Autor Tópico: Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade  (Lida 2094 vezes)

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Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Online: 09 de Fevereiro de 2016, 08:17:31 »
BBC
09/04/2014 05h35 - Atualizado em 09/04/2014 07h02

Criticada por estatizações, Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade

Com crescimento recorde no ano passado, país mais pobre da América do Sul tem sido louvado pelo FMI por gestão econômica prudente.


Da BBC
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"Sem o FMI, estamos melhor". A declaração do presidente boliviano, Evo Morales, durante a abertura de uma conferência internacional sobre os direitos indígenas na última segunda-feira, em Santa Cruz de la Sierra, foi apenas sua mais recente crítica ao Fundo Monetário Internacional.
Em fevereiro, ele disse que a instituição deveria ressarcir os danos que causou ao longo de 20 anos de políticas neoliberais na América Latina.

As constantes críticas contrastam com o tom elogioso do último relatório do fundo sobre o país, que parabeniza a Bolívia por sua boa gestão econômica e pelo rápido crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).


Os números preliminares indicam que a nação mais pobre da América do Sul cresceu 6,5% no ano passado, o melhor resultado em três décadas. Mas não se trata de um dado positivo isolado. De 2007 a 2012, a expansão anual média do PIB no país foi de 4,8%. E, para este ano, o FMI projeta um crescimento acima de 5%.

Política prudente

Analistas de mercado atribuem os bons números a uma política econômica prudente que soube aproveitar o cenário favorável de alta do preço do gás - principal produto boliviano.


"Há vários anos, o desempenho macroeconômico da Bolívia tem sido muito bom. Essa performance, ativamente apoiada em políticas sociais, ajudou a aumentar em quase três vezes a renda média da população e reduziu a pobreza e a desigualdade"
, afirmou recentemente Ana Corbacho, economista que chefiou a última missão de monitoramento do FMI ao país, em conferência com jornalistas.


Além de incensada pelo FMI, a administração do autointitulado governo socialista também é bem avaliada pelo Banco Mundial e a Economist Intelligent Unit - consultoria ligada à revista inglesa The Economist, crítica costumaz do ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega. A agência de classificação de risco Moody's também tece elogios à administração Morales e reconhece até mesmo aspectos positivos na nacionalização do setor de petróleo e gás em 2006.

Arrecadação crescente

O último relatório anual da instituição sobre o país diz que, apesar de estatizações em geral terem impactos negativos "no clima de negócios" e "enfraquecerem" a produção no setor de energia, "no caso da Bolívia, a nacionalização do setor de hidrocarbonetos (petróleo e gás) claramente fortaleceu as receitas do governo".

Com arrecadação crescente, a administração Morales conseguiu reduzir consideravelmente a dívida pública, elevar os investimentos e acumular reservas internacionais de US$ 14 bilhões - o equivalente à metade do PIB boliviano, segundo o FMI.
E apesar da estatização de alguns setores da economia, o país passou a atrair mais capital externo produtivo. Nos últimos quatro anos, a entrada do chamado investimento estrangeiro direto ficou em média em 3,5% do PIB boliviano, uma taxa relativamente alta.

O único problema é que os recursos estão muito concentrados no setor de gás - são investimentos de empresas que agora atuam como fornecedoras de serviços para o governo, observa Sarah Glendon, analista da Moody's. Com isso, a economia não tem se diversificado.

Revertendo privatizações

O governo de Morales diz que nacionaliza apenas setores estratégicos que eram do Estado antes da leva de privatizações dos anos 90, recomendada pelo FMI. São empresas de petróleo, gás, eletricidade, telecomunicação, transporte aéreo e ferroviário e de alguns metais - quase todas já estatizadas, em geral após o pagamento de alguma compensação.

As medidas teriam respondido aos anseios populares. A população não viu benefícios após as privatizações dos anos 1990, período em que a desigualdade social cresceu, e isso levou a anos de instabilidade política, diz a analista da Moody's. Antes de Morales, a Bolívia teve quatro presidentes em menos de cinco anos.

O atual presidente chegou ao poder em 2006, se manteve no cargo em 2009 em eleições antecipadas e poderá concorrer ainda a um terceiro mandato em outubro. Ele lidera as pesquisas com folga.

A previsibilidade política acaba favorecendo os negócios, afirma Glendon. "Apesar de muitos investidores se preocuparem com o perfil de esquerda e intervencionista do governo de Evo Morales, sua administração fez uma boa gestão macroeoconômia e trouxe anos seguidos de estabilidade política que não existia antes".

Vulnerabilidades

Mas, apesar de todos os avanços, a Bolívia ainda permanece um país pobre e com uma economia pouco diversificada. A renda per capita é de cerca de US$ 2.700 por ano (no Brasil tem sido acima de US$ 10 mil nos últimos anos), e o setor de petróleo e gás responde por metade das exportações e um terço das receitas do governo. Quase todo o combustível é vendido para apenas dois países - Brasil e Argentina.

As mesmas instituições que elogiam a atual gestão dizem que o governo precisa melhorar mais o ambiente de negócios para atrair recursos para outros setores, com objetivo de sustentar um crescimento mais dinâmico e perene num horizonte longo.

No curto prazo, porém, os analistas vêem poucos riscos para a atual trajetória de expansão econômica, apesar da expectativa de que o governo vai acelerar os gastos neste ano eleitoral, pressionando as contas públicas.

"Muito coisa teria que dar errado para a Bolívia viver uma nova crise como há 15 anos", acredita Federico Barriga, analista da Economist Intelligence Unit.

Para Ana Corbacho, do FMI, 'a economia boliviana está em uma posição muito confortável para enfrentar possíveis choques externos', graças às robustas reservas internacionais.

"Estamos mostrando ao mundo inteiro que você pode ter políticas socialistas com equilíbrio macroeconômico", disse o ministro da Economia e Finanças, Luis Arce, em entrevista recente ao jornal "The New York Times". "Tudo o que nós fazemos é com objetivo de beneficiar os pobres. Mas você tem que fazê-lo aplicando a ciência econômica".




http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/04/criticada-por-estatizacoes-bolivia-e-elogiada-por-expansao-e-estabilidade.html




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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #1 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 08:20:22 »
A notícia é de 2014, mas adivinhem qual foi o país da América Latina que mais cresceu em 2015, opções:


A) Chile

B) Bolívia




« Última modificação: 09 de Fevereiro de 2016, 08:31:24 por JJ »

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #2 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 08:22:50 »

Tudo bem que uma pessoa seja partidária da doutrina liberal, mas que não seja um partidário sectário.



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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #3 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 08:30:03 »


Estranho,  segundo os libertários o Estado é a raiz de todo o mal. 

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #4 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 08:42:28 »

Índice de Liberdade Econômica

                 Posição       Pontuação

 Chile             7           78.5   

 Bolívia          163         46.8   


Uai sô, tem algo errado,  pois a firme  crença dos libertários  diz que  mais liberdade econômica significa mais prosperidade econômica.

Então como é que pode a Bolívia,  lá atrás no índice de liberdade econômica, ter tido melhor desempenho econômico do que o amado Chile ?

Tem algo errado nessa crença libertária.



Fonte do índice:

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Liberdade_Econ%C3%B4mica


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Offline Pasteur

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #5 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 09:07:40 »
A taxa de crescimento não mostra necessariamente que um país esteja melhor que outro. Fazendo uma analogia com as ações das petrolíferas como exemplo:

A petrobrás está com o valor de suas ações muito depreciado - 4,50 reais. Ela tem muito mais chance de dobrar de valor que uma gigante americana ou holandesa que tem um valor de mais de 60/70 dólares por ação e ainda assim terá um valor muito abaixo de suas concorrentes.

Ou um praticante de musculação: o "franguinho" ganha uma taxa de músculos muito mais rápido que um supermusculoso. Difícil é manter a taxa.

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #6 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 09:16:14 »
A taxa de crescimento não mostra necessariamente que um país esteja melhor que outro. Fazendo uma analogia com as ações das petrolíferas como exemplo:



A taxa de crescimento, o crescimento econômico é  o principal índice para indicar o sucesso de uma política econômica (ainda mais se obtiver por vários anos, e não apenas um ano).

E a taxa de crescimento econômico, o crescimento da economia, a expansão do PIB é o problema principal das ciências econômicas.

E o crescimento da economia (e a melhora econômica da população) é o principal  item que determina a popularidade de um governo e o julgamento político que a maioria das pessoas de um país fazem do governo.

Será que é preciso lembrar a frase do assessor da campanha de Bill Clinton ?





« Última modificação: 09 de Fevereiro de 2016, 09:25:25 por JJ »

Offline JJ

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #7 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 09:17:47 »

Bolívia liderará expansão econômica na América do Sul em 2015, diz Cepal

Redação | São Paulo - 08/04/2015 - 11h38
País liderado por Evo Morales terá crescimento de 5% do PIB; apesar disso, Comissão precisou rebaixar projeção de crescimento anual para região

     
A Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) anunciou nesta quarta-feira (08/04) que a Bolívia é um dos países que vai liderar a expansão econômica da América do Sul em 2015, com crescimento previsto de 5% do PIB (Produto Interno Bruto).

Leia também : Após 8 anos de Morales, Bolívia é elogiada pelo FMI, mas precisa superar pobreza extrema
EFE

Bolívia registra um dos melhores desempenhos econômicos da América Latina em diversos setores

No continente latino-americano, o órgão ressalta outros países que terão prognóstico de alta no PIB: Panamá (6%), Antigua e Barbuda (5,4%) e República Dominicana (5%). Contudo, em comunicado divulgado à imprensa, a Cepal explica que precisou revisar a projeção de crescimento anual para a região neste ano, reduzindo de 2,2% a 1%.

De acordo com a organização, a subregião mais afetada é a América do Sul, com projeção de crescimento próximo de zero, em virtude, sobretudo, à queda do preço das commodities, motor de várias economias locais.

“Ao menor crescimento da economia mundial soma-se uma maior volatilidade financeira internacional, produto de uma política monetária muito expansiva na Europa e no Japão, ao mesmo tempo em que se antecipa uma elevação das taxas de juros nos Estados Unidos", comenta o órgão em relatório.


No início de janeiro deste ano, o Banco Central da Bolívia anunciou que o país registrou um incremento de 50% das reservas internacionais em 2014. Em outubro do ano passado, o FMI (Fundo Monetário Internacional) já havia publicado um informe que apontava que a Bolívia seria “o país que mais crescerá na América Latina, junto com a Colômbia”.


"Há vários anos, o desempenho macroeconômico da Bolívia tem sido muito bom. Essa performance, ativamente apoiada em políticas sociais, ajudou a aumentar em quase três vezes a renda média da população e reduziu a pobreza e a desigualdade", disse a economista do FMI Ana Corbacho, em coletiva de imprensa concedida no início de 2014.



Veja, em Opera Mundi TV: Ascensão de Evo na Bolívia freou 'saque sistemático' de recursos naturais


http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40060/bolivia+liderara+expansao+economica+na+america+do+sul+em+2015+diz+cepal.shtml

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Offline Barata Tenno

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #8 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 12:14:15 »
Taxa de crescimento é um indicador falso. Se um país A muda de 1 pra 2 tem crescimento de 100%, um outro país B sai de 100 pra 150 teve um crescimento de "apenas" 50%. Taxa de crescimento de A foi maior, mas o número em si não diz nada.
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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #9 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 12:42:06 »
Taxa de crescimento é um indicador falso.


Crescimento vs Desenvolvimento


O crescimento econômico, quando medido apenas pelo PIB, pode ser muito desigual de um país para outro.[11]

Isso porque taxas de crescimento iguais de PIB escondem grandes variações na melhoria do bem estar das pessoas e do seu IDH (que é um método padronizado de avaliação e medida do bem-estar de uma população). Para citar um exemplo, Sri Lanka, Trindad e Uruguai, que tiveram o mesmo declínio na taxa de mortalidade infantil, tiveram crescimentos - medidos pelo PIB - completamente diferentes.


Certos tipos de crescimento, que poderíamos chamar de predatórios, podem levar à degradação ambiental e dos recursos naturais de alguns países, como a Indonésia, a Nigéria e a Rússia e a China, o que por sua vez pode afetar as perspectivas de crescimento futuro.


O crescimento é um dos fatores fundamentais na redução da pobreza e na melhora do IDH, mas seu impacto sobre a pobreza pode variar enormemente. O caso do milagre brasileiro, durante a ditadura militar, é sempre citado como uma década em que o país obteve índices recordes de crescimento de seu PIB, sem que isso tivesse contribuído significativamente para diminuir sua desigualdade econômica.


Perguntado sobre o porquê de existirem tantas diferenças no crescimento entre países, disse Vinod Thomas, o novo Diretor do Banco Mundial para o Brasil (2005):

A razão fundamental é a desigualdade de renda, que reduz o impacto de qualquer crescimento sobre a pobreza. As ações que diminuem a desigualdade não só aumentam o crescimento, como melhoram o seu impacto sobre a pobreza. Um maior acesso à educação e um ensino de melhor qualidade são fatores determinantes na qualidade do crescimento de um país...

Outro importante fator que afeta a distribuição da renda são as transferências públicas de recursos – através de programas como a previdência social e outros. Políticas que aumentem o efeito equalizador dessas transferências -- tais como mudanças na alocação de recursos visando transferências direcionadas aos mais necessitados -- contribuem para reduzir gradualmente a desigualdade da renda. [12]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Crescimento_econ%C3%B4mico


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Offline Derfel

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #10 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 12:42:18 »
Não diria que seja um indicador falso, mas um indicador que deve ser interpretado e colocado dentro de um contexto. Aliás, como qualquer indicador.

Offline JJ

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #11 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 12:52:25 »
A Bolívia antes e depois de Evo Morales

Ángel Guerra Cabrera | Cidade do México - 14/08/2012 - 15h55
Nos últimos sete anos, país recuperou suas empresas e recursos naturais, além de proporcionar crescimento para toda a população
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Agência Efe

Mulher aimará e sua filha em uma plantação de pasto na localidade de Huarina, na Bolívia

Na Bolívia, uma pequena e abastada minoria oprimia e negava direitos humanos básicos aos aimarás, quéchuas, guaranis e outros povos nativos que formam a maior parte da população do país. Esta elite nem ao menos reconhecia os direitos coletivos dessas populações às suas identidades culturais, à autonomia e ao território. Noventa por cento da população rural vivia na pobreza e o país disputava com o Haiti e Honduras o pior índice de IDH (índice de desenvolvimento humano) em todo o continente americano.

As empresas públicas criadas pela revolução de 1952 foram privatizadas a baixo preço, em cumprimento às diretrizes do Consenso de Washington mediante disposições anticonstitucionais e negócios escandalosos armados entre a oligarquia e as empresas transnacionais.

Um exemplo para ilustrar como ocorreu este saque: o presidente Gonzalo Sánchez de Lozada (1993-97; 2002-03) conseguiu acumular, sozinho, uma fortuna superior a 250 milhões de dólares às custas das privatizações. Estas, em consequência, levaram o desemprego a dezenas de milhares de trabalhadores, e atacaram os recursos naturais e a soberania boliviana. Sem contar a sangrenta repressão [destinada] aos movimentos que se opunham a estas políticas.

Sánchez de Lozada e seu sucessor foram derrubados por rebeliões dos povos indígenas e das demais populações multiculturais bolivianas que, em 2005, conseguiram levar à Presidência um dos seus, o aimará Evo Morales, com uma avalanche de votos. Foi quando se iniciou a profunda transformação social que vive hoje a Bolívia. Quem poderia imaginar os extraordinários feitos obtidos no transcorrer desses sete anos até agora?
 

Os povos da Bolívia, já com o comando do governo em suas mãos, iniciaram o resgate da independência, da soberania e do desenvolvimento; através de uma política externa independente, de unidade e integração com a América Latina e o Caribe; de solidariedade com os povos da região e com todos que lutam por um mundo melhor. Desafiando os ataques da oligarquia e do imperialismo, Evo lutou com unhas e dentes para converter em realidade as demandas dos movimentos indígenas e populares.

Convocou a Assembleia Constituinte, reivindicação muito sensível dos povos originários. Estes lhe permitiram proclamar a nova Constituição e o nascimento do Estado Plurinacional de Bolívia, enterrando a antiga república oligárquica.  A carta foi dotada de artifícios jurídicos com o objetivo de resgatar os recursos naturais e as empresas privatizadas, além de redobrar a longa luta pela descolonização e militar pela transformação das consciências. Não à toa, foi classificada acertadamente pelo líder boliviano como uma Revolução Democrática e Cultural.

Em sete anos, a Bolívia erradicou o analfabetismo, sua economia cresceu uma média anual de 4,7%, o país quase sextuplicou suas reservas internacionais de divisas, duplicou o PIB (Produto Interno Bruto) per capita e deixou de ser aquele Estado mendicante, taxado como falido, que dependia de ajuda internacional até para pagar seus empregados públicos. São conquistas que não podemos ver em muitos países em meio a uma crise econômica internacional.


Estendeu consideravelmente os serviços de saúde a milhões que não podiam pagá-los e abriu milhares de escolas. O país tornou-se um prestigioso membro da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América) e da Unasul (União Sul Americana de Nações). E, seguramente, ingressará em breve no Mercosul (Mercado Comum do Cone Sul), um passo que acrescentará robustez geopolítica a esse bloco formidável, assim como ocorreu com a entrada Venezuela. Pois além de seus recursos energéticos, minerais e de sua biodiversidade, a Bolívia goza de uma localização geográfica crucial na região.


Não foi segredo que o governo [do ex-presidente dos EUA George W.] Bush fez todo o possível para impedir a chegada de Evo à Presidência. E, também com [o atual chefe de Estado, Barack] Obama, Washington manteve uma persistente política subversiva para tentar instalar uma base da contrarrevolução na representação diplomática yankee em La Paz.

Os Estados Unidos têm modificado suas táticas subversivas a medida em que estas vão fracassando uma a uma. Atualmente, passou a estimular e fazer ruídos midiáticos com demandas de setores populares, entre eles o tema do Tipnis (Território Indígena e Parque Nacional Isiboro-Securé), cujos dirigentes defendem interesses particulares e, agora, se opõem ao referendo que decidirá sobre a estrada proposta pelo governo. Pois já que sabem que a arrasadora maioria da população que habita o território indígena em questão a aprovará. A Bolívia brilha com a liderança de Evo ante os povos indígenas e não-indígenas como um bastião de dignidade e construção nacional em harmonia com a natueza, tema no qual o país é líder mundial.

Ángel Guerra Cabrera é jornalista cubano residente no México e colunista do diário La Jornada. Twitter: aguerraguerra



http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/23668/a+bolivia+antes+e+depois+de+evo+morales.shtml


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Segundo o jornalista Ángel Guerra Cabrera o governo Evo também teve sucesso no campo social, além do econômico.





Evo Morales no rumo da reeleição na Bolívia



Por 14 anos de governo, em três mandatos, presidente deve confirmar reeleição em primeiro turno, surfando no forte crescimento econômico

Por: Léo Gerchmann
11/10/2014 - 17h01min
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Evo Morales no rumo da reeleição na Bolívia Aizar Raldes/AFP

Mistura de gestão responsável e medidas sociais reforçou figura de Evo Morales até entre antigos adversários
Foto: Aizar Raldes / AFP

O Estado Plurinacional da Bolívia prepara o que é visto como mera oficialização: a reeleição do aimará Evo Morales, o primeiro indígena presidente de um país conhecido pela instabilidade, pela pobreza e por nem sequer ter acesso ao mar, encravado que está no centro-oeste da América do Sul. Cercada por Brasil a Norte e Leste, Paraguai e Argentina a Sul e Chile e Peru a Oeste, a Bolívia se localiza no coração sul-americano. Fica no centro da região e carrega os seus principais problemas.

– A economia é uma das explicações para a tranquilidade com que Evo Morales deve se reeleger – diz Antônio Jorge Ramalho, professor da Universidade de Brasília (UnB). – A Bolívia parte de uma base pequena, cheia de necessidades. Houve a elevação do preço do gás, o Estado tem dinheiro, e há campo imenso para investimentos. Isso impacta o eleitorado, que vê possibilidade de crescimento.

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Os diferentes contextos podem explicar por que Evo, no poder desde 2006 e com perspectiva de permanecer pelo menos 14 anos, disputa uma reeleição tranquila enquanto a brasileira Dilma Rousseff (PT) enfrenta acirrado segundo turno com Aécio Neves (PSDB). O Brasil tem perspectiva de crescer 0,3% em 2014 e 1,4% em 2015, e a Bolívia deve crescer 5,2% em 2014 e 5% em 2015, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), que elogia a Bolívia por crescer 6,5% em 2013, melhor resultado em três décadas – de 2007 a 2012, a expansão anual do PIB foi de 4,8%. Conforme o Banco Mundial, Brasil, Argentina e Venezuela puxam para baixo o crescimento da América Latina. A previsão do organismo é de que o Brasil tenha expansão de 0,5% neste ano, abaixo da média de 2,7% de 31 nações latino-americanas. O crescimento regional é capitaneado por Panamá, Bolívia, Colômbia, Paraguai, República Dominicana, Nicarágua, Guiana, Equador e Suriname.

Economista-chefe do Banco Mundial para América Latina, Augusto de la Torre diz que, para acompanhar a Bolívia e reverter a tendência de baixa expansão, "o Brasil precisa construir políticas que estimulem o investimento e acabem com os gargalos que restringem a atividade econômica".

– A história de crescimento do Brasil se vincula ao consumo. Isso não foi ruim, porque o consumo foi parte da história do crescimento da classe média e da redução da pobreza. Mas, a longo prazo, a economia não cresce com base no consumo, e sim em investimento e produtividade – diz.

As pesquisas indicam, em média, 59% dos votos para Evo contra 18% para o empresário Samuel Doria Medina e 9% para o ex-presidente Jorge Quiroga. Aos 54 anos, o presidente assegura reeleição no primeiro turno se tiver 50% mais um dos votos válidos ou 40% dos votos com diferença de 10 pontos sobre o segundo colocado.

Manobra jurídica permitiu candidatura

Evo concorre ao terceiro mandato (2015 a 2020) por uma manobra jurídica. Como uma nova Constituição foi aprovada quando ele exercia seu primeiro governo, o atual mandato é considerado inicial sob a nova ordem. Não entrou no cômputo. As pesquisas também indicam que o parlamento, com 130 deputados e 36 senadores, deve eleger maioria governista. Isso pode levar a mudanças constitucionais que permitam a Evo disputar novos mandatos, com a adoção de um sistema de reeleições ilimitadas.

O espanhol Alfredo Serrano Mancilla, diretor do Centro Estratégico Latino-americano de Geopolítica (Celag), cogita que Evo vença as eleições com vantagem até superior à conseguida em 2009, de 64,2%.

– A Bolívia desfruta de uma década de ganhos, depois de décadas perdidas – diz.

De acordo com o FMI, Evo equilibrou condução econômica responsável com investimentos sociais. Os principais exemplos são o Juancito Pinto (para crianças), o Renda Dignidade (idosos) e o Juana Azurduy (mães). Em quatro anos, os aportes estrangeiros ficaram em 3,5% do PIB. O acúmulo de reservas chega a US$ 14 bilhões – metade do PIB local, segundo o FMI. Houve reversão de privatizações feitas nos anos 1990, em especial nos setores de gás, petróleo, telecomunicações e transportes aéreo e ferroviário. O problema é a falta de diversidade. Os hidrocarbonetos são metade das exportações e um terço das receitas, o que provoca dependência, em especial dos importadores Brasil e Argentina.

Críticas de diferentes origens

Alto crescimento, pacificação social pela inclusão indígena e clima favorável aos negócios fizeram até empresários de Santa Cruz de la Sierra, principal setor de oposição a Evo Morales, apoiá-lo. Nem tudo, porém, é motivo de tranquilidade. O empresário Samuel Doria Medina, 55 anos, candidato da conservadora Unidade Democrática, projeta uma Bolívia mais liberal em termos econômicos e tende a retomar privatizações dos anos 1990.

– O empresário que vai investir teme que lhe retirem parte da produção – diz ele.

O ex-presidente Jorge Quiroga, 54 anos, que disputa a eleição pelo Partido Democrata Cristão, critica o favorecimento do presidente à cultura da coca e a estatização da economia e projeta diversidade industrial.

– Tudo controlam, regulam e estatizam: a carne, a soja, o açúcar, o azeite. Tudo menos a coca. Este é o governo do neoliberalismo cocaleiro – critica o engenheiro Quiroga.

Evo também despertou a ira de indígenas e de grupos mais à esquerda em razão de investimentos estrangeiros que, segundo eles, exploram áreas naturais. Um fato que provocou protestos foi a proposta de abrir uma estrada que cortaria o parque nacional Isidoro Sécure, território dos povos originários.

Outra crítica é de que, para garantir mais meios de subsistência à população, o governo aprovou este ano polêmica lei que permite o trabalho de crianças de 10 anos.

Professor de Economia da Universidade Católica Boliviana, Gonzalo Chávez pondera que a economia boliviana pode mostrar virtudes de forma, mas tem defeitos de fundo.

– Observa-se uma bonança econômica, mas deveria ser feita uma tomografia da macroeconomia – diz Chávez. – Temos um país com problemas antigos: exportador de recursos naturais, com baixíssimos níveis de produtividade e economia informal gigantesca que dá emprego a 80% de bolivianos.

O vice-presidente Álvaro García Linera vê no desemprego reduzido, de cerca de 1,5% a 2%, o principal fator de popularidade de Evo.

– Com altas taxas de crescimento, benefícios estão garantidos, e a perspectiva é potencializá-los – diz ele.

O "milagre boliviano" em 10 pontos

A economia boliviana é alimentada há oito anos pela nacionalização do setor de hidrocarbonetos, que deu abundantes recursos e crédito político a Evo Morales,no poder desde 2006, com discurso indigenista e antiamericano.

Uma das mais controversas medidas de Evo foi a nacionalização de hidrocarbonetos. Militares e policiais ocuparam, em maio de 2006, instalações e campos de petróleo de transnacionais, como a Petrobras e a espanhola Repsol.

Antes da nacionalização, uma reforma elevou os impostos do gás de 18% para 50%, medida considerada como ponto de partida da política nacionalista de Evo Morales.

Desse modo, a renda petrolífera, que representava US$ 673 milhões anuais para os cofres do Estado boliviano em 2005, chegou a US$ 5,855 bilhões em 2013, segundo a estatal de petróleo YPFB.

Também entre 2005 e 2013, o PIB boliviano triplicou de US$ 9,5 bilhões para US$ 30,381 bilhões. O PIB per capita subiu de US$ 1.010 para US$ 2.757. O salário mínimo passou de US$ 72 a US$ 206.

O novo fluxo de recursos permitiu ao governo promover forte aumento dos investimentos em programas sociais e infraestrutura.

A política estatista não se restringiu aos hidrocarbonetos, mas se estendeu a empresas de telecomunicações, administradoras de fundos de pensão, usinas hidrelétricas, aeroportos e mineradoras.

A infraestrutura estatizada fez com que, em 2013, a Bolívia conseguisse US$ 1,75 bilhão em investimento estrangeiro direto, segundo o FMI.

Enquanto em 2005 a Bolívia exportava US$ 1,4 bilhão em gás, hoje exporta anualmente US$ 6,8 bilhões, quase cinco vezes mais. Supõe-se que o contexto externo foi favorável.

Ainda que Evo tenha conseguido diversas conquistas, a pobreza extrema na Bolívia ainda alcança 20% da população, correspondentes a mais de 10 milhões de habitantes.

"Não se trata de terceiro mandato", afirma embaixador da Bolívia no Brasil

O embaixador da Bolívia no Brasil, o socialista Jerjes Justiniano Talavera, conversou com Zero Hora a respeito do seu país, do presidente (a quem ele se refere sempre como "senhor" e pelo nome completo) e da relação com o Brasil. Foi enfático ao defender que o provável próximo mandato será o segundo, e não o terceiro de Evo Morales. E disse que as críticas a certo paternalismo brasileiro, por ser uma nação maior que usou de condescendência em diversos episódios, são desrespeitosas.

Como será o eventual terceiro mandato do presidente Evo Morales?

Devo esclarecer, em primeiro lugar, que não se trata de um terceiro, mas de um segundo mandato presidencial, de acordo com os seguintes argumentos legais e constitucionais: sob as normas da Constituição anterior, o senhor Evo Morales Ayma assumiu em janeiro de 2006 seu primeiro mandato presidencial. Em 15 de dezembro de 2007, a Assembleia Constituinte aprovou a reforma da Constituição e refundou a Bolívia, criando o Estado Plurinacional da Bolívia. Mediante o referendo democrático de 29 de janeiro de 2009, foi posta em vigência a nova Constituição. No marco do estabelecido pela nova Constituição, convocaram-se eleições para um período de cinco anos, e isso quer dizer que foi modificada e revogada a velha Constituição, e a nova estabeleceu novas normas e procedimentos eleitorais – novos procedimentos foram aplicados e novos requisitos foram postos em vigência, nova data de eleições, nova data de posse das autoridades eleitas –, a nova Constituição entrou passou a vigorar em janeiro de 2009. O atual presidente da Bolívia, senhor Evo Morales Ayma, participou como candidato presidencial nas eleições convocadas para 6 de dezembro de 2009 e ganhou com 64% dos votos. O senhor Evo Morales Ayma toma então posse como presidente do novo Estado Plurinacional da Bolívia em 21 de janeiro, dando início a um primeiro período presidencial em conformidade com a nova Constituição (segundo a qual o mandato é de cinco anos). Na Bolívia, há o princípio constitucional de que a lei se aplica ao futuro e excepcionalmente é retroativa em matérias trabalhista e penal somente se favorece o réu ou se estão especificados os benefícios trabalhistas. Esse princípio constitucional deixa claro então que, de acordo com a nova Constituição, o senhor presidente Evo Morales aspira a um segundo período constitucional no próximo domingo, 12 de outubro de 2014, que se iniciará em 21 de janeiro de 2015.

O senhor vincula a boa relação da Bolívia com o Brasil a um governo de Dilma Rousseff?

As boas relações entre nossos dois países se conservam desde muitos anos atrás. São tradicionais os laços de amizade entre os nossos povos e os nossos governos. A Bolívia vende gás natural ao Brasil desde 1996. Nesse ano, firmou-se um convênio de compra e venda de gás natural, que entrou em vigência no ano de 1999 para um período de 20 anos. Tanto na Bolívia quanto no Brasil, interromperam-se os processos democráticos e, inclusive nas ditaduras militares, se mantiveram as relações entre nossos povos e governos. Considero que, à margem de quem ocupe ocasionalmente o palácio do governo, as relações entre Brasil e Bolívia se manterão boas.

Há uma crítica de setores da oposição brasileira de que o governo brasileiro costuma ser paternalista com outros países do Mercosul (permanentes ou associados), como Argentina e Bolívia. O senhor concorda?

Não creio que seja justo aplicar o qualificativo "paternalista" a um governo com relação ao governo de outro país. Quem opina dessa forma é bastante desrespeitoso com relação ao outro país. A Bolívia, e em especial nosso atual governo, luta pela defesa e pelo respeito a nossa soberania. As relações entre nossos Estados, e de maneira particular as relações com nossos vizinhos e Estados amigos, é fraterna e respeitosa.

Qual sua opinião a respeito do futuro do Mercosul?

A integração é um postulado que se vem sustentando ainda antes de se estabelecerem as repúblicas em nosso continente. O libertador Simón Bolívar pretendia estabelecer uma confederação das repúblicas que ele havia libertado. Em outras palavras, a integração do continente é uma necessidade. O Mercosul é um projeto de integração em marcha, está certo que lentamente, mas marcha e deve avançar.


http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/10/evo-morales-no-rumo-da-reeleicao-na-bolivia-4618970.html

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O Zero Hora  também trouxe boas notícias sobre o governo Evo.





« Última modificação: 09 de Fevereiro de 2016, 13:14:20 por JJ »

Offline Geotecton

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #12 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 12:59:09 »
Para aplacar a eterna raiva contra a 'mídia golpista ocidental', o JJ brinda-nos com o fervor ideológico dos MAVs esquerdistas, como esta tal de 'operamundi'.
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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #13 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 13:10:37 »
Para aplacar a eterna raiva contra a 'mídia golpista ocidental', o JJ brinda-nos com o fervor ideológico dos MAVs esquerdistas, como esta tal de 'operamundi'.


Ataque a fonte de novo ?

E o Zero Hora  também é de "MAVs esquerdistas" ?




Offline Geotecton

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #14 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 13:13:10 »
Para aplacar a eterna raiva contra a 'mídia golpista ocidental', o JJ brinda-nos com o fervor ideológico dos MAVs esquerdistas, como esta tal de 'operamundi'.
Ataque a fonte de novo ?

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #15 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 13:17:24 »
Para aplacar a eterna raiva contra a 'mídia golpista ocidental', o JJ brinda-nos com o fervor ideológico dos MAVs esquerdistas, como esta tal de 'operamundi'.
Ataque a fonte de novo ?

E o Zero Hora  também é de "MAVs esquerdistas" ?

Sim, eu sempre atacarei as fontes porque elas são os porta-vozes de seus senhores.


Atacar uma fonte não torna as proposições de um  texto  falsas ou verdadeiras.  Tampouco comprova que as proposições do texto são falsas ou verdadeiras.

Depois de toda aquela discussão no tópico sobre o Estado Islâmico eu imaginei que esta questão de ataque a fonte já tivesse sido superada.


« Última modificação: 09 de Fevereiro de 2016, 15:58:02 por JJ »

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #16 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 13:44:39 »

Offline Gaúcho

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #17 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 13:48:50 »
Como já falaram, é fácil crescer 100% quando teu indicador é 1 e você passa pra 2.
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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #18 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 14:25:54 »
Em um trabalho de epidemiologia que fiz no meu curso, o tema era a melhora ocorrida na taxa de mortalidade infantil e na morte por doenças diarréicas em menores de 5 anos. Usei o Índice de correlação de Pearson pra cruzar vários dados. A correlação mais forte que encontrei foi entre o estado anterior do indicador e a melhora (percentual) deste, ou seja, os municípios que tinham os piores indicadores tiveram as maiores melhoras nos mesmos.

Acho que isso se aplica à Bolívia. Quando um país está na merda, fica mais fácil conseguir maiores índices de crescimento porque as primeiras medidas são simples, fáceis e baratas, coisas que todos já fizeram mas ainda faltava nestes países (ou municípios).

Se a Coréia do Norte mudasse de regime e um dirigente no estilo Macri fosse colocado no poder, acredito que experimentaria um crescimento inicial explosivo, talvez maior do que o experimentado pela China após Deng Xiaoping.

 
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #19 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 15:30:03 »
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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #20 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 15:32:19 »
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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #21 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 15:36:36 »
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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #22 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 15:39:46 »
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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #23 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 15:41:19 »
Como já falaram, é fácil crescer 100% quando teu indicador é 1 e você passa pra 2.

Nem sempre. Às vezes é mais difícil ir de 1 para 2, do que de 100 para 200. A questão é: o número sozinho sem uma contextualização não indica muita coisa. Qual era asérie histórica?  Quais os outros indicadores? A que se deveu a melhor no indicador? Quais as variáveis presentes?


Offline JJ

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Re:Bolívia é elogiada por expansão e estabilidade
« Resposta #24 Online: 09 de Fevereiro de 2016, 20:13:18 »
Taxa de crescimento é um indicador falso.


No ano passado a economia do Brasil decresceu 3,5% , mas acho que isso não importa, pois é um indicador falso.



 

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