Autor Tópico: O modelo alternativo ao ocidental.  (Lida 4290 vezes)

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O modelo alternativo ao ocidental.
« Online: 12 de Novembro de 2015, 07:17:48 »
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4881069&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+JN-ULTIMAS+(JN+-+Ultimas)

Tanto ataque aos EUA, UE e ocidente em geral...  Já é tempo de nos irmos apercebendo da realidade do modelo alternativo que pode vir a ser o futuro...
Nenhuma argumentação racional exerce efeitos racionais sobre um indivíduo que não deseje adotar uma atitude racional. - K.Popper

Offline Pagão

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #1 Online: 07 de Dezembro de 2015, 16:02:47 »
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Offline Pagão

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #3 Online: 07 de Dezembro de 2015, 17:37:02 »
Em Portugal se grafa "insecto", "tecto", mas "aspecto" é "aspeto"? Isso é só para ser do contra mesmo, só pode.

Com o acordo ortográfico é agora inseto, teto e aspeto... pois o "c" é mudo... e eu procuro seguir o acordo.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #4 Online: 07 de Dezembro de 2015, 17:47:59 »
Bem, se é verdade que a coisa toda é imperialismo às avessas, não deveria ser "aspeto", mas "aspecto", que era a grafia do Império Brasileiro Às Avessas ao menos até há pouco. Curiosa essa inversão/exceção. Por algum motivo a ausência do "t" nessa palavra especificamente me incomoda bem mais do que o "t" mudo (ou não) presente em outras palavras. :/

Mas não pretendo desviar do assunto original, só achei engraçado isso.

Offline Pagão

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #5 Online: 08 de Dezembro de 2015, 07:54:09 »
http://www.oje.pt/china-cada-vez-mais-presente-em-africa/

O modelo alternativo não se intromete na política interna... não tem qualquer interesse pelas liberdades ou direitos de quem quer que seja desde que possa fazer negócio e explorar as riquezas locais sem preocupações ambientais (isso já seria mostrar algum interesse pelas populações, o que poderia ser mal interpretado...)... O país que alega ser uma civilização muito mais antiga que a ocidental não tem preocupação de transmitir valores civilizacionais, apenas sacar tudo o que puder ...
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Offline Jack Carver

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #6 Online: 08 de Dezembro de 2015, 14:11:22 »
China, uma reconhecida potência econômica, está a investir muito na África( e também na AL ) e isso já vem um pouco mais de uma década. Eu diria que é uma alternativa a mais no quadro de negócios e investimentos a escolha livre de cada país do continente. Desenvolver infraestrutura é o forte dos chineses tanto quanto explorar mão de obra( barata ). Alguns capitalistas poderiam dizer: "Pelo menos está levando emprego e desenvolvimento a um continente muito pobre e esquecido". Mas é fato que os china tão pouco preocupados com questões ambientais. O texto do link acima resumiu muito bem a relação China-África.















O Brasil é um país de sabotadores profissionais.

“Dêem-me controle sobre o dinheiro de uma nação e não me importa quem faz as suas leis. - Mayer Amschel Rothschild

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #7 Online: 08 de Dezembro de 2015, 22:44:33 »
China, uma reconhecida potência econômica, está a investir muito na África( e também na AL ) e isso já vem um pouco mais de uma década. Eu diria que é uma alternativa a mais no quadro de negócios e investimentos a escolha livre de cada país do continente. Desenvolver infraestrutura é o forte dos chineses tanto quanto explorar mão de obra( barata ). Alguns capitalistas poderiam dizer: "Pelo menos está levando emprego e desenvolvimento a um continente muito pobre e esquecido". Mas é fato que os china tão pouco preocupados com questões ambientais. O texto do link acima resumiu muito bem a relação China-África.

Se isso não diferir tanto do próprio modelo de desenvolvimento asiático, o saldo humanitário ainda deve ser positivo.



Mais preocupante do que a questão ambiental penso ser o fortalecimento e alianças entre ditadores.

Competição com investidores supostamente menos inescrupulosos também deve ser positiva.

É curioso também pensar no intercâmbio cultural.

Offline Jack Carver

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #8 Online: 08 de Dezembro de 2015, 23:58:31 »
Sim, são coisas que devemos observar de perto pelos próximos 10 anos. Por um lado, as bases do desenvolvimento e do progresso de uma sociedade são as infraestruturas, energia, comércio e demais recursos, exportação/importação, educação; alguns até afirmam que também se trata da neocolonização da África. Por outro lado, temos a corrupção latente dos governos e além disso todos sabemos que a China não faz tudo esperando pouco em troca. É um continente que começa a ser mais disputado em vários quesitos.
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Offline André Luiz

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #9 Online: 09 de Dezembro de 2015, 11:43:39 »
É aquele papo de que é melhor viver sob as garras da águia do que nas garras do urso ou na boca do dragão?  :hihi:

Em fórum de milico eles sempre falam isso.

Qualquer movimento chines é visto como uma gigantesca manobra para garantir a sua segurança alimentar e o domínio global

Offline Pagão

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #10 Online: 12 de Dezembro de 2015, 17:39:42 »
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Offline Pagão

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #12 Online: 16 de Dezembro de 2015, 19:42:10 »
Curioso o fraseamento, "independente". Achava que eles dissessem que é tudo livre e aberto, mentindo sem o menor esforço em tentar ser convincentes.

Offline Pagão

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« Última modificação: 29 de Janeiro de 2016, 09:27:13 por Pagão »
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Offline Pagão

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Offline NandoR

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #15 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 13:51:24 »
Ditaduras vestidas de democracias!
Sou jovem! Sou cetico! E adoro jogar nas slots!

Offline Eremita

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #16 Online: 11 de Fevereiro de 2016, 02:54:57 »
Dando pitaco sobre assunto off-topic:

Em Portugal se grafa "insecto", "tecto", mas "aspecto" é "aspeto"? Isso é só para ser do contra mesmo, só pode.

Com o acordo ortográfico é agora inseto, teto e aspeto... pois o "c" é mudo... e eu procuro seguir o acordo.
Se quisessem mesmo uma escrita unificada decente, os portugueses não teriam que mudar a grafia de "aspecto", já que boa parte dos falantes pronuncia tal /k/. Idem a "facto", cujo /k/ é pronunciado por outros falantes.

[Essa reforma inteira foi uma bosta. É o que acontece quando escritores decidem sobre questões lingüísticas. Pior - foi uma bosta feita apenas por pressão de editoras sobre o mercado africano.]



Ao assunto. Sim, o modelo ocidental de civilização tem inúmeros problemas, mas isto não justifica o modelo chinês. A coisa não é dicotômica, às vezes ambos estão errados ao mesmo tempo.

Ditaduras vestidas de democracias!
Isso é o que mais há. E ironicamente, quando o país tem "Democrática" ou "Popular" no seu nome, a chance de ser democrático reduz-se muito.
Monoteísmo é a hidra de Lerna. Con Kolivas estava certo sobre o desktop. Prozac não deixa tudo melhor. Aquiles devia ter escolhido os dois destinos, juntos. Coração sentimental + mente cética = aflição. Sou responsável pelo que digo, não pela sua interpretação sobre o que digo.

Offline Pagão

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #17 Online: 11 de Fevereiro de 2016, 07:44:30 »
Dando pitaco sobre assunto off-topic:
Se quisessem mesmo uma escrita unificada decente, os portugueses não teriam que mudar a grafia de "aspecto", já que boa parte dos falantes pronuncia tal /k/. Idem a "facto", cujo /k/ é pronunciado por outros falantes.

Em Portugal, o "c" de "aspecto" não se pronuncia, pelo que a grafia "aspeto" é a recomendada. Quanto a "facto" continua a ser escrito com o "c", e está correto com o A.O., até porque aqui o "c" é sempre pronunciado (aqui, o fato é o terno brasileiro).

A dúvida que eu tenho é se haverá um dicionário de português igualmente válido para todos os falantes... e, nesse caso, se qualquer falante de português poderá, corretamente, utilizar a palavra que muito bem entender (por exemplo: um português poderá escrever, em Portugal, "fato" = "facto" mesmo se pronuncia facto?)... Julgo que agora não..., mas se houver um dicionário comum a todos, como será?... Isto ainda não percebi...
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Offline Eremita

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #18 Online: 11 de Fevereiro de 2016, 18:17:22 »
[-snip-]
Aqui na América do Sul, o mesmo AO permite escrever "aspecto" e "fato", o oposto de vocês; não deveria, se querem unificar o padrão escrito. A solução elegante seria "aspecto" e "facto" para todo mundo, e daí o sujeito que pronuncie o "c" ou não de acordo com sua variedade local.

Citar
A dúvida que eu tenho é se haverá um dicionário de português igualmente válido para todos os falantes...
É possível, sim, mas a coisa precisa seguir critérios sistemáticos considerando os fonemas do idioma (que são consistentes, mesmo entre variedades)... e não esse mix-and-match aleatório como fizeram.
Por exemplo, se uma variedade da língua faz uma certa distinção mas outras não, essa distinção é marcada (p.ex. /e/ vs. /i/ em vogais pós-tônicas, como "sete" vs. "SETI"); mas se nenhuma variedade faz tal distinção, não é necessário deixá-la na grafia (vide o dito "h etimológico" de "húmido").

Isso causaria mudanças um tanto quanto profundas em ambos os padrões, mas atingiria o objetivo e seria justo com todos.
Monoteísmo é a hidra de Lerna. Con Kolivas estava certo sobre o desktop. Prozac não deixa tudo melhor. Aquiles devia ter escolhido os dois destinos, juntos. Coração sentimental + mente cética = aflição. Sou responsável pelo que digo, não pela sua interpretação sobre o que digo.

Offline Agnoscetico

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #19 Online: 14 de Fevereiro de 2016, 23:53:49 »
O Japão é um país oriental desenvolvido, com cultura (incluindo religiao e etica religiosa aplicada na vivencia das pessoas) e comportamentos diferentes das potencias ocidentais.

Quanto a questao politico-economica o Estado de bem-estar social poderia ser solução jám que funciona bem em paises escandinavos e Nova Zelandia.

Tem a tal da Terceira via que ate agora nada. Acho que o Estado de bem-estar social ja é um tipo de 3a via.


Offline Pagão

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #20 Online: 15 de Fevereiro de 2016, 09:39:41 »
O Japão é um país oriental desenvolvido, com cultura (incluindo religiao e etica religiosa aplicada na vivencia das pessoas) e comportamentos diferentes das potencias ocidentais.

O Japão é uma democracia parlamentar e uma monarquia constitucional... devido a profunda influência ocidental... não é propriamente um modelo alternativo ao ocidental... parece-me...
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Offline Agnoscetico

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #21 Online: 19 de Fevereiro de 2016, 22:07:08 »
O Japão é um país oriental desenvolvido, com cultura (incluindo religiao e etica religiosa aplicada na vivencia das pessoas) e comportamentos diferentes das potencias ocidentais.

O Japão é uma democracia parlamentar e uma monarquia constitucional... devido a profunda influência ocidental... não é propriamente um modelo alternativo ao ocidental... parece-me...

Tirando a parte do democracia (que é de origem e nao necessariamente ocidental, já que Grecia era do leste europeu e os paises onde se implantaram a democracia moderna era mais pra oeste - a palavra ocidental aí nem tem tanto sentido assim) e parlamentar que é influencia ocidental, mas economia japonesa nao se baseia na etica protestante ocidental, tá mais pra uma etica xintoista, etc. Eu falei aqui na area economica e cientifica e nao na politica. O Brasil é um país ocidental mas nao tem parlamentarismo e monarquia nao é de origem exclusiva do Ocidente, ja havia no Japão bem antes dos europeus irem lá.
A Coreia do sul ainda que tenha grande parte de cristaos, ainda tem raiazes na cultura oriental e ja ta em desenvolvimento (talvez tambem influencia do vizinho Japão). Até mesmo o comunismo a la China parece ser muito mais pragmatico que o modelo cubano latino da periferia ocidental.










« Última modificação: 19 de Fevereiro de 2016, 22:09:14 por Agnoscetico »

Offline Pagão

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #22 Online: 20 de Fevereiro de 2016, 09:49:45 »
Tirando a parte do democracia (que é de origem e nao necessariamente ocidental, já que Grecia era do leste europeu e os paises onde se implantaram a democracia moderna era mais pra oeste - a palavra ocidental aí nem tem tanto sentido assim)

Mas a Europa, sem a Rússia, não passa toda ela de uma grande península ocidental da Euroásia... Mas talvez fosse melhor falar de antiga democracia de raiz europeia...
 
Por mim, se falarmos em termos "antigos" até simpatizo com a ideia de que o rio Indo seria a melhor fronteira para distinguir entre culturas ocidentais e  culturas orientais... porquanto há uma certa unidade entre zoroastrismo, judaísmo, cristianismo e islamismo, em oposição ao hinduísmo, budismo, jainismo, xintoísmo... o tempo histórico linear em progresso para o fim versus o eterno retorno; a salvação individual versus a reencarnação... Enfim, a noção de Ocidente é dinâmica ao longo da História... a democracia ocidental enfrentou o comunismo do Leste..., mas não é o comunismo uma doutrina política realmente ocidental?

A democracia foi imposta ao Japão pelos vencedores anglossaxónicos (EUA e RU) e na Índia e Austrália a influência foi britânica... Mas não estou em oposição ao você disse...
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Offline Agnoscetico

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #23 Online: 20 de Fevereiro de 2016, 17:51:21 »
Tirando a parte do democracia (que é de origem e nao necessariamente ocidental, já que Grecia era do leste europeu e os paises onde se implantaram a democracia moderna era mais pra oeste - a palavra ocidental aí nem tem tanto sentido assim).

Mas a Europa, sem a Rússia, não passa toda ela de uma grande península ocidental da Euroásia... Mas talvez fosse melhor falar de antiga democracia de raiz europeia...
 
Por mim, se falarmos em termos "antigos" até simpatizo com a ideia de que o rio Indo seria a melhor fronteira para distinguir entre culturas ocidentais e  culturas orientais... porquanto há uma certa unidade entre zoroastrismo, judaísmo, cristianismo e islamismo, em oposição ao hinduísmo, budismo, jainismo, xintoísmo... o tempo histórico linear em progresso para o fim versus o eterno retorno; a salvação individual versus a reencarnação... Enfim, a noção de Ocidente é dinâmica ao longo da História... a democracia ocidental enfrentou o comunismo do Leste..., mas não é o comunismo uma doutrina política realmente ocidental?

A democracia foi imposta ao Japão pelos vencedores anglossaxónicos (EUA e RU) e na Índia e Austrália a influência foi britânica... Mas não estou em oposição ao você disse...

E as religioes pagãs europeias como as gregas até as celtas, germanicas, etc., nao fazem contraponto a moral dualista dos persas-judeus-cristaos (que surgiram no Oriente medio e nao no "Ocidente medio"). A democracia e republica de origem grega surgiu no contexto pagao grego (com deuses com defeitos e qualidades muito parecidos com humanos) e nao com deus monoteista "certinho" (bonzinho da dicotomia persa-judaico-cristã do "bem" x "mal", Mazdeismo, judaismo, cristianismo e seus clones) com tendencia a ditadura teocratica (onde estado e lideres erma vistos como representantes de algum deus supremo) .
Falando nisso, ja vi algum com suposição que se os persas tivessem conquistado a Grecia (principalmente Atenas, onde a democracia ainda tava despontando) a chance de ideias como democracia e republica chegar ate amadurecer ao ponto que tá hoje seria muito pequena, haveria mais chance de ainda se viver sobre regimes absolutistas e teocraticos.

Entao se até Ocidente tem divergencias entre si, esssa divisão Ocidente e Oriente baseado em visao religiosa nao tem sentido. Muita coisa do Budismo pode nao ter haver com Cristianismo mas em outros pontos pode ter (or coincidencia ou influencia).

Offline Pagão

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Re:O modelo alternativo ao ocidental.
« Resposta #24 Online: 26 de Fevereiro de 2016, 06:21:24 »
Um tribunal chinês condenou uma ativista com cancro terminal a quatro anos de prisão pelo crime de "perturbação da ordem", acusação utilizada frequentemente contra críticos do Governo.
 

REUTERS/KIM KYUNG-HOON
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A condenação de Zhang Shuzhi, 55 anos, é uma represália pelos seus protestos contra o Executivo e por ter defendido os direitos de outros ativistas ou apelado à sua libertação, aponta a Chinese Human Rights Defenders (CHRD).

O veredicto foi anunciado em finais de janeiro. As autoridades recusaram, entretanto, colocá-la em liberdade sob caução apesar do seu estado de saúde, denuncia a CHRD em comunicado.

Nos anos 1990, Zhang tornou-se uma "peticionária", como são chamados os manifestantes que se deslocam a Pequim para reclamar junto do Governo central por uma resposta a problemas ignorados pelas autoridades locais.

A empresa em que trabalhava Zhang terá recusado então pagar-lhe o salário quando soube do seu estado de saúde e a ativista recorreu à justiça, revelando no processo as práticas corruptas de um dos seus patrões.

Devido aos protestos públicos, a ativista foi vitima de todo o tipo de abusos, desde ameaças a agressões físicas, tendo sido colocada por várias vezes em prisões ilegais - chamadas de prisões "negras" - ou em campos de reeducação, onde as autoridades podem manter um cidadão sem precisar que este seja julgado primeiro.

Durante esses anos, passou de peticionária a ativista de defesa das liberdades e participou em várias campanhas a favor da libertação de outros companheiros, como Xu Zhiyong, condenado a quatro anos de prisão, ou Cao Shunli, que faleceu num hospital chinês enquanto cumpria pena.

Durante o julgamento, o juiz interrompeu por várias vezes Zhang quando esta se tentava defender, sem forças quase para falar, devido ao seu estado de saúde, acusou a CHRD.

Além disso, o advogado escolhido pela família, Lu Fangzhi, apenas conseguiu aceder ao caso no fim do processo e, mesmo assim, as autoridades continuaram a colocar entraves, dificultando a sua reunião com Zhang.



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