Autor Tópico: Guerra na Síria  (Lida 12048 vezes)

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Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #25 Online: 16 de Fevereiro de 2016, 20:23:17 »

Esteja a vontade também quem prefere acreditar no confiável e neutro Erdogan.


 :hihi:
« Última modificação: 16 de Fevereiro de 2016, 20:59:24 por JJ »

Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #26 Online: 16 de Fevereiro de 2016, 21:19:00 »
JJ, quantos rublos você recebe pra fazer proselitismo político pró governo russo?  :hihi:

Não é proselitismo, são notícias  e também tem algumas opiniões, inclusive de americanos, sobre as ações Russas.  Veja que  até o Trump declarou apoio as ações russas.  Então não entendo a russofobia  de alguns brasileiros do CC.


Por que você não posta notícias de fontes melhores?



Porque fonte não torna uma proposição falsa ou verdadeira.  Uma proposição pode ser verdadeira mesmo que tenha sido comunicada por um desconhecido em um blog não famoso. E da mesma forma um articulista famoso de uma mídia famosa pode emitir uma proposição falsa.


Esta falácia é  a  mesma de pessoas que afirmam:  isto não está na Bíblia, e além disso está contrariando o que está na Bíblia.
Logo, não é verdadeira,  e eu não acredito.


No caso as Bíblias de muitos aqui são algumas  fontes famosas de mídias ocidentais.

As pessoas nesse fórum não têm como checar pessoalmente os fatos relatados, seja na Síria ou nas embaixadas dos países em questão. Logo, as únicas fontes de informações que temos são as agências de notícias. Portanto a fonte conta sim, ela precisa ser confiável e neutra o máximo que for humanamente possível, e fontes dos próprios governos envolvidos (ainda mais uma propagandística) estão em último na escala da confiabilidade.


Há claro, e as fontes (subjetivamente avaliadas) como "confiáveis e neutras o máximo que for humanamente possível"  são (por coincidência) as fontes ligadas a países que fazem parte da OTAN (ou de países aliados de países da OTAN). 

Cujos países são aqueles com as condições sociais mais avançadas, com as instituições mais sólidas e os que mais contribuíram para a propagação do humanismo.

Mas é coincidência, sem dúvida alguma.
Foto USGS

Offline DDV

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #27 Online: 16 de Fevereiro de 2016, 22:37:54 »
Será que eu precisarei explicar ao JJ a diferença entre confiar numa agência de notícia que não pertence e nem recebe dinheiro do governo e uma que pertence e recebe?
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Johnny Cash

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #28 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 09:50:39 »
Um Holandês amigo meu disse que, voltando pra casa, ouviu no rádio alguns refugiados Sírios sendo entrevistados e eles frisaram bem como está sendo ridículo todo mundo dando pitaco em como deve ficar ou se resolver a situação síria, menos a população local.

Apesar de entender o ponto deles, não faço nem ideia sobre como o processo deveria ou poderia ser conduzido para incluir "a voz" dos Sírios nesse imbróglio.

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #29 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 11:27:00 »
JJ, quantos rublos você recebe pra fazer proselitismo político pró governo russo?  :hihi:

Não é proselitismo, são notícias  e também tem algumas opiniões, inclusive de americanos, sobre as ações Russas.  Veja que  até o Trump declarou apoio as ações russas.  Então não entendo a russofobia  de alguns brasileiros do CC.


Por que você não posta notícias de fontes melhores?



Porque fonte não torna uma proposição falsa ou verdadeira.  Uma proposição pode ser verdadeira mesmo que tenha sido comunicada por um desconhecido em um blog não famoso. E da mesma forma um articulista famoso de uma mídia famosa pode emitir uma proposição falsa.


Esta falácia é  a  mesma de pessoas que afirmam:  isto não está na Bíblia, e além disso está contrariando o que está na Bíblia.
Logo, não é verdadeira,  e eu não acredito.


No caso as Bíblias de muitos aqui são algumas  fontes famosas de mídias ocidentais.

As pessoas nesse fórum não têm como checar pessoalmente os fatos relatados, seja na Síria ou nas embaixadas dos países em questão. Logo, as únicas fontes de informações que temos são as agências de notícias. Portanto a fonte conta sim, ela precisa ser confiável e neutra o máximo que for humanamente possível, e fontes dos próprios governos envolvidos (ainda mais uma propagandística) estão em último na escala da confiabilidade.

Há claro, e as fontes (subjetivamente avaliadas) como "confiáveis e neutras o máximo que for humanamente possível"  são (por coincidência) as fontes ligadas a países que fazem parte da OTAN (ou de países aliados de países da OTAN). 

Cujos países são aqueles com as condições sociais mais avançadas, com as instituições mais sólidas e os que mais contribuíram para a propagação do humanismo.

Mas é coincidência, sem dúvida alguma.


Mas cujo maior representante e líder  foi responsável direto pela  destruição do Iraque.  E consequentemente pela morte de milhões de pessoas. E isso não foi nada humanista.



 

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #30 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 11:28:42 »
Será que eu precisarei explicar ao JJ a diferença entre confiar numa agência de notícia que não pertence e nem recebe dinheiro do governo e uma que pertence e recebe?


Gostaria de lembrar que também colei texto que originalmente é de  fonte do líder ocidental.  Já que fazem tanta questão que a fonte seja de países da OTAN.





Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #31 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 11:46:24 »
Entenda a ‘mini guerra mundial’ que ocorre na Síria


O conflito entre forças locais, regionais e internacionais na Síria se tornou tão complexo que líderes mundiais, militares e jornalistas estão ficando sem termos e comparações históricas para descrevê-lo.

E, no campo de batalha, aliados e inimigos se confundem.
Leia também: Entenda: quem luta contra quem na Síria

No último sábado, o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, mencionou a existência de uma "nova Guerra Fria" e questionou se o mundo estava em 1962 ou 2016.

Um dia depois, o jornal The Washington Post voltou no tempo outros 20 anos e descreveu o que ocorre hoje na Síria como uma "mini guerra mundial".

"Aviões russos bombardeiam pelo alto. Milícias iraquianas e libanesas com apoio de iranianos avançam em solo. Um grupo variado de rebeldes sírios respaldados por Estados Unidos, Turquia, Arábia Saudita e Catar tenta conter essas milícias", descreveu a publicação.

"Forças curdas - aliadas tanto a Washington como a Moscou – aproveitam o caos e expandem território. O (grupo extremista autodenominado) Estado Islâmico (EI) domina pequenos povoados enquanto a atenção se volta a outros grupos", completou.

Nem mesmo essa explicação descreve de forma completa todos os conflitos que ocorrem no tabuleiro sírio, como a complexa guerra particular da Turquia contra grupos curdos na Síria.

A tensão na Turquia entre turcos e curdos aumentou desde meados de 2015
Nos últimos dias, a artilharia turca atacou posições curdas em Aleppo, e o governo de Ancara teve que desmentir rumores sobre a entrada de tropas terrestres na Síria.

No último final de semana, enquanto autoridades dos EUA, Rússia e de outras nações reunidas em Munique (Alemanha) declararam um "cessar de hostilidades" na Síria, os EUA conclamavam a Turquia a interromper ataques em território sírio e Damasco pedia uma resposta à ONU pelo que considera uma violação de sua soberania.

Histórico

Ao menos 250 mil sírios morreram em quatro anos e meio de conflito armado, que começou com protestos antigoverno que cresceram até dar origem a uma guerra civil total. Mais de 11 milhões de pessoas tiveram que deixar suas casas, em meio à batalha entre forças leais ao presidente Bashar al-Assad e oposicionistas - e também sob a ameaça de militantes radicais do Estado Islâmico.

Leia também: O que é o wahabismo, a raiz ideológica do Estado Islâmico

Os protestos pró-democracia começaram em março de 2011, na cidade de Daraa, após a prisão e tortura de adolescentes que haviam pintado slogans revolucionários no muro de uma escola.
Forças de segurança abriram fogo contra manifestantes, o que provocou mortes e alimentou a insurgência por todo o país - em julho daquele ano, centenas de milhares tomavam as ruas.

Tanques turcos disparam contra posições curdas na Síria

A violência se intensificou e o país entrou em guerra civil quando brigadas rebeldes foram formadas para enfrentar forças do governo pelo controle de cidades e vilas. A batalha chegou à capital, Damasco, e a Aleppo, segunda cidade do país, em 2012.

O conflito hoje é mais do que uma disputa entre grupos pró e anti Assad. Adquiriu contornos sectários, jogando a maioria sunita contra o ramo xiita alauita de Assad. E o avanço do EI deu uma nova dimensão à guerra.

Leia também: Como o Estado Islâmico consegue sobreviver a ataques

O conflito também mudou muito desde o início. Moderados seculares hoje são superados em número por islâmicos e jihadistas, adeptos de táticas brutais que motivam revolta pelo mundo.
O EI se aproveitou do caos e tomou controle de grandes áreas na Síria e no Iraque, onde proclamou a criação de um "califado" em junho de 2014. Seus integrantes estão envolvidos numa "guerra dentro da guerra" na Síria, enfrentando rebeldes e rivais jihadistas da Frente al-Nusra, ligada à Al-Qaeda, bem como o governo e forças curdas.

Em setembro de 2014, uma coalizão liderada pelos EUA lançou ataques aéreos na Síria em tentativa de enfraquecer o EI. Mas a coalizão evitou ataques que poderiam beneficiar as forças de Assad. Em 2015, a Rússia lançou campanha aérea alvejando terroristas na Síria, mas ativistas da oposição dizem que os ataques têm matado civis e rebeldes apoiados pelo Ocidente.

Há evidências de que todas as partes cometeram crimes de guerra - como assassinato, tortura, estupro e desaparecimentos forçados. Também foram acusadas de causar sofrimento civil, em bloqueios que impedem fluxo de alimentos e serviços de saúde, como tática de confronto.

Novas definições

A definição básica de guerra como "duelo entre inimigos" não se aplica a todo conflito. Pode ser útil, por exemplo, para descrever a Guerra Fria entre Washington e Moscou desde o fim da Segunda Guerra Mundial até a queda da União Soviética, mas é inútil para iluminar a variedade de forças e interesses em jogo na Síria.

A maioria das vítimas da guerra na Síria desconhece motivos que alimentam o conflito
Nessa dinâmica particular de aliados e inimigos, os EUA estão em desacordo com a Rússia pelo destino do presidente Assad, aliado de Moscou que Washington deseja fora do poder.

Há ainda uma inesperada aproximação entre EUA e Irã, países unidos pela aversão a extremistas sunitas, mas distanciados pelo apoio iraniano a Assad e à guerrilha libanesa Hezbollah, considerada organização terrorista pela Casa Branca.

A Turquia, por sua vez, ataca posições de milícias curdas na Síria, as chamadas Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), braço armado do Partido da União Democrática (PYD), aliado tradicional do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), perseguido há 30 anos na Turquia por buscar autonomia curda no país.

Ao mesmo tempo, o governo turco mantém boas relações com o Governo Regional do Curdistão no Iraque (KRG), os peshmerga (forças armadas do KRG) e o Partido Curdo no Iraque (KDP).
Enquanto isso, no teatro de operações na Síria e no Iraque, curdos turcos, curdos iraquianos e governo turco estão contra o EI.

Papel da Turquia

Para Kerem Oktem, professor da Universidade de Graz, na Áustria, a estratégia turca é "simular que luta uma guerra o EI e perseguir outra meta, que é destruir o PKK".


Cemil Bayik, líder do PKK, disse à BBC que a Turquia ataca forças curdas para evitar que combatam o Estado Islâmico. Ele diz acreditar - e há outras opiniões nesse sentido - que Ancara esteja protegendo o EI em vez de combatê-lo.


Em julho de 2015, uma trégua entre o governo turco e o PKK foi interrompida após um atentado suicida em Suruc, povoado curdo em território turco, perto da fronteira com a Síria.

Os curdos atribuíram o atentado, que deixou 32 mortos, a uma suposta conspiração entre Ancara e EI, algo que a Turquia nega.

O general prussiano Carl von Clausewitz (1780-1831) uma vez definiu guerra como "mera continuação da política por outros meios".

No confuso cenário militar sírio, no entanto, a violência que custou a vida de centenas de milhares de pessoas é a face visível e real do conflito. Políticas e interesses de governos por trás das forças que se enfrentam em terra são, muitas vezes, os pontos mais obscuros.



http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160216_siria_nova_guerra_tg




« Última modificação: 17 de Fevereiro de 2016, 12:05:20 por JJ »

Offline Johnny Cash

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #32 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 11:53:23 »
JJ, quais você acha que seriam os próximos passos mais adequados para solucionar esse tumulto todo?

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #33 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 12:02:04 »
JJ, quais você acha que seriam os próximos passos mais adequados para solucionar esse tumulto todo?


Próximos passos dá a ideia de algo detalhado, como não estou por dentro dos detalhes operacionais, não tenho como dizer .  Mas em termos gerais o que seria realmente mais importante é haver algum tipo de acordo entre EUA e Rússia para evitar que este conflito escale  até  se transformar numa guerra nuclear entre  EUA e Rússia.  Para mim este é o grande perigo dessa confusão toda.  E as ações do  Erdogan  poderão levar a isso.


Offline Johnny Cash

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #34 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 12:03:58 »
JJ, quais você acha que seriam os próximos passos mais adequados para solucionar esse tumulto todo?


Próximos passos dá a ideia de algo detalhado, como não estou por dentro dos detalhes operacionais, não tenho como dizer .  Mas em termos gerais o que seria realmente mais importante é haver algum tipo de acordo entre EUA e Rússia para evitar que este conflito escale  até  se transformar numa guerra nuclear entre  EUA e Rússia.  Para mim este é o grande perigo dessa confusão toda.  E as ações do  Erdogan  poderão levar a isso.


Também entendo que a guerra nuclear mundial deva ser evitada.

Mas pergunto, para que se evite a guerra, o que deve acontecer? Não precisa ser muito operacional.

Todos os dias você posta bastante coisa extensa sobre o tema, não acredito que não consiga vislumbrar algo nesse sentido.

Offline Johnny Cash

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #35 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 12:05:43 »
*acordo por acordo, já assinaram um "cease fire" recentemente. Minha opinião é de que não vai colar, ou que é virtualmente inefetivo.

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #36 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 12:10:21 »
JJ, quais você acha que seriam os próximos passos mais adequados para solucionar esse tumulto todo?


Próximos passos dá a ideia de algo detalhado, como não estou por dentro dos detalhes operacionais, não tenho como dizer .  Mas em termos gerais o que seria realmente mais importante é haver algum tipo de acordo entre EUA e Rússia para evitar que este conflito escale  até  se transformar numa guerra nuclear entre  EUA e Rússia.  Para mim este é o grande perigo dessa confusão toda.  E as ações do  Erdogan  poderão levar a isso.


Também entendo que a guerra nuclear mundial deva ser evitada.

Mas pergunto, para que se evite a guerra, o que deve acontecer? Não precisa ser muito operacional.

Todos os dias você posta bastante coisa extensa sobre o tema, não acredito que não consiga vislumbrar algo nesse sentido.



Para evitar a escalada até uma guerra entre  OTAN (EUA)  e Rússia, uma coisa importante seria não apoiar as ações do Erdogan contra a Rússia,  mas parece que o que o Erdogan faz  tem o apoio da OTAN, então  não vejo esperança  de porem um freio nesse sujeito.   

Mais um ato de guerra do Erdogan contra a Rússia, seguido de apoio da OTAN poderá  ser  muito muito perigoso.





Offline Pedro Reis

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #37 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 12:20:11 »
Bom, talvez não seja preciso explicar para o JJ, mas se alguém puder explicar para mim a diferença com a maior paciência do mundo eu juro que empregaria toda a minha boa vontade para tentar entender.

De que agências de notícias e organizações noticiosas estamos falando?

Não seria da FOX onde tais "notícias" são dadas com a bandeira americana tremulando ao
fundo. Talvez a CNN?

Eu realmente gostaria de entender porque há vídeos maravilhosos desmascarando cabalmente algumas dessas matérias da CNN sobre a guerra na Síria. Alguns são realmente hilários, e não dá para alegar que é propaganda russa porque os erros grosseiros são facílimos de checar.

Em uma destas "notícias" o locutor explica que você está vendo uns caras do exército sírio, em um lugar que parece ser um deserto escaldante, bombardeando áreas civis. E um deles está de bermuda e sem camisa.

O que há de errado? O vigarista idiota dessa rede de notícias que obviamente é neutra e
também obviamente não tem nenhum vínculo, de nenhuma espécie, com os interesses econômicos de nenhum dos lados envolvidos no conflito, bem, esse vigarista idiota nem se dá ao trabalho de estudar um pouco sobre a guerra e até o país sobre o qual ele vai fabricar notícias.

Porque ao contrário do devem imaginar a maioria dos telespectadores americanos, e mesmo destes fabricantes de notícias alcunhados de jornalistas, na Síria tem inverno. E neva!

E acontece que no dia e no lugar em que o suposto bombardeio estaria ocorrendo a temperatura era abaixo de zero. E nevava!

Em outro vídeo também da CNN ( e esse eu cheguei a postar aqui mas parece que ninguém viu... ), um conhecido correspondente é pego com o link de satélite aberto antes da matéria ir ao ar. Isso aconteceu também com o Lula em uma das campanhas presidenciais: o cara ainda não tá no ar mas as imagens estão sendo transmitidas pelo link do satélite.

Bom, antes de entrar "ao vivo" com mais uma matéria denunciando o regime genocida de Assad, esse bem conhecido jornalista da CNN pode ser ouvido combinando com assistentes a sonoplastia do tiroteio.

Mas é claro que você nunca vai assistir a estar gafes na própria CNN. Nem na Fox, nem na CBS, nem na ABC. Jamais em nenhum órgão dessa mídia livre, neutra, não comprometida a não ser com os fatos e a verdade, da grande democracia americana.

Apenas graças aos deuses ainda existe Wikileaks, Youtube, internet, Edward Snowden e alguma imprensa medianamente responsável na Europa Ocidental.

Porque realmente alguém precisaria explicar para mim, e com muita paciência para que eu possa entender, como essa mídia não manipulada e não comprometida com nenhum interesse é a mesma mídia que trabalhou intensivamente durantes meses para doutrinar a opinião pública norte-americana sobre os perigos iminentes que representavam as armas de destruição em massa em posse de Saddam Hussein e as ligações de seu regime com os grupos terroristas que ameaçavam a segurança dos americanos. De tal forma que no final deste processo os americanos eram os mais desinformados do mundo sobre o que realmente estava ocorrendo, e talvez os únicos alienados de notícias como o de que o dossiê apresentado em conjunto por Bush e Tony Blair na ONU ( sobre as tais WMD ) eram na verdade uma fraude ridícula. Talvez os únicos incapazes de entender que Al Qaeda e Saddam Hussein não poderiam ser outra coisa senão inimigos naturais.

E "propagação do humanismo" soa tão surreal para mim, tão desencaixado de qualquer coisa relacionada com a História e a realidade, que eu precisaria de 100 vezes o pouco tempo que disponho atualmente para despejar aqui milhares de exemplos dessa propagação do humanismo.

O máximo que posso fazer no momento é postar aqui alguns vídeos com entrevistas e declarações que supostamente seriam do máximo interesse do público americano - pelo menos para suscitar o debate - mas que no entanto jamais são veiculadas ( não faço ideia do porquê... ) por essa confiável mídia que nos informa com segurança e isenção tudo que devemos saber sobre o que acontece no Oriente Médio.

O último é particularmente muito bom: uma entrevista com o ativista dos "Veteranos Contra A Guerra" que foi personagem principal de um vídeo do exército gravado em Bagda e vazado pelo Wikileaks. ( Vídeo horrendo por sinal! )

Eu não entendo, alguém realmente precisaria explicar, essas declarações deveriam ser de
algum interesse para o público americano, mas segundo ele mesmo afirma, ele próprio e a organização Veteranos Contra a Guerra são completamente ignorados pela grande mídia
corporativa.

Ele concedeu essa entrevista para a Globo News. Mas por que motivo nunca para a ABC?

<a href="https://www.youtube.com/v/VNVwqFma1mM" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/VNVwqFma1mM</a>

<a href="https://www.youtube.com/v/HhMhmwEIv1g" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/HhMhmwEIv1g</a>

Primeira parte da entrevista na Globo News:

<a href="https://www.youtube.com/v/f7D3Tpzj6io" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/f7D3Tpzj6io</a>

Segunda parte da entrevista na Globo News:

<a href="https://www.youtube.com/v/mRaH3xhdL9g" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/mRaH3xhdL9g</a>

Terceira parte:

<a href="https://www.youtube.com/v/1TM0qh9c_UM" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/1TM0qh9c_UM</a>

Última parte:

"Os americanos se vangloriam de terem um conceito elevado de si próprios. Mas isto deveria se reverter em ações. Dizer uma coisa e fazer outra nos faz parecer hipócritas. E o
mundo começa a ver como os americanos são hipócritas."

Bem... nem todos no mundo...

<a href="https://www.youtube.com/v/1TM0qh9c_UM" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/1TM0qh9c_UM</a>

Offline Pedro Reis

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #38 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 12:36:57 »
Mais alguma coisa sobre a forma como a América está propagando o humanismo por todo o Globo.

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Mortos pela “Guerra ao Terror” podem superar 2 milhões

April 11, 2015 14:54



A organização Médicos pela Responsabilidade Social, já premiada com um Nobel, realizou um estudo no qual conclui que o número de mortos nos dez anos da “Guerra ao Terror” desde os ataques de 11 de setembro é de no mínimo 1,3 milhão de pessoas e pode ultrapassar os dois milhões. Desde os anos 1990, número pode superar os 4 milhões

Mês passado, a organização Médicos pela Responsabilidade Social [orig. Physicians for Social Responsibility (PRS)] que tem sede em Washington divulgou estudo crucialmente importante, no qual a organização conclui que o número de mortos nos dez anos da “Guerra ao Terror” desde os ataques de 11/9 é de no mínimo 1,3 milhões de pessoas e pode ultrapassar os dois milhões.

O relatório de 97 páginas, distribuído pela organização de médicos que já recebeu um Prêmio Nobel é o primeiro estudo dedicado a estimar o número de civis mortos nas intervenções de contraterrorismo comandadas pelos EUA no Iraque, Afeganistão e Paquistão.

O relatório da PSR é assinado por uma equipe interdisciplinar de especialistas, entre os quais o Dr. Robert Gould, Diretor de Formação e Educação Profissional Médica no Centro Médico da University of Califórnia, San Francisco; e o professor Tim Takaro, da Faculdade de Ciências da Saúde na Simon Fraser University.

Até aqui completamente apagado de todos os veículos da mídia-empresa comercial em língua inglesa, trata-se de estudo histórico revolucionário e primeira tentativa, realizada por organização de saúde pública de renome mundial, para produzir informação confiável sobre o número de vítimas civis, assassinadas na “guerra ao terror” comandada por EUA e Reino Unido.

Corrigir números e preencher lacunas

O relatório da PSR é apresentado pelo Dr. Hans von Sponeck, ex-Vice-Secretário-Geral da ONU, como “contribuição significativa para diminuir o fosso que separa estimativas confiáveis do número de vítimas da guerra, especialmente civis no Iraque, Afeganistão e Paquistão, e números tendenciosos, manipulados e até fraudulentos”.

O relatório faz uma revisão de estimativas anteriores do número de mortes da “guerra ao terror”. E é duramente crítico do número mais frequentemente citado pela mídia-empresa comercial como número confiável, a saber o índice Iraq Body Count (IBC) que notifica 110 [ já um genocídio astronômico ] mil mortos. Esse número é construído a partir de outras “estimativas” publicadas pelos veículos da mídia-empresa comercial, mas o estudo da organização PSR identifica graves lacunas e erros de metodologia nesse tipo de abordagem.

Por exemplo, apesar de 40 mil cadáveres terem sido sepultados em Najaf desde o início da guerra, o índice jornalístico IBC só registrou, para o mesmo período, 1.354 mortes em Najaf. Esse exemplo mostra como é grande a diferença entre os números jornalísticos do IBC e o número real de mortos – neste caso o número de mortos que a mídia-empresa comercial está divulgando é 30 vezes menor que o número real.

Esse tipo de discrepância é encontrável em todo o banco de dados do índice IBC com o qual trabalha a mídia-empresa comercial. Noutro campo, o índice IBC registrou apenas três ataques aéreos num período em 2005, quando o número de ataques realmente cresceu de 25 para 120 naquele ano. Dessa vez, o número que a mídia-empresa comercial está divulgando é 40 vezes menor que o número real.

Segundo o estudo da PSR, até o muito discutível estudo publicado pela revista Lancet, que estimava em 655 mil o número de mortos no Iraque até 2006 (e mais de um milhão até hoje, por extrapolação) estava mais próximo da realidade que os números jornalísticos do índice IBC. De fato, o relatório recém lançado confirma o que já é consensual entre os epidemiologistas quanto à confiabilidade do estudo publicado em Lancet. Mas, apesar de algumas críticas bem fundamentadas, a metodologia estatística ali aplicada é a mesma universalmente reconhecida para determinar números de mortos em zonas de conflito, usadas pelas agências internacionais e por governos.

Negação politicamente motivada

A organização PSR também examinou a metodologia e a arquitetura de outros estudos que mostram números muito baixos de mortos, como um deles, publicado no New England Journal of Medicine e que também mostrou graves limitações.

Esse estudo simplesmente ignorou as áreas submetidas a violência mais pesada, a saber, Bagdá, Anbar e Nineveh, confiando nos dados muito precários do IBC, para extrapolar para essas regiões. Além disso, o estudo também assumiu “restrições politicamente motivadas” para a coleta e análise dos dados – entrevistas conduzidas pelo Ministério da Saúde do Iraque, que era “totalmente dependente da potência ocupante” e que, sob pressão dos EUA, se recusara a fornecer dados sobre registros de mortes de civis iraquianos.

Em particular, a organização PSR avaliou o que disseram Michael Spaget, John Sloboda e outros, que questionaram a coleta dos dados para o estudo da revista Lancet e os declararam potencialmente fraudulentos. Para a organização PSR essas acusações não têm fundamento.

As poucas “críticas justificadas”, concluíram os médicos da PSR, “não põem em dúvida os resultados dos estudos da Lancet como um todo. Aqueles números ainda representam a melhor estimativa atualmente acessível”. Os achados da Lancet são também corroborados pelos dados de um novo estudo publicado em PLOS Medicine, que fala de 500 mil mortos no Iraque, como consequência da guerra. No geral, o estudo da organização PSR conclui que o número mais provável para o total de mortos civis no Iraque, desde 2003 até hoje, se aproxima de 1 milhão.

A esse número, o estudo da PSR acrescenta pelo menos mais 220 mil mortes no Afeganistão e 80 mil mortos no Paquistão, mortos em consequência direta ou indireta da guerra dos norte-americanos naqueles países: assim se chega a um total “conservador” de 1,3 milhões de vítimas civis, mas “o número real pode facilmente ultrapassar os 2 milhões”.

Mas também o estudo da PSR sofre limitações. Para começar, a “guerra ao terror” pós 11/9 não foi novidade, mas simples expansão de políticas intervencionistas anteriores dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

Em segundo lugar, a carência absoluta de dados sobre o Afeganistão sugere fortemente que o estudo da PSR muito provavelmente subestimou o número de vítimas da guerra norte-americana contra os afegãos.

Iraque

A guerra contra o Iraque não começou em 2003, mas em 1991 com a Iª Guerra do Golfo, depois da qual começou no país o regime de sanções da ONU.

Estudo anterior feito pela PSR por Beth Daponte, que então trabalhava como especialista em demografia no Gabinete do Censo do governo dos EUA, determinou que o número de mortes de civis no Iraque, causadas por impacto direto ou indireto da Iª Guerra do Golfo, chegava bem próximo de 200 mil iraquianos, a maioria dos quais civis. Na sequência, o estudo de Daponte, feito para uso interno do governo dos EUA, foi tirado de circulação.

Depois que as forças norte-americanas saíram de lá, a guerra contra o Iraque prosseguiu na modalidade de guerra econômica, mediante as sanções que EUA e Reino Unido impuseram ao país, sob o pretexto de não dar a Saddam Hussein os materiais necessários para a produção de armas de destruição em massa. Na lista dos itens banidos do Iraque sob esse pretexto, entraram inúmeros produtos necessários para a sobrevivência diária.

Números da ONU, não contestados, mostram que 1,7 milhões de civis iraquianos, metade dos quais crianças, morreram por efeito do brutal regime de sanções impostas pelo “ocidente” ao Iraque.

Esse efeito de matança em massa parece ter sido efeito planejado e buscado. Dentre os itens banidos pelas sanções que a ONU impôs ao Iraque estavam produtos químicos e equipamentos essenciais para a manutenção e o bom funcionamento do sistema de tratamento de água nacional iraquiano. Um documento secreto da Agência de Inteligência da Defesa dos EUA [orig. US Defence Intelligence Agency (DIA)] encontrado pelo professor Thomas Nagy da Escola de Negócios da George Washington University equivalia, nas palavras do professor, a um “rascunho inicial de um plano de genocídio contra a população do Iraque ”.

No documento que redigiu para a Associação dos Analistas de Genocídios da Universidade de Manitoba, o professor Nagi explicou que o documento da DIA revelava

(…) detalhes minuciosos de um método perfeitamente operacionalizável para “degradar completamente o sistema para tratamento de água” de uma nação inteira por um período de mais de dez anos.

A política de sanções criaria

(…) as condições para ampla disseminação de doenças, inclusive epidemias em grande escala, que liquidariam quantidade significativa de habitantes do Iraque.

Significa que só no Iraque, a guerra dos EUA de 1991 a 2003 matou 1,9 milhões de iraquianos; depois, de 2003 em diante, cerca de 1 milhão, o que totaliza pouco menos de 3 milhões de iraquianos mortos ao longo de duas décadas.

Afeganistão

No Afeganistão, a estimativa de número de mortos apresentada pela organização PSR pode ser também muito conservadora. Seis meses depois da campanha de bombardeio de 2001, Jonathan Steele, do Guardian, revelou que número entre 1.300 e 8.000 afegãos haviam morrido em consequência direta dos bombardeios norte-americanos, e que, sem sombra de dúvida, algo bem próximo de 50 mil pessoas haviam morrido por efeitos indiretos da guerra.

Em seu livro Body Count: Global Avoidable Mortality Since 1950 [Contando cadáveres: a inegável mortalidade global desde 1950] (2007), o professor Gideon Polya aplicou a mesma metodologia usada pelo Guardian aos dados anuais da ONU, de mortalidade por populações, para gerar explicação plausível para o número excessivo de mortos. Bioquímico aposentado da La Trobe University em Melbourne, Polya concluiu que o total de mortes evitáveis de afegãos desde 2001, sob as privações impostas pela guerra e pela ocupação em curso, alcançava 3 milhões de pessoas, 900 mil das quais crianças com menos de cinco anos.

Embora os achados do professor Polya não tenham sido publicados em periódico de acadêmicos especialistas, seu estudo de 2007 Body Count tem sido recomendado pela professora Jacqueline Carrigan, socióloga da California State University, como “um perfil rico em dados, da situação da mortalidade global”, em resenha publicada no periódico da editora Routledge, Socialism and Democracy.

Como também no caso do Iraque, a intervenção norte-americana no Afeganistão começou muito antes do 11/9, sob a forma de ajuda clandestina aos Talibã (militar, logística e financeira) , a partir de 1992. Essa contribuição dos EUA serviu de propulsão para a violenta conquista, pelos Talibã, de quase 90% do território afegão.

Em relatório de 2001 da Academia Nacional de Ciências,  Forced Migration and Mortality, o destacado epidemiologista Steven Hansch, um dos diretores da ONG Relief International, observou que o aumento na mortalidade no Afeganistão devida a impactos indiretos da guerra ao longo dos anos 1990s pode estar entre 200 mil e 2 milhões.

Tudo isso sugere que o número total de mortos afegãos por efeito direto ou indireto da invasão pelos EUA desde o início dos anos 1990 até o presente esteja entre 3-5 milhões de pessoas.

Negar sempre

Segundo os números aqui explorados, o total de mortes causadas direta ou indiretamente pelas intervenções norte-americanas no Iraque e no Afeganistão desde os anos 1990s – sejam os assassinatos diretos, sejam os impactos das privações e dificuldades impostas pela guerra – está bem próximo de 4 milhões de pessoas (2 milhões no Iraque, de 1991 a 2003, mais 2 milhões de vítimas da “guerra ao terror”), mas talvez chegue a 6-8 milhões de pessoas, se se considera que o número de vítimas no Afeganistão é certamente maior do que o aqui computado.

Talvez sejam números exagerados, mas ninguém jamais saberá com certeza. As forças armadas de EUA e do Reino Unido, por opção política, não mantêm qualquer registro do número de civis mortos em operações militares, considerados uma inconveniência sem importância.

Dada a severa carência de dados no Iraque , a quase total inexistência de registros no Afeganistão e a indiferença dos governos “ocidentais” ante mortes de civis, é literalmente impossível determinar a verdadeira extensão do massacre de seres humanos não militares.

Ante a impossibilidade até de corroborar qualquer número, aí fica uma estimativa plausível, baseada em metodologia estatística padrão, que considera a melhor evidência encontrável. Ajudam a oferecer alguma indicação sobre a escala da destruição, embora sem detalhes precisos.

Muitas desses mortos tombaram no contexto da luta contra a tirania e o terrorismo. Mas, porque a mídia-empresa mantém o mais impenetrável segredo sobre os fatos reais dessa luta, praticamente ninguém tem qualquer ideia da verdadeira escala do inenarrável terror que a tirania de EUA e Reino Unido promove, em nome dos cidadãos, no Iraque e no Afeganistão.


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  • Nafeez Ahmed é jornalista investigativo, especialista em segurança internacional e autor de best-sellers em que acompanha o que chama de a “crise da civilização”.  Colabora nos jornais The Independent, Sydney Morning Herald, The Age, The Scotsman, Foreign Policy, The Atlantic, Quartz, Prospect, New Statesman, Le Monde diplomatique, New Internationalist.




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Um milhão de mortos em estimativas conservadoras! Um genocídio em escala nazista. Em escala estalinista. E ninguém está contando esta história.

Um milhão de mortos é muita história para contar. O tipo de tragédia, de notícia ruim, que os jornais consideram tão boa. Mas ninguém na mídia mainstream parece se interessar muito. As famílias dilaceradas, os mutilados, as viúvas e os órfãos, as milhares de histórias pessoais desesperadoras e tocantes que estão aí para serem contadas e com centenas de jornalistas no Iraque vemos quase nada sobre isso.

Alguém realmente precisa explicar para mim.... a diferença...


Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #39 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 13:46:03 »
JJ, quais você acha que seriam os próximos passos mais adequados para solucionar esse tumulto todo?
Próximos passos dá a ideia de algo detalhado, como não estou por dentro dos detalhes operacionais, não tenho como dizer .  Mas em termos gerais o que seria realmente mais importante é haver algum tipo de acordo entre EUA e Rússia para evitar que este conflito escale  até  se transformar numa guerra nuclear entre  EUA e Rússia.  Para mim este é o grande perigo dessa confusão toda.  E as ações do  Erdogan  poderão levar a isso.

Também entendo que a guerra nuclear mundial deva ser evitada.

Mas pergunto, para que se evite a guerra, o que deve acontecer? Não precisa ser muito operacional.

Todos os dias você posta bastante coisa extensa sobre o tema, não acredito que não consiga vislumbrar algo nesse sentido.
Para evitar a escalada até uma guerra entre  OTAN (EUA)  e Rússia, uma coisa importante seria não apoiar as ações do Erdogan contra a Rússia,  mas parece que o que o Erdogan faz  tem o apoio da OTAN, então  não vejo esperança  de porem um freio nesse sujeito.   

Mais um ato de guerra do Erdogan contra a Rússia, seguido de apoio da OTAN poderá  ser  muito muito perigoso.

O Erdogan é um líder político legitimamente eleito. Se ele estiver agindo de acordo com as leis turcas e se há apoio do legislativo local, então não o que a OTAN fazer.

A opção seria expulsá-la. Mas sob qual alegação? A opinião dos russos?
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Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #40 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 14:13:45 »
JJ, quais você acha que seriam os próximos passos mais adequados para solucionar esse tumulto todo?
Próximos passos dá a ideia de algo detalhado, como não estou por dentro dos detalhes operacionais, não tenho como dizer .  Mas em termos gerais o que seria realmente mais importante é haver algum tipo de acordo entre EUA e Rússia para evitar que este conflito escale  até  se transformar numa guerra nuclear entre  EUA e Rússia.  Para mim este é o grande perigo dessa confusão toda.  E as ações do  Erdogan  poderão levar a isso.

Também entendo que a guerra nuclear mundial deva ser evitada.

Mas pergunto, para que se evite a guerra, o que deve acontecer? Não precisa ser muito operacional.

Todos os dias você posta bastante coisa extensa sobre o tema, não acredito que não consiga vislumbrar algo nesse sentido.
Para evitar a escalada até uma guerra entre  OTAN (EUA)  e Rússia, uma coisa importante seria não apoiar as ações do Erdogan contra a Rússia,  mas parece que o que o Erdogan faz  tem o apoio da OTAN, então  não vejo esperança  de porem um freio nesse sujeito.   

Mais um ato de guerra do Erdogan contra a Rússia, seguido de apoio da OTAN poderá  ser  muito muito perigoso.

O Erdogan é um líder político legitimamente eleito. Se ele estiver agindo de acordo com as leis turcas e se há apoio do legislativo local, então não o que a OTAN fazer.

A opção seria expulsá-la. Mas sob qual alegação? A opinião dos russos?



Claro, não há nada que a OTAN possa fazer ha não ser apoiá-lo  na  loucura dele que poderá jogar o mundo numa guerra nuclear...

Peraê, eu pensava que você se preocupava com o meio ambiente, mas parece que a possibilidade de uma  guerra nuclear  não  lhe causa preocupação.






Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #41 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 14:18:43 »
Mais alguma coisa sobre a forma como a América está propagando o humanismo por todo o Globo.


Mortos pela “Guerra ao Terror” podem superar 2 milhões

April 11, 2015 14:54


A organização Médicos pela Responsabilidade Social, já premiada com um Nobel, realizou um estudo no qual conclui que o número de mortos nos dez anos da “Guerra ao Terror” desde os ataques de 11 de setembro é de no mínimo 1,3 milhão de pessoas e pode ultrapassar os dois milhões. Desde os anos 1990, número pode superar os 4 milhões




Uai,  mas essa notícia saiu  na CNN ?  Saiu na FOX ?  Se não saiu, não é verdade.  Isso aí deve ter saído num site pró Rússia que recebe grana do Putin.


 :D



Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #42 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 14:25:32 »
Mais alguma coisa sobre a forma como a América está propagando o humanismo por todo o Globo.
[...]

Por absoluta falta de tempo, não poderei comentar neste momento o extenso conteúdo da sua postagem supra.

De qualquer modo eu jamais esperaria um espantalho seu, Pedro Reis. Mas vou fazer uma pequena correção no que você pensou que eu escrevi.

Eu não afirmei que o governo do EUA (ou de qualquer outro país ocidental) é humanista e sim de que os países ocidentais (sociedades, na verdade) são os mais propensos para o humanismo pelo histórico de seus povos.
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Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #43 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 14:28:53 »
Claro, não há nada que a OTAN possa fazer ha não ser apoiá-lo  na  loucura dele que poderá jogar o mundo numa guerra nuclear...

E você acha que a OTAN nada está fazendo nos bastidores?

Você acha que ela deseja uma guerra nuclear no qual ela tem muito mais a perder do que a Rússia, uma nação completamente decadente sob diversos pontos de vista?


Peraê, eu pensava que você se preocupava com o meio ambiente, mas parece que a possibilidade de uma  guerra nuclear  não  lhe causa preocupação.

De onde você tirou esta?
« Última modificação: 17 de Fevereiro de 2016, 14:43:42 por Geotecton »
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Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #44 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 14:43:18 »
Mais alguma coisa sobre a forma como a América está propagando o humanismo por todo o Globo.

Mortos pela “Guerra ao Terror” podem superar 2 milhões

April 11, 2015 14:54

A organização Médicos pela Responsabilidade Social, já premiada com um Nobel, realizou um estudo no qual conclui que o número de mortos nos dez anos da “Guerra ao Terror” desde os ataques de 11 de setembro é de no mínimo 1,3 milhão de pessoas e pode ultrapassar os dois milhões. Desde os anos 1990, número pode superar os 4 milhões
Uai,  mas essa notícia saiu  na CNN ?  Saiu na FOX ?  Se não saiu, não é verdade.  Isso aí deve ter saído num site pró Rússia que recebe grana do Putin.

 :D

Diversas críticas sobre a estratégia estadunidense contra o terrorismo saíram no New York Times, feitas por colunistas, repórteres (por exemplo, James Risen) e pelo editorial. O mesmo pode ser lido no Washington Post. Elas consistem de análises sobre os impactos nos campos econômico e social, em especial sobre o custo financeiro e sobre a perda de vidas tanto de soldados como de civis.

Os cavalheiros poderiam me mostrar algo equivalente na imprensa russa, chinesa ou síria?
« Última modificação: 18 de Fevereiro de 2016, 08:42:04 por Geotecton »
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Offline DDV

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #45 Online: 17 de Fevereiro de 2016, 15:30:05 »
JJ, quais você acha que seriam os próximos passos mais adequados para solucionar esse tumulto todo?
Próximos passos dá a ideia de algo detalhado, como não estou por dentro dos detalhes operacionais, não tenho como dizer .  Mas em termos gerais o que seria realmente mais importante é haver algum tipo de acordo entre EUA e Rússia para evitar que este conflito escale  até  se transformar numa guerra nuclear entre  EUA e Rússia.  Para mim este é o grande perigo dessa confusão toda.  E as ações do  Erdogan  poderão levar a isso.

Também entendo que a guerra nuclear mundial deva ser evitada.

Mas pergunto, para que se evite a guerra, o que deve acontecer? Não precisa ser muito operacional.

Todos os dias você posta bastante coisa extensa sobre o tema, não acredito que não consiga vislumbrar algo nesse sentido.
Para evitar a escalada até uma guerra entre  OTAN (EUA)  e Rússia, uma coisa importante seria não apoiar as ações do Erdogan contra a Rússia,  mas parece que o que o Erdogan faz  tem o apoio da OTAN, então  não vejo esperança  de porem um freio nesse sujeito.   

Mais um ato de guerra do Erdogan contra a Rússia, seguido de apoio da OTAN poderá  ser  muito muito perigoso.

O Erdogan é um líder político legitimamente eleito. Se ele estiver agindo de acordo com as leis turcas e se há apoio do legislativo local, então não o que a OTAN fazer.

A opção seria expulsá-la. Mas sob qual alegação? A opinião dos russos?

Não consigo pensar na política turca sem lembrar do genocídio armênio, algo chocante, vergonhoso e que eles (ao que parecem) não assumem até hoje.
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Pasteur

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #46 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 06:32:52 »
A Rússia de hoje é odiada pelos sírios como os EUA de ontem eram odiados pelos iraquianos. A Rússia de Putin está massacrando inocentes como os EUA de Bush massacrou.

Onde estão os vídeos da imprensa russa denunciando os crimes de Putin?

Putin = um grande FDP assassino.

Offline Lorentz

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #47 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 08:39:15 »
A Rússia de hoje é odiada pelos sírios como os EUA de ontem eram odiados pelos iraquianos. A Rússia de Putin está massacrando inocentes como os EUA de Bush massacrou.

Onde estão os vídeos da imprensa russa denunciando os crimes de Putin?

Putin = um grande FDP assassino.

É porque os Roquefeller e os Iluminatti falam inglês.
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline Pedro Reis

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #48 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 08:55:07 »
O Geotecton me fez uma pergunta direta, mas eu tenho impressão que essa cutucada do Pasteur também é direcionada às coisas que eu postei aqui.

Eu gostaria de discutir mais a fundo esse conflito da Síria porque acho muito interessante e as implicações vão muito além do conflito em si. E espero estar podendo fazer isto em breve.

As duas questões ( do Geo e do Pasteur ) estão relacionadas e representam uma boa oportunidade para se analisar certas coisas fugindo da superficialidade habitual. São uma boa oportunidade para fazer considerações sobre certos aspectos que geralmente são pouco percebidos, portanto não devem ser desperdiçadas com a futilidade de discutir quem é o bonzinho e o mauzinho, ou quem é melhor ou menos pior que quem. Mesmo porque eu considero que este tipo de discussão não tem nenhuma relação com nada do que acontece no mundo real, e se você não está discutindo sobre o mundo real então não há possibilidade de se chegar a nenhuma conclusão sobre este.

No momento eu só quero adiantar para o Pasteur que eu não postei nenhuma matéria da imprensa norte-americana não. Nem vídeo, nem texto, nem nada. E parece que ele não viu nem leu porque eu estranho justamente o desprezo da mídia corporativa em língua inglesa ( especialmente a americana ) por tantos fatos, personagens e depoimentos.

A intenção era desencadear uma reflexão sobre o que este ignorar significa em termos de se considerar esta mídia como isenta, interessada nos fatos e dissociada de outros interesses que não os relacionados com a sua primordial função jornalística.

Mas isto pode e deve ser analisado bem mais a fundo e sistematicamente. Coisa que pretendo tentar fazer. Mas para a pessoa não perceber certas colocações de forma tendenciosa e distorcida ela precisa entender que eu não tenho "paixões clubísticas". Não faço parte da torcida organizada deste ou daquele lado, e nem de nenhuma ideologia, seja de caráter predominantemente político ou econômico.

A minha curiosidade está voltada para tentar entender o mundo como ele realmente é.

Offline Pedro Reis

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #49 Online: 18 de Fevereiro de 2016, 09:06:20 »
A Rússia de hoje é odiada pelos sírios como os EUA de ontem eram odiados pelos iraquianos. A Rússia de Putin está massacrando inocentes como os EUA de Bush massacrou.

Onde estão os vídeos da imprensa russa denunciando os crimes de Putin?

Putin = um grande FDP assassino.

É porque os Roquefeller e os Iluminatti falam inglês.

É mais ou menos por aí.

Um estudo publicado originalmente na New Scientist usou metodologia de análise de redes para identificar o controle acionário das empresas que movimentam a economia global. 147 empresas controlam cerca de 40% da economia do mundo. Nesse grupo o tipo de empresa mais frequente é a corporação financeira. Não é preciso dizer que a maioria destas empresas são do Ocidente.

Embora estas empresas possam competir entre si no mercado é razoável supor que de uma forma bem abrangente estas corporações possuam grande afinidade ideológica e de interesses.
De forma que suas influências tendem muito mais a convergir do que divergir.

Você vive justamente na parte do mundo mais controlada, sob maior influência, desse chamado núcleo forte de super empresas.

 

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