Autor Tópico: O poder dos Ultrajovens  (Lida 804 vezes)

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Offline Gigaview

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O poder dos Ultrajovens
« Online: 30 de Maio de 2018, 14:38:50 »
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O poder dos ultrajovens

A geração que vai romper (e já está rompendo) com tudo o que se quis e se imaginou

>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana


Capa Revista Época Ed 1039-Home560 (Foto: Época)

“Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem”, escreveu Carlos Drummond de Andrade no final dos anos 1960, em uma crônica que versava sobre o embate de um pai com a filhinha em torno de uma lasanha. Ele insistia, ela ignorava. Ele repetia, ela se mantinha firme em seu propósito. Ele tergiversava, ela o lembrava do que queria. Ela ganhou por coerência. Ele perdeu por não entender a dinâmica dos tempos. A premissa é mais atual do que nunca. A força do poder ultrajovem é inexorável.

De acordo com pesquisas recentes, se depender da geração que tem por volta dos 20 anos (a mesma idade de ÉPOCA), estão encrencados os hotéis, as lojas de departamentos, as cadeias de restaurantes, a indústria automobilística, o comércio de diamantes, a produção de guardanapos e de canudinhos, os programas de fidelidade de hotéis e de cartões de crédito, os jogos de azar, os bancos, a produção de amaciantes de roupa, o sonho da casa própria, a ideia de casamento estável, os acasos felizes, as viagens de cruzeiro, as emissoras de TV aberta, os políticos de ocasião, os planos de aposentadoria, Paris e até o milk-shake do Bob’s.

Eles resolvem a vida (para o bem e para o mal) pelo celular, sorvem coisas de cor verde (comer virou questão de identidade), têm um pendor para medicamentos identificados com uma tarja preta, passam a noite em claro, não se sabe se estão trabalhando ou relaxando, gostam de empunhar bandeiras universais, mas se preocupam mesmo é com sua persona nas redes sociais, pensam igual a quase todo mundo da mesma geração, comportam-se como adolescentes apesar de terem idade de adultos, tecnologia lhes é tão intrínseco como respirar, ser de esquerda é do jogo, ter o nariz em pé é condição sine qua non, gostam de Insta Stories porque ele dura pouco, arriscam tudo por terem pouco a perder, rechaçam qualquer coisa que contenha plástico, gostam de viajar para lugares onde podem mostrar novidades no Instagram. Eles são o que são ou são o que querem parecer ser?

“Eles se tornam personagens de suas próprias vidas, preocupados com narrativas, contextos, motivações. Estão sempre esperando pelo terceiro ato — que nunca chega”, disse um estudo da Box1824, conduzido pelos pesquisadores Sean Monahan e Sophie Secaf nos Estados Unidos, sobre o que chamaram de GenExit, a geração que opta por experimentar novas possibilidades identitárias, mais livres e menos deterministas, mas não menos disruptivas.

Ainda que esteja cansado depois de um dia longo, o estudante de publicidade Luigi Dalmolin, de 21 anos, só vai para a cama após um banho quente. Por isso, entre uma ensaboada e outra, Dalmolin assiste a vídeos no YouTube ou responde a mensagens no WhatsApp. Graças a uma providencial capinha à prova d’água, ele faz parte de uma minoria — surgida recentemente — que toma banho com o telefone celular dentro do box. Estar com o celular nas mãos o tempo todo como faz Dalmolin, conectado, com os olhos vidrados e os dedos tocando a tela, é um dos principais comportamentos identificadores dos ultrajovens (ou geração Y). São as pessoas nascidas entre 1982 e 2000 (segundo o Census Bureau, agência governamental encarregada pelo censo nos Estados Unidos), ou entre 1981 e 1997 (segundo o instituto de pesquisa americano Pew Research Center). Os jovens apresentam características que os diferenciam das gerações anteriores e refletem mudanças relevantes no mundo.

A principal distinção dos ultrajovens é a necessidade de estar conectado o tempo todo. Smartphones são sua porta de acesso ao mundo; 43% dos jovens são como Dalmolin: não vão ao banheiro sem seus celulares. O aparelho é tão importante que 42% deles afirmam que deixariam de ir à academia se não pudessem levá-lo.

A fixação por smartphones atinge outras faixas etárias, mas, no caso dos ultrajovens, deu origem à “era da distração”. A fartura de dispositivos conectados à internet está reduzindo cada vez mais a capacidade de concentração. No início de maio, Carl Marci, neurocientista e médico especialista em questões ligadas ao consumo e ao comportamento, esteve no Brasil para apresentar o resultado de pesquisas neurológicas realizadas por sua empresa, um braço da gigante teuto-americana Nielsen.

Marci encara a tal distração como resultado da falta de tempo ocioso. Os “nativos digitais” não se enfadam, porque estão sob constante estímulo. Se estão na fila do mercado, não precisam “esperar”; é só sacar o celular e responder a uma mensagem ou dar uma conferida nas notificações das redes sociais e pronto: a fila andou rapidinho.
https://epoca.globo.com/sociedade/noticia/2018/05/o-poder-dos-ultrajovens.html


Poder? Que poder?

Offline JJ

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Re:O poder dos Ultrajovens
« Resposta #1 Online: 30 de Maio de 2018, 15:37:24 »
Vício em smartphone não existe, diz pesquisador


De acordo com novo diagnóstico, é a interação social que causa dependência. E nos smartphones está disponível de forma ilimitada
Por André Lopes

access_time 24 fev 2018, 12h05
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Vício em smartphone (IStock/Getty Images)

Há um novo veredito no mundo da tecnologia. De acordo com Samuel Veissière, pesquisador da Universidade McGill, no Canadá, e especialista em antropologia cognitiva, as telas não criam um vício em tecnologia, mas sim em contato social.

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Para ele, estar conectado com outros seres humanos é um desejo evolutivo. Foi necessário que essa característica prevalecesse para que a espécie continuasse a sobreviver.

Assim, ele revisou dezenas de estudos a respeito do vício em smartphones e concluiu que a ‘nomofobia’ — termo que descreve a dependência destes aparelhos — é criada através dos aspectos sociais dos aparelhos. Logo, os celulares funcionam como uma adaptação das necessidades primitivas e a tecnologia é apenas o aspecto secundário. “Gostamos de nos comparar, de saber dos outros, de competir”, disse. “O problema dos smartphones é que a tecnologia dá acesso excessivo a algo que desejamos muito”, completa.

Em seu artigo publicado no último dia 20 na revista científica Frontiers in Psychology, ele afirma que a disponibilidade constante é um problema geral da vida humana, não somente em redes sociais. “No mundo pós-industrial onde os alimentos são abundantes e estão sempre disponíveis, nossos desejos por gordura e açúcar, que surgiram durante a nossa longa evolução, podem ficar facilmente sobrecarregados e levar a obesidade, diabetes e doenças cardíacas”, explica.  “As necessidades e recompensas das relações sociais podem ser igualmente comparadas em um ambiente onde precisamos construir um perfil virtual para continuar interagindo”, afirmou. E o vício, claro, é o resultado.

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Mas há controvérsias. De acordo co um estudo realizado na Universidade de Seul, na Coreia do Sul, divulgado em dezembro de 2017, a dependência de smartphones pode ser, sim, considerada um vício. Passar horas em frente a tela produz alterações químicas no cérebro, com reações e síndrome de abstinência semelhantes ao que acontece com dependentes de drogas. E não somente isso. Alista de efeitos negativos dos celulares só aumenta: metade dos adolescentes americanos são considerados adictos  e o uso do Facebook já se mostrou a causa de transtornos de ansiedade em alguns casos.

Por isso, até mesmo investidores da Apple se mostraram preocupados e pediram para a empresa fazer algo a respeito.

Notícias sobre Pesquisa CientíficaRedes Sociais


https://veja.abril.com.br/tecnologia/vicio-em-smartphone-nao-existe-diz-pesquisador/



Offline Gauss

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Re:O poder dos Ultrajovens
« Resposta #2 Online: 31 de Maio de 2018, 15:56:57 »
Estamos nas mãos dos jovens? Estamos ferrados.
“A matemática é a rainha das ciências.”
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Offline Fernando Silva

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Re:O poder dos Ultrajovens
« Resposta #3 Online: 31 de Maio de 2018, 16:35:35 »
Ultrajovens não ficam jovens por muito tempo (embora eles se iludam achando que nunca chegarão aos 30 nem levarão a vida que os mais velhos levam).

E há algo de muito errado se eles se entopem de antidepressivos.

Offline Lorentz

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Re:O poder dos Ultrajovens
« Resposta #4 Online: 31 de Maio de 2018, 20:52:59 »
Ultrajovens não ficam jovens por muito tempo (embora eles se iludam achando que nunca chegarão aos 30 nem levarão a vida que os mais velhos levam).

E há algo de muito errado se eles se entopem de antidepressivos.

Falta de boleto causa depressão. Boleto dá sentido na vida, vontade de trabalhar, se aperfeiçoar, crescer, etc.

Vida longa ao boleto.
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline Gauss

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Re:O poder dos Ultrajovens
« Resposta #5 Online: 31 de Maio de 2018, 22:02:10 »
Os jovens pensam que fazer provinha na escola e ficar com 60% da nota é pressão?

Imagina quando eles estiverem trabalhando e ter que pegar uma produção de fábrica de uma multinacional completamente parada por causa de uma máquina quebrada e sem software no CLP, e ter que colocar ela para funcionar, reprogramando tudo, dentro de 48 horas? Esse é o tipo de pressão que enfrentei assim que me formei como técnico, em meu primeiro serviço com meus 18, 19 anos.
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Carl Friedrich Gauss.

Offline EuSouOqueSou

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Re:O poder dos Ultrajovens
« Resposta #6 Online: 01 de Junho de 2018, 07:08:06 »
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O poder dos ultrajovens

A geração que vai romper (e já está rompendo) com tudo o que se quis e se imaginou

>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA
Poder? Que poder?

Acho q essa bosta de artigo da época está se referindo a mudança no padrão de consumo na populaçao mais jovem, que está dando prejuízo a redes de lojas e industrias ttadicionais nos EUA.

Aqui um artigo com dados sobre a queda nas vendas.

https://www.google.com.br/amp/s/amp.businessinsider.com/millennials-are-killing-list-2017-8
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

 

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