Autor Tópico: Funcionário questiona politica de diversidade do Google  (Lida 1609 vezes)

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Offline Luiz F.

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #50 Online: 17 de Agosto de 2017, 18:44:09 »
É bem o que o Lorentz falou. Questão de estatística e do momento que vivemos. Os conteúdos, hoje, mais politicamente corretos e engajados acabam sendo grande parte dos dados que são criados, compartilhados, referenciados e linkados, o que faz os algoritmos de busca considerarem estes mais relevantes para apresentarem nas buscas. Sintoma do momento em que vivemos.
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Offline Skeptikós

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #51 Online: 17 de Agosto de 2017, 21:10:03 »
E isso não quer dizer que a maioria das pessoas está satisfeita com os resultados que retornam ou com esses conteúdos politicamente corretos que influenciam no retorno destes resultados. Só que muitas dessas pessoas que criticam o politicamente correto, criando conteúdo ou comentando conteúdo relacionado a isso acabam de tabela entrando para a estatística que favorece o aumento no número de resultados que retornam nos buscadores associado a estes conteúdos.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
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Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline AlienígenA

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #52 Online: 17 de Agosto de 2017, 23:35:45 »
E isso não quer dizer que a maioria das pessoas está satisfeita com os resultados que retornam ou com esses conteúdos politicamente corretos que influenciam no retorno destes resultados. Só que muitas dessas pessoas que criticam o politicamente correto, criando conteúdo ou comentando conteúdo relacionado a isso acabam de tabela entrando para a estatística que favorece o aumento no número de resultados que retornam nos buscadores associado a estes conteúdos.

Sei não! Os movimentos de defesa das minorias nem de longe se restringem, são compostos ou apoiados apenas por elas, mas muito mais abrangentes ou assim me parece, a julgar pelas manifestações mundo a fora, nas redes e nas ruas, apesar das reações, também esperadas. A diversidade nas relações de trabalho, amizade e amorosas foi se tornando cada vez mais comum nas últimas décadas em boa parte do mundo com a globalização. E tudo indica que essa seja a tendência. 

Offline Skeptikós

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #53 Online: 18 de Agosto de 2017, 10:56:57 »
Não nego, mas os opositores destes movimentos também contribuem para aumentar as estatísticas de busca destes termos, já que eles criam, compartilham e comentam muitos destes conteúdos também na forma de crítica, como uma resposta aos ativistas do politicamente correto.
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Offline AlienígenA

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #54 Online: 18 de Agosto de 2017, 17:44:06 »
Não nego, mas os opositores destes movimentos também contribuem para aumentar as estatísticas de busca destes termos, já que eles criam, compartilham e comentam muitos destes conteúdos também na forma de crítica, como uma resposta aos ativistas do politicamente correto.

Pode ser, se o sistema for "cego" para aprovação/rejeição, diferente do que eu supunha, achei que fosse mais "inteligente", devo ter interpretado mal as explicações que li por aí.  :?

Offline Skeptikós

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #55 Online: 18 de Agosto de 2017, 18:57:31 »
Quais são as explicações? talvez eu esteja errado.
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Offline AlienígenA

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #56 Online: 18 de Agosto de 2017, 20:08:38 »
Quais são as explicações? talvez eu esteja errado.

Bom, me pareceu que as estatísticas refletissem algo mais próximo da realidade, tipo um medidor de aprovação/rejeição, interesses e preferências gerais, com base no cruzamento dos dados de busca dos usuários com os das redes socais, dando retorno e, inclusive sugestões, a partir disso.  :hein:

Offline Skeptikós

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #57 Online: 18 de Agosto de 2017, 21:51:41 »
Acho que só medem a popularidade dos assuntos, e isso incluiria críticas e elogios (ou até mesmo menções neutras). Mas não tenho certeza.
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Offline Gabarito

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #58 Online: 30 de Agosto de 2017, 16:18:36 »
Boa entrevista.
Explicou muita coisa.
O rapaz que foi demitido responde perguntas:
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“Ser conservador no Google é como ser gay nos anos 1950”
Em entrevista a VEJA, engenheiro demitido por "promover estereótipos de gênero" critica ambiente "sufocante" da empresa - e reafirma seu ponto de vista
Por Cláudio Goldberg Rabin
29 ago 2017, 13h18

No início de agosto, o engenheiro James Damore foi demitido do Google por defender em um memorando que a desigualdade entre homens e mulheres na indústria da tecnologia é resultado de diferenças biológicas. Quando o documento vazou para a imprensa, foi chamado de sexista, de preconceituoso e até de nazista. Alguns dias depois, o CEO do Google, Sundar Pichai, interrompeu as férias para demitir o funcionário. Segundo Pichai, o “memorando antidiversidade”, como ficou conhecido o documento, violou o código de conduta da empresa “ao promover estereótipos de gênero nocivos no ambiente de trabalho”.

Damore, que ingressou na empresa em 2013, após abandonar um doutorado em biologia matemática em Harvard, argumenta que, em média, homens e mulheres têm interesses inatos distintos, o que levaria a uma preponderância feminina em áreas ligadas a pessoas e as distanciaria das engenharias. Para ele, as políticas da empresa, cuja meta é ter 50% de engenheiras e 50% de engenheiros, partem de premissas equivocadas. No memorando compartilhado com colegas da empresa, o engenheiro aproveita para criticar o ambiente político de “tendência esquerdista” do Google e a patrulha do politicamente correto.

Não há respaldo científico para as conclusões que ele chega a partir dos estudos usados no memorando – ao contrário, para a britânica Angela Saini, que analisou inúmeras teses sobre o tema, não há evidências de que os cérebros de homens e o de mulheres sejam significativamente diferentes. Mas, ao demitir um funcionário por suas opiniões, o Google também foi contestado. Em entrevista exclusiva a VEJA, Damore reafirma que homens e mulheres têm inclinações distintas, ataca os “guerreiros da justiça social” e diz que o ambiente “ultraprogressista” do Google chega a ser sufocante. “Pessoas com visões diferentes não podem dizer nada e são constrangidas ao silêncio”, disse. Confira abaixo trechos da conversa:

Como é o ambiente do Google? Há uma crença popular de que os conservadores são maus e burros. É uma crença perversa em que tantas pessoas nesse meio acreditam. Então, os conservadores precisam ficar no armário e disfarçar quem eles são de verdade. É um ambiente horrível. De muitas maneiras, é como ser gay nos anos 1950. As pessoas nesse meio ultraprogressista nem conseguem perceber como é opressivo para os outros. Pessoas com visões diferentes não podem dizer nada e são constrangidas ao silêncio, porque o Google é muito rígido na cultura do politicamente correto.

Por que o sr. escreveu o memorando? Eu fazia parte de um projeto de diversidade do Google. Nesses programas, o argumento básico é de que todos são iguais, mas é necessário ter pessoas com diferentes experiências, porque diversidade é bom – embora não haja a mesma preocupação com pontos de vista distintos. Fala-se muito sobre as questões que impedem as mulheres de avançar na empresa e o que é preciso para mudar isso. Mas não se discute que talvez as mulheres tenham interesses diferentes dos homens. Quando pediram nossos comentários, eu escrevi o memorando.

E o que aconteceu? Fui ignorado. Então mandei o documento para alguns conhecidos e tive retornos positivos. Depois, mandei para um grupo de e-mails interno da empresa, chamado “Céticos”, que tem mais ou menos 1000 pessoas. Pensei que elas poderiam apontar alguns erros ou algo assim, mas a coisa explodiu. Em parte era só um comentário sobre os aspectos mais sufocantes da cultura empresarial e como as pessoas não podem expressar uma visão dissidente. E era também sobre como melhorar os programas de diversidade, em vez de dizer que tudo é provocado pelo sexismo e pelas microagressões.

O que são essas microagressões? Como já não há diferenças de tratamento no ambiente de trabalho, eles acreditam que são pequenas coisas que podem estar perpetuando as diferenças. Perguntar para uma pessoa de onde ela é ou como se pronuncia seu nome pode ser entendido como uma forma velada de ofensa. Quando alguém diz para um grupo de pessoas ‘Hi, guys’ (olá, rapazes), isso é considerado uma microagressão se há mulheres no grupo. Estamos superprotegendo as pessoas ao dizer que todos esses incidentes são um grande problema.

Houve alguma conversa depois da demissão? Nada demais. Eu disse que eles estavam cometendo um erro. Eles disseram que a decisão era final.

Qual foi o erro do Google? Eles deveriam reconhecer que existe um ambiente dividido na empresa e que parte dela me apoiou. Não sou um cara maluco que escreveu algo terrivelmente racista. Se fosse o caso, não teria tanta repercussão. É uma teoria razoável, e por isso tantas pessoas vieram em minha defesa. Eu tentaria aproximar os dois lados do debate. O que temos agora é um dogma monolítico que não pode ser questionado. Existe esse pequeno grupo de pessoas, o dos ‘guerreiros da justiça social’, que me culpou e disse que eu era uma pessoa terrível. Eles mandavam e-mails aos meus superiores pedindo a minha cabeça. São 5% que controlam todos os demais, pois todos têm medo dessa turba enfurecida.

O sr. mudaria algo no memorando? Não usaria a palavra ‘neuroticismo’ para dizer que as mulheres são mais neuróticas que os homens. Embora seja o termo usado na psicologia, tem uma conotação negativa e não percebi que seria considerado ofensivo para muitas pessoas.

Como é possível ter tanta certeza de que homens e mulheres têm características inatas tão diferentes? A maior diferença que eu aponto no estudo é que homens têm mais interesse em coisas, e mulheres, em pessoas. Existem alguns aspectos que não são socialmente construídos. Não estou dizendo que tudo é biologia e que nós não empurramos algumas normas de gênero às pessoas, mas algumas diferenças existem. Apenas 15% das mulheres têm o mesmo interesse que o homem médio em sistemas de computação. E frequentemente ser obcecado por sistemas é o que se precisa para ser um programador bem-sucedido.

As mulheres não podem desenvolver essa característica? Claro, mas é uma questão de preferência, e não deveríamos empurrar isso para as pessoas e assumir que, porque não há tantas mulheres nesse campo, há algum tipo de sexismo acontecendo.

Como é a sensação de estar no centro de um debate viral? Definitivamente é estressante. Sempre fui bastante introvertido e nunca quis ser o centro das atenções. Talvez, se fosse mais extrovertido, poderia até tirar proveito da situação. Eu não sei nem como usar o Twitter e nem quero ficar falando o que eu penso na televisão. Minha família me apoia. Eles sabem que eu não sou um sexista intolerante e que eu só estava tentando tornar as coisas melhores. Eu esperava que as pessoas lessem o documento e concordassem ou discordassem. Não que eu fosse tomado por um nazista sexista.

Por que tanta gente da alt-right, a “direita alternativa” que apoia Donald Trump, passou a te defender? Acho que foi em razão dos inimigos comuns. Mesmo assim, aceitar a ajuda de uma pessoa não significa concordar com tudo que ela acredita, certo?

O politicamente correto ajudou a eleger Trump? Sem dúvida, há muitas pessoas que estão cansadas disso. A recusa dele em jogar pelas regras do politicamente correto aumentou a sua popularidade.

O sr. votou em Trump? Não. Apoiei um terceiro candidato, Gary Johnson [do Partido Libertário, que teve 3,27% votos na eleição]. Basicamente, sou um libertário de centro. Não gosto daquilo que oprime ou restringe a liberdade das pessoas. Esquerda e direita assumem diferentes dogmas que prejudicam a compreensão da realidade e acabam entrando em choque com a ciência. Conservadores podem negar a teoria da evolução e a esquerda rejeita as diferenças entre os sexos.

Por que o sr. montou um site para arrecadar dinheiro? Montaram para mim, com minha permissão. Existe a possibilidade de eu processar o Google. Além disso, estou desempregado.

O sr. recebeu propostas de trabalho? Não. Fui convidado para escrever artigos para alguns sites, mas não tenho interesse pela política do dia a dia.

Você afirmou em sua conta no Twitter que foi demitido por dizer a “verdade”. Que verdade é essa? A verdade é que existem essas diferenças de gênero na população e nem tudo é uma construção social.

Offline Geotecton

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #59 Online: 30 de Agosto de 2017, 16:52:17 »
Ótima entrevista.

Mostra que estes idiotas com 'pensamento esquerdista' estão impondo, para a sociedade, a sua "explicação" de que todas as diferenças entre homens e mulheres vem de uma 'construção social', o que é ridículo.

E também mostra o mau-caratismo dos 'câncervadores', que saiu em apoio a um cidadão que é liberal, apenas como forma de auto-preservação, pois que eles são capazes de coisa tão ou mais idiotas que os descritos supra. O idiota que ocupa a presidência que o diga.
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Offline Lorentz

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #60 Online: 30 de Agosto de 2017, 18:07:29 »
Não sei se vocês já viram, mas nessa discussão toda na internet mostraram um vídeo com macacos brincando com briquedos. Os machos se interessam pelos carrinhos e fêmeas por bonecas.


A narrativa de construção social ou está errada, ou devemos estender o machismo e patriarcado ao mundo animal.
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Offline Skeptikós

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #61 Online: 30 de Agosto de 2017, 18:13:39 »
Ótima entrevista.

Mostra que estes idiotas com 'pensamento esquerdista' estão impondo, para a sociedade, a sua "explicação" de que todas as diferenças entre homens e mulheres vem de uma 'construção social', o que é ridículo.

E também mostra o mau-caratismo dos 'câncervadores', que saiu em apoio a um cidadão que é liberal, apenas como forma de auto-preservação, pois que eles são capazes de coisa tão ou mais idiotas que os descritos supra. O idiota que ocupa a presidência que o diga.
Esses eleitores torcedores é foda, aprovam qualquer coisa que parece ir de encontro a sua ideologia política sem o menor senso crítico.
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Offline Skeptikós

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #62 Online: 30 de Agosto de 2017, 18:16:25 »
Concordo Lorentz, as diferenças cerebrais inatas que influenciam os interesses (como por pessoas (e animais) ou coisas) parecem ser suportadas por evidência, mas os estudos que o engenheiro citou para suportar suas conclusões não pareciam fazer isso, o Pirula analisou os estudos e chegou a essa conclusão, e inclusive um dos autores citados em um destes Estudos fez o mesmo.
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Offline André Luiz

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #63 Online: 30 de Agosto de 2017, 19:37:22 »
O cara pagou de nerdão virjão que não gosta de mulher fazendo cálculos.

O que mais tem são exemplos de mulheres na computação, na engenharia aeroespacial, etc, etc...
Tem até um livro do Cardoso do meio bit sobre isso

Mas agora por causa do lolzero os conservadores estão alucinados dizendo que mulher em exatas é mal comida, não quer ser mãe, é masculinizada, é fria, que esse esforço é uma distorção, que está fazendo mal a si mesma e blá, blá, blá
« Última modificação: 30 de Agosto de 2017, 19:41:32 por André Luiz »

Offline Skeptikós

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #64 Online: 31 de Agosto de 2017, 00:16:10 »
Apesar dos supostos equívocos na interpretação dos estudos citados, o cara não foi sexista ou misógino em seu memorando André, o texto dele foi bem equilibrado e fez questão de deixar claro em todo momento que a biologia podia explicar parte da disparidade de gênero observada na média, PARTE e MÉDIA são palavras importantes. A afirmativa sobre a intolerância para com os conservadores ou dissidentes do politicamente correto foi comprovada com a demissão do cara, sobre isso não tem o que comentar.
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Offline EuSouOqueSou

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #65 Online: 01 de Setembro de 2017, 00:41:37 »
... A afirmativa sobre a intolerância para com os conservadores ou dissidentes do politicamente correto foi comprovada com a demissão do cara, sobre isso não tem o que comentar.

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“Ser conservador no Google é como ser gay nos anos 1950”
Em entrevista a VEJA, engenheiro demitido por "promover estereótipos de gênero" critica ambiente "sufocante" da empresa - e reafirma seu ponto de vista
http://veja.abril.com.br/mundo/ser-conservador-no-google-e-como-ser-gay-nos-anos-1950/

Se tem respaldo científico ou não, eu não sei, mas essa atmosfera de censura social da patrulha politicamente correta está ficando bizarro. Pra citar um caso recente, alunos negros ficaram chocados quando viram uma banana pendurada numa árvore.

https://ceticismo.net/2017/08/31/casca-de-banana-entristeceu-criancinhas-sensiveis/

Povo fresco.
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

Offline Gabarito

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #66 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 09:31:33 »
Vídeo muito esclarecedor com o rapaz que foi demitido da Google:

<a href="https://www.youtube.com/v/Y9q-Tsh5m0Q" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/Y9q-Tsh5m0Q</a>
Citar
James Damore: O que acontece quando a Google discorda de você?

Tradutores de Direita
Publicado em 17 de fev de 2018 · 7 horas atrás

A agenda da ideologia de gênero, mesmo não tendo base na realidade, avança na sociedade.

O ex-engenheiro do Google, James Damore, foi demitido por questionar a visão distorcida sobre homens e mulheres que impera na empresa. Ele escreveu um breve documento de 10 páginas, e nesse documento, além de relatar suas descobertas, ele ainda propôs soluções que não envolvessem discriminação para a questão da diferença de sexos nas áreas tecnológicas.

Ou seja, ele tentou buscar a verdade e ajudar de verdade.

Ambas as coisas são pecados sem perdão para os promotores das agendas mais destrutivas que a humanidade já conheceu.

Aqui está o documento: https://www.documentcloud.org/documen...

Tradução: Andrey Costa
Revisão: Yuri Mayal

TRADUTORES DE DIREITA
Webpage: http://TradutoresdeDireita.org
Facebook: http://facebook.com/tradutoresdedireita
Instagram: https://instagram.com/tradutoresdedir...
Twitter: http://twitter.com/tradutores_br

Vídeo original: https://www.facebook.com/prageru/vide...



Offline Gabarito

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #67 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 09:32:26 »
E ele agora vai processar a empresa:

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Engenheiro demitido do Google processa a empresa por discriminação contra brancos
   James Damore teve de deixar a gigante de tecnologia após afirmar em um memorando que há causas biológicas por trás da desigualdade de gênero no Vale do Silício

Reuters
09 Janeiro 2018 | 17h46

SAN FRANCISCO – Um ex-engenheiro do Google, demitido da companhia após afirmar em um memorando que há causas biológicas por trás da desigualdade de gênero na indústria de tecnologia, entrou na Justiça contra a empresa na última segunda-feira, 8. James Damore afirma que sofreu discriminação por ser um homem branco com visões políticas conservadoras.

No ano passado, Damore causou alvoroço no Vale do Silício ao escrever um comunicado interno, que depois se tornou público. O Google disse que ele havia perpetuado estereótipos de gênero e o demitiu em agosto.

Desde então, sua demissão se transformou em uma causa popular para blogueiros de direita nos Estados Unidos. Além disso, o ex-funcionário contratou uma advogada do Partido Republicano para representá-lo na Justiça.

Damore e outro ex-engenheiro do Google, David Gudeman, protocolaram o processo como uma proposta de ação coletiva na Corte Superior do Condado de Santa Clara, na Califórnia. O processo alega discriminação e retaliação em ambiente de trabalho.

Em nota, o Google afirma que "está na expectativa" de apresentar sua defesa ao processo de Damore na Justiça.

De acordo com a ação, a companhia falhou em proteger funcionários, especialmente homens brancos, de assédio em ambiente de trabalho com relação a seu apoio ao presidente dos EUA, Donald Trump, ou a visões políticas conservadoras.

"Damore, Gudeman e outros representados na ação coletiva foram excluídos, apequenados e punidos por suas visões políticas heterodoxas e pelo 'pecado' das circunstâncias de seus nascimentos de serem caucasianos e/ou homens", diz um trecho do processo.

A ação também acusa o Google de manter uma "lista negra" secreta de celebridades da mídia conservadora que não têm permissão para entrar nos escritórios da companhia.

O processo inclui um pedido de liminar para proibir o Google de discriminar indivíduos com visões políticas conservadoras.

Quando Damore foi demitido, o CEO da Google, Sundar Pichai, disse que trechos de seu memorando "violam o nosso código de conduta e ultrapassam o limite ao trazer estereótipos de gênero para dentro do nosso ambiente de trabalho".

Gudeman foi demitido em dezembro de 2016 depois de um confronto com um colega de trabalho muçulmano em um fórum interno do Google, de acordo com o processo.

Esse colega de trabalho disse no fórum que ele havia sido alvo do FBI por ser muçulmano e expressou preocupação sobre sua segurança pessoal, conforme o processo. Gudeman respondeu com ceticismo, dizendo que o colega não tinha "nenhuma prova" para amparar sua afirmação e sugerindo que o FBI poderia ter uma justificativa para investigá-lo.

Ainda segundo o processo, um funcionário da área de recursos humanos do Google disse depois a Gudeman que ele havia acusado seu colega de terrorismo com base em sua religião, e que ele seria demitido como resultado dessa atitude.


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #68 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 10:06:31 »
"Ideologia de gênero" = "ideais de igualdade relacionados a gênero e sexualidade que diferem dos meus valores tradicionais; logo, são algo a que se deve temer"

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #69 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 10:15:25 »
Acho que vai ser dificil para o cara arrumar outro emprego por lá, posso falar besteira mas acho que, ele tendo razão ou não e com toda a divulgação do caso, vai ter dificuldade para achar outro emprego porque muito empregador vai querer distância para evitar polêmica com clientes.

Mais ou menos o que aconteceu com os participantes daquele programa do Trump que nem lembro o nome agora.

Muitos dos caras se expuseram na mídia e tiveram dificuldades para arrumar empregos depois do programa.

Offline Marcel

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #70 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 12:01:21 »
Não sei se vocês já viram, mas nessa discussão toda na internet mostraram um vídeo com macacos brincando com briquedos. Os machos se interessam pelos carrinhos e fêmeas por bonecas.


A narrativa de construção social ou está errada, ou devemos estender o machismo e patriarcado ao mundo animal.


Minha opinião é muito simples: Macacos são fascistas e misóginos!

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #71 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 12:34:47 »
Não sei se vocês já viram, mas nessa discussão toda na internet mostraram um vídeo com macacos brincando com briquedos. Os machos se interessam pelos carrinhos e fêmeas por bonecas.

A narrativa de construção social ou está errada, ou devemos estender o machismo e patriarcado ao mundo animal.

Enquanto macacos machos possivelmente gostam de modelos articulados de heróis de ação. Isso eu não sei, mas já fizeram estudos em que As macaquinhAs gostavam até de objetos de cozinha, panelinha, fogãozinho, louça, etc. Isso mostra como é errada a idéia de "construção social" de que lugar de mulher não é na cozinha. Mesmo sem que eles tenham cozinha eles mesmos, as fêmeas já sabem o lugar delas, pelo instinto, sabedoria inata que podemos ouvir em nossos corações.


A foto não mostra a fêmea brincando com panelinha, talvez porque instintivamente saiba que cuidar dos filhos é prioritário com relação a cozinhar.

Esse tipo de achado problemático para o marxismo cultural não se limita aos primatas aos quais supostamente somos relacionados "evolutivamente"; mesmo elefantes orientais apresentam traços de personalidade tipicamente orientais, e elefantes ocidentais, traços de personalidade ocidentais. Mas os marxistas culturais relativistas e propagandeadores da ideologia de gênero não se cansam de tentar impor seu revisionismo:

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http://blogs.scientificamerican.com/thoughtful-animal/2012/09/28/the-weird-psychology-of-elephants/

[...]

Unfortunately, the personality assessments were problematic. The researchers noted that the “elephants in Western zoos were rated as being more curious, and less dominant, impulsive, and nervous than elephants in Japanese zoos.” Could Western elephants really be more curious than their counterparts living in Japanese zoos?

[...]

Might this study of elephant personality, which may truly be measuring keeper values, be suffering from a similar problem? Not only was the personality measurement possibly flawed, as it may have been susceptible to the cultural biases of elephant keepers (like the David and Dana infant personality study), but the researchers then tossed out all the data from the Western keepers (an inverse of the WEIRD problem)!

[...]

(Outro caso interessante de inteligência dos animais é o do cavalo "esperto Hans", que sabia muito matemática e geografia, deixando boquiabertos todos os céticos.)


Eles inclusive mencionam como base para sua especulação outros "experimentos" que mostraram viés de interpretação de acordo com as diferenças naturais e inegáveis de gênero quando estas não existiam, quando as pessoas descreviam diferentemente o mesmo comportamento, de acordo com qual sexo os pesquisadores MENTIAM que o bebê tinha. O marxismo cultural e o politicamente correto são então, admitidamente baseados em MENTIRAS.






http://www.edge.org/3rd_culture/debate05/spelke.slides.html


E é bom lembrar que houve fraudes similares em experimentos de comportamentos de macacos também:

https://en.wikipedia.org/wiki/Marc_Hauser#Scientific_misconduct

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http://www.sciencemag.org/news/2014/05/harvard-misconduct-investigation-psychologist-released

[...] What they found was damning. For a paper in Cognition in 2002, the investigators noted that published results involving cotton-top tamarins did not match the videotape containing the raw data. “The results of the experiment were therefore knowingly and falsely reported by Prof. Hauser,” they concluded.  That paper has been retracted. [...]

Outro "experimento" consistia em perguntar sobre ambições de carreira para meninas que brincavam com Barbie ou com o "senhor senhora Batata". "Descobriram" que aquelas que brincavam com o brinquedo correto tinham aspirações mais bem ajustadas ao papel correto de mulher, enquanto as que brincavam com o senhor a senhora Batata citavam possibilidades em desacordo com o natural.

https://news.ucsc.edu/2014/03/barbie-girls-careers.html

Isso no entanto não é prova de que esses papéis de gênero não sejam verdadeiros e intrínsecos à natureza, e portanto, corretos, mas apenas que existem mensagens subliminares, algo do que os conservadores estão carecas de alertar (como a cultura de entretenimento destrói as mentes e a moral das crianças, com mensagens subliminares relacionadas a sexo, perversões sexuais, satanismo, drogas), apenas para serem vítimas de chacota.

Offline Marcel

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #72 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 12:55:41 »
Mas a minha opinião verdadeira é que o Google é uma empresa privada e faz o que quer, não é uma democracia. Se eles quiserem colocar analfabetos pra serem engenheiros isso é problema deles, e dane-se a opinião do funcionário (este devia ficar calado e manter o emprego dele)

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #73 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 15:36:40 »
Mas a minha opinião verdadeira é que o Google é uma empresa privada e faz o que quer, não é uma democracia. Se eles quiserem colocar analfabetos pra serem engenheiros isso é problema deles, e dane-se a opinião do funcionário (este devia ficar calado e manter o emprego dele)

Tb acho.

Mas no mundo real o funcionário pode processar a empresa se sofrer assédio sexual ou assédio moral mas a empresa tb pode ser processada se uma funcionária disser que foi discriminada pelo modo de se vestir.

De um modo ou de outro o pessoal consegue arrancar dinheiro cavando um motivo.




Offline Buckaroo Banzai

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Re:Funcionário questiona politica de diversidade do Google
« Resposta #74 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 21:25:06 »
Isso de processar o google por "discriminação contra homens brancos" tem tudo para virar piada, ao menos para a maior parte das pessoas.

Para os tipos MRA e mais conservadores, deverá servir de mais evidência contra o establishment marxista [multi-]cultural feminizista gênero-ideólogo globalista.

 

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