Autor Tópico: O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri  (Lida 9865 vezes)

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Offline Geotecton

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #50 Online: 18 de Janeiro de 2016, 21:52:59 »
Ela devia aumentar os impostos, sim.

De quem votou nela!
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Offline Johnny Cash

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #51 Online: 19 de Janeiro de 2016, 13:57:56 »
Não diretamente feito pelo Macri, mas já algo provocado pelas atitudes dele no comando:

Citar
Preços dos Carros da Audi cai pela Metade (mas só na Argentina, graças ao novo Governo)!
http://autovideos.com.br/precos-carros-audi-cai-metade-argentina-gracas-novo-governo/

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #52 Online: 19 de Janeiro de 2016, 14:08:28 »
Tudo isso é apenas machismo. Os grandes capitalistas colaborando e investindo pesado para a exaltação de um presidento homem que toma o lugar de uma das únicas presidentas da história da humanidade.

Offline Gaúcho

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #53 Online: 19 de Janeiro de 2016, 14:38:29 »
É tão básico, que não tem outra explicação que não seja ignorância ou má-fé. Nosso governo prefere ter 100 empresas pagando R$1.000,00 de imposto, do que ter 100.000 empresas pagando R$100,00 de impostos.
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #54 Online: 19 de Janeiro de 2016, 18:45:08 »
É tão básico, que não tem outra explicação que não seja ignorância ou má-fé. Nosso governo prefere ter 100 empresas pagando R$1.000,00 de imposto, do que ter 100.000 empresas pagando R$100,00 de impostos.

Soda é saber que empresários apoiaram o PT nesses anos todos, mesmo sabendo perfeitamente o que fariam com a economia do país.

Eu até entendo que um Zé Mortadela vote neles, eu até entendo que empresários como o Odebrecht apoiem o PT, o que não entendo é que gente supostamente esclarecida entre na conversa dessa corja imunda.

Não me passa pela cabeça que alguém que tem um mínimo de vivência ou alguma escolaridade vote em um ignorante que não arrumaria emprego como porteiro de zona se estivesse fora da vida pública.


Offline Gabarito

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #55 Online: 21 de Janeiro de 2016, 19:16:01 »
A surra continua:

Citar
Macri em Davos já garantiu bilhões de reais em investimento externo para a Argentina nos próximos anos.

As medidas de abertura de mercado e facilidade de comércio deixaram CEOs confiantes para gerar mais empregos e renda no país vizinho.

Enquanto isso, a capacidade de investimentos no Brasil caiu pela metade em apenas três anos com Dilma. Consequentemente, desemprego dispara e renda cai.


http://www.lanacion.com.ar/1864018-importantes-multinacionales-prometieron-a-macri-inversiones-por-mas-de-us-1000-millones

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/sob-dilma-capacidade-de-investimento-do-brasil-caiu-55


Offline Buckaroo Banzai

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #56 Online: 21 de Janeiro de 2016, 19:36:05 »
Desperta até esperança da América do Sul finalmente aprender.

Acho que se a coisa ainda não estivesse tão mal a primeira reação da maioria seria coisas nas linhas de "o único argentino que presta foi Che Guevara". Mas como está até preferem não falar nada por enquanto.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #57 Online: 21 de Janeiro de 2016, 20:56:30 »
Desperta até esperança da América do Sul finalmente aprender.

Acho que se a coisa ainda não estivesse tão mal a primeira reação da maioria seria coisas nas linhas de "o único argentino que presta foi Che Guevara". Mas como está até preferem não falar nada por enquanto.

Reparou que ninguém ( Me referindo aos esquerdinhas) apareceu com aquela desculpa de que havia uma guerra econômica contra a Argentina como fazem em relação a Cuba e Venezuela?

Ao que parece a tal "guerra econômica" que f*** todo país em que os mortadelas colocam as patas só funciona enquanto são eles que comandam tudo.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #58 Online: 22 de Janeiro de 2016, 10:28:16 »
São os grandes países capitalistas, o Estadunidos e diversos países europeus, que impõem essa guerra. Macriminoso é claramente um entreguista, se rendeu, com bandeirinha branca e tudo, e agora está sendo recompensado por essa traição. Enquanto que aqueles que ousam lutar por uma América Latina verdadeiramente livre são punidos sem dó.

Inicialmente pensavam que a Dilma também seria submissa aos grandes interesses capitalistas mundiais:

   

...e depois viram que não seria bem assim, então tinham que colocar essa "mulherzinha de país de terceiro mundo" em seu devido lugar.

Offline Gabarito

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #59 Online: 22 de Janeiro de 2016, 10:40:40 »
Finalmente!

Antes tarde do que nunca.

A imprensa brasileira começou a notar que existe notícia ao sul do Rio Grande do Sul e que o atual presidente da Argentina pode ajudar a vender jornal.
A Folha trouxe uma boa matéria da excelente impressão que Maurício Macri está causando em Davos:

Citar
Em Davos, Argentina vira exemplo ao Brasil
CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A DAVOS
22/01/2016 02h08

Um dos mais conhecidos analistas econômicos do Brasil, frequentador assíduo do Fórum de Davos, pede o anonimato para produzir a mais perfeita e irônica visão de como é vista, pela elite mundial, a ascensão de Mauricio Macri à Presidência argentina:

"A melhor notícia para o Brasil nos últimos tempos é Mauricio Macri", ironiza. E explica: seu exemplo servirá de estímulo para que o Brasil faça as reformas há tanto prometidas e sempre adiadas.


   Ruben Sprich/Reuters    
O argentino Mauricio Macri (à dir.) encontra o premiê britânico, David Cameron, em Davos, na Suíça

Pelo menos em um ponto, Macri quer mesmo servir de modelo: na defesa dos os presos políticos na Venezuela e na pregação por democracia e direitos humanos.

"Em todas as instâncias a que irei nos próximos dias ou meses, vou falar disso", disse o presidente em encontro com os jornalistas do International Media Council, criado pelo Fórum Econômico Mundial.

Sua chanceler, Susana Malcorra, explicitou as instâncias e são realmente todas as regionais: Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe, Unasul, Organização dos Estados Americanos.

A julgar pelo entusiasmo de Macri, ele não é modelo só para o Brasil: o presidente acha que, "de repente, está todo o mundo indo na mesma direção" em relação à Venezuela. Menos o Brasil, ressalvou, "pelo problema que é a fronteira", sem detalhes.

O modelo que Macri vendeu na campanha eleitoral e nos seus primeiros 40 dias de governo atraiu de fato a atenção de Davos, a ponto de ter mobilizado até Martin Wolf, principal colunista do "Financial Times" e um dos mais respeitados do mundo, para a entrevista desta quinta (21).

"A Argentina está interessante", explicou Wolf.

Qual é o roteiro que Macri vendeu nos seus dois dias no encontro anual-2016 do Fórum Econômico Mundial?

Responde o próprio presidente: "Um país aberto, confiável, com regras estáveis para todos".

Música para os ouvidos dos executivos que formam a clientela básica de Davos, dos quais a antecessora de Macri, Cristina Kirchner, fugiu durante os 12 anos de reinado dos Kirchner.

Já Macri veio com um time completo de auxiliares, que trouxe ao seu encontro com os jornalistas, algo inusitado nesse modelo de conversa.

Deixou até que respondessem, junto com ele, além da chanceler Susana Malcorra, o ministro da Economia, Alfonso Prat-Gay, e o peronista Sergio Massa, derrotado no pleito que, em segundo turno, entronizou Macri.

Permitiu-se até uma brincadeira com o impecável inglês de Prat-Gay, que serviu de tradutor ao espanhol de Massa: "Se você não der certo na economia, já tem lugar como tradutor".

ABUTRES

Novidades na entrevista não surgiram, mas serviram para confirmar a moderação do novo presidente, um contraste até forçado com o estilo belicoso de Cristina.

Anunciou, por exemplo, a intenção de acertar as contas com os chamados "fundos abutre, que estão impedindo a Argentina de entrar no mercado de crédito.

Se houver o acerto ("tão rápido e justo quanto possamos obter", ressalvou Prat-Gay) e o crédito voltar, a Argentina poderá dobrar a produção de alimentos, diz Macri.

Com o premiê britânico, David Cameron, com quem se reuniu no mesmo dia, Macri repetiu a histórica reivindicação argentina pela soberania sobre as ilhas Malvinas, mas sem deixar de "sentar-se para discutir sobre tudo".

Macri manteve 19 reuniões com líderes políticos e empresariais em Davos, sempre com a mensagem: "A Argentina está madura para voltar ao mundo".

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #60 Online: 22 de Janeiro de 2016, 10:55:55 »
Putz, mas até ele tem essa fixação com as Ilhas Falkland. Acho que talvez tenha que fazer essa pose para não ser atacado pelos opositores como capitalista-entreguista-coxinha.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #61 Online: 23 de Janeiro de 2016, 09:51:28 »
Putz, mas até ele tem essa fixação com as Ilhas Falkland. Acho que talvez tenha que fazer essa pose para não ser atacado pelos opositores como capitalista-entreguista-coxinha.

Esse cara parece ser muito mais racional que os idiotas que estavam na presidência antes dele, acho que a coisa vai acabar em algum acordo.

Offline Geotecton

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #62 Online: 23 de Janeiro de 2016, 09:58:31 »
Putz, mas até ele tem essa fixação com as Ilhas Falkland. Acho que talvez tenha que fazer essa pose para não ser atacado pelos opositores como capitalista-entreguista-coxinha.

Exatamente. Eu avalio que ele citou as ilhas de forma polida para lembrar aos britânicos que quase todos os argentinos as consideram como seu território, ganhando assim 'pontos' junto aos mais nacionalistas de seu país mas fazendo-o de forma cortês para não melindrar os europeus.
« Última modificação: 28 de Janeiro de 2016, 11:51:42 por Geotecton »
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Offline Gaúcho

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #63 Online: 28 de Janeiro de 2016, 10:33:57 »
Citar
Argentina coloca aviões presidenciais à venda e Macri passa a utilizar somente voos comerciais

O presidente argentino Mauricio Macri anunciou esta semana que o país irá aposentar a sua frota de aviões presidenciais. A medida faz parte de um programa de redução de gastos públicos.

Conhecido como Tango 1, o Boing 757 que transportava o chefe de estado da Argentina até então irá passar por uma vistoria e será colocado à venda. A aeronave é orçada em mais de US$ 20 milhões (cerca de R$ 80 milhões).

Menores, os aviões Tango 2 e 3, dois Fokker F-28, também serão comercializados. Somente o Tango 10, um Learjet 60, continuará sob administração da presidência.

O Boing 757 presidencial argentino ficou famoso nos anos 90, ainda na gestão de Carlos Menem. Na época, em 1992, o governo do país contava com a frota presidencial mais moderna da América Latina.

Entretanto, com a piora da situação econômica nos últimos 16 anos, alguns setores da sociedade passaram a questionar a necessidade de uma frota especialmente para o presidente. Nesta mesma discussão, a antecessora de Macri, Cristina Kirchner, foi bastante criticada em 2014 depois de adquirir um Boeing 737-500 com 21 anos de uso – a aeronave em questão deverá ser repassada à viação Aerolineas Argentinas.

Para endossar a sua decisão, Macri publicou nas redes sociais uma foto de sua passagem para Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial. Foi o primeiro voo comercial de um presidente argentino em mais de dez anos.

http://www.leianoticias.com.br/site/argentina-coloca-avioes-presidenciais-a-venda-e-macri-passa-a-utilizar-somente-voos-comerciais/
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline JJ

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #64 Online: 31 de Janeiro de 2016, 16:39:25 »
O aumento de mais de 300% nas contas de luz dos argentinos é melhor do que parece
by RENATA BARRETO


Caríssimos leitores do Breaking Goods. Sei que só o fato de estarem aqui lendo um artigo na minha humilde coluna já significa que seus horizontes são mais amplos que apenas os das mídias comuns e que, provavelmente e assim espero, vocês não são pessoas de ler apenas as manchetes e já tirar conclusões. Acertei? Bem, se por acaso cometeu esse erro, ainda há tempo de consertar. Nesta semana foi noticiada mais uma das várias medidas tomadas pelo novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, em que se fala do aumento expressivo nas contas de luz no país, na casa dos 300%. Quem ainda tem preguiça de ler o texto todo e ir mais a fundo entender o que está acontecendo, pensou logo de cara: Mas que sacanagem! Mas vamos lá. Como sempre digo, é preciso sempre dissecar bem as informações para conseguir entender a realidade. Se me permitir, te ajudo nessa. Bora?

Desde que o casal Kirchner assumiu o país, primeiro com Nestór e depois com Cristina, a Argentina passou a ter uma intervenção fortíssima do Estado, que já não era das menores. Neste artigo aqui eu conto a história desde de Perón, caso queiram se situar melhor no caos econômico que a Argentina se enfiou. O preço da energia estava subsidiado há 12 anos. Ah, mas que legal, energia barata para todo mundo! Parece legal, mas não é. Como diria o mestre Milton Friedman, não existe almoço grátis. O país enfrenta inflação alta e muitos itens caros, mas algumas coisas se mantiveram baratas com esse subsídio do governo, como o transporte público, a luz e o gás. Só que um detalhe, esse subsídio acabava por beneficiar os mais ricos, que gastavam muito e sem qualquer critério, pagando muito pouco. Houve um abandono dos critérios de formação de preço e quando este se torna artificial, o custo aos cofres públicos e ao contribuinte é pesado. Estima-se que só o subsídio de energia tenha custado US$25 bilhões ao país.

Outro problema que é causado quando se criam preços artificiais e operações deficitárias (custo maior que receita) é desestimular o investimento privado no setor. Com isso, o serviço fica cada vez pior e já houve blecautes em algumas regiões. Ou seja, é preciso tirar a artificialidade do preço, atrair investimentos no setor e melhorar as condições do serviço com um preço justo. Essa história lhes parece familiar? Durante muito tempo a Petrobrás fez o mesmo, pagando mais caro do que vendia os combustíveis para manter a inflação controlada. O fato de o nosso governo querer que a empresa fosse seu instrumento de política monetária custou muito caro e agora a Petrobrás, não só por esses motivos, está em frangalhos. A conta sempre chega.

Macri está tomando diversas medidas interessantes na Argentina e é preciso atenção para elas. É apenas o começo e ainda há muito o que acontecer para saber se poderemos ter um novo país, como prometido em campanha, mas posso dizer que so far, so good. Macri está dando um show de liberalismo econômico e bem que podia dar umas aulas para Dilma.

Em pouco mais de um mês de mandato, retirou os impostos de algumas commodities como soja e milho e trigo, fazendo com que as exportações disparassem. Ontem mesmo foi divulgado que após 10 anos sem exportar para a Coréia do Sul e Vietnã, os argentinos voltaram a enviar seu trigo para o oriente. Outra coisa importante para retomada das exportações foi ter liberado o câmbio. O governo controlava o mercado de dólares e dificultava a compra da moeda para importações o que obrigava os exportadores a converter os dólares em pesos com uma taxa que não era real, estava valorizada artificialmente. O Banco Central basicamente, pagava menos de 70% do valor real dos produtos vendidos ao exterior, o que desestimulou fortemente os empresários que estocaram suas produções. Com a chegada de mais dólares na Argentina, teremos o começo do alívio das pífias reservas internacionais e mais confiança num mercado que não mais é artificial. Vejam que a regulação pelo mercado acaba sendo sempre melhor.

Outra coisa que foi bastante importante e teve significância clara de que não se deve suportar mais uma máquina pública inchada foi a demissão de diversos servidores da época Kirchner que estavam mais para funcionários fantasmas que outra coisa. Também começou a descredenciar os médicos cubanos por não apoiar uma ditadura e duvidar da eficiência destes, assim como bateu de frente com a Venezuela ao dizer que o país deve ser sumariamente retirado do Mercosul por conta de suas políticas econômicas fracassadas. Começou a retomada das relações com o resto do Mercosul, Estados Unidos e União Europeia e voltou do Fórum Econômico Mundial com boas impressões e mais de US$80 bilhões em investimentos ao seu país. Enquanto isso, nosso ministro da Fazenda fazia um discurso torpe (queria usar outra palavra) dizendo que tínhamos que aproveitar uma “boa crise” para sensibilizar o Congresso a aprovar a CPMF. Que vergonha.

Voltando aos subsídios de energia, essa medida foi bastante importante para começar a ter algum ajuste fiscal no país, sendo que quase 5% do PIB corresponde aos subsídios, ou seja, em torno de US$70 bilhões. Em sua campanha, Macri disse claramente que isso seria uma das medidas adotadas, não sendo então uma surpresa, diferentemente das campanhas eleitorais que vimos por aqui. Mesmo com o ajuste, as tarifas continuarão acessíveis, na verdade hoje elas eram ridículas de tão baratas. Para ser barato desse jeito, a produção enérgica deveria ser compatível, o que não é. Os argentinos acabaram, inclusive, sendo estimulados a não economizar em nada, usando os equipamentos mais antigos de calefação e ar condicionado que demandam mais energia, sem se importar com o gasto. É preciso fazer toda uma reformulação na economia da Argentina e alguns impactos iniciais serão sentidos, mas posso garantir que se as medidas de Macri continuarem avançando e ele conseguir fazer tudo que se comprometeu, teremos uma Argentina bastante diferente em alguns anos. Seu maior desafio será conseguir pagar a dívida a qual foi dada o calote há mais de 10 anos, além de ajustar as contas e retomar a credibilidade internacional. Eu acredito.

Portanto, meus caros e queridos leitores, sejam bons pupilos e leiam sempre as matérias inteiras antes de emitir opiniões, entendam melhor como as coisas funcionam na realidade e, de preferência, compartilhem com os coleguinhas mais desavisados que ainda sofrem da velha preguiça mental do raciocínio lógico.

Conto com vocês.


Renata Barreto é economista, empresária, atua no mercado de capitais há 12 anos, com experiência em trading, estruturações e advisory, nos mercados doméstico e internacional



http://www.breakinggoods.com.br/noticias/desvendando-a-economia/o-aumento-de-mais-de-300-nas-contas-de-luz-dos-argentinos-e-melhor-do-que-parece/

« Última modificação: 31 de Janeiro de 2016, 16:41:28 por JJ »

Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #65 Online: 31 de Janeiro de 2016, 22:19:21 »
Gostaria da opinião do Fzzap sobre o governo Macri. Tenho lido algumas coisas como governar por decreto, decretos anulando leis, juízes da suprema corte sendo nomeados também por decreto, sem submeterem-se ao senado, pressão para renúncia da procuradora da República,  dimuição dos poderes do Ministério público, suspensão por decreto da aplicação do novo código de processo penal e outras coisas mais. Gostaria de saber se é isso mesmo e o q queje os argentinos estão achando disso, tanto a população quanto as instituições.

Offline EuSouOqueSou

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #66 Online: 01 de Fevereiro de 2016, 00:27:36 »
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

Offline Geotecton

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #67 Online: 01 de Fevereiro de 2016, 00:59:59 »
Mais uma do governo Macri:

Na Argentina, milhares de vagabundos protestam nas ruas porque a mamata acabou

 :hihi:

Certamente ocorrerão injustiças. Mas o Macri está correto ao 'mandar às favas' porque eu acho que a maioria deles é um bando de 'parasitas'.

Enquanto isto, por aqui...

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Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #68 Online: 01 de Fevereiro de 2016, 07:10:51 »
Mais uma do governo Macri:

Na Argentina, milhares de vagabundos protestam nas ruas porque a mamata acabou

 :hihi:

Certamente ocorrerão injustiças. Mas o Macri está correto ao 'mandar às favas' porque eu acho que a maioria deles é um bando de 'parasitas'.

Enquanto isto, por aqui...



Como pode dizer que a maioria seja de parasitas?  Qual a evidência?  O que houve foi uma demissão em massa cujo critério parece ter sido o tempo que a pessoa entrou. Há meios de saber quais seriam os fantasmas e demiti-los. Ou então,  se o objetivo for reduzir a carga sobre as finanças, que deixe isso claro, com critérios objetivos. Se lá for como aqui, significa que alguns órgãos vão simplesmente parar por falta de funcionários.

Offline Gaúcho

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #69 Online: 01 de Fevereiro de 2016, 12:01:28 »
Mais uma do governo Macri:

Na Argentina, milhares de vagabundos protestam nas ruas porque a mamata acabou

 :hihi:

Certamente ocorrerão injustiças. Mas o Macri está correto ao 'mandar às favas' porque eu acho que a maioria deles é um bando de 'parasitas'.

Enquanto isto, por aqui...



Como pode dizer que a maioria seja de parasitas?  Qual a evidência?  O que houve foi uma demissão em massa cujo critério parece ter sido o tempo que a pessoa entrou. Há meios de saber quais seriam os fantasmas e demiti-los. Ou então,  se o objetivo for reduzir a carga sobre as finanças, que deixe isso claro, com critérios objetivos. Se lá for como aqui, significa que alguns órgãos vão simplesmente parar por falta de funcionários.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=692

Citar
[...]O governo reformista da Nova Zelândia fez apenas duas perguntas básicas a cada uma de suas agências, secretarias e ministérios: O que você está fazendo? e O que você deveria estar fazendo? Ato contínuo, foi dito a cada órgão que ele deveria eliminar tudo aquilo que ele não deveria estar fazendo.  Isso não parece algo muito sensato?  Não parece muito claro?

'Parem de ficar cavando buracos apenas para serem enchidos novamente.  Parem com a gastança.'  Essa simples abordagem, franca e direta, reduziu o número de funcionários públicos no Ministério dos Transportes da Nova Zelândia de 5.600 para meros 53.  Já o número de empregados parasitas no Ministério do Meio Ambiente caiu de 17.000 para apenas 17.

McTigue era ele próprio Ministro do Trabalho.  Ele acabou sendo o único funcionário que restou quando o processo de corte eliminou 28.000 empregados.  Como o próprio McTigue diz, quase tudo que o Ministério fazia era construção e engenharia — mas havia muitas pessoas que poderiam fazer tudo isso sem o envolvimento do governo.[...]

A Argentina está no caminho certo.
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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #70 Online: 01 de Fevereiro de 2016, 13:26:25 »
Se lá for como aqui, significa que alguns órgãos vão simplesmente parar por falta de funcionários.

Seria um impacto muito grande pro Brasil se o ministério do Esporte, Comunicações ou da Integração Nacional fosse extinto e todo mundo que trabalha nele fosse pra rua?
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline Gabarito

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #71 Online: 01 de Fevereiro de 2016, 14:33:58 »
Mais uma do governo Macri:

Na Argentina, milhares de vagabundos protestam nas ruas porque a mamata acabou

 :hihi:

Gostei da boa definição usada: Gordura Militante.   :lol:
Citar
Macri segue mitando no governo argentino e cortando gastos.

Já são quase 20 mil cortes no funcionalismo público. Muitos destes cargos comissionados foram entregues a militantes do Kirchnerismo pouco antes da ex-presidente deixar o cargo, o ministro da finanças os classificou como "gordura militante".

Enquanto isso, Dilma cortou um total de 0 cargos comissionados desde sua promessa de reduzir a máquina pública.

http://oglobo.globo.com/mundo/macri-promove-demissao-em-massa-na-casa-rosada-no-ministerio-de-cultura-18570570


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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #72 Online: 01 de Fevereiro de 2016, 20:15:50 »
Absurdo, todos deveriam ter o direito de trabalhar de militante comunista se quisessem. Isso é claramente perseguição política.
http://tomwoods.com . Venezuela, pode ir que estamos logo atrás.

Offline Derfel

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #73 Online: 01 de Fevereiro de 2016, 20:28:05 »
Se lá for como aqui, significa que alguns órgãos vão simplesmente parar por falta de funcionários.

Seria um impacto muito grande pro Brasil se o ministério do Esporte, Comunicações ou da Integração Nacional fosse extinto e todo mundo que trabalha nele fosse pra rua?

Das Comunicações e da Integração nacional? Sim. Ou então outro ministério teria de assumir essas funções. onde ficariam a ANATEL, ECT e a Telebrás? Políticas de comunicação seriam definidas por qual órgão? E a regulação da Radiodifusão? Acabaria com a Defesa Civil? Mas não só isso. Nas universidades, por exemplo, durante muito tempo muitos cursos funcionaram somente a base de professores substitutos (não sei como se encontram agora), sem eles esses cursos parariam.

Offline Geotecton

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Re:O novo estilo de governo na Argentina - Mauricio Macri
« Resposta #74 Online: 01 de Fevereiro de 2016, 20:33:21 »
Se lá for como aqui, significa que alguns órgãos vão simplesmente parar por falta de funcionários.
Seria um impacto muito grande pro Brasil se o ministério do Esporte, Comunicações ou da Integração Nacional fosse extinto e todo mundo que trabalha nele fosse pra rua?
Das Comunicações e da Integração nacional? Sim.

Não, nenhum deles.

O primeiro pode ser absorvido sob a forma de secretaria por outro ministério.

O segundo não serve para anda.


Ou então outro ministério teria de assumir essas funções.

Já respondido.


Onde ficariam a ANATEL, ECT e a Telebrás?

A primeira pode ser transformada em secretaria.

As outras duas podem ser privatizadas.


Políticas de comunicação seriam definidas por qual órgão?

Pela secretaria de comunicações dentro de algum ministério.


E a regulação da Radiodifusão?

Idem ao anterior.


Acabaria com a Defesa Civil?

Não.

Ela seria absorvida por outro ministério.


Mas não só isso. Nas universidades, por exemplo, durante muito tempo muitos cursos funcionaram somente a base de professores substitutos (não sei como se encontram agora), sem eles esses cursos parariam.

E?
« Última modificação: 22 de Fevereiro de 2016, 09:14:05 por Geotecton »
Foto USGS

 

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