Autor Tópico: Esquerda Caviar  (Lida 1624 vezes)

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Offline Geotecton

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #25 Online: 18 de Junho de 2018, 08:46:22 »

O Arcanjo não afirmou que o padrão de vida da ex-URSS era superior ao Brasil e sim de que há similaridade entre a situação dela com a atual Venezuela.

Claro que ele não afirmou que "o padrão de vida [médio] da ex-URSS era superior ao Brasil",  ele deui a entender que era uma miséria muito pior do que a do Brasil dos periquitos verde.

E isso é  Falso.

Mostre o trecho que ele faz tal comparação.
"o povo russo tinha uma vida miserável onde faltava tudo"

"algo não muito diferente da Venezuela atual"

E onde está o Brasil nisto?
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Offline Geotecton

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #26 Online: 18 de Junho de 2018, 08:52:50 »
Falar que o padrão de vida na Rússia era inferior ao padrão de vida nos EUA, ou na Alemanha Ocidental, ok.

O padrão de vida soviético não era inferior aos países supra.

Era muitíssimo inferior.


Mas afirmar que era uma miséria "algo não muito diferente da Venezuela atual", aí já é  absurdo do  tipo  olavista.

Vejamos então:

a) Havia escassez generalizada de produtos básicos na URSS. O mesmo ocorre hoje na Venezuela.

b) Havia grande quantidade de miseráveis na URSS. O mesmo ocorre hoje na Venezuela.

c) Havia uma classe (a dirigente) que vivia muito bem na URSS. O mesmo ocorre hoje na Venezuela, com a diferença em prol desta, porquê existe uma pequena classe média e alta que não vive do estado.

d) Havia uma preferência no tratamento dado aos militares na URSS. O mesmo ocorre hoje na Venezuela.

e) Havia uma restrição enorme nas liberdades civis na URSS. O mesmo ocorre hoje na Venezuela.


Sim, admito que podiam existir vantagens da ex-URSS em relação à Venezuela.

Mas o principal é que hoje podemos constatar in loco o que ocorre na Venezuela, ao passo que isto jamais ocorreu na ex-URSS.
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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #27 Online: 18 de Junho de 2018, 09:18:08 »
A minha opinião é a seguinte: é contraditório, sim, alguém dizer que é comunista e usar iPhone.  Mas o assunto é meio complicado, e os "argumentos" que a direita usa são desonestos demais.

Um deles é tentar incutir a noção de que tecnologia seria uma coisa inerentemente capitalista, o que é obviamente falso.  Na União Soviética existiam todos, ou quase todos, os bens tecnológicos de ponta da época, e eles eram de uso generalizado: geladeira, ar condicionado, automóvel, televisão, etc.  Até mesmo satélites, foguetes espaciais, e outros que não são de uso comum.  A China, hoje em dia, está na ponta na área de pesquisas e desenvolvimento de várias tecnologias avançadas, como internet 5G, por exemplo.  O problema aqui não é, obviamente, comunistas possuírem um celular, e sim possuírem um celular da Apple, que é uma das empresas mais capitalistas do mundo.  Além do iPhone em si ser um produto extremamente fetichizado, muito mais caro do que deveria ser, que a pessoa compra pra tirar onda de riquinho.  E ainda tem o fato da Apple sempre tentar incutir aquele consumismo desenfreado, lançando versões novas do produto todo ano, quase iguais à versão anterior.

Bem, a gente vive em um país capitalista, então não há como simplesmente parar de consumir produtos de empresas capitalistas.  Mas eu pelo menos costumo tentar evitar algumas coisas.  Não assisto Rede Globo, não abro conta em banco privado, só pra dar uns exemplos.

Mas exemplos de esquerdista caviar é que não faltam.  Pra mim o maior representante de todos é o Gregório Duvivier.  E sem querer ser chato (mas talvez já sendo), pra mim essa moça do Tese Onze também é outro exemplo.  Até o jeito dela já é de patricinha.  Estudou no Canadá, e é aquele tipo de pessoa que enche a boca pra falar que "oh, mas eu fiz mestrado na Ontario Academy of Social Sciences, e fiz doutorado no Canada Institute of Economy e blá blá blá".  E pô, ainda é membro do PSOL.

Mas como eu disse antes: em todo caso, a direita não tem a mínima moral pra fazer alguma crítica.  O Trump é um empresário bilionário que ganhou as empresas de herança do pai, apresentador de reality show.  Aquele Flávio Rocha é dono da Riachuelo. Aparentemente, ser rico só é um pecado grave se você for de esquerda.  Se for de direita, o pecado vira uma qualidade.

Cara, tenho 50 anos de idade e lembro muito bem do fim da URSS, então posso dizer que sua afirmação de que " existiam geladeiras, ar condicionado, automovel, televisão, etc" não é real.

Quando abriram as fronteiras o que se viu foi algo não muito diferente da Venezuela atual, era um pais falido em que a fila de espera por uma geladeira chegava a dez anos, carro era coisa restrita a funcionários do partido ou a motoristas profissionais, existiam filas quilométricas para comprar alimentos racionados.


1) Não houve abertura de fronteiras na Rússia (em 1989),  parece que você está confundindo com  a queda do muro de Berlim e com as diferenças entre Alemanha Ocidental e alemanha Oriental:


2)A Rússia tinha um padrão de vida melhor do que o Brasil na década de 70,  é totalmente falsa a proposição:


"algo não muito diferente da Venezuela atual"










Fiote, vc só precisa procurar as noticias antigas no Google.

http://darussia.blogspot.com/2011/08/agonia-da-urss-cartoes-de-racionamento.html

Citar
A face do défice soviético
Tudo poderia se tornar a raridade, desde os cigarros até SMS (na altura essa abreviatura significava “produtos sintéticos de limpeza” e personificava a pobre gama dos produtos de limpeza soviéticos). Mesmo o sal e os fósforos por vezes se vendiam através de “talões”, o vendedor recortava com a tesoura as combinações de datas e dos produtos.
Em 1990 na cidade de Leninegrado o cidadão tinha o direito de comprar 1 (um) sabonete cada 2 (dois) meses! Na mesma cidade, o poder municipal garantia a compra de “bebidas alcoólicas fortes”, eufemismo usado para evitar a palavra forte – vodka.
Por vezes os “talões” ficavam por abastecer por falta dos produtos nas lojas estatais (e as privadas ainda não existiam) ou então o seu proprietário fazia o rancho nos bazares. Um dos líderes de prateleiras vazias era Belarus, por exemplo, na cidade de Braslaw na província de Vitebsk, até o pão se vendia por “talões”, tal como durante a II Guerra Mundial.
Em alguns regiões da Rússia a crise alimentar durou até o Verão de 1992. No mesmo ano Leninegrado se tornou São Petersburgo, mas vodka continua ser racionada, já não pela municipalidade, mas pelos Escritórios de Exploração Habitacional (ZhEK). No Verão de 1993 a vodka ainda era racionada na cidade de Voronezh.
Fonte & 20 imagens de diferentes “talões” e “convites”:
http://www.istpravda.com.ua/artefacts/2011/03/21/32582/

Taí a fonte com alguns segundos de pesquisa.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #28 Online: 18 de Junho de 2018, 09:21:55 »
Agora se vc acha que a vida na URSS era melhor que no Brasil, mesmo tendo direito de comprar uma barra da sabão a cada dois meses é só questão de opinião.

Os cartões de racionamento foram usados até o começo dos anos 90, então isso coloca por terra o comentários de que as pessoas tinham acesso a tudo na URSS.

Mostrei que não tinham.


Offline Geotecton

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #29 Online: 18 de Junho de 2018, 09:26:50 »
Agora se vc acha que a vida na URSS era melhor que no Brasil, mesmo tendo direito de comprar uma barra da sabão a cada dois meses é só questão de opinião.

Os cartões de racionamento foram usados até o começo dos anos 90, então isso coloca por terra o comentários de que as pessoas tinham acesso a tudo na URSS.

Mostrei que não tinham.

Nunca tiveram.
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Offline Geotecton

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #30 Online: 18 de Junho de 2018, 09:47:45 »
A minha opinião é a seguinte: é contraditório, sim, alguém dizer que é comunista e usar iPhone.  Mas o assunto é meio complicado, e os "argumentos" que a direita usa são desonestos demais.

Estou curioso sobre a desonestidade dos argumentos.


Um deles é tentar incutir a noção de que tecnologia seria uma coisa inerentemente capitalista, o que é obviamente falso.

Falso.

Ainda que a tecnologia exista há muito tempo, bem antes da dualidade capitalismo x socialismo/comunismo, o fato é que a incorporação de avanços tecnológicos contínuos é uma característica do capitalismo.


Na União Soviética existiam todos, ou quase todos, os bens tecnológicos de ponta da época, e eles eram de uso generalizado: geladeira, ar condicionado, automóvel, televisão, etc.

Falso.

Ainda que existissem, o uso não era generalizado. A maioria da população não tinha nem carro, nem televisão e muito menos ar condicionado e calefação.


Até mesmo satélites, foguetes espaciais, e outros que não são de uso comum.

Sim.

Mas nenhum em prol da população e sim, apenas, para uso do aparato militar.


A China, hoje em dia, está na ponta na área de pesquisas e desenvolvimento de várias tecnologias avançadas, como internet 5G, por exemplo.

Sim. Mas a maior parte da "matriz tecnológica chinesa" é cópia (autorizada ou não) de produtos estrangeiros, ocidentais para os de uso civil e soviéticos/russos para os de uso militar.

E a China só é essencialmente "comunista" na parte em que é uma ditadura de partido único (cujas decisões são centralizadas) e, é claro, ao fornecer privilégios vastos aos dirigentes do partido.


O problema aqui não é, obviamente, comunistas possuírem um celular, e sim possuírem um celular da Apple, que é uma das empresas mais capitalistas do mundo.

Falso.

Se for para seguir a "lógica" de que "comunistas não devem se beneficiar dos produtos capitalistas", ele serve para qualquer produto de qualquer empresa, seja da Apple, seja do Google, da Microsoft, da General Electric, da Boeing, da Toyota, etc.


Além do iPhone em si ser um produto extremamente fetichizado, muito mais caro do que deveria ser, que a pessoa compra pra tirar onda de riquinho.

É irrelevante para o tema discutido.


E ainda tem o fato da Apple sempre tentar incutir aquele consumismo desenfreado, lançando versões novas do produto todo ano, quase iguais à versão anterior.

Igualmente irrelevante para o tema discutido.


Bem, a gente vive em um país capitalista, então não há como simplesmente parar de consumir produtos de empresas capitalistas.

Claro que é possível.

Basta se isolar em algum rincão e passar a viver sem o uso de produtos de empresas privadas. E nem das de economia mista.


Mas eu pelo menos costumo tentar evitar algumas coisas.

Começa a ter coerência.


Não assisto Rede Globo,

E nem deve assistir qualquer outro canal de televisão privado e nenhum de sinal pago.

Você só deve assistir os canais estatais.

E desligar eles, quando (se!) estiver passando propaganda de produtos de empresas capitalistas.

Mas, analisando melhor, você não deveria assistir televisão porque esta certamente foi feita por uma empresa capitalista.


não abro conta em banco privado, só pra dar uns exemplos.
[...]

Parabéns.

Admiro a sua fidelidade para bancos que são péssimos exemplos gerenciais e sempre defasados em termos de oferta de serviços on line, como são os estatais.

E espero que quando fizer uso deles, não seja nem por telefone e nem por computadores, porquê certamente estes foram feitos por empresas privadas.


[...]
Mas como eu disse antes: em todo caso, a direita não tem a mínima moral pra fazer alguma crítica.  O Trump é um empresário bilionário que ganhou as empresas de herança do pai, apresentador de reality show.  Aquele Flávio Rocha é dono da Riachuelo. Aparentemente, ser rico só é um pecado grave se você for de esquerda.  Se for de direita, o pecado vira uma qualidade.

Sem dúvida que é um 'pecado grave' para um esquerdista ser rico, porque está em oposição ao que diz parte da liturgia da 'religião política' esquerdista.

Mas isto não afeta a direita.
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Offline JJ

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #31 Online: 18 de Junho de 2018, 10:15:11 »
Fiote, vc só precisa procurar as noticias antigas no Google.

http://darussia.blogspot.com/2011/08/agonia-da-urss-cartoes-de-racionamento.html

Citar
A face do défice soviético
Tudo poderia se tornar a raridade, desde os cigarros até SMS (na altura essa abreviatura significava “produtos sintéticos de limpeza” e personificava a pobre gama dos produtos de limpeza soviéticos). Mesmo o sal e os fósforos por vezes se vendiam através de “talões”, o vendedor recortava com a tesoura as combinações de datas e dos produtos.
Em 1990 na cidade de Leninegrado o cidadão tinha o direito de comprar 1 (um) sabonete cada 2 (dois) meses! Na mesma cidade, o poder municipal garantia a compra de “bebidas alcoólicas fortes”, eufemismo usado para evitar a palavra forte – vodka.
Por vezes os “talões” ficavam por abastecer por falta dos produtos nas lojas estatais (e as privadas ainda não existiam) ou então o seu proprietário fazia o rancho nos bazares. Um dos líderes de prateleiras vazias era Belarus, por exemplo, na cidade de Braslaw na província de Vitebsk, até o pão se vendia por “talões”, tal como durante a II Guerra Mundial.
Em alguns regiões da Rússia a crise alimentar durou até o Verão de 1992. No mesmo ano Leninegrado se tornou São Petersburgo, mas vodka continua ser racionada, já não pela municipalidade, mas pelos Escritórios de Exploração Habitacional (ZhEK). No Verão de 1993 a vodka ainda era racionada na cidade de Voronezh.
Fonte & 20 imagens de diferentes “talões” e “convites”:
http://www.istpravda.com.ua/artefacts/2011/03/21/32582/

Taí a fonte com alguns segundos de pesquisa.



Arcanjinho,


Você pegou  dados de um momento de crise após a política mal feita da Perestroika e da Glasnost  já ter começado a desencadear o colapso da URSS,  só que  isso foi causado justamente pela mal feita política da Perestroika e Glasnost, e não pela forma anterior de organização da economia soviética. 


Fazer isso que você está fazendo é semelhante a alguém pegar os dados de um momento em que a crise de 1929 já mostrava os seus efeitos nos Estados Unidos e a partir disso dizer que a economia americana era essencialmente uma porcaria.



O que eu estou afirmando é que é muito falso que durante as décadas de 60 , 70 e até meados da década de 80 (antes da política desastrosa da Perestroika e Glasnost começar a ter efeitos) o desempenho da economia soviética tenha sido desastroso como a sua comparação com a recente crise econômica na Venezuela tenha sugerido.


Isto é falso.


« Última modificação: 18 de Junho de 2018, 13:42:41 por JJ »

Offline JJ

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #32 Online: 18 de Junho de 2018, 10:29:02 »

O mito do fracasso econômico da URSS



JOÃO QUARTIM DE MORAES *

Lo que pretenden los nuevos izquierdistas, y desde luego la
burguesía, es enterrar todo un legado histórico que como clase
nos pertenece, y del que podemos y debemos sentirnos orgullosos
e incluso imitar hoy muchos de sus pasos.
Camarada X, em El Camino de Hierro


No Brasil, a primeira contribuição para compreender a derrocada soviética é URSS, ascensão e queda: a economia política das relações da União Soviética com o mundo capitalista, livro publicado por Luís Fernandes em 1991. O autor se apoia na tese de mestrado que defendeu em 1989, à qual, como esclarece em artigo posterior, consagrou quase uma década de estudos e pesquisas (Fernandes, 1992, p.74). O período coberto pela pesquisa se estende até as reformas de Gorbachev; no tempo transcorrido entre a defesa da tese e a preparação do livro, precipitou-se o desmanche do socialismo, mas os efeitos perversos da contrarrevolução capitalista ainda não tinham se consumado inteiramente. Os subsídios analíticos que o livro oferece são úteis na medida em que expõem a situação em que o remédio venenoso da perestroika foi aplicado, mas faltava-lhe recuo histórico para reconstituir o processo concreto que conduziu ao grande desastre.


Em seu primeiro número (1994), Crítica Marxista montou o dossiê “O marxismo e a desagregação da União Soviética”. A iniciativa correspondia ao mesmo  empenho que tinha presidido à fundação da revista: resposta intelectual e moral à capitulação perante o neoliberalismo, luta pela reativação do marxismo vivo, crítico e revolucionário. Aproximações iniciais a um tema complexo e carregado de duras controvérsias, as contribuições que integram o dossiê são inevitavelmente
esquemáticas. Algumas expõem somente as tomadas de posição dos articulistas.


Outras apontam para as questões a serem aprofundadas, mas apenas delineiam os principais temas e problemas a serem analisados.



[...]




Resumo

A destruição da União Soviética teria sido provocada pelo fracasso da planificação
central, como pretendem os inimigos do socialismo? Os estudos aqui comentados mostram que não. O êxito da contrarrevolução capitalista deve ser explicado por outros fatores, antes de mais nada pelo fracasso da malfadada perestroika de Gorbachev, que levou à deterioração dos serviços públicos, à desorganização da produção, à especulação sobre estoques e ao descontrole orçamentário.


Palavras-chave: planos quinquenais; legado da URSS; tecnologia; bem-estar
social.


https://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/comentario2016_08_03_15_11_14.pdf 

Offline Saint-Martin

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #33 Online: 18 de Junho de 2018, 10:47:23 »
Ainda que a tecnologia exista há muito tempo, bem antes da dualidade capitalismo x socialismo/comunismo, o fato é que a incorporação de avanços tecnológicos contínuos é uma característica do capitalismo.
A incorporação de avanços tecnológicos contínuos é uma combinação de interesses e condições propícias. O capitalismo visa o lucro e a acumulação de propriedade, o que pode até mesmo ir contra a racionalidade e os interesses do próprio desenvolvimento humano. Se dependesse de corporativistas da vela, a lâmpada seria sabotada. A ganância de uma minoria intenta constantes sabotagens contra iniciativas e livre-acesso dos indivíduos à produção. O desenvolvimento "tecnológico" voltado para o mercado visa o constante lucro inescrupuloso. Indústria farmacêutica, midiática, bancos, corporativismo, todos olhando para seus próprios umbigos e conspirando contra o pleno desenvolvimento do potencial humano. Ninguém possui nada. As coisas existem para serem usadas e desfrutadas. Enquanto não superarmos o paradigma de posse e propriedade privada, viveremos a eterna guerra de todos contra todos.
Se for para seguir a "lógica" de que "comunistas não devem se beneficiar dos produtos capitalistas", ele serve para qualquer produto de qualquer empresa, seja da Apple, seja do Google, da Microsoft, da General Electric, da Boeing, da Toyota, etc.
Não sei que lógica é essa, sendo que o que um verdadeiro socialista deseja é justamente que todos tenham acesso às coisas, desfrutando e utilizando-as, ao invés do acesso restrito pela sociedade classista.
Basta se isolar em algum rincão e passar a viver sem o uso de produtos de empresas privadas. E nem das de economia mista.
Pois é o corporativista que não conseguiria passar a viver sem uma massa de explorados alienados, sem proteção e privilégios do Estado e sem uma cultura burguesa que imbeciliza o povo, justificando ideologicamente que se conforme com sua posição social.
Começa a ter coerência.
Pelo contrário - começa a ter incoerência.
Você só deve assistir os canais estatais.
Do Estado Burguês?
Mas, analisando melhor, você não deveria assistir televisão porque esta certamente foi feita por uma empresa capitalista.
Você não deve recorrer à Lei porque é estatal. Você não deve estudar em uma Universidade porque é Pública. Etc etc. Absolutamente irrelevante e sem sentido. O objetivo é justamente o acesso de todos.
E espero que quando fizer uso deles, não seja nem por telefone e nem por computadores, porquê certamente estes foram feitos por empresas privadas.
Correção - foram feitos por trabalhadores explorados, como todos os outros produtos, isso quando não os substituem por máquinas e automação, deixando de distribuir renda e ajudar famílias em nome da ganância irracional e antihumana.
Sem dúvida que é um 'pecado grave' para um esquerdista ser rico, porque está em oposição ao que diz parte da liturgia da 'religião política' esquerdista.
Porque é muito liberal herdar uma fortuna, né? (ironia - os liberais clássicos criticavam a herança como ponto de partida desigual entre os indivíduos). Ou então o exemplo do empresário citado, que recebeu financiamento estatal e hoje paga de liberal na mídia. Ou então toda a economia capitalista, que depende da proteção e subsídio de um estado burguês, cuidadosamente regido por mídia e bancos para defender o interesse de classes privilegiadas. Faz todo o sentido que um rico, alguém com acesso e meios, que tenha um mínimo de consciência e humanitarismo, deseje que este acesso e meios se estendam ao resto da população. Já quanto a capitalistas - me felicita lembrar que os capitalistas liberais são justamente os pobres de direita, os "capitalistas sem capital", porque capitalista de verdade - burguês na definição exata do termo - é justamente quem compra, patrocina e influencia o Estado, seu fiel protetor e cão de guarda de seus interesses.
« Última modificação: 19 de Junho de 2018, 04:03:07 por Saint-Martin »
O Deus único escolheu para Si um único santuário: o coração do homem. Eis o templo onde este deve adorá-Lo; os templos exteriores são apenas as avenidas desse templo invisível. Não há necessidade de teurgia, de adesão a um culto exterior. Não é a mudança de lugar terrestre que nos é útil e sim a mudança de lugar espiritual. A evolução espiritual não requer deslocamento geográfico, mas deslocamento psíquico e o despertar de qualidades inerentes, as quais trazemos desde sempre em nós.

SURSUM CORDA

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #34 Online: 18 de Junho de 2018, 10:49:47 »
Fiote, vc só precisa procurar as noticias antigas no Google.

http://darussia.blogspot.com/2011/08/agonia-da-urss-cartoes-de-racionamento.html

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A face do défice soviético
Tudo poderia se tornar a raridade, desde os cigarros até SMS (na altura essa abreviatura significava “produtos sintéticos de limpeza” e personificava a pobre gama dos produtos de limpeza soviéticos). Mesmo o sal e os fósforos por vezes se vendiam através de “talões”, o vendedor recortava com a tesoura as combinações de datas e dos produtos.
Em 1990 na cidade de Leninegrado o cidadão tinha o direito de comprar 1 (um) sabonete cada 2 (dois) meses! Na mesma cidade, o poder municipal garantia a compra de “bebidas alcoólicas fortes”, eufemismo usado para evitar a palavra forte – vodka.
Por vezes os “talões” ficavam por abastecer por falta dos produtos nas lojas estatais (e as privadas ainda não existiam) ou então o seu proprietário fazia o rancho nos bazares. Um dos líderes de prateleiras vazias era Belarus, por exemplo, na cidade de Braslaw na província de Vitebsk, até o pão se vendia por “talões”, tal como durante a II Guerra Mundial.
Em alguns regiões da Rússia a crise alimentar durou até o Verão de 1992. No mesmo ano Leninegrado se tornou São Petersburgo, mas vodka continua ser racionada, já não pela municipalidade, mas pelos Escritórios de Exploração Habitacional (ZhEK). No Verão de 1993 a vodka ainda era racionada na cidade de Voronezh.
Fonte & 20 imagens de diferentes “talões” e “convites”:
http://www.istpravda.com.ua/artefacts/2011/03/21/32582/

Taí a fonte com alguns segundos de pesquisa.



Arcanjinho,


Você pegou  dados de um momento de crise após a política mal feita da perestroika e da glasnost  já ter começado a desencadear o colapso da URSS,  só que  isso foi causado justamente pela mal feita política da perestroika e da glasnost, e não pela forma anterior de organização da economia soviética. 


Fazer isso que você está fazendo é semelhante a alguém pegar os dados de um momento em que a crise de 1929 já mostra seus efeitos nos Estados Unidos e a partir disso dizer que a economia americana era essencialmente uma porcaria.



O que eu estou afirmando é que é muito falso que durante as décadas de 60 , 70 e até meados da década de 80 (antes da política desastrosa da perestroika e glasnost começar a ter efeitos) o desempenho da economia soviética tenha sido desastroso como a sua comparação com a recente crise econômica na Venezuela tenha sugerido.


Isto é falso.




A URSS não existe mais porque faliram, quebraram, chegaram ao fundo do poço,  a vaca foi para o brejo.

Se fosse como vc diz ainda hoje existiria.

Offline JJ

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #35 Online: 18 de Junho de 2018, 10:54:51 »
Outro artigo que mostra o completo absurdo de afirmar que a economia da União Soviética nas décadas de 60, 70 e 80 (antes das políticas desastrosas da Perestroika e Glasnost )  tenha sido um desastre que produziu miséria como a recente crise econômica na Venezuela (do Maduro))



O artigo pode ser visualizado e baixado em PDF aqui:


http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rbe/article/viewFile/1794/2748


EVOLUÇÃO ECONÔMICA DA UNIÃO SOVIÉTICA


LUCIA SILVA KrNGSTON


1. AS BASES ESTATíSTICAS


A rápida expansão da economia soviética nos últimos anos aliada às suas excepcionais realizações no setor científico, e, principalmente, na conquista ào espaço sideral, tem causado um forte impacto no público.


Dadas as divergências ideológicas que separam o mundo atual, r,té onde pode conduzir êste rápido desenvolvimento? Está a Rússia em condições de sobrepujar, a curto prazo, o outro poderio econômico do mundo atual, que é os Estados Unidos?

[...]

Intimamente ligado ao problema de potencial de trabalho, é o de sua produtividade. A esta é devido o aumento de produção proporcionalmente maior que o insumo de trabalho em homens-hora. Uma comparação da contribuição devida ao aumento do potencial de trabalho e a da produtividade no PNB de vários países, foi feito por Cohn. 8


O quadro III mostra, no incremento médio do PNB observado entre 1950-60, qual a parte contribuída pelo aumento da produtividade, devido, primordialmente, ao aumento dos investimentos em bens de capital.

QUADRO III

Participação do awnemo do emprêgo e da produtividade no aumento percentual

Produto Nacional Bruto, 1950-60

Produtividade

Países PNB Emprêgo Produtividade em % do

Total
França ........... 4,3 0,4 3,9 90
Alemanha Ocidental . 7,5 2,2 5,2 73
Itália o •••••••••••• 5,9 1,6 4,3 78
Reino Unido ....... 2,6 0,6 2,0 77
Japão ............. 8,8 1,9 6,7 80
URSS ........... .. 6,8 1,9 4,7 74
Estados Unidos ..... 3,3 1,2 2,1 66


Vê-se que a Rússia experimentou um forte incremento de sua
mão-de-obra, só inferior ao da Alemanha e equiparando-se ao Japão.


8) Cohn, S.H. - The Cross National Product in tlle Soviet Union: Comparativé Growth Rates (Washington, 1963) pág. 9.


Quanto ao acréscimo de produtividade, a Economia Soviética mantém-se acima da média, mas, situando-se abaixo da Alemanha e do Japão.


5. CRESCIMENTO DO PRODUTO NACIONAL


Para ter-se uma idéia sôbre o crescimento do PNB na economia soviética, seria necessário construir uma série a preços constantes. Ora, para êste país não dispomos de séries de índices de preços que sirvam de deflatores apropriados.


Uma tentativa de determinar a taxa de crescimento do PNB da União Soviética foi feita por Bornstein,9 mediante uma estimativa do aumento de produção nos principais setores da economia e sua agregação num índice, baseando-se na importância relativa dêsses setores no PNB de 1950.


este cálculo deve ser considerado como apenas estimativa devido às dificuldades de se estabelecer uma ponderação dos diversos setores, o uso da produção total em vez do valor de transformação, e o caráter estimativo de muitos dos elementos usados. Bornstein chega aos resultados consignados no quadro IV, onde também são registrados os valôres referentes aos Estados Unidos.


QUADRO IV


Indices do PNB da U.R.S.S. e EE.UU.
1950, 1955 e 1958
Anos
1950
1955
1958
URSS 1
100
137
170
EE.UU. 2
100
124
125

1) índice do PNB a custo dos fatôres = PNB aos preços estabeleoc:idos - impostos indirEtos + subsídios

2) índice do PNB aos preços de mercado.


Mesmo descontando alguma superestimativa nas taxas de crescimento da Rússia, é claro que esta teve um desenvolvimento mais rápido que os Estados Unidos sobretudo no período 1955-58, quando a Rússia se beneficiou de colheitas extraordinárias e os E. U . A. sofreram os efeitos de uma recessão das atividades econômicas.


Como resultado desta rápida expansão, o PNB soviético tem aumentado de tamanho relativamente ao dos E. U. A. Bornstein conclui que, em têrmos de rublos, o PNB soviético passou de 1/5 do nível atingido pelos E. U. A. em 1950 a cêrca de 1/3 em 1958.


Se a comparação é feita em dólares, ela teria crescido de um pouco menos que a metade do nível dos E. U . A. em 1950, a cêrca de :2/3 em 1958.

Examinando as razões para êste mais rápido crescimento da economia soviética, Bornstein acentua os seguintes fatôres:
a) a taxa de inversão e a composição dos investimentos soviéticos dirigidos principalmente para a indústria pesada ao invés das indústrias de bens de consumo, agricultura, habitação ou serviços;


b) rápida evolução da fôrça de trabalho não-agrícola, derivando principalmente do crescimento vegetativo da população com poucas transferências da agricultura, contrário do que se dera no início da E:ra de industrialização soviética, quando a transferência do setor agrícola para o industrial foi substancial;


c) o constante avanço tecnológico, devido em parte à adoção das técnicas do Ocidente, e em parte a melhorias tecnológicas oriundas da própria Rússia;


d) o aumento do produto agrícola, ocorrido após a morte de Stalin, como resultado da expansão da área cultivada e de maiores isvestimentos e incentivos à agricultura;



e) finalmente, a meta dual que se propuseram os líderes soviéticos de sobrepujar o potencial econômico do Ocidente e manter um forte dispositivo militar.

No entanto, cumpre notar que, no período de prosperidade do pós-guerra, oriundo da aplicação do plano Marshall aos países da Europa e ao Japão, as taxas de crescimento atingidas pela Rússia, mesmo situando-se acima da médiq, não podem ser çonsiderada como excepcionais.


Cohn, no trabalho já aludido,lO, analisa a taxa anual de crescimento para os sete países mais desenvolvidos consignando-os no quadro V.

QUADRO V

Taxas anuais de incremento do PNB
Países 1950-55 1955-GO 1950-60
------ ---- -- ----
U.R.S.S. ....... 7,0 6,5 6,8
Alemanha ...... 9,0 6.0 7,5
Estados Unidos 4,3 2,3 3,3
França ........ 4.5 4,2 4,3
Inglaterra ...... 2,6 2.7 2,5
ltáEa .......... 6,0 5.9 5,9
Japão ........ " 7,1 9.4 8,8


Vê-se que, embora na década de 1950, e mesmo no período de ] 950-60, a URSS se estivesse expandindo a uma taxa maior que o dôbro das dos E. U. A., e com uma expansão maior que a da Itália, esta taxa foi aproximadamente a mesma da Alemanha Ocidental, e menor que a do Japão. E releva notar, se estas taxas anuais de incremento forem calculadas na base per caput, os resultados atingidos pela Rússia são ainda menos favoráveis.


Conclui Cohn que, se se examinam os dados de cada ano isoladamente, torna-se mais evidente a de::aceleração da taxa de crescimento soviético. Até 1958. a economia russa mantivera taxas de incremento anual acima de 7%; mas, desde então, nenhum incremento observou-se na taxa de crescimento do produto agrícola. A estagnação dêste setor que representa aproximadamente 1/3 do PNB, correspondeu a uma brusca queda na taxa geral de crescimento para aquém de 5%, valor êste abaixo do da Alemanha, Itália e Japão, equivalendo sàmente ao da França neste ano.


Entretanto, tal diminuição na taxa de crescimento do PNB russo encontra sua explicação no artigo de Nove 11 através dos seguintes elementos retardatórios dêste crescimento, mas não indicativos de que a Rússia teria chegado, ou estaria chegando, a um estado de maturação com estagnação secular:


a) o desvio (a partir de 1953) na orientação dos investimentos agora dedicados em maiores proporções ao setor agrícola, se bem que, poucos frutos tenham produzido;


b) baixa da taxa de natalidade durante o período da guerra, e a diminuição das horas de trabalho, a partir de 1956, horas estas que se haviam elevado durante a guerra;


c) aumento do período escolar trazendo a redução da fôrça de trabalho ativo por períodos mais longos, mas, com previsíveis melhorias na eficiência técnica futura;


d) melhoria do nível de vida do povo e que está sendo exigido inclusive em decorrência do aumento da instrução. O problema habitacional e de indústria leve serão prementes dentro dêste esquema;


e) necessidade de pesados investimentos no setor de transporte, inclusive para escoar uma produção cada vez maior;

f) alta e crescente taxa de reposição dos bens de capital;

g) necessidade de exportar bens de capital para importar bens de consumo, tendo em 'o'ista a necessidade de aumentar seu comércio internacional.


6. O AUMENTO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL


Quando se procura avaliar o aumento da produção industrial na U.R.S.S., às dificuldades estatísticas, já assinaladas relativas ao cálculo do PNB, acrescem outras.

Primeiramente é preciso distinguir a produção para fins civis da para fins militares, sôbre a qual os dados são inexistentes. Segundo Greenslade e Wallace 12, apoiados nos estudos do Prof. Abram Bergson, os indícios são de que o crescimento da produção de material bélico, positivamente excedem o crescimento da produção industrial civil, podendo-se, esta última considerar a medida mínima do crescimento industrial soviético.

Por outro lado, o fato de as estatísticas oficiais soviéticas só registrarem a produção total, omitindo elementos sôbre o cômputo
do valor de transformação, torna mais incerta as estimativas desta produção, quando, para fins de comparação, se deseja lhes dar a mesma acepção usada nos países ocidentais. Não é de admirar, pois, que as estimativas que os diversos autores têm apresentado sôbre êste crescimento divirjam, não apenas em relação aos dados oficiais como entre si.

Como exemplo, podemos apresentar o quadro abaixo .13

QUADRO VI

indica da Produção Industrial Soviética
I
1928 1937 1940 1~50 I 1955
I
---- Dados oficiais Soviéticos 100 446 646 1119 2065
Hodgman .............. 100 371 430 646
Jasny o •••••••••••••••• 100 287 330-350 411
Clark ................ -, 100 311 340
National Bureau ........ 100 257 279 421 688
Shimkin o •••••••••••••• 100 274 236 434 715

Uma análise crítica e comparativa dessas estimativas foi feita por
Kaplan e Moorsteen. 14


Uma das mais recentes estimativas é a elaborada por Greenslade e Wallace. 15 O índice é restrito à produção civil e, para dar-lhe maior representatividade, os dados oficiais de produção física foram suplementados com estimativas referentes a alguns setores novos e em rápido crescimento. Os mais importantes são a produção eletrônica, construção de aeronaves e de navios mercantes. Note-se que grande parte da produção eletrônica teve impulso excepcional por constituir parte vital dos mísseis e de outros armamentos modernos, bem como das naves espaciais.


Tal índice tem ponderação baseada, tanto quanto possível, no valor adicionado. Informações desta natureza são disponíveis apenas para os setores maiores da economia, para os quais foi possível estimar o valor aproximado de transformação. A inexistência de elementos análogos para as mercadorias individuais, obrigou a incluí-las no último estágio de fabricação, omitindo os estágios primários e intermediários. Dêste modo, o índice compõe-se quase exclusivamente de produtos finais.


O quadro VII dá os resultados dêste índice para o período 1950-61, bem como a ponderação segundo o valor adicionado para o ano de base que é 1955. 16

Consoante êste índice, a produção industrial da União Soviética cresceu rapidamente naquele período, a uma taxa média de 9,3% anuais. No entanto, o crescimento foi desigual nos subperíodos. No período inicial, 1950-55, a taxa alcançou 10,17<; mas, de 1955 a 1961 baixou a 8,7j~ e para 1960 e 1961 só atingiu a 6,67c.


As mesmas características aparecem quanto à produção de matérias primas para a indústria e bens de consumo não duráveis. Para a primeira a taxa média anual de crescimento foi de 10j~ entre 1950-59 e 6~; de 1959-61. Para o segundo, as respectivas taxas foram 8,8 e 4,6j{. Para maquinaria civil, o atraso da produção inicia-se abruptamente em 1958 e a queda é mais pronunciada que para as outras componentes. A taxa média de 1952 a 1957 atingiu o valor excepcional de 16.4j~ mas, desde então, cai para apenas 8,77c.

Examinando esta desaceleração do crescimento industrial soviético, Greenslade e \Vallace assinalam as seguintes causas:

a) a redução do horário de trabalho de 47 para 41 horas no período de 1958-60, provocando um nivelamento da série de homens hora e o retardamento da produção;

b) a diminuição da taxa de investimentos;

c) os esforços para introduzir-se uma maior diversificação nas
linhas de produção para fins civis.

É instrutivo descer aos detalhes da produção de certas mercadorias
consideradas individualmente. O quadro VIU apresenta êstes
detalhes. 17


7. COMPARAÇÕES INTERNACIONAIS

Do mesmo modo que fizemos com o PNB, é interessante comparar o crescimento do setor industrial na União Soviética com o
de outros países ocidentais e Japão.


[...]





Obs:  O documento está em PDF , eu coloquei apenas uma parte e editei um pouco ao colar , mas não corrigi todos os erros da transcrição, por isso  esta colagem ainda tem alguns erros  (e está incompleta, é só uma parte do artigo).



 
« Última modificação: 18 de Junho de 2018, 11:40:44 por JJ »

Offline JJ

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #36 Online: 18 de Junho de 2018, 11:00:45 »
A URSS não existe mais porque faliram, quebraram, chegaram ao fundo do poço,  a vaca foi para o brejo.

Se fosse como vc diz ainda hoje existiria.



Negativo.

O problema foi a implementação desastrosa da Perestroika e Glasnost,  algo implementado pelo Gorbachev.  Nada a ver com falência decorrente da forma anterior de organização da economia soviética.


Se não tivesse existido Perestroika e Glasnost da forma que existiu, a URSS certamente ainda estaria firme e forte.  Talvez eles devessem ter feito algumas reformas com algumas semelhanças como a que a China fez.  Mas, jamais da forma que foi feita, e principalmente  não com a frouxidão política da Glasnost.


« Última modificação: 18 de Junho de 2018, 11:43:13 por JJ »

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #37 Online: 18 de Junho de 2018, 11:05:04 »
Tão firmes e fortes quanto o racionamento permita.


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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #38 Online: 18 de Junho de 2018, 11:29:53 »
Ainda que a tecnologia exista há muito tempo, bem antes da dualidade capitalismo x socialismo/comunismo, o fato é que a incorporação de avanços tecnológicos contínuos é uma característica do capitalismo.
A incorporação de avanços tecnológicos contínuos é uma combinação de interesses e condições propícias. O capitalismo visa o lucro e a acumulação de propriedade, o que pode até mesmo ir contra a racionalidade e os interesses do próprio desenvolvimento humano. Se dependesse de corporativistas da vela, a lâmpada seria sabotada. A ganância de uma minoria intenta constantes sabotagens contra iniciativas e livre-acesso dos indivíduos à produção. O desenvolvimento "tecnológico" voltado para o mercado visa o constante lucro inescrupuloso. Indústria farmacêutica, midiática, bancos, corporativismo, todos olhando para seus próprios umbigos e conspirando contra o pleno desenvolvimento do potencial humano. Ninguém possui nada. As coisas existem para serem usadas e desfrutadas. Enquanto não superarmos o paradigma de posse e propriedade privada, viveremos a eterna guerra de todos contra todos.
Se for para seguir a "lógica" de que "comunistas não devem se beneficiar dos produtos capitalistas", ele serve para qualquer produto de qualquer empresa, seja da Apple, seja do Google, da Microsoft, da General Electric, da Boeing, da Toyota, etc.
Não sei que lógica é essa, sendo que o que um verdadeiro socialista deseja é justamente que todos tenham acesso às coisas, desfrutando e utilizando-as, ao invés do acesso restrito pela sociedade classista.
Basta se isolar em algum rincão e passar a viver sem o uso de produtos de empresas privadas. E nem das de economia mista.
Pois é o corporativista privada que não conseguiria passar a viver sem uma massa de explorados alienados, sem proteção e privilégios do Estado e sem uma cultura burguesa que imbeciliza o povo, justificando ideologicamente que se conforme com sua posição social.
Começa a ter coerência.
Pelo contrário - começa a ter incoerência.
Você só deve assistir os canais estatais.
Do Estado Burguês?
Mas, analisando melhor, você não deveria assistir televisão porque esta certamente foi feita por uma empresa capitalista.
Você não deve recorrer à Lei porque é estatal. Você não deve estudar em uma Universidade porque é Pública. Etc etc. Absolutamente irrelevante e sem sentido. O objetivo é justamente o acesso de todos.
E espero que quando fizer uso deles, não seja nem por telefone e nem por computadores, porquê certamente estes foram feitos por empresas privadas.
Correção - foram feitos por trabalhadores explorados, como todos os outros produtos, isso quando não os substituem por máquinas e automação, deixando de distribuir renda e ajudar famílias em nome da ganância irracional e antihumana.
Sem dúvida que é um 'pecado grave' para um esquerdista ser rico, porque está em oposição ao que diz parte da liturgia da 'religião política' esquerdista.
Porque é muito liberal herdar uma fortuna, né? (ironia - os liberais clássicos criticavam a herança como ponto de partida desigual entre os indivíduos). Ou então o exemplo do empresário citado, que recebeu financiamento estatal e hoje paga de liberal na mídia. Ou então toda a economia capitalista, que depende da proteção e subsídio de um estado burguês, cuidadosamente regido por mídia e bancos para defender o interesse de classes privilegiadas. Faz todo o sentido que um rico, alguém com acesso e meios, que tenha um mínimo de consciência e humanitarismo, deseje que este acesso e meios se estendam ao resto da população. Já quanto a capitalistas - me felicita lembrar que os capitalistas liberais são justamente os pobres de direita, os "capitalistas sem capital", porque capitalista de verdade - burguês na definição exata do termo - é justamente quem compra, patrocina e influencia o Estado, seu fiel protetor e cão de guarda de seus interesses.

Responderei mais tarde o seu rol de argumentos esquerdistas.
« Última modificação: 18 de Junho de 2018, 11:34:06 por Geotecton »
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Offline Peter Joseph

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #39 Online: 18 de Junho de 2018, 15:11:56 »
Na URSS faltava bens de consumo, principalmente nas ultimas duas décadas de sua existência, não por que não tinha tecnologia ou meios eficientes de produção. O problema foi que não apostaram suas fichas na Tecnologia da Informação para tornar eficiente sua economia planejada. A hierarquia engessada governamental tinha medo de se tornar obsoleta com o uso generalizado de computação e cibernética. Os burocratas da GOSPLAN e do birô político não aprovaram a ideia na época. Hoje, com IA e Big Data, seria mais fácil ainda superar a mão invisível do mercado na alocação dos recursos, com muito mais eficiência.
« Última modificação: 18 de Junho de 2018, 15:13:58 por Peter Joseph »
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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #40 Online: 18 de Junho de 2018, 15:22:13 »
Citar
Na URSS faltava bens de consumo, principalmente nas ultimas duas décadas de sua existência, não por que não tinha tecnologia ou meios eficiente de produção.

No começo dos anos 90 desembarcaram no Brasil alguns lotes de carros da Lada que eram ruins, mesmo comparados aos nacionais daquela época, carros nacionais que já eram bem atrasados em relação aos estrangeiros.

Cara, não sei se vc jarra adulto na época mas os carros russos tinham folgas entre as portas com espaço suficiente para enfiar a ponta dos dedos e mecânica do Fiat 147.



Gezuis, o carro já vinha torto da fábrica.


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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #41 Online: 18 de Junho de 2018, 15:22:22 »
Intelectuais chineses já sugerem que a China pode voltar para uma economia planejada (mista), superando totalmente a mão invisível do mercado:

“O Big Data pode encontrar e usar conhecimento tácito. Hayek acreditava que a fragmentação é a principal forma de conhecimento, e há muito conhecimento tácito, como costumes locais e hábitos de consumo, que são desorganizados e implicados na vida social (Hayek, 1937).
Enquanto a “interconexão” da Internet construiu uma enorme rede pool de informações, que parcialmente resolve o problema da "Divisão do Conhecimento", mas, ao mesmo tempo, produz mais conhecimento tácito no processo de interação da rede individual. Esse tipo de conhecimento tácito tem características individuais e frequentemente tem efeito de grupo e efeito de profecia de auto-evidência , o que parece muito complexo. Como um tipo de conjunto de dados, os big data têm as características de grande capacidade, muitos tipos, velocidade de acesso rápida e alto valor de aplicação. Pode coletar, armazenar e analisar os dados com grande quantidade, fontes dispersas e formatos diversos. Hoje, os sites de comércio eletrônico podem realizar marketing personalizado de rede com base na compra dos clientes registros, registros de navegação, trajetória de viagens e assim por diante, ao longo dos anos, que é por conta da previsão de hábitos de consumo dos clientes para a tecnologia de big data.
Juntamente com a lógica de desenvolvimento do big data, a revolução completa dos dados será realizada no futuro (F. Wang 2015). Espera-se que as informações sejam sequenciadas, obtidas com amostra completa, armazenadas e analisadas, o que criará condições para a descoberta e utilização do conhecimento tácito .
2. Os dados grandes tornam o Now Casting possível. Além da abrangência das informações de que o plano depende, o intervalo de tempo do plano também foi amplamente criticado. Esse atraso faz com que o plano fique aquém do desenvolvimento de atividades econômicas, e até produz erros devido à perda de informações na transmissão de informações. Em comparação com a tecnologia tradicional, os big data reduzem bastante o tempo de coleta e tratamento de informações com base em armazenamento massivo de informações, computação em nuvem e aplicativos da Internet . Mais importante, os big data não enfatizam o cenário teórico anterior , não dependem dos requisitos de alta qualidade das informações, não prestar atenção à relação causal entre variáveis, a lógica interna é “teoria orientada por dados” (D. Wang 2015), “dados são fatos”, “dados são decisões” (Zhou 2013), que podem encontrar problemas, alterar para planos, macro-previsão (Liu e Xu 2015) e reforçar a supervisão em tempo real.
3. Big data pode promover oferta e demanda personalizadas e diversificadas. O design artificial de Hayek e a preferência compulsória de criticar a economia tradicional planejada negam a liberdade humana e consideram que o mercado é compatível com a razão humana (Hayek 1944, 91-104). Na verdade, na era dos dados pequenos, as preferências do consumidor só podem ser subdivididas em determinados grupos e não podem ser quantificadas com precisão para indivíduos, empresas geralmente implementam produção em massa para o alvo e fornecem produtos homogêneos, e o mercado é inundado pelo consumo de ondas. Assim, a chamada "liberdade de escolha" é relativamente limitada, um grande número de "singularidade" personalizada, pequena e fragmentada as demandas dos consumidores são aniquiladas na “cauda longa” da curva de demanda (Ren e Xin 2015), e ignoradas pela “lei de custo-benefício”. As verdadeiras preferências são forçadas a abandonar; há escolhas limitadas em vários produtos homogêneos “fornecidos” pelo mercado. A ascensão do big data elimina o gargalo técnico de resolver a demanda de “cauda longa”. Uma vez que a produção e a oferta podem ser planejadas de acordo com as preferências individuais, a cegueira do mercado em si pode ser superada e as vantagens da alocação racional de recursos na economia planejada pode ser colocado em jogo completo.” -

https://boingboing.net/2017/09/14/platform-socialism.html

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #42 Online: 18 de Junho de 2018, 15:34:35 »
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Na URSS faltava bens de consumo, principalmente nas ultimas duas décadas de sua existência, não por que não tinha tecnologia ou meios eficiente de produção.

No começo dos anos 90 desembarcaram no Brasil alguns lotes de carros da Lada que eram ruins, mesmo comparados aos nacionais daquela época, carros nacionais que já eram bem atrasados em relação aos estrangeiros.

Cara, não sei se vc jarra adulto na época mas os carros russos tinham folgas entre as portas com espaço suficiente para enfiar a ponta dos dedos e mecânica do Fiat 147.



Gezuis, o carro já vinha torto da fábrica.

No final dos anos 80 o bloco soviético já estava em colapso total, você queria o que? Por exemplo, pra você ter ideia, tem geladeira lá na Russia da década de 60/70 que ainda funciona normalmente até hoje sem quase reparo nenhum.

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Segundo o colecionador, muitos cidadãos soviéticos tinham boas lembranças de seus aparelhos. Eles muitas vezes compraram depois de planejar por muitos anos.

"Algumas pessoas esperaram por uma geladeira por seis meses, algumas ganharam na loteria ou a receberam depois de vencer uma competição, as pessoas tinham histórias, lindas lembranças ligadas a essas coisas, todas elas emanam cordialidade", disse Borisov.


Todos os itens da coleção de Ivan ainda estão em boas condições, incluindo um aspirador de pó e uma geladeira que foram fabricados em 1945. Ele explicou que o mais importante é instalá-los adequadamente e, em seguida, eles funcionarão sem falhas.

"Artigos técnicos soviéticos quase nunca falham", disse Ivan.

Ele acrescentou que os motores a vácuo podem operar por até 40 anos. Manual diz que as escovas de carvão deve ser substituído a cada 300 horas de operação, mas se você abrir uma unidade pode ver que não foram esgotados e mais, pode operar por um período muito mais prolongado observado.

https://mundo.sputniknews.com/sociedad/201609171063527236-electrodomesticos-sovieticos-sirven-muchos-anos/
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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #43 Online: 18 de Junho de 2018, 15:58:13 »
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No final dos anos 80 o bloco soviético já estava em colapso total, você queria o que? Por exemplo, pra você ter ideia, tem geladeira lá na Russia da década de 60/70 que ainda funciona normalmente até hoje sem quase reparo nenhum.

Qualquer produto nacional dos anos 60 e 70 duravam muito, a coisa desandou com a concorrência da porcariada chinesa.

Tenho ferramentas que comprei em 1983 ainda em uso.

E os carros da Lada eram novos na época, mas mesmo assim bem inferiores aos nacionais.

Offline Peter Joseph

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #44 Online: 18 de Junho de 2018, 16:02:34 »
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No final dos anos 80 o bloco soviético já estava em colapso total, você queria o que? Por exemplo, pra você ter ideia, tem geladeira lá na Russia da década de 60/70 que ainda funciona normalmente até hoje sem quase reparo nenhum.

Qualquer produto nacional dos anos 60 e 70 duravam muito, a coisa desandou com a concorrência da porcariada chinesa.

Tenho ferramentas que comprei em 1983 ainda em uso.

Amigo, isto não tem nada a ver com concorrência chinesa, mas com Obsolescência Planejada, necessária para manter o sistema capitalista de pé por mais tempo.

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E os carros da Lada eram novos na época, mas mesmo assim bem inferiores aos nacionais.

Como disse, nos final dos anos 80 a URSS já estava em frangalhos, não tem como você querer que eles produzissem coisa que presta na época.
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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #45 Online: 18 de Junho de 2018, 16:13:13 »
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Amigo, isto não tem nada a ver com concorrência chinesa, mas com Obsolescência Planejada, necessária para manter o sistema capitalista de pé por mais tempo.

Claro, os produtos chineses são um primor de qualidade e durabilidade.

Malditos chinas comunas, são um bando de capitalistas enrustidos.

Citar
Como disse, nos final dos anos 80 a URSS já estava em frangalhos, não tem como você querer que eles produzissem coisa que presta na época.

Sei, eles voltaram a fabricar carros carburados enquanto europeus tinham injeção eletrônica por causa do fim da URSS.

Conte outra.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #46 Online: 18 de Junho de 2018, 16:44:45 »
Agora o JJ não é a favor só da manutenção de estatais, mas quer a estatização geral, comunismo a toda, porque a URSS foi na realidade um sucesso, é isso? :hein:

Offline Geotecton

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #47 Online: 18 de Junho de 2018, 16:49:08 »
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No final dos anos 80 o bloco soviético já estava em colapso total, você queria o que? Por exemplo, pra você ter ideia, tem geladeira lá na Russia da década de 60/70 que ainda funciona normalmente até hoje sem quase reparo nenhum.
Qualquer produto nacional dos anos 60 e 70 duravam muito, a coisa desandou com a concorrência da porcariada chinesa.

Tenho ferramentas que comprei em 1983 ainda em uso.
Amigo, isto não tem nada a ver com concorrência chinesa, mas com Obsolescência Planejada, necessária para manter o sistema capitalista de pé por mais tempo.

É mesmo?

Então porquê usei o meu Astra por mais de 9 anos sem ter um só problema grave?

Será que fui a exceção?


E os carros da Lada eram novos na época, mas mesmo assim bem inferiores aos nacionais.
Como disse, nos final dos anos 80 a URSS já estava em frangalhos, não tem como você querer que eles produzissem coisa que presta na época.

Eles NUNCA produziram nenhum bem de consumo de qualidade.
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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #48 Online: 18 de Junho de 2018, 16:52:04 »
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É mesmo?

Então porquê usei o meu Astra por mais de 9 anos sem ter um só problema grave?

Será que fui a exceção?

Qualquer carro nacional dura pelo menos vinte anos, mesmo os populares, mas o cara quer comparar com produtos quase descartáveis como celulares ou lâmpadas .



« Última modificação: 18 de Junho de 2018, 16:54:12 por Arcanjo Lúcifer »

Offline Geotecton

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Re:Esquerda Caviar
« Resposta #49 Online: 18 de Junho de 2018, 16:54:38 »
Intelectuais chineses já sugerem que a China pode voltar para uma economia planejada (mista), superando totalmente a mão invisível do mercado:
[...]

Hahahaha.

Intelectuais sugerindo algo para satisfazer o partido.
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