Autor Tópico: 'Brexit' ou o Reino Unido separado da União Européia  (Lida 10397 vezes)

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'Brexit' ou o Reino Unido separado da União Européia
« Online: 24 de Junho de 2016, 04:45:40 »


Em honra aos ingleses..., da parte de alguém  a quem, no seu país, os líderes partidários nunca permitiram votar em referendo pela entrada, permanência, ou saída, tanto da União Europeia quanto do Euro.
« Última modificação: 29 de Junho de 2016, 16:04:24 por Geotecton »
Nenhuma argumentação racional exerce efeitos racionais sobre um indivíduo que não deseje adotar uma atitude racional. - K.Popper

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Re:Inglaterra independente
« Resposta #2 Online: 24 de Junho de 2016, 06:49:27 »
Bolsas de valores ao redor do mundo derretendo...

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Re:Inglaterra independente
« Resposta #4 Online: 24 de Junho de 2016, 08:47:15 »
Nessas horas de crise, discurso de medo e promessas de protecionismo sempre falam mais alto do que a racionalidade.
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Re:Inglaterra independente
« Resposta #5 Online: 24 de Junho de 2016, 09:23:27 »


O discurso do medo funcionou em 2014..., mas não funcionará mais.

E possam as NAÇÕES livres da Europa entender-se sem o deixarem de ser... Federalismo não obrigado.
« Última modificação: 24 de Junho de 2016, 09:29:25 por Pagão »
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Offline Geotecton

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Re:Inglaterra independente
« Resposta #6 Online: 24 de Junho de 2016, 09:30:59 »
Com o nacionalismo e imperialismo russo em forte ascensão, o que o Putin mais queria era ver a desintegração da Europa.

Tirando 3 ou 4 países, o resto não passa de um conjunto de players insignificantes nas áreas política, econômica e militar.
« Última modificação: 24 de Junho de 2016, 09:35:21 por Geotecton »
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Re:Inglaterra independente
« Resposta #7 Online: 24 de Junho de 2016, 09:32:42 »
Com o nacionalismo e imperialismo russo em forte ascensão, o que o Putin mais queria era ver a desintegração da Europa.

Tirando 3 ou 4 países, o resto não passa de um conjunto de players insignificantes na áreas política, econômica e militar.

Insignificante é deixar de ser livre...
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Re:Inglaterra independente
« Resposta #8 Online: 24 de Junho de 2016, 09:34:56 »
Com o nacionalismo e imperialismo russo em forte ascensão, o que o Putin mais queria era ver a desintegração da Europa.

Tirando 3 ou 4 países, o resto não passa de um conjunto de players insignificantes na áreas política, econômica e militar.

Insignificante é deixar de ser livre...

Recite isto quando as tropas russas estiverem na fronteira com a Espanha.
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Re:Inglaterra independente
« Resposta #9 Online: 24 de Junho de 2016, 09:43:25 »
Com o nacionalismo e imperialismo russo em forte ascensão, o que o Putin mais queria era ver a desintegração da Europa.

Tirando 3 ou 4 países, o resto não passa de um conjunto de players insignificantes na áreas política, econômica e militar.

Insignificante é deixar de ser livre...

Recite isto quando as tropas russas estiverem na fronteira com a Espanha.

Nações soberanas são muito mais conscientes dos deveres de defesa nacional do que a União Europeia como um todo que nem um braço armado conseguia organizar... A OTAN irá ficar mais forte e não mais fraca.

E talvez venha a ser possível uma forma de confederação de nações europeias livres em vez do federalismo apátrida...
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Offline Diegojaf

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Re:Inglaterra independente
« Resposta #10 Online: 24 de Junho de 2016, 09:46:16 »

E possam as NAÇÕES livres da Europa entender-se sem o deixarem de ser... Federalismo não obrigado.

Em pleno séc. XXI e a Europa requenta os mesmos discursos excepcionalistas e isolacionistas do séc. XIX... vai dar certo dessa vez. :lol:
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Re:Inglaterra independente
« Resposta #11 Online: 24 de Junho de 2016, 09:49:23 »
Com o nacionalismo e imperialismo russo em forte ascensão, o que o Putin mais queria era ver a desintegração da Europa.

Tirando 3 ou 4 países, o resto não passa de um conjunto de players insignificantes na áreas política, econômica e militar.
Insignificante é deixar de ser livre...
Recite isto quando as tropas russas estiverem na fronteira com a Espanha.
Nações soberanas são muito mais conscientes dos deveres de defesa nacional do que a União Europeia como um todo que nem um braço armado conseguia organizar... A OTAN irá ficar mais forte e não mais fraca.

Em qual momento que, tomando como exemplo o seu país, Portugal deixou de ser soberano?

Ou a França? A Itália? A Alemanha? Ou até mesmo Luxemburgo?

Me parece óbvio que um exército comum da UE era e é completamente desnecessário por causa da OTAN.


E talvez venha a ser possível uma forma de confederação de nações europeias livres em vez do federalismo apátrida...

Com exceção da moeda, que agora se tornou comum para 19 países, o que mais Portugal abandonou em termos de Estado Nacional?

A sua bandeira? O seu hino? O seu idioma? A sua capital? O poder central? As suas forças armadas?

Resposta: Nada! Absolutamente nada!!
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Re:Inglaterra independente
« Resposta #12 Online: 24 de Junho de 2016, 09:51:01 »
Com o nacionalismo e imperialismo russo em forte ascensão, o que o Putin mais queria era ver a desintegração da Europa.

Tirando 3 ou 4 países, o resto não passa de um conjunto de players insignificantes na áreas política, econômica e militar.

Insignificante é deixar de ser livre...

Recite isto quando as tropas russas estiverem na fronteira com a Espanha.

Nações soberanas são muito mais conscientes dos deveres de defesa nacional do que a União Europeia como um todo que nem um braço armado conseguia organizar... A OTAN irá ficar mais forte e não mais fraca.

E talvez venha a ser possível uma forma de confederação de nações europeias livres em vez do federalismo apátrida...
A OTAN que agiu com dureza inédita durante a tomada russa da Criméia? Essa OTAN?

Nos próximos meses, nós vamos ver em quem a economia vai apostar. No reino nostálgico dos tempos em que mandava no mundo ou nos mercados comuns.
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Re:Inglaterra independente
« Resposta #13 Online: 24 de Junho de 2016, 09:52:32 »

E possam as NAÇÕES livres da Europa entender-se sem o deixarem de ser... Federalismo não obrigado.

Em pleno séc. XXI e a Europa requenta os mesmos discursos excepcionalistas e isolacionistas do séc. XIX... vai dar certo dessa vez. :lol:

E, o que é pior, fornece 'combustível' para as aspirações separatistas e ultra-nacionalistas, que são, por sua vez, o ponto de apoio preferido de idiotas cultuadores de totalitarismos de extrema direita.

Isto só encontra similaridade na idiotice criminosa dos 'internacionalistas' de esquerda, que ainda sonham com uma 'ditadura do proletariado'.
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Re:Inglaterra independente
« Resposta #14 Online: 24 de Junho de 2016, 09:54:28 »
E talvez venha a ser possível uma forma de confederação de nações europeias livres em vez do federalismo apátrida...

Com exceção da moeda, que agora se tornou comum para 19 países, o que mais Portugal abandonou em termos de Estado Nacional?

A sua bandeira? O seu hino? O seu idioma? A sua capital? O poder central? As suas forças armadas?

Resposta: Nada! Absolutamente nada!!

É a velha história do inimigo externo. O problema da UE não ter uma política fiscal conjunta é que quando um país sabe administrar a sua economia (Alemanha) se dá muito melhor que um país que continua com os mesmos métodos atrasados de sempre, a culpa é que a UE é predatória e injusta. Depois dos bilhões recebidos por países que não tinham a menor condição de competir com os principais membros da UE, agora que a bonança passou, é hora de apontar o dedo pra UE.
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Re:Inglaterra independente
« Resposta #15 Online: 24 de Junho de 2016, 10:00:18 »
Isto só encontra similaridade na idiotice criminosa dos 'internacionalistas' de esquerda, que ainda sonham com uma 'ditadura do proletariado'.

O fato é que não existe mais uma "nação-base" para o discurso marxista revolucionário. Isso por si só limita a atuação das esquerdas em questões sociais e trabalhistas.

O problema é o discurso populista em um momento de crise de identidade, que atrai os mais velhos e os mais vulneráveis.

 Quem decidiu pela saída da Grã-Bretanha da UE não foram as pessoas que estarão vivas pra colher os frutos dessas decisões e nem aqueles que vivem em um dos maiores centros financeiros do mundo. Foram pessoas que se sentem "marginalizadas" e com seus "ways of life" ameaçados.

Marginalização => mágoa/medo => extremismo => radicalismo (o extremismo em ações).
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Re:Inglaterra independente
« Resposta #16 Online: 24 de Junho de 2016, 10:02:05 »
E talvez venha a ser possível uma forma de confederação de nações europeias livres em vez do federalismo apátrida...

Com exceção da moeda, que agora se tornou comum para 19 países, o que mais Portugal abandonou em termos de Estado Nacional?

A sua bandeira? O seu hino? O seu idioma? A sua capital? O poder central? As suas forças armadas?

Resposta: Nada! Absolutamente nada!!

É a velha história do inimigo externo. O problema da UE não ter uma política fiscal conjunta é que quando um país sabe administrar a sua economia (Alemanha) se dá muito melhor que um país que continua com os mesmos métodos atrasados de sempre, a culpa é que a UE é predatória e injusta. Depois dos bilhões recebidos por países que não tinham a menor condição de competir com os principais membros da UE, agora que a bonança passou, é hora de apontar o dedo pra UE.

Exatamente.

Países como Portugal, Espanha, Grécia e Itália, que torraram bilhões de dólares com aumentos irresponsáveis de salários e de benesses para o setor público e entregaram outros tantos bilhões para empresários fazerem obras 'deslumbrantes', agora querem jogar a sua culpa em outros países, que são mais bem gerenciados financeiramente.
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Offline Geotecton

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« Resposta #17 Online: 24 de Junho de 2016, 10:07:52 »
[...]
Quem decidiu pela saída da Grã-Bretanha da UE não foram as pessoas que estarão vivas pra colher os frutos dessas decisões e nem aqueles que vivem em um dos maiores centros financeiros do mundo. Foram pessoas que se sentem "marginalizadas" e com seus "ways of life" ameaçados.
[...]

Bingo, Diego.

Atendi, na semana passada, um casal (ele, britânico; ela, brasileira naturalizada) que pretende constituir uma empresa para gerir uma pousada que será construída em uma área comprada na planície litorânea paranaense.

Eles manifestaram o temor pelo resultado do referendo e afirmaram que a imensa maioria dos mais jovens e daqueles com maior escolaridade desejavam a permanência na UE. Os que não queriam eram pessoas as pessoas de classe média baixa das cidades menores e os moradores do campo, que sempre tiveram uma tendência a um maior 'nacionalismo arcaico'.
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« Resposta #18 Online: 24 de Junho de 2016, 10:30:32 »
Os orçamentos nacionais têm de receber o acordo de Bruxelas. As leis laborais, as decisões sobre privatizações, os acordos económicos e financeiros com países fora da União Europeia, o salário mínimo, a reestruturação da banca..., pouco importa em que se vota, pois Bruxelas cada vez mais impõe o que considera melhor... O voto e o parlamento são cada vez menos relevantes... Um moeda como o euro é introduzida em economias que não aguentam uma moeda forte em troca de "apoios" que apenas escondem uma ocupação económica por terceiros que adquirem tudo o que podem...
Os grandes não têm de cumprir as mesmas normas (Jean Claude Juncker diz que a França não é penalizada por ser a França) e não há nem se procura desenvolver qualquer tipo de "espírito nacional" europeu que possa integrar  todos os europeus de modo igual...

Este caminho não serve... retoma da soberania e repensar a Europa é necessário.

As ideias de Estado Nacional Soberano não são sinónimo de totalitarismo de extrema direita... É até curioso que isso nunca seja alegado quando se trata ou se tratou de territórios não-europeus que se querem ou quiseram "libertar"... Aí o "nacionalismo" sem raízes verdadeiras e copiado da Europa é de aplicar, haja ou não efetivamente nações...
« Última modificação: 24 de Junho de 2016, 10:33:08 por Pagão »
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Re:Inglaterra independente
« Resposta #19 Online: 24 de Junho de 2016, 11:05:48 »
É até curioso que isso nunca seja alegado quando se trata ou se tratou de territórios não-europeus que se querem ou quiseram "libertar"...

"Libertar" entre aspas?

O seu tom de nostalgia colonialista é quase tangível... :lol:
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Re:Inglaterra independente
« Resposta #20 Online: 24 de Junho de 2016, 11:21:39 »
Eu sempre achei que a UE deveria focar inicialmente apenas no 'core' dos países mais industrializados e com finanças saudáveis.

Depois que começou a entrar 'qualquer um', começou esses problemas.

Os países europeus são muito heterogêneos do ponto de vista econômico e fiscal. Deveriam criar um critério rígido e universal de 'saúde financeira' e 'adequação à zona do euro' antes de admitirem novos países.

Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

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Re:Inglaterra independente
« Resposta #21 Online: 24 de Junho de 2016, 11:24:18 »
A tese libertária de que a circulação irrestrita de bens/serviços/pessoas e uma moeda única são sempre vantajosos pra qualquer país em qualquer circunstância fica um pouco arranhada, mas nem tanto porque os problemas quase sempre se originam em estados gastadores.

 
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« Resposta #22 Online: 24 de Junho de 2016, 11:35:50 »
[...]
Quem decidiu pela saída da Grã-Bretanha da UE não foram as pessoas que estarão vivas pra colher os frutos dessas decisões e nem aqueles que vivem em um dos maiores centros financeiros do mundo. Foram pessoas que se sentem "marginalizadas" e com seus "ways of life" ameaçados.
[...]

Bingo, Diego.

Atendi, na semana passada, um casal (ele, britânico; ela, brasileira naturalizada) que pretende constituir uma empresa para gerir uma pousada que será construída em uma área comprada na planície litorânea paranaense.

Eles manifestaram o temor pelo resultado do referendo e afirmaram que a imensa maioria dos mais jovens e daqueles com maior escolaridade desejavam a permanência na UE. Os que não queriam eram pessoas as pessoas de classe média baixa das cidades menores e os moradores do campo, que sempre tiveram uma tendência a um maior 'nacionalismo arcaico'.

Assisti alguns debates em que sempre aparecia um medo irracional da Turquia entre os defensores do Brexit. Algo próximo ao nosso medo de ter um quarto da casa invadido por um "sem teto".
Gossip is a sort of smoke that comes from the dirty tobacco-pipes of those who diffuse it: it proves nothing but the bad taste of the smoker. George Eliot





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Re:Inglaterra independente
« Resposta #23 Online: 24 de Junho de 2016, 11:46:34 »
Importante lembrar que o Reino Unido manifestou o desejo de sair mas ainda não saiu, o que vai envolver muita negociação com pelo menos uns 2 anos pela frente. Pode ser que nem saia diante da possível separação da Escócia e da Irlanda no Norte que já manifestaram o desejo de permanecer na EU. No final vai sair mais caro do que ficar.

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Re:Inglaterra independente
« Resposta #24 Online: 24 de Junho de 2016, 11:48:02 »
Os países europeus são muito heterogêneos do ponto de vista econômico e fiscal. Deveriam criar um critério rígido e universal de 'saúde financeira' e 'adequação à zona do euro' antes de admitirem novos países.

Essa cláusula sempre esteve clara antes que um país se candidatasse a fazer parte da UE. É uma das razões pelas quais alguns países (como Portugal e Espanha) levaram anos até serem admitidos. Até mesmo a Inglaterra foi rejeitada primeiramente, justamente por manter essa ideia isolacionista.

Mas o fato de a UE não impôr essas medidas é a principal fraqueza segundo a grande parte dos analistas. O Pagão reclama de uma suposta ingerência administrativa da UE, mas a mitigação da soberania é pressuposto básico de se participar de uma organização desse tipo e fazem parte da equação quando se somam os ônus e bônus de fazer parte de um grupo assim.


A tese libertária de que a circulação irrestrita de bens/serviços/pessoas e uma moeda única são sempre vantajosos pra qualquer país em qualquer circunstância fica um pouco arranhada, mas nem tanto porque os problemas quase sempre se originam em estados gastadores.

O problema é que em crises, a primeira medida que países adotam é o protecionismo e ele nem sempre se dá através de medidas tarifárias. O Brasil sofreu e sofre com esse tipo de medida do tipo "se o tomate não tiver 15,222222cm de diâmetro, não pode ser aceito" ou "se o animal não tiver sido vacinado contra uma doença que só existe no Centro-Oeste da Sibéria, não pode ser exportado para cá".

O que vamos ver na Europa é o mesmo efeito que vemos acontecer nas vacinas. Se toma uma medida que dá certo (a Europa poucas vezes passou por um período tão extenso de paz e estabilidade entre as potências) e depois de algumas gerações, ninguém se lembra da merda que era antes e isso aquece o discurso de saudosismo e nostalgia de "quando a gente não precisava de todos esses imigrantes para trabalhar e uma entrada para o baile custava $5 cents".

O Pagão está pedindo a "volta de um tempo em que a Europa era dos europeus e que a soberania era respeitada". Me ajuda aí, Portugal passou os últimos 500 anos sendo a vadia de Espanha, Inglaterra, França e até o Império Otomano tirou casquinha ali. Quando Portugal teve uma política externa que não pedisse primeiro autorização a alguma grande potência?
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