Enquete

Qual das promessas de campanha abaixo você acha mais provável que seja cumprida por Trump?

Deportação de cerca de 3 milhões de imigrantes ilegais
1 (4.3%)
Construção de um muro na fronteira com o México
2 (8.7%)
Revogação do acordo nuclear iraniano
1 (4.3%)
Extinção do Obamacare
10 (43.5%)
Revogação da assinatura do Acordo Climático de Paris
9 (39.1%)

Votos Totais: 22

enquete encerrada: 14 de Janeiro de 2017, 01:17:02

Autor Tópico: Governo Trump  (Lida 69179 vezes)

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Offline Cinzu

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Re:Governo Trump
« Resposta #2275 Online: 04 de Janeiro de 2019, 00:46:21 »
Não assisti ao vídeo, mas seria um bom tapa na cara dos cancervas que idolatram o keynesiano nacional-desenvolvimentista, confundindo-o com um liberal-conservador.

O novo governo tem tudo para prosperar, apesar da cegueira ideológica. Alguns choques são necessários para que amadureçam.

Offline _Juca_

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Re:Governo Trump
« Resposta #2276 Online: 04 de Janeiro de 2019, 09:27:41 »
E existe uma grande possibilidade de Bernie Sanders, autodeclarado socialista ser o candidato democrata e consequentemente o presidente dos EUA.

Offline Geotecton

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Re:Governo Trump
« Resposta #2277 Online: 04 de Janeiro de 2019, 09:53:21 »
E existe uma grande possibilidade de Bernie Sanders, autodeclarado socialista ser o candidato democrata e consequentemente o presidente dos EUA.

Hoje?

Possibilidade zero!
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Offline Fabrício

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Re:Governo Trump
« Resposta #2278 Online: 04 de Janeiro de 2019, 10:18:52 »
E existe uma grande possibilidade de Bernie Sanders, autodeclarado socialista ser o candidato democrata e consequentemente o presidente dos EUA.

Pelamordedeus, Trump e depois Sanders, os yankees não merecem isso.
"Deus prefere os ateus"

Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #2279 Online: 07 de Janeiro de 2019, 10:21:56 »
Política econômica de Trump leva o mundo a crise sem precedentes, prevê economista


ECONOMIA


10:42 03.01.2019(atualizado 10:57 03.01.2019) URL curta5162


Há cada vez mais evidências que em 2019 a economia dos EUA e do mundo enfrentarão mais uma crise, enquanto as ações do presidente estadunidense, Donald Trump, já começaram a destruir o sistema de gestão da economia global, escreveu o economista David Cayla em seu artigo para o jornal francês Le Figaro.


Segundo Cayla, embora Trump tenha contribuído para a desregulamentação do setor financeiro e a redução da carga tributária nos EUA, os índices bolsistas norte-americanos têm mostrado uma queda drástica, algo que prenuncia uma crise econômica inevitável.


O economista francês enumera várias razões pelas quais a economia dos EUA pode enfrentar sérios problemas no futuro próximo. A primeira razão é um período de crescimento econômico muito longo: 2018 se tornou o nono ano consecutivo em que a economia dos EUA fechou com crescimento, enquanto o resto do mundo enfrentou uma desaceleração.



Como economia global seria abalada em 2019?


Um outro fator importante é a política econômica inconsistente da administração Trump. Por exemplo, Trump prometeu aumentar as tarifas para os países europeus unilateralmente, mas depois recusou fazer isso frente às concessões apresentadas pelos parceiros. Segundo Cayla, a estratégia dos EUA visa embromar seus parceiros para que nem a UE, nem a China ou qualquer outro país do mundo possam prever claramente os objetivos de longo prazo dos EUA, que variam conforme as circunstâncias.


Cayla destaca também os problemas políticos internos dos EUA, particularmente a paralisação do governo que afeta mais de 800 mil funcionários públicos, colocados no desemprego técnico.


De acordo com o economista, todos esses fatores levariam a uma nova crise sem precedentes.


"O que se passa nos EUA e no mundo em geral mostra uma nova lógica e uma reviravolta decisiva na gestão econômica", disse ele, acrescentando que a política de Trump afetou a maioria das instituições internacionais, incluindo a OMC, que já não consegue lidar com todas as disputas e problemas.


Cayla sublinha que a crise econômica pode dar início a uma nova época em que a regulamentação internacional seria substituída pela política econômica de cada país, ou seja, a ordem mundial baseada não em regras mas na lei do mais forte levaria os países a usar os instrumentos económicos nos seus próprios interesses.



https://br.sputniknews.com/economia/2019010313040487-trump-eua-nova-crise-global/



Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #2280 Online: 07 de Janeiro de 2019, 10:24:48 »


O Trump está trazendo mais instabilidade para o mundo econômico e financeiro.

Offline Geotecton

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Re:Governo Trump
« Resposta #2281 Online: 07 de Janeiro de 2019, 10:48:50 »
Sputniknews?

Mais russices...
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Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #2282 Online: 07 de Janeiro de 2019, 10:57:26 »
Ah é ? Não é só  "russice"



Guerra comercial de Trump pode provocar crise pior que em 2008


Por Alfredo Valladão Publicado em 18-06-2018 Modificado em 18-06-2018 em 15:36


Guerra comercial de Trump pode provocar crise pior que em 2008  O presidente Donald Trump defende uma política protecionista através de seu slogan "American First".

REUTERS/Jonathan Ernst




Impor tarifas aduaneiras contra o aço e o alumínio exportado pelos principais aliados europeus e americanos, e ameaçar a Europa de barreiras à importação de automóveis é uma coisa. Começar uma guerra comercial com a China é outra.


Nessa visão do mundo reduzida à lei da selva, a Europa é café pequeno para o empreiteiro lourão que oficia na Casa Branca. Os europeus estão divididos, ameaçados por movimentos – e até governos – chauvinistas e xenófobos, totalmente dependentes dos Estados Unidos para garantir a sua segurança, e com imensas dificuldades para enfrentar as provocações de Vladimir Putin.

Além dos graves problemas de vizinhança, como a crise no Oriente Médio e a onda migratória vinda da África. A Europa não tem mais número de telefone (como já dizia Henri Kissinger) e não pode se passar do mercado, das finanças e da tecnologia norte-americana.


Para Trump, a União Europeia não tem condições sérias de prejudicar os interesses do Estados Unidos. Portanto, não custa nada dar uma de machão diante do Velho Continente. E se for possível, acabar com a integração europeia para só ter que tratar com cada estado membro de maneira bilateral.

China tem força para atrapalhar interesses americanos

Só que a China é outro departamento. Trata-se de uma potência que tem vários números de telefone. Claro, Beijing não possui a força econômica e militar dos Estados Unidos, mas tem bastante força para atrapalhar seriamente os interesses americanos.


Aliás, bastou o magnata-presidente avisar que ia aumentar as tarifas de vários produtos de exportação chineses para que os próprios revidassem imediatamente com barreiras contra as exportações americanas. E o fizeram de maneira inteligente, alvejando diretamente as exportações agrícolas de várias regiões rurais onde vive um bom pedaço dos eleitores da direita populista republicana.


A poucos meses das eleições legislativas de meio-mandato não é uma boa notícia para os amigos de Trump que tentam manter a maioria no Congresso. Aliás, até os europeus, junto com os canadenses, também anunciaram aumentos de tarifas visando claramente a base eleitoral do chefe da Casa Branca.


Claro, tanto os chineses quanto os europeus não estão nada a fim de entrar numa guerra comercial global. Uns como os outros, até aceitariam negociar uma melhor repartição dos fluxos comerciais e regulamentações mais camaradas para o comércio internacional. Mas não com um trabuco na nuca.


Para Trump, exportar é bom, importar é ruim


O problema é que Trump tem ideias primitivas e mercantilistas: exportar é bom, importar é ruim. E isso não funciona num mundo globalizado onde todas as grandes empresas e boa parte das médias e até das pequenas são cada vez mais dependentes dos mercados e das cadeias de produção transnacionais onde todo mundo exporta e importa ao mesmo tempo.


Levantar barreiras que podem interromper essa maquinaria comercial planetária só pode provocar uma crise econômica mundial, bem mais profunda do que a crise financeira de 2008. E provavelmente mais devastadora do que a grande depressão de 1929.


Ainda não estamos aí. E por enquanto, as novas ameaças de barreiras comerciais só perturbam uma parte ínfima do PIB mundial. O problema é que os mercados detestam situações incertas. E que todas essas ameaças já estão provocando uma queda generalizada dos investimentos e dos novos projetos econômicos. E como sempre, quando impera a lei da força, quem mais perde são os mais fracos. As primeiras vítimas de uma guerra mercantilista entre os grande polos econômicos mundiais serão, como sempre os países emergentes e em desenvolvimento.


Sobre o mesmo assunto

O MUNDO AGORA

Postura mercantilista de Trump no G7 ameaça UE

Saiba mais

O MUNDO AGORA

Movimentos "antissistema" beneficiam de crise social, política e econômica na UE


http://br.rfi.fr/mundo/20180618-guerra-comercial-de-trump-pode-provocar-crise-pior-que-em-2008


Offline Jack Carver

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Re:Governo Trump
« Resposta #2283 Online: 10 de Janeiro de 2019, 23:26:23 »
Mais Sputink, mas é explicativo:

Citar
O governo dos EUA está paralisado desde 22 de dezembro depois que o presidente dos EUA se recusou a aprovar o projeto de orçamento para 2019 se ele não incluir o financiamento do muro na fronteira mexicana. A Sputnik explica o que isso significa e que consequências poderia ter o "shutdown", considerado já como um dos mais longos da história.

O que é o 'shutdown'?

Nos EUA o "shutdown" do governo significa a paralisação parcial do governo, ou seja, o fechamento temporário de muitos ministérios e agências governamentais, financiados pelo Congresso dos EUA, devido à ausência de consenso em relação ao financiamento federal para o próximo ano. Os funcionários dessas entidades públicas não se podem apresentar ao trabalho e ficam em um regime de licença sem vencimento.

Nos últimos 40 anos, o "shutdown" foi declarado por 21 vezes (três delas ocorreram durante a presidência de Donald Trump). A primeira paralisação do governo dos EUA ocorreu em 1976, durante a presidência do republicano Gerald Ford, e durou 12 dias, quando os democratas não aceitaram os cortes de financiamento dos departamentos do Trabalho, da Saúde e da Educação e Serviços Humanos.
As maiores paralisações da história do país aconteceram no século XX. Em 1978, durante o mandato presidencial de Jimmy Carter, o "shutdown" durou 17 dias – de 1º a 17 de outubro e se deu despois de Carter vetar uma legislação sobre obras públicas e reduzir os gastos militares.

O recorde foi batido durante a presidência de Bill Clinton – a paralisação do governo durou 21 dias (de 15 de dezembro de 1995 a 6 de janeiro de 1996) por causa de um conflito entre o então presidente Bill Clinton e os republicanos no Congresso sobre o financiamento do Medicare (sistema de seguros de saúde gerido pelo governo americano) e os gastos do governo.

Entretanto, a paralisação do governo atual está prestes a bater o recorde de Clinton. Ela já durou 20 dias, e nem Trump, nem o Senado, que não incluiu o dinheiro para o muro no projeto orçamental, parecem estar dispostos a ceder.

'Muro está chegando'

A paralização de governo atual é considerada uma das mais longas, mas não é o primeiro "shutdown" que Donald Trump enfrenta. O primeiro ocorreu entre 20 e 22 de janeiro de 2018 e foi causado pela falta de acordo sobre aprovação do orçamento para a criação de uma solução legal para os imigrantes ilegais que chegaram aos EUA quando eram crianças.

A segunda paralisação do governo ocorreu em 9 de fevereiro e durou apenas várias horas, quando o senador republicano Rand Paul, que se opõe fervorosamente a qualquer aumento de gastos públicos, decidiu bloquear a aprovação do orçamento.

O "shutdown" atual foi declarado em 22 de dezembro, quando os democratas do Senado dos EUA não aprovaram o projeto de orçamento devido à exigência do presidente Donald Trump de canalizar mais de cinco bilhões de dólares (R$ 18,4 bilhões) para o financiamento da construção de um muro na fronteira com o México (uma das promessas eleitorais de Trump).

Nove dos 15 departamentos governamentais, incluindo os departamentos de Estado, das Finanças e do Comércio, estão sem financiamento já há 20 dias. Como resultado, 800 mil funcionários federais são afetados pelo shutdown. Deles, 380 mil foram colocados em desemprego técnico, enquanto outras 400 mil pessoas serão pagas quando o orçamento for aprovado.

Em 9 de janeiro Trump abandonou uma reunião que tinha com os líderes do Congresso para negociar o fim do shutdown.

"Acabo de sair de uma reunião com Chuck e Nancy, uma perda total de tempo. Eu perguntei o que vai acontecer em 30 dias se eu abrir rapidamente as coisas, se aprovariam a [nova norma de] Segurança de Fronteira, que inclui um muro ou barreira de aço? Nancy disse, NÃO. Eu disse tchau, nada mais funciona!", escreveu Trump na sua conta no Twitter após o encontro com a líder da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, e o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer (ambos são democratas).

O presidente dos EUA ameaça manter a paralisação durante "meses ou anos" se a sua proposta de construção do muro na fronteira mexicana não avançar e continua insistindo que o muro na fronteira com o México é essencial para a segurança dos EUA, para proteger o país dos terroristas e criminosos.

Entretanto, os democratas declaram que o shutdown afeta o povo norte-americano e que não apoiariam quaisquer projetos de lei a não ser os destinados a cessar a paralisação do governo (como resultado, em 9 de janeiro o Senado bloqueou o projeto de lei que pressupõe diversas sanções contra a Síria, bem como restrições contra os aliados mais próximos go governo sírio — a Rússia e o Irã).
Segundo o economista e presidente do Conselho de Consultores Econômicos, Kevin Hassett, cada duas semanas do shutdown vão reduzir em 0,1% o volume de produção nos EUA. Além disso, o shutdown afeta o bem-estar de 800 mil empregados e vai afetar o consumo privado (uma parte importante do PIB).
Além disso, em 9 de janeiro a agência de classificação de crédito Fitch informou que pode cortar o rating AAA dos EUA se a paralização continuar até o 1º de março.

Sem dúvidas, a paralização atual do governo dos EUA é não apenas um sinal de crise política, mas um problema que afeta cada vez mais a economia do país.

Estado de emergência à vista?

Em 4 de janeiro Trump ameaçou introduzir o estado de emergência no país. Isso permitiria a Trump começar construir o muro sem a aprovação do Congresso. O muro poderia ser construído pelos militares com os fundos de emergência. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, declarou que a administração considerou a introdução do estado de emergência para o receber financiamento necessário, mas o presidente quer resolver esse problema através do Congresso.
Entretanto, se Trump se atrever a introduzir o estado de emergência, os seus adversários poderiam contestar sua decisão no Supremo Tribunal.

"Se [Trump] introduzisse o estado de emergência, seus adversários políticos e a mídia […] poderiam começar a declarar que Trump abusou da sua posição. Isso abriria o caminho para o impeachment – não sob pretexto das alegadas ligações com a Rússia, mas para um impeachment real. O bom senso prevaleceu", disse o analista Mikhail Sinelnikov-Orishak comentando s situação à RT.

Parece que a paralisação atual está longe de ficar resolvida. Nem Trump, nem seus adversários democratas planejam ceder. Isso poderia se tornar uma verdadeira crise política e econômica para o país.
O bate-boca em dezembro último:
<a href="https://www.youtube.com/v/dMCBFM0n9FE" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/dMCBFM0n9FE</a>


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Offline Vithor

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Re:Governo Trump
« Resposta #2284 Online: 12 de Janeiro de 2019, 01:30:38 »
O Trump sempre foi de soltar frases midiáticas e improvisadas, e em uma dessas peripécias dele, ele soltou: "Somos o único país do mundo onde uma pessoa entra, tem um bebê e a pessoa é essencialmente um cidadão dos Estados Unidos por 85 anos, com todos os benefícios. Isto é ridículo e tem que acabar"

Ele conseguiu fazer com que a frase inteira esteja errada e ainda demonstrou que não conhece nada da história do seu país e nem da de outros.

Offline Jack Carver

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Re:Governo Trump
« Resposta #2285 Online: 19 de Janeiro de 2019, 11:34:46 »
<a href="https://www.youtube.com/v/PUbuMmUwVVU" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/PUbuMmUwVVU</a>
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Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #2286 Online: 22 de Janeiro de 2019, 08:56:55 »
Trump pôs fim lógico ao projeto pan-americano recusando ir ao Peru?


 © REUTERS / Ivan Alvarado
#SPUTNIKEXPLICA


10:00 12.04.2018(atualizado 12:39 12.04.2018) URL curta20352


Ao longo das últimas décadas, a América Latina tem sido uma região que sempre se inclinou para a unidade com o fim de fazer frente a influência externa, nomeadamente dos EUA. Contudo, os acontecimentos mais recentes demonstram que a situação mudou. A Sputnik explica de que maneira e analisa qual poderia ser o futuro da integração latino-americana.


Esta 8ª Cúpula das Américas, que decorrerá a partir de amanhã (13) na cidade peruana de Lima, será a primeira marcada pela ausência do líder venezuelano e, o que é ainda mais importante, do norte-americano.

Robert Gates, ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos aperta mão de soldado colombiano na base militar de Tolemaida (foto de arquivo)
© AFP 2018 / MAURICIO DUENAS


América Latina em luta: por que EUA apostam mais na Doutrina Monroe?

Após os relatos sobre um suposto ataque químico na cidade síria de Douma, Donald Trump se apressou a prometer uma "retaliação" nos próximos dois dias, cancelando mesmo sua planejada viagem à América Latina para se focar no curso dos acontecimentos no Oriente Médio. Isso poderia parecer apenas uma mudança rotineira na agenda, contudo, faz vir à tona tendências muito mais sérias e profundas.
De um quintal para outro?


Em sua essência, a Cúpula das Américas foi criada como uma plataforma no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA), a mais velha estrutura de integração no continente com influência predominante dos EUA.


A crise desta estrutura, de fato, começou a ser observada já no início do corrente século, com o aparecimento de inúmeros grupos regionais, porém, esta é a primeira vez que o próprio Washington demonstra abertamente que os assuntos latino-americanos deixaram de ser sua prioridade.


Embora muitos considerem a participação das cúpulas internacionais como um gesto meramente simbólico e que na realidade nada muda, isto não é totalmente correto.


Apesar do mundo estar se digitalizando a ritmos enormes, o planeta da política e diplomacia continua vivendo de acordo com suas próprias regras, e tais casos como o envio de uma delegação de nível inferior a um evento internacional já se entende como a manifestação de alguma coisa.


Posse de Sebastián Piñera no Chile.
© REUTERS / IVAN ALVARADO

Piñera assume no Chile e consolida virada à direita da América Latina


Deste modo, a Casa Branca está aludindo que deixou de considerar, evidentemente, a América Latina como seu quintal e se esforçando em se focar mais nos assuntos do Oriente Médio, região onde recentemente começaram a perder seu peso para Moscou. Nesta "agonia" de uma espécie de fracasso da sua política externa em várias regiões, os Estados Unidos tiveram que optar por uma só prioridade, e esta acabou por não favorecer as nações latino-americanas.


Opiniões divididas


Já entre os países da América do Sul houve tanto quem se tenha entusiasmado com a notícia, como quem tenha ficado indignado ou mesmo zangado. No entanto, quem se destacou de modo mais expressivo das "fileiras" foi o líder venezuelano, Nicolás Maduro, que qualificou a participação da Cúpula das Américas como uma "perda de tempo", preferindo comemorar a "derrota do golpe de Estado fascista" de 2002 contra o então presidente Hugo Chávez.


Para as autoridades venezuelanas, que continuam sendo representantes da esquerda latino-americana, hoje em dia cada vez mais escassa, a recusa de Trump foi uma manifestação de desprezo. Os movimentos do mesmo tipo em vários outros países, como o Partido Comunista do Peru, por exemplo, também se entusiasmaram com a notícia, dizendo que "a América Latina não gosta de você [Donald Trump] e você faz bem em não ir ao Peru, pois nós não queremos te ver".


Mas, se afastando um pouco dos lemas populistas e ideologias, se deve entender que para a maioria dos Estados da região a gradual saída estadunidense deste "quintal" é uma perda significativa, pelo menos do lado econômico. Tais cúpulas proporcionam sempre algumas oportunidades inéditas para a discussão de futuros laços e acordos, que hoje em dia são essenciais para vários Estados latino-americanos devido a sua situação econômica precária.


Reeleição de Putin beneficiará a América Latina, diz político chileno


Contudo, como a natureza tem horror ao vazio, já podemos indicar quem poderia, em um futuro breve, substituir Washington como o maior investidor na América do Sul.
Aparentemente, se trata da China, que tem aumentado extremamente seu peso na região através de um enorme fluxo de investimentos nas produções locais. A notícia boa para o continente é que, ao contrário da Casa Branca, Pequim tem pouca inclinação para se meter na política interna dos seus parceiros, estando mais interessado no poderio econômico.


Vale ressaltar, na verdade, que por parte da administração de Trump, por mais importante que seja para ela o problema sírio, este foi um erro estratégico bem sério, pois recentemente o próprio país tem se envolvido na chamada guerra comercial com a China. Em meio a esta confrontação tarifária, abandonar suas posições em outras regiões, tanto mais assim tão próximas, pode ser bastante perigoso, advertem muitos cientistas políticos.


Integração fracassada?


Resumindo todos os fatores mencionados acima, se pode dizer que o projeto pan-americano, promovido por Washington ao longo de muitas décadas, parece estar em crise. A mesma coisa, contudo, pode ser dita sobre os numerosos agrupamentos regionais que, na maioria das vezes, foram criados por mera necessidade de dar uma resposta à influência norte-americana.

Entre tais blocos se pode mencionar a UNASUR, a ALBA e a CELAC, além de outros ideologicamente mais neutrais. Todas estas organizações surgiram, predominantemente, no início do século XXI, com a ascensão da esquerda na América Latina, e serviram mais como uma plataforma de manifestação política que como um mecanismo viável de cooperação econômica.

Hoje em dia, quase todos estes agrupamentos, por serem tão dispersos, de fato não funcionam, o que, por sua vez, se deve a vários fatores. Um deles é a mudança de governo em muitos países, ou seja, a chamada "virada à direita", que está muito menos disposta a declarar a fraternidade latino-americana como sua prioridade e costuma se basear em princípios de pragmatismo e individualismo.


Prédio do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em Moscou
© SPUTNIK / MAKSIM BLINOV


Ministro russo: 'Moscou e Pequim não precisam competir pela América Latina'


Ademais, se deve notar que o período atual é muito menos propício que os anos 2000 para os processos ativos de integração. Naquela época, muitos países, inclusive o Brasil, estavam vivendo uma revitalização na sua economia, crescendo a ritmos significativos e desenvolvendo novas produções. Já hoje, a vulnerabilidade política e econômica, o risco dos chamados "golpes suaves", inflação, queda dos preços para commodities, contradições internas — tudo isso não contribui nada para a integração regional, pois os Estados estão mergulhados demais em seus próprios problemas.

Entretanto, caso a Casa Branca realmente deixe de priorizar sua influência política na América Latina (o que ainda parece uma hipótese pouco provável), esta seria uma boa oportunidade para os governos que por muito tempo se esforçaram pela independência e união dentro do continente — somando isso tudo ao investimento chinês cada vez maior — terem uma chance de crescer.


https://br.sputniknews.com/sputnik_explica/2018041210969181-trump-peru-cupula-das-americas-intergacao/

« Última modificação: 22 de Janeiro de 2019, 09:03:26 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #2287 Online: 22 de Janeiro de 2019, 09:21:26 »
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Offline Geotecton

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Re:Governo Trump
« Resposta #2288 Online: 22 de Janeiro de 2019, 09:30:52 »
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Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #2289 Online: 22 de Janeiro de 2019, 09:36:21 »
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Você considera que o Trump está dando atenção adequada a América Latina ?  Você considera que a política externa dele, em relação à América Latina, é próxima da melhor possível ?






Offline Geotecton

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« Resposta #2290 Online: 22 de Janeiro de 2019, 10:46:31 »
Não, não acho que a política do idiota que ocupa hoje a Casa Branca seja a mais adequada para a América Latina. Longe disto.

Mas afirmar que a atuação deste idiota destruirá toda a história política do EUA para a América Latina é simplesmente ridículo.

Ou seja, é mais uma 'russice' deste 'pravda eletrônico'.
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Offline Gauss

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Re:Governo Trump
« Resposta #2291 Online: 27 de Janeiro de 2019, 14:53:49 »
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Você considera que o Trump está dando atenção adequada a América Latina ?  Você considera que a política externa dele, em relação à América Latina, é próxima da melhor possível ?
Falando sério, acho que a política do Laranjão para a AL está muito melhor que foi a do Obama.
Citação de: Gauss
Bolsonaro é um falastrão conservador e ignorante. Atualmente teria 8% das intenções de votos, ou seja, é o Enéas 2.0. As possibilidades desse ser chegar a presidência são baixíssimas, ele só faz muito barulho mesmo, nada mais que isso. Não tem nenhum apoio popular forte, somente de adolescentes desinformados e velhos com memória curta que acham que a ditadura foi boa só porque "tinha menos crime". Teria que acontecer uma merda muito grande para ele chegar lá.

Offline Peter Joseph

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Re:Governo Trump
« Resposta #2292 Online: 13 de Fevereiro de 2019, 13:04:46 »
Vejam só os "maravilhosos empregos" proporcionados à maioria, pelo governo Trump  :biglol:

E é algo muito semelhante ao que se pretende fazer aqui no Bananil  :chorao:

"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente." - Krishnamurti

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Offline Peter Joseph

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Offline Cinzu

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Re:Governo Trump
« Resposta #2294 Online: 14 de Fevereiro de 2019, 18:09:42 »
Vejam só os "maravilhosos empregos" proporcionados à maioria, pelo governo Trump  :biglol:

E é algo muito semelhante ao que se pretende fazer aqui no Bananil  :chorao:


Não se pretende fazer isso aqui no Brasil porque na verdade já foi feito.

Essas são as consequências de políticas desenvolvimentistas adotadas por um governo antiliberal.

Offline Peter Joseph

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Re:Governo Trump
« Resposta #2295 Online: 14 de Fevereiro de 2019, 18:13:38 »
Claro, Trump é Comunista. Esqueci!  :hihi:
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Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #2296 Online: 07 de Março de 2019, 14:29:20 »
Trump, o Salvador Protecionista  que põe a América em 1° lugar :


Soja começa a apodrecer nos EUA com armazéns cheios e falta de demanda


Publicado em 06/03/2019 16:40 e atualizado em 07/03/2019 09:24


De setembro a dezembro, vendas americanas para a China foram as menores desde 1995

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As vendas de grãos seguem travadas nos Estados Unidos neste momento. Nos atuais níveis de preços não se vende milho, tampouco soja e os produtores seguem aflitos no planejamento de sua nova safra, bem como de olhos bem atentos à toda e qualquer notícia que possa mudar a direção das relações entre a China e os Estados Unidos.

Enquanto os dois países não encontram uma solução, os silos norte-americanos já não dão conta de tanto produto a ser estocado e em algumas partes dos EUA a produção já começa a apodrecer e perder qualidade por não estar estocada de maneira adequada.

O volume de soja estocada pelos produtores americanos é recordes e eles esperam deseperadamente por uma melhora das cotações. Até o último dia 22, de acordo com números de uma pesquisa feita pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), eram 3,7 bilhões de bushels nos silos americanos, 18% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Somente no estado de Minnesota, eram 339 milhões de bushels, volume 10% superior ao de 2018. "E isso me parece uma estimativa mais baixa do que o real", disse Bob Zelenka, diretor executivo da Minnesota Grain and Feed Association ao portal internacional StarTribune.

Estes são os maiores estoques de soja norte-americanos em 12 anos. Durante o Agricultural Outlook Forum, realizado no fim de fevereiro, o economista chefe do USDA Robert Johansson, disse que "o país levaria ainda muitos anos para desfazer estes estoques".


https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/soja/231366-soja-comeca-a-apodrecer-nos-eua-com-armazens-cheios-e-falta-de-demanda.html#.XIFRnYlKiM8

Offline Peter Joseph

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Re:Governo Trump
« Resposta #2297 Online: 07 de Março de 2019, 14:38:38 »
Calma! Boçalnaro já está resolvendo isto para os States, jogando a China em seus braços  :histeria:
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