Autor Tópico: O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri  (Lida 10731 vezes)

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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #250 Online: 03 de Janeiro de 2018, 19:14:25 »
Não foi exatamente o que quebrou o país? Distribuição de verbas para emendas parlamentares que se tornaram uma inesgotável fonte de desvios?

E vc quer triplicar ou quadruplicar?

Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #251 Online: 03 de Janeiro de 2018, 19:28:27 »
Não foi exatamente o que quebrou o país? Distribuição de verbas para emendas parlamentares que se tornaram uma inesgotável fonte de desvios?

E vc quer triplicar ou quadruplicar?


Não, não foi.  As verbas parlamentares são pequenas em relação às outras rubricas do orçamento.


« Última modificação: 03 de Janeiro de 2018, 19:36:22 por JJ »

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #252 Online: 03 de Janeiro de 2018, 22:25:00 »
Não foi exatamente o que quebrou o país? Distribuição de verbas para emendas parlamentares que se tornaram uma inesgotável fonte de desvios?

E vc quer triplicar ou quadruplicar?


Não, não foi.  As verbas parlamentares são pequenas em relação às outras rubricas do orçamento.




As verbas podem ser pequenas em relação ao orçamento mas só como exemplo do que o toma lá dá  cá pode fazer, a Petrobrás entrou em um acordo nos EUA para pagar 10 bilhões aos acionistas que foram prejudicados.

É apenas o estrago de uma das empresas roubadas no governo PT.

O estrago não se resume ao tamanho da propina recebida ou ao dinheiro desviado, a empresa deixa de render e produzir o que poderia, as outras sofrem com concorrência desleal, a população deixa de ter serviços melhores e mais baratos para ficar nas mãos de apadrinhados.

Essa merda só vai acabar quando o otário do brasileiro entender que em país onde o jeitinho ajuda uns a levarem vantagem sobre os outros todo mundo vive na lama.

O melhor modo de acabar com o toma lá dá cá é  fazer o que o Moro está fazendo, colocar vagabundo na cadeia seja quem for.

Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #253 Online: 04 de Janeiro de 2018, 07:56:28 »
Não foi exatamente o que quebrou o país? Distribuição de verbas para emendas parlamentares que se tornaram uma inesgotável fonte de desvios?

E vc quer triplicar ou quadruplicar?

Não, não foi.  As verbas parlamentares são pequenas em relação às outras rubricas do orçamento.


As verbas podem ser pequenas em relação ao orçamento mas só como exemplo do que o toma lá dá  cá pode fazer, a Petrobrás entrou em um acordo nos EUA para pagar 10 bilhões aos acionistas que foram prejudicados.

É apenas o estrago de uma das empresas roubadas no governo PT.

O estrago não se resume ao tamanho da propina recebida ou ao dinheiro desviado, a empresa deixa de render e produzir o que poderia, as outras sofrem com concorrência desleal, a população deixa de ter serviços melhores e mais baratos para ficar nas mãos de apadrinhados.

Essa merda só vai acabar quando o otário do brasileiro entender que em país onde o jeitinho ajuda uns a levarem vantagem sobre os outros todo mundo vive na lama.

O melhor modo de acabar com o toma lá dá cá é  fazer o que o Moro está fazendo, colocar vagabundo na cadeia seja quem for.


Mas a troca de favores a que eu estou me referindo é algo legal, não é algo ilegal.  Pode ser eticamente feio para alguns, mas em termos de política realista é um caminho bem viável.  O contrário tende a ser uma mera fantasia, ou seja, imaginar que pessoas normais (no Brasil, e em países similares) com poder vão fazer algo significativo sem que recebam nada de significativo em troca.  Isso é de uma ingenuidade política enorme.


 :)



« Última modificação: 04 de Janeiro de 2018, 08:32:28 por JJ »

Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #254 Online: 04 de Janeiro de 2018, 08:02:15 »



Muitas  pessoas  parecem não entender ou não querer entender e aceitar a importância da ideia de que: pessoas são movidas a incentivos (ou que pessoas reagem a incentivos).


 :)

Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #255 Online: 04 de Janeiro de 2018, 08:33:56 »

Como está na oração de São Francisco: é dando que se recebe. 


 :hihi:

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #256 Online: 04 de Janeiro de 2018, 20:29:21 »
Citar
Mas a troca de favores a que eu estou me referindo é algo legal, não é algo ilegal.  Pode ser eticamente feio para alguns, mas em termos de política realista é um caminho bem viável.  O contrário tende a ser uma mera fantasia, ou seja, imaginar que pessoas normais (no Brasil, e em países similares) com poder vão fazer algo significativo sem que recebam nada de significativo em troca.  Isso é de uma ingenuidade política enorme.

Por isso eu disse que o brasileiro nunca sairá da merda, não sou ingênuo a ponto de pensar que um dia essa República Bananeira vai mudar.


Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #257 Online: 04 de Janeiro de 2018, 20:33:06 »

Como está na oração de São Francisco: é dando que se recebe. 


 :hihi:

O São Francisco pode dar para todo mundo se quiser.

Pouco importa.

Offline -Huxley-

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #258 Online: 11 de Maio de 2018, 22:02:14 »
É alguém que está arrumando a casa bagunçada deixada pela maluquinha hermana.
Cumprindo uma agenda que a esquerda critica e condena.
O resultado não chega tão a galope como se poderia desejar, mas já se pode ver nesse último trimestre uma alta de 4,2%.
Se o desejo de criticar for maior do que o de enxergar a recuperação e a realidade,...
...nada mais pode ser feito.

Citar
PIB da Argentina cresce 4,2% no 3º trimestre

EFE
20/12/201719h16

Buenos Aires, 20 dez (EFE).- O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou alta de 4,2% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período no ano passado, informou nesta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

O PIB argentino também subiu 0,9% frente ao segundo semestre e, no acumulado dos três primeiros, o indicador subiu 2,5% na comparação com o período equivalente em 2016.

No ano passado, a economia argentina teve queda de 2,3%, após uma alta de 2,1% em 2015. Para 2017, de acordo com as metas da Lei de Orçamento, o governo do presidente Mauricio Macri esperava inicialmente que o PIB aumentasse 3,5%, mas ao apresentar em setembro o projeto de Orçamento para 2018, o número foi revisto para uma alta de 3% neste ano e de 3,5% em 2018.

A verdade é que esses cheerleading político em cima de políticos supostamente liberais só aumenta o risco de fomentar os argumentos dos  esquerdistas brasileiros.

Mesmo que um país latino americano fosse governado por Milton Friedman ressucitado, ele frequentemente teria a restrição de outros políticos esquerdistas, da desaprovação popular das medidas impopulares e necessárias e de não poder, essencialmente, governar por decreto.

Não sei se esse será o caso da Argentina, mas há alguma evidência de que esse seja o caso. Até o Instituto Liberal admitiu isso:

Citar
É uma pena, mas a Argentina não é um bom exemplo a ser seguido

(...)

Semana passada o processo de reformas na Argentina foi interrompido por protestos ditos populares (link aqui), especificamente os protestos impediram a aprovação da reforma da previdência proposta pelo presidente Macri. Não vou analisar os méritos da proposta, pelo que vi tem um aumento da idade mínima de aposentadoria, por lá isso existe, e uma redução dos prazos de reajustes das pensões que atualmente são semestrais e passariam a ser trimestrais. O aumento da idade me parece uma medida necessária, queiramos ou não os sistemas previdenciários vão ter de se adaptar às mudanças demográficas. O reajuste trimestral me parece um equívoco, reduzir prazos de reajustes alimenta a inércia inflacionária e deixa ainda mais difícil controlar a inflação que por lá já anda em absurdos 25% ao ano.

Fonte: https://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/e-uma-pena-mas-argentina-nao-e-um-bom-exemplo-ser-seguido/

Se a inflação galopante bagunçar tudo de novo na Argentina, podem esperar para ver certos "intelectuais" brasileiros tentando convencer pobres leitores de que é "culpa do Neoliberalismo" do governo que os cheerleads políticos brasileiros "neoliberais" definiram como "liberal".

Eu disse para tomar cuidado com cheerleading político. Não foi por falta de aviso, Gabarito, EU AVISEI!

Por que a Argentina está de volta aos braços do FMI?

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-44035325
« Última modificação: 11 de Maio de 2018, 23:23:15 por -Huxley- »

Offline Fernando Silva

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #259 Online: 12 de Maio de 2018, 08:44:34 »
Macri tentou um processo lento apostando na estabilidade mundial. A estabilidade não durou muito.
Citar
O presidente argentino, Mauricio Macri, deu azar. A política econômica que tentou — do ajuste gradual ou do liberal com coração — só daria certo em um ambiente externo muito favorável aos países emergentes, como ocorreu até pouco tempo. Ou seja, a aposta de Macri não era maluca. Fazia sentido. Mas não contava com o aquecimento da economia americana e com tensões internacionais.

O mundo estava assim: dólar barato e abundante, disponível para investimentos e empréstimos; juros internacionais muito baixos; forte crescimento global, elevando demanda e preços de commodities.

Com isso, Macri conseguiu regularizar a situação externa do país — encerrando uma moratória de décadas e captando empréstimos novos de nada menos que US$ 100 bilhões. Havia confiança no governo e na sua política de desmontar os estragos da era Kirchner, promovendo o equilíbrio das contas internas e externas de maneira gradual.

Foi um erro, muitos dizem hoje. Mas, na hora, quando se elegeu em 2015, era diferente. Os preços estavam congelados; as tarifas eram baratas à custa de subsídios pagos pelo governo; este se financiava com dívida cada vez mais cara ou, especialmente, imprimindo dinheiro e fazendo uma baita inflação. E, para completar, os Kirchner haviam feito uma intervenção no IBGE deles e entregavam números falsos. A inflação real passava dos 50%. No oficial, aparecia como menos de 15%.

Esse populismo funciona por algum tempo, ganha eleições e depois desaba, deixando uma conta pesada para o sucessor. Aconteceu no Brasil também, mas com limites: a inflação de Dilma estourou, mas com 11%, e sem roubo nos dados.

Em resumo, a Argentina precisava de um choque de realismo e de verdade.

Mas se Macri descongelasse todos os preços, cortasse todos os subsídios e reduzisse fortemente o gasto público — isso produziria um pico de inflação, a tal inflação corretiva, que não poderia mais ser mascarada. Um golpe brutal: todos os preços subindo ao mesmo tempo, com o governo gastando menos, inclusive em programas sociais. Donde: recessão.

Muitas vezes, esse caminho é inevitável, quando a crise avança a tal ponto que o ajuste se faz na marra. Não é que o governo decide gastar menos. Simplesmente acaba o dinheiro.

Como contava com os dólares baratos, Macri tentou o gradualismo. A inflação, por exemplo, cairia para 40% em 2016, para 17% no ano seguinte e assim por diante, até chegar a civilizados 5% em 2019.

Assim, nem todos os preços foram descongelados, muitos foram liberados aos poucos, os subsídios públicos foram reduzidos, mas não eliminados. Resultado: a inflação caiu, mas não no ritmo desejado ou necessário. Estava, por exemplo, em 25% antes da crise atual.

Ainda assim, Macri estava dobrando a aposta. Iniciou um programa para estimular o crescimento, confiando que as peças se encaixariam em 2019, a tempo das eleições.

Começou a dar errado a partir dos Estados Unidos. A economia americana já estava em aceleração, crescendo mais que os outros desenvolvidos, e pegou embalo com duas políticas de Trump, a redução de impostos (que deixou para empresas e pessoas mais dinheiro para investimento e consumo) e o aumento do gasto público. Logo, todo mundo concluiu, a inflação vai reaparecer e o Fed, o banco central deles, vai subir os juros. No mercado, os juros já estavam em alta. O título de dez anos do Tesouro americano, durante muito tempo com rendimento perto de zero, já está pagando 3% ao ano. O papel alemão equivalente dá 0,5%.
https://oglobo.globo.com/opiniao/a-licao-argentina-22667944

Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #260 Online: 03 de Junho de 2018, 08:57:59 »


E o herói da  direita está fracassando com sua política na Argentina:



O temor de uma nova crise domina a Argentina: “Voltar ao FMI significa entregar o país”




A decisão de Macri de negociar um resgate do Fundo desperta os temores dos piores episódios econômicos

FEDERICO RIVAS MOLINA

MAR CENTENERA

Buenos Aires 10 MAI 2018 - 21:31   CEST




O Fundo Monetário Internacional só traz más lembranças na Argentina. É quase uma palavra ruim, associada às políticas de ajuste e às piores catástrofes financeiras. “É como voltar para trás”, “Isso nós já vivemos”, “É mais do mesmo”, se ouvia nas ruas de Buenos Aires quase no mesmo momento em que o presidente Mauricio Macri anunciava na televisão que pediria um resgate financeiro ao Fundo, o primeiro em 15 anos. Os argentinos têm motivos para pensar assim. O primeiro empréstimo que o Fundo deu ao país sul-americano foi em 1957, para um governo militar. Desde então, sua presença acompanhou todas as crises econômicas que sacodem a Argentina de forma cíclica.



Nos anos noventa, o Fundo acompanhou com paixão a conversibilidade aplicada por Domingo Cavallo durante o Governo de Carlos Menem. E hoje todos associam o Fundo ao fracasso daquele modelo em 2001. O Governo de Fernando de la Rúa havia acordado com o Fundo uma blindagem financeira de 38 bilhões de dólares para sustentar a paridade de um peso-um dólar herdada do menemismo. Mas só houve dois desembolsos. A suspensão do terceiro precipitou o fim da conversibilidade e a eclosão da pior crise econômica de que os argentinos se lembram.



Eduardo Duhalde, sucessor de emergência de De la Rúa, recorreu duas vezes ao Fundo, que colocava condições cada vez mais duras, sempre relacionadas à redução dos gastos públicos e do déficit fiscal. O Fundo nunca foi o principal credor da Argentina, mas de sua aprovação dependia a chegada dos investimentos: daí o peso de suas receitas. Em 2006, o presidente Néstor Kirchner conseguiu eliminar o déficit, graças às receitas extraordinárias das exportações de matérias-primas. Os países emergentes viviam anos de prosperidade econômica e o kirchnerismo quis dar um golpe de efeito: cancelou a dívida de 9,8 bilhões que a Argentina tinha com o FMI e se declarou livre de qualquer condicionamento. As bandeiras de uma suposta soberania econômica estavam muito altas e os argentinos acompanharam o kirchnerismo com seus votos.



Mas o vento de popa não durou. Os preços das matérias-primas caíram e a Argentina passou a gastar mais do que produzia. O kirchnerismo decidiu então se financiar em pesos, sobretudo com o dinheiro dos fundos de pensão. Fechado o crédito externo, emprestava a si mesmo com a emissão de moeda. Em troca, não precisava prestar contas a ninguém. Macri chegou ao poder em 2015 e disse que a situação herdada era insustentável. Voltou então aos mercados internacionais. Primeiro pagou 9,3 bilhões para os chamados fundos abutres para acabar com o litígio por causa do calote da dívida externa declarada em 2001. Em dois anos tomou mais de 50 bilhões de dólares no mercado internacional, mas isso não foi suficiente para fazer do peso uma moeda à prova de tempestades externas. Hoje disse que pedirá ajuda ao Fundo novamente, e os argentinos têm dificuldade em acreditar que desta vez será diferente.



“Voltar a essa situação provoca angústia”, diz Ezequiel, um professor que tinha 22 anos quando da crise de 2001. Outros falam em “decepção”, ou simplesmente “raiva”. “Não sei se o povo argentino vai tolerar isso, talvez esteja esperando, mas existe toda uma geração de 40 anos para cima que sabe o que aconteceu com o FMI. Sempre que suas receitas foram aplicadas as consequências foram pagas pelos trabalhadores”, acrescenta Ezequiel, que espera que as pessoas saiam às ruas para protestar.



Carlos, dono de uma floricultura em Villa Ortúzar, um bairro de classe média de Buenos Aires, teme a palavra “ajuste”. “Voltar ao FMI significa entregar o país, é isso que Macri está fazendo. Em pouco tempo dirão que precisam fazer mais ajustes, ajustar os aposentados, vender empresas públicas.” Ele não acredita, além disso, que o Fundo tenha “mudado”, como diz sua diretora-geral, Christine Lagarde. “É mais do mesmo, ou até pior, porque cada vez apertam mais os que têm menos e cresce o fosso entre as pessoas que têm dinheiro e os pobres.” Quem é mais velho, como Graciela, aposentada, vê uma nova crise no horizonte. “Estou com muito medo porque já vivemos isso. A última vez que o FMI veio, acabamos tendo uma grande crise. Eu não entendo muito de política, mas o que eu sei é que meu dinheiro não é suficiente”, diz.



A inquietude atingiu até mesmo aqueles que votaram em Macri, com a esperança de que os problemas herdados do kircherismo fossem resolvidos. Nacho tem 24 anos, de manhã dirige um táxi e à noite trabalha um quiosque de doces. Diz que sabe “muito pouco” sobre o FMI, mas não tem muitas expectativas em relação à ajuda que pode chegar. “É um desastre”, diz ele, “tudo sobe e o dinheiro não é suficiente. Ganho 16.000 pesos (cerca de 2.550 reais) e pago 12.000 (1.912 reais) de aluguel. Sou anti-kirchnerista porque eles roubaram tudo, mas Macri disse que iria fazer uma mudança e isso não aconteceu. Votei em Macri e agora me arrependo, não voto mais nele”. É possível que o dinheiro do Fundo dê um pouco de oxigênio para a economia argentina, mas em troca o Governo deverá pagar um alto preço político.



https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/08/internacional/1525812410_093182.html




Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #261 Online: 03 de Junho de 2018, 09:03:20 »

PERTO DE QUEBRAR, EM NOVO FRACASSO NEOLIBERAL, ARGENTINA SOBE JUROS A 40%



247 - Governo Macri está naufragando na Argentina e lançando o país numa crise brutal, no que parece ser uma antecipação do que aguarda o Brasil sob o governo Temer. Voo curto como o da galinha para os governos neoliberais na América Latina. Ontem, o Banco Central argentino havia elevado a taxa de juros para 33,25% ao ano. Hoje (4), elevou de novo para 40%. Segundo reportagem do Valor Econômico, o risco cambial assombra a Argentina, "o peso é a moeda que mais perdeu valor frente ao dólar neste ano, 16,6%, e em 12 meses, 31,57%."


Uma das "bíblias" das publicações neoliberais globais, a revista norte-americana Forbes, afirma que aos investidores "parece ter chegado a hora de sair da Argentina. Leia aqui.


O presidente Mauricio Macri chegou à presidência da Argentina em 2015 saudado por toda a direita e o mercado financeiro na América Latina e no mundo como "exemplo de competência". A imprensa conservadora e os analistas econômicos neoliberais no Brasil usaram Macri, oriundo do setor privado, como contraponto ao que apontavam como "fracasso dos governos do PT". O sonho neoliberal durou dois anos.


O clima no país começa a beirar o pânico, com inflação alta, economia parada, juros em disparada, pobreza disseminada e, agora, crise cambial, que são os fantasmas dos anos 1980 e 1990. Escreveu o Valor:


"A forte desvalorização do peso fez muitos argentinos voltarem ao passado, quando não tinham nenhuma confiança em sua moeda e, por isso, compravam dólares e realizavam operações com a moeda americana. O momento ainda não é comparável ao das últimas décadas do século XX, mas recentemente poupadores procuraram converter depósitos em pesos para dólares a fim de driblar a depreciação da moeda local.


Para tentar conter a queda do peso, ontem o banco central da Argentina elevou a taxa de juros para 33,25% ao ano. Em seis dias, a taxa aumentou seis pontos percentuais. Ainda assim, a moeda argentina continuou perdendo valor. No mercado, a expectativa é que haja nova alta dos juros em breve.


'Há uma paranoia natural de que a moeda vai sair do controle em algum momento', disse ontem Walter Stoeppelwerth, diretor do Balanz Capital, um banco de investimentos de Buenos Aires, citado pelo Financial Times. 'Os argentinos são mais sensíveis ao risco cambial do que em qualquer outra nação da região, com exceção talvez da Venezuela'."



https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/353646/Perto-de-quebrar-em-novo-fracasso-neoliberal-Argentina-sobe-juros-a-40.htm



Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #262 Online: 03 de Junho de 2018, 09:05:59 »
1 mês de governo

Será que mantém o pique?

Possivelmente, principalmente depois que a população sentir a melhora no bolso.



Parece que não está tendo melhora no bolso.   Acho que o pique dele já era.



« Última modificação: 03 de Junho de 2018, 09:09:04 por JJ »

Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #263 Online: 03 de Junho de 2018, 09:08:26 »
É muita informação interessante sobre um mesmo assunto e o melhor mesmo é criar um tópico próprio.
Mauricio Macri está trazendo uma revolução de ideias e estilo de governar, dando um banho de água fria na Esquerda Latino Americana que comanda vários países do continente.




Parece que agora a direita é que está levando um banho de água fria.   




Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #264 Online: 03 de Junho de 2018, 09:08:48 »
É claro que a situação não tem nada a ver com os anos da Cretina e do Néstor no governo arrombado o cofre.

Argentina só passou a existir no dia em que o Macri assumiu.

Nós tb estaríamos em uma situação melhor com o Dilmão fodendo tudo.


Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #265 Online: 03 de Junho de 2018, 09:11:05 »
Faça o seguinte, vote no Dilmão novamente.

A solução do PT é gastar mais dinheiro público aumentando a dívida para gerar arrecadação depois.

Tal como os gastos da Copa de deixaram o país nadando em dinheiro.

Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #266 Online: 03 de Junho de 2018, 09:18:40 »
Faça o seguinte, vote no Dilmão novamente.



Nunca afirmei que a Dilma tinha sido uma boa escolha.  Certamente que a  Dilma foi um dos piores erros do PT.  Mas, o  quadrilhão do PMDB que ficou no lugar  também não é algo que preste.









Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #267 Online: 03 de Junho de 2018, 09:24:17 »
A Cretina é só um DIlmão fabricado na Argentina.

As duas arrebentam a Argentina e o Brasil.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #268 Online: 03 de Junho de 2018, 09:26:17 »
A propósito, o PT se aliou ao quadrilhão  por concordar com seus métodos.


Offline Fernando Silva

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #269 Online: 03 de Junho de 2018, 09:50:17 »
PERTO DE QUEBRAR, EM NOVO FRACASSO NEOLIBERAL, ARGENTINA SOBE JUROS A 40%

https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/353646/Perto-de-quebrar-em-novo-fracasso-neoliberal-Argentina-sobe-juros-a-40.htm
Primeiro problema:  a fonte do artigo. É suspeita até que se prove a culpa.

Segundo problema: Macri era a melhor opção disponível. Reeleger a Cristina Kirchner não era uma opção.

As coisas vão mal na Argentina? Sim, mas antes iam pior. E Macri realmente pode não conseguir consertar o país destruído pelos antecessores sem que isto implique em "fracasso do neoliberalismo" (seja lá o que "neoliberalismo" signifique).

Offline -Huxley-

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #270 Online: 03 de Junho de 2018, 11:06:23 »

PERTO DE QUEBRAR, EM NOVO FRACASSO NEOLIBERAL, ARGENTINA SOBE JUROS A 40%



247 - Governo Macri está naufragando na Argentina e lançando o país numa crise brutal, no que parece ser uma antecipação do que aguarda o Brasil sob o governo Temer. Voo curto como o da galinha para os governos neoliberais na América Latina. Ontem, o Banco Central argentino havia elevado a taxa de juros para 33,25% ao ano. Hoje (4), elevou de novo para 40%. Segundo reportagem do Valor Econômico, o risco cambial assombra a Argentina, "o peso é a moeda que mais perdeu valor frente ao dólar neste ano, 16,6%, e em 12 meses, 31,57%."


Uma das "bíblias" das publicações neoliberais globais, a revista norte-americana Forbes, afirma que aos investidores "parece ter chegado a hora de sair da Argentina. Leia aqui.


O presidente Mauricio Macri chegou à presidência da Argentina em 2015 saudado por toda a direita e o mercado financeiro na América Latina e no mundo como "exemplo de competência". A imprensa conservadora e os analistas econômicos neoliberais no Brasil usaram Macri, oriundo do setor privado, como contraponto ao que apontavam como "fracasso dos governos do PT". O sonho neoliberal durou dois anos.


O clima no país começa a beirar o pânico, com inflação alta, economia parada, juros em disparada, pobreza disseminada e, agora, crise cambial, que são os fantasmas dos anos 1980 e 1990. Escreveu o Valor:


"A forte desvalorização do peso fez muitos argentinos voltarem ao passado, quando não tinham nenhuma confiança em sua moeda e, por isso, compravam dólares e realizavam operações com a moeda americana. O momento ainda não é comparável ao das últimas décadas do século XX, mas recentemente poupadores procuraram converter depósitos em pesos para dólares a fim de driblar a depreciação da moeda local.


Para tentar conter a queda do peso, ontem o banco central da Argentina elevou a taxa de juros para 33,25% ao ano. Em seis dias, a taxa aumentou seis pontos percentuais. Ainda assim, a moeda argentina continuou perdendo valor. No mercado, a expectativa é que haja nova alta dos juros em breve.


'Há uma paranoia natural de que a moeda vai sair do controle em algum momento', disse ontem Walter Stoeppelwerth, diretor do Balanz Capital, um banco de investimentos de Buenos Aires, citado pelo Financial Times. 'Os argentinos são mais sensíveis ao risco cambial do que em qualquer outra nação da região, com exceção talvez da Venezuela'."



https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/353646/Perto-de-quebrar-em-novo-fracasso-neoliberal-Argentina-sobe-juros-a-40.htm




JJ fazendo suas jotajotices. No post 11 de Maio de 2018, 22:02:14, eu quotei um post de data anterior a essa crise aí, salientando que o governo Macri, a despeito de ser menos pior do que o da Cristina - ESSA SIM RESPONSÁVEL PELA IMENSA MAIOR PARTE DA CRISE ATUAL-, pouco tinha a ver com direita econômica. Mas o que o JJ faz? Ignora o que foi já discutido no fórum anteriormente e põe seus spams da Esgotosfera...
« Última modificação: 04 de Junho de 2018, 00:36:18 por -Huxley- »

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #271 Online: 03 de Junho de 2018, 17:44:59 »
Faça o seguinte, vote no Dilmão novamente.




Em o 2014 eu votei no Super Mega Hiper Ultra Gold Platinum Master Plus Blaster Force Advanced Speed Big Good   ilibado  Aécio Neves. 


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« Última modificação: 03 de Junho de 2018, 17:50:47 por JJ »

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #272 Online: 16 de Junho de 2018, 13:49:50 »

12/05/2018 às 21h03

Com a crise na Argentina, Brasil vê riscos comerciais e políticos



BRASÍLIA - A crise na Argentina pode levar à redução das exportações brasileiras de carros e peças para o país vizinho, segundo avaliação de especialistas. Atualmente, a participação da Argentina nas exportações brasileiras é de cerca de 8% e a maior parte é do setor de veículos. De janeiro a abril, as exportações totalizaram US$ 74,29 bilhões. Desse total, US$ 6,06 bilhões são referentes à Argentina. Dos produtos exportados para o país vizinho, cerca de 33% são automóveis.


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que ainda não tem uma previsão de quanto podem cair as exportações com a crise. A associação disse apenas que 76% das exportações do setor vão para a Argentina. Em seguida vem o México (7%), Chile (5%), Uruguai (4%), a Colômbia (3%) e Peru (2%).


Em crise econômica, a Argentina decidiu recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para equilibrar a situação financeira do país. A decisão foi tomada depois da disparada do dólar. O governo quer obter respaldo financeiro para acalmar os ânimos dos investidores e frear a saída de capitais do país, cuja economia, segundo o presidente argentino, Maurício Macri, é
uma das mais dependentes de recursos estrangeiros.


O ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, lembra que a Argentina é o principal importador de produtos manufaturados no Brasil. "Os principais produtos são automóveis e peças de carro. Evidentemente, uma crise na Argentina afeta esses setores", disse. Para Barral, se a Argentina conseguir o empréstimo no FMI, o nível de especulação cambial diminuirá, o
que fará com que o país não diminua muito as importações.


Entretanto, Barral disse que o efeito da crise argentina no Brasil deve ficar restrito a esse segmento, sem contagiar toda a economia brasileira. "O Brasil tem reservas internacionais altas, inflação relativamente sob controle. Então, o Brasil não está na mesma situação da Argentina. Mas em termos de exportações, sim. O Brasil pode ser afetado pela queda das exportações",
disse.


Segundo Barral, a competitividade do setor automotivo brasileiro é maior na Argentina por conta do Mercado Comum do Sul (Mercosul). "Os produtos brasileiros não pagam imposto de importação na Argentina", explicou. Além disso, ele disse que o mercado argentino é maior do que de outros países.


"Enquanto na Argentina tem um mercado de 42 milhões de pessoas, no Uruguai, por exemplo, são 3 milhões", disse. A pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação
Getúlio Vargas (FGV), Lia Baker Valls Pereira, também considera que o efeito da crise argentina no Brasil se restringirá à balança comercial.


"No Brasil, a exportação não é o principal elemento do PIB [Produto Interno Bruto]. A Argentina é a terceira importadora do Brasil. É muito localizado, afetaria mais a exportação de automóvel", opinou a pesquisadora.


"O empréstimo do FMI vem cheio de restrições. A Argentina tem um problema de déficit fiscal, déficit externo, tem inflação alta. A Argentina vai se comprometer a um controle inflacionário e fiscal mais austero", disse.


Pereira acrescentou que o presidente argentino Mauricio Macri optou por fazer um ajuste gradual na economia, mas não conseguiu. No último dia 8, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou não há possibilidade de "contágio" da crise argentina no Brasil. "Nós temos uma situação externa extremamente confortável, um déficit em conta-corrente pequeno, que é financiado por investimentos diretos estrangeiros. Temos reservas extremamente elevadas, de US$ 383 bilhões. Não vejo nenhum impacto. A situação [do Brasil] é completamente diferente da Argentina."



http://www.valor.com.br/empresas/5520913/com-crise-na-argentina-brasil-ve-riscos-comerciais-e-politicos



« Última modificação: 16 de Junho de 2018, 13:52:31 por JJ »

Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #273 Online: 16 de Junho de 2018, 13:53:48 »

Macrito,   o  new  libeural,  está  sendo  um  new  fiasco na Argentina.


 :biglol:
« Última modificação: 16 de Junho de 2018, 14:00:30 por JJ »

Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #274 Online: 16 de Junho de 2018, 13:57:02 »


Enquanto isso,  o malévolo new  socialist  Evo  Maldales, está  levando o terror do crescimento econômico para  a bolivariana Bolívia.


 :biglol:

« Última modificação: 16 de Junho de 2018, 14:01:03 por JJ »

 

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