Enquete

Qual das promessas de campanha abaixo você acha mais provável que seja cumprida por Trump?

Deportação de cerca de 3 milhões de imigrantes ilegais
1 (4.3%)
Construção de um muro na fronteira com o México
2 (8.7%)
Revogação do acordo nuclear iraniano
1 (4.3%)
Extinção do Obamacare
10 (43.5%)
Revogação da assinatura do Acordo Climático de Paris
9 (39.1%)

Votos Totais: 22

enquete encerrada: 14 de Janeiro de 2017, 01:17:02

Autor Tópico: Governo Trump  (Lida 13757 vezes)

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Offline Shadow

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Re:Governo Trump
« Resposta #75 Online: 23 de Dezembro de 2016, 08:37:19 »
Geopolítica envolve às vezes mostrar os dentes, e não necessariamente morder...
"Who knows what evil lurks in the hearts of men? The Shadow knows..."

Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Governo Trump
« Resposta #76 Online: 23 de Dezembro de 2016, 08:52:45 »
Geopolítica envolve às vezes mostrar os dentes, e não necessariamente morder...

A II Guerra Mundial deveria ter sido o turning point da humanidade. Depois de tudo aquilo nós tinhamos que ter criado juizo. Não criamos. Desde esse turning point nós estamos em um sistematico "mostrar os dentes mas não necessariamente morder". Obviamente não está dando muito certo. Vai chegar uma hora em que mordidas vão ser dadas.

Na II Guerra Mundial nós estavamos em um ponto em que podiamos nos dar ao "luxo" de uma guerra em larga escala. Sei lá, foram apenas uns 50 milhões de mortos... Hoje a coisa é muito mais séria.

Offline Shadow

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Re:Governo Trump
« Resposta #77 Online: 23 de Dezembro de 2016, 09:01:40 »
Penso que devido aos custos envolvidos, disseminação das empresas transnacionais (em função dos interesses econômicos) e velocidade das comunicações hoje qualquer conflito seria muito, muito mais limitado. Perder um submarino na WWII não significava grande coisa. Perder um submarino hoje significa perder uma equipe altamente especializada e mais de 2 bilhões de dólares em um Classe Virgínia, por exemplo. Perder um caça não significava muito, mas perder um caça hoje significa 100 milhões pelo ralo e anos de treinamento da tripulação.



Geopolítica envolve às vezes mostrar os dentes, e não necessariamente morder...

A II Guerra Mundial deveria ter sido o turning point da humanidade. Depois de tudo aquilo nós tinhamos que ter criado juizo. Não criamos. Desde esse turning point nós estamos em um sistematico "mostrar os dentes mas não necessariamente morder". Obviamente não está dando muito certo. Vai chegar uma hora em que mordidas vão ser dadas.

Na II Guerra Mundial nós estavamos em um ponto em que podiamos nos dar ao "luxo" de uma guerra em larga escala. Sei lá, foram apenas uns 50 milhões de mortos... Hoje a coisa é muito mais séria.
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Offline Pagão

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Re:Governo Trump
« Resposta #78 Online: 23 de Dezembro de 2016, 09:05:36 »
A II Guerra Mundial deveria ter sido o turning point da humanidade. Depois de tudo aquilo nós tinhamos que ter criado juizo. Não criamos.

Pois não... Cientistas imbecis passaram os segredos da arma atómica à URSS e o próprio governo dos EUA nada fez para impedir que os soviéticos criassem as suas armas nucleares... A partir daí o perigo de extermínio global não pára de crescer...
Nenhuma argumentação racional exerce efeitos racionais sobre um indivíduo que não deseje adotar uma atitude racional. - K.Popper

Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Governo Trump
« Resposta #79 Online: 23 de Dezembro de 2016, 09:09:46 »
Penso que devido aos custos envolvidos, disseminação das empresas transnacionais (em função dos interesses econômicos) e velocidade das comunicações hoje qualquer conflito seria muito, muito mais limitado. Perder um submarino na WWII não significava grande coisa. Perder um submarino hoje significa perder uma equipe altamente especializada e mais de 2 bilhões de dólares em um Classe Virgínia, por exemplo. Perder um caça não significava muito, mas perder um caça hoje significa 100 milhões pelo ralo e anos de treinamento da tripulação.



Geopolítica envolve às vezes mostrar os dentes, e não necessariamente morder...

A II Guerra Mundial deveria ter sido o turning point da humanidade. Depois de tudo aquilo nós tinhamos que ter criado juizo. Não criamos. Desde esse turning point nós estamos em um sistematico "mostrar os dentes mas não necessariamente morder". Obviamente não está dando muito certo. Vai chegar uma hora em que mordidas vão ser dadas.

Na II Guerra Mundial nós estavamos em um ponto em que podiamos nos dar ao "luxo" de uma guerra em larga escala. Sei lá, foram apenas uns 50 milhões de mortos... Hoje a coisa é muito mais séria.

O cemiterio de aviões militares americano contradiz um pouco essa teoria.

Uma das razões da industria bélica americana existir é garantir empregos em determinados locais. A garantia desses empregos é a base eleitoral de diversos políticos. O dinheiro tem que fluir dos contribuíntes para as Lockheed Martins de lá para que elas continuem empregando pessoas que, por sua vez, vão votar em políticos que prometem garantir seus empregos. É um ciclo vicioso.

Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #80 Online: 24 de Dezembro de 2016, 06:13:27 »
Penso que devido aos custos envolvidos, disseminação das empresas transnacionais (em função dos interesses econômicos) e velocidade das comunicações hoje qualquer conflito seria muito, muito mais limitado. Perder um submarino na WWII não significava grande coisa. Perder um submarino hoje significa perder uma equipe altamente especializada e mais de 2 bilhões de dólares em um Classe Virgínia, por exemplo. Perder um caça não significava muito, mas perder um caça hoje significa 100 milhões pelo ralo e anos de treinamento da tripulação.



Geopolítica envolve às vezes mostrar os dentes, e não necessariamente morder...

A II Guerra Mundial deveria ter sido o turning point da humanidade. Depois de tudo aquilo nós tinhamos que ter criado juizo. Não criamos. Desde esse turning point nós estamos em um sistematico "mostrar os dentes mas não necessariamente morder". Obviamente não está dando muito certo. Vai chegar uma hora em que mordidas vão ser dadas.

Na II Guerra Mundial nós estavamos em um ponto em que podiamos nos dar ao "luxo" de uma guerra em larga escala. Sei lá, foram apenas uns 50 milhões de mortos... Hoje a coisa é muito mais séria.

O cemiterio de aviões militares americano contradiz um pouco essa teoria.

Uma das razões da industria bélica americana existir é garantir empregos em determinados locais. A garantia desses empregos é a base eleitoral de diversos políticos. O dinheiro tem que fluir dos contribuíntes para as Lockheed Martins de lá para que elas continuem empregando pessoas que, por sua vez, vão votar em políticos que prometem garantir seus empregos. É um ciclo vicioso.


As corporações do complexo industrial militar muito certamente tem influência na política americana, mas eu duvido muito que os empregos  dos empregados comuns seja um fator real de peso nesta questão.  Eu indo além, eu digo que se houver a implementação de uma automatização cada vez maior  das linhas de produção das indústrias do complexo industrial militar,  os grandes executivos dessas companhias  não  irão se opor, e nem por isso irão perder influência política.   Enfim, ao meu ver  os empregos do povão são uns dos fatores menos importantes nesta questão.



Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #81 Online: 24 de Dezembro de 2016, 06:16:48 »
Penso que devido aos custos envolvidos, disseminação das empresas transnacionais (em função dos interesses econômicos) e velocidade das comunicações hoje qualquer conflito seria muito, muito mais limitado. Perder um submarino na WWII não significava grande coisa. Perder um submarino hoje significa perder uma equipe altamente especializada e mais de 2 bilhões de dólares em um Classe Virgínia, por exemplo. Perder um caça não significava muito, mas perder um caça hoje significa 100 milhões pelo ralo e anos de treinamento da tripulação.


Por outro lado,  se não há a mínima intenção de por em risco e usar esse equipamentos, então para que construí-los ?




Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #82 Online: 24 de Dezembro de 2016, 06:18:46 »
Geopolítica envolve às vezes mostrar os dentes, e não necessariamente morder...



Escreveu bem: às vezes.   E eu vou além e digo que na verdade seria até na maioria das vezes,  entretanto não é sempre.  Mais dia, menos dia, os cães de guerra e seus poderosos e caros equipamentos poderão ser utilizados em toda a sua potência.


« Última modificação: 24 de Dezembro de 2016, 06:27:05 por JJ »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Trump
« Resposta #83 Online: 24 de Dezembro de 2016, 15:50:12 »
Penso que devido aos custos envolvidos, disseminação das empresas transnacionais (em função dos interesses econômicos) e velocidade das comunicações hoje qualquer conflito seria muito, muito mais limitado. Perder um submarino na WWII não significava grande coisa. Perder um submarino hoje significa perder uma equipe altamente especializada e mais de 2 bilhões de dólares em um Classe Virgínia, por exemplo. Perder um caça não significava muito, mas perder um caça hoje significa 100 milhões pelo ralo e anos de treinamento da tripulação.



Geopolítica envolve às vezes mostrar os dentes, e não necessariamente morder...

A II Guerra Mundial deveria ter sido o turning point da humanidade. Depois de tudo aquilo nós tinhamos que ter criado juizo. Não criamos. Desde esse turning point nós estamos em um sistematico "mostrar os dentes mas não necessariamente morder". Obviamente não está dando muito certo. Vai chegar uma hora em que mordidas vão ser dadas.

Na II Guerra Mundial nós estavamos em um ponto em que podiamos nos dar ao "luxo" de uma guerra em larga escala. Sei lá, foram apenas uns 50 milhões de mortos... Hoje a coisa é muito mais séria.

O cemiterio de aviões militares americano contradiz um pouco essa teoria.

Por que? Eles estão ou poderiam estar em perfeito estado, ou ser vendidos, mas não são, para proteger a indústria, é isso? :hein:

(E essa inferência de protecionismo não se aplicaria só à indústria militar, que não é a única que tem cemitérios de aviões)

Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Governo Trump
« Resposta #84 Online: 25 de Dezembro de 2016, 11:50:16 »
Penso que devido aos custos envolvidos, disseminação das empresas transnacionais (em função dos interesses econômicos) e velocidade das comunicações hoje qualquer conflito seria muito, muito mais limitado. Perder um submarino na WWII não significava grande coisa. Perder um submarino hoje significa perder uma equipe altamente especializada e mais de 2 bilhões de dólares em um Classe Virgínia, por exemplo. Perder um caça não significava muito, mas perder um caça hoje significa 100 milhões pelo ralo e anos de treinamento da tripulação.



Geopolítica envolve às vezes mostrar os dentes, e não necessariamente morder...

A II Guerra Mundial deveria ter sido o turning point da humanidade. Depois de tudo aquilo nós tinhamos que ter criado juizo. Não criamos. Desde esse turning point nós estamos em um sistematico "mostrar os dentes mas não necessariamente morder". Obviamente não está dando muito certo. Vai chegar uma hora em que mordidas vão ser dadas.

Na II Guerra Mundial nós estavamos em um ponto em que podiamos nos dar ao "luxo" de uma guerra em larga escala. Sei lá, foram apenas uns 50 milhões de mortos... Hoje a coisa é muito mais séria.

O cemiterio de aviões militares americano contradiz um pouco essa teoria.

Por que? Eles estão ou poderiam estar em perfeito estado, ou ser vendidos, mas não são, para proteger a indústria, é isso? :hein:

(E essa inferência de protecionismo não se aplicaria só à indústria militar, que não é a única que tem cemitérios de aviões)

Eu acho que dá uma ideia do quanto dinheiro não é problema para a industria armamentista americana. No Brasil as forças armadas usam seu material até a completa exaustão, o exército ainda tem um monte de fuzis de 20 ou 30 anos. Lá eles podem se dar o luxo de abandonar o que, provavelmente, até potências brigariam para ter.

Não imagino que falta de dinheiro e preocupação com equipes altamente especializadas  sejam um empecilho para que nações travem guerras.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Trump
« Resposta #85 Online: 25 de Dezembro de 2016, 15:09:42 »
Não consigo ver nos cemitérios embasamento disso, que, ainda que tenha um fundo de verdade (significando que a verba é enorme e tal -- mas aí mesmo está o problema, estão sempre tirando de algum lugar para isso, e assim sendo, as perdas hoje são muito mais dramáticas do que quando a guerra era proporcionalmente mais barata), não se dá "a toa" mas pelo país se ver na necessidade de se manter na dianteira na corrida armamentista. Eu até acho surpreendentes o quão velhos podem ser os aviões deles, apesar dos padrões brasileiros talvez já terem como top de linha o que eles descartam como fim de vida útil.








Os americanos precisam comprar muitas armas mesmo para poder resistir ao governo...

Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Governo Trump
« Resposta #86 Online: 25 de Dezembro de 2016, 16:07:15 »
Eu queria ver um comparativo entre os gastos militares americanos da época da segunda guerra com os gastos atuais.

Enfim, na segunda guerra, nos EUA, havia racionamentos fortíssimos na sociedade e a industria americana se voltou completamente para o esforço de guerra. Imagino que em um caso de uma guerra com uma potencia o mesmo ocorreria hoje. E uma guerra entre potencias nucleares não teria longa duração. Na verdade seria feita uma economia nos gastos militares, afinal míssil nuclear lançado é dinheiro poupado em sua manutenção.

Uma guerra nuclear continua sendo algo razoavelmente improvável, só não tanto quanto o consenso do tópico "O que poderia causar a III guerra mundial". Hoje há sim um risco da coisa desandar, inclusive com a Rússia. Duvido que o Trump e o Putin ainda vão ficar se chupando por muito tempo.

Eu tenho receio de guerras no Oriente Médio, expansionismo chines e um colapso social nos EUA. Colapso social nos EUA não deve ser algo muito inimaginável assim. Quando ocorreu aquela emboscada onde quatro policiais americanos foram mortos em represália a um negro assassinado meio que dava para sentir o pânico no NY Times e W. Post. Tipo, agora começa uma guerra civil. Às vezes um evento pode servir de catalisador para grandes mudanças. Francisco Ferdinand está ai para nos lembrar disso.


Offline JJ

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Re:Governo Trump
« Resposta #87 Online: 27 de Dezembro de 2016, 06:04:06 »


Donald Trump promete aceitar Jerusalém como capital de Israel


22 de dezembro de 2016   Mundo, Política   

donald-trump-presidente-eua


Uma das prioridades do governo de Donald Trump, que irá assumir a presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro, é reconhecer Jerusalém como a capital indivisível de Israel. Em entrevista a um programa de rádio Kellyane Conway, uma das assessoras da equipe de transição do governo americano, afirmou que essa será uma das principais medidas do novo presidente.


“Essa é uma grande prioridade para o presidente eleito. Ele deixou muito claro durante a campanha”, disse ela revelando que a embaixada norte-americana deixará Tel Aviv, cidade reconhecida internacionalmente como a capital de Israel, para Jerusalém. “É algo que nosso amigo Israel, um grande amigo no Oriente Médio, apreciaria. E algo que muitos judeus americanos se expressaram a favor. É um grande passo. Parece um movimento fácil de fazer”, afirmou Conway.


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está confiante que Trump irá realizar suas promessas. “Conheço muito bem Donald Trump. Acredito que sua atitude, seu apoio a Israel está claro. Ele tem sentimentos muito claros sobre um Estado judeu, sobre as pessoas judaicas, não há dúvidas sobre isso”, afirmou ele em entrevista à rede CBS.


Trump já se mostrou a favor de Israel e contra a Palestina diversas vezes, tanto que já cogitou colocar seu genro, o judeu ortodoxo Jared Kushner para assumir um posto de primeiro escalão em 2017. Ele acredita que seu genro pode “fazer a paz no Oriente Médio”.

Guerra contra Israel

Mas a decisão do republicano faz com que o clima no Oriente Médio fique ainda mais tenso com o Irã ameaçando atacar o país judeu. O representante da Palestina na ONU, Riyad Mansour, já ameaçou que tornará a vida “miserável” para os Estados Unidos se de fato a embaixada americana seja instalada em Jerusalém, uma vez que eles disputam a cidade.


O Irã, ums dos maiores inimigos de Israel, também ameaça Trump com medo que ele suspenda o pacto nuclear que foi assinado em 2015 pelo presidente Barack Obama. Na campanha eleitoral, Trump deixou claro que é contra o pacto nuclear que ele chamou de “desastre” e de “pior acordo já negociado”.


“Os inimigos podem querer impor uma guerra contra nós com base em dados falsos e só levando em consideração sua capacidade material. Pois essa guerra significaria a destruição do regime sionista [Israel], engoliria toda a região e pode levar a uma guerra mundial”, sublinhou o ministro iraniano Hossein Dehghan. (Revival Times)



http://tribunadoreconcavo.com/donald-trump-promete-aceitar-jerusalem-como-capital-de-israel/





Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Governo Trump
« Resposta #88 Online: 04 de Janeiro de 2017, 08:34:31 »
https://www.theguardian.com/world/2017/jan/03/us-embassy-israel-jerusalem-republican-bill

O Trump, provavelmente, não poderá fazer tudo o que ele quiser, ele é louco e infantil demais. Por outro lado, o partido Republicano não terá freios para a própria estupidez.

Mudar a embaixada para Jerusalem é uma loucura completa. É uma tragédia anunciada.
« Última modificação: 04 de Janeiro de 2017, 08:38:50 por I am not Johnny Ramone »

Offline Enjolras

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Re:Governo Trump
« Resposta #89 Online: 04 de Janeiro de 2017, 12:52:01 »
O povo americano (principalmente do meio-oeste) ta mais preocupado com isso:

Citar
Por que a Ford cancelou investimento de US$ 1,6 bilhão em nova fábrica no México dias antes da posse de Trump

Empresa dos EUA diz que decisão foi um 'voto de confiança' no presidente eleito, que havia ameaçado taxar pesadamente os veículos fabricados em território mexicano.

A Ford anunciou esta semana uma decisão que surpreendeu os Estados Unidos e o México: vai cancelar o investimento de US$ 1,6 bilhão (R$ 5,2 bilhões) na construção de uma nova fábrica em território mexicano. O projeto havia sido duramente criticado, durante a campanha, pelo agora presidente eleito Donald Trump.

A empresa também pretende investir US$ 700 milhões (R$ 2,3 bilhões) anuais, nos próximos quatro anos, na produção no estado americano de Michigan, onde prevê a criação de 700 empregos diretos.

Durante a campanha, Trump acusou a segunda maior fabricante de automóveis dos Estados Unidos de transferir postos de trabalho e investimentos para o México e ameaçou taxar em 35% os carros fabricados por lá.

A mesma ameaça foi feita por Trump à General Motors em um tuíte disparado no dia do anúncio da Ford: "Fabrique nos EUA ou pague mais impostos!"

A Ford citou duas razões fundamentais para o cancelamento da nova fábrica mexicana: as condições atuais do mercado de automóveis e a eleição de Trump.

Mas por que esses dois fatores deixaram a cidade de San Luis Potosí, na região central do México, sem uma fábrica que iria empregar 2.800 pessoas?

O presidente da Ford, Mark Fields, disse à BBC que a decisão é consequência principalmente da "queda dramática da procura por automóveis de passeio na América do Norte".

Ele acrescentou que outro fator foi o "ambiente mais favorável aos negócios criado pelo presidente eleito".

"Isso teve um papel importante e é um voto de confiança" no novo governo, acrescentou.

Por sua vez, o governo do presidente mexicano Enrique Peña Nieto lamentou a mudança de planos da Ford.

"O governo do México lamenta a decisão da Ford Motor Company de cancelar o projeto (...) e garantiu que a empresa vai reembolsar as despesas do governo para facilitar este investimento", afirmou um comunicado da Secretaria de Economia mexicana.

Críticas
 Durante a campanha eleitoral, Trump criticou os planos da Ford e de outras companhias americanas que pretendiam construir fábricas no México.

Em abril do ano passado, a Ford anunciou o investimento bilionário em San Luis Potosí, onde seria produzida a nova geração do modelo Focus.

A queda nas vendas de carros de passeio permite que essa linha de produção seja transferida para outra fábrica da Ford no México, na cidade de Hermosillo, no noroeste do país.

"Isso vai melhorar a rentabilidade da companhia", explicou a empresa.

Além disso, a Ford anunciou que vai investir US$ 700 milhões (R$ 2,3 bilhões) na sua fábrica de Flat Rock, no estado americano de Michigan.

A decisão vai criar 700 postos de trabalho diretos, além de preservar outros 3.500 empregos americanos.

"O investimento extra na fábrica de Flat Rock vem do US$ 1,6 bilhão que a companhia planejava anteriormente investir na nova fábrica no México."

Fim da fábrica
 A montadora que a Ford planejava construir en San Luis Potosí entraria em operação em 2018 e deveria empregar 2.800 pessoas até 2020.

Os primeiros trabalhos de preparação do terreno para a construção já tinham começado e a empresa havia contratado 60 pessoas que estavam sendo treinadas.

O chefe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo do estado de San Luis Potosí, o mexicano Gustavo Puente Orozco, dissera em novembro que a Ford seria punida se quebrasse o acordo.

Em agosto do ano passado, o diretor da Ford no país, Gabriel López, garantiu que a nova fábrica era um "êxito para o México".

"Não só porque vamos somar mais uma fábrica às quatro que temos (duas para veículos, uma de motores e uma de transmissões), mas pela relevância que o país vem conquistando dentro da empresa", disse López.

O México representa 6% da produção mundial da Ford e emprega cerca de nove mil trabalhadores.

A Ford é o quinto fabricante de veículos do México ficando atrás de Nissan, General Motors, Fiat-Chrysler e Volkswagen.

Ao ser anunciada a mudança de planos, o governo mexicano destacou que o crescimento da Ford na América do Norte "respondeu a uma estratégia de competitividade baseada em cadeias globais de valor, onde a América do Norte compete com outras regiões do mundo".

"Os empregos gerados no México contribuíram para manter postos de trabalho nos EUA, que de outra forma teriam desaparecido diante da competição asiática", acrescentaram as autoridades mexicanas.

Trump x Ford
 Os planos da Ford, no México, tinham sido questionados pelo presidente eleito Donald Trump.

O republicano prometeu durante a campanha que não ia permitir que o segundo maior fabricante de automóveis dos EUA abrisse uma nova fábrica no México e que taxaria os veículos da empresa quando entrassem no país.

Em entrevista à rede americana CNN, Mark Fields garantiu que a decisão não foi uma concessão ao presidente eleito.

"Não fizemos um acordo com Trump. Fizemos isso pelo nosso negócio. Nosso anúncio é um voto de confiança na economia dos Estados Unidos."

"É literalmente um voto de confiança em algumas das políticas de crescimento que Trump tem sugerido", acrescentou o presidente da Ford.

"E é por isso que estamos tomando a decisão de investir aqui nos EUA, na nossa fábrica em Michigan."

Ameaça à General Motors
 Horas antes do anúncio da Ford, na última terça-feira, Trump ameaçou também a maior fabricante do país, a General Motors, com represálias econômicas.

Em sua conta no Twitter, o presidente eleito disse que "a General Motors está mandando um modelo do Chevrolet Cruze feito no México para as concessionárias americanas sem pagar impostos ao atravessarem a fronteira".

"Fabriquem nos EUA ou paguem um imposto alto de importação", acrescentou.

Durante a campanha, Trump advertiu repetidamente que tomaria medidas contra empresas americanas que fabricam produtos no México aproveitando-se da mão de obra mais barata e das isenções de impostos do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês).

O bloco econômico, formado em 1992 por EUA, México e Canadá, pretende facilitar as transações econômicas entre esses países, assim como abolir as taxações sobre a circulação de mercadorias e produtos.

Em setembro, Trump afirmou que o Nafta era o pior acordo já firmado pelos EUA e acusou o bloco de "acabar com empregos dos americanos".
http://g1.globo.com/carros/noticia/2017/01/por-que-ford-cancelou-investimento-de-us-16-bilhao-em-nova-fabrica-no-mexico-dias-antes-da-posse-de-trump.html

Não sei até onde ele vai com isso, mas a promessa de trazer empregos e fábricas de volta aos EUA foi uma das principais, senão a principal, razão dele ter ganho nos estados do meio-oeste.
« Última modificação: 04 de Janeiro de 2017, 12:56:50 por Enjolras »
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

Offline Lorentz

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Re:Governo Trump
« Resposta #90 Online: 04 de Janeiro de 2017, 12:58:34 »
Engraçado que iPhone ninguém quer fábricas por lá. Deixem os chineses se matarem para fabricar os gadgets. E fabricar nos EUA significaria aumentar muito o preço final.
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Offline Enjolras

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Re:Governo Trump
« Resposta #91 Online: 04 de Janeiro de 2017, 13:05:22 »
Engraçado que iPhone ninguém quer fábricas por lá. Deixem os chineses se matarem para fabricar os gadgets. E fabricar nos EUA significaria aumentar muito o preço final.

Sem falar que a Apple (e outras gigantes) nem pagam impostos, pois tem uma maracutaia com a Islândia que faz com que não tenham que pagar impostos dos EUA. E não é ilegal.
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

Offline Peter Joseph

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Re:Governo Trump
« Resposta #92 Online: 04 de Janeiro de 2017, 14:53:57 »
A promessa do Trump de devolver aos americanos um monte de empregos bem pagos na indústria jamais poderá ser realizado, principalmente devido ao acerelado processo de automação de toda a cadeia produtiva que vem ocorrendo no mundo (industria 4.0). Os empregos que houverem nestas fábricas autônomas serão poucos e a maior parte deles não terá altos salários. Os Chineses já estão automatizando tudo, vejam o que a Foxconn está fazendo e também o projeto já em andamento do governo chinês de turbinar a robotização da industrias, chamado "Made In China 2025". Se EUA ficar nessa de proteger empregos da automação na industria, será engolido pelos asiáticos, com seus baixos preços e alta qualidade promovida por este investimento pesado na área de tecnologia avançada em automação.
« Última modificação: 04 de Janeiro de 2017, 14:57:29 por Peter Joseph »
"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente."

Offline Lorentz

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Re:Governo Trump
« Resposta #93 Online: 04 de Janeiro de 2017, 14:58:34 »
A promessa do Trump de devolver aos americanos um monte de empregos bem pagos na indústria jamais poderá ser realizado, principalmente devido ao acerelado processo de automação de toda a cadeia produtiva que vem ocorrendo no mundo (industria 4.0). Os empregos que houverem nestas fábricas autônomas serão poucos e a maior parte deles não terá altos salários. Os Chineses já estão automatizando tudo, vejam o que a Foxconn está fazendo e também o projeto já em andamento do governo chinês de turbinar a robotização da industrias, chamado "Made In China 2025". Se EUA ficar nessa de proteger empregos na industria, será engolido pelos asiáticos, com seus baixos preços e alta qualidade promovida por este investimento pesado na área de tecnologia avançada em automação.

Os carros Ford serão produzidos lá, aí vem um Toyota produzido em outro lugar e é vendido pela metade do preço. Trump terá que taxar carros importados para manter os carros nacionais competitivos, encarecendo tudo para segurar alguns empregos.
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Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Governo Trump
« Resposta #94 Online: 06 de Janeiro de 2017, 08:41:40 »
Eu tenho receio de guerras no Oriente Médio, expansionismo chines e um colapso social nos EUA. Colapso social nos EUA não deve ser algo muito inimaginável assim. Quando ocorreu aquela emboscada onde quatro policiais americanos foram mortos em represália a um negro assassinado meio que dava para sentir o pânico no NY Times e W. Post. Tipo, agora começa uma guerra civil. Às vezes um evento pode servir de catalisador para grandes mudanças. Francisco Ferdinand está ai para nos lembrar disso.

http://www.nytimes.com/2017/01/05/us/chicago-racially-charged-attack-video.html?hp&action=click&pgtype=Homepage&clickSource=story-heading&module=second-column-region&region=top-news&WT.nav=top-news

Exemplo de um evento que poderia se desenrolar de forma catastrófica. É incrível como há estupidez extrema nos dois lados.

E o mais absurdo é que foi postado no Facebook. Não dá para entender o que se passou na cabeça dos quatro idiotas, eles queriam likes? Só pode ser insanidade.

Offline Shadow

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Re:Governo Trump
« Resposta #95 Online: 06 de Janeiro de 2017, 09:01:24 »
Si vis pacem, para bellum

Penso que devido aos custos envolvidos, disseminação das empresas transnacionais (em função dos interesses econômicos) e velocidade das comunicações hoje qualquer conflito seria muito, muito mais limitado. Perder um submarino na WWII não significava grande coisa. Perder um submarino hoje significa perder uma equipe altamente especializada e mais de 2 bilhões de dólares em um Classe Virgínia, por exemplo. Perder um caça não significava muito, mas perder um caça hoje significa 100 milhões pelo ralo e anos de treinamento da tripulação.


Por outro lado,  se não há a mínima intenção de por em risco e usar esse equipamentos, então para que construí-los ?
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Offline Shadow

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Re:Governo Trump
« Resposta #96 Online: 06 de Janeiro de 2017, 09:04:55 »
Penso que hoje um conflito direito EUA X Rússia descambaria rapidamente para um conflito nuclear tático limitado. Ambas as nações basicamente não conseguiriam sustentar uma guerra de longo termo. Mas os russos quebrariam primeiro. Então...


Eu queria ver um comparativo entre os gastos militares americanos da época da segunda guerra com os gastos atuais.

Enfim, na segunda guerra, nos EUA, havia racionamentos fortíssimos na sociedade e a industria americana se voltou completamente para o esforço de guerra. Imagino que em um caso de uma guerra com uma potencia o mesmo ocorreria hoje. E uma guerra entre potencias nucleares não teria longa duração. Na verdade seria feita uma economia nos gastos militares, afinal míssil nuclear lançado é dinheiro poupado em sua manutenção.

Uma guerra nuclear continua sendo algo razoavelmente improvável, só não tanto quanto o consenso do tópico "O que poderia causar a III guerra mundial". Hoje há sim um risco da coisa desandar, inclusive com a Rússia. Duvido que o Trump e o Putin ainda vão ficar se chupando por muito tempo.

Eu tenho receio de guerras no Oriente Médio, expansionismo chines e um colapso social nos EUA. Colapso social nos EUA não deve ser algo muito inimaginável assim. Quando ocorreu aquela emboscada onde quatro policiais americanos foram mortos em represália a um negro assassinado meio que dava para sentir o pânico no NY Times e W. Post. Tipo, agora começa uma guerra civil. Às vezes um evento pode servir de catalisador para grandes mudanças. Francisco Ferdinand está ai para nos lembrar disso.
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Offline Diegojaf

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Re:Governo Trump
« Resposta #97 Online: 06 de Janeiro de 2017, 10:35:24 »
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Governo Trump
« Resposta #99 Online: 06 de Janeiro de 2017, 13:47:19 »
O gráfico só mostra que a economia americana em 1945 estava totalmente voltada para vencer a guerra. O de 1950 já se mostra bem mais parecido com o atual.

Isso mostra que pode ocorrer um fenômeno parecido nos dias de hoje. Talvez não a ponto de se chegar a 79% do orçamento, mas mesmo assim dá para injetar dinheiro suficiente para guerras maiores que as que foram no Afeganistão e Iraque juntas.

 

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