Autor Tópico: Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?  (Lida 499 vezes)

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Offline -Huxley-

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Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Online: 18 de Junho de 2018, 22:42:58 »
Num mundo em que existem até cientistas que se declaram leigos fora do nicho de especialização de sua disciplina, muitas pessoas se utilizam de um modo indireto de argumentar chamado "heurística da autoridade": procuramos especialistas que nos ensine o caminho. Confiar em especialistas usualmente é considerado um caminho para ter mais acesso ao conhecimento ou fazer proposições mais provavelmente verdadeiras, mas isso não resolve o seguinte questionamento. Quem é o real especialista? Quem decide quem é ou quem não é o especialista?

Dado o prestígio que a ciência tem na sociedade, uma resposta simplista comum a esse questionamento é dizer que o especialista seria o agente representativo do establishment científico de determinada disciplina. Só que esse argumento circular não explica como a ciência pode corrigir a si mesma se o simples fato de discordar de teorias convencionais é suficiente para tirar a razão e a credibilidade de um pesquisador.

Um escapismo para a objeção anterior, seria dizer que, embora não seja garantido que os especialistas estejam sempre certos, eles tem maior chance de acerto na sua área de especialização. Outros problemas surgem de usar esse argumento. Em domínios complexos - o objeto de estudo envolve o que a teoria da complexidade chama de "sistemas dinâmicos"-, geralmente há um dissenção SIGNIFICATIVA em relação aquilo que usualmente é aceito. E, o que é pior, mesmo que algo seja considerado consensual ou quase consensual na academia científica, de onde vem a certeza de que esse pessoal tem uma maior chance de acerto na sua área de especialização? Se você disser "Do prestígio das universidades e revistas acadêmicas, em que eles, respectivamente, vieram e publicam", haverá o mesmo argumento circular mencionado. Também nesse caso, a ciência não poderia corrigir a si mesma, pois o simples fato de discordar de teorias convencionais seria suficiente para tirar a razão e a credibilidade de um pesquisador. Fica difícil, então, checar a credibilidade da "autoridade" sem fazer um apelo a alguma forma de argumentação direta. 

E isso é possível. Já foram realizados testes empíricos em especialistas para verificar seus históricos - e isso está acessível para entende coisas como epistemologia e "índice de Brier". Os psicólogos Philip Tetlock e James Shanteau (além de Paul Meeh e Robin Dawes) são exemplos de intelectuais que examinaram esses especialistas:

http://clubecetico.org/forum/index.php?PHPSESSID=c50fpmg841oenbhbo0163q7ue4&topic=29582.msg885731#msg885731

Outras pessoas fizeram isso foram os estatísticos, tais como Nassim Taleb, autor de A Lógica do Cisne Negro, e Nate Silver, autor de O Sinal e o Ruído, que examinou nessa obra o histórico das previsões de economistas.

Uma conclusão independente de diversos autores foi a seguinte. Em disciplinas conhecidas como hard-science, o poder preditivo é alto e há especialistas verdadeiros, tais como físicos e astrônomos. Já em diversos domínios complexos, o "especialista" típico é a coisa mais próxima que há de uma fraude; em certos casos, com um desempenho nada superior ao de um computador que usa uma única métrica.

Dito tudo isso, como ainda ouvimos argumentos de que não devemos levar algum argumento a sério pois ele não é levado a sério pelos intelectuais do establishment científico? Um paradoxo é que, nas disciplinas em que o apelo ao especialista mais faz sentido, pelas razões que já expus, há pouca ou nenhuma necessidade de se recorrer ao "prestígio" das universidades dos acadêmicos, assim como ao "prestígio" das revistas acadêmicas em que os acadêmicos publicam. Nassim Taleb, mostra um curioso, interessante e divertido caso de heurística de detecção de bullshit baseado nesse paradoxo:

Citar

(...)

A BS detection Heuristic.

The heuristic here would be to use education in reverse: hire, conditional on equal set of skills, the person with the least label-oriented education. It means that the person had to succeed in spite of the credentialization of his competitors and overcome more serious hurdles. In addition, people who didn’t go to Harvard are easier to deal with in real life.

You can tell if a discipline is BS if the degree depends severely on the prestige of the school granting it. I remember when I applied to MBA programs being told that anything outside the top 10 or 20 would be a waste of time. On the other hand a degree in mathematics is much less dependent on the school (conditional on being above a certain level, so the heuristic would apply to the difference between top 10 and top 2000 schools).

The same applies to research papers. In math and physics, a result posted on arXiv (with a minimum hurdle) is fine. In low quality fields like academic finance (where almost all academics are charlatans and all papers some form of complicated storytelling), the “prestige” of the journal is the sole criterion.

(...)

Fonte: https://medium.com/incerto/surgeons-should-notlook-like-surgeons-23b0e2cf6d52
 
« Última modificação: 19 de Junho de 2018, 00:56:24 por -Huxley- »

Offline Geotecton

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #1 Online: 19 de Junho de 2018, 08:44:16 »
Interessante.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #2 Online: 19 de Junho de 2018, 08:47:41 »
A minha heurística é uma espécie de inferência de um consenso, aquilo já mais estabelecido, com poeira baixada, e talvez um "agnosticismo fideísta" aos menos "excêntricos" em temas mais polêmicos.

Outra, ou talvez uma versão/instância dessa, é perceber num tema uma certa analogia com o debate em torno de criacionismo. Não na natureza do objeto de estudo, mas o esquemão do debate. Um grupo minoritário se dizendo serem os "novos Galileus" (megalomania é algo bem negativo), suprimidos pelo establishment, que na verdade está em frangalhos, com cada vez mais bravas vozes dissonantes. Também poderá haver uma correlação ideológica, onde a associação a conservadores/direitistas deverá ser sempre mau sinal, embora a esquerda/liberais também tenham algumas pseudociências de estimação.

O debate sobre aquecimento global deve ser talvez um dos que mais se encaixa aí. Eu nunca tive um grande interesse pelo tema, e por isso dava maior consideração aos ditos "céticos" no tema, vendo a coisa mais como algo um pouco análogo a teorias de cosmologia "avançada" e questões como se o big-bang foi um início absoluto, se durou um miserabilésimo de segundo ou um nano-miserabilésimo, etc. Isso é ainda prejudicado pela cobertura científica popular mais comum*. Mas investigando um pouco mais você percebe esse padrão similar quanto à "polêmica" do criacionismo, apesar do análogo ainda mais próximo ser o "ceticismo" quanto a associação de fumo ao câncer, que espantosamente tem até algumas das mesmas figuras, em temas tão díspares. Parece coisa de roteiro de filme ruim até.

Uma segunda ou terceira heurística é dar menor crédito a posições mais ou menos divergentes quando vindas de alguém que também acredite em coisas pseudocientíficas de modo geral, mesmo que fora da área de especialização. Algum desconto a uma religiosidade bem isolada, aumentando o nível de alarme conforme o indivíduo não resiste a misturar as coisas, mesmo que sutilmente.

Economia talvez seja uma das áreas mais problemáticas, que mais força a um "agnosticismo centrista", por ser algo inerentemente pobre em cientificidade, e incrustado em vieses ideológicos, bem como interesses oligopólicos.





* De modo geral você pode ler só a manchete e ter que talvez seja mais ou menos aquilo, e talvez não. Se tiver interesse pelo tema, o melhor que faz é ir direto para alguma rede de blogs científicos, ou pelo menos o eurekalert ou sciencedaily.

Offline JJ

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #3 Online: 19 de Junho de 2018, 10:33:56 »
Uma conclusão independente de diversos autores foi a seguinte. Em disciplinas conhecidas como hard-science, o poder preditivo é alto e há especialistas verdadeiros, tais como físicos e astrônomos. Já em diversos domínios complexos, o "especialista" típico é a coisa mais próxima que há de uma fraude; em certos casos, com um desempenho nada superior ao de um computador que usa uma única métrica.


Temos que:

(1) Teoria da Evolução não é uma teoria  de  uma  hard-science   (de forma semelhante a que história e teorias e  interpretações históricas também não são hard-science);

(2) Tanto para  Teoria  Evolutiva como para  história e teorias e  interpretações históricas não há o poder preditivo  alto;

(3) Teoria da evolução é um tipo de domínio complexo, e  deste modo temos que o "especialista" típico é a coisa mais próxima que há de uma fraude;



Offline Buckaroo Banzai

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #4 Online: 19 de Junho de 2018, 10:43:10 »
O poder preditivo da teoria da evolução é bastante alto. Você pode por exemplo, pegar uma série de dados morfológicos dos seres, e prever com elevado grau de certeza que uma árvore filogenética com base em dados moleculares será largamente concordante com aquela baseada em morfologia, apesar de uma não realmente depender da outra, senão pela restrição de linhagens/parentesco. Nesse tipo de coisa acho que evolução/biologia se aproxima muito de "hard-science".

Mas em coisas como "psicologia evolutiva" já vamos tendo que tatear cuidadosamente umas poucas pedras em meio a um monte de lama.

Offline -Huxley-

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #5 Online: 19 de Junho de 2018, 11:00:47 »
Uma conclusão independente de diversos autores foi a seguinte. Em disciplinas conhecidas como hard-science, o poder preditivo é alto e há especialistas verdadeiros, tais como físicos e astrônomos. Já em diversos domínios complexos, o "especialista" típico é a coisa mais próxima que há de uma fraude; em certos casos, com um desempenho nada superior ao de um computador que usa uma única métrica.


Temos que:

(1) Teoria da Evolução não é uma teoria  de  uma  hard-science   (de forma semelhante a que história e teorias e  interpretações históricas também não são hard-science);

(2) Tanto para  Teoria  Evolutiva como para  história e teorias e  interpretações históricas não há o poder preditivo  alto;

(3) Teoria da evolução é um tipo de domínio complexo, e  deste modo temos que o "especialista" típico é a coisa mais próxima que há de uma fraude;




Isso é falso. Tem um artigo do Douglas Theobald no Talk Origins Archive que demonstra que a acurácia preditiva-quantitativa da árvore filogenética padrão da teoria da descendência comum universal chega a ser maior do que a acurácia preditiva-quantitativa da constante G da teoria da gravitação universal.

Offline EuSouOqueSou

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #6 Online: 19 de Junho de 2018, 12:02:52 »
Oh pé no saco, cala a boca, JJ.
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

Offline Gigaview

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #7 Online: 19 de Junho de 2018, 12:08:52 »
Muito bullshit é respeitado devido ao prestigio das universidades.

Diversas universidades, entre elas Stanford, Princeton e Harvard estudaram fenômenos paranormais, muitas com metodologias não muito diferentes daquelas usadas por parapsicólogos espíritas de fins de semana, em laboratórios e linhas de pesquisa com nomes bem criativos... Princeton Engineering Anomalies Research, Division of Perceptual Studies (University of Virginia), Koestler Parapsychology Unit (University of Edinburgh), Anomalistic Psychology Research Unit (University of London), etc

http://mentalfloss.com/article/54450/13-university-sanctioned-paranormal-research-projects
Não passei no teste da MENSA mas completei o 2o. Grau.

Offline -Huxley-

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #8 Online: 19 de Junho de 2018, 12:51:00 »
A minha heurística é uma espécie de inferência de um consenso, aquilo já mais estabelecido, com poeira baixada, e talvez um "agnosticismo fideísta" aos menos "excêntricos" em temas mais polêmicos.




A sua heurística é dar confiança ao consenso do establishment acadêmico. Mas falta resolver o enigma que sugeri no post inicial. Quem decide quem é o especialista? Onde está o meta-especialista? E por que o alegado especialista do consenso acadêmico seria meta-especialista?

Offline JJ

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #9 Online: 19 de Junho de 2018, 13:08:51 »
Uma conclusão independente de diversos autores foi a seguinte. Em disciplinas conhecidas como hard-science, o poder preditivo é alto e há especialistas verdadeiros, tais como físicos e astrônomos. Já em diversos domínios complexos, o "especialista" típico é a coisa mais próxima que há de uma fraude; em certos casos, com um desempenho nada superior ao de um computador que usa uma única métrica.


Temos que:

(1) Teoria da Evolução não é uma teoria  de  uma  hard-science   (de forma semelhante a que história e teorias e  interpretações históricas também não são hard-science);

(2) Tanto para  Teoria  Evolutiva como para  história e teorias e  interpretações históricas não há o poder preditivo  alto;

(3) Teoria da evolução é um tipo de domínio complexo, e  deste modo temos que o "especialista" típico é a coisa mais próxima que há de uma fraude;




Isso é falso. Tem um artigo do Douglas Theobald no Talk Origins Archive que demonstra que a acurácia preditiva-quantitativa da árvore filogenética padrão da teoria da descendência comum universal chega a ser maior do que a acurácia preditiva-quantitativa da constante G da teoria da gravitação universal.



Ok.  Então,  gostaria de ver indicações de  artigos científicos com previsões verificáveis, falsificáveis,  precisas,  com bastante acurácia para a evolução, incluindo detalhadamente e precisamente quais mutações irão surgir, de  umas 10 ou mais espécies de mamíferos, para os próximos 500 anos,  ano a ano,  lembrando que a física, que é uma verdadeira hard-science consegue fazer previsões verdadeiramente  verificáveis, falsificáveis,  precisas,  com bastante acurácia. 


« Última modificação: 19 de Junho de 2018, 13:19:39 por JJ »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #10 Online: 19 de Junho de 2018, 13:20:35 »
"Previsão" científica não é vidência, profecia.

Isso é como pedir para a FÍSICA prever como você/alguém vai morrer, e dizer que a física é soft-science sem conseguir fazer isso.

Um arcabouço teórico faz as previsões que é capaz de prever, não as que te derem na telha de exigir.

Offline pehojof

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #11 Online: 19 de Junho de 2018, 13:30:19 »
Talvez valha melhor a aproximação do mercado: decide quem vai usar a "especialidade" do "especialista", com direito a opiniões alternativas. De outra forma, cai-se numa regressão infinita inquebrável.
"Et quæ tanta fuit Romam tibi causa videndi?"
"Libertas, quæ sera tamen, respexit inertem,"

Offline -Huxley-

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #12 Online: 19 de Junho de 2018, 13:35:39 »
Uma conclusão independente de diversos autores foi a seguinte. Em disciplinas conhecidas como hard-science, o poder preditivo é alto e há especialistas verdadeiros, tais como físicos e astrônomos. Já em diversos domínios complexos, o "especialista" típico é a coisa mais próxima que há de uma fraude; em certos casos, com um desempenho nada superior ao de um computador que usa uma única métrica.


Temos que:

(1) Teoria da Evolução não é uma teoria  de  uma  hard-science   (de forma semelhante a que história e teorias e  interpretações históricas também não são hard-science);

(2) Tanto para  Teoria  Evolutiva como para  história e teorias e  interpretações históricas não há o poder preditivo  alto;

(3) Teoria da evolução é um tipo de domínio complexo, e  deste modo temos que o "especialista" típico é a coisa mais próxima que há de uma fraude;




Isso é falso. Tem um artigo do Douglas Theobald no Talk Origins Archive que demonstra que a acurácia preditiva-quantitativa da árvore filogenética padrão da teoria da descendência comum universal chega a ser maior do que a acurácia preditiva-quantitativa da constante G da teoria da gravitação universal.



Ok.  Então,  gostaria de ver indicações de  artigos científicos com previsões verificáveis, falsificáveis,  precisas,  com bastante acurácia para a evolução, incluindo detalhadamente e precisamente quais mutações irão surgir, de  umas 10 ou mais espécies de mamíferos, para os próximos 500 anos,  ano a ano,  lembrando que a física, que é uma verdadeira hard-science consegue fazer previsões verdadeiramente  verificáveis, falsificáveis,  precisas,  com bastante acurácia. 




Existem dúvidas quanto ao alcance explicativo da seleção natural - mas quatro dos cinco pilares do paradigma darwinista  - evolução como tal, multiplicação de espécies, gradualismo, descendência comum universal - são como as teorias da hard science. AS EVIDÊNCIAS EXISTEM. Quem quiser tapar os olhos e fechar os ovidos, fique à vontade. Faz um tempão que eu já indiquei o artigo "Evidências da Macroevolução: o caso científico para a descendência comum" do Douglas Theobald, onde estão lá quatro dos cinco pilares do Darwinismo com evidências que atendem ao critério popperiano de demarcação e falsificação.

E, assim como um bom evolucionista, astrofísicos também tem dúvidas sobre o mecanismo que cria a gravidade e os detalhes da origem configuração fisica do Universo. O JJ já pôs em dúvida a Astrofísica como ciência por causa disso?
« Última modificação: 19 de Junho de 2018, 22:20:35 por -Huxley- »

Offline -Huxley-

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #13 Online: 19 de Junho de 2018, 13:42:27 »
O JJ também nunca explicou porque ele não questiona que as Montanhas Rochosas foram criados por mecanismos evolutivos que geólogos nunca observaram diretamente em laboratório. Sabe o que ele vai fazer? Vai ignorar esse paradoxo, e vai deixar a discussão morrer, para meses depois voltar com a mesmas ladainhas de sempre sobre a teoria da evolução.


Offline Gauss

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #15 Online: 19 de Junho de 2018, 17:57:33 »
Está na hora do JJ ir trolar nos tópicos sobre Óvnis novamente.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Gigaview

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #16 Online: 19 de Junho de 2018, 22:07:04 »
Está na hora do JJ ir trolar nos tópicos sobre Óvnis novamente.

Aposto que o JJ não entende nada de economia extraterrestre.
Não passei no teste da MENSA mas completei o 2o. Grau.

Offline -Huxley-

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #17 Online: 19 de Junho de 2018, 22:51:28 »
Deixando o JJ de lado, resta voltarmos ao assunto de quem usa a heurística da autoridade... Dizer que o especialista estar no local mais próximo do consenso acadêmico nada diz sobre por que estar no local mais próximo consenso seja a postura mais epistemologicamente confiável. Então, qual é a justificativa para dizer que estar no local mais próximo do consenso significa ser o real especialista? E onde está o meta-especialista nesse esquema?


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #18 Online: 19 de Junho de 2018, 23:02:15 »
Bem, a ciência "funciona" estabelecendo consensos, que resistem aos testes ao longo do tempo (ou são assim em algo lapidados).

Em qualquer dado momento pode ser que esteja se refutando o que era antes estabelecido, mas as chances devem tender a ser de que não, se ciência presta para alguma coisa, não sendo equivalente a qualquer chute aleatório.

Offline -Huxley-

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #19 Online: 19 de Junho de 2018, 23:20:09 »
Bem, a ciência "funciona" estabelecendo consensos, que resistem aos testes ao longo do tempo (ou são assim em algo lapidados).

Em qualquer dado momento pode ser que esteja se refutando o que era antes estabelecido, mas as chances devem tender a ser de que não, se ciência presta para alguma coisa, não sendo equivalente a qualquer chute aleatório.

No contexto da discussão deste tópico, dizer que a ciência funciona resistindo a testes ao longo do tempo é o mesmo que argumentar que sabemos quem são os especialistas examinando diretamente as evidências. Apelar a essa epistemologia da ciência não faz sentido para quem apela à autoridade, pois a primeira pressupõe o objetivismo: uma crença pode ser científica embora ninguém acredite nela e uma crença pode ser não-científica apesar de todos acreditarem nela. Segundo essa visão, o conhecimento estaria sujeito a regras estritas, mas não à autoridade institucional.
« Última modificação: 19 de Junho de 2018, 23:30:27 por -Huxley- »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #20 Online: 19 de Junho de 2018, 23:43:38 »
Não sei se entendi. Tinha entendido a coisa toda como um apelo a autoridade "razoável", inferir pelo andar da carruagem dum tema científico (ou não) quais são mais provavelmente as autoridades mais confiáveis, versus eventuais falastrões ou termo mais generoso para quem estiver falando alguma besteira. E não de fato ter a noção de que o apelo a autoridade em si é uma coisa epistemologicamente válida... ou algo assim... :hein:

Offline -Huxley-

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #21 Online: 20 de Junho de 2018, 00:02:41 »
Não sei se entendi. Tinha entendido a coisa toda como um apelo a autoridade "razoável", inferir pelo andar da carruagem dum tema científico (ou não) quais são mais provavelmente as autoridades mais confiáveis, versus eventuais falastrões ou termo mais generoso para quem estiver falando alguma besteira. E não de fato ter a noção de que o apelo a autoridade em si é uma coisa epistemologicamente válida... ou algo assim... :hein:

Inferir quais são mais provavelmente as autoridades mais confiáveis não deixa de ser uma postura epistemológica. A epistemologia é o estudo do nosso direito às crenças que temos. E aí que está o problema: por que temos o direito à crença de que as autoridades são mais provavelmente confiáveis só por estarem localizadas próximas do consenso acadêmico? Ciência e academia são coisas distintas.
« Última modificação: 20 de Junho de 2018, 00:36:29 por -Huxley- »

Offline JJ

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #22 Online: 20 de Junho de 2018, 09:30:36 »
Ciência e academia são coisas distintas.


Você poderia indicar  algum cientista e alguma produção científica realmente  relevante  que  tenha sido feita  a partir do ano 1980 e que não tenha o mínimo de importância  no meio acadêmico ?



Offline JJ

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #23 Online: 20 de Junho de 2018, 09:46:46 »
AS EVIDÊNCIAS EXISTEM. Quem quiser tapar os olhos e fechar os ovidos, fique à vontade.

Eu não escrevi que não existem evidências (para TE) da mesma forma que  não  escrevi (nem agora nem antes) que não existem evidências  para  estudos  históricos, ou para estudos pré históricos.

Offline Geotecton

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Re:Argumento de apelo à autoridade: quem decide quem é o especialista?
« Resposta #24 Online: 20 de Junho de 2018, 09:59:06 »
AS EVIDÊNCIAS EXISTEM. Quem quiser tapar os olhos e fechar os ovidos, fique à vontade.

Eu não escrevi que não existem evidências (para TE) da mesma forma que  não  escrevi (nem agora nem antes) que não existem evidências  para  estudos  históricos, ou para estudos pré históricos.

Então porquê você insiste criticar a TE?

Qual é exatamente a sua dúvida e ou questionamento?
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