Autor Tópico: Liberalismo  (Lida 20604 vezes)

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Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #525 Online: 25 de Março de 2019, 10:16:22 »

Ju jus heróis !


Realmente precisamos empoderá-los.


 :biglol:

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #526 Online: 25 de Março de 2019, 10:23:37 »


Realmente podemos ver que o Estado é a  Salvação...   

... de uma minoria que consegue fazer uma boa captura de renda.


 :D


Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #527 Online: 25 de Março de 2019, 10:25:58 »


Já a maioria que não consegue  (não tem como ser para a maioria) ... que se ferre pagando altos tributos  (impostos e taxas)


  B-)

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #528 Online: 25 de Março de 2019, 10:29:07 »

Brasil       Brasil:   um país onde a maioria é enganada e passada para trás.



 B-)
« Última modificação: 25 de Março de 2019, 10:32:10 por JJ »

Offline Zero

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Re:Liberalismo
« Resposta #529 Online: 25 de Março de 2019, 11:59:49 »
Enganada e nem percebem quanto a isso.

Há quem reclame de corrupção, dos políticos, dos preços, dos impostos, mas adora um Estado grande e inchado.
“A menor minoria na Terra é o indivíduo. Aqueles que negam os direitos individuais não podem se dizer defensores das minorias.” - Ayn Rand

-Por motivos de estudo ->faculdade, estarei um tanto afastado do fórum.-

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #530 Online: 27 de Março de 2019, 13:40:06 »
Vídeo: “Nós vamos aí comer vocês”, diz desembargador a juízas

TV  27.03.19 12:52


Em vídeo que circula nas redes sociais, o desembargador do TJ de Santa Catarina Jaime Machado Júnior, ao lado do cantor sertanejo Leonardo, diz que iria “comer” juízas do estado.

“Tá gravando, já? Ô Aline, Mônica, Patricia, Ângela, Karen, minhas amigas juízas, se eu esqueci de alguém… Eu queria apresentar aqui para vocês meu amigo caiobá, também conhecido como Leonardo, que quer mandar um abraço para vocês.”



Depois de uma saudação do cantor, o magistrado continua:

“Nós vamos aí comer vocês. Ele segura e eu como.”



https://www.oantagonista.com/tv/video-nos-vamos-ai-comer-voces-diz-desembargador-juizas/

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #531 Online: 27 de Março de 2019, 13:41:28 »


Agentes públicos,  os grandes heróis paladinos da moral e salvadores da nação .

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #532 Online: 27 de Março de 2019, 13:42:48 »


E ainda tem gente que fala contra a captura de renda que essa gente boa faz.



Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #533 Online: 27 de Março de 2019, 13:55:15 »


São os heróis da pátria.

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #534 Online: 27 de Março de 2019, 13:56:28 »


E ainda tem gente que defende o empoderamento de  agentes estatais

Online Entropia

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Re:Liberalismo
« Resposta #535 Online: 13 de Abril de 2019, 21:20:56 »
https://extra.globo.com/noticias/brasil/justica-condena-danilo-gentili-seis-meses-de-prisao-por-ofensa-deputada-do-pt-23593050.html

Citar
Justiça condena Danilo Gentili a seis meses de prisão por ofensa a deputada do PT
[/size]

HAHAHAHAHAHHAHAHAHA. Que piada! Liberdade de expressao mil grau aparentemente. Incrível como existem leis baseadas em... dano subjetivo. Mais impressionante é a quantidade esmagadora de pessoas dizendo que tá certo, que foi injúria, crime, bla bla bla.

"Ele chamou ela de puta, e passou a notificacao no saco, claramente ofensivo!"

O que existe inerentemente de "ofensivo" em chamar alguém de puta? Tipo, sei lá, puta é uma pessoa que vende sexualmente o seu corpo por dinheiro, uma MULHER, trabalhando pra sobreviver. Cadê a desconstrucao meu povo? Além disso tenho certeza que uma porrada de mulheres sexualmente ativas já foram chamadas de putas na vida, mas gostaram... tipo quando estavam tendo relacoes sexuais.... É tipo como se ofensa fosse algo SUBJETIVO hmmmmmmm   :hein:.

Eu particularmente me sinto profundamente ofendido quando me perguntam se sou da área de humanas. Vou preparar uns processos né?  :sorry:

Vamos esquecer também que a resposta do Danilo foi a uma mocao de Censura, perfeitamente normal né?

Offline JJ

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« Resposta #536 Online: 15 de Abril de 2019, 11:39:46 »

Deputada quer incluir no pacote de Moro a criminalização das armas de brinquedo

Brasil  15.04.19 11:26

Por Diego Amorim

 

Quando começar a discussão do pacote anticrime de Sergio Moro na Câmara, a deputada Major Fabiana, do PSL do Rio de Janeiro, vice-líder do governo, vai pedir que seja anexado a ele o projeto de lei que criminaliza o porte de simulacros de armas de fogo.

A parlamentar já apresentou a proposta ao ministro da Justiça, que, segundo ela, gostou da ideia.



“Segundo o Ministério Público, 40% dos assaltos a mão armada no Rio de Janeiro estão sendo cometidos com simulacros de armas de fogo. A impunidade de quem utiliza brinquedos para praticar crimes tem que acabar.”


https://www.oantagonista.com/brasil/deputada-quer-incluir-no-pacote-de-moro-a-criminalizacao-das-armas-de-brinquedo/?utm_source=OA&utm_medium=leiamais&utm_campaign=interna&utm_content=1



Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #537 Online: 15 de Abril de 2019, 11:41:20 »


Ao invés de mais liberdade, os sábios e  protetores  agentes estatais querem criminalizar até o porte de  modelos de plástico.



Offline Sergiomgbr

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Re:Liberalismo
« Resposta #538 Online: 15 de Abril de 2019, 11:56:31 »
Isso é que é o clássico rabo do cachorro abanando o cachhorro. Virou um salve-se quem puder, que nós não temos competência, vamos sacrificar a liberdade do cidadão e seu direito de possuir simulacros... Fala sério!
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Liberalismo
« Resposta #539 Online: 15 de Abril de 2019, 12:06:42 »
Citar
Lei nº 10.826 de 22 de Dezembro de 2003
Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas - Sinarm, define crimes e dá outras providências.

Art. 26. São vedadas a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que com estas se possam confundir.

Parágrafo único. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução, ao adestramento, ou à coleção de usuário autorizado, nas condições fixadas pelo Comando do Exército



Citar
“Segundo o Ministério Público, 40% dos assaltos a mão armada no Rio de Janeiro estão sendo cometidos com simulacros de armas de fogo. A impunidade de quem utiliza brinquedos para praticar crimes tem que acabar.”

Então assaltar com arma de brinquedo não é crime? Ou não é considerado igual a assalto a mão armada?

Querer considerar igual é uma burrice sem tamanho, incomparavelmente maior do que se puder julgar ser a restrição a fabricação e comércio de réplicas; você apenas aumenta o incentivo para o uso de armas letais por criminosos.

Offline Agnoscetico

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Re:Liberalismo
« Resposta #540 Online: 18 de Abril de 2019, 10:04:08 »
A moda agora é liberais, ou que se dizem ser, é lançar fogo-amigo:

Tem um tal de Fhoer que já fez um vídeo dizendo que Porto não lê livros que recomenda:

https://www.youtube.com/channel/UCcgAa7wJ1OwRzd-TGFwIxPA/search?query=porto




Aqui já são divergências, mostrando que ideologia liberal não é tão exato quanto tentam passar:


O que o Ideias Radicais está fazendo?


Libertários Vs Liberteens


Rodrigo Constantino BOSTEJA sobre Libertarianismo



O Conde disse que até comunistas seriam melhores que liberais/libertários. E prefereria ser um guevarista (mais a direita) pra fuziliar libertários (segundo ele, abortistas, etc) e outras coisa:





« Última modificação: 18 de Abril de 2019, 10:41:01 por Agnoscetico »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Liberalismo
« Resposta #541 Online: 18 de Abril de 2019, 14:26:03 »
Como sempre, não vou ver a nenhum desses vídeos. Estou pouco me lixando para esses draminhas e polêmicas de youtubers opinadores.

É diferente de um debate mais substanciado sobre o mesmo tema.

O mínimo necessário para eu ver algo que se aproximasse disso seria algo como haver uma troca de vídeos argumentativos como entre, sei lá, Fábio Oestermann e o "idéias radicais", com eles divergindo em alguma coisa mais específica, um enfoque que desse um tom de algo com mais conteúdo em vez de bate-boca. Especialmente sobre algum tema menos purista do que se imposto é roubo.

Offline Agnoscetico

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Re:Liberalismo
« Resposta #542 Online: 18 de Abril de 2019, 15:29:20 »
Como sempre, não vou ver a nenhum desses vídeos. Estou pouco me lixando para esses draminhas e polêmicas de youtubers opinadores.

É diferente de um debate mais substanciado sobre o mesmo tema.

O mínimo necessário para eu ver algo que se aproximasse disso seria algo como haver uma troca de vídeos argumentativos como entre, sei lá, Fábio Oestermann e o "idéias radicais", com eles divergindo em alguma coisa mais específica, um enfoque que desse um tom de algo com mais conteúdo em vez de bate-boca. Especialmente sobre algum tema menos purista do que se imposto é roubo.

Como sabe se os vídeos se resume a tema como "Imposto é roubo"?
O canal daquele Fhoer não se resume a uma coisa só como "Imposto é roubo"!



Offline Buckaroo Banzai

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« Resposta #543 Online: 18 de Abril de 2019, 17:00:07 »
Eu não sei, só a apresentação da coisa não parece nada interessante de se assistir.

Não tem um tema, "anarco-capitalistas, libertários e liberais discutem sobre os limites do estado," parece mais, "o pau vai comer! Arranca-rabo entre liberais!!!! O que vai liberar geral é a porrada!"

Offline Agnoscetico

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« Resposta #544 Online: 20 de Abril de 2019, 15:09:32 »
Eu não sei, só a apresentação da coisa não parece nada interessante de se assistir.

Não tem um tema, "anarco-capitalistas, libertários e liberais discutem sobre os limites do estado," parece mais, "o pau vai comer! Arranca-rabo entre liberais!!!! O que vai liberar geral é a porrada!"

Alguns parecem isso, entre eles tem que são um tipo de treta, outros não. Mas dentro das tretas tem alguns com argumentos que podem ser relevantes.
Então não posso dizer que há vídeos puros em "100% conteúdo relevante". Ou se vê os vídeos e separa o joio do trigo ou ignora. Porque querendo ou não esses caras tem influência na mente de várias pessoas, e vão atingir direta ou indiretamente até quem não tá nem aí. O Artur do Val, por exemplo, é político e esse aí vai influir no sistema
Ficar ignorando é que permitiu que caras como Nando Moura e até mesmo Olavo de Carvalho cresceram e/ou ficaram mais conhecidos e ganharam seguidores.
Cada um pode ficar na sua redoma e deixar os outros tomarem de conta, achando que tanto faz.

Então pode ignorar os vídeos e quem quiser ver, veja.

_________________________

Resposta ao Conde sobre "Racionalismo e Totalitarismo"



STF, Politica, Libertarianismo e Radares - Hangout com Demchuk e Demolidor


« Última modificação: 20 de Abril de 2019, 15:13:01 por Agnoscetico »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Liberalismo
« Resposta #545 Online: 20 de Abril de 2019, 17:10:01 »
Eu não sei, só a apresentação da coisa não parece nada interessante de se assistir.

Não tem um tema, "anarco-capitalistas, libertários e liberais discutem sobre os limites do estado," parece mais, "o pau vai comer! Arranca-rabo entre liberais!!!! O que vai liberar geral é a porrada!"

Alguns parecem isso, entre eles tem que são um tipo de treta, outros não. Mas dentro das tretas tem alguns com argumentos que podem ser relevantes.
Então não posso dizer que há vídeos puros em "100% conteúdo relevante". Ou se vê os vídeos e separa o joio do trigo ou ignora. Porque querendo ou não esses caras tem influência na mente de várias pessoas, e vão atingir direta ou indiretamente até quem não tá nem aí. O Artur do Val, por exemplo, é político e esse aí vai influir no sistema
Ficar ignorando é que permitiu que caras como Nando Moura e até mesmo Olavo de Carvalho cresceram e/ou ficaram mais conhecidos e ganharam seguidores.
Cada um pode ficar na sua redoma e deixar os outros tomarem de conta, achando que tanto faz.

Bem, eu estou ciente que há muita gente defendendo todo tipo de merda por aí. Eu dar audiência a eles apenas colabora com eles.

Minha tendência é só me "aprofundar" muito raramente, na maior parte do tempo a partir de debates/contra-pontos que me parecem um pouco mais razoáveis. E mais por curiosidade inútil, porque, de modo geral, não há nada que eu possa fazer mais eficiente que não dar audiência.

Dentre youtubers brasileiros, acho isso muito raro, os melhorezinhos me parecem ser "Dead consense" e "meteoro" (e alguns outros mais ou menos associados a esses, também o Pirula, embora já quase saindo de política), na "esquerda", e Otário e "idéias radicais" mais à "direita". Mas todos eles tem seus pontos-fracos que considero lamentáveis, além dos vídeos não parecerem ter o mesmo empenho em desenvolvimento que análogos estrangeiros que acompanho mais (Potholer52/Peter Hadfield, Shaun, Three Arrows, PoliDice).

Esses que mencionei fazem vídeos que praticamente servem de referência, quase que um documentarismo amador, citando um monte de referências, tendo pontos mais bem delineados, etc. Você vê e passado um tempo pode ter vontade de ver de novo para recapitular algo que tinha visto. Enquanto os brasileiros em geral parecem bem mais aguados e de "importância" efêmera, descartáveis. Quando não são tão efêmeros, são comumente mais aguados, menos conteúdo/tempo, e ainda deixa bastante a desejar parte da substanciação.

Os que citei como melhores não são perfeitos, acho que todos (com exceção de Potholer54) vão esporadicamente fazer algum comentário como "eles ignoram as dramáticas conseqüências do capitalismo internacional," sem eles mesmos se aprofundarem nisso, tampouco fazendo contrapontos menos "apocapitalipticos." Tem outros que são piores em anti-capitalismo apesar de ainda terem pontos aproveitáveis. Infelizmente parece raro achar melhores. Parece que, fugindo disso, quase todos calham de ser ou 100% direitistas com todas as sandices do pacote inclusas, ou com alguma ligação tênue mas ainda incômoda com neo-neo-nazismo.

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #546 Online: 05 de Maio de 2019, 08:24:30 »

Elon Musk e uma difícil decisão: salvar a SpaceX ou a Tesla Motors?


Por Redação | 14 de Maio de 2015 às 12h17

Quem vê a montadora Tesla Motors e a empresa de exploração espacial SpaceX hoje quase não se lembra dos graves problemas financeiros que ambas enfrentaram em 2008, quando estiveram prestes a fechar as portas. Tudo se resolveu, aparentemente, da melhor forma possível, mas Elon Musk, CEO de ambas, se viu em uma difícil decisão na época: escolher qual das duas iria salvar.

As informações sobre os bastidores do processo aparecerão no livro “Elon Musk: Tesla, SpaceX and the Quest for a Fantastic Future”, da jornalista Ashlee Vance, ainda sem data de lançamento no Brasil. Segundo a publicação, na época, alguns dos produtos previstos pelas empresas estavam atrasados ou com problemas de funcionamento. Após diversos investimentos, o empreendedor não tinha tanto dinheiro em caixa assim e precisava fazer uma escolha.


“Eu poderia dividir o dinheiro que tinha entre as duas e, talvez, ambas morreriam. Se eu investisse em apenas uma, a probabilidade de que ela sobrevivesse era maior, mas isso também significaria [o fim] certo para a outra”, conta ele. Foi aí que ele iniciou um processo de contatos e ofertas, que o levou a bater na porta de parceiros e conhecidos, algo que, no final das contas, acabou permitindo que tanto a Tesla quanto a SpaceX crescessem e se tornassem o que são hoje.

Para a companhia de exploração espacial, por exemplo, o resultado foi um lucrativo contrato com a NASA no valor de US$ 1,6 bilhão. Já para a montadora, o respiro veio na forma de um investimento de US$ 40 milhões feitos por muitos de seus acionistas, além do próprio Musk, que abriu mão de suas cotas em outros negócios para ajudar no aporte de dinheiro – que veio para salvar a Tesla, coincidentemente, na véspera de Natal.


[...]


https://canaltech.com.br/internet/elon-musk-e-uma-dificil-decisao-salvar-a-spacex-ou-a-tesla-motors-41391/



-----------------



O Estado americano é que salvou a Space X via Nasa (e Pentágono).




SpaceX e ULA recebem contratos da Força Aérea dos EUA


Concorrentes no lançamento de foguetes, receberão centenas de milhões de dólares em novos contratos via satélite

Foto do autorElena Costa28 de mar de 2018 às 18:52


A Força Aérea dos EUA concedeu à SpaceX e à United Launch Alliance, concorrentes no lançamento de foguetes, centenas de milhões de dólares em novos contratos via satélite, anunciou o Departamento de Defesa.


A empresa de Musk ganhou um contrato com preço fixo de US$ 291 milhões para lançar o satélite militar GPS III até março de 2020 abordo do foguete Falcon 9. Serão US$ 96.8 milhões por lançamento, valor está alinhado com os dois últimos lançamentos feitos pela companhia em 2016 (US$ 87,2 milhões) e 2017 (US$ 96,5 milhões) do GPS III.

O presidente e o COO da SpaceX, Gwynne Shotwell, afirmou que está muito satisfeito com a decisão da Força Aérea de selecionar a companhia para as próximas 5 missões dos GPS III. Já a ULA – uma join venture entre a Boeing e Lockheed Martin – ganhou um contrato fixo de US$ 355 milhões para lançar 2 satélites Air Force Space (AFSPC) no foguete Atlas V em março de 2020, segundo informações da Força Aérea.

"Esses dois contratos apoia diretamente a missão do Centro de Sistemas Espaciais e de Mísseis de fornecer recursos de espaço resilientes e acessíveis ao nosso país, mantendo acesso garantido ao espaço", disse o tenente John Thompson, do Space and Missile System do Centro da Air Force Base em Los Angeles em comunicado.

Com a empresa espacial de Elon Musk continuando a provar sua confiabilidade, a Força Aérea está deixando claro que o negócio de lançamento de foguetes está entrando em uma nova era de competição.

O lançamento de foguetes realizado por essas companhias estão movimentando a imprensa e reacendendo a corrida para o espaço. Fique por dentro desta e outras tendências para se observar ao longo do ano e quais as apostas dos maiores especialistas do mercado com o nosso e-book 2018: The Observation Deck.




https://www.startse.com/noticia/nova-economia/tecnologia-inovacao/48132/spacex-e-ula-recebem-contratos-da-forca-aerea-dos-eua
« Última modificação: 05 de Maio de 2019, 08:27:20 por JJ »

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #547 Online: 07 de Maio de 2019, 00:00:23 »

Henrique Rattner

Professor na Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo; ex-professor no Departamento de Fundamentos Sociais e Jurídicos da EAESP/FGV

 
 

1. POLÍTICA INDUSTRIAL NO JAPÃO

Após a II Guerra, os esforços do governo japonês concentraram-se na reconstrução da economia do país, totalmente arrasada pelos bombardeios norte-americanos. Foram declarados prioritários os quatro setores industriais que historicamente constituíam a espinha dorsal da indústria japonesa - a siderurgia, o carvão, a construção naval e a geração de energia-e que deviam receber as matérias-primas e recursos financeiros para seu desenvolvimento.

Para agilizar a reconstrução, o governo japonês criou o Instituto Financeiro de Reconversão, a fim de apoiar o sistema' 'prioritário'' de produção, com a incumbência de prover fundos às empresas privadas visando o reinício da produção industrial. Ao mesmo tempo, foram implantadas políticas visando o controle da inflação, a modernização das plantas e equipamentos industriais e o fomento das exportações. As empresas exportadoras foram contempladas com isenções tributárias e diversos programas creditícios, para facilitar a aquisição de bens de capital. O capital estrangeiro, sob forma de empréstimos e investimentos diretos, patentes e licenças industriais e transferência de tecnologia, contribuiu também para a modernização da indústria japonesa.

Para estimular as exportações de produtos manufaturados, foram implantados escritórios de informação comercial no exterior, para assessorar as empresas japonesas na colocação de seus produtos nos mercados externos e, eventualmente, ajudar as empresas estrangeiras nas compras e negociações, no mercado japonês. Uma série de acontecimentos externos contribuiu favoravelmente para o desenvolvimento da economia japonesa: a Guerra na Coréia (1950-53), a admissão do Japão no Fundo Monetário Internacional e no Gatt (Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio) e, sobretudo, a Guerra do Vietnã (4963-73), durante a qual uma grande parcela dos produtos consumidos pelas tropas norte-americanas foi fabricada no Japão, impulsionaram o crescimento industrial e econômico, de forma praticamente ininterrupta durante duas décadas.

O período dos' 'milagres" começou em 1950, quando as tropas norte-americanas lutando na Coréia compraram materiais e equipamentos no valor (atualizado) de US$ 10 bilhões. O ingresso de divisas foi fundamental para a importação de máquinas e bens de capital para a indústria automobilística e outros. A década de 50 foi marcada pelo Jimmu boom, assim denominado pelos meios de comunicação japonesa em recordação à prosperidade do reino do Imperador Jimmu, por volta do ano 660. O início da década de 60 trouxe o Iwato boom, ou tempos felizes nunca mais experimentados desde o período mitológico remoto, quando a deusa do sol Amatarasu Omikami foi despertada de sua reclusão nas cavernas de Iwata. O plano do governo Ikeda (1960-64), proclamando como meta a duplicação da renda per capita em 10 anos (de fato cumprida em apenas sete anos), induziu a expansão dos investimentos públicos e privados, à razão de 259b ao ano, resultando em uma taxa média decrescimento do PIB de 13% a.a. e trazendo o Izanami boom (1967-69), referido a um passado ainda mais mitológico, quando a deusa Izanami, em ato de procriação com seu irmão, deu à luz as ilhas nipônicas.

Durante todas essas fases de prosperidade, o fator principal de crescimento não foram as exportações, mas sim os investimentos. De 1950 até 1970, os investimentos privados anuais cresceram em mais de 10 vezes, financiados por uma poupança privada que alcançou 259b da renda disponível em 1974. Mesmo as crises de petróleo de 1973 e 1978 não conseguiram diminuir o ritmo da poupança privada dos japoneses, estimada, em 1986, em 10 milhões de ienes por família (entre US$40 mil e US$50 mil, dependendo da taxa de conversão utilizada).

Durante esses sucessivos períodos, além do reerguimento das indústrias pesada e química, foram destinados recursos de vulto para o desenvolvimento da infra-estrutura - estradas, ferrovias, portos, água, energia, identificados como pontos de estrangulamento do processo de crescimento. Junto com a expansão e a modernização da rede de transportes, procedeu-se a uma relocação e descentralização dos estabelecimentos industriais e à implantação de um programa de construções habitacionais, visando uma melhora efetiva do padrão de vida da população japonesa. De fato, na década de 1960-70, o aumento da renda per capita superou as metas do governo, alcançando 10,99o ao ano, em vez de 7,29o do plano.

É interessante notar a complementariedade dos objetivos do Plano, combinando metas econômicas, sociais e políticas, tais como estas, fornecidas pela Economic Planning Agency of Japan:

• o desenvolvimento do capital social;

• a integração da estrutura industrial;

• a promoção do comércio e da cooperação internacional;

• o fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico;

• a diminuição das disparidades entre grandes e peque nas empresas;

• a consecução da estabilidade social e política.

Enquanto orientava as empresas industriais, fixando metas a longo prazo, o governo japonês procurou evitar qualquer ingerência na atividade privada, permitindo, assim, que empresas e setores industriais formulassem suas próprias diretrizes de crescimento.

O início da década de 70 parecia anunciar o fim do "milagre" japonês. Primeiro, a desvalorização do dólar em 1971 e, posteriormente, o "choque'' do petróleo afetaram profundamente os rumos da economia nipônica. Diante das pressões dos parceiros comerciais (mormente os EUA), para reduzir e controlar a política de exportação agressiva, passou-se à promoção de importações e à liberalização de movimentos de capital de risco, enquanto internamente, identificando os limites de expansão das indústrias pesada e química, a ênfase foi deslocada para a promoção e o desenvolvimento de ramos P&D intensivos.

Posta em prática desde o início da década de 80, a nova política industrial procura dar o máximo de apoio ao desenvolvimento tecnológico nacional, visando estimular a criatividade industrial, elevar o valor agregado na transformação industrial e, ao mesmo tempo, difundir informações relevantes para conservar recursos energéticos, adquirir especialização industrial a nível internacional e para atender as necessidades básicas da população, crescentemente concentrada em áreas e atividades urbanas, conforme a tabela 1.


 



2. O PAPEL DO MITI (MINISTR Y OF INTERNATIONAL TRADE AND INDUSTRY) NA POLÍTICA ECONÔMICA E INDUSTRIAL DO JAPÃO



Criado em 1949, a partir da Junta de Comércio, o órgão intermediador entre o comando supremo das forças de ocupação norte-americanas e o governo japonês, o Miti passou a exercer as funções de planificação, formulação e implantação das políticas industriais do Japão. Entre essas funções convém destacar:

• A realização de estudos prospectivos sobre o desenvolvimento e as mudanças necessárias, na estrutura industrial japonesa. De acordo com esses estudos, são fixadas as metas a serem alcançadas pelo setor privado, para que seja mantida a competitividade dos produtos japoneses, nos mercados internacionais.

• Elaborar políticas e diretrizes para que aqueles setores considerados estratégicos possam obter os recursos financeiros dos bancos estatais e semi-estatais, para seu desenvolvimento. Essas políticas são elaboradas em estreita colaboração com o Ministério de Finanças, que orienta os bancos privados na concessão de crédito às indústrias, de acordo com suas normas.

• Embora considere o desenvolvimento tecnológico tarefa precípua do setor privado, as novas indústrias e tecnologias (microeletrônica, informática, automação industrial, biotecnologia, novos materiais etc.) recebem apoio governamental, porque:

- requerem longos períodos de pesquisa e desenvolvimento;

- exigem investimentos de grande vulto;

- constituem prioridades, no plano nacional de desenvolvimento;

- necessitam da coordenação do governo, por exigirem a colaboração de diversas empresas, normalmente concorrentes em um mesmo mercado.

• Constitui incumbência do Miti selecionar as indústrias a serem desenvolvidas pelo Japão e, logo, elaborar as diretrizes e políticas para apoiá-las. Essas medidas podem ser sintetizadas na proteção de concorrência estrangeira a indústrias nascentes e nos estímulos e incentivos para que alcancem a capacidade competitiva com seus produtos, no mercado internacional, o mais rápido possível.

• O controle de câmbio e de divisas estrangeiras, tarifas sobre produtos importados e o controle das importações e dos investimentos estrangeiros constituem alguns dos instrumentos de proteção às indústrias japonesas, aos quais se acrescentam, desde 1980, o apoio financeiro e as isenções fiscais-tributárias. Devem-se mencionar, também, as barreiras "invisíveis" ou não-tarifárias, representadas pelos critérios extremamente rigorosos de qualidade e de conformidade com as normas técnicas japonesas, bem como a inclinação e preferência dos consumidores japoneses por produtos de origem e marcas nacionais.

• Além de promover as "indústrias do futuro'', o Miti desempenha papel decisivo na formulação das políticas industriais nas chamadas "indústrias recessivas", tais como a têxtil, a de construção naval, a petroquímica e o alumínio, incentivando-as a diversificar suas atividades mediante a inovação de produtos. Assim, algumas empresas têxteis começam a produzir circuitos integrados, empresas petroquímicas entram na área de biotecnologia e produtores de relógios desenvolvem novos tipos de diafragma para câmaras fotográficas efloppy disk-drives. O Miti atua também como coordenador de projetos de pesquisa e desenvolvimento realizados com a participação do governo e do setor privado, tais como os de automação industrial, optoeletrônica e o projeto nacional de computadores super-rápidos.1 Um dos projetos coordenados pelo Miti e que chamou a atenção dos observadores internacionais refere-se aos computadores da "quinta geração", de "inteligência" superior aos que atualmente estão em uso. A "quinta geração" deve ter capacidade de simular processos dedutivos, receber ordens em língua natural, entendendo palavras que não estão armazenadas em sua memória etc.

Dividido em três etapas, o projeto "quinta geração" realizou, na primeira (1982-84), a pesquisa e o desenvolvimento dos elementos tecnológicos básicos para a construção do sistema, tendo sido os resultados positivos divulgados em um congresso, em Tóquio, em fins de 1984.

Na segunda etapa (1985-88) estão sendo desenvolvidos os algoritmos e as arquiteturas básicas para os subsistemas e os modelos de pequena e média escalas.

Na etapa final (1989-91) será construído o protótipo de um sistema "quinta geração", integrando todos os resultados dos trabalhos anteriores.

Esse projeto teve repercussões nos países do mercado comum europeu e nos EUA. Assim o governo britânico lançou o projeto Alvey; a CEE está implantando o projeto Esprit; o governo francês prossegue com o projeto Eureka; e, nos EUA, tanto as empresas privadas quanto o Departamento de Defesa estão desenvolvendo projetos de inteligência artificial.

• Outros projetos de destaque, com profundas implicações para o futuro do setor, estão sendo financiados pelo Miti2 para ajudar um grupo de empresas de fiação, tecelagem, costura e eletrônica a desenvolver um sistema automatizado de costura, até 1990, integrando CAD/CAM e robôs na indústria de confecções. Faz parte do projeto uma linha de montagem que deve reduzir o tempo da entrega, desde a encomenda, de meses para alguns dias. O desenho dos modelos far-se-á por meio de CAD, o corte com raio laser e a costura com máquinas eletrônicas, eliminando as perdas de material e o tempo morto entre uma operação e outra.

Essa tecnologia deve restaurar a liderança dó setor às empresas japonesas, ultimamente pressionadas pelo produtos mais baratos dos países do sudeste asiático. Embora resulte em eliminação de empregos, os sindicatos dos trabalhadores da indústria têxtil, ainda que reticentes, têm concordado com a introdução das novas tecnologias.3

Novamente, a incursão dos laboratórios japoneses de pesquisa no setor têxtil encontra paralelos nos EUA, onde empresas privadas estão desenvolvendo sistemas de confecções robotizados, e na CEE, que contratou um projeto semelhante.

Ainda em sua fase de desenvolvimento experimental, os principais problemas do projeto parecem concentrar-se na área de software, ou seja, de programas capazes de interligar todos os equipamentos e operações em um sistema integrado.

• Outra função importante do Miti se situa nas negociações com as empresas privadas, a fim de obter seu consenso em ações orientadas para a implantação de diretrizes da política econômica. Como exemplo, podemos citar a solicitação às empresas para que reduzam "voluntariamente" as exportações de determinados produtos (automóveis, vídeos etc). Outro exemplo mais recente constitui a solicitação do Miti às empresas líderes para que aumentem suas importações, a fim de diminuir os conflitos com os parceiros comerciais do Japão, afligidos por elevados déficits comerciais.

O Miti conta, para o exercício de suas funções, além de seus funcionários permanentes e institutos filiados de estudos e pesquisas, com um corpo de consultores, do qual fazem parte representantes da indústria, das finanças, acadêmicos, jornalistas e consumidores. O grupo mais destacado de consultores encontra-se no Industrial Structure Council (ISC), que pesquisa e recomenda, por iniciativa própria ou por solicitação do Miti, ações referentes às políticas industriais básicas a longo prazo.

2.1 O Miti e as empresas

Logo após o fim da II Guerra Mundial, o governo japonês procedeu à reconstrução da economia nacional e, em particular, daquelas indústrias capazes de competir com seus produtos nos mercados externos, tais como as de produtos químicos, aço e eletrônica. Foram elaboradas políticas e diretrizes visando motivar as empresas a diversificar e desenvolver as linhas de produtos, cujo sucesso dependia da competitividade nos mercados interno e externo. O baixo custo dos produtos japoneses -transistores, máquinas fotográficas, rádios e outros - levaram empresas norte-americanas e européias a subcontratar a produção de determinados produtos, posteriormente comercializados com suas próprias marcas. A baixa qualidade inibiu, contudo, o desenvolvimento mais rápido da produção, o que levou as indústrias a procurarem consultoria e tecnologia no exterior. O próprio Miti incentivava as empresas a importar tecnologia, embora controlasse as condições contratuais, para não causar prejuízo às políticas industriais do governo, nem à autonomia e à capacidade de inovação das firmas. Para obter licenças de importação de tecnologia, as empresas deveriam apresentar ao Miti estudos detalhados da capacidade de produção estimada e dos planos de comercialização. Com base nessas informações, procurou-se regulamentar ou evitar importações indiscriminadas e controlar, ainda que oficiosamente, as empresas e os investimentos em cada setor.

Através do Miti, o governo limitou o número de companhias desejosas de entrar em determinados segmentos tecnológicos, procurando evitar a concorrência interna excessiva, pelo menos até que as firmas pioneiras tivessem conseguido economias de escala suficientes para tornar seus produtos competitivos.

Durante esse processo de seleção de tecnologias estrangeiras e de apoio às indústrias renascentes, o Miti tomou cuidado para manter um certo equilíbrio: aprovar os pedidos de importação de determinada tecnologia para várias empresas, a fim de evitar a formação de monopólios. As empresas estrangeiras normalmente não foram autorizadas a estabelecer subsidiárias no Japão, por receio de que monopolizassem o mercado local, a não ser em casos especiais em que se exigia a transferência de tecnologia às empresas japonesas.4

Iniciada a produção local de um certo produto, foi limitada a importação de similares capazes de competir com o nacional. Assim se assegurava o abastecimento do mercado interno, atual e futuro, com produtos da indústria nacional. No caso dos computadores, quando as firmas japonesas ainda não estavam aptas a concorrer com similares dos outros países, no começo da década de 60, o governo japonês impôs restrições às importações, a fim de proteger as empresas nacionais, em particular da pressão da IBM. Cada caso particular de importação de computadores requeria licença especial do Miti, concedida ou não de acordo com o enquadramento da solicitação nas normas e diretrizes governamentais.

As empresas interessadas na introdução de determinadas tecnologias estrangeiras poderiam conquistar uma fatia importante do mercado e, com isto, conseguir uma situação econômico-financeira favorável que lhes permitisse continuar o processo de inovação e incorporação de tecnologias.

As empresas japonesas responderam de forma eficiente às políticas e diretrizes tecnológicas do governo, pois, no fim da década de 70, o registro de patentes industriais no Japão era três vezes maior que o da República Federal da Alemanha, embora os gastos das empresas alemãs com P&D, em percentagem de suas vendas, fossem bem superiores.

As políticas tributárias tiveram também um papel importante no desenvolvimento da indústria. Por exemplo, no caso da eletrônica, quando começava a fabricação de televisores em cores, foram reduzidos os impostos sobre os aparelhos que incorporavam circuitos integrados, procurando, assim, incentivar o uso de semicondutores e reduzir o custo de sua fabricação. Reduzindo os custos e, conseqüentemente, os preços, estimulou-se a demanda, fato que repercutiu entre os fabricantes, visando inovar as tecnologias de produção e o desenho dos produtos finais. A diminuição do número de peças e do tempo necessário para a montagem final dos aparelhos5 foi conseguida com uma série de inovações tecnológicas cujo resultado foi também uma melhoria da qualidade dos produtos.

O clima de concorrência agressiva causou também suas vítimas: empresas que não conseguiram "sobreviver" foram absorvidas pelas mais dinâmicas ou encerraram suas atividades. Em casos que representam impactos económicos e sociais mais sérios, o Miti assume a responsabilidade de orientar e incentivar as empresas em declínio, para outras áreas de tecnologia.

Essa orientação é de tipo informal, quando o número de empresas é pequeno, através de reuniões para trocar idéias e levá-las às atitudes e decisões consideradas necessárias. Quando se trata de setores tecnológicos em que concorrem muitas firmas, o Miti pode assumir posições mais rígidas, mediante decretos e regulamentações.6

Em retrospectiva, é lícito afirmar que o sucesso da reconstrução da economia nipônica foi alcançado devido à colaboração efetiva entre as empresas e o governo, bem como à estabilidade e à continuidade do mesmo, ao longo de várias décadas. Os órgãos governamentais, especialmente o Miti, orientam e incentivam as empresas para expandir-se nos ramos e setores considerados favoráveis à economia nacional, e as instituições financeiras são orientadas para seguirem, em suas políticas creditícias, as mesmas diretrizes.

Ademais, para reforçar essa cooperação entre o governo e as empresas, funciona um intercâmbio de pessoal bastante intenso, sendo correntes os casos de transferência de administradores de empresas para repartições governamentais ou designação como adidos às embaixadas japonesas no exterior. O movimento em sentido oposto, mais raro e ocorrendo, sobretudo, no fim de carreira, embora útil nos contatos entre as empresas e as diversas repartições do poder público, encerra o risco de corrupção, da qual também o mundo de negócios japonês não esta totalmente isento.





[...]



http://www.scielo.br/pdf/rae/v27n1/v27n1a02.pdf


http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75901987000100002


« Última modificação: 07 de Maio de 2019, 00:23:52 por JJ »

Offline Sergiomgbr

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Re:Liberalismo
« Resposta #548 Online: 07 de Maio de 2019, 00:21:01 »
Tudo isso pra dizer que o Japão só é o que é por que isso foi pretendido e tornado real pelos EUA? Fala sério.
« Última modificação: 07 de Maio de 2019, 00:24:55 por Sergiomgbr »
Até onde eu sei eu não sei.

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #549 Online: 16 de Maio de 2019, 10:17:50 »
O post está noutro tópico, mas como o assunto e a minha resposta tem muito a ver com liberalismo, então estou colocando aqui:



Mas a intenção não é questionar a liberdade de dar esmolinha mas sim isso de querer que os outros pratiquem o que a pessoa ela mesma não quer praticar. 

Alguém ao menos ser solidário com seu irmão precisando claramente de ajuda, diante do seu nariz, ainda que não justifique que o outro tenha que fazer o mesmo ao menos valida sua petição. Mas a realidade é bem diferente, quem quer onerar os outros com suas demandas será sempre um dos primeiros a não aceitar a mesma demanda para si.

Queres demonstrar o quanto é aceitavel receber estranhos no seio do seu convívio, demonstre. Pegue um desvalido e leve pra sua casa, ou pelo menos pra sua calçada. Faça coisas assim sem nenhum critério. Experimente seu próprio chão sair de você antes de propor tirar o chão dos outros.


Sergiomgbr,


Você estranhamente não está enxergando as  enormes  vantagens que burgueses proprietários de meios de produção (mesmo de pequenos meios de produção) poderiam ter com a adequada liberalização  da imigração (somada com liberalização de contratações de mão de obra).  De forma resumida vou elencar um exemplo ilustrativo e alguns pontos para você.


Vamos supor que um governo  liberal  liberalize a entrada de  centenas de milhares de imigrantes bem pobres (até mesmo milhões)  vindos de um país que tenha uma grande  população muito  pobre (que passa até fome, nem consiga ganhar dinheiro para comer o necessário por dia)  e desempregada, e que possa trabalhar em serviços simples aqui no Brasil (praticamente sem necessidade e custos com treinamento, ou custos muito baixos).   Vamos supor também que este governo receba estes imigrantes num regime especial onde não haja  legislação estatal trabalhista para eles aqui no Brasil, mas que haja completa liberdade na contratação destes pobres sem a intromissão de qualquer lei trabalhista (incluindo obviamente a inexistência de salário mínimo).


Teremos então uma grande oferta de mão de obra e um regime liberal, sem Estado  impondo leis sobre as relações entre eles e os burgueses proprietários de meios de produção.  Uma grande oferta de mão de obra fará o custo dessa mão de obra despencar, pois sendo o mercado livre, a lei da oferta e procura irá atuar fortemente. O resultado é que um proprietário rural (mesmo um pequeno proprietário, e mesmo proprietários urbanos com pequenos negócios urbanos) terá a sua disposição uma mão de obra muito mais barata do que a atual. Consideremos que hoje um custo mínimo com um trabalhador fixo (atividade simples), que ganha salário mínimo e somando com encargos esteja em torno de R$ 1.700,00 (cerca de US$ 425,00) por mês.  Com uma grande oferta de mão poderia-se ter perfeitamente este custo caindo para uns R$ 320,00  ( ou cerca de US$ 80,00 ) por mês .


Então, meu caro sergiomgbr, se você  é um liberal e realmente apoia o liberalismo econômico,  então, você não pode ser contra a liberalização da imigração somada com a liberalização da relação econômica aplicada aos imigrantes.


Já sindicalistas (e não proprietários de meios de produção ou pessoas que trabalham em empregos simples), estes sim, tem o que temer  (em termos de perda de poder) no caso de uma liberalização da imigração somada com liberalização de relações trabalhistas para o imigrante.


Então, caro sergiomgbr,  você é um liberal e está do lado dos proprietários de meios de produção ou é um sindicalista (ou coisa semelhante) e adota uma posição anti liberal ? 


Eu desconfio que você seja um liberal econômico,   só que  não  ainda percebeu as enormes vantagens  que  pode-se ter com a liberalização de imigração somada com liberalização  da relação trabalhista.


Pra finalizar, sergiomgbr, seja um burguês, mas, não seja um  burguês burro. Ok        :ok:



« Última modificação: 16 de Maio de 2019, 12:20:09 por JJ »

 

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