Autor Tópico: Liberalismo  (Lida 12168 vezes)

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Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #400 Online: 04 de Julho de 2018, 11:19:11 »
Atualmente   Estadão   USA   e  a  caminho   Estadão   China.



E quando bem entender um  Estadão Poderosão Grandão e Fortão   os detonará em nano segundos.

 8-)


Caro JJ.

Você abusa no uso deste tipo de linguagem, e com isto cansa - e irrita - os seus interlocutores.

Então vou adverti-lo pela última vez para que pare com isto.



Este post  já foi de vários dias atrás.  Se reparar  eu  já  parei  desde  uma  advertência anterior  de vários dias atrás noutro tópico.  Então, não  é  necessário  reiterar advertência.


« Última modificação: 04 de Julho de 2018, 11:23:44 por JJ »

Offline Geotecton

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Re:Liberalismo
« Resposta #401 Online: 04 de Julho de 2018, 11:25:19 »
Atualmente   Estadão   USA   e  a  caminho   Estadão   China.


E quando bem entender um  Estadão Poderosão Grandão e Fortão   os detonará em nano segundos.

 8-)


Caro JJ.

Você abusa no uso deste tipo de linguagem, e com isto cansa - e irrita - os seus interlocutores.

Então vou adverti-lo pela última vez para que pare com isto.
Este post  já foi de vários dias atrás.  Se reparar  eu  já  parei  desde  uma  advertência anterior  de vários dias atrás noutro tópico.  Então, não  é  necessário  reiterar advertência.

Ok.

Ótimo que você alterou o seu comportamento.

Mas como foi uma advertência e não uma punição, mantenho o que foi escrito.
Foto USGS

Offline JJ

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« Resposta #402 Online: 07 de Julho de 2018, 14:33:14 »

Liberalismo puro é a incivilização, diz Alckmin


Apontado como pré-candidato à Presidência no ano que vem, governador de São Paulo tenta resgatar os valores originais social-democratas do PSDB apostando no investimento em políticas sociais

 
         
Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2017 | 14h10

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, apontado como pré-candidato do PSDB à Presidência da República, disse, em encontro com o grupo tucano PSDB Esquerda Pra Valer, na quinta-feira, 19, que o “liberalismo completo” se contrapõe aos príncípios civilizatórios.

“O laissez-fair, o liberalismo completo, é a incivilização. Porque é o grande comer o pequeno. O rico esmaga o pobre”, disse o governador.


Conforme o Estado noticiou, Alckmin tenta resgatar os valores originais social-democratas do PSDB apostando no investimento em políticas sociais. Os objetivos são se distinguir de pré-candidatos com discursos de direita como o prefeito João Doria (PSDB), o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e herdar os votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso o petista seja impedido de disputar as eleições do ano que vem.


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) Foto: Felipe Rau/Estadão
No encontro da semana passada, o governador falou claramente em social-democracia e destacou a importância de buscar o equilíbrio entre a economia de mercado e os programas sociais.

“Não tem economia moderna sem consumo nem salário ou renda. Não existe isso. Nós temos que ter um foco na inovação e outro na questão social. Aí vem a social-democracia”, disse Alckmin.

Segundo o governador, a política de livre mercado pura “contrapõe a questão civilizatória”.

“Você contrapõe a questão civilizatória porque você tem que ter regras de convício social. O grande não pode pisar em cima do pequeno. Tem que ter um mínimo de regras”, afirmou.

Depois de 13 anos à frente do governo de São Paulo, Alckmin iniciou um movimento calculado de volta às origens. De olho no voto petista em um eventual segundo turno presidencial sem a participação do ex-presidente Lula, o tucano tem reforçado o discurso socialdemocrata e intensificado programas e obras direcionados a eleitores mais pobres, que tradicionalmente não votariam em um candidato de direita.

A estratégia está alinhada com o perfil do eleitorado que Alckmin deseja ampliar seu alcance. Segundo a última pesquisa Datafolha, 43% das pessoas que revelam intenção em votar no governador paulista já se concentram na faixa de renda mais baixa, de até dois salários mínimos.

Na semana passada, em meio ao polêmico anúncio feito por Doria de que passaria a produzir e distribuir aos pobres um granulado nutricional feito a partir de alimentos próximos do prazo de validade que seriam descartados pela indústria ou comércio - em ação criticada oficialmente pelo Conselho Regional de Nutricionistas de São Paulo -, militantes tucanos pró-Alckmin começaram a compartilhar, via WhatsApp, notícias sobre o Programa Bom Prato, que comemora 17 anos. O comentário geral era que enquanto o governo estadual serve pratos com arroz, feijão, salada, carne e fruta, por R$ 1, Doria dá “ração humana”.

O discurso socialdemocrata de Alckmin recebeu aplausos entusiasmados da platéia que contou com a presença do presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, os deputados federais Eduardo Barbosa (MG) e Otávio Leite (RJ), os deputados estaduais de São Paulo Antonio de Sousa Ramalho e Carlos Bezerra Jr., o prefeito de Aguaí Alexandre Araújo, a vereadora paulistana Patrícia Bezerra, e o ex-ministro do trabalho Walter Barelli, além do coordenador do movimento PSDB Esquerda Pra Valer, Fernando Guimarães.


https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,liberalismo-puro-e-a-incivilizacao-diz-alckmin,70002057176


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Liberalismo
« Resposta #403 Online: 07 de Julho de 2018, 16:34:20 »
SOCIALISTAS FABIANOS TIRANDO AS MÁSCARAS E REVELANDO A VERDADEIRA FACE COMUNISTA!!!!!!!!11

NOSSO BOM DEUS NÃO PERMITIRÁ QUE ELES SE ELEJAM E CONTINUEM PROMOVENDO O COMUNISMO E O GLOBALISMO NO PAÍS, OS PLANOS ATEUS DA ONU HÃO DE SER FRUSTRADOS POR TRUMP E BOLSONARO!!!11111111

CHEGA DE COMUNISMO!!!1 CHEGA DE IDEOLOGIA DE GÊNERO!!!1111

ESTÁ NA HORA DE RE-INVERTER OS VALORES!!!!!1111 QUE OS COMUNISTAS QUEIMEM NO INFERNO E QUE DEUS ABENÇOE A TODOS OUTROS!!111111

Offline -Huxley-

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Re:Liberalismo
« Resposta #404 Online: 09 de Julho de 2018, 23:31:00 »
Eu lembrei da proposta de desnacionalização do dinheiro por meio de moedas privadas de Friedrich Hayek, que dizia ter perdido a esperança de ter segurança na responsabilidade dos governos de proteger o poder de compra da moeda local. Eu percebi que, ao contrário do que muitos pensam, essa não é uma ideia jamais experimentada. A Suíça que o diga:

Citar
No século 19, diversos cantões adotaram o free banking (sistema bancário inteiramente desregulamentado), onde a livre entrada, circulação e emissão de moeda privada eram permitidos mas, com a nova regulação bancária de 1881, tal sistema foi extinto.[3] [4]

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_da_Su%C3%AD%C3%A7a

Ademais, no mundo contemporâneo recente, a ideia de o banco central ter concorrência também já foi testada:

Citar

Desde o ano 2000, todos os peruanos são livres para utilizar duas moedas que concorrem entre si: o nuevo sol peruano e o dólar americano.  Essas duas moedas são de livre circulação no país, o que significa que, na prática, o país está sob um sistema de moedas paralelas e concorrenciais.

(...)
E os resultados para o Peru têm sido espetaculares: ao longo dos últimos 10 anos, a taxa média anual de inflação de preços, em termos de sois, foi de apenas 2,5%. (A do Brasil, neste mesmo período, foi de 6,5%.)

Fonte: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2089

O Zimbábue, que já passou por uma hiperinflação há não muito tempo, também adotou uma solução semelhante a do Peru.

Citar
A Economia do Zimbabwe sofreu com severa hiperinflação até 2009, apresentando quedas do Produto Interno Bruto sucessivas durante anos. A sua moeda até a época, o Dólar zimbabuano, representada pela símbolo Z$, desvalorizava-se a taxas oficiais de 4500% ao mês,[4] e extra-oficiais de 9000%. Em 2009 o país adotou o dólar americano como moeda, além de permitir o uso de moedas dos países vizinhos, como o pula de Botswana e o rand da África do Sul.[3]

(...)

Estatísticas

Inflação (IPC)   8,3% (2012)

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Zimbabwe

Ademais, ao longo de diferentes séculos e milênios, a humanidade testou o sistema monetário do padrão-ouro de forma espontânea. Seria interessante saber o que aconteceria se, ao invés de a solução peruana do duopólio "moeda do BC local/dólar americano" existir, fosse testado um duopólio "moeda do BC local/moeda privada com lastro em ouro".
« Última modificação: 09 de Julho de 2018, 23:40:41 por -Huxley- »

Offline Buckaroo Banzai

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« Resposta #405 Online: 10 de Julho de 2018, 14:27:55 »
Se não me engano, Hayek tinha uma visão que destoa um pouco de muitos libertários atuais sobre isso de moedas concorrentes, preferindo um controle mais restritivo de emissão de moeda (e crédito?), argumentando algo nas linhas de que o interesse da "casa da moeda privada" e de bancos será sempre de aumentar a emissão de moedas (e/ou crédito). :hein:

Offline Gauss

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Re:Liberalismo
« Resposta #406 Online: 10 de Julho de 2018, 19:59:41 »
Se não me engano, Hayek tinha uma visão que destoa um pouco de muitos libertários atuais sobre isso de moedas concorrentes, preferindo um controle mais restritivo de emissão de moeda (e crédito?), argumentando algo nas linhas de que o interesse da "casa da moeda privada" e de bancos será sempre de aumentar a emissão de moedas (e/ou crédito). :hein:
Hayek e Friedman defendiam um controle forte na emissão da moeda para evitar inflação.* Mas isso não impede que Hayek fosse favorável a modelos de concorrência monetária, desde que a emissão de tais moedas acompanhassem a demanda.

https://www.margaretthatcher.org/document/114503



Huxley, esse modelo peruano não é similar ao argentino adotado por Menem nos anos 1990?
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline -Huxley-

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« Resposta #407 Online: 10 de Julho de 2018, 22:12:57 »
Se não me engano, Hayek tinha uma visão que destoa um pouco de muitos libertários atuais sobre isso de moedas concorrentes, preferindo um controle mais restritivo de emissão de moeda (e crédito?), argumentando algo nas linhas de que o interesse da "casa da moeda privada" e de bancos será sempre de aumentar a emissão de moedas (e/ou crédito). :hein:
Hayek e Friedman defendiam um controle forte na emissão da moeda para evitar inflação.* Mas isso não impede que Hayek fosse favorável a modelos de concorrência monetária, desde que a emissão de tais moedas acompanhassem a demanda.

https://www.margaretthatcher.org/document/114503



Huxley, esse modelo peruano não é similar ao argentino adotado por Menem nos anos 1990?

O modelo cambial argentino dessa época que você se refere era o currency board. A taxa de câmbio peso argentino/dólar ficava constante em 1,00, o que caracterizava regime de câmbio fixo puro. Já no Peru, em 2002, adotou-se a flutuação, que passou a ser administrada, e não mais independente. Um peruano poder usar livremente dólar ao invés de Novo Sol não significa que a taxa de câmbio seja fixa ou rígida. O caso do Peru é considerado regime cambial flexível e há regime de metas de inflação lá. Já o regime de câmbio fixo puro significa o fim da discricionariedade na política monetária; a variação da base monetária é completamente passiva.
« Última modificação: 10 de Julho de 2018, 22:17:41 por -Huxley- »

Offline Gauss

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Re:Liberalismo
« Resposta #408 Online: 10 de Julho de 2018, 22:22:30 »
Se não me engano, Hayek tinha uma visão que destoa um pouco de muitos libertários atuais sobre isso de moedas concorrentes, preferindo um controle mais restritivo de emissão de moeda (e crédito?), argumentando algo nas linhas de que o interesse da "casa da moeda privada" e de bancos será sempre de aumentar a emissão de moedas (e/ou crédito). :hein:
Hayek e Friedman defendiam um controle forte na emissão da moeda para evitar inflação.* Mas isso não impede que Hayek fosse favorável a modelos de concorrência monetária, desde que a emissão de tais moedas acompanhassem a demanda.

https://www.margaretthatcher.org/document/114503



Huxley, esse modelo peruano não é similar ao argentino adotado por Menem nos anos 1990?

O modelo cambial argentino dessa época que você se refere era o currency board. A taxa de câmbio peso argentino/dólar ficava constante em 1,00, o que caracterizava regime de câmbio fixo puro. Já no Peru, em 2002, adotou-se a flutuação, que passou a ser administrada, e não mais independente. Um peruano poder usar livremente dólar ao invés de Novo Sol não significa que a taxa de câmbio seja fixa ou rígida. O caso do Peru é considerado regime cambial flexível e há regime de metas de inflação lá. Já o regime de câmbio fixo puro significa o fim da discricionariedade na política monetária; a variação da base monetária é completamente passiva.
Ah, ok. Esclarecido. :ok:
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« Resposta #409 Online: 10 de Julho de 2018, 22:24:28 »
Se não me engano, Hayek tinha uma visão que destoa um pouco de muitos libertários atuais sobre isso de moedas concorrentes, preferindo um controle mais restritivo de emissão de moeda (e crédito?), argumentando algo nas linhas de que o interesse da "casa da moeda privada" e de bancos será sempre de aumentar a emissão de moedas (e/ou crédito). :hein:

Toda a opinião de Hayek sobre isso está toda exposta num livro que ele escreveu sobre o assunto: https://mises-media.s3.amazonaws.com/Denationalisation%20of%20Money%20The%20Argument%20Refined_5.pdf?file=1&type=document

Uma análise do resumo da opinião dele expressa no livro mostra que sua posição é considerada mais radical até do que a de Rothbard: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=232
« Última modificação: 11 de Julho de 2018, 00:45:04 por -Huxley- »

Offline -Huxley-

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« Resposta #410 Online: 10 de Julho de 2018, 23:18:11 »
Saiu uma reportagem na Scientific American Brasil de março de 2018 sobre o surgimento de uma criptomoeda chamada TradeCoin. Diferentemente do Bitcoin, que não tem valor intríseco, ela é uma criptomoeda que tem lastro em um cesta de bens fornecidas por patrocinadores.

Tim Harford apresenta uma ideia interessante sobre o Bitcoin no livro O Economista Clandestino Ataca Novamente!. O Bitcoin não é moeda. Isso acontece porque ele não cumpre o papel de unidade de conta, que é ser o referencial das trocas, o instrumento pelo qual as mercadorias são cotadas. Você não vê gente por aí mencionando nível ou variação de preços de importantes bens em Bitcoins. Isso acontece porque o Bitcoin, durante toda a sua história, foi e ainda é um ativo muito volátil. Portanto, ele é melhor descrito como um ativo de risco. Se ele é um bom investimento ou não, aí é outra história.


Vejam que o artigo de Robert Murphy do Instituto Mises trata de uma solução de mercado imaginada que é semelhante a da criptomoeda TradeCoin. A TradeCoin conseguiria sucesso naquilo que o Bitcoin fracassou até o presente momento, que é cumprir o papel de unidade de conta. Não sei como andam os esforços para por o plano em prática atualmente.

Apesar do domínio histórico do ouro no papel de moeda, é interessante notar que Harford observou que a moeda estatal dólar conseguiu cumprir o papel de unidade de conta melhor até do que o ouro em tempos recentes. Contribuiu para isso o fim do padrão ouro na economia internacional. Há quem atribua certos problemas macroeconômicos enfrentados por determinados países-potências no passado ao padrão ouro, o que supostamente explicaria seu abandono. Harford foi uma dessas pessoas.

Portanto, a resposta sobre "Qual é o melhor sistema monetário?" não me parece óbvia. Minha utopia seria que moeda estatal forte (dólar, euro), moeda privada lastreada em ouro e moeda privada estilo "TradeCoin" entrassem em competição até que o teste do tempo eliminasse a dúvida sobre qual é o sistema superior.
« Última modificação: 10 de Julho de 2018, 23:31:38 por -Huxley- »

Offline JJ

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« Resposta #411 Online: 22 de Julho de 2018, 17:31:34 »

Carga tributária como percentual do PIB (2012, Heritage)


Bolívia   27.0

Brasil   34   

Nova Zelândia   34.5   

Paraguai   12.0

Peru   15.1

Chile   18.6

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_carga_tribut%C3%A1ria



« Última modificação: 22 de Julho de 2018, 17:45:25 por JJ »

Offline JJ

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« Resposta #412 Online: 26 de Julho de 2018, 08:27:39 »
Frentistas pedem arquivamento de projeto que libera bombas de autosserviço nos postos
   

Rodrigo Baptista | 07/12/2015, 12h54 - ATUALIZADO EM 08/12/2015, 08h41

Proposições legislativas
PLS 407/2014


Cerca de 500 mil frentistas serão demitidos caso se torne lei proposta que prevê a instalação de bombas de autosserviço nos postos de abastecimento de combustíveis. A estimativa foi apresentada por representantes dos trabalhadores nesta segunda-feira (7) durante audiência pública promovida pela Comissão dos Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Eles pedem que o Projeto de Lei do Senado (PLS) 407/2014, do senador Blairo Maggi (PR-MT), que propõe a mudança, seja arquivado.


Os frentistas também reivindicam a condição da aposentadoria especial para a categoria, revogada no governo do  presidente Fernando Henrique Cardoso. O caráter especial daria aos frentistas o direito de se aposentar aos 25 anos de serviço, ao invés dos 35 anos como determina a lei.

O objetivo do senador ao apresentar o projeto foi modernizar a atividade no país, trazendo tecnologia que permita o autoatendimento em postos de combustíveis, com potencial redução de custos para o consumidor. Durante a reunião, o chefe do gabinete do senador Blairo Maggi, Coaraci Castilho, sinalizou que a proposta pode ser revista.

— O senador Blairo Maggi vai se reunir com o relator [ na Comissão de Infraestrutura] Wilder Morais (PP-GO) para que possamos definir qual o caminho que esse projeto poderá seguir. O senador Blairo Maggi, com sua sensibilidade, vai analisar esse projeto para que todos continuem trabalhando no seu devido posto, que é o que vocês querem. Tenho certeza de que vamos chegar a um denominador comum — disse Castilho.

Segundo Castilho, o projeto foi pensado em um momento em que a economia estava aquecida e o desemprego em baixa.

Funções


O presidente da Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo (Fepospetro), Luiz de Souza Arraes, afirmou que a medida “visa única e exclusivamente aumentar o lucro de quem já lucra muito”. O secretário de Relações Institucionais da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Miguel Salaberry Filho, pediu a imediata retirada do projeto:


— Para que mudar uma lei e desempregar 500 mil trabalhadores? — questionou.

O presidente da Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fenepospetro), Francisco Soares de Souza, argumentou que a bomba de autosserviço não é capaz de desempenhar todas as funções dos frentistas:

— Ela vai na verdade colocar os donos dos veículos para trabalhar no lugar dos frentistas. Se existisse uma tecnologia que abastecesse, olhasse o óleo, verificasse a bateria, o pneu, e desse a assistência necessária, aí sim seria uma tecnologia de ponta — avaliou.

Riscos
Francisco Soares e outros frentistas abordaram ainda os riscos da atividade como a exposição a substâncias inflamáveis e recorrentes assaltos:

— Esse projeto passa o risco da atividade para o consumidor. Hoje, acabou de ser assassinado um frentista no Ceará em razão de um assalto — relatou o presidente do Sindicato dos Frentistas do Ceará (Sinpospetro-CE), Ardiles Arrais.

O senador Telmário Motta (PDT-RR), que presidiu a reunião, e a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que sugeriu a realização do debate, apoiaram a posição dos frentistas. Eles creem que o senador Blairo Maggi reverá sua posição:

— Ele não apresentou o projeto obviamente para prejudicar o trabalhador. Ele ouviu alguns setores e considerou que o projeto poderia beneficiar a sociedade de alguma forma — disse Gleisi.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2015/12/07/frentistas-pedem-arquivamento-de-projeto-que-libera-bombas-de-autosservico-nos-postos
« Última modificação: 26 de Julho de 2018, 08:32:55 por JJ »

Offline JJ

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« Resposta #413 Online: 26 de Julho de 2018, 08:31:04 »

"O presidente da Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo (Fepospetro), Luiz de Souza Arraes, afirmou que a medida “visa única e exclusivamente aumentar o lucro de quem já lucra muito”.


Para o  sujeito a ação de aumentar o lucro é algo errado,  para ele o Estado tem que regular o quanto de  lucro a atividade pode proporcionar.



Offline -Huxley-

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« Resposta #414 Online: 26 de Julho de 2018, 11:32:51 »

"O presidente da Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo (Fepospetro), Luiz de Souza Arraes, afirmou que a medida “visa única e exclusivamente aumentar o lucro de quem já lucra muito”.


Para o  sujeito a ação de aumentar o lucro é algo errado,  para ele o Estado tem que regular o quanto de  lucro a atividade pode proporcionar.




Algumas falácias econômicas parecem imortais de tão velhas que são: http://maovisivel.blogspot.com/2017/12/o-cobrador.html?m=1

Offline Buckaroo Banzai

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« Resposta #415 Online: 26 de Julho de 2018, 12:55:49 »

"O presidente da Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo (Fepospetro), Luiz de Souza Arraes, afirmou que a medida “visa única e exclusivamente aumentar o lucro de quem já lucra muito”.


Para o  sujeito a ação de aumentar o lucro é algo errado,  para ele o Estado tem que regular o quanto de  lucro a atividade pode proporcionar.




O lucro deve ser a única prioridade em uma sociedade?

Offline JJ

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« Resposta #416 Online: 26 de Julho de 2018, 13:35:32 »

"O presidente da Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo (Fepospetro), Luiz de Souza Arraes, afirmou que a medida “visa única e exclusivamente aumentar o lucro de quem já lucra muito”.


Para o  sujeito a ação de aumentar o lucro é algo errado,  para ele o Estado tem que regular o quanto de  lucro a atividade pode proporcionar.


O lucro deve ser a única prioridade em uma sociedade?


O  "deve"  já pressupõe a adoção de  alguma ética do dever.  Uma sociedade através de seu sistema político escolhe qual sistema ou quais partes de quais  sistemas éticos (pode ser uma mistura)  ela irá utilizar para fazer o seu sistema legal.

De forma mais sucinta,   é  a  atividade  política  que dirá o que  a sociedade  (aqui entendida como Estado, já que estamos fazendo referência a leis) deve ou não priorizar.


Offline -Huxley-

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« Resposta #417 Online: 26 de Julho de 2018, 13:41:30 »
"Dilema 'Ou o lucro ou os empregos'"?!?! O presidente da Fepospetro...
« Última modificação: 26 de Julho de 2018, 13:43:51 por -Huxley- »

Offline Buckaroo Banzai

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« Resposta #418 Online: 27 de Julho de 2018, 21:26:38 »

"O presidente da Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo (Fepospetro), Luiz de Souza Arraes, afirmou que a medida “visa única e exclusivamente aumentar o lucro de quem já lucra muito”.


Para o  sujeito a ação de aumentar o lucro é algo errado,  para ele o Estado tem que regular o quanto de  lucro a atividade pode proporcionar.


O lucro deve ser a única prioridade em uma sociedade?


O  "deve"  já pressupõe a adoção de  alguma ética do dever.  Uma sociedade através de seu sistema político escolhe qual sistema ou quais partes de quais  sistemas éticos (pode ser uma mistura)  ela irá utilizar para fazer o seu sistema legal.

De forma mais sucinta,   é  a  atividade  política  que dirá o que  a sociedade  (aqui entendida como Estado, já que estamos fazendo referência a leis) deve ou não priorizar.



Você é um dos que está dizendo em vários tópicos que o capitalismo não é o fim da história, e que tudo poderia ser resolvido com uma "mudança de valores". Deveria ser mais ou menos natural que considerasse "mudanças de valores" consideravelmente muito mais sutis, especialmente num país tão assolado por criminalidade, onde só 10% dos homicídios são resolvidos.

Offline JJ

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« Resposta #419 Online: 01 de Agosto de 2018, 17:50:06 »


MC Loma tem shows cancelados por não frequentar a escola



Artista de apenas 15 anos não cumpriu uma das regras obrigatórias para que um jovem menor de idade trabalhe
Redação

 

MC Loma está impedida de realizar seus próximos dois shows agendados em Recife para os dias 15 e 16 de setembro. O motivo? A cantora de apenas 15 anos não esta frequentando a escola, uma das regras obrigatórias para que um jovem menor de idade trabalhe.

Segundo o jornal ‘Extra’, a produtora responsável por cuidar da carreira de Loma, Start Music, foi multada por não possuir a documentação necessária para a apresentação da artista.

O clube onde MC Loma e as gêmeas Lacração, iriam se apresentar emitiu um comunicado informando o cancelamento do show.

“Após um mês de incessantes e-mails, telefonemas e mensagens com os produtores da artista, fomos informados pela Start Music que Mc Loma não conseguiria regularizar as suas condições de trabalho, exigências estabelecidas pela portaria nº 004/2011, da Vara Regional da Infância e Juventude da 1ª Circunscrição Judiciária-TJPE, que disciplina a participação de criança e adolescente em espetáculos públicos, pois não está sequer frequentando a escola e nem está matriculada, o que lamentamos muitíssimo”.

Por ainda não ter atingido a maioridade mo começo do ano MC Loma foi barrada de um evento da MTV, o MTV Miaw de onde saiu premiada na categoria Hino de Karaokê, por não estar acompanha de uma pessoa responsável. “A MTV não teve culpa de eu não poder entrar. Não podia entrar por causa da minha idade, tinha bebida alcoólica, era tarde da noite. Eu tenho 15 anos. Eles tentaram de tudo para tentar deixar a gente entrar”, contou em seu perfil no Instagram.



http://bahia.ba/entretenimento/mc-loma-tem-shows-cancelados-por-nao-frequentar-a-escola/

« Última modificação: 02 de Agosto de 2018, 09:51:00 por JJ »

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #420 Online: 02 de Agosto de 2018, 09:55:38 »


Há uma certa fixação irracional com estudo formal, e este é um caso onde temos que esta fixação irracional poderá acabar com uma carreira lucrativa para a artista principal e as outras duas que a acompanham.  E depois, a moça poderá ter um título formal e ficar na pobreza.



Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #421 Online: 18 de Setembro de 2018, 06:41:33 »
O segredo por trás do sucesso do Elon Musk é a livre iniciativa ou uma parceria com o estado estadunidense?


No último dia 6 de fevereiro, foi lançado o Falcon Heavy da empresa SpaceX que pertence ao Bilionário Sul-africano Elon Musk. O Falcon Heavy é o foguete mais poderoso do mundo em operação e o maior desde o Saturn V da NASA.


O Sucesso do lançamento foi comemorado pela empresa e por toda a comunidade científica devido as oportunidades e potencialidades que esse foguete abrirá para a exploração espacial, principalmente economicamente falando devido não só ao seu tamanho e enorme propulsão, mas também porque ele pode ser reutilizado.


Porém, como vocês podem ler pelo título do texto, o objetivo desse texto não é apresentar as características desse foguete e ficar exaltando suas qualidades, mas entrar numa discussão mais profunda que apresente argumentos sobre os motivos do Elon Musk ter tido que ir para os EUA para criar suas empresas, especialmente a SpaceX, lembrando que ele nem americano é e imigrou para os EUA já com 20 anos.


Qualquer pessoa curiosa deve se questionar porque o Elon Musk foi para os EUA para criar suas empresas, e essa pergunta vem por causa de dois fatores. Primeiro porque ele é sul-africano e segundo porque ele se formou no Canadá. Então fica a pergunta: Por que ele não criou suas empresas no próprio Canadá ou na África do Sul? A resposta dessa pergunta já foi dada pelo Ciro Gomes que, ao contrário de teóricos e economistas intoxicados ideologicamente, já entendeu que os países do planeta possuem assimetrias gigantescas que por si só fazem todo o discurso neoliberal de livre-comércio ir para o ralo rapidamente. Vamos falar dessas assimetrias e condições.


- A educação superior em certas áreas está muito a frente de outros países. Não a toa o Elon Musk se formou no Canadá e não na África do Sul.


- A Tecnologia não é um domínio global, ou seja está restrita a certos países e mesmo dentro desses países ela está restrita a "guetos" que são quase um outro tipo de sociedade dentro do próprio país. Exemplo: Vale do Silício.


- Os EUA possui um programa de atração de cientistas do mundo inteiro chamado Programa de vistos H-1B. O programa de vistos H-1B permite que as empresas do EUA patrocinem trabalhadores estrangeiros com ocupações especiais para serem empregados nos Estados Unidos. Ocupações especiais são aquelas que exigem conhecimentos técnicos ou teóricos, em certas áreas especializadas como a engenharia, ciência, programação de computadores, e direito.


- O Sistema de patentes dos EUA é muito mais eficiente e mais rápido do que o nosso.


- Subsídios e compras governamentais robustas atraem empreendedores do mundo inteiro para esses países. Os EUA a pretexto de compras governamentais de defesa e aeroespacial criam um ambiente para o desenvolvimento de empresas inovadoras, além de criar mão de obra especializada para estas empresas.


Essas são apenas algumas das assimetrias, mas tem muitas outras.


No artigo do latimes dessa postagem vocês podem facilmente encontrar informações da relação entre o estado estaduniense e as empresas do Elon Musk e mais especificamente da SpaceX.


Vamos colocar aqui os trechos traduzidos correspondentes ao que estamos falando.


"O empresário de Los Angeles, Elon Musk, construiu uma fortuna de vários bilhões de dólares através de empresas que fabricam carros elétricos, vendem painéis solares e lançam foguetes no espaço.


E ele construiu essas empresas com a ajuda de bilhões em subsídios governamentais.


A Tesla Motors Inc., a SolarCity Corp. e a Space Exploration Technologies Corp., conhecidas como SpaceX, em conjunto, beneficiaram de US $ 4,9 bilhões em apoio ao governo, de acordo com dados compilados pelo The Times. A figura ressalta um tema comum que atravessa seu império emergente: um modelo de financiamento público-privado subjacente a start-ups de longo alcance."


"Ele definitivamente vai onde há dinheiro do governo", disse Dan Dolev, analista da Jefferies Equity Research.


"O estado de Nova York está gastando US $ 750 milhões para construir uma fábrica de painéis solares em Buffalo para o SolarCity. A empresa com sede em San Mateo, Califórnia, arrendará a fábrica por US $ 1 por ano. Não pagará impostos sobre a propriedade por uma década, o que de outra forma totalizaria US $ 260 milhões.


O governo federal também oferece subsídios ou créditos tributários para cobrir 30% do custo das instalações solares. A SolarCity informou ter recebido US $ 497,5 milhões em doações diretas do Departamento do Tesouro."


"Em uma escala menor, a SpaceX, a empresa de foguetes do Musk, cortou um acordo por cerca de US $ 20 milhões em subsídios de desenvolvimento econômico do Texas para construir uma instalação de lançamento lá. (Separe dos incentivos, a SpaceX ganhou mais de US $ 5,5 bilhões em contratos governamentais da NASA e da Força Aérea dos EUA).


Os subsídios são entregues em todos os tipos de indústrias, com corporações dos EUA coletando dezenas de bilhões de dólares por ano, de acordo com Good Jobs First, uma organização sem fins lucrativos que acompanha os subsídios do governo. E os incentivos para painéis solares e carros elétricos estão disponíveis para todas as empresas que os vendem."


Todas essas condições explicam porque o Elon Musk criou suas empresas nos EUA que apesar de fazer a retórica neoliberal para os outros países, são os que mais usam o poder do estado para o seu próprio desenvolvimento científico e econômico.


Só para adicionar alguns dados e ver quem pratica estado mínimo atualmente.


Orçamento do Departamento de Defesa Estaduniense = US $700 bilhões Orçamento do Ministério da defesa do Brasil = US $ 26 bilhões
Orçamento da Nasa = US $ 19 bilhões
Orçamento da AEB = US $ 0,08 bilhão


http://www.latimes.com/business/la-fi-hy-musk-subsidies-20150531-story.html


https://www.facebook.com/cirogomessincero/posts/o-segredo-por-tr%C3%A1s-do-sucesso-do-elon-musk-%C3%A9-a-livre-iniciativa-ou-uma-parceria-/1822893641088860/
« Última modificação: 18 de Setembro de 2018, 06:52:18 por JJ »

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Re:Liberalismo
« Resposta #422 Online: 18 de Setembro de 2018, 06:45:37 »

Não vejo  "sábius"  news liberais brazucas  falando e/ou escrevendo sobre isto quando fazem referência  ao capitalismo eficiente e inovador de Elon Musk,  ou eles são ignorantes com relação a isso ou omitem de forma conveniente para que seja passada a falsa ideia  de que o Estado americano não interfere de forma significativa na economia e na produção de ciência e alta tecnologia, e com isso reforçar a falsa ideologia de que o Estado não deve interferir na economia, e que a produção de alta tecnologia  nos EUA não tem interferência significativa do Estado americano.



« Última modificação: 18 de Setembro de 2018, 06:57:44 por JJ »

Offline JJ

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« Resposta #423 Online: 18 de Setembro de 2018, 07:11:52 »
Realmente o Estado americano não interfere de forma significativa na pesquisa e inovação científica e tecnológica,  as pesquisas científicas e tecnológicas nos EUA tem quase nada a ver com dinheiro Estatal,  os news liberais brazucas estão falando a verdade... ops


[...]

Isto inclui as universidades, públicas e privadas, fortemente dependentes dos programas federais de pesquisa.8  A partir de dados disponíveis em Lombardi et al. (2012), pode-se verificar que, entre as cinquenta principais universidades de pesquisa norte-americanas – metade delas privadas – os recursos federais respondem por 66% dos recursos totais de pesquisa disponíveis nessas instituições. No Massachussets Institute of Technology (MIT), por exemplo, quase metade das receitas anuais são receitas de pesquisa, grande parte delas provenientes de programas ou agências federais.9  O Linconl Lab, que é um FFRDC vinculado ao Departamento de Defesa e operado pelo MIT responde, isoladamente, por 28% das receitas totais da Instituição. No caso do California Institute of Technology (Caltech), o FFRDC operado pela instituição e vinculado à Nasa responde por 1,5 bilhão dos aproximadamente 2 bilhões de orçamento do Caltech.10

[...]



http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/3317/1/Radar_36_Investimentos.pdf




Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #424 Online: 18 de Setembro de 2018, 07:27:51 »

"O presidente da Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo (Fepospetro), Luiz de Souza Arraes, afirmou que a medida “visa única e exclusivamente aumentar o lucro de quem já lucra muito”.


Para o  sujeito a ação de aumentar o lucro é algo errado,  para ele o Estado tem que regular o quanto de  lucro a atividade pode proporcionar.


O lucro deve ser a única prioridade em uma sociedade?


O  "deve"  já pressupõe a adoção de  alguma ética do dever.  Uma sociedade através de seu sistema político escolhe qual sistema ou quais partes de quais  sistemas éticos (pode ser uma mistura)  ela irá utilizar para fazer o seu sistema legal.

De forma mais sucinta,   é  a  atividade  política  que dirá o que  a sociedade  (aqui entendida como Estado, já que estamos fazendo referência a leis) deve ou não priorizar.



Você é um dos que está dizendo em vários tópicos que o capitalismo não é o fim da história, e que tudo poderia ser resolvido com uma "mudança de valores". Deveria ser mais ou menos natural que considerasse "mudanças de valores" consideravelmente muito mais sutis, especialmente num país tão assolado por criminalidade, onde só 10% dos homicídios são resolvidos.


A maioria das pessoas querem  gasolina, e/ou álcool  e/ou diesel  mais  baratos, e para ter a possibilidade de vender mais barato é necessário  (e a livre concorrência obviamente também tem o seu papel nesse ponto e a desregulamentação também )  que se tenha a possibilidade de reduzir custos operacionais  na venda de combustíveis, e está medida  estatal que prevê  punição  estatal  para quem tentar oferecer uma venda com auto serviço vai contra esta possibilidade de redução de custos.


« Última modificação: 18 de Setembro de 2018, 07:30:29 por JJ »

 

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