109 Online: 28 de Outubro de 2018, 23:35:33 »
Restabelecer a ordem não é querer mudar coisas.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #110 Online: 29 de Outubro de 2018, 14:25:12 »
Necessariamente é. Não se pode ordenar a desordem e dizer não ter havido mudança alguma. Se não houve, continua a desordem.

Offline Sergiomgbr

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #111 Online: 29 de Outubro de 2018, 14:43:09 »
É preciso determinar o caráter da ideia. O uso da palavra ai foi só para estabelecer um entendimento nos conceitos abordados.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #112 Online: 05 de Novembro de 2018, 12:46:02 »
<a href="https://www.youtube.com/v/69obN625Fjs" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/69obN625Fjs</a>

"Three arrows" comenta sobre como o tema "anti-SJW" acaba servindo como uma "porta de entrada" para ideologia de extrema-direita, o que é de certa forma evidenciado pelos algoritmos do youtube (menciona ter certa vez deixado o youtube em modo "autoplay" em algum desses vídeos que despertou sua curiosidade, enquanto fazia outra coisa, e eventualmente estar passando uma compilação de manifestantes de esquerda sendo atropelados), sem que no entanto todas as pessoas com esse foco sejam ou venham a aderir a todo um conjunto ideológico constituinte de "extrema direita".

Menciona pontos curiosos como a fixação em alguns casos de histeria esquerdista/SJW sem demais repercussões, e como isso gera uma enorme reação dos anti-SJWs, que parecem ver nisso uma enorme ameaça para a sociedade, enquanto que legislação real, com efeitos negativos muito mais objetivos do que histeria de alguns ativistas, é completamente negligenciada.

Offline Sergiomgbr

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #113 Online: 05 de Novembro de 2018, 13:34:40 »
Por que a nova extrema-direita cresce?

Era uma vez um planeta chamado Buckaroonia. Esse planeta era todo oceânico e nele só havia duas ilhas. Numa dessas ilhas chamada Direitolandia seus habitantes viviam felizes as suas vidinhas, tinham estabelecida uma ordem vigente na medida do possível.

Tinham suas tradições, suas preferências, suas opiniões diversas sobre várias questões, mas de um modo geral , viviam em comunhão de valores que resultava em uma ordem vigente. Da outra ilha não tinham muita informação, chamavam-na Esquerdolândia, e nutriam muita curiosidade sobre ela. Havia até especulações e uma mitologia sobre ela, de que lá talvez existissem riquezas fabulosas, outros achavam que podia morar lá uma sociedade de magos bruxas, duendes, fadas... que poderia ser paradísíaca, que teria uma fonte da juventude, enfim havia muita especulação, mas muito poucos fatos.

Certo dia alguns moradores da Direitolândia decidiram fazer uma expedição para a Esquerdolândia, então fizeram várias canoas para irem remando até lá.

Assim foi feito. E lá se foi uma parte do povo para a Esquerdolândia.

 Homens e mulheres ao mar, seguiam sua jornada, cada vez mais ansiosos aumentando as suas expectativas porém, não demorou muito para começarem a aparecer vazamentos no fundo das canoas. O rebuliço foi grande, e não menor o desespero, afinal,  estavam muito avançados já em sua jornada, mas agora,a  cada remada mais para perto da Esquerdolândia, mais e mais furos iam aparecendo...

Aquilo parecia bruxaria, uns diziam(lembraram das especulações que tinham sobre haverem bruxas), inexplicável,  afinal eram canoas muito bem construídas que nunca na milenar história de suas existências tiveram problemas de vazamentos. Mas inexoravelmente, à medida que avançavam e se aproximavam da Esquerdolândia, ai ai!.

Os buracos na canoa se multiplicavam, então até mesmo os mais valentes convictos ficaram assustados. Passaram a ficar saudosos de sua Pátria querida, a Direitolândia.

Muitas canoas afundaram, outras, com o sacrifício e abnegação e esforço de seus tripulantes, a muito custo conseguiram retornar à Direitolândia.

Muito se falou do episódio e desde então os que outrora se lançaram naquela aventura de ir para a Esquerdolândia, se lembrando dos buracos por precaução, acharam que deveriam morar bem na parte mais à direita da Direitolândia já que a Esquerdolândia ficava à esquerda da Direitolândia.


« Última modificação: 05 de Novembro de 2018, 13:51:35 por Sergiomgbr »
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #114 Online: 30 de Maio de 2019, 08:29:08 »
Citar
A fadiga da política, a onda nacionalista, a antipolítica, e o futuro da globalização

<a href="https://www.youtube.com/v/R_7OkT9XpaY" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/R_7OkT9XpaY</a>

O professor da USP Demétrio Magnoli fez a palestra intitulada “A fadiga na política, a onda nacionalista, a antipolítica e o futuro da globalização”.  O conteúdo fez parte do fórum A Revolução do Novo – A Transformação do Mundo, promovido por VEJA e EXAME, em parceria com a Coca-Cola.


Super-resumindo a resposta de Magnoli à questão-título seria uma "orfandade da globalização." Fora a menor educação, outro correlato, talvez mais forte, com o voto em Trump, foi um nível mais precário de saúde, associado a regiões empobrecidas com o mercado internacional e inovação tecnológica. Tendências similares ocorrem com o apoio à direita na Europa.

 

Offline JJ

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #115 Online: 03 de Julho de 2019, 08:52:49 »


Elio Gaspari: a xenofobia da extrema-direita começa a ser encurralada


"O retumbante Matteo Salvini, ministro do Interior da Itália, aprendeu uma lição. Quando o barco Sea Watch 3 entrou à força no porto de Lampedusa com 40 refugiados líbios, ele anunciou a prisão da capitã Carola Rackete com a teatralidade do radicalismo fanfarrão", critica Elio Gaspari; ela foi solta pelo Judiciário italiano

3 de julho de 2019, 07:49 h Atualizado em 3 de julho de 2019, 08:15
...


247 - "O retumbante Matteo Salvini, ministro do Interior da Itália, aprendeu uma lição. Quando o barco Sea Watch 3 entrou à força no porto de Lampedusa com 40 refugiados líbios, ele anunciou a prisão da capitã Carola Rackete com a teatralidade do radicalismo fanfarrão", escreve Elio Gaspari em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo.

 "A entrada do navio no porto teria sido um "ato de guerra" praticado por uma embarcação 'pirata'", continua ele. A prisão ocorreu no último sábado (30), mas ela foi solta.

De acordo com o jornalista, "os refugiados não precisam ficar na Itália e não era razoável que 40 pessoas ficassem à deriva no Mediterrâneo".

"Sendo alemã, poderia ser deportada. Sabia também que os africanos não ficarão em Lampedusa. Jogou para sua plateia, mas subestimou a reação de outros países e das próprias instituições italianas. Nos dias de hoje, isso é comum".

https://www.brasil247.com/midia/elio-gaspari-a-xenofobia-da-extrema-direita-comela-a-ser-encurralada





ONU critica prisão na Itália de capitã alemã que salvou refugiados


A detenção de Carola Rackete após ter atracado seu barco em porto italiano gera mal-estar entre a Alemanha e o governo da Itália
Por Da Redaçãoaccess_time 2 jul 2019, 16h29 - Publicado em 2 jul 2019, 15h37 more_horiz

Carola Rackete, capitã do navio Sea Watch 3: resgate de 40 pessoas em alto mar e escolta da Polícia Alfandegária italiana - 01/07/2019 (Guglielmo/Reuters)

A prisão da capitã alemã Carola Rackete, de 31 anos, por ter atracado a embarcação de ajuda humanitária Sea Watch 3 nas docas do porto italiano de Lampedusa com mais de 40 refugiados a bordo gerou criticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Alemanha.

As críticas ao governo italiano não demoraram a chegar. Logo após a prisão, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mass, disse que a Alemanha se “recusa a permitir que o resgate em alto mar seja criminalizado”. “Na nossa opinião, a manutenção do Estado de Direito se dá pela soltura de Carola Rackete”, afirmou.

Manifestando-se após as críticas alemãs, Stephane Dujarric, porta-voz do Secretário Geral das Nações Unidas, disse que “nenhuma embarcação deve correr o risco de ser multada por ter ido ao resgate de barcos que estão em situação onde a morte é iminente”.

“O resgate em alto mar é um imperativo humano de longa data. E é uma obrigação sob a lei internacional”, completou, referindo-se à legislação recentemente aprovada no Parlamento italiano que multa embarcações que atraquem nos portos italianos sem autorização.


Mesmo com as críticas vindas da Alemanha e ONU, Matteo Salvini, vice-primeiro ministro da Itália, chamou a capitão Carola Rackecte e sua tripulação de “criminosos” e “delinquentes”.



https://veja.abril.com.br/mundo/onu-critica-prisao-na-italia-de-capita-alema-que-salvou-refugiados/






Offline Buckaroo Banzai

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #116 Online: 05 de Agosto de 2019, 20:11:22 »
<a href="https://www.youtube.com/v/zfR3EAgfZDo" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/zfR3EAgfZDo</a>

Fox News interrompe panfletagem xenófoba para noticiar sobre atiradores terroristas anti-imigrantes (foram dois casos de atiradores só ontem; um deles talvez tivesse dois atiradores, o do Texas; o de Ohio não se sabe a motivação).

O comentarista (independente, não da FN) diz que, daquilo que ele viu da cobertura da Fox, não mencionaram nada de sua motivação. Disseram que ele tinha um manifesto, mas que não falariam dele tal como não mencionam o seu nome (e assim servir de modelo para outros doidos, possivelmente atraídos pela mesma "fama").


https://www.nytimes.com/2019/08/04/us/el-paso-shooting-updates.html


Offline JJ

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #117 Online: 18 de Agosto de 2019, 07:44:27 »

Historiador Paulo Pachá explica conceitos ligados às Cruzadas que contagiaram bolsonaristas.


A reportagem é de Ethel Rudnitzki e Rafael Oliveira, publicada por Agência Pública, 30-04-2019.


“Deus vult”, expressão do latim que em português significa “Deus quer”, vem estampando camisetas, textos, tatuagens e tweets da extrema direita mundial desde que Donald Trump resolveu se lançar candidato à presidência dos EUA, em 2016.


O termo, que data do início do milênio passado (1095), faz referência ao grito do povo em resposta ao papa Urbano II, quando do anúncio da Primeira Cruzada pelo pontífice, explica Paulo Pachá, professor de história medieval da Universidade Federal Fluminense (UFF) nesta entrevista à Pública.


Pachá, autor do artigo Por que a extrema direita brasileira ama a Idade Média europeia, avalia que esse discurso medieval envolve uma série de preconceitos como racismo, homofobia, islamofobia e machismo. “Essa Idade Média aparece como um passado idealizado por esses grupos, onde você teria uma sociedade que é majoritariamente, se não exclusivamente, branca, cristã e patriarcal.”


No Brasil, essa referência cruzadista tem sido utilizada por bolsonaristas na esteira da direita alternativa norte-americana, também conhecida como alt-right. “Está decretada a nova cruzada. Deus vult!”, comemorou no Twitter o analista político Filipe Garcia Martins quando da vitória de Bolsonaro. Aluno de Olavo de Carvalho e atual assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Martins escreveu durante a posse: “A nova era chegou. É tudo nosso! Deus vult!”.


Além dele, outros apoiadores bolsonaristas têm feito uso da expressão. “Precisamos de um São Bernardo de Claraval [abade encarregado pelo papa de pregar a Segunda Cruzada] para animar novas Cruzadas. CHEGA”, escreveu o tuiteiro e youtuber Bernardo P. Küster, após ataques de terroristas muçulmanos contra cristãos no Sri Lanka em 21 de abril deste ano.


A produtora Brasil Paralelo, por exemplo, autora do documentário que relativiza o golpe militar, 1964 – O Brasil entre armas e livros, produziu recentemente uma série documental chamada Brasil – A última Cruzada, na qual apresenta uma interpretação de personalidades e pesquisadores de direita sobre a história brasileira. Também o portal Senso Incomum publicou no início de abril o podcast “Deus vult – As Cruzadas salvaram o mundo”, narrado pelo influenciador digital Flávio Morgenstern.


Apesar de estudar um período longínquo, Pachá acredita que “o discurso sobre o passado não é inócuo, ele tem consequências no nosso presente” e explica a seguir esse fenômeno que avalia não como revisão, mas sim negação da história e da ciência.


Eis a entrevista.

Vemos recorrentemente no discurso da extrema direita referências às Cruzadas e a uma “nova Cruzada” que estaria ocorrendo hoje. O que eles querem dizer com isso?


A primeira coisa é entender qual é o papel da Cruzada ou dessa nova Cruzada no pensamento da extrema direita, que é semelhante no Brasil, na Europa, nos Estados Unidos e na Nova Zelândia. Isso vem aparecendo de maneira congruente, o que é um pouco assustador.


Essas ideias de Cruzada e de Idade Média têm a ver com uma visão bastante idealizada e bastante parcial do que foi o período. O que atrai esses grupos é pensar que foi um tempo patriarcal, branco e cristão. Essa Idade Média nunca existiu, mas tem esse papel no pensamento desses grupos.


As Cruzadas são especialmente exaltadas porque são um momento no qual esses três elementos [patriarcal, cristã e branca] estão muito bem representados. Nessa visão das Cruzadas, você teria um movimento bélico liderado por um grupo visto como majoritariamente masculino; um elemento que envolve a questão religiosa — as Cruzadas como primordialmente um conflito religioso entre cristianismo e islamismo — e, além disso, a ideia de uma disputa plurissecular entre Ocidente e Oriente.


Recuperar as Cruzadas é desenvolver [uma narrativa sobre] como esses três elementos desempenharam papel fundamental durante a Idade Média. Você teria uma defesa da religião cristã contra o islamismo, um movimento militar — e, aí, todas as características de masculinidade, de virilidade, de força — e essa questão Oriente versus Ocidente, que leva à construção de uma ideia de civilização ocidental.


O que de fato são as Cruzadas?


As Cruzadas são um processo histórico extremamente complexo. A princípio, quando se fala em Cruzadas, se fala do movimento que envolve a retomada de antigos territórios do Império Bizantino, mas há uns 20, 30 anos outros movimentos de expansão cristã também vêm sendo enquadrados por historiadores como parte disso, como, por exemplo, a chamada Reconquista, na península Ibérica.


Então a Cruzada foi parte do processo de expansão da cristandade. Isso é diferente da ideia de um movimento de expansão do cristianismo. Essas coisas não estão diretamente vinculadas. A gente pensa na sociedade da cristandade como um todo maior, onde um elemento muito importante é o cristianismo, mas não necessariamente ele é o elemento central, que possa ser isolado dos demais.


A gente costuma ver isso sobre a Primeira Cruzada, que é mais requisitada por esses grupos e talvez a mais famosa de todas. E como esses grupos apresentam a Primeira Cruzada? Como um movimento pregado pelo papa Urbano II e promovido pelos grandes aristocratas [senhores] “europeus” — entre aspas — para defender o Império Bizantino contra o avanço muçulmano e “reconquistar” Jerusalém.


O problema é que essa é uma forma extremamente simplificada e bastante danosa de observar qualquer processo histórico, mas mais especificamente esse. O que esse tipo de visão ignora? Não existe consenso historiográfico sobre um movimento de expansão muçulmana intenso e centralmente dirigido. Existe, sim, uma longa guerra entre bizantinos e muçulmanos que dura várias décadas, nas quais houve momentos de expansão bizantina e momentos de expansão muçulmana.


A perspectiva bizantina também fica completamente ausente da narrativa da extrema direita. Você tem uma disputa claríssima, durante as Cruzadas, entre cristãos católicos [da Igreja Católica Apostólica Romana] e bizantinos [da Igreja Ortodoxa Grega], inclusive com conflitos militares em determinados momentos.


Outra coisa que fica perdida [nessa narrativa da extrema direita] é a questão do antissemitismo. A gente vai ter, nesse momento da Primeira Cruzada, massacres de comunidades judaicas pela Europa. Você tem um momento de efervescência religiosa cristã na qual uma das manifestações é a Cruzada e uma outra manifestação, o antissemitismo.


Por que você diz “europeus”, entre aspas?


Porque ainda não existia Europa nesse período. Falar em povo europeu durante a Primeira Cruzada não faz nenhum sentido, pois as pessoas não se reconheciam como europeus. E quando a extrema direita fala em povo “europeu” ela coloca [dentro disso] o povo bizantino, que tampouco se reconhecia como parte do mesmo grupo. O que se pode falar é de cristandade, um grande grupo que professava a religião cristã, mas mesmo dentro disso a gente vai ter divisões. Essa suposta unidade absoluta do cristianismo na Idade Média é falsa. E ainda dentro desse território a gente vai ter inúmeras outras religiões, além do cristianismo.


Você diz que na Europa a ideia de identidade única europeia nunca existiu, mas ao menos há uma proximidade geográfica e histórica. No Brasil, faz algum sentido essa percepção de que o Brasil também é fundado por essa sociedade que era branca, cristã e patriarcal?


Eu diria que não. A ideia de civilização ocidental é uma construção conceitual, que tem de fato uma origem na Europa e olha para esse passado “europeu” e constrói essa ideia de uma sociedade idealizada. Isso nunca existiu na Europa, e a civilização ocidental é ela mesma uma construção. Se faz sentido esses grupos da extrema direita brasileira requisitarem o seu lugar nessa civilização ocidental, recorrendo a um suposto direito de origem, via o nosso vínculo com Portugal? Eu diria que não, isso não faz sentido nenhum do ponto de vista histórico.


A partir de quando esse discurso passou a ser usado pela extrema direita?


É uma questão difícil de ser respondida. Esse fenômeno da extrema direita não está ainda bem estudado. No Brasil, talvez nos últimos dez anos, temos uma junção de certos grupos que até então estavam bastante separados. Por exemplo, quem é que recorre a essa narrativa idealizada sobre a Idade Média? Grupos cristãos conservadores. Então a Idade Média vai ser uma referência para esses grupos. Monarquistas vão tomar esse período como uma referência positiva também. Conservadores, de uma maneira geral.


A gente começa a ver hoje grupos se opondo ao Iluminismo, por mais absurdo que isso pareça, e nesse movimento de oposição volta a visão idealizada da Idade Média.


Mas quando isso começa a acontecer é difícil saber, já que a Idade Média sempre foi alvo de disputa entre agentes diversos. A própria criação de uma ideia de Idade Média está envolvida numa relação entre determinado presente e seu passado imediato. O termo “Idade Média”, que por si só já é pejorativo, nasce de uma necessidade de negativar o passado medieval para positivar um presente que se apresentava como renascimento. E aí, ao longo dos séculos XVIII e XIX, a gente vai ter um resgate, uma nova positivação da Idade Média com o romantismo, por exemplo. Então a Idade Média está sempre sujeita a ser apropriada e reapropriada de acordo com as demandas do presente.


Como esse discurso de idealização da Idade Média é adaptado à realidade do Brasil?


Isso é interessante, porque a princípio parece um contrassenso que a Idade Média desempenhe um papel tão central no debate político do Brasil. Mas isso começa a ficar mais claro, mais razoável, quando a gente pensa em como a identidade brasileira se construiu e vem sendo desenvolvida por grupos conservadores. A ideia, aqui, é pensar que o Brasil é essencialmente europeu; que, por ter sido colonizado por Portugal, de alguma maneira essa identidade europeia chega até o Brasil e se desenvolve aqui também.


O curioso é que justamente não tem nenhuma grande diferença na forma como isso é colocado na Europa, nos EUA e no Brasil, porque a ideia é de que o Brasil, ou pelo menos uma parte dele, é “branca”. Essa parte seria europeia, então ela também tem esse vínculo com a Europa medieval via Portugal. Essa ideia aparece de maneira escandalosamente clara em um texto do atual chanceler Ernesto Araújo, no qual ele fala com todas as letras que o Brasil é uma realização de Portugal e, portanto, a gente não poderia esquecer nosso berço. Eu não estou citando exatamente o que ele falou, mas o sentido é esse.


Você chega a citar no seu artigo a série de vídeos do Brasil Paralelo “Brasil – A última Cruzada”. Seria um pouco nessa lógica de que o Brasil foi a última Cruzada, a conquista final de certa forma?


Aquele vídeo do Brasil Paralelo é supostamente um documentário sobre a história do Brasil. No entanto, o primeiro episódio é uma história da Europa, principalmente uma história da Europa medieval. O principal ali, a ideia-chave, é a questão da civilização ocidental. A Grécia clássica é mencionada, a Roma antiga é mencionada. Daí a gente fecha na questão da Europa, em que tem uma parte sobre expansão islâmica, para fechar então na península Ibérica e depois progressivamente em Portugal, que é a assim chamada Reconquista. Então a ideia é — e eles estão embarcando nisso — que a chamada Reconquista na península Ibérica seria uma Cruzada. Então, essas questões sobre as Cruzadas no Mediterrâneo oriental teriam acontecido também na península Ibérica, e Portugal seria parte disso.


Uma vez posta em movimento essa expansão, que no documentário é vista primordialmente como uma expansão da fé cristã, os movimentos de expansão marítima e conquista colonial seriam parte dessa mesma lógica. A colonização do Brasil não aparece lá como um processo histórico extremamente complexo que envolve diversos elementos. Aparece primordialmente como um processo de expansão da fé cristã. E essa expansão também daria as bases para essa percepção de identidade europeia.


Quando a extrema direita recupera referências da Cruzada, como a expressão “Deus vult”, é sempre numa perspectiva de guerra. No episódio das Cruzadas, a guerra seria contra o islamismo. Mas, no Brasil, qual seria a ameaça contra a qual eles estão lutando quando usam essas referências?


Isso aí talvez seja a questão mais interessante, porque não faz sentido a gente pensar em islamofobia no Brasil. Se a islamofobia em outros lugares do mundo está associada a um contato muito intenso com populações que professam o islamismo, isso — infelizmente inclusive — não é uma realidade no Brasil. Não há esse fluxo migratório tão grande de uma população que professe o islamismo. Isso sempre me pareceu uma questão bastante curiosa. Contra quem? Quem é esse inimigo construído? Se essa narrativa sobre a Cruzada parte de uma suposta oposição entre Oriente e Ocidente, entre cristianismo e islamismo, como isso pode ser trazido para o Brasil e frutificar?


Uma hipótese que me parece correta é que essa questão no Brasil tem mais a ver com a esquerda. Por motivos variados, a gente tem, ao longo da segunda metade do século XX, a construção de certo modelo de solidariedade entre a esquerda brasileira e a Palestina. Isso em algum momento ganhou certa solidez e passa a ser visto como uma coisa mais ou menos automática. Um caminho para explicar essa ideia é pensar que falar contra o Islã, no Brasil, seria de certa forma falar contra a esquerda. Tem muitos elementos que vão entrar no meio desse bolo, e é difícil pensar como eles se encaixam, mas claramente existe uma relação. O maior é essa aproximação recente da extrema direita com Israel, que vai colocar a gente justamente nesse contexto do massacre perpetrado pelo Estado de Israel em cima da Palestina.


Se no Brasil a questão do Islã é menos presente, na Europa isso é bem presente com as imigrações. Eles enxergam que há uma nova expansão do Islã e o cristianismo precisa rebater isso de alguma forma?


Essa questão é bastante presente na retórica da direita europeia e, de maneira um pouco diferente, na retórica da direita norte-americana também. E é o tipo de ideologia que, por exemplo, fundamentava o atirador deste último massacre na Nova Zelândia. A ideia, por mais absurda que seja, é de uma substituição populacional, onde essa população “efetivamente” europeia estaria sob ameaça, agora não mais através de uma expansão militar, mas da imigração.


No Brasil, isso não faz sentido. O Brasil recebe um número ínfimo, ridículo, de imigrantes. Mas a gente teve um momento de emergência, com mais ênfase, dessa questão antimigratória com a crise da Venezuela. A gente assistiu a vários episódios de ataques contra imigrantes, e por aí vai. Há um tempo teve uma pesquisa que mostrou que o brasileiro tem uma percepção de que o Brasil recebe muito mais imigrantes do que efetivamente recebe, e isso também existe na Europa.


Então eu não acho que essa retórica anti-imigração seja diretamente aplicável ao Brasil, o que não quer dizer que a gente não tenha nenhum evento disso acontecendo, ainda que pequeno.


É que determinadas questões que são centrais para Europa a extrema direita brasileira tenta de alguma maneira trazer pro Brasil. Mas isso importa pouco, porque a retórica pode ser a mesma.


Eu analisei que vários memes brasileiros têm uma retórica islamofóbica e anti-imigração, que não faz sentido no ponto de vista brasileiro, mas não importa, porque tem certa unidade político-ideológica entre esses grupos de maneira global. Talvez isso seja o mais assustador desse desenvolvimento.


Além dessa islamofobia e xenofobia, esse discurso esbarra em algum outro preconceito quando ele combate a esquerda?


Com certeza. Acho que essa visão sobre as Cruzadas dá um tom de se associar a uma ideia de cristianismo, não mais a um cristianismo medieval, mas a um cristianismo brasileiro, onde você vai ter católicos conservadores e evangélicos no mesmo barco. E aí a pauta moral, dos costumes, tem muita força dentro disso.


Há essa representação da questão da masculinidade, das Cruzadas sendo vistas como um evento essencialmente militar, que envolve toda uma ideia de virilidade. Então, uma coisa que vai ser expressa por esses grupos é a homofobia. De maneira clara, explícita. Eu comecei há mais ou menos um ano uma pesquisa sobre como comunidades brasileiras no Facebook produzem memes sobre a Idade Média. Nos EUA é mais comum, há uma maior quantidade, mas isso existe no Brasil também. E todas as questões que a gente vem desenvolvendo aparecem aí. A centralidade dessa ideia de Cruzada e a homofobia explícita. Há uma ideia de que na Idade Média existiam, entre muitas aspas, “homens de verdade”, e agora não mais. A ideia de que a nossa sociedade estaria fragilizada para combater qualquer tipo de ameaça bélica é um elemento central desses memes.


A outra questão que também vai ser um alvo claro para esses grupos é o feminismo. Esses grupos vão numa versão parcial e absurda da Idade Média e procuram um passado idealizado. Para eles, na Idade Média os homens eram viris, eram efetivamente masculinos, poderosos, podiam defender a sociedade. E as mulheres eram, entre muitas aspas, “mulheres de verdade”, mulheres que eram submissas aos homens, que estavam preocupadas em cuidar da família. Isso reaparece nesses memes.


E um outro elemento, talvez mais importante fora do Brasil, mas que aqui vem crescendo de maneira clara, é a questão do racismo. A visão da Idade Média — que não só esses grupos, mas que de maneira geral o senso comum tem — é a visão de um mundo de pessoas brancas. Todas essas formas de opressão contra minorias vão voltar à Idade Média para encontrar lá um passado que nunca existiu, uma sociedade que nunca existiu, e usar isso como forma de legitimar determinados pensamentos no presente e projetar uma ideia de sociedade no futuro.


A gente vê muito nas redes sociais, mas isso chega à vida real? Que perigos esse discurso carrega?


Acho que é extremamente perigoso. Acho que hoje em dia a gente não pode mais ter a visão de que um discurso que aparece na internet e nas redes sociais está necessariamente restrito à internet e às redes sociais. A gente já teve vários exemplos de como as redes sociais, ainda que estejam restritas a uma parte menor da população, têm um discurso poderoso. E tem um discurso que, existindo nas redes sociais, aparece em outros âmbitos da sociedade. Se está nas redes sociais, pode aparecer na televisão, nas escolas e em comunidades variadas, nas igrejas etc. Acho que o fato de um discurso estar, inicialmente, na internet não deveria ser um conforto.


Já que você falou de escolas, no discurso dessa extrema direita há também um ataque à maneira como a história nos é ensinada nas escolas, no ensino básico. Na sua opinião, a história medieval ensinada no currículo básico é a ideal?


Pergunta bem interessante. A pesquisa sobre história medieval no Brasil é bastante recente. E mesmo a historiografia sobre a Idade Média foi até muito recentemente — não só no Brasil, mas no mundo como um todo — mais conservadora. Isso vem mudando lentamente, ainda que hoje em dia já tenha uma historiografia muito grande. Já temos muita gente trabalhando com isso no mundo todo e então vemos outras posições aparecendo.


Mas isso significa que, nas escolas de ensino básico no Brasil, a Idade Média ainda é ensinada de maneira bem tradicional. Então essas questões que a gente abordou, por exemplo a ideia de que a Idade Média não era majoritariamente branca, não é nem considerada nos livros didáticos. Ainda que isso não precise ser falado, nenhum professor vai dizer que a Idade Média era majoritariamente branca; é uma questão que está pressuposta, as pessoas já carregam essa ideia, e ela não é nem discutida.


A visão de uma proeminência do cristianismo também é quase que automática. A questão da sociedade patriarcal, que tem a ver com um papel muito reduzido das mulheres na vida social como um todo, isso tudo já está pressuposto, porque a Idade Média é vista de maneira muito tradicional. E tradicional não no sentido de conservador [no espectro político], mas no sentido de como era feito antigamente, há 50 anos ou há 100 anos. Os avanços historiográficos que aconteceram nos últimos 50 anos chegaram pouco no ensino básico.


Quando a gente tem essa história de rever o nazismo, ou de rever o golpe militar, não está falando como uma disputa na esfera pública. As pessoas tiveram aulas sobre esses temas e tiveram contato com versões historiográficas mais recentes. E aí esse discurso: ‘Ah, o seu professor de história não contou tudo, só uma parte’. Isso não acontece com a Idade Média, porque o contato que a maior parte das pessoas tem com essa temática no ensino médio é dado de maneira tradicional. Isso cria um solo fértil onde essa narrativa da extrema direita, que também é tradicional e ultrapassada, pode frutificar.


Então a idealização da Idade Média seria um discurso mais forte que o revisionismo do golpe militar e de o nazismo ser de esquerda?


Me parece que até agora sim. Essa questão do golpe é sempre uma questão central nas aulas de história do ensino básico. Existe um debate sobre esse tema na sala de aula, e o professor pode apresentar esse debate, e os alunos sabem que isso existe e conseguem entender por que é golpe e não revolução. Com Idade Média não, justamente porque é apresentada de maneira muito tradicional.


Acho que isso vem mudando e provavelmente vai mudar bastante nos próximos anos, porque nas universidades brasileiras, nos cursos de licenciatura em história, existe cada vez mais uma percepção sobre a história medieval de que esse passado tem um uso político no nosso presente e que a gente precisa estar atento a isso e abordar essa questão. A partir do momento em que isso começa a ser pensado na universidade, chega no ensino básico. Mas isso leva algum tempo. O ideal é que isso seja pensado também no ensino básico, em paralelo à universidade.


O que todos esses revisionismos históricos da ditadura militar, golpe de 64 e Idade Média têm em comum?


Uma coisa que eu acho importante pontuar é que, apesar de ser o termo mais utilizado, o mais adequado não é “revisionismo”, mas negacionismo. Porque a história, a historiografia, é essencialmente revisionista. A gente está o tempo todo revisando e reinterpretando as nossas ideias sobre o passado. A questão desses movimentos todos em relação à Idade Média, ao nazismo e ao golpe de 64 não é exatamente uma revisão, mas é negar o conhecimento histórico que existe atualmente sobre esses processos históricos.


Em relação à Idade Média, diferentemente dos outros, não é revisionismo, porque não está se propondo nada novo, mas uma interpretação que está completamente ultrapassada. A ideia, aqui, não é que a gente tem uma ideia de Idade Média diversa e complexa e está se propondo algo completamente diferente disso. O que está se propondo é voltar ao entendimento que foi abandonado com o desenvolvimento da pesquisa histórica sobre o período. E aí o que talvez seja mais interessante: essas pessoas negam todos os especialistas que estão habilitados para falar sobre isso. Por isso negacionismo.


Não é só uma negação de determinadas visões ou determinadas interpretações sobre processos e movimentos históricos. É uma negação da ciência histórica como um todo. Se formos olhar, vamos encontrar movimentos como o da terra plana ou antivacinas, e me parece que tudo isso está bastante conectado.


Tem mais algum ponto que você gostaria de abordar?


O discurso sobre o passado não é inócuo, ele tem consequências no nosso presente. O que estamos vendo nos últimos anos é como essas visões falsas e parciais sobre a Idade Média vêm sendo requisitadas para justificar atos de terror, massacres e todo tipo de opressão contra minorias. Se um discurso como esse frutificar, as consequências são essas. Existe certa responsabilidade social que envolve historiadores, mas também outros grupos, outros profissionais na sociedade, em relação a esse tipo de negacionismo sobre o passado.



http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/588829-deus-vult-uma-velha-expressao-na-boca-da-extrema-direita


Offline Geotecton

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #118 Online: 18 de Agosto de 2019, 19:59:12 »
A crítica é razoável.

Mas feita por um esquerdalha típico.
Foto USGS

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #119 Online: 21 de Agosto de 2019, 19:01:27 »
Citar
<a href="https://www.youtube.com/v/1mCEbYQX6UQ" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/1mCEbYQX6UQ</a>

An Ohio man threatened a Jewish community center. Cenk Uygur and Ana Kasparian, hosts of The Young Turks, break it down. MORE TYT: https://tyt.com/trial

Read more here:
https://www.bbc.com/news/world-us-canada-49391343

"James Reardon, 20, posted a video online of a man firing a gun with a caption identifying the centre in Youngstown, north of Pittsburgh.

A search of his home revealed several weapons, body armour and a gas mask, police said.

A shooting at a synagogue in Pittsburgh last year left 11 people dead.

James Reardon was arrested in New Middletown, near Youngstown, on Saturday and charged with menacing and harassment.

Investigators said the alarm was raised when a post appeared on Instagram showing a man firing a gun with the caption: "Police identified the Youngstown Jewish Family Community shooter as white nationalist Seamus O'Reardon."


Offline Posthuman

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #120 Online: 23 de Agosto de 2019, 08:53:30 »
Acho que é isso o que mais alimenta o radicalismo da direita no Brasil:


Offline Geotecton

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #121 Online: 23 de Agosto de 2019, 08:54:50 »
Acho que é isso o que mais alimenta o radicalismo da direita no Brasil:



Canalhas e ignorantes... juntos!
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Offline Posthuman

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #122 Online: 23 de Agosto de 2019, 09:00:13 »
O comportamento é muito parecido, os dois grupos atuam com divulgação de fake news e exército virtual (pagos ou bots).

Offline _Juca_

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #123 Online: 23 de Agosto de 2019, 09:54:23 »
Acho que é isso o que mais alimenta o radicalismo da direita no Brasil:



A esquerda moderada alimenta o radicalismo de direita... De certa maneira eu concordo, essa intolerância com a esquerda alimenta o radicalismo de direita.

Offline Peter Joseph

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Re:Por que a nova extrema-direita cresce?
« Resposta #124 Online: 23 de Agosto de 2019, 11:22:12 »
O que alimenta o Radicalismo de Direita? O mesmo que alimenta a Extrema Esquerda no mundo atual: o Centro afundou, colapsou após a ultima grande crise capitalista dos subprime em 2008. Qualquer coisa que não foi tentado está ou á extrema esquerda ou extrema direita, o centro perdeu totalmente a credibilidade após mais de dez anos afundando o mundo em dívida e produzindo corrida armamentista e tecnológica e guerra comercial e cambial.
"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente." - Krishnamurti

"O progresso é a concretização de Utopias." – Oscar Wilde
O Minhocário - https://ominhocario.wordpress.com/

 

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