Autor Tópico: O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri  (Lida 8871 vezes)

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Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #100 Online: 02 de Fevereiro de 2016, 16:49:15 »
Então houve uma greve de uma categoria (que provavelmente foi de toda a saúde, porque dificilmente o sindicato dos odontologistas tem força para algo assim) que conseguiu uma demanda da categoria e isso é uma benesse injusta? Não existem greves no setor privado? Um metalúrgico não pode ganhar mais que outro de outra empresa após o final de uma greve? Será que o salário dela no SESC não estaria também defasado? A diferença entre os dois empregos, além do resultado da greve, não seria também resultado de outros fatores, como a existência de um plano de carreira em um que inexiste em outro?

Não vejo como direito a greve e reivindicações de categoria podem estar classificadas como benesses dos servidores.

Offline Geotecton

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #101 Online: 02 de Fevereiro de 2016, 17:07:34 »
Então houve uma greve de uma categoria (que provavelmente foi de toda a saúde, porque dificilmente o sindicato dos odontologistas tem força para algo assim) que conseguiu uma demanda da categoria e isso é uma benesse injusta?

Sim, a greve foi de todo o setor de saúde como eu já havia escrito.

Sim, é uma benesse porque os salário deles (e todos os demais benefícios a ele vinculados, incluindo aposentadoria) são pagos com os tributos arrecadados da população. Logo, quem deve, senão determinar mas pelo menos opinar sobre o valor deles, é a população, seja por consulta direta, seja por representantes dela, que não o prefeito porque este age politicamente em causa própria.


Não existem greves no setor privado?

Sim.

E?


Um metalúrgico não pode ganhar mais que outro de outra empresa após o final de uma greve?

Sim, pode.

Mas estes salários não são pagos com dinheiro de impostos subtraídos coercitivamente da população pelo estado.


Será que o salário dela no SESC não estaria também defasado?

Talvez.


A diferença entre os dois empregos, além do resultado da greve, não seria também resultado de outros fatores, como a existência de um plano de carreira em um que inexiste em outro?

Possivelmente.

Mas isto apenas reforça o que eu escrevi criticamente sobre 'benesses' porque a aposentadoria, por exemplo, da imensa maioria dos atuais funcionários públicos na ativa não será custeada por eles e sim por impostos da parte escrava, digo, do setor privado da população.


Não vejo como direito a greve e reivindicações de categoria podem estar classificadas como benesses dos servidores.

Quando você estiver do lado de quem paga e carrega todo o fardo do estado, talvez você consiga ver.
« Última modificação: 03 de Fevereiro de 2016, 09:14:39 por Geotecton »
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Offline Lorentz

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #102 Online: 02 de Fevereiro de 2016, 20:22:42 »
O Geo criticando o sistema porque sua esposa ganha demais. Isso é machismo!

E para que não haja dúvidas: Isso é machismo! Isso é machismo!
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Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #103 Online: 02 de Fevereiro de 2016, 21:52:41 »
Geo, como é que não seria por tributos, se justamente é um serviço público? Quanto a opinar sobre os salários de servidores, os eleitores não escolheram seus representantes? Acho que faz parte do sistema democrático representativo moderno o povo delegar para seus representantes essas decisões.  Além disso, em uma empresa de capital aberto, os acionistas são chamados para votar o valor a ser pago por cada empregado/categoria ou é uma decisão dos executivos?

Impostos são a base para os serviços do estado, cujos funcionários devem ser pagos com o dinheiro desses mesmos impostos, afinal o Estado não cria recursos do nada. Isso será verdade em qualquer Estado do mundo, a menos que já exista algum estado anarquista. Pode-se dizer que a carga tributária será maior ou menor dependendo do país, mas isso também depende do tipo de Estado dessa sociedade,  com maior ou menor estado de bem estar social. Mas isso é (ou foi) uma decisão tomada pela sociedade em algum momento.

A aposentadoria é outra coisa que vai variar muito de ente para ente, de órgão para órgão e poder para poder. E dentro desses mesmos há uma diferença entre os servidores. Muitos servidores são CLT e se aposentam pelo INSS como qualquer outro da iniciativa privada. Existem ainda institutos de previdência cujos contribuintes ainda não se aposentaram, existem previdências complementares. Aposentadorias são diferentes até dependendo de que ano o servidor engressou no serviço, lembrando que o desconto para o INSS é sobre o teto da aposentadoria e para o servidor público é sobre os rendimentos integrais.

http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/detalhes-fazem-diferenca-na-aposentadoria-dos-servidores/?cHash=f04fadc5dc5c5b8754aa5c2e030603b8

http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=8862
https://jus.com.br/artigos/7347/regras-de-aposentadoria-no-servico-publico
http://douglascr.jusbrasil.com.br/artigos/170846508/aposentadoria-do-servidor-publico


Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #104 Online: 02 de Fevereiro de 2016, 22:00:57 »
O Geo criticando o sistema porque sua esposa ganha demais. Isso é machismo!

E para que não haja dúvidas: Isso é machismo! Isso é machismo!

Lembrando que o fato dela trabalhar em dois lugares como odontóloga não significa que tenha o mesmo trabalhos.  Isso varia tanto em produtividade (em um local ela pode atender 30 pacientes por turno e em outro 10 por turno), quanto por responsabilidade e serviço (em um seria apenas clínico ambulatorial, em outro possui uma responsabilidade por território até 40000 pessoas, envolve planejamento, promoção da saúde e controle epidemiológico) ou especialidade (em um como clínica e outro como especialista em periodontia, por exemplo).

Offline Lorentz

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #105 Online: 03 de Fevereiro de 2016, 16:26:30 »
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Macri e o samba-da-petista-doida - KIM KATAGUIRI
FOLHA DE SP - 02/02

Parrilla
Um dia após assumir a presidência, Macri reuniu-se com candidatos que o enfrentaram nas eleições. Também fez um churrasco para 24 governadores. Excelente maneira de se fazer amigos. Ainda mais quando o corte é argentino. Isso mostra que ele sabe que, num momento de crise, é importante unir as forças políticas do país.

A culpa é deles!
Enquanto isso, o PT de Dilma, no Brasil, utiliza seu tempo de TV para atacar figuras da oposição. Seus defensores, verdadeiros buldogues do governismo, polarizam o debate político berrando insistentemente seus bordões de ódio. Ao invés do diálogo, o discurso de "nós contra eles".

Cobrar menos, arrecadar mais
Macri mostra que é possível fazer ajustes diminuindo impostos. Reduziu de 35% para 30% o imposto de exportação da soja e acabou com o mesmo imposto para carne, milho, trigo, girassol e para as chamadas "economias regionais". Em pouquíssimo tempo, o setor agrícola celebrou um aumento de 100% nas receitas.

Para compensar a diminuição de impostos, o presidente argentino corta gastos e dá exemplo. Cristina Kirchner e sua equipe sempre utilizaram carros importados de luxo. Macri os substituiu por modelos nacionais e mais modestos. Abriu mão de seu salário. O dinheiro será doado para um restaurante comunitário que serve 1.800 pessoas diariamente num bairro pobre de Buenos Aires. Sem cortar gastos, seria demagogia; cortando-os, vira um exemplo.

Menos exemplo, mais cobrança
Já a solução encontrada por Dilma Rousseff é aumentar os gastos e propor novos impostos. Apesar de ter se posicionado contra a CPMF antes das eleições, a presidente agora trata o imposto como uma espécie de panaceia. Felizmente ainda não tem votos para aprova-la. Em 2014, o governo Dilma bateu recorde em gastos secretos com cartões corporativos: R$ 8,7 milhões, o maior valor desde 2001. Neste ano, quase todos os Ministérios preveem aumento de custeio.

Crise para quem?
Em uma de suas idas a Nova York no ano passado, Dilma levou diversos ministros, secretários e até a filha. Todos ficaram num dos hotéis mais luxuosos da cidade. Quando a presidente foi a Paris para participar da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, torraram-se R$ 200 mil com hospedagem e R$ 90 mil com aluguel de carros.

Nem a coxinha ficou de fora do aumento de gastos da presidente. Neste ano, haverá um aumento de 40% nos gastos com pães, biscoitos e salgadinhos que abastecem o Palácio do Planalto. Repito uma das perguntas preferidas dos petistas: "Crise pra quem?".

Imprensa livre
Macri derrubou um dos símbolos da política kirchnerista, a lei contra a concentração dos meios de comunicação audiovisuais, que obrigava o principal veículo da imprensa, o Clarín, a diminuir seu investimento na área. Liberdade de imprensa.

Imprensa golpista!
No Brasil, vândalos depredaram a sede do grupo Abril, que edita a revista Veja. O ataque foi uma reação a uma matéria que denunciou que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula "sabiam de tudo" em relação ao petrolão. Além disso, o governo insiste em querer regular a imprensa, ou, como líderes do PT dizem, "democratizar a mídia".

Hermanos decolando
O presidente argentino foi ao Fórum Econômico Mundial, em Davos. Viajou com sua equipe num avião comercial. Voltou de lá com a garantia do presidente da Coca-Cola de que a Argentina receberá um investimento de US$ 1 bilhão.

Discurso e cofres vazios
Dilma não foi ao encontro. No seu lugar, compareceu o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que fez alguns discursos sobre "mudanças estruturais" que "precisam ser discutidas" e defendeu a recriação da CPMF. Voltou com tapinhas nas costas.

Nova liderança
O governo de Macri ajuda até o nosso pais. Recentemente, a Argentina chegou a um acordo com seus sócios (Brasil, Uruguai, Paraguai e inclusive Venezuela) para impulsionar as negociações com União Europeia, Japão, Canadá, Rússia e Índia.

Fala que eu te escuto
Macri também erra. Nomeou por decreto dois juízes da Corte Suprema, alegando que seria importante ocupar cadeiras vagas. A lei argentina permite, mas a democracia se ofende. Duramente criticado, voltou atrás. Erra e se corrige.

Tudo invenção dos golpistas
Já a nossa presidente, cujos erros são incontáveis, nunca recua. Prefere chamar seus críticos de "golpistas" e agir como se Brasil estivesse uma maravilha.

Amigos da Rainha
"Ah, mas esse mauricinho neoliberal com certeza tirou a comida da mesa dos pobres!". Será? Macri não mexeu em programas sociais e até aumentou valores repassados por alguns deles. No Brasil, também é possível fazer cortes substanciais sem cortar um centavo do Bolsa Família, que, apesar de toda a propaganda oficial, recebe muito menos recursos do que o Bolsa Empreiteira, o Bolsa Juros, o Bolsa BNDES e o Bolsa Amigos da Rainha.

Eficiente, não exótico
O presidente argentino defende a austeridade no discurso e, tudo indica, a pratica como política de governo. À diferença do uruguaio José Mujica, parece querer convencer pela eficiência, não pelo exotismo.

Meta aberta
Dilma, em seus discursos, defende um tal ajuste fiscal. Saúda a mandioca, lamenta não poder estocar vento e promete dobrar a meta indefinida. Na prática, vive uma vida de luxo e aprova a gastança generalizada de seus ministérios. A hipocrisia não a preocupa. É só passar a conta para o pagador de impostos.

Bolso esquerdo só tem peixe
Macri fez sua campanha dançando –e bem, diga-se. Dilma fez sua campanha mentindo. O que mais se aproxima da presidente no mundo da música é o funk ostentação. Sem a parte do "funk". E com o detalhe do uso de dinheiro público.

Dança
A Argentina é a terra do tango. Dramático. Trágico até. Macri parece preferir a alegria da cúmbia. No Brasil de Dilma, é carnaval o ano todo. O governo toca o samba-da-petista-doida. Nós dançamos.
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Offline Lorentz

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #106 Online: 05 de Fevereiro de 2016, 21:00:15 »
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http://www.oantagonista.com/posts/mais-um-exemplo-argentino

Mais um exemplo argentino

Brasil 05.02.16 20:34
Amado Boudou, vice de Cristina Kirchner no segundo mandato, está sendo processado por viajar duas vezes em jatinhos de empresários.

O Brasil é ridículo.
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Offline Lorentz

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #107 Online: 08 de Fevereiro de 2016, 15:50:56 »
Eu estava conversando ontem com meu tio, e ele disse que um conhecido que está morando em Buenos Aires comentou que a população em geral está extremamente otimista.

Em teoria, Macri poderá tomar todas as medidas impopulares necessárias agora que a população irá endossar.

O Aécio chegou a mencionar isso nas eleições, dizendo que caso fosse eleito aproveitaria os primeiros meses de alta popularidade para realizar as reformas mais impopulares.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #108 Online: 08 de Fevereiro de 2016, 17:47:04 »
Que os coxinhas estão otimistas, não é nem um pouco surpreendente. O que desperta preocupação àqueles que acreditam que o valor da vida humana não é ditado por quanto se tem no bolso é saber como está o povo pobre, ainda mais em um país que foi mais longe do que o PSDB jamais sonhou ousou em termos de limpeza étnica dos "indesejáveis".

Offline Gabarito

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #109 Online: 10 de Fevereiro de 2016, 21:22:23 »
O Brasil continua descendo a ladeira com as agências de classificação de riscos de investimento.
Aí do lado, a Argentina já retomou o caminho da subida.

Citar
S&P eleva grau da Argentina

A agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou o rating da Argentina na semana passada. É mais investimento internacional indo para o país governado pelo liberal Macri.

Enquanto isso, é esperado que o Brasil, no rumo de um estado cada vez mais inchado, tenha suas notas rebaixadas novamente.

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/s-p-eleva-rating-da-petrobras-argentina-de-ccc-para-b


Offline Gaúcho

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #110 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 17:05:38 »
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Contra inflação, Argentina aumenta faixa de isenção do Imposto de Renda

Na tentativa de segurar a inflação, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou nesta quinta-feira (18) um aumento no piso do Imposto de Renda.

A partir de 1º de março, só pagarão a alíquota aqueles que receberem mais de 30 mil pesos (cerca de R$ 8.000) por mês –antes, o mínimo era de 15 mil pesos (cerca de R$ 4.000). A mudança é retroativa a 1º de janeiro. Apenas 10% da população tem hoje um salário superior aos 15 mil pesos.

"Alguém que tinha um salário líquido de 21.300 pesos passará a ganhar 26.600 pesos", exemplificou o presidente no anúncio na Casa Rosada, onde estavam presentes também governadores e dirigentes sindicais.

A alteração era uma promessa de campanha e vinha sendo planejada há algum tempo, mas foi antecipada devido às dificuldades que o governo enfrenta na negociação dos reajustes salariais.

Com a alta do piso do IR, Macri espera que os trabalhadores reduzam os pedidos de aumentos. Sindicatos defendem um incremento salarial de pelo menos 32%, o que impactaria na inflação do país.

A meta do governo é ter uma inflação menor de 25% neste ano. Em 2015, apenas na cidade de Buenos Aires, os preços avançaram 26,9%.

Os detalhes da mudança (que podem beneficiar uma parte maior da população) ainda não foram divulgados.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/02/1740707-contra-inflacao-argentina-aumenta-faixa-de-isencao-do-imposto-de-renda.shtml

Com isso, ele praticamente extinguiu o IR, visto que menos de 5% dos argentinos ganham acima de trinta mil pesos.

A aula continua.
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #111 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 18:58:40 »
Pelo que entendi, antes apenas 10% da população pagava imposto. Agora uma proporção menor pagará imposto de renda (que não sei qual seria o percentual), diante disso,  qual o impacto disso sobre o que esperavam? A ideia seria que isso diminuísse a pressão sobre os reajustes salariais, mas e os outros 90%?

Offline Gabarito

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #112 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 19:39:18 »
Está sendo uma verdadeira palestra de como se governa um país com seriedade e vontade de arrumar a bagunça que havia.

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Segue a mitagem do presidente argentino.

Dilma combate a inflação?

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/02/1740707-contra-inflacao-argentina-aumenta-faixa-de-isencao-do-imposto-de-renda.shtml





Eu vejo o PT com um pé fora do governo, vejo Lula dizendo que o partido não apoiará o governo caso a crise não seja domada antes de junho, eu estou convencido (tomando emprestado as palavras do apedeuta) de que o PT está doidinho para virar oposição, coisa que ele sabe fazer como ninguém. Ou seja, Dilma renunciar e entregar essa batata quentíssima que ela e o PT estão segurando para o primeiro aventureiro que lance mão da cadeira de presidente seria algo que muitos petistas gostariam que acontecesse, pois daria chance para o partido pular na jugular de quem estivesse no comando e assim obter alguns nutrientes para enfrentar 2018.

Mas...

Há dois motivos que fazem com que DilMentira não renuncie.

O primeiro é o mais óbvio e todos já sabem: a petezada não quer perder as boquinhas, as mamatas, os carguinhos, os cascalhos para Blogs Sujos, a sangria institucional para os bandidos soldados do MST, CUT, MTST, Vila Campesina e milhares de outras ONGuinhas companheiras, etc e etc e etc.

O segundo é mais sutil e eu cheguei a ele depois de ver o PT se estraçalhando todo na opinião pública e, mesmo assim, não abrir mão do governo, podendo montar de novo no touro bravo e reconquistar alguns votos posando de paladino na oposição. Esse motivo não é nem do PT em si, mas de DilMentira ela própria. Ela chegou a um ponto de muita mágoa do povo, do país e dos brasileiros que passaram a vaiá-la, a baterem panelas a cada fala sua e todas as demonstrações de repulsa, antipatia e repúdio ao que ela é e ao que representa. Essa mágoa e sentimento de um misto de ter sido traída e abandonada a levou à teimosia criminosa de não largar o osso enquanto não causar o máximo de mal possível a todo o país e a todos os habitantes. É a sua vingança fria, aquela do "vocês me repelem, mas eu dou o troco de quebrar e espatifar completamente o país em que vocês moram". As taxas e estatísticas todas apontam para isso mesmo. De uns meses pra cá, o país está atingindo todos os recordes possíveis de quebradeira geral, de PIB, de desemprego, de endividamento, de classificação de risco, tudo. Ela está conseguindo seu intento. Está dando um bom troco ao cidadão acomodado que vê Faustão e futebol ao domingos, enche as ruas no Carnaval e não quer nem saber de participação política.

Um "casal" feito um para o outro.
DilMentira e a grande maioria desse gigante eternamente adormecido se merecem.

Argentina já decolou. Boa sorte, hermanos!

Online Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #113 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 19:48:03 »
Eu quero muito que o governo Macri resolva os problemas que a Cretina largou para trás e faça o país avançar.

Enterraria de vez o populismo desses imbecis da esquerda escrota.

Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #114 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 20:28:34 »
Não entendi. Como ele acabou com o imposto de renda dos mais pobres se apenas os 10% mais ricos eram tributados? O que significa isso em termos de tributação? Os recursos para manter o governo vêm dos impostos. Se a renda não é tributada (e já não era antes), significa que a produção é tributada? Essa não é justamente uma crítica ao sistema tributário brasileiro?   Que se tributa a cadeia produtiva e não a renda?

Offline MarcoPolo

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #115 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 21:03:42 »
Ele acaba de alterar uma das fontes do problema.. não dá para arrumar tudo ao mesmo tempo. Espero que tenha um plano para alterar com calma a tributação sobre consumo. Não tem que ter muita dúvida.. mudanças graduais.

Decisão corajosa e correta. Vamos ver.

Offline DDV

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #116 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 22:02:20 »
A Argentina já foi rica uma vez. Será que voltará a ser?

Se mantiver esse ritmo por uma década, é bem capaz.
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #117 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 22:11:31 »
Ainda não entendi. Que problema ele resolveu com isso? Ou a notícia está errada e falta alguma coisa ou continua a mesma coisa. Se antes apenas 10% pagavam imposto e agora é um número ainda mais reduzido, então não se resolveu nada.

Offline Geotecton

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #118 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 22:25:38 »
Ainda não entendi. Que problema ele resolveu com isso? Ou a notícia está errada e falta alguma coisa ou continua a mesma coisa. Se antes apenas 10% pagavam imposto e agora é um número ainda mais reduzido, então não se resolveu nada.

Eu acho que há algum erro na informação sobre a quantidade de argentinos que pagam imposto de renda ou sobre as faixas de tributação.
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Offline MarcoPolo

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #119 Online: 19 de Fevereiro de 2016, 02:12:00 »
Ainda não entendi. Que problema ele resolveu com isso? Ou a notícia está errada e falta alguma coisa ou continua a mesma coisa. Se antes apenas 10% pagavam imposto e agora é um número ainda mais reduzido, então não se resolveu nada.

Ele corrigiu pela inflação a parcela isenta de imposto, com a intenção de reduzir a forte tendência dos sindicatos quererem reposição salarial a partir de aumento nominal dos salários. O cara ganha X e levava X/3, agora ganha X e leva X/2 (só para explicação, números irreais), mantendo a base X, o que significa que não será necessário colocar mais tanto dinheiro novo no mercado porque ele tirou dinheiro do governo, assim evitando a inflação, que é seu alvo agora.

No final, a inflação tira dinheiro de todo mundo, incluindo governo.

Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #120 Online: 19 de Fevereiro de 2016, 07:07:31 »
Mas que afeta um número ínfimo de trabalhadores, menos que 10%. Então por que diminuiria a tendência dos sindicatos em pedir a reposição nominal dos salários? Para a massa não houve diferença.

Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #121 Online: 19 de Fevereiro de 2016, 07:12:48 »
Fazendo uma analogia tosca. É como se no Brasil apenas juízes e altos funcionários pagassem imposto e passassem a também não pagar e com isso achar que os outros mais de 90% do funcionalismo (que não receberam nada) ficassem satisfeitos porque aqueles já ganhavam muito vão poder ganhar mais. Sem contar todo o restante dos trabalhadores da iniciativa privada.

Skorpios

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #122 Online: 19 de Fevereiro de 2016, 07:48:59 »
Concordo com as colocações do Derfel. Enquanto isso aqui o governo não corrige a tabela do IR e eu pago mais sobre uma aposentadoria do INSS que já é miserável.

Offline MarcoPolo

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #123 Online: 19 de Fevereiro de 2016, 08:14:42 »
Os percentuais podem estar errados, o aumento proposto pelos sindicatos (mais de 30% imagino devido à inflação) pode colocar mais gente nos "10%"..

Offline Johnny Cash

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #124 Online: 19 de Fevereiro de 2016, 09:59:09 »
Eu nem fazia ideia que a arrecadação de IR na Argentina era tão distinta assim.

 

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