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Em quem você votará no 2º Turno das eleições de 2018?

Haddad (PT)
10 (25.6%)
Jair Bolsonaro (PSL)
15 (38.5%)
Branco/Nulo
10 (25.6%)
Não comparecerei
4 (10.3%)

Votos Totais: 39

Autor Tópico: Eleições presidenciais de 2018  (Lida 42022 vezes)

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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #975 Online: 22 de Julho de 2018, 04:06:38 »
Repare na nova constituição venezuelana e compare com o que o Pingão disse e que citei acima.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL172414-5602,00-ENTENDA+A+REFORMA+CONSTITUCIONAL+VENEZUELANA.html

Citar
No dia 2 de novembro, o Parlamento da Venezuela sancionou a reforma da Constituição bolivariana de 1999. As principais mudanças propostas implicam na ampliação do poder do presidente e na implantação do "socialismo bolivariano" de Hugo Chávez. O texto passará por um referendo popular em 2 de dezembro.


O Chapolim Colorado aprovou uma nova constituição ainda durante o mandato que permitiria nova reeleição,  se deu direito sobre decidir sobre promoções de militares.

Citar
Com a reforma, haverá um aumento dos poderes do presidente para decidir promoções militares, gerenciar as reservas internacionais e a política monetária junto ao Banco Central, como cortar zeros da moeda bolívar.

 

Além disso, o presidente poderá nomear vice-presidentes para governar novas regiões e províncias - que agora poderão ser criadas por meio de decretos do Executivo - e estabelecer estatutos federais a cidades.

.....Entre as novas atribuições presidenciais está "criar ou suprimir províncias federais, territórios federais, cidades, distritos funcionais, municípios federais, regiões marítimas, regiões estratégicas, distritos insulares e cidades comunais", além de "designar e remover suas autoridades".

Chávez poderá também "remover" seu vice-presidente, assim como "nomear" vice-presidentes para governar as novas regiões eventualmente criadas. O presidente poderá ainda promover "oficiais da Força Armada Nacional Bolivariana em todos os graus e hierarquias"; "administrar a Fazenda Pública, as reservas internacionais, assim como o estabelecimento e regulamentação da política monetária".


 

Eleições? O cara pode retirarcalguem do cargo e colocar um partidário como fez com o Congresso paralelo ignorando o resultado das eleições.


Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #976 Online: 22 de Julho de 2018, 04:34:00 »
Argentina

Citar
Cristina tem criticado vários juízes por frearem leis consideradas cruciais por seu governo, especialmente uma reforma que limita a propriedade dos meios de comunicação e que obrigaria o maior conglomerado do setor, o poderoso Grupo Clarín , a abrir mão de algumas concessões.
Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2013-03-02/cristina-kirchner-anuncia-reforma-na-argentina-mas-nega-mudar-constituicao.html

A Cretina por acaso tb queria uma reforma no judiciário.

Citar
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/04/130410_argentina_judidiciario_pai_mc

Citar
Os projetos de lei incluem a reforma no chamado Conselho da Magistratura, responsável pela seleção e controle dos juízes, cujos integrantes passariam a ser eleitos por voto popular.


Foi exatamente o que o Chapolim Colorado fez, ele colocou gente dele no judiciário para aprovar oque quisesse, tinha minoria nas votações e então aumentou o número de juízes para ter maioria.

Brasil...

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc29089906.htm

O Pingão falava em nova constituinte já em 1999 e tentaram novamente em 2009.

Citar
Líder de Lula prepara pedido de uma nova Constituinte
Fontana diz que prioridade para 2009 é reforma política


Citar
convocação de uma constituinte exclusiva para discutir a reforma política é defendida pelo ministro Tarso Genro (Justiça). A diferença da constituinte para a revisão constitucional é que no primeiro caso é preciso eleger um novo Congresso para tratar exclusivamente do tema. Na segunda hipótese, a discussão é feita pelos atuais deputados e senadores.
O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), defensor de um terceiro mandato para Lula, disse que ficou surpreso com a informação: "Numa constituinte pode-se tudo". Para ele, isso demonstra que agora o governo encampou a tese da revisão.

Já falavam em terceiro mandato para o Pingão em 2009.


Tudo coincidência?
« Última modificação: 22 de Julho de 2018, 04:37:03 por Arcanjo Lúcifer »

Offline JJ

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #977 Online: 22 de Julho de 2018, 09:36:10 »




Alckmin: “acho que Bolsonaro não chega nem no segundo turno”


Jovem Pan News


Publicado em 6 de jun de 2018




Offline Buckaroo Banzai

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #978 Online: 22 de Julho de 2018, 12:14:13 »
Infelizmente acho que tem maiores chances até de Alckmin não ser nem efetivado como candidato para o primeiro turno do que de Bozonaro não ir para o segundo. :/

Ele acha que o PT vai para o segundo turno com ele. :o

Internem o coitado. :(

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #979 Online: 22 de Julho de 2018, 12:23:54 »
Um petista no segundo turno é só o que falta para essa merda de país afundar de vez.

Acho que até o Bozonaro é uma saída.


Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #981 Online: 22 de Julho de 2018, 13:06:32 »
Será que Bozonaro novamente votaria em Lula se no segundo turno este concorresse novamente com um "candidato de FHC"?

Qual é a diferença?  O FHC é um Lulla que sabe escrever e foi um dos fundadores do PT.


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #982 Online: 22 de Julho de 2018, 13:14:55 »
Acho que os "candidatos de FHC" e o próprio são um pouco menos piores, ainda que agora com o Aécio talvez as coisas tenham empatado.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #983 Online: 22 de Julho de 2018, 13:30:48 »
Então,  o FHC é só um Lulla que frequentou a escola.

De todos os lixos humanos que disputam a eleição com chance real de ganhar, o Bozonaro pelo menos vai acabar com essa putaria entre o governo brasileiro e os bolivarianos.

Vou votar no Amoedo ou talvez no Álvaro Dias mas se a merda descambar entre  o Bozo e um esquerdinha não tenha dúvida que votarei no Bozo.

Offline Gauss

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #984 Online: 22 de Julho de 2018, 13:40:54 »
Acho que os "candidatos de FHC" e o próprio são um pouco menos piores, ainda que agora com o Aécio talvez as coisas tenham empatado.
Acho que um "candidato de FHC" apenas representaria o status quo corrupto que temos aí. Na minha percepção é melhor o Bozo do que o Alckmin, apesar de ainda achar que o Bozo teria que procurar o apoio do 'centrão' inevitavelmente. Qualquer um que ganhar terá de procurar o apoio do 'centrão', visto que o povo não sabe votar e vota em quem dá marmita.

O ideal dessa eleição seria uma derrota acachapante do 'centrão'.:/
Citação de: Gauss
Bolsonaro é um falastrão conservador e ignorante. Atualmente teria 8% das intenções de votos, ou seja, é o Enéas 2.0. As possibilidades desse ser chegar a presidência são baixíssimas, ele só faz muito barulho mesmo, nada mais que isso. Não tem nenhum apoio popular forte, somente de adolescentes desinformados e velhos com memória curta que acham que a ditadura foi boa só porque "tinha menos crime". Teria que acontecer uma merda muito grande para ele chegar lá.

Offline Cinzu

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #985 Online: 22 de Julho de 2018, 13:44:33 »
Infelizmente acho que tem maiores chances até de Alckmin não ser nem efetivado como candidato para o primeiro turno do que de Bozonaro não ir para o segundo. :/

Ele acha que o PT vai para o segundo turno com ele. :o

Internem o coitado. :(

O peso politico das legendas e coligaçoes possiveis:
1)Meirelles-MDB com 5 governadores, 20 senadores, 1046 prefeitos, 59 federais, 142 estaduais e 7.557 vereadores. O grau de fidelidade no MDB é altissimo
2)Bolsonaro-PSL 30 prefeitos, 3 federais, 17 estaduais e 876 vereadores. O grau de fidelidade é baixissimo devido as coligacoes proporcionais regionais as mais heterodoxas possiveis e imaginaveis. Dificuldade de palanque
c)Ciro Gomes - PDT 2 governadores, 3 senadores, 330 prefeitos, 21 federais, 60 estaduais e 3.764 vereadores. Dificuldade de fidelidade fora do nordeste
d)Marina - REDE 1 senador, 6 prefeitos, 4 federais e 178 vereadores..Fez 22 milhoes de votos em 2014 na comoçao da morte de Eduardo Campos ja no periodo de campanha.
e)Alvaro Dias - Podemos 3 senadores e 16 federais. Nao tem palanque, campanha solo.
f)PT - 5 governadores, 9 senadores, 255 prefeitos, 57 federais, 108 estaduais e 2.809 vereadores.
g)Amoedo - NOVO 4 vereadores
h)Alkmin coligaçao ate agora com PSDB/DEM/PR/PP/PPS/SDD/PSD/PTB/PRB/AVANTE/PV com um total de 8 governadores, 34 senadores, 3.058 prefeitos, 275 federais, 459 estaduais e 29.945 vereadores.
+
Os partidos PSC, PROS, PTN, PEN, PRP, PRTB, PTC, PHS, PMB tem boa representatividade e ainda estao abertos, mas a tendencia é aderir ao Alkmin
Alkmin tem hoje pouco mais de 6 minutos do tempo do programa eleitoral.
O MDB tem 1:28
O PT tem 1:32
O PDT tem 0:28
o PSL tem 0:08 segundos
No que se refere a fundos de campanha cada coligacao tera os seguintes valores para fazer a companha total(executivo e legislativo):
Alkmin tera 867,0 milhoes
Marina - 10,6 milhoes
Meirelles 234,2 milhoes
Pt 212,2 milhoes de reais
Ciro 61,5 milhoes
Bolsonaro = 9,2 milhoes

Offline Gauss

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #986 Online: 22 de Julho de 2018, 14:00:46 »
Estava lendo aqui que a Janaína Paschoal é a possível vice do Bolsonaro. Para o Bolsa seria bom, talvez ela traga um pouco mais de equilíbrio e sensatez para a chapa.


Quanto ao apoio do Bolsonaro, não podemos cair na falácia da fidelidade partidária. O DEM por exemplo, está bem dividido sobre quem apoiar. O DEM gaúcho apoia Jair Bolsonaro por exemplo, sedno Onyx Lorenzoni o mais fiel apoiador de Bolsonaro no congresso.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/eleicoes/noticia/2018/06/mesmo-com-maia-pre-candidato-dem-gaucho-apoia-bolsonaro-a-presidencia-cjim7fsth0elf01paofxds5sg.html

Isso também ocorre com membros de outras legendas, inclusive o MDB e o PP.
Citação de: Gauss
Bolsonaro é um falastrão conservador e ignorante. Atualmente teria 8% das intenções de votos, ou seja, é o Enéas 2.0. As possibilidades desse ser chegar a presidência são baixíssimas, ele só faz muito barulho mesmo, nada mais que isso. Não tem nenhum apoio popular forte, somente de adolescentes desinformados e velhos com memória curta que acham que a ditadura foi boa só porque "tinha menos crime". Teria que acontecer uma merda muito grande para ele chegar lá.

Offline JJ

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #987 Online: 22 de Julho de 2018, 15:03:48 »
Sem centrão, Ciro faz aceno a siglas de esquerda e reconhece erros


Presidenciável defendeu Lula e criticou o Poder Judiciário e o Ministério Público



19.jul.2018 às 20h41

Gustavo Uribe

BRASÍLIA


No dia em que o bloco do centrão desistiu de apoiar a sua candidatura, o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, fez nesta quinta-feira (19) um aceno enfático aos partidos de esquerda e reconheceu que comete erros.


Na tentativa de garantir os apoios do PSB e do PCdoB, ele defendeu a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril, e criticou o Poder Judiciário e o Ministério Público.


“O Brasil nunca será um país em paz enquanto o companheiro Luiz Inácio Lula da Silva não restaurar a sua liberdade. Eu luto por isso”, disse, durante encontro com dirigentes sindicais.


Nesta quinta-feira (19), partidos como DEM, PP e PR, que negociavam apoio ao PDT, preferiram fechar aliança com o PSDB, de Geraldo Alckmin.


Com o receio de ficar isolado na disputa eleitoral, Ciro decidiu aumentar a ofensiva sobre o PSB e o PC do B, que, nas últimas semanas, passaram a cogitar como mais provável um apoio ao PT.


As polêmicas de Ciro Gomes



https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/nova/1606359125872913-as-polemicas-de-ciro-gomes#foto-1606359125989307


No discurso, Ciro fez uma autocritica. Ele disse não ser “dono da verdade” e que não lhe custa nada "reconhecer erros". Desde o início de junho, dirigentes do centrão vinham criticando o estilo verborrágico do pedetista.


"Eu não sou o dono da verdade, não sou poupado do erro, eu cometo erros. Eu cometo erros e não me custa nada reconhecer erros. Mas nenhum deles foi por deserção do que me trouxe à vida pública de volta, que é compromisso e o amor a essa terra e esse povo", afirmou.


Também presente no evento, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que Ciro não ficará isolado e que não há como perder algo que não se tem.


"Esse doce podia estar estragado", respondeu ao ser perguntado se o bloco do centrão tirou o doce da boca do PDT.


Sem citar nomes, ainda no discurso, Ciro criticou procuradores que fazem críticas e magistrados que fazem políticas, “invadindo as atribuições uns aos outros dos poderes”.


Para ele, o vaivém sobre a prisão do ex-presidente petista, em um final de semana, foi uma "aberração".


“Como é que pode tanta aberração lidando com coisas graves como a liberdade do maior líder popular do país ou o próprio direito, regra de convivência que substitui a lei do mais forte, a prepotência da violência e o caos”, disse.


https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/07/sem-centrao-ciro-faz-aceno-a-siglas-de-esquerda-e-reconhece-erros.shtml

« Última modificação: 22 de Julho de 2018, 15:07:41 por JJ »

Offline JJ

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #988 Online: 22 de Julho de 2018, 15:05:55 »

Agora que perdeu de vez o apoio do centrão o Ciro  fala abertamente em liberdade para o Lula. Certamente que com isso ele está mirando num possível  apoio  do Lula numa hipótese de ele estar no 2° turno.
« Última modificação: 22 de Julho de 2018, 15:08:16 por JJ »

Offline JJ

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #989 Online: 22 de Julho de 2018, 15:10:51 »
Janaina Paschoal critica seguidores de Bolsonaro em convenção


Advogada diz que é preciso abrir o diálogo e evitar pensamento único


Convidada a ser a candidata a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), a advogada Janaina Paschoal fez críticas ao comportamento dos seguidores do deputado federal.

Ela afirmou que os adeptos da candidatura do capitão reformado devem abrir diálogo com atores políticos que tenham opiniões distintas em alguns assuntos, evitando radicalismo —sem citar a palavra. A autora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff disse que ainda precisa refletir se aceita o convite para participar da candidatura.


Convenção lança candidatura presidencial de Jair Bolsonaro pelo PSL - Raquel Cunha/Folhapress


"Não se ganha eleição com pensamento único. Não se governa uma nação com pensamento único. Os seguidores, muitas vezes, do deputado Jair Bolsonaro têm uma ânsia de ouvir um discurso inteiramente uniformizado. Pessoas só são aceitas quando pensam exatamente as mesmas coisas. Reflitam se não estamos fazendo o PT ao contrário", disse Janaina.


A advogada também demonstrou preocupação com a governabilidade em caso de vitória sem abertura ao diálogo.


"Nós temos que somar. Não haverá vitória, e se houver a vitória, não haverá governabilidade. Temos que pensar nos dois momentos", disse ela.


"Temos um povo multifacetário. Às vezes um grupo concorda com outro num ponto e discorda em outro. Se construirmos um quadradinho e quisermos que todo mundo esteja dentro desse quadrado, estamos limitando a possibilidade de vitória e a possibilidade de governar", afirmou Paschoal.


A advogada sentou-se ao lado de Bolsonaro na mesa da convenção do PSL. Foi aclamada como "vice" pelos cerca de 2.000 pessoas no Centro de Convenções Sul América, no centro do Rio de Janeiro.


Ela afirmou ter ficado honrada com o convite, mas disse precisar de mais tempo para aceitá-lo.


"Iniciamos um diálogo bastante profícuo. Entendemos que para uma parceria de quatro anos, esse diálogo precisa ser mais pormenorizado. Então não é possível aceitar em dois dias", disse ela.


“É melhor falar o que sente do que fingir para agradar”, disse Janaina no final da convenção.


​Para ela, “divergência faz parte da democracia”. Sobre quando decidirá se será a vice de Bolsonaro: “Só Deus sabe”.


https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/07/janaina-paschoal-critica-seguidores-de-bolsonaro-em-convencao.shtml


« Última modificação: 22 de Julho de 2018, 15:13:17 por JJ »

Offline JJ

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #990 Online: 22 de Julho de 2018, 15:12:44 »
Estava lendo aqui que a Janaína Paschoal é a possível vice do Bolsonaro. Para o Bolsa seria bom, talvez ela traga um pouco mais de equilíbrio e sensatez para a chapa.



Concordo,  ela é  moderada, não é nenhuma radical maluca.   Gostei  bastante da entrevista com  ela, a qual eu coloquei no outro tópico.


Offline JJ

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #991 Online: 22 de Julho de 2018, 15:18:28 »


O general Heleno  traria tempo de propaganda de TV.  Mas, o PRP  vetou.  Então, a Janaína  me parece uma boa alternativa.

Offline Cinzu

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #992 Online: 22 de Julho de 2018, 18:29:44 »
Pra mim já é certo que ela vai aceitar. Mas parece que está se fazendo de difícil, pra não parecer que foi correndo igual uma cachorrinha depois de ter sido deixada como última opção.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #993 Online: 22 de Julho de 2018, 19:26:49 »
Pra mim já é certo que ela vai aceitar. Mas parece que está se fazendo de difícil, pra não parecer que foi correndo igual uma cachorrinha depois de ter sido deixada como última opção.

Ou quer adiar ao máximo para não dar munição aos petistas, anotem o que vou dizer e que deve sair da boca dos petistas tão logo ela confirme a participação:

"O golpe contra o Dilmão e a prisão do Pingão foi para ela se candidatar"

Offline Cinzu

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #994 Online: 22 de Julho de 2018, 23:46:13 »

Achei sensato e moderado o discurso dela. Ela é que tinha que sair presidente e o Bolsonaro vice.

Aliás, ela tinha que sair presidente sem o Bolsonaro.

Curiosamente, o discurso moderado dela é semelhante ao do Amoedo, que os conservadores extremistas chamam de discurso raso, isentão, socialismo fabiano, etc.

Offline JJ

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #995 Online: 23 de Julho de 2018, 08:52:17 »
Por que a candidatura de Bolsonaro não é piada


Existe confiança excessiva no lema “não é possível que um Bolsonaro chegue ao poder no Brasil”. Isso foi dito sobre Trump nos Estados Unidos

JUAN ARIAS
28 NOV 2017 - 22:31   CET


Foto postada pelo deputado Jair Bolsonaro em seu perfil no Facebook REPRODUÇÃO/FACEBOOK



Da maneira como vão as coisas, muito deveria mudar na dinâmica das eleições presidenciais para que o ex-paraquedista e ultraconservador Jair Bolsonaro não consiga chegar ao segundo turno. De acordo com quem for seu adversário, e se Lula não puder concorrer, podem acontecer surpresas. Hoje a esquerda sozinha não tem força para freá-lo, e a direita do Governo esta desacreditada ante a sociedade, enquanto as candidaturas de fora da política vão perdendo força.


Mais do que puro folclore, a candidatura de Bolsonaro aparece como catalisadora de frustrações de uma certa sociedade com medo da violência. Existe confiança excessiva no lema “não é possível que um Bolsonaro chegue ao poder no Brasil”. Isso foi dito sobre Trump nos Estados Unidos e antes com Berlusconi na Itália, que chegou ao poder na esteira da operação Mani Pulite contra a corrupção. E na França, caso não surgisse a novidade Macron, é possível que os seguidores ultradireitistas de Le Pen estivessem hoje governando no coração da Europa.


A candidatura de Bolsonaro, sem alguém capaz de capitalizar de forma positiva as esperanças de um país desacreditado para unificá-lo e entusiasmá-lo com o futuro, pode ser menos inócua do que se pensa. Foi chamada de folclórica, dentro do tumultuado cenário político. Não é. Consciente ou não, o militar viu confluir em sua candidatura várias correntes que juntas podem criar problemas aos outros candidatos. A primeira é que se apresenta como o fiador da segurança da população e de maneiras drásticas: “a violência se combate com violência”, “os policiais têm as armas para matar”, disse. E o medo e a violência atravessam todas as classes sociais. Hoje ninguém se sente seguro em um dos países mais violentos do mundo como é o Brasil, o simples cidadão e o que anda blindado.


Os governos, todos, minimizaram no passado o problema da insegurança social, muitas vezes por simples ideologia. Até agora a esquerda e a direita não fizeram da segurança um assunto prioritário em relação a outros problemas. Existiram líderes políticos que chegaram a defender que os bandidos são proletários, já que se originam das classes pobres. Pouco ou nada fizeram contra o crime organizado que se introduziu nas dobras do Estado, contra o desvio das forças policiais aliadas ao tráfico, contra o inferno das prisões, como se a violência fosse um destino para o Brasil, com mais mortes violentas do que algumas guerras internacionais. Tudo isso criou um clima de medo e insegurança, que Bolsonaro sabe explorar como poucos, com sua paixão pelas armas, suas promessas de armar a população e seu lema de que “o melhor bandido é o bandido morto”. Nos Estados Unidos experimentou uma arma que é capaz de matar com um só tiro. Voltou entusiasmado. O verbo matar é prioritário em seu vocabulário pessoal.


Outro afluente aproveitado por Bolsonaro é a sensação de que a corrupção está sangrando o país. Não por acaso uma das instituições hoje melhor avaliadas é a dos promotores e juízes que estão combatendo a corrupção. Juízes como Moro e Bretas apresentam um dos maiores índices de aprovação popular. E Bolsonaro aparece como um dos poucos políticos que não está em nenhuma das listas negras dos corruptos. Por isso pode gabar-se de que, se for eleito, será o maior defensor da Lava Jato e até escolheria Moro como membro do Supremo Tribunal Federal. Que outro candidato teria hoje o valor de se apresentar como o defensor da Lava Jato?


Bolsonaro tomou para si o lema popular de que “é preciso colocar ordem nesse país” que está sendo engolido pela corrupção e a violência enquanto perde seus valores morais. Dessa forma, amealha também a faixa de consensos dos nostálgicos da ditadura militar, que não sabemos ainda quantos são, mas que não parecem ser poucos, até mesmo entre os jovens. Bolsonaro já anunciou que tem quatro nomes de generais para possíveis ministros de seu governo. Um poderia ser para o Ministério da Justiça. Satisfaz também os desejos de vingança contra os corruptos de uma sociedade que não acredita na possibilidade de que políticos e empresários possam estar por muito tempo na prisão, em que alguns chegam a pedir pena de morte para eles. Ninguém melhor nesse caso do que o candidato Bolsonaro, cujo escudo de nobreza pode ser uma metralhadora, capaz de encarnar essas vísceras da sociedade em busca de castigos definitivos aos corruptos.


Mas há mais. O ex-paraquedista, que não parece estar preparado em nenhuma das matérias importantes para governar, tem a seu favor a defesa dos valores tradicionais da família, reunindo assim o consenso das poderosas igrejas mais conservadoras. Já se prevê um pastor como seu vice. Conta também com a recusa de se valer do politicamente correto, começando por sua linguagem radical com que defende a tortura, a pena de morte, a cura gay, a zombaria com o estupro, o machismo em todos os seus graus e com sua férrea oposição a qualquer motivação para que a mulher possa ter licitamente o direito a abortar. O ex-militar é, também, dos poucos candidatos que podem prescindir da ajuda dos grandes veículos de comunicação porque sabe manejar como poucos as redes sociais nas quais supera todos os seus contendentes. E nessas eleições, de acordo com os especialistas, as redes serão, como nunca no passado, um elemento crucial para influenciar o voto. E não é impossível que nessas redes possa receber uma ajuda da Rússia, como deram a Trump, ajuda que foi fundamental a sua vitória.


A candidatura do ex-paraquedista não pode ser vista como uma brincadeira. Quem não deseja para o Brasil a volta ao obscurantismo civil e cultural e velhos autoritarismos não deve minimizá-la. Não serão as armas, a sede de vingança e a caça aos diferentes que construirão um Brasil de que ninguém possa se envergonhar amanhã.


https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/28/opinion/1511897929_125548.html



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Offline JJ

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #996 Online: 23 de Julho de 2018, 09:04:32 »

Alckmin e a Lava-Jato: uma questão para 2018


Camargo Corrêa e a Odebrecht admitiram que formaram cartéis em SP. Qual o impacto que as novas acusações terão sobre a candidatura tucana?
Por Raphael Martins


access_time 20 dez 2017, 15h39 - Publicado em 19 dez 2017, 18h06

Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin


ALCKMIN: o governador tem entre 6% e 12% das intenções de voto nas últimas pesquisas (Geraldo Alckmin/Divulgação)

Bastou uma semana desde que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), consolidasse sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSDB para que a Operação Lava Jato surgisse novamente em seus calcanhares.


Nesta segunda e terça-feiras duas das maiores empreiteiras do país, a Camargo Corrêa e a Odebrecht, admitiram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, que formaram cartéis para vencer obras públicas no estado governado há duas décadas pelos tucanos.


Em São Paulo, o período denunciado pelas empresas foi de 2004 a 2015. A Camargo descreve ainda a formação de cartéis em 21 licitações em Metrôs de sete estados desde 1998. Alckmin é governador desde 2001, com a morte de Mário Covas, e, de lá para cá, foram 11 anos de São Paulo sob sua batuta. Suas principais obras, como os lotes do Rodoanel, estrada que circunda a capital paulista e interliga as diversas rodovias do estado, e as linhas 2 e 5 do Metrô estão nas licitações suspeitas de fraude. A informação das denúncias foi antecipada pelo jornal Folha de S. Paulo.


O escândalo vem à tona justamente quando a cúpula tucana de São Paulo fazia esforço conjunto para “repaginar” Alckmin e alçá-lo a candidato de centro para a disputa da presidência. A estratégia do PSDB será lançá-lo como político experiente e bom gestor do orçamento público, valorizando a situação fiscal do estado de São Paulo – que apesar de congelar reajustes dos funcionários públicos, paga salários em dia e dá superávit primário. A situação do estado é de fato um cartão de visitas raro no Brasil. Mas as novas denúncias exigem resposta rápida e, além disso, mostram que a Lava-Jato vai, sim, ser uma questão com a qual o candidato Geraldo Alckmin terá que lidar em 2018.

O Metrô, afinal, é um de seus maiores chamarizes. Em junho, o tucano anunciou que a mesma linha 5-Lilás, capturada pelo cartel, ganharia, em plena crise, nada menos que nove estações até o fim de 2017 ao custo de 10 bilhões de reais. Com as novas estações, o novo mapa da linha Lilás bateria 20 quilômetros de extensão. Essa linha se integrará às linhas 1-Azul e 2-Verde do Metrô; e à futura linha 17-Ouro do monotrilho.


O problema é que, antes mesmo das novas denúncias, o governo paulista já tinha de explicar novos atrasos. A promessa das entregas aconteceu em junho, junto com anúncio de superávit de 1,5 bilhão de reais e 15,3 bilhões de reais em investimentos no balanço de 2016. No mês passado foi anunciado novo adiamento da entrega, agora para abril de 2018. É o momento limite para que Alckmin corte as fitas e pose para fotos antes de abandonar o governo para disputar as eleições.


Mas qual o potencial destrutivo das novas denúncias? A Camargo e a Odebrecht indicam que os cartéis foram formados a partir de sugestão de um “agente público”, cujo nome permanece em sigilo. Ainda não se sabe se esse nome é próximo ou não do governador. O caráter administrativo do crime de cartel, em que empresas se associam para fraudar o sistema, tende a afastar Alckmin do centro do escândalo, mesmo que o formato das licitações possa ter sido permissivo.


“O esquema revelado pode prejudicar Alckmin, sim. O programa da linha 5 do Metrô foi alvo de questionamentos desde sua licitação inicial em 2010. Mas Alckmin nunca suspendeu o contrato com as empresas suspeitas”, afirma o cientista político Thomaz Favaro, diretor da consultoria Control Risks. “A leniência da Camargo Corrêa parece corroborar as informações já entregues por seus executivos em delações premiadas, que apontavam pagamento de propina para fraudar a licitação destas obras”.


Até esta semana, a Lava-Jato havia encurralado o governador em apenas uma denúncia do Grupo Odebrecht. Os colaboradores Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, Carlos Armando Guedes Paschoal e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva relataram às autoridades que a Odebrecht teria repassado, ao todo, 10,3 milhões de reais às campanhas de Geraldo Alckmin em 2010 e 2014 por meio de caixa dois, ao lado de uma doação oficial de 400.000 reais.


O responsável pelo recebimento das quantias teria sido o cunhado de Alckmin, Adhemar César Ribeiro. O Ministério Público Federal pediu abertura de inquérito em novembro. A acusação está sendo avaliada em segredo de Justiça no Superior Tribunal de Justiça. O governador nega que tenha pedido “recursos irregulares” em sua vida pública.


Joga a favor de Alckmin o fato de que as novas denúncias parecerem coisa pouca num país acostumado a malas de dinheiro. No mesmo PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista sem uma justificativa convincente. No PMDB, Michel Temer, cujo assessor de confiança, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), foi flagrado pela Polícia Federal carregando uma mala de 500.000 reais em dinheiro vivo, segue firme e forte na presidência. Mas o caso vem à tona numa péssima hora para Alckmin.


O governador conseguiu debelar o furor em relação ao pupilo e prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e trazer para si parte um certo consenso entre grupos que pleiteavam a renovação das pautas tucanas e os que clamavam por alianças com o governo Michel Temer – em busca de apoio no ano que vem numa aliança de centro.


Em sua primeira pesquisa Datafolha sem adversários de dentro do partido, Alckmin conseguiu entre 6% e 12% das intenções de voto. Há leve aumento em cenário favorável (sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sem o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa na disputa), mas o resultado empaca na cena mais competitiva (com Lula, Jair Bolsonaro, Marina Silva e Ciro Gomes na disputa).


“Com a definição do Alckmin como candidato é normal que esse tipo de informação venha aparecer. Mas os fatos não são novos, e não o prejudicaram em eleições anteriores”, afirma Wagner Parente, diretor da consultoria política Barral M Jorge. Faltam 40 semanas até as eleições de 2018.


https://exame.abril.com.br/brasil/alckmin-e-a-lava-jato-uma-questao-para-2018/


Offline JJ

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #997 Online: 23 de Julho de 2018, 09:07:55 »
Edição do dia 12/04/2018

12/04/2018 22h23 - Atualizado em 12/04/2018 22h23

Inquérito sobre Alckmin vai para a Justiça Eleitoral e frustra Lava Jato


Nessa instância, ex-governador vai ser investigado por caixa dois; força-tarefa queria assumir investigações de suspeitas de corrupção.


Procuradores da Lava Jato em São Paulo estão estudando como avançar nas investigações sobre o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB. Por decisão do Superior Tribunal de Justiça, o inquérito sobre o tucano foi encaminhado à Justiça Eleitoral.

A decisão do STJ de mandar o inquérito sobre o ex-governador Geraldo Alckmin para a Justiça Eleitoral está sendo discutida pelos 11 procuradores da força-tarefa da Lava Jato, em São Paulo. Eles queriam assumir as investigações de suspeitas de corrupção. Agora, Alckmin pode responder apenas por caixa dois de campanha.

Os procuradores ainda não definiram os próximos passos, mas uma das possibilidades é pedir o compartilhamento das provas com a Justiça Eleitoral e, assim, verificar se há indícios para abrir investigações criminais contra o ex-governador de São Paulo.

O nome de Geraldo Alckmin apareceu nas delações premiadas de três executivos da construtora Odebrecht. Benedicto Júnior, acusado de fazer parte do departamento de operações estruturadas da empresa, o chamado departamento da propina, disse que, no total, foram destinados R$ 10 milhões de caixa dois às campanhas de Alckmin em 2010 e 2014.

Benedicto: R$ 10 milhões em caixa dois pelo sistema de operações estruturadas da Odebrecht.

Arnaldo Cumplido era responsável na Odebrecht pelas obras do metrô e relatou que o repasse na campanha de 2014 de R$ 8 milhões tinha uma relação indireta com as obras da linha seis do metrô, a laranja. A Odebrecht fazia parte do consórcio que fez parceria com o governo do estado para realizar as obras.

MP: Não tinha nenhuma relação com a obra do metrô?

Cumplido: Relação entre causa e efeito, não. Para efeito de alocação de custo, somente.
MP: O senhor pode explicar melhor como seria essa alocação de custo?

Cumplido: Era um apoio para a campanha do governo do estado de São Paulo. Teoricamente, esses valores saíam dos custos das obras do estado de São Paulo.

Benedicto Júnior, disse que Geraldo Alckmin nunca beneficiou a Odebrecht, mas que a empresa deu dinheiro para a campanha dele porque tinha interesse em manter boas relações com o governador.

Benedicto: Primeiro, ele era um expoente que tinha espaço no cenário nacional do PSDB, a gente sempre acreditou que haveria uma alternância de poder no país; segundo, ele tinha o manejo de São Paulo, que era um estado importante para a nossa operação, então, queríamos manter a relação fluida, sem nenhum óbice. Basicamente eram esses os objetivos.

MP: E Geraldo Alckmin já beneficiou diretamente a Odebrecht?

Benedicto: Não que eu saiba. De maneira alguma. Não tenho nenhuma.

Alckmin, como governador, tinha foro privilegiado e o caso foi para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, no fim de 2017. Na semana passada, Alckmin renunciou ao cargo e perdeu o foro privilegiado.

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo pediram, então, à Procuradoria-Geral da República em Brasília para receber o inquérito. Mas a PGR indicou ao Superior Tribunal de Justiça que a suspeita era de crime eleitoral. Por isso, o STJ enviou para a Justiça Eleitoral em São Paulo.

No pedido à Procuradoria-Geral da República, os procuradores da Lava Jato de São Paulo disseram que o envio da investigação era urgente “tendo em vista o andamento avançado de outras apurações correlatas ao caso”.

O vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, respondeu que nunca foi informado de apurações correlatas e muito menos da alegada urgência e reafirmou que a suspeita era de crime eleitoral.

O advogado de Alckmin defendeu o ex-governador.

“Acho que a investigação está sendo feita, é normal que o seja, mas a minha expectativa é que, em breve, tudo seja esclarecido e, se houver culpados, que se puna quem realmente cometeu algum ilícito. Mas, em relação ao governador, estamos muito tranquilos”, disse José Eduardo Alckmin.

Em entrevista nesta quinta-feira (12) ao jornal “O Globo”, o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, disse que as referências a Alckmin na delação da Odebrecht foram no sentido de que ele teria recebido dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral para a sua campanha e que a investigação se deu sobre esses fatos. Para o vice-procurador-geral, “não havia elementos para ir além disso”.

Na noite desta quinta, a Procuradoria-Geral da República informou em nota oficial que, se os procuradores da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo tiverem informações que possam levar adiante investigação sobre atos de corrupção ou outro crime, nada os impede de iniciar uma apuração criminal sobre os fatos.


http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/04/inquerito-sobre-alckmin-vai-para-justica-eleitoral-e-frustra-lava-jato.html


Offline -Huxley-

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #998 Online: 23 de Julho de 2018, 10:48:45 »
Saiu a notícia em O Antagonista de que '
Fernando Haddad, entrevistado pelo Valor, prometeu que o lulismo vai criar 'uma agência para aferir o compromisso das emissoras de TV com diversidade'."

Como sempre, o PT usando eufemismos para disfarçar a intenção de implementação de métodos chavistas nos meios de comunicação.

Esse é o cara do partido que tem o líder nas pesquisas eleitorais presidenciais. É deprimente pensar que, enquanto sonhamos com pequenos avanços em direção a um sistema político legítimo, temos que nos esforçar herculeamente somente para que o comunismo estilo Foro de São Paulo fique no passado.
« Última modificação: 23 de Julho de 2018, 10:59:17 por -Huxley- »

Offline JJ

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Re:Eleições presidenciais de 2018
« Resposta #999 Online: 23 de Julho de 2018, 12:38:31 »
01/03/10 - 15h22 - Atualizado em 01/03/10 - 15h22

Controle social' da mídia é ameaça à democracia, dizem especialistas

Cientistas políticos discutiram liberdade de expressão em fórum em SP.

Segundo painel tratou sobre as ameaças à democracia no Brasil.

Do G1, em São Paulo


Foto: Mariana Oliveira / G1

Debate no segundo painel do fórum sobre democracia; cientistas políticos discutiram ameaças à liberdade de expressão (Foto: Mariana Oliveira / G1)
O 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) do governo federal, que prevê o controle social da mídia e o acompanhamento editorial dos veículos de comunicação, pode ser uma ameaça à democracia, afirmaram segunda-feira (1º) especialistas em política durante o 1º Fórum “Democracia & Liberdade de Expressão”, em São Paulo.

Analistas do cenário nacional, o cientista político Amaury de Souza, o sociólogo Demétrio Magnoli e o filósofo Denis Rosenfield debateram no segundo painel do fórum o tema “Ameaças à Democracia no Brasil”. Os temas mais citados no painel foram o plano de direitos humanos e o posicionamento do PT sobre controle social das mídias.

O programa de direitos humanos foi anunciado no fim do ano passado. Criticado por ministros do próprio governo, militares e igreja, o plano contém itens como defesa da descriminalização do aborto, da união civil homossexual, da revisão da Lei da Anistia, da mudança de regras na reintegração de posse e acompanhamento editorial dos meios de comunicação – veja íntegra do plano.
 
No lançamento da candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão presidencial, o PT anunciou apoio incondicional ao plano de direitos humanos.

O filósofo Denis Rosenfield diz que o PT “é um partido contra a liberdade de expressão”. “A leitura dos documentos mostra isso. Todas as manifestações de apoio à Cuba dos irmãos Castro e à Venezuela de Chávez vão nesse sentido. No Brasil, vivemos em uma sociedade democrática no debate de idéias. E o PT procura subverter a democracia pelos meios democráticos. E para isso é fundamental o cerceamento dos meios de comunicação.”

 

A assessoria do PT foi procurada e informou que vai avaliar com a secretaria de comunicação do partido a possibilidade de emitir um posicionamento em resposta à declaração do filósofo.


O filósofo acrescentou que é preciso verificar se, assim como Lula, que manteve a situação dos meios de comunicação como estava em prol da governabilidade, a ministra Dilma conseguiria ter essa liberdade em relação ao PT.

Rosenfield disse acreditar, porém, que os meios de comunicação inibem ações prejudiciais à democracia. “O que vivemos hoje é uma batalha de ideias. (...) Se muita coisa do PT não foi realizada foi por ausência das condições para sua realização.”

Demétrio Magnoli afirmou que a idéia de controle social da mídia “é oficial nos documentos do PT”. Para ele, não se pode avaliar como seria se o PT não vencesse a eleição. “O cenário atual é de continuidade”, disse, acrescentando que o governador de São Paulo, José Serra, não assumiu a candidatura.

 

Magnoli e Rosenfield concordaram que a ministra Dilma ainda está com discurso “intramuros”, ou seja, voltado aos militantes do partido. “Por intermédio do plano nacional de direitos humanos, ela radicalizou o discurso político. Lula ganhou [a eleição] fazendo movimento ao centro. A Dilma até agora está fazendo movimento à esquerda”, disse Rosenfield.

O sociólogo Magnoli acrescentou que Dilma está agindo dessa forma para ser aceita pelo PT. “Ela não era PT, ganhou uma carteirinha quando Lula venceu a eleição. Ela quer primeiro ser aceita dentro do partido.”

 

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou, após discurso na abertura do fórum, que o plano de direitos humanos, que prevê controle da mídia, ainda precisa ser discutido no Congresso. "Isso é da alçada do Congresso e eles vão analisar."

Para Costa, o programa não deve ser aprovado nem nessa legislatura e nem na próxima do Congresso. Costa disse, particularmente, ser contra o plano.

Participação social
O cientista político Amaury de Souza finalizou dizendo que, para manter a democracia no Brasil, é preciso um maior envolvimento da população em entidades associativas.

“Isso falta no Brasil de maneira dramática. Daqueles que participam, cerca de 50% a 40% que pertencem a alguma organização pertencem a igrejas ou tempos. No alto da pirâmide, encontramos quem participe de oito instituições. Precisamos cultivar a arte da associação no Brasil. Isso é fundamental, as pessoas jamais entenderão a liberdade de expressão, de mercado, religiosa, através de uma pregação. Se aprende através do envolvimento em uma ação comunitária.”


http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1510460-5601,00.html


 

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