Autor Tópico: O Mistério de Nicholas Barclay  (Lida 3262 vezes)

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O Mistério de Nicholas Barclay
« Online: 04 de Maio de 2015, 00:29:49 »
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No dia 3 de maio de 2005, na França, um homem ligou para uma linha direta de denúncia sobre crianças desaparecidas ou maltratadas. Num tom frenético, explicou que era um turista de passagem por Orthez e que, na estação de trem, encontrara um rapaz de uns 15 anos que estava sozinho e parecia aterrorizado. Outra linha direta para emergências recebeu uma ligação parecida, e finalmente o rapaz chegou, sozinho, a uma repartição de assistência a menores.

Magro e baixo, com a pele muito branca e as mãos trêmulas, usava um cachecol que lhe escondia boa parte do rosto e um boné com a aba sobre os olhos. Não tinha dinheiro, e trazia um celular e uma carteira de identidade, segundo a qual se chamava Francisco Hernandez Fernandez e nascera no dia 13 de dezembro de 1989, em Cáceres, na Espanha. No início mal falava, mas depois revelou que seus pais e seu irmão tinham morrido num acidente de carro. Passara várias semanas em coma e, ao se recuperar, fora mandado para a casa de um tio, que o submetia a maus-tratos. Finalmente, fugira para a França, onde sua mãe tinha sido criada.

As autoridades francesas internaram Francisco no Instituto Saint Vincent de Paul, na cidade de Pau. Albergue público que então abrigava 35 crianças, o instituto fica num velho casarão de pedra. Deram um quarto individual para Francisco, que pôde tomar banho e mudar de roupa a sós: seu corpo e sua cabeça, explicou ele, estavam cobertos de queimaduras e cicatrizes do acidente de carro. O rapaz foi matriculado no Collège Jean Monnet, uma escola de 400 alunos, a maioria proveniente de bairros pobres, com fama de violência. Embora o uso de chapéu fosse proibido aos alunos, a diretora Claire Chadourne abriu uma exceção para Francisco, que dizia temer a zombaria dos colegas por causa das cicatrizes. Como muitos funcionários e professores da escola que tiveram contato com Francisco, Claire Chadourne, com mais de trinta anos de experiência de educadora, sentiu um forte impulso de protegê-lo. Com suas calças frouxas e o celular pendente de um cordão no pescoço, ele tinha a aparência de um adolescente típico, mas profundamente traumatizado. Nunca trocava de roupa na frente dos outros nas aulas de ginástica, e jamais aceitou se submeter a um exame médico. Falava baixo, com a cabeça curvada, e se encolhia quando alguém tentava tocá-lo.

Aos poucos, Francisco começou a se aproximar dos outros rapazes nos intervalos e a participar mais ativamente das aulas. Como entrara na escola com o ano letivo avançado, a professora de literatura pediu que outro aluno, Rafael de Almeida, ajudasse Francisco com as matérias do curso. Em pouco tempo, era Francisco quem ajudava Rafael. "Esse cara aprende com uma velocidade incrível", lembra-se de ter pensado Rafael.

Um dia, depois das aulas, Rafael perguntou a Francisco se ele não queria ir patinar no gelo, e a partir de então os dois ficaram amigos, e jogavam videogame juntos. Rafael às vezes implicava com seu irmão mais novo, e Francisco, lembrando que costumava chatear o próprio irmão, aconselhou: "Você devia tratar bem o seu irmão e ficar sempre perto dele."

A certa altura, Rafael pegou o celular de Francisco emprestado e estranhou que a lista de telefones e os registros de chamadas eram protegidos por senhas. Quando Rafael devolveu o telefone, Francisco mostrou-lhe na tela a foto de um menino muito parecido com ele. "É o meu irmão", disse.

Francisco logo se transformou num dos meninos mais populares da escola, impressionando os colegas com seus conhecimentos de música e de gírias pouco comuns. Convivia sem dificuldade com vários grupos rivais entre si. "Os alunos adoravam Francisco", lembra um professor. "Ele tinha uma aura, um carisma."

Durante os testes para um espetáculo no colégio, a professora de música perguntou a Francisco se ele gostaria de se apresentar. Ele entregou a ela um cd, caminhou até a ponta do salão e enviesou a aba do boné num ângulo desafiador, esperando o começo da música. Assim que Unbreakable, a canção de Michael Jackson, começou a tocar, Francisco pôs-se a dançar como o astro pop, retorcendo braços e pernas, e movendo os lábios em perfeito sincronismo com a letra: You can't believe it, you can't conceive it / And you can't touch me, 'cause I'm untouchable. Todos ficaram boquiabertos. "Não é que ele dançasse parecido com Michael Jackson", relembrou mais tarde a professora. "Ele virou Michael Jackson."

Mais tarde, numa aula de informática, Francisco mostrou a Rafael a imagem de um pequeno réptil de língua comprida.

"O que é isso?", perguntou Rafael.

"Um camaleão", respondeu Francisco.

No dia 8 de junho, uma funcionária entrou correndo no gabinete da diretora. Tinha assistido na véspera a um programa de televisão sobre um dos mais célebres impostores do mundo: Frédéric Bourdin, um francês de 30 anos que tinha assumido o papel de vários rapazes, um atrás do outro. "Juro por Deus, Bourdin é igualzinho a Francisco Hernandez Fernandez", disse a funcionária.

Claire Chadourne não acreditou: se tivesse 30 anos, Francisco seria mais velho que vários dos seus professores. Fez uma rápida procura na internet por "Frédéric Bourdin". Apareceram centenas de notícias falando do "rei dos impostores", o "mestre da mudança de identidade" que, como Peter Pan, "não queria crescer". Uma fotografia de Bourdin lembrava muito Francisco - o mesmo queixo proeminente, os mesmos dentes da frente separados. Claire chamou a polícia.

"Tem certeza de que é ele?", perguntou-lhe o policial ao telefone.

"Não. Mas estou com uma sensação estranha."

Quando a polícia chegou, Claire pediu que um assistente fosse buscar Francisco na sala de aula. Assim que ele entrou no gabinete da diretora, a polícia o agarrou e o jogou contra a parede. Depois de algemarem Bourdin, os policiais tiraram seu boné. Não havia cicatriz alguma na sua cabeça: na verdade, o que se via era um princípio de calvície. "Quero um advogado", disse ele, com a voz subitamente mais grave, como a de um homem adulto.

Na delegacia, admitiu ser Frédéric Bourdin e que, nos quinze anos anteriores, tinha inventado dezenas de identidades em mais de quinze países e cinco línguas. Eis alguns dos nomes que usou: Benjamin Kent, Jimmy Morins, Alex Dole, Sladjan Raskovic, Arnaud Orions, Giovanni Petrullo e Michelangelo Martini. Segundo o noticiário, fizera-se passar inclusive por padre e domador de tigres, mas, quase sempre, desempenhava o mesmo papel: o de um menino sofredor, vítima de maus-tratos ou abandono.

Tinha um talento incrível para mudar de aparência - disfarçar os pelos do rosto, variar o peso, assumir outro modo de andar e um gestual diferente. "Posso me transformar em quem eu quiser", gosta de dizer. Em 2004, quando se passou por um menino francês de 14 anos, na cidade de Grenoble, um médico que o examinou a pedido das autoridades concluiu que era de fato um adolescente. Um capitão de polícia de Pau assinalou: "Quando ele falava espanhol, parecia nascido na Espanha. Quando falava inglês, soava como um nativo da Inglaterra."

Ao longo dos anos, Bourdin se insinuara em institutos para menores, orfanatos, lares adotivos, escolas secundárias e hospitais infantis. Sua trilha de golpes se estendia, entre outros lugares, a Espanha, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Suíça, Bósnia, Portugal, Áustria, Eslováquia, França, Suécia, Dinamarca e Estados Unidos. Nas palavras do Departamento de Estado americano, trata-se de um homem "de extrema sagacidade", que se passa por rapaz desesperado a fim de "angariar compaixão". Um promotor de Justiça francês o definiu como "um incrível ilusionista cuja perversidade só não é maior que a sua inteligência". E o próprio Bourdin disse: "Sou um manipulador... o que eu faço é manipular."

Em Pau, as autoridades deram início a um inquérito para determinar por que um homem de 30 anos se fazia passar por um órfão adolescente. Não se depararam com qualquer indício de desvio sexual ou pedofilia, e tampouco encontraram motivação financeira. "Nos meus 22 anos de experiência, nunca vi um caso como esse", comentou comigo o promotor Eric Maurel. "Geralmente, os vigaristas querem dinheiro. E ele tinha apenas um benefício emocional."

No antebraço direito de Frédéric, a polícia encontrou uma tatuagem que dizia caméléon nantais - camaleão de Nantes.

"Senhor Grann", disse-me Bourdin, estendendo-me educadamente a mão. Estávamos numa rua do centro de Pau, onde combináramos um encontro meses antes. Exibia uma aparência inconfundivelmente adulta, com uma leve sombra azulada de barba por fazer. Vestia-se de maneira um tanto teatral, usando camisa e calças brancas, paletó quadriculado, sapatos brancos, uma gravata-borboleta de cetim azul e um chapéu extravagante. Só os dentes dianteiros separados ainda evocavam a memória de Francisco Hernandez Fernandez.

Depois de ter sido desmascarado em Pau, Bourdin se mudou para uma aldeia nos Pireneus, a uns 40 quilômetros da cidade. "Queria fugir de tanto interesse", disse ele. Como acontecera tantas vezes antes, as autoridades não sabiam ao certo como puni-lo. Os psiquiatras afirmavam que era mentalmente são. Nenhum estatuto parecia contemplar os seus delitos. Depois de algum tempo, acabou denunciado pela obtenção e uso de documentos falsos, e foi condenado a uma pena de seis meses com sursis.

Um repórter local, Xavier Sota, contou-me que depois disso Bourdin surgia em Pau a intervalos, cada vez com uma aparência diferente. Às vezes usava bigode ou barba. Outras vezes os cabelos estavam bem curtos; noutras, longos e desgrenhados. Às vezes usava roupas de rapper, e às vezes trajes de executivo. "Era como se estivesse à procura de um novo personagem", comentou Sota.

Bourdin e eu nos sentamos num banco, perto da estação de trem. Um carro com um casal parou diante de nós. Abriram a janela, olharam para fora e comentaram entre si: "Le Caméléon."

"Fiquei bastante famoso na França", disse Bourdin. "Famoso demais."

Enquanto conversávamos, seus grandes olhos castanhos e inquietos me examinavam de cima a baixo, parecendo gravar cada detalhe da minha imagem. Um dos seus interrogadores da polícia me disse que ele era um "gravador humano". Para minha surpresa, Bourdin sabia onde eu já tinha trabalhado, o meu local de nascimento, o nome da minha mulher, até mesmo que trabalho faziam meu irmão e minha irmã. "Gosto de saber com quem vou conversar", disse.

Plenamente consciente do quanto era fácil enganar os outros, tinha um medo paranoico de ser feito de trouxa. "Não confio em ninguém", disse ele. Para um mentiroso profissional, parece estranhamente cioso dos detalhes relativos a sua vida: "Não quero que você me transforme em quem não sou. Minha história já é boa sem qualquer enfeite."

Perguntei a origem da sua tatuagem. Por que alguém que tentava apagar a sua identidade ostentava aquele rastro? Ele disse: "Vou lhe contar a verdade por trás de todas as minhas mentiras."

Antes de ter sido Benjamin Kent ou Michelangelo Martini - antes de se transformar no filho de um juiz inglês ou de um diplomata italiano -, ele era Frédéric Pierre Bourdin, filho ilegítimo de Ghislaine Bourdin, que aos 18 anos estava na miséria quando o trouxe ao mundo, num subúrbio de Paris, em 13 de junho de 1974. Nos documentos oficiais, o pai de Frédéric figura como "X", o que significa que sua identidade é desconhecida. Mas Ghislaine, que vive numa casa modesta no oeste da França, contou-me que X era um imigrante argelino de 25 anos chamado Kaci, que ela conheceu na fábrica de margarina onde ambos trabalhavam. Depois que engravidou, ela descobriu que Kaci era casado. Deixou o emprego e jamais contou a ele que estava esperando um filho seu.

Ghislaine criou Frédéric até ele completar 2 anos e meio, quando, a pedido dos pais dela, o serviço de assistência aos menores interveio. Um parente disse sobre Ghislaine: "Ela bebia e saía para dançar à noite. Nem tomava conhecimento do menino." Ela sustenta que conseguira emprego numa outra fábrica e era competente como mãe, mas o juiz entregou Frédéric à custódia dos pais dela. Anos mais tarde, Ghislaine escreveu uma carta a Frédéric: "Você é meu filho, mas me foi roubado quando tinha 2 anos. Fizeram de tudo para nos separar, e viramos dois estranhos."

Frédéric diz que sua mãe tinha uma necessidade extrema de atenção, e nas raras ocasiões em que a viu ela sempre fingia alguma doença mortal, fazendo-o sair correndo em busca de ajuda. "Me ver assustado dava prazer a ela", diz ele. Embora Ghislaine negue isso, reconhece que uma vez tentou se matar e seu filho precisou ir atrás de ajuda.

Quando Frédéric tinha 5 anos, se mudou com os avós para Mouchamps, uma aldeota a sudeste de Nantes. Frédéric - meio argelino e órfão de pai, vestindo roupas doadas pela caridade da igreja - era marginalizado na aldeia, e na escola inventava histórias fabulosas a seu respeito. Disse que seu pai nunca aparecia porque era um "agente secreto inglês". Um dos seus professores do primário, Yvon Bourgueil, descreve Bourdin como uma criança precoce e cativante, dotada de uma imaginação incomum e de grande talento para o desenho. "Você não conseguia deixar de se ligar a ele", lembra Bourgueil, que também percebia sinais de desconforto mental na criança. Certa vez, Frédéric contou aos avós que havia sido molestado por um vizinho, embora ninguém na aldeia jamais tenha investigado a acusação. Numa das suas histórias em quadrinhos, Frédéric desenhou-se afogado num rio. Apresentava um comportamento cada vez pior, rebelando-se em sala de aula e roubando os vizinhos. Aos 12 anos, mandaram-no para Les Grézillières, um internato em Nantes para jovens delinquentes.

Lá, Bourdin muitas vezes fingia estar sofrendo de amnésia, perdendo-se de propósito pelas ruas. Em 1990, aos 16 anos, foi obrigado a se transferir para outra instituição, da qual fugiria pouco depois. Viajou de carona até Paris, onde, assustado e com fome, inventou o seu primeiro personagem: abordou um policial, disse que estava perdido e era um jovem inglês chamado Jimmy Sale. "Queria que me mandassem para a Inglaterra, onde sempre imaginei que a vida fosse mais bela", lembra ele. Quando os policiais descobriram que ele quase não falava inglês, confessou sua farsa e foi devolvido ao internato. Mas tinha criado o que chama de sua "técnica", e com base nela começou a vagar pela Europa, de orfanato em orfanato, à procura do "abrigo perfeito".

Em 1991, foi encontrado numa estação de trem de Langres, na França, fingindo-se doente, e foi internado num hospital infantil de Saint-Dizier. Respondendo às perguntas apenas por escrito, afirmou que se chamava Frédéric Cassis - um jogo de palavras com o nome verdadeiro do seu pai, Kaci. O médico que cuidou do seu caso, Jean-Paul Milanese, declarou o seguinte numa carta a um juiz de menores: "Estamos às voltas com um jovem adolescente fugido, mudo, que rompeu com a sua vida anterior." Numa folha de papel, Bourdin rabiscou o que mais queria: "Uma casa e uma escola. E nada mais."



(Continua no link abaixo)

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-37/anais-do-crime/o-camaleao

http://en.wikipedia.org/wiki/Frédéric_Bourdin

NetFlix / USA: The Imposter
« Última modificação: 04 de Maio de 2015, 00:45:43 por Gigaview »
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Offline Gigaview

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Re:O Mistério de Nicholas Barclay
« Resposta #1 Online: 04 de Maio de 2015, 00:44:56 »
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Thirteen-year-old Nicholas was seen playing basketball with his friends in San Antonio, Texas on June 13, 1994.

He called his mother to pick him up, but she was asleep and Nicholas's older brother refused to wake her up.

Nicholas never made it home and hasn't been seen since. He was believed to have run away on his own since he had done that before, but he was never gone for more than a day.

Nicholas' mother said that her son occasionally displayed aggressive behavior in 1994. He has a juvenile criminal record after he broke into a convenience store and threatened a teacher. His court hearing to determine his placement was set for June 14th, a day after Nicholas vanished. A possibility for Nicholas was for him to be placed in a group home which he was opposed to.

In October of 1997 (three years after Nicholas disappeared), authorities received a phone call from a young man in Linares, Spain, saying that Nicholas was living at the Spanish shelter after escaping from a child sex ring operation. The man said that the person believed to be Nicholas was abused for years.

His sister flew to Spain to pick up the young man believed to be her missing brother and took him home to Texas. Nicholas' parents believed the young man to be their son, but other people had their suspicions because the young man had dark brown hair & eyes and spoke with a French accent & European phrasing.

The young man claimed that his abductors chemically dyed his hair and eyes, and that he picked up different speech patterns from living Europe for so long. The young man refused to give blood samples voluntarily or have his fingerprints taken to confirm his identity, plus he refused to name his abductors.

In February of 1998, the FBI got a court order to take the young man's fingerprints and the young man was later identified as Frederic Pierre Bourdin, a 23-year-old French citizen who was posing as Nicholas.

Bourdin has a criminal history in Europe and has used various aliases. He pled guilty to passport fraud and perjury in 1998.

After Frederic was exposed, he made several conflicting statements about Nicholas, claiming that he knew Nicholas in Spain and he was alive. He claimed he had proof that Nicholas was dead and later denied knowing anything about him at all.

Nicholas has never been located and his case remains unsolved. Foul play is suspected in his case and he may still be in the San Antonio, Texas area.

Nicholas has tattoos of the letters "J" on his left shoulder, "T" on his left hand between his thumb & forefinger and the letters "L" and "N" on his outer left ankle. He also has a gap between his front teeth.

Nicholas's nicknames are "Nicky" and "Icky Nicky." He has been diagnosed with attention deficit disorder (or ADD). "2015 he is dead i think" said Miss Holt at Haywood Academy in Year 8.

http://missingchildren.wikia.com/wiki/Nicholas_Barclay
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Offline Pedro Reis

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Re:O Mistério de Nicholas Barclay
« Resposta #2 Online: 04 de Maio de 2015, 02:00:03 »
Isso me lembrou uma história que eu li de famílias que, no Haiti, alegam que um de seus membros é um zumbi. Parece que lá não é incomum uma família que garanta que um filho morreu e tempos depois retornou transformado em zumbi.

Um médico americano resolveu investigar alguns desses casos e ao testar o DNA descobriu que nenhum destes "zumbis" tinha parentesco com a família que o adotou. Estas pessoas recolhiam alguém com um distúrbio mental acreditando ser um filho que houvesse falecido anos antes e retornado como zumbi.

Não percebiam que era uma pessoa diferente.

Só que no Haiti todo mundo é negro, mas esse ai voltou com outros olhos e cabelo. É o desejo da família de acreditar.

Offline Gigaview

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Re:O Mistério de Nicholas Barclay
« Resposta #3 Online: 05 de Maio de 2015, 19:28:42 »
Também lembra uma versão creepy de Zelig de Woody Allen
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