Autor Tópico: Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL  (Lida 6835 vezes)

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Offline Gauss

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #200 Online: 09 de Outubro de 2017, 12:48:33 »
A opinião da Globo sobre toda essa polêmica é clara, favorável as exposições, mesmo com a presença de crianças. Agora no Fantástico fizeram uma matéria em que nenhum espaço para opinião foi reservado aos críticos destas últimas exposições de arte. Eu não acho isso positivo, apesar de concordar que essas exposições não deveriam serem proibidas, mesmo para crianças, o outro lado também deveria ser ouvido.
A Globo jamais chama alguém que discorda dela para um debate.
Citação de: Gauss
Bolsonaro é um falastrão conservador e ignorante. Atualmente teria 8% das intenções de votos, ou seja, é o Enéas 2.0. As possibilidades desse ser chegar a presidência são baixíssimas, ele só faz muito barulho mesmo, nada mais que isso. Não tem nenhum apoio popular forte, somente de adolescentes desinformados e velhos com memória curta que acham que a ditadura foi boa só porque "tinha menos crime". Teria que acontecer uma merda muito grande para ele chegar lá.

Offline Skeptikós

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #201 Online: 09 de Outubro de 2017, 15:14:26 »
Será que o repórter que deixou a velhinha dar a sua opinião discordante foi repreendido por isso? Hehe
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #202 Online: 09 de Outubro de 2017, 15:33:21 »
Se alguém se interessa por linguagem corporal, este vídeo é excelente:

"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Gigaview

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #203 Online: 09 de Outubro de 2017, 18:14:46 »
O mais interessante no vídeo é como tanto bullshit sobre leitura comportamental pode parecer ciência para explicar cientificamente o óbvio.

Offline Skeptikós

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #204 Online: 09 de Outubro de 2017, 18:15:34 »
Globo faz matéria sobre identidade de gênero e vai para o Trend Topics como #GloboLixo

Na matéria é dito que foi por causa da matéria que defendeu a educação infantil neutra de gênero (mas que na verdade falava mais sobre a educação infantil neutra sobre os papéis de gênero na sociedade). Eu acho que a matéria sobre a exposição de arte do MAR também contribuiu, hehe.
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Offline Skeptikós

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #205 Online: 09 de Outubro de 2017, 18:21:49 »
O mais interessante no vídeo é como tanto bullshit sobre leitura comportamental pode parecer ciência para explicar cientificamente o óbvio.
Mas a técnica/método que ele usa para interpretar a linguagem corporal é considerada ciência, inclusive aceita como prova forense em tribunais. Neste vídeo ele explica o trabalho dele.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
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Offline Gigaview

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #206 Online: 09 de Outubro de 2017, 18:54:08 »
O mais interessante no vídeo é como tanto bullshit sobre leitura comportamental pode parecer ciência para explicar cientificamente o óbvio.
Mas a técnica/método que ele usa para interpretar a linguagem corporal é considerada ciência, inclusive aceita como prova forense em tribunais. Neste vídeo ele explica o trabalho dele.

Sim...claro, até espíritos já foram consultados em tribunais.


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Body Language
(Don’t) Read My Lips

BY KAREN STOLLZNOW

“When you run your hands through your hair like that it makes me think you’re flirting with me,” a colleague once said. Someone’s been reading those self-help books about so-called “Body Language.”

“Maybe I’m not flirting,” I replied, “but instead I’m just getting my hair out of my eyes, or detangling my hair, or it’s a nervous habit, or I have dandruff, or I’m readjusting my wig. There are many possible reasons for any action.” But not everyone believes that.

Linguistics, kinesics and semiotics are among the academic disciplines that attempt to observe and describe gesture and other forms of non-verbal communication. On the other hand (excuse the pun), body language is the new age, self-help interpretation of behavior. Body language “experts” claim they can “read” posture, facial expressions, and other body movements.

The theory seems to be that we conceal the truth with language, but we reveal the truth with body language. Experts on reading body language can supposedly decode our thoughts and feelings, disclose innermost desires, unlock the powers of intuition, provide searing insights, expose secrets, and uncover the hidden meanings behind our behavior. Julius Fast, author of the seminal book Body Language, says: “Your body doesn’t know how to lie. Unconsciously it telegraphs your thoughts as you fold your arms, cross your legs, stand, walk, move your eyes and mouth.”

Self-proclaimed body language specialists fancy themselves as behavioral scientists, or detectives who see clues in our cues, inspired by Sherlock Holmes and TV shows such as Lie To Me. They are motivational speakers, authors of self-help books, and gossipmongers of tabloids and the talk show circuit. They analyze photographs of celebrities to supposedly decipher personality traits, to guess who’s in bed with whom, and predict who’s dumping whom. They interpret footage of political debates, speeches and interviews, to uncover underlying meaning and detect deception.

With the help of these body language experts, you can be a success. Buy their books, attend their seminars, follow their programs, systems and methods and you too can harness these techniques to achieve your goals. They will provide you with the tools you need to give you confidence, to catch a liar in the act, to ace that job interview, to attract love, and to stop sending out those “wrong messages”. Some fear that body language is so accurate that reading people’s behavior is an invasion of privacy, or a type of unethical manipulation.

Proponents of body language theories claim there is standardized meaning in the way you sit, stand and walk, how you shake hands and lick your lips, or even run your hands through your hair. Like a visual polygraph test, they believe that answering a question and touching your nose a certain way, or an involuntary subtle shift in your eye, betrays a lie. Crossing your arms indicates defensiveness, or a lack of openness, while rubbing the stem of a wine glass suggests that subconsciously, you want to rub something (or someone) else.

Body language gurus promote the use of their techniques in conjunction with other alternative therapies. Allan and Barbara Pease, “Mr. and Mrs. Body Language,” are authors of the self-proclaimed “communication bible,” The Definitive Book of Body Language. They recommend the supplementary use of Neuro-Linguistic Programming techniques. Elizabeth Kuhnke, author of Body Language for Dummies, uses body language in conjunction with chromotherapy (i.e., color therapy). Shelly Hagen adopts principles of Feng Shui; “Cashmere and cotton, for example, are soft and inviting, suggesting that the wearer is a gentle soul. Hard materials, like leather or boiled wool, keep others at a distance.”

Some followers believe that body language can do more than reveal if someone is sexually attracted to us. Bioenergetic Analysis is a form of body psychotherapy, pioneered by Alexander Lowen and John Pierrakos. Bioenergetic therapists read posture, gestures and expressions to diagnose their clients, and treat them using exercise, movement and vocal expression. Proponents of Bioenergetic Analysis claim that body language techniques can heal conditions such as anxiety and depression, and even cure cancer.

Like infomercials that claim we only use 10% of our brains, body language theory claims that only 10% (or 15%, or 20% or 50%) of our communication is verbal. I once taught a course in Verbal and Nonverbal Communication and was expected to teach that human communication consists of 93% body language and 7% language. There has been much research on this topic, but no study has categorically proven there is a precise ratio of verbal to nonverbal communication. This myth seems to have its basis in a study by Albert Mehrabian, who studied the typical responses of people when communicating their feelings and attitudes.6 John Borg, author of Body Language: 7 Easy Lessons to Master the Silent Language and other writers generalized these findings to all communication, and created this unscientific sound bite.

Books about body language are full of anecdotes and hype. They include references to authors who support their theories, but no citations to the studies. Their claims, theories and models are unsupported by evidence. They invoke the names of legitimate scholars and irrelevant research to validate the practice. For example, Charles Darwin’s The Descent of Man and Selection in Relation to Sex addresses the importance of gesture and sign language, and suggests that gestures are relevant to the origins of language.8 Books about body language seize this reference, but they misinterpret and overextend Darwin’s arguments.

Many body language advocates believe in the universality of gestures, behavior and expressions. Tonya Reiman of Body Language University has developed the Reiman Rapport Method, a “ten step process to master universally pleasing body language.” Dr. Paul Ekman has conducted extensive research into classifying human facial expressions. He claims that a small range of expressions, such as those indicating anger and happiness, are biologically universal to all humans. Yet Amrozi, the Indonesian terrorist known as the “Smiling Bomber” demonstrated that a smile can also signal confidence and defiance. There are immense differences in expressions, habits, behaviors and customs across cultures and individuals.

In a study of behavioral cues, Ekman now claims he has discovered 29 “wizards”; subjects he claims are “geniuses of lie detection.”His findings have led to the use of behavior-detection officers by the Transportation Security Administration (TSA), in the Screening Passengers by Observation Technique (SPOT) program. However, TSA’s SPOT methodology isn’t supported by scientific evidence; nor is Ekman’s work in this study. A group of independent researchers who examined Ekman’s research concluded: “Analyses reveal that chance can explain results that the authors attribute to wizardry.” Moreover, Ekman’s recent research is not peer-reviewed. He stated he doesn’t publish his findings anymore because enemies of the United States follow his work closely.

I do not dispute the idea that nonverbal actions carry meaning, or that we are receptive to nonverbal communication. But there is no formula for understanding behavior, and every act has numerous potential meanings and causes. Our “body language” is subject to context, intent and interpretation. It is influenced by culture and socialization and differs at the individual level. Reading body language is simply the subjective interpretation of the observer, and is open to misinterpretation and misunderstanding.

The analogy to “reading” is helpful. Interpreting body language is a kind of cold reading, or a form of body divination to predict thought.

The claims in books about body language show that reading behavior is a superficial and unreliable practice. It is potentially risky too. So be careful the next time you approach the woman who seems to be looking at you and stroking the stem of her wine glass. You might just get that wine thrown in your face. END
https://www.skeptic.com/eskeptic/13-06-26/

Offline Gigaview

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #207 Online: 09 de Outubro de 2017, 19:05:53 »
Note que eu não disse que body language é bobagem. Existem sinais óbvios no comportamento que de fato podem revelar o que não é manifestado verbalmente como no caso do vídeo acima. O bullshit está na transformação dessa obviedade em algo aparentemente científico. Também não descarto a possibilidade de um dia a body language se tornar científica, atualmente parece que isso tudo está mais para "Lie to me". Por enquanto não considero nem ciência, nem pseudociência, talvez uma arte.
« Última modificação: 09 de Outubro de 2017, 19:18:09 por Gigaview »

Offline Lorentz

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #208 Online: 09 de Outubro de 2017, 19:15:40 »
O fato de haver bullshit no campo da auto-ajuda e temas como leitura facial/corporal não significa que todo estudo sobre o tema seja bullshit.

É fato que muitas das emoções que sentimos são transmitidas pelas expressões corporais e com isso é possível fazer uma análise mais correta sobre o que a pessoa sente ou diz do que simplesmente analisar seu discurso.

A parte bullshit é detectar toda expressão corporal como uma expressão significativa, ou todo indício de nervosismo como mentira. Um fã na frente de seu ídolo ficaria nervoso, e não significa que estaria com isso mentindo quando diz que gosta muito dele, por exemplo.

EDIT

O Giga disse quase a mesma coisa enquanto eu escrevia.
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Offline Skeptikós

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #209 Online: 09 de Outubro de 2017, 22:30:23 »
Micro-expressões tem os seus significados considerados como universais, a maior parte da leitura que o especialista fez acima foi com base em micro-expressões, e o estudo de micro-expressões é rigorosamente científico. Outra parte da leitura envolveu elementos não verbais que podem variar de cultura para cultura e de contexto para contexto (e ao contrário das micro-expressões podem ser manipuláveis ao invés de sempre involuntárias), como a forma como o ator se inclinou para frente e a maneira como a atriz entrelaçou os dedos. Como o vídeo tem como público alvo e objetivo pessoas comuns e o entretenimento respectivamente, é lógico que o especialista permite a si mesmo uma certa liberdade ao concluir sobre e descrever os comportamentos não verbais observados que o mesmo não se permitiria caso estivesse fazendo um laudo forense.
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Offline Gigaview

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #210 Online: 10 de Outubro de 2017, 00:17:35 »
Vou repetir novamente que não acho que a body language seja bobagem. O experimento de Matsumoto,  que comparou as reações dos atletas cegos de nascença em fotos durante as para-olimpíadas de 2004, deixou claro que as micro-expressões existem de fato e não são visualmente/culturalmente aprendidas. Só achei o vídeo desnecessariamente "cientifista" de mais, como todo o bullshit que cerca naturalmente o tema e seus "especialistas" conforme relatado no texto que postei. Ainda assim, continuo achando o vídeo interessante, não pelo conteúdo duvidoso, mas pela sua capacidade de parecer "bem científico" num clube de céticos.

Offline Skeptikós

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #211 Online: 10 de Outubro de 2017, 11:11:45 »
Ok, só não entendo como não considera-lo científico, se mais uma vez, o especialista descreve as micro-expressões que surgiram, qual movimento muscular involuntário é responsável por ela e qual é a emoção que desencadeia aquela micro-expressão. Isso me parece cientifico. Mesmo quando ele analisa elementos não verbais fortemente influenciados pela cultura e pelo contexto, como a postura ou a posição das mãos dos artistas, ele esclarece que são elementos culturais. A intenção do vídeo é passar uma informação técnica de forma mais palatável ao público leigo, e algumas observações ficam de fora, como o fato dos elementos não verbais como a postura e os gestos poderem ser manipuláveis, além disso ele não nomeia todos os comportamentos observados com termos técnicos da área justamente para facilitar o entendimento do público leigo. Eu continuo achando a leitura dele bastante cientifica, relevando que foi feita para o público leigo.
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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #212 Online: 10 de Outubro de 2017, 18:50:57 »
O mais interessante no vídeo é como tanto bullshit sobre leitura comportamental pode parecer ciência para explicar cientificamente o óbvio.
Mas a técnica/método que ele usa para interpretar a linguagem corporal é considerada ciência, inclusive aceita como prova forense em tribunais. Neste vídeo ele explica o trabalho dele.

Essa ciência consegue mostrar a arte da encenação de pessoas que podem fingir certa reação, sabendo que vai ser interpretada por quem vê? Como saber que algo não é combinado, tipo pegadinha
Essa ciência seria tão exata quanto a um teste de polígrafo ou com ressonância magnética pra fazer leituras de áreas do cérebro pra saber se alguém tá fingindo ou não?

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #213 Online: 10 de Outubro de 2017, 18:54:56 »
Essa ciência consegue mostrar a arte da encenação de pessoas que podem fingir certa reação, sabendo que vai ser interpretada por quem vê? Como saber que algo não é combinado, tipo pegadinha

A ideia é justamente pegar os sinais de que a pessoa está encenando, ou tentando disfarçar o sentimento, pois exige muito treino e controle emocional para ocultar sinais faciais de determinadas emoções.

Mesmo uma atriz aparentemente não conseguiu esconder a antipatia pela senhora da plateia, fazendo um esforço grande para tentar ocultar isso.
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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #214 Online: 10 de Outubro de 2017, 18:57:03 »
Faz tempo não entro nesse tópico mas andei vendo por aí sobre coisas que são praticadas em outros países, especialmente no Japão (país de primeiro mundo), com um festival chamado Kanamara Matsuri onde várias pessoas a céu aberto fazem homenagens a orgãos sexuais masculinos (visto como símbolo de fertilidade) e até crianças participam, tocando nas réplicas desses orgãos.


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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #215 Online: 10 de Outubro de 2017, 18:59:43 »
Essa ciência consegue mostrar a arte da encenação de pessoas que podem fingir certa reação, sabendo que vai ser interpretada por quem vê? Como saber que algo não é combinado, tipo pegadinha

A ideia é justamente pegar os sinais de que a pessoa está encenando, ou tentando disfarçar o sentimento, pois exige muito treino e controle emocional para ocultar sinais faciais de determinadas emoções.

Mesmo uma atriz aparentemente não conseguiu esconder a antipatia pela senhora da plateia, fazendo um esforço grande para tentar ocultar isso.

O fato dela não ter conseguido ter disfarçado, se era boa atriz mesmo, não quer dizer que essa "ciência" seja muito apurada ou 100% garantida.


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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #216 Online: 10 de Outubro de 2017, 19:03:23 »
O mais interessante no vídeo é como tanto bullshit sobre leitura comportamental pode parecer ciência para explicar cientificamente o óbvio.
Mas a técnica/método que ele usa para interpretar a linguagem corporal é considerada ciência, inclusive aceita como prova forense em tribunais. Neste vídeo ele explica o trabalho dele.

Essa ciência consegue mostrar a arte da encenação de pessoas que podem fingir certa reação, sabendo que vai ser interpretada por quem vê?
Sim, as micro-expressões são universais e involuntárias, não é possível encenar ou fingir uma micro-expressão. É por tanto possível com base na análise dessas micro-expressões saber se um sorriso é sincero ou encenado ou se a expressão ou comportamento violento de uma pessoa está impregnado de uma raiva genuína ou não, por exemplo.

Como saber que algo não é combinado, tipo pegadinha?
Está ciência revela as emoções, sentimentos, sensações ou possíveis intenções de uma pessoa com base em sua linguagem não verbal, foi isso que o cara tentou fazer no vídeo em questão.

Essa ciência seria tão exata quanto a um teste de polígrafo ou com ressonância magnética pra fazer leituras de áreas do cérebro pra saber se alguém tá fingindo ou não?
O polígrafo não é exato o suficiente, tanto que não é aceito como prova em processos judiciais, já a leitura da linguagem corporal sim, é aceita como prova forense em tribunais. Mas a vantagem da linguagem corporal em relação ao polígrafo ou outros métodos é que ela pode ser empregada em casos onde estes métodos não podem, como ao analisar um vídeo de um suspeito que ainda não foi capiturado, ou para avaliar as intenções e emoções de um cliente ou de uma pessoa que você esteja interessado.
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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #217 Online: 10 de Outubro de 2017, 19:06:09 »
Essa ciência consegue mostrar a arte da encenação de pessoas que podem fingir certa reação, sabendo que vai ser interpretada por quem vê? Como saber que algo não é combinado, tipo pegadinha

A ideia é justamente pegar os sinais de que a pessoa está encenando, ou tentando disfarçar o sentimento, pois exige muito treino e controle emocional para ocultar sinais faciais de determinadas emoções.

Mesmo uma atriz aparentemente não conseguiu esconder a antipatia pela senhora da plateia, fazendo um esforço grande para tentar ocultar isso.

O fato dela não ter conseguido ter disfarçado, se era boa atriz mesmo, não quer dizer que essa "ciência" seja muito apurada ou 100% garantida.
A leitura da linguagem corporal não é 100% garantida ou precisa, mas o polígrafo, a psicologia, as ciências econômicas entre outros também não o são e nem por isso deixam de serem consideradas ciências ou ferramentas científicas.
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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #218 Online: 10 de Outubro de 2017, 21:46:26 »
O mais interessante no vídeo é como tanto bullshit sobre leitura comportamental pode parecer ciência para explicar cientificamente o óbvio.
Mas a técnica/método que ele usa para interpretar a linguagem corporal é considerada ciência, inclusive aceita como prova forense em tribunais. Neste vídeo ele explica o trabalho dele.

Essa ciência consegue mostrar a arte da encenação de pessoas que podem fingir certa reação, sabendo que vai ser interpretada por quem vê? Como saber que algo não é combinado, tipo pegadinha
Essa ciência seria tão exata quanto a um teste de polígrafo ou com ressonância magnética pra fazer leituras de áreas do cérebro pra saber se alguém tá fingindo ou não?

Na teoria é muito bonito, na prática não funciona como se espera. Como disse acima, existe muito bullshit em torno do tema com "ares" científicos.

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Like the rest of us, airport security screeners like to think they can read body language. The Transportation Security Administration has spent some $1 billion training thousands of “behavior detection officers” to look for facial expressions and other nonverbal clues that would identify terrorists.

But critics say there’s no evidence that these efforts have stopped a single terrorist or accomplished much beyond inconveniencing tens of thousands of passengers a year. The T.S.A. seems to have fallen for a classic form of self-deception: the belief that you can read liars’ minds by watching their bodies.

Most people think liars give themselves away by averting their eyes or making nervous gestures, and many law-enforcement officers have been trained to look for specific tics, like gazing upward in a certain manner. But in scientific experiments, people do a lousy job of spotting liars. Law-enforcement officers and other presumed experts are not consistently better at it than ordinary people even though they’re more confident in their abilities.

“There’s an illusion of insight that comes from looking at a person’s body,” says Nicholas Epley, a professor of behavioral science at the University of Chicago. “Body language speaks to us, but only in whispers.”

The T.S.A. program was reviewed last year by the federal government’s Government Accountability Office, which recommended cutting funds for it because there was no proof of its effectiveness. That recommendation was based on the meager results of the program as well as a survey of the scientific literature by the psychologists Charles F. Bond Jr. and Bella M. DePaulo, who analyzed more than 200 studies.

In those studies, people correctly identified liars only 47 percent of the time, less than chance. Their accuracy rate was higher, 61 percent, when it came to spotting truth tellers, but that still left their overall average, 54 percent, only slightly better than chance. Their accuracy was even lower in experiments when they couldn’t hear what was being said, and had to make a judgment based solely on watching the person’s body language.

INTERACTIVE FEATURE
Can You Spot the Liar?
Subjects in a study on body language and lying were asked several general questions — and then told off camera to lie or tell the truth when answering. Can you tell truth from falsehood?

OPEN INTERACTIVE FEATURE
“The common-sense notion that liars betray themselves through body language appears to be little more than a cultural fiction,” says Maria Hartwig, a psychologist at John Jay College of Criminal Justice in New York City. Researchers have found that the best clues to deceit are verbal — liars tend to be less forthcoming and tell less compelling stories — but even these differences are usually too subtle to be discerned reliably.

One technique that has been taught to law-enforcement officers is to watch the upward eye movements of people as they talk. This is based on a theory from believers in “neuro-linguistic programming” that people tend to glance upward to their right when lying, and upward to the left when telling the truth.

But this theory didn’t hold up when it was tested by a team of British and North American psychologists. They found no pattern in the upward eye movements of liars and truth tellers, whether they were observed in the laboratory or during real-life news conferences. The researchers also found that people who were trained to look for these eye movements did not do any better than a control group at detecting liars.

“There is no Pinocchio’s nose — no one cue that will always accompany deception,” says an author of the eye-movement study, Leanne ten Brinke, a psychologist at the University of California, Berkeley.

She and some researchers argue that it may nonetheless be possible to detect certain kinds of “high stakes” lies by training experts to look for a constellation of body cues. Stephen Porter of the University of British Columbia says the poor success rate in studies is caused partly by the limitations of laboratory experiments in which subjects are often asked to lie about things that don’t really matter to them. Liars may show more stress in a real-life situation when much depends on being believed.

In a study last year, psychologists at the University of British Columbia trained professionals in forensics to look for an array of facial expressions and other signs of stress or inconsistency in someone telling a story. Then these professionals looked at news footage of people pleading for the return of a missing relative. Some of the pleaders were sincere, but others were lying (as eventually revealed by evidence that they had already murdered the relative). The trained professionals were able to identify the liars with an 80 percent accuracy rate.

That’s an impressive record, but it’s only one experiment, and many researchers question how reliably these techniques can be applied in the real world. Other studies, including ones involving police interrogations, have found that people are not always better at detecting high-stakes lies than lesser ones. The fear of being charged with a crime can make an innocent person look suspiciously nervous, too.

The T.S.A.’s administrator, John S. Pistole, defended its behavior-detection program last year by saying it identified “high-risk passengers at a significantly higher rate than random screening.” The accountability office report challenged the methodology behind that assertion and questioned the cost-effectiveness of the program. It noted that fewer than 1 percent of the more than 30,000 passengers a year who are identified as suspicious end up being arrested, and that the offenses (like carrying drugs or undeclared currency) have not been linked to terrorist plots.

In experiments at the University of Chicago, Dr. Epley and his colleagues have found that people vastly overestimate how much mind reading they can do by looking at someone’s facial expressions.

“Reading people’s expressions can give you a little information, but you get so much more just by talking to them,” he says. “The mind comes through the mouth.”

Why do we intuitively believe we can read body language? After writing a book on the topic — “Mindwise: How We Understand What Others Think, Believe, Feel, and Want” — Dr. Epley has an explanation.

“When you’re lying or cheating, you know it and feel guilty, and it feels to you as if your emotions must be leaking out through your body language,” he says. “You have an illusion that your emotions are more transparent than they actually are, and so you assume others are more transparent than they actually are, too.”

Even after completing his book, Dr. Epley fell victim to the same illusion this year when he gave his wife a present for her 40th birthday, a plane ticket to go by herself to New York to spend the birthday with her twin brother. When she opened it, she burst into tears, and Dr. Epley assumed she was upset at spending the birthday away from her husband and children.

“I was horrified,” Dr. Epley recalls. “I immediately started wondering if the plane ticket was refundable. After she regained her composure, she said, still in tears, that it was exactly what she was hoping to do but didn’t want to say for fear we’d feel bad. They were tears of joy, but I couldn’t tell that until she told me so.”
https://www.nytimes.com/2014/03/25/science/in-airport-screening-body-language-is-faulted-as-behavior-sleuth.html

Offline Skeptikós

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #219 Online: 11 de Outubro de 2017, 00:36:32 »
Quando se conclui que uma pessoa está mentindo ou falando a verdade apenas ou principalmente com base na linguagem corporal sim, eu concordo. Agora, as micro-expressões não mentem, e neste caso é possível sim, saber se um sorriso é genuíno, ou se uma pessoa sente ou sentiu medo ou raiva com base na leitura de suas micro-expressões faciais.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Agnoscetico

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #220 Online: 11 de Outubro de 2017, 03:51:15 »

Eu postei tão exatos mas quis dizer mais precisos. E eu citei ressonância magnética que é um tipo de detector de emntiras também:

Detector de mentira high tech pode ser usado em tribunais

http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/detector_de_mentira_high_tech_pode_ser_usado_em_tribunais.html


Muitos especialistas em bioética temiam que, mais cedo ou mais tarde, a ressonância magnética funcional (fMRI) fosse usada nos tribunais como uma espécie de “detector de mentira”. É justamente isso que acaba de acontecer na corte de justiça da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. O réu foi acusado de abusar sexualmente de um menor e os advogados de defesa ofereceram como prova de sua inocência um exame de ressonância magnética funcional (fMRI) que “mostra” que ele não está mentindo quando nega as acusações, segundo informações do blog do Centro de Direito e Biociências da Universidade Stanford.

O exame foi realizado pela empresa No Lie fMRI, sediada em San Diego, que afirma em seu site, que esta tecnologia “representa a primeira e única medida direta de verificação da verdade e detecção de mentira em humanos da história”. A matéria é extremamente polêmica já que não há estudos científicos que atestem a validade da fMRI como detector de mentiras, embora a defesa do réu argumente que a tecnologia é precisa e geralmente aceita dentro da “comunidade científica relevante”. A história nos remete inevitavelmente ao polígrafo, o detector de mentiras mundialmente conhecido, usado por muitos países nos tribunais e nos serviços de inteligência ao longo de quase todo século 20, mas que acabou se revelando pouco confiável.

Segundo a No Lie fMRI, o novo detector de mentiras high tech não erraria porque se baseia em medidas do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) e não do sistema nervoso periférico, como faz o polígrafo. Mas esta segurança não é compartilhada por quase ninguém fora dos muros da empresa. Pelo contrário. Recentemente o uso da fMRI como “leitor da mente” vem sendo criticado por muitos cientistas, que vêem aí o surgimento de uma “nova frenologia” cerebral (como um raio-X). A imagem resulta de um sofisticado processamento computacional e estatístico que inclusive sugere que boa parte das pesquisas já publicadas (com uso de fMRI na área de cognição social) usou análises estatísticas que enviesaram seus resultados. Segundo o grupo de Stanford, o caso corre em sigilo e não se sabe como os juízes vão lidar com a nova evidência, mas o mais provável é que a submetam à opinião de especialistas independentes.





Offline Fernando Silva

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #221 Online: 11 de Outubro de 2017, 08:06:53 »
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Toda censura é burra

Paulo Cursino    9 de outubro 2017

Você, artista, que se calou quando tentaram abolir Monteiro Lobato das escolas, mas que agora posta vídeo da Fernanda Montenegro falando em censura.

Você, artista, que apoiou com olhinhos de gozo todo o controle crescente e absurdo sobre as propagandas de TV, mas que agora não entende porque estão querendo regulamentar até exposições de obras de arte.

Você, artista, que divulga o rosto sério de Caetano Veloso preocupado com a volta da censura, mas calou-se quando ele e Paula Lavigne defenderam a censura prévia às biografias não autorizadas.

Você, artista, que se refestelou quando Rafinha Bastos perdeu o emprego por conta de uma piada, mas que agora se horroriza com a reação extremada ao trabalho de um artista que apenas fica nu.

Você, artista, que não mencionou uma única palavra de apoio ao escritor Paulo César Araújo quando Roberto Carlos proibiu seu livro, talvez por medo de perder o convite para aparecer no especial de fim de ano da Globo.

Você, artista, que achou correta a proibição de uma peça em São Paulo porque esta utilizava o recurso do blackface, deixando a produção no prejuízo.

Você, artista, que repostou como se não houvesse amanhã a opinião da cartunista Laerte que defendeu que o humor "precisa ter limites", isto na mesma semana do terrível massacre da revista Charlie Hebdo.

Você, artista, que se calou solenemente quando, em pleno 2017, um grupo de cineastas e críticos tentou vetar a participação do documentário "O Jardim das Aflições" em um festival quase a ponto de cancelá-lo.

Você, artista, que adorou em silêncio ver o Danilo Gentili ser perseguido pela deputada Maria do Rosário, mas agora está se pelando de medo do avanço da bancada religiosa sobre a liberdade de expressão.

Você, artista, que não perde a oportunidade de taxar o pensamento divergente, você que chama de machista, de homofóbico, de racista, de preconceituoso, qualquer um que pense diferente, mas agora não entende de onde vem "tanta intolerância" do outro lado.

Você, artista, enfim, precisa entender que quem se cala diante da censura alheia um dia acabará censurado; que a liberdade não é uma via de mão única; que ou se luta pela liberdade de expressão para todos ou não haverá liberdade para ninguém.

Porque não adianta mais fingir que não é com você.

O culpado pela intolerância geral de hoje é o seu silêncio covarde e partidário de ontem.

Ou há união ou não sobrará nada.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10207694408678378&set=a.1866426720544.74541.1837335762&type=3

Offline Marcel

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #222 Online: 11 de Outubro de 2017, 08:47:41 »
Se a globo considerou a exposição no MAM uma coisa normal, por que não mostra no jornal nacional, sem tarja escondendo? Se uma coisa é normal o suficiente para ser vista por uma criança, é normal o suficiente para ser exposta em rede nacional, no horário nobre...

Offline Diegojaf

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #223 Online: 11 de Outubro de 2017, 09:27:08 »
Se a globo considerou a exposição no MAM uma coisa normal, por que não mostra no jornal nacional, sem tarja escondendo? Se uma coisa é normal o suficiente para ser vista por uma criança, é normal o suficiente para ser exposta em rede nacional, no horário nobre...

Ctrl+C, Ctrl+V do argumento da página do Feliciano. :lol:

Mesmo o MAM já se manifestou dizendo que existia uma faixa etária e que foi a mãe da criança quem levou ela lá. O objetivo do que estava exposto lá não era o acesso a crianças. É um local fechado e com entrada restrita. Ia quem quisesse. Se é arte ou não são outros quinhentos, mas acusar o povo de pedofilia por algo que até onde foi noticiado, não foi sistematicamente acessado por crianças é o mimimi evangélico que ao que o MBL e asseclas aderiram.
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

http://umzumbipordia.blogspot.com - Porque a natureza te odeia e a epidemia zumbi é só a cereja no topo do delicioso sundae de horror que é a vida.

Offline Skeptikós

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Re:Santander: Exposição, pedofilia?, zoofilia?, MBL
« Resposta #224 Online: 11 de Outubro de 2017, 10:04:57 »
Citar
Toda censura é burra

Paulo Cursino    9 de outubro 2017

Você, artista, que se calou quando tentaram abolir Monteiro Lobato das escolas, mas que agora posta vídeo da Fernanda Montenegro falando em censura.

Você, artista, que apoiou com olhinhos de gozo todo o controle crescente e absurdo sobre as propagandas de TV, mas que agora não entende porque estão querendo regulamentar até exposições de obras de arte.

Você, artista, que divulga o rosto sério de Caetano Veloso preocupado com a volta da censura, mas calou-se quando ele e Paula Lavigne defenderam a censura prévia às biografias não autorizadas.

Você, artista, que se refestelou quando Rafinha Bastos perdeu o emprego por conta de uma piada, mas que agora se horroriza com a reação extremada ao trabalho de um artista que apenas fica nu.

Você, artista, que não mencionou uma única palavra de apoio ao escritor Paulo César Araújo quando Roberto Carlos proibiu seu livro, talvez por medo de perder o convite para aparecer no especial de fim de ano da Globo.

Você, artista, que achou correta a proibição de uma peça em São Paulo porque esta utilizava o recurso do blackface, deixando a produção no prejuízo.

Você, artista, que repostou como se não houvesse amanhã a opinião da cartunista Laerte que defendeu que o humor "precisa ter limites", isto na mesma semana do terrível massacre da revista Charlie Hebdo.

Você, artista, que se calou solenemente quando, em pleno 2017, um grupo de cineastas e críticos tentou vetar a participação do documentário "O Jardim das Aflições" em um festival quase a ponto de cancelá-lo.

Você, artista, que adorou em silêncio ver o Danilo Gentili ser perseguido pela deputada Maria do Rosário, mas agora está se pelando de medo do avanço da bancada religiosa sobre a liberdade de expressão.

Você, artista, que não perde a oportunidade de taxar o pensamento divergente, você que chama de machista, de homofóbico, de racista, de preconceituoso, qualquer um que pense diferente, mas agora não entende de onde vem "tanta intolerância" do outro lado.

Você, artista, enfim, precisa entender que quem se cala diante da censura alheia um dia acabará censurado; que a liberdade não é uma via de mão única; que ou se luta pela liberdade de expressão para todos ou não haverá liberdade para ninguém.

Porque não adianta mais fingir que não é com você.

O culpado pela intolerância geral de hoje é o seu silêncio covarde e partidário de ontem.

Ou há união ou não sobrará nada.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10207694408678378&set=a.1866426720544.74541.1837335762&type=3
Concordo, é a hipocrisia danada. E já viram a última polêmica com o comercial da Dove e da Homo, no primeiro a esquerda progressista esperneia racismo e no segundo a direita conservadora grita ideologia de gênero. Mas ambos defendem o que o outro condena, é de rir.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

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