Autor Tópico: Nós e as mídias sociais.  (Lida 3142 vezes)

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Offline Muad'Dib

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Re:Nós e as mídias sociais.
« Resposta #100 Online: 18 de Fevereiro de 2018, 20:13:11 »
Tenho impressão que a sociedade está entrando em uma espécie de deadlock por causa do radicalismo.

É só impressão. As redes deram voz aos mais barulhentos. Mas percebo que na sociedade existe uma maioria moderada. O fórum aqui é um exemplo.

No meu grupo da família por parte de pai, com uns 25 membros, só tem um fã do Bolsonaro (e não sou eu!). E outro que é progressista, que odeia o Bolso.

No meu grupo por parte de mãe, ninguém se manifestou a favor de nenhum candidato, mas sei que uma prima é apoiadora do Bolsonaro.

O resto é gente moderada, que acha o Temer um cara razoável, que não gosta do Lula, que talvez votem no Alckmin.

O CC e o seu grupo social não são uma amostra representativa da sociedade. É tentador extrapolar o modo de pensar da nossa própria bolha social para todo o resto do mundo, mas é errado. Da mesma forma que você fez isso, os evanjegues também o fazem.

Essa "impressão" elegeu o Trump. Tem barulhento pra caralho espalhado por ai.

Offline Lorentz

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Re:Nós e as mídias sociais.
« Resposta #101 Online: 18 de Fevereiro de 2018, 20:54:04 »
Tenho impressão que a sociedade está entrando em uma espécie de deadlock por causa do radicalismo.

É só impressão. As redes deram voz aos mais barulhentos. Mas percebo que na sociedade existe uma maioria moderada. O fórum aqui é um exemplo.

No meu grupo da família por parte de pai, com uns 25 membros, só tem um fã do Bolsonaro (e não sou eu!). E outro que é progressista, que odeia o Bolso.

No meu grupo por parte de mãe, ninguém se manifestou a favor de nenhum candidato, mas sei que uma prima é apoiadora do Bolsonaro.

O resto é gente moderada, que acha o Temer um cara razoável, que não gosta do Lula, que talvez votem no Alckmin.

O CC e o seu grupo social não são uma amostra representativa da sociedade. É tentador extrapolar o modo de pensar da nossa própria bolha social para todo o resto do mundo, mas é errado. Da mesma forma que você fez isso, os evanjegues também o fazem.

Essa "impressão" elegeu o Trump. Tem barulhento pra caralho espalhado por ai.

Claro que não é uma amostra representativa, mas apenas dei 2 exemplos. Isso se reflete no meu trabalho, nas redes em outros canais que não discutem política, etc. Ainda que fazem parte de uma extrapolação, achar que todo mundo está se radicalizando também faz.

No caso do Trump a vitória dele não tem a ver com radicalismo, mas de uma tendência natural dos EUA de alternância dos partidos. O povo se cansou um pouco de Obama e Hillary estava meio queimada. Qualquer outro candidato pelos Republicanos iria vencer.
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline Pedro Reis

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Re:Nós e as mídias sociais.
« Resposta #102 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 04:37:51 »
Olha aí o José Marcio Castro Alves, terraplanista fake e monarquista fake, fazendo campanha pelo golpe militar.


Offline Muad'Dib

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Re:Nós e as mídias sociais.
« Resposta #103 Online: 19 de Fevereiro de 2018, 06:11:48 »
Tenho impressão que a sociedade está entrando em uma espécie de deadlock por causa do radicalismo.

É só impressão. As redes deram voz aos mais barulhentos. Mas percebo que na sociedade existe uma maioria moderada. O fórum aqui é um exemplo.

No meu grupo da família por parte de pai, com uns 25 membros, só tem um fã do Bolsonaro (e não sou eu!). E outro que é progressista, que odeia o Bolso.

No meu grupo por parte de mãe, ninguém se manifestou a favor de nenhum candidato, mas sei que uma prima é apoiadora do Bolsonaro.

O resto é gente moderada, que acha o Temer um cara razoável, que não gosta do Lula, que talvez votem no Alckmin.

O CC e o seu grupo social não são uma amostra representativa da sociedade. É tentador extrapolar o modo de pensar da nossa própria bolha social para todo o resto do mundo, mas é errado. Da mesma forma que você fez isso, os evanjegues também o fazem.

Essa "impressão" elegeu o Trump. Tem barulhento pra caralho espalhado por ai.

Claro que não é uma amostra representativa, mas apenas dei 2 exemplos. Isso se reflete no meu trabalho, nas redes em outros canais que não discutem política, etc. Ainda que fazem parte de uma extrapolação, achar que todo mundo está se radicalizando também faz.

No caso do Trump a vitória dele não tem a ver com radicalismo, mas de uma tendência natural dos EUA de alternância dos partidos. O povo se cansou um pouco de Obama e Hillary estava meio queimada. Qualquer outro candidato pelos Republicanos iria vencer.

Não sei se simples alternância de poder explica um absurdo como o caso Trump. Trump na presidência é algo que só é normal no Simpsons ou no South Park.

Acho que nós estamos com definições particulares de o que é uma sociedade radicalizada que não estão coincidindo.

Estamos longe de um radicalismo como aconteceu na Iugoslávia ou em Ruanda, mas  estamos longe também do que éramos antes do 11 de setembro. O que me chama a atenção é a velocidade com que está ocorrendo o distanciamento. Em 2014 todo mundo ficou perplexo quando amizades começaram a ser desfeitas por causa de política no Facebook. Hoje isso parece besteirinha. Não só é normal pessoass não terem amigos dentro de outras echo chambers, como o fenômeno do textão idiota extremista (como o caso do tal Rafael sei-lá-o-quê, que o Pedro Reis trouxe lá no tópico do Rio) virou a novo normal. E um monte de gente acha que esses textos são uma representação da realidade.

Eu postei só um dos vídeos da Aljazeera, não sei se é nesse ou no outro, mas lá tem uma frase que é perfeita:

"Antes todos tínhamos o direito a opinião própria; hoje exigimos a nossa realidade particular." ,

é isso que o fenômeno das echo chambers nas redes sociais está fazendo conosco.


Offline Muad'Dib

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Re:Nós e as mídias sociais.
« Resposta #105 Online: 28 de Fevereiro de 2018, 14:00:24 »
https://www.washingtonpost.com/business/economy/we-studied-thousands-of-anonymous-posts-about-the-parkland-attack---and-found-a-conspiracy-in-the-making/2018/02/27/04a856be-1b20-11e8-b2d9-08e748f892c0_story.html?utm_term=.89fd9cfc68f4

E isso aqui:

https://www.theguardian.com/us-news/2018/feb/28/florida-shooting-conspiracy-theories-youtube-takedown

Esse fato não ocorre somente com teóricos da conspiração. Ocorre com radicais em geral, esquerdinhas; direitopatas; religiosos; torcedores de futebol...

E caímos no dilema: Se combate esses infelizes eles crescem porque você "confirma" a visão deles; se tenta ignorá-los, eles ficam com espaço livre e crescem naturalmente.

Offline Gauss

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Re:Nós e as mídias sociais.
« Resposta #106 Online: 03 de Março de 2018, 10:31:01 »
Eu sempre achei engraçado as teorias da conspiração dos direitinhas, principalmente as americanas. As do Infowars são as mais bizarras e engraçadas, e é assustador que sejam levadas a sério. A mais famosa aqui no BR acho que é a do George Soros, que é muito propagada entre os bolsominions/olavetes/viúvas do Enéas.








Mas recentemente eu descobri que os esquerdinhas também têm seus bilionários malvadões.

https://theintercept.com/2017/08/11/esfera-de-influencia-como-os-libertarios-americanos-estao-reinventando-a-politica-latino-americana/

E os malvadões da vez mesmo são os irmãos Koch, da indústria petroquímica americana, que querem que o planete vire tudo mar.







Talvez o pessoal aqui considere uma teoria da conspiração mais 'cool', já que é propagada por democratas nos EUA, inclusive famosos e o Greenpeace.
Citação de: Gauss
Bolsonaro é um falastrão conservador e ignorante. Atualmente teria 8% das intenções de votos, ou seja, é o Enéas 2.0. As possibilidades desse ser chegar a presidência são baixíssimas, ele só faz muito barulho mesmo, nada mais que isso. Não tem nenhum apoio popular forte, somente de adolescentes desinformados e velhos com memória curta que acham que a ditadura foi boa só porque "tinha menos crime". Teria que acontecer uma merda muito grande para ele chegar lá.


Offline Zero

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Re:Nós e as mídias sociais.
« Resposta #108 Online: 10 de Março de 2018, 14:02:17 »
Exclusivo: Investigação revela como blog defendia Dilma com rede de fakes em 2010

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-43118825


Offline Pedro Reis

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Re:Nós e as mídias sociais.
« Resposta #110 Online: 18 de Março de 2018, 05:06:20 »


Offline Bozo Mico

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Re:Nós e as mídias sociais.
« Resposta #112 Online: 17 de Outubro de 2018, 01:09:28 »
Exclusivo: Investigação revela como blog defendia Dilma com rede de fakes em 2010

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-43118825



 

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