Autor Tópico: Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas  (Lida 3099 vezes)

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Offline Johnny Cash

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #25 Online: 05 de Julho de 2015, 15:26:42 »
 :biglol:

Offline JJ

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #26 Online: 07 de Julho de 2015, 07:29:19 »
Eu sou a favor do ensino religioso nas escolas, mas este ensino deve ser ministrado por um profissional formado em religião comparada, filosofia da religião ou algo parecido, em essência ele deve ser uma acadêmico; O ensino deve ser descritivo, e não proselitista; Deve abarcar o maior número de doutrinas religiosas possíveis (inclusive as não religiosas mas relacionadas a religião, como o ateísmo e o agnosticismo, p. ex), e não somente a cristã.

Isso seria positivo não? Pois parte da intolerância religiosa, para com seguidores de outras religiões ou pessoas não religiosas (ateus e agnósticos, p. ex.) se dá pelo preconceito ou desconhecimento que as pessoas comuns possuem do diferente ao que concerne a religiosidade ou falta desta. Se as pessoas recebessem uma educação básica, diversificada e tolerante a respeito da religiosidade, acredito que passariam a tolerar e mesmo respeitar as diferentes práticas religiosas ou mesmo aqueles que optam pela não religiosidade.

Abraços!

Na minha opinião, quanto mais disciplinas, menos português, inglês, ciência e matemática. Pra um país onde quem entra na faculdade mal sabe escrever e fazer contas, acho fundamental reforçar os 4 idiomas que citei.
Basta uma única série ter incluído a matéria de ensino religioso, com uma única aula (de 50 minutos) por semana e já esta bom. Isso não tomaria quase tempo nenhum (de outras matérias). Além do mais, as pessoas chegam a universidade sem mal saberem escrever e fazerem conta não por falta de aulas de matemáticas e português, e sim por falta de aulas de qualidade.

Abraços!


A causa de mal saberem escrever e fazerem conta não pode ser reduzida a  falta de aulas de qualidade. Certamente que há falta de aulas de qualidade. Mas não é a única causa, tampouco acho que seja a causa mais importante.

Apenas para citar duas*, que são pouco citadas:

1) Muitos pais não incentivam e nem cobram suficientemente que seus filhos estudem o mínimo necessário para aprender a ler e escrever na idade e na série escolar adequada; pelo contrário há até mesmo vários casos de pais que brigam com professores que dão notas baixas, mas o mais comum mesmo são pais relapsos que simplesmente não estão nem aí com a vida escolar dos filhos.


2)O poder deslocou demais para o lado dos alunos, antes o poder era excessivo do lado do professor, hoje o poder é excessivo do lado dos alunos, desta forma é comum que alunos malas dominem as salas de aula, e a minoria de alunos que querem aprender ficam reféns desses malas bagunceiros, inclusive é comum que professores também sejam vítimas desses malas bagunceiros. A coisa chegou a tal ponto, que é comum termos relatos de tráfico de drogas dentro de escolas.



*Também não são as duas únicas causas, mas são causas comuns e bastante relevantes.




« Última modificação: 07 de Julho de 2015, 07:50:25 por JJ »

Offline JJ

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #27 Online: 07 de Julho de 2015, 07:47:20 »
Duvido que essa excrescência passe.

Mas se passar, me mando daqui de vez.
Tenho dois "ás" na manga: Austrália ou Alemanha, estou em dúvida entre os peçonhentos e o congelador... ::)

Também considero difícil que isso passe. Mas mesmo sem isso, o criacionismo continuará fazendo adeptos. |(




Por enquanto não deve passar,  mas  com o analfabetismo científico em alta,  somado à expansão de religiões fundamentalistas, é possível que este perigo aumente nos próximos anos.




Offline Skeptikós

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #28 Online: 07 de Julho de 2015, 12:56:50 »
Eu sou a favor do ensino religioso nas escolas, mas este ensino deve ser ministrado por um profissional formado em religião comparada, filosofia da religião ou algo parecido, em essência ele deve ser uma acadêmico; O ensino deve ser descritivo, e não proselitista; Deve abarcar o maior número de doutrinas religiosas possíveis (inclusive as não religiosas mas relacionadas a religião, como o ateísmo e o agnosticismo, p. ex), e não somente a cristã.

Isso seria positivo não? Pois parte da intolerância religiosa, para com seguidores de outras religiões ou pessoas não religiosas (ateus e agnósticos, p. ex.) se dá pelo preconceito ou desconhecimento que as pessoas comuns possuem do diferente ao que concerne a religiosidade ou falta desta. Se as pessoas recebessem uma educação básica, diversificada e tolerante a respeito da religiosidade, acredito que passariam a tolerar e mesmo respeitar as diferentes práticas religiosas ou mesmo aqueles que optam pela não religiosidade.

Abraços!

Na minha opinião, quanto mais disciplinas, menos português, inglês, ciência e matemática. Pra um país onde quem entra na faculdade mal sabe escrever e fazer contas, acho fundamental reforçar os 4 idiomas que citei.
Basta uma única série ter incluído a matéria de ensino religioso, com uma única aula (de 50 minutos) por semana e já esta bom. Isso não tomaria quase tempo nenhum (de outras matérias). Além do mais, as pessoas chegam a universidade sem mal saberem escrever e fazerem conta não por falta de aulas de matemáticas e português, e sim por falta de aulas de qualidade.

Abraços!


A causa de mal saberem escrever e fazerem conta não pode ser reduzida a  falta de aulas de qualidade. Certamente que há falta de aulas de qualidade. Mas não é a única causa, tampouco acho que seja a causa mais importante.

Apenas para citar duas*, que são pouco citadas:

1) Muitos pais não incentivam e nem cobram suficientemente que seus filhos estudem o mínimo necessário para aprender a ler e escrever na idade e na série escolar adequada; pelo contrário há até mesmo vários casos de pais que brigam com professores que dão notas baixas, mas o mais comum mesmo são pais relapsos que simplesmente não estão nem aí com a vida escolar dos filhos.


2)O poder deslocou demais para o lado dos alunos, antes o poder era excessivo do lado do professor, hoje o poder é excessivo do lado dos alunos, desta forma é comum que alunos malas dominem as salas de aula, e a minoria de alunos que querem aprender ficam reféns desses malas bagunceiros, inclusive é comum que professores também sejam vítimas desses malas bagunceiros. A coisa chegou a tal ponto, que é comum termos relatos de tráfico de drogas dentro de escolas.



*Também não são as duas únicas causas, mas são causas comuns e bastante relevantes.
Estas duas causas são questões culturais e nenhuma delas prova que a inclusão da matéria de Ensino Religioso prejudicaria significativamente o desempenho dos alunos em matemática ou língua pátria.

Mas sim, além da falta da qualidade no ensino, existem outros fatores, como por exemplo fatores culturais, mas ainda acho que a baixa qualidade do ensino é o principal fator da média baixa dos alunos brasileiros (princialmente da rede pública de ensino) nestas matérias.

Abraços!
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
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Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Terráqueo

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #29 Online: 07 de Julho de 2015, 13:08:37 »
Senhores, eu particularmente acho (só achismo mesmo) que o principal problema é a falta de interesse de parte dos estudantes em aprender, e o pensamento de que aprender mesmo, é só para escola, ou que conhecimento é inútil e/ou chato. Acho que razões culturais devem ter um "peso" maior nisso.
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Offline Skeptikós

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #30 Online: 07 de Julho de 2015, 13:16:46 »
Parte importante de um ensino de qualidade seria o ensino ser ministrado de forma a parecer mais interessante do que é hoje. Logo, ainda acho que a qualidade do ensino é o principal fator.
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Offline Johnny Cash

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #31 Online: 07 de Julho de 2015, 13:42:07 »
O que exatamente representaria "mais qualidade" no ensino?

Offline Geotecton

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #32 Online: 07 de Julho de 2015, 13:49:39 »
[...]
Acho que razões culturais devem ter um "peso" maior nisso.

Exatamente.

Não se deve subestimar toda a força da influência sobre os filhos, do 'duplipensar' religioso dos pais. Eu conheço inúmeros exemplos disto.
Foto USGS

Offline Skeptikós

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #33 Online: 07 de Julho de 2015, 18:02:40 »
O que exatamente representaria "mais qualidade" no ensino?
Profissionais bem remunerados e capacitados, metodologia de ensino eficiente e recursos materiais (tecnologia, livros e espaço físico) de ponta.

[...]
Acho que razões culturais devem ter um "peso" maior nisso.

Exatamente.

Não se deve subestimar toda a força da influência sobre os filhos, do 'duplipensar' religioso dos pais. Eu conheço inúmeros exemplos disto.
Na verdade, segundo estudiosos, excluindo-se a influência genética, os pais possuem pouca ou quase nenhuma influência (sócio-cultural) no estilo de vida dos filhos. Segundo estes estudiosos, as pessoas (incluindo os filhos) são influenciadas em maior parte por seus pares, isto é, por outras pessoas que estejam na mesma faixa etária que elas.

<a href="https://www.youtube.com/v/ofKAw2hIJIA" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/ofKAw2hIJIA</a>
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
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Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Johnny Cash

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #34 Online: 07 de Julho de 2015, 19:00:52 »
O que exatamente representaria "mais qualidade" no ensino?
Profissionais bem remunerados e capacitados, metodologia de ensino eficiente e recursos materiais (tecnologia, livros e espaço físico) de ponta.

Materiais não parecem mais ser um problema aqui, exceto em pontos focais que não representam o sistema.

Metodologia mais eficiente? Hummm... De novo a pergunta: qual exatamente?

Profissionais bem remunerados e capacitados: Ok! Mas se eles tem que ser educados, e "o sistema educacional" daqui gera resultados ruins, o ponto do capacitados não tem como entrar no balaio.


Mas, basicamente, até pelos conceitos atuais de "qualidade", um ensino de mais qualidade seria um ensino que gera os resultados pretendidos. Daí, nesse caso, algo que provavelmente gera um buraco educacional é a falta de gestão e planejamento, incluindo metas tão claras quanto possíveis, o que é comum entre os outros grandes pontos deficitários do país.

[...]
Acho que razões culturais devem ter um "peso" maior nisso.

Exatamente.

Não se deve subestimar toda a força da influência sobre os filhos, do 'duplipensar' religioso dos pais. Eu conheço inúmeros exemplos disto.
Na verdade, segundo estudiosos, excluindo-se a influência genética, os pais possuem pouca ou quase nenhuma influência (sócio-cultural) no estilo de vida dos filhos. Segundo estes estudiosos, as pessoas (incluindo os filhos) são influenciadas em maior parte por seus pares, isto é, por outras pessoas que estejam na mesma faixa etária que elas.

<a href="https://www.youtube.com/v/ofKAw2hIJIA" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/ofKAw2hIJIA</a>

Na verdade, segundo outros estudos, além da influência do ambiente, os pais também exercem grande influência, inclusive no tanto que eles acham que a educação é importante para a vida. Condições sócio-econômicas da família também são determinantes, tanto para setar com quem o aluno/criança vai conviver em média tanto para determinar o tipo de conteúdo cultural que estará a exposição direta e indiretamente, condições alimentação, de segurança, de saúde e etc.

Portanto, os pais exercem influência direta e indiretamente, bem como a família, os professores, os pares e demais peças do ambiente.

http://www.unesco.org/education/pdf/323_47.pdf

http://www.jrf.org.uk/publications/educational-attainment-poor-children

Offline Skeptikós

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #35 Online: 07 de Julho de 2015, 19:27:34 »
O que exatamente representaria "mais qualidade" no ensino?
Profissionais bem remunerados e capacitados, metodologia de ensino eficiente e recursos materiais (tecnologia, livros e espaço físico) de ponta.

Materiais não parecem mais ser um problema aqui, exceto em pontos focais que não representam o sistema.

Metodologia mais eficiente? Hummm... De novo a pergunta: qual exatamente?

Profissionais bem remunerados e capacitados: Ok! Mas se eles tem que ser educados, e "o sistema educacional" daqui gera resultados ruins, o ponto do capacitados não tem como entrar no balaio.


Mas, basicamente, até pelos conceitos atuais de "qualidade", um ensino de mais qualidade seria um ensino que gera os resultados pretendidos. Daí, nesse caso, algo que provavelmente gera um buraco educacional é a falta de gestão e planejamento, incluindo metas tão claras quanto possíveis, o que é comum entre os outros grandes pontos deficitários do país.

[...]
Acho que razões culturais devem ter um "peso" maior nisso.

Exatamente.

Não se deve subestimar toda a força da influência sobre os filhos, do 'duplipensar' religioso dos pais. Eu conheço inúmeros exemplos disto.
Na verdade, segundo estudiosos, excluindo-se a influência genética, os pais possuem pouca ou quase nenhuma influência (sócio-cultural) no estilo de vida dos filhos. Segundo estes estudiosos, as pessoas (incluindo os filhos) são influenciadas em maior parte por seus pares, isto é, por outras pessoas que estejam na mesma faixa etária que elas.

<a href="https://www.youtube.com/v/ofKAw2hIJIA" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/ofKAw2hIJIA</a>

Na verdade, segundo outros estudos, além da influência do ambiente, os pais também exercem grande influência, inclusive no tanto que eles acham que a educação é importante para a vida. Condições sócio-econômicas da família também são determinantes, tanto para setar com quem o aluno/criança vai conviver em média tanto para determinar o tipo de conteúdo cultural que estará a exposição direta e indiretamente, condições alimentação, de segurança, de saúde e etc.

Portanto, os pais exercem influência direta e indiretamente, bem como a família, os professores, os pares e demais peças do ambiente.

http://www.unesco.org/education/pdf/323_47.pdf

http://www.jrf.org.uk/publications/educational-attainment-poor-children
O máximo que os país podem fazer é se esforçar para os filhos viverem em um ambiente saudável, com modelos que eles pretendem que os filhos sigam, já os costumes, vícios e comportamentos dos país em si, de forma geral não é modelo significativo para os filhos, pelo menos não de acordo com os estudiosos do documentário acima.

Abraços!
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Johnny Cash

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #36 Online: 07 de Julho de 2015, 19:55:15 »
Acontece que existem mais estudos, tais como os que eu postei, e mesmo esse "máximo" que você diz é absolutamente determinante. E não é só se esforçar para determinar o ambiente, é determinar o ambiente de fato. E se o ambiente é importante, e são os pais quem garantem... well...

É só exagerar pra perceber o quanto pais absolutamente negligentes são prejudiciais aos filhos, sem contar que eles são durante grande parte do tempo O ambiente dos filhos.

Além de estudos que demonstram que filhos de fumantes tem mais chances de fumar, filhos que seguem carreira dos pais e outros pontos.

Dizer que os pais não tem qualquer influência é... sei lá... admitir nunca ter visto um recém nascido na vida.



**edit: só tinha ficado nos seus comentários e agora estou assistindo ao vídeo. Bom, o cara já começa apresentando dados de que os alunos tem desempenho na escola bem similar aos dos pais e existe até um fenômeno batizado pra isso... Vamos continuar.
« Última modificação: 07 de Julho de 2015, 20:02:25 por Johnny Cash »

Offline Gigaview

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #37 Online: 07 de Julho de 2015, 20:08:44 »
Concordo com o Bill, menos a parte que ele cita o exemplo de uma pseudociência quando fala sobre placas tectônicas.

<a href="https://www.youtube.com/v/gHbYJfwFgOU#t=137" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/gHbYJfwFgOU#t=137</a>
« Última modificação: 07 de Julho de 2015, 20:10:53 por Gigaview »
Brandolini's Bullshit Asymmetry Principle: "The amount of effort necessary to refute bullshit is an order of magnitude bigger than to produce it".

Pavlov probably thought about feeding his dogs every time someone rang a bell.

Offline Johnny Cash

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #38 Online: 07 de Julho de 2015, 20:47:03 »
Acontece que existem mais estudos, tais como os que eu postei, e mesmo esse "máximo" que você diz é absolutamente determinante. E não é só se esforçar para determinar o ambiente, é determinar o ambiente de fato. E se o ambiente é importante, e são os pais quem garantem... well...

É só exagerar pra perceber o quanto pais absolutamente negligentes são prejudiciais aos filhos, sem contar que eles são durante grande parte do tempo O ambiente dos filhos.

Além de estudos que demonstram que filhos de fumantes tem mais chances de fumar, filhos que seguem carreira dos pais e outros pontos.

Dizer que os pais não tem qualquer influência é... sei lá... admitir nunca ter visto um recém nascido na vida.



**edit: só tinha ficado nos seus comentários e agora estou assistindo ao vídeo. Bom, o cara já começa apresentando dados de que os alunos tem desempenho na escola bem similar aos dos pais e existe até um fenômeno batizado pra isso... Vamos continuar.

De fato, o documentário é interessante e o ambiente em si (não só o comportamento dos pais) parece ter menos influência do que o fator genético, portanto há limite para o tanto que as pessoas em conjunto podem ser levadas a atingir resultados semelhantes.

Segundo o documentário, de toda forma, a influência dos pais ao final é brutal, contribuindo sozinhos com a genética e determinando o ambiente de crescimento durante muito tempo. Ainda assim não explicando o pq os filhos terem comportamento emocional muito similar ao dos pais e ainda termos irmãos com comportamentos diametralmente diferentes.

Lembrando que o documentário é sempre sobre situações da Noruega e não abrangentes sobre todo o mundo. Estudos de outras partes do mundo podem e tem conclusões diferentes, sobretudo do que pode ser usado para se chegar nessas porcentagens de influência.

Offline Criaturo

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #39 Online: 08 de Julho de 2015, 07:51:09 »
Eu sou a favor do ensino religioso nas escolas, mas este ensino deve ser ministrado por um profissional formado em religião comparada, filosofia da religião ou algo parecido, em essência ele deve ser uma acadêmico; O ensino deve ser descritivo, e não proselitista; Deve abarcar o maior número de doutrinas religiosas possíveis (inclusive as não religiosas mas relacionadas a religião, como o ateísmo e o agnosticismo, p. ex), e não somente a cristã.

Isso seria positivo não? Pois parte da intolerância religiosa, para com seguidores de outras religiões ou pessoas não religiosas (ateus e agnósticos, p. ex.) se dá pelo preconceito ou desconhecimento que as pessoas comuns possuem do diferente ao que concerne a religiosidade ou falta desta. Se as pessoas recebessem uma educação básica, diversificada e tolerante a respeito da religiosidade, acredito que passariam a tolerar e mesmo respeitar as diferentes práticas religiosas ou mesmo aqueles que optam pela não religiosidade.

Abraços!

Na minha opinião, quanto mais disciplinas, menos português, inglês, ciência e matemática. Pra um país onde quem entra na faculdade mal sabe escrever e fazer contas, acho fundamental reforçar os 4 idiomas que citei.
Basta uma única série ter incluído a matéria de ensino religioso, com uma única aula (de 50 minutos) por semana e já esta bom. Isso não tomaria quase tempo nenhum (de outras matérias). Além do mais, as pessoas chegam a universidade sem mal saberem escrever e fazerem conta não por falta de aulas de matemáticas e português, e sim por falta de aulas de qualidade.

Abraços!


A causa de mal saberem escrever e fazerem conta não pode ser reduzida a  falta de aulas de qualidade. Certamente que há falta de aulas de qualidade. Mas não é a única causa, tampouco acho que seja a causa mais importante.

Apenas para citar duas*, que são pouco citadas:

1) Muitos pais não incentivam e nem cobram suficientemente que seus filhos estudem o mínimo necessário para aprender a ler e escrever na idade e na série escolar adequada; pelo contrário há até mesmo vários casos de pais que brigam com professores que dão notas baixas, mas o mais comum mesmo são pais relapsos que simplesmente não estão nem aí com a vida escolar dos filhos.


2)O poder deslocou demais para o lado dos alunos, antes o poder era excessivo do lado do professor, hoje o poder é excessivo do lado dos alunos, desta forma é comum que alunos malas dominem as salas de aula, e a minoria de alunos que querem aprender ficam reféns desses malas bagunceiros, inclusive é comum que professores também sejam vítimas desses malas bagunceiros. A coisa chegou a tal ponto, que é comum termos relatos de tráfico de drogas dentro de escolas.



*Também não são as duas únicas causas, mas são causas comuns e bastante relevantes.
Concordo!
tudo isso devido a implantação do monstro daninho da  "progressão continuada" aprovando vagabundos, incentivando a  ociosidade intelectual, desmotivando alunos e e professores, que são obrigados aprovar quem não deseja estudar e ainda atrapalha os que querem.
Essa economia governamental piorou muito o sistema publico de ensino.
Ja que o paternalismo educacional se sente obrigado a manter quem não deseja aprender dentro das escolas, então pelo menos deveriam separar o joio do trigo cada um segundo a sua espécie, isto não é discriminação e sim a "natural seleção natural" ha...ha..ha..ha..ha.. o mau aluno tem que se situar no lugar adequado A,B,C,D,E, segundo a capacidade de cada um, um bom exemplo disto que esta dando muito certo é as ETCs em SP, alunos selecionados produzem mais dando um bom retorno a sociedade, o resto é escola de brincadeira, alunos fingem que estudam e professores fingem que dão aula, o governo aprova tais alunos e a sociedade reprova mais tarde.
existência é igual a  ciência, sem nenhuma ciência sem existência.

Amo sofia mas, ela parece fugir de mim, de tão longe faz o meu amor platônico.

Offline Criaturo

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #40 Online: 08 de Julho de 2015, 07:58:39 »
O que exatamente representaria "mais qualidade" no ensino?

diminui numero de alunos por sala, reprovar os que não estudam, ja ajudaria muito!
selecionar alunos tambem melhoraria o nivel! :ok:
existência é igual a  ciência, sem nenhuma ciência sem existência.

Amo sofia mas, ela parece fugir de mim, de tão longe faz o meu amor platônico.

Offline Skeptikós

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #41 Online: 08 de Julho de 2015, 19:18:11 »
Acontece que existem mais estudos, tais como os que eu postei, e mesmo esse "máximo" que você diz é absolutamente determinante. E não é só se esforçar para determinar o ambiente, é determinar o ambiente de fato. E se o ambiente é importante, e são os pais quem garantem... well...

É só exagerar pra perceber o quanto pais absolutamente negligentes são prejudiciais aos filhos, sem contar que eles são durante grande parte do tempo O ambiente dos filhos.
Concordo, eu não me expressei bem, os pais são importantes na vida dos filhos, país que tenham uma vida economicamente estável, que mantenham um relacionamento saudável com seus  filhos, e que proporcione para eles a possibilidade de viver num ambiente cercado de bons modelos a se seguir e etc., já seria muito significativo na vida dos filhos, e de certa forma eles seriam grandes responsáveis por aquilo que seus filhos se tornaram.

O que eu quis dizer é que os vícios e virtudes que passam de país para filhos são em sua grande e esmagadora maioria herança genética, e que o efeito parental, como condicionamento sócio-cultura no comportamento dos filhos, tem pouca ou nula representatividade. Por exemplo, filhos com QIs altos, herdam isso de seus país pelos genes, e não pela convivência, o mesmo para o vício em Álcool e tabaco, o gosto pelos estudos e etc.

Eu também me surpreendi com estas conclusões, eu era do tipo que pensava que a influência sócio-cultural era mais representativa do que a genética, e que os vícios e virtudes dos filhos eram em grande parte influenciada pela convivência com os pais, mais do que pelos genes herdados dos mesmos.

Mas ao assistir o documentário, eu pude notar que a ideia de que a convivência com os pais era mais influente do que a herança genética no desenvolvimento dos filhos, não era suportada por evidências consistentes, enquanto a ideia oposta, o era.


(...)
**edit: só tinha ficado nos seus comentários e agora estou assistindo ao vídeo. Bom, o cara já começa apresentando dados de que os alunos tem desempenho na escola bem similar aos dos pais e existe até um fenômeno batizado pra isso... Vamos continuar.
Depois me conte se você mudou de ideia assim como eu.

Abraços!
« Última modificação: 08 de Julho de 2015, 19:20:28 por Skeptikós »
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
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Offline Cientista

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #42 Online: 09 de Julho de 2015, 02:02:11 »
Acontece que existem mais estudos,
IIIISSOOOOOO!!!! Não é preciso dizer mais nada! Uma verdadeira infestação de "estudos" misticóides não causal-mecanismistas, puramente (FALSO)correlacionalistas. Tô de ôiintu, fio!

E o nosso caríssimo jovem Skep "muda de ideia", e ainda espera de ti uma confissão de mesmo autocorrompimento (como fosse algo valoroso) por só assistir à porcaria de um videozinho de alguns minutos! "Mudar de ideia" não é devastador, é sintoma de devastação oculta prévia, e de permanência na fantasia. A expurgação desse mal só pode ter chance pela admissão do erro e retratação perante os contestados. Está o jovem Skep pronto para isso?...  Não, claro que não! Ele ainda, não só crê numa "componentização", como ainda crê na mesma (de antes)! Ele está "aceitando" dogmaticamente porque foi doutrinado a aceitar "estudos" como os determinantes de todas as verdades. Não, meu caro Skep?...   Ou alcançaste a acriterialidade?

Offline Skeptikós

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #43 Online: 09 de Julho de 2015, 11:09:13 »
Alguém entende alguma coisa do que o Cientista fala?
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Lorentz

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #44 Online: 09 de Julho de 2015, 13:20:37 »
Alguém entende alguma coisa do que o Cientista fala?

Achei que você entendia.
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline Sergiomgbr

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #45 Online: 09 de Julho de 2015, 13:29:29 »
Alguém entende alguma coisa do que o Cientista fala?

Achei que você entendia.
Ele entende sim. E se coça todo.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Skeptikós

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #46 Online: 09 de Julho de 2015, 21:57:25 »
Alguém entende alguma coisa do que o Cientista fala?

Achei que você entendia.
Uns 10% do que ele escreve é entendível, o restante parece ter como objetivo apenas confundir.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Cientista

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #47 Online: 10 de Julho de 2015, 02:48:23 »
Alguém entende alguma coisa do que o Cientista fala?
Achei que você entendia.
Ele entende sim. E se coça todo.
Evidente que entende, embora não os 10% que o otimismo autossuperfaturado dele o faz crer, muito menos, mas o suficiente para sentir a necessidade de recorrer a recursos evasivos como o ardil do "desentendido", além da cooptação pública, que tentou usar até mesmo para a defesa de pedófilos! Imagine o público decidindo entre a causa dele e a do Cientista, no caso! Mas, RRRRREalmente! Até a isso recorreu (certamente por crer que a rejeição ao Cientista no ambiente seja maior até mesmo que a pedófilos!!!!)!    hahahahahahahahahha...

Mas...  os poderes preditivos do SUPERFEDERUNIVERSAL prosseguem infalíveis!  É muito fácil, na verdade! hahahahahahahaha   A qualidade da fug..dos "argumentos" do caríssimo jovem continua a mesma...:

Alguém entende alguma coisa do que o Cientista fala?

Achei que você entendia.
Uns 10% do que ele escreve é entendível, o restante parece ter como objetivo apenas confundir.

Ou seja, se esquiva do grande Chefian Sergião, não responde perguntas e não faz a quem deve quando "não entende" (porque sabe que TERÁ respostas  MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHHA!!!), pergunta aos outros...  de que lado eles estão!   hahahhahahahhahahaha  Isso tem, pelo menos, 1 significado animador para o SUPERMESTRE Cientista: o jovem aprendeu a lição dele (do MESTRE UNIVERSAL) de que tudo neste mundo é guerra. Só não sabe o lado destinado à derrota...   Aí o Cientista...       NÃO chora    hahahahahahahahhahaha...

Offline JJ

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Re:Feliciano: se ensinam Darwin, que ensinem Moisés nas escolas
« Resposta #48 Online: 21 de Julho de 2015, 09:55:18 »
Parte importante de um ensino de qualidade seria o ensino ser ministrado de forma a parecer mais interessante do que é hoje. Logo, ainda acho que a qualidade do ensino é o principal fator.


É um fator a se considerar sim,  só não acho que seja o principal.



 

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