Autor Tópico: Sistemas Complexos  (Lida 1543 vezes)

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Offline Peter Joseph

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #125 Online: 16 de Julho de 2018, 19:15:25 »
Lembrando-se que pra chegar neste nível, o sistema deve passar por uma transição. Certamente iniciativa privada e preço ainda existiriam por algum tempo, ao menos no começo.
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Offline Gorducho

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #126 Online: 16 de Julho de 2018, 19:33:53 »
O "Governo" lucraria vendendo bens eficientes, duráveis e baratos para o mundo todo.
Mas nada garante que os bens produzidos na fábrica hipotética em tela seriam "eficientes" (o "computador" do país estrangeiro vai definir isso, suponho..); duráveis e baratos.
Nesse seu sistema a garantia que temos é que o design venceu a eleição direta. Como os políticos vencem as eleições; ou como xerifes, promotores... lá na America...
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primeiro que você parte do principio que seriam constantes os pontos em desacordo geral, o que certamente seria a minoria dos casos, esmagadoramente.
Mas não as propostas pra plesbicito. Essas seriam constantes dentro do princípio de igualdade pra todos cidadãos.
Então debate eternos e sobre tudo. Todos palpitam sobre tudo...
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Teria que haver uma Renda Básica Universal, certamente, além da diminuição da carga horária de trabalho
O que houvera imaginado sobre esse modelo: o Governo distribui $ pra população...
Menos trabalho e mais debates & votações pela INTERNET.
« Última modificação: 17 de Julho de 2018, 08:41:36 por Gorducho »

Offline JJ

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #127 Online: 17 de Julho de 2018, 16:25:36 »
Qual é a alternativa baseada em FÍSICA ORTODOXA para uma abordagem mais econômica (incluindo ecologicamente correta) para obsolescência de tecnologias e vida útil finita de unidades e componentes?


Mas, vida útil de um  produto  certamente que sempre será finita, entretanto se será  de 10 anos ou de 100 anos,  já é outra questão.



Offline JJ

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #128 Online: 17 de Julho de 2018, 16:31:09 »
Qual é a alternativa baseada em FÍSICA ORTODOXA para uma abordagem mais econômica (incluindo ecologicamente correta) para obsolescência de tecnologias e vida útil finita de unidades e componentes?

Alternativas totalmente dentro da física conhecida  :|

Em outra mensagem você havia sugerido que o desgaste de materiais seria uma farsa capitalista...



Um aparelho pode ser feito com uma peça que desgasta no tempo X , ou no tempo 10 X.  E além do mais ele pode ser projetado para substituir apenas a peça que desgastou ou pode ser projetado para ser financeiramente inviável o conserto, caso seja não projetado para que possa substituir apenas a parte que estragou.



Offline Buckaroo Banzai

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #129 Online: 17 de Julho de 2018, 18:34:55 »
Gastar em um tempo X ou 10X na maior parte do tempo não será sem outras repercussões. No caso de lâmpadas incandescentes, redução de sua eficiência (consome mais e ilumina menos, e elas já são as menos eficientes mesmo no pico de eficiência).

É algo praticamente impensável se ter uma lâmpada incandescente que o consumidor trocasse o filamento que incandesce, nem mesmo a maioria dos hobbyistas em eletro-eletrônica teriam equipamento disponível. O mais próximo que se poderia ter é retorná-las aos fabricantes para reaproveitamento da carcaça e talvez algum grau de reciclagem do filamento (ainda que imediatamente isso deva custar muito mais do que apenas usar mais filamento completamente novo). Isso não é uma diabólica concepção para se vender mais, é imposição prática, praticamente física do funcionamento da coisa.

Na vasta maior parte do tempo, haverá opções de diferentes graus de durabilidade e opções de assistência técnica. O consumidor tende a optar por projetos mais baratos e descartáveis, de menor durabilidade. Em tese as pessoas podem até mesmo pedir para técnicos construírem ítens personalizados projetados para maior longevidade e manutenção simples.

"Mas é só termos uma mudança de valores, abolirmos o capital e a propriedade privada, que tudo se resolve".

Offline Peter Joseph

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #130 Online: 23 de Julho de 2018, 16:50:54 »
bla bla bla

Veja Gordoucho, como a ideologia econômica atual é aberrante e cientificamente obsoleta. Somente crentes como você e outros aqui podem achar que isto é melhor do que o proposto dentro da abordagem de Sistemas Complexos Adaptativos:

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Porém, em 1970 o economista Robert Lucas começou a utilizar a noção de agente representativo em modelos macroeconómicos. Nos anos seguintes, o enfoque de Lucas revolucionou a forma de se fazer teoria e política macroeconómica.

Desgraçadamente, o movimento desencadeado por Lucas e associados pôs a teoria e a política macroeconómica no caminho do obscurantismo e da superstição. A noção de agente representativo foi utilizada por Lucas para agregar fundamentos microeconómicos à teoria macroeconómica, conferindo-lhe rigor e consistência. Os modelos inspirados nesta corrente reduzem o problema económico duma economia às decisões que o agente representativo deve tomar sobre a optimização, a escolher entre o consumo, o trabalho e o lazer. Tem-se como dado que em tais modelos não existe o desemprego involuntário, somente o lazer.

Em 1974, três economistas do establishment (Hugo Sonnenschein, Rolf Mantel e Gerard Debreu) demonstraram com seus teoremas matemáticos que a agregação dos agentes individuais utilizados nos modelos neoclássicos não permite reencontrar as propriedades de racionalidade que a teoria convencional atribui aos agentes individuais, isto é, a ideia de um consumidor racional que reduz a compra de uma mercadoria quando seu preço se eleva não se conserva no agregado. Em outras palavras, o consumidor representativo pode comportar-se de maneira absurda e decidir comprar mais de uma mercadoria ainda que seu preço esteja a aumentar. Certamente isso destrói a ideia de que os mercados sempre alcançam um equilíbrio entre a oferta e a procura.

Porém, a quem os resultados científicos estorvam quando tudo que se busca é uma bela ideologia? Os teoremas de Sonnenschein-Mantel-Debreu foram convenientemente ocultados e exilados das aulas onde se ensina a teoria económica. E os modelos macroeconómicos de expectativas racionais com agentes representativos seguiram como o cavalo de batalha dos bancos centrais e dos ideólogos do neoliberalismo. Claro, sofreram várias metamorfoses (modelos de ciclos de negócios, modelos neokeynesianos e novos clássicos) e passaram por sessões de maquiagem matemática e econométrica para disfarçar a estultice (modelos dinâmicos estocásticos de equilíbrio geral). Talvez o resultado mais conveniente desses modelos seja que as crises viram fumaça.

A teoria macroeconómica neoclássica está doente. Do ponto de vista científico, o programa reducionista da teoria macroeconómica baseado na possibilidade de agregar os habitantes de Lilliput para conceber uma espécie de novo Gulliver conduz a resultados aberrantes. O mundo que nos rodeia é heterogéneo e orgânico. Se continuamos a utilizar o reducionismo (o todo é igual à soma de suas partes) na macroeconomia, não é por suas virtudes analíticas e sim por sua eficácia ideológica.

https://www.resistir.info/crise/nadal_18jul18.html
« Última modificação: 23 de Julho de 2018, 16:57:49 por Peter Joseph »
"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente." - Krishnamurti

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Offline Gorducho

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #131 Online: 24 de Julho de 2018, 11:48:45 »
Vejo que tem me compreendido mal, Sr. Joseph  :'(
Eu não dou bola pra teorias econômicas — concordo que elas são virtualmente inúteis.
E não vai ser + "teoria" inserida em supercomputadores que vai ajudar (deve conhecer um dos pilares da informática: garbage in, garbage out... não :?:).
Temos, claro, isso sim os heurismos práticos tais como controlar a quantidade de moeda numa certa região; as tarifas alfandegárias...

Offline JJ

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #132 Online: 25 de Julho de 2018, 10:15:58 »
Gastar em um tempo X ou 10X na maior parte do tempo não será sem outras repercussões. No caso de lâmpadas incandescentes, redução de sua eficiência (consome mais e ilumina menos, e elas já são as menos eficientes mesmo no pico de eficiência).

É algo praticamente impensável se ter uma lâmpada incandescente que o consumidor trocasse o filamento que incandesce, nem mesmo a maioria dos hobbyistas em eletro-eletrônica teriam equipamento disponível. O mais próximo que se poderia ter é retorná-las aos fabricantes para reaproveitamento da carcaça e talvez algum grau de reciclagem do filamento (ainda que imediatamente isso deva custar muito mais do que apenas usar mais filamento completamente novo). Isso não é uma diabólica concepção para se vender mais, é imposição prática, praticamente física do funcionamento da coisa.



E com relação a uma máquina de lavar  roupas?

Qual opção teria melhor relação custo/benefício (inclusive custos e benefícios ambientais):

Fabricar, comprar e depois descartar 10  máquinas que  durem  8 anos cada  durante um período de 80 anos ou  fabricar, comprar e depois descartar  1 máquina  que  dure  80  anos ?



Offline Peter Joseph

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #133 Online: 25 de Julho de 2018, 14:48:05 »
Gastar em um tempo X ou 10X na maior parte do tempo não será sem outras repercussões. No caso de lâmpadas incandescentes, redução de sua eficiência (consome mais e ilumina menos, e elas já são as menos eficientes mesmo no pico de eficiência).

É algo praticamente impensável se ter uma lâmpada incandescente que o consumidor trocasse o filamento que incandesce, nem mesmo a maioria dos hobbyistas em eletro-eletrônica teriam equipamento disponível. O mais próximo que se poderia ter é retorná-las aos fabricantes para reaproveitamento da carcaça e talvez algum grau de reciclagem do filamento (ainda que imediatamente isso deva custar muito mais do que apenas usar mais filamento completamente novo). Isso não é uma diabólica concepção para se vender mais, é imposição prática, praticamente física do funcionamento da coisa.

Na vasta maior parte do tempo, haverá opções de diferentes graus de durabilidade e opções de assistência técnica. O consumidor tende a optar por projetos mais baratos e descartáveis, de menor durabilidade. Em tese as pessoas podem até mesmo pedir para técnicos construírem ítens personalizados projetados para maior longevidade e manutenção simples.

"Mas é só termos uma mudança de valores, abolirmos o capital e a propriedade privada, que tudo se resolve".

É claro que se poderia tornar fácil a troca de qualquer parte da lampada, como se troca um eletrodoméstico de tomada hoje. E estes "refis" poderiam ser muito mais duráveis do que é hoje com a obsolescência planejada. Você ainda não pensou direito nas implicações do que é proposto. Releia e pense:


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[...] 1C) PADRONIZAÇÃO UNIVERSAL:
A Padronização Universal é um conjunto de protocolos otimizados, gerados a partir do feedback industrial de massa, de forma colaborativa, que trabalha para criar compatibilidade uniforme, universal, de todos os componentes associados a um determinado gênero de produto. Hoje, essa falta de padronização é uma fonte não só de grande desperdício, mas de grande instabilidade no funcionamento dos produtos comuns, uma vez que o ethos competitivo e a intenção de propriedade restringem a eficiência de uma maneira poderosa.

Esta prática tem sido justificada sob o pretexto de "progresso" no design, com a premissa de que as empresas concorrentes, incentivadas por ganhos financeiros, vão "superar" umas as outras e, portanto, ser mais produtivas na inovação. Embora possa haver alguma verdade nisso, o atraso, o desperdício e a instabilidade causados não justificam a prática. Além disso, tem sido, e sempre será, o compartilhamento de informações, a longo prazo, que tem provocado a inovação, tanto pessoal como social.

A criação de um banco de dados de componentes conhecidos, por indústria, com informações ativamente compartilhadas, em todo o mundo, como um ponto de referência de design e feedback, na criação de peças e produtos comuns, não é uma tarefa difícil e certamente não iria inibir o avanço tecnológico ou engenhosidade. De qualquer forma, ele apresentaria informações e perspectivas mais diversificadas e, portanto, melhores decisões poderiam ser tomadas, mais rapidamente.

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1D) PROTOCOLOS INTEGRADOS DE RECICLAGEM:
Isto significa simplesmente que o estado atual da reutilização de componentes e materiais é otimizado diretamente e considerado estrategicamente, na própria concepção do produto. Novamente, isto não acontece nos dias de hoje, de qualquer forma eficaz. Um levantamento de aterros sanitários do mundo encontra muitos componentes úteis que foram descartados em conjunto com sistemas maiores (produtos). Uma vez que uma corporação normal, que produz esses itens, raramente encoraja a sua devolução para reprocessamento direto, este é o resultado inevitável.

Além disso, enquanto os sistemas de reciclagem de plástico tradicional, vidro, papel e outros estão operando com eficiência moderada, este processo é muito bruto e ineficaz em relação a regeneração direta, conectada à indústria. Em uma EBRLN, considerações de reciclagem otimizadas para reutilizar materiais, pré-formatados ou não, seria o padrão. No final, "aterros" não existiriam nesta abordagem, já que há uma maneira de reutilizar praticamente tudo o que se produz, se tivéssemos o interesse em fazê-lo.

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1B) ADAPTABILIDADE OTIMIZADA:
A Adaptabilidade Otimizada é na verdade um sub-componente do "rendimento otimizado", no contexto da engenharia de design. Hoje, de automóveis a telefones celulares, aumentos de eficiência por avanços tecnológicos continuam ocorrendo rapidamente. No entanto, mesmo com esta rápida taxa de mudança, outros atributos de ordem maior permanecem os mesmos por períodos de tempo relativamente longos, por tendências históricas. Em outras palavras, diferentes componentes da produção têm diferentes taxas de mudança e isso significa que um sistema de "adaptabilidade" e "atualização" ativa pode ser prefigurado por meio de análise de tendências, com as expectativas resultantes incluídas em um design existente no melhor grau possível.

Um exemplo seria a taxa de mudança do chip de processamento de um sistema de computador (CPU). O avanço do poder de processamento do chip vem se acelerando rapidamente, devido à lei de Moore. Como resultado, muitos aplicativos de software, conforme eles melhoram para utilizar estas novas velocidades habilitadas, não vão funcionar em sistemas de computador com chips mais antigos. Isso normalmente força o usuário a comprar um novo sistema de computador, mesmo que a única questão verdadeira seja a CPU, não todo o sistema. Embora outros fatores possam estar em jogo, tais como a compatibilidade do sistema com o novo chip, raramente as pessoas atualizam apenas esses chips, mesmo que seja viável.

Este tipo de adaptação é critica hoje, em todos os níveis, o que faz alusão ao próximo componente econômico: "padronização universal".
« Última modificação: 25 de Julho de 2018, 14:51:55 por Peter Joseph »
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Offline Peter Joseph

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #134 Online: 25 de Julho de 2018, 14:56:26 »
Qual é a alternativa baseada em FÍSICA ORTODOXA para uma abordagem mais econômica (incluindo ecologicamente correta) para obsolescência de tecnologias e vida útil finita de unidades e componentes?

Alternativas totalmente dentro da física conhecida  :|

Em outra mensagem você havia sugerido que o desgaste de materiais seria uma farsa capitalista...



Um aparelho pode ser feito com uma peça que desgasta no tempo X , ou no tempo 10 X.  E além do mais ele pode ser projetado para substituir apenas a peça que desgastou ou pode ser projetado para ser financeiramente inviável o conserto, caso seja não projetado para que possa substituir apenas a parte que estragou.

Pois é, ele quer afirmar que algo que dura X tempo durar 100 ou 100 X de tempo, não implica em nada na redução da taxa de utilização de recursos e de energia, que devem sempre ser poupados o máximo possível dentro da lógica aqui de favorecer o ambiente ecológico que nos sustenta (impacto ambiental mínimo possível). Isto se chama dissonância cognitiva ou desonestidade intelectual, só pode  :biglol: Pra mim a lógica causal aí é gritante, me desculpe.
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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #135 Online: 25 de Julho de 2018, 15:08:26 »
O "Governo" lucraria vendendo bens eficientes, duráveis e baratos para o mundo todo.
Mas nada garante que os bens produzidos na fábrica hipotética em tela seriam "eficientes" (o "computador" do país estrangeiro vai definir isso, suponho..); duráveis e baratos

A aplicação da eficiência técnica em substituição à eficiência de custo benefício do sistema capitalista de mercado, grantirá isto, desde que a burocracia no acesso aos recursos produtivos seja a mínima possível necessária.

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Nesse seu sistema a garantia que temos é que o design venceu a eleição direta. Como os políticos vencem as eleições; ou como xerifes, promotores... lá na America...

O fato é que nossos problemas são em grande maioria técnicos. Apenas pare e reflita nisto. A minoria deles são de ordem puramente morais ou éticas. Portanto são essencialmente resolvidos de forma técnica, com o melhor conhecimento disponível no momento. Esta minoria dos problemas, digamos, completamente irracionais e desconhecidos, jogamos para a democracia direta decidir. Isto sera na minoria dos casos.

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Mas não as propostas pra plesbicito. Essas seriam constantes dentro do princípio de igualdade pra todos cidadãos.
Então debate eternos e sobre tudo. Todos palpitam sobre tudo...

Debates sociais e políticos são bons, não concorda? Ou é melhor usarmos nosso tempo livre pra debater o BB? Pelos menos devemos deixar as pessoas escolherem. Elas não seriam obrigadas a debater, quem quisesse debateria e só. Nem todos se interessariam pela política, é obvio, e daí? O importante é que muitos outros se interessariam e debateriam, como nós estamos fazendo aqui agora.

E como já afirmei, em vários casos, um representante seria necessário, ainda não haveria como substituí-los completamente em todos os casos. A questão principal é que a burocracia diminuiria muito mais. Esta sua ideia de vivermos em debates infinitos é ilusória.

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O que houvera imaginado sobre esse modelo: o Governo distribui $ pra população...
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As pessoas poderiam se unir, em suas vocações livremente e produzir de forma aberta, com o governo simplesmente financiando estas fábricas públicas com o dinheiro das exportações de manufaturados e tudo mais, comercializando os produtos feitos pela interação maciça da sociedade e não de alguns poucos privilegiados cercados por gerentes de marketing. Seria uma sociedade de projeto aberto.
« Última modificação: 25 de Julho de 2018, 15:12:05 por Peter Joseph »
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Offline Peter Joseph

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #136 Online: 25 de Julho de 2018, 15:25:15 »
Vejo que tem me compreendido mal, Sr. Joseph  :'(
Eu não dou bola pra teorias econômicas — concordo que elas são virtualmente inúteis.
E não vai ser + "teoria" inserida em supercomputadores que vai ajudar (deve conhecer um dos pilares da informática: garbage in, garbage out... não :?:).
Temos, claro, isso sim os heurismos práticos tais como controlar a quantidade de moeda numa certa região; as tarifas alfandegárias...

Se chegamos à conclusão que ciência e modelagem econômica são essencialmente inúteis, caímos num niilismo improdutivo e paralisante. Sinto muito, mas não acho isto necessário. Creio em ultima instância no intelecto humano e na sua capacidade de superação por meio da lógica e da razão aliada à tecnologia. O que você sugere, de as pessoas simplesmente optarem espontaneamente por terem menos comodidade do que tem agora, é apenas idealismo ingenuo. Pois, se você acha que elas não conseguiriam deixar de lado valores relacionados a adoção da propriedade privada, imagine então se mudariam por elas mesmas de ideia sobre terem a vida mais complicada do que já tem  :biglol:
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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #137 Online: 25 de Julho de 2018, 15:55:42 »
Mas não as propostas pra plesbicito. Essas seriam constantes dentro do princípio de igualdade pra todos cidadãos.
Então debate eternos e sobre tudo. Todos palpitam sobre tudo...

Debates sociais e políticos são bons, não concorda? Ou é melhor usarmos nosso tempo livre pra debater o BB? Pelos menos devemos deixar as pessoas escolherem. Elas não seriam obrigadas a debater, quem quisesse debateria e só. Nem todos se interessariam pela política, é obvio, e daí? O importante é que muitos outros se interessariam e debateriam, como nós estamos fazendo aqui agora.


Um pequeno exemplo aqui, para clarear a perspectiva da evolução possível: na antiguidade, os Gregos foram revolucionários em praticamente tudo na área do conhecimento, principalmente filosofia, como sabemos. Isto se deveu principalmente terem inventado uma classe maior de privilegiados, com acesso a recursos, que proporcionou a muito mais pessoas se darem ao debate e ao pensamento, sem precisar pensar diretamente na sobrevivência do dia-a-dia. Imagine se esta classe for muito maior atualmente, englobando a grande maioria das pessoas. Haveria uma explosão de evolução similar.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #138 Online: 25 de Julho de 2018, 20:50:20 »
Gastar em um tempo X ou 10X na maior parte do tempo não será sem outras repercussões. No caso de lâmpadas incandescentes, redução de sua eficiência (consome mais e ilumina menos, e elas já são as menos eficientes mesmo no pico de eficiência).

É algo praticamente impensável se ter uma lâmpada incandescente que o consumidor trocasse o filamento que incandesce, nem mesmo a maioria dos hobbyistas em eletro-eletrônica teriam equipamento disponível. O mais próximo que se poderia ter é retorná-las aos fabricantes para reaproveitamento da carcaça e talvez algum grau de reciclagem do filamento (ainda que imediatamente isso deva custar muito mais do que apenas usar mais filamento completamente novo). Isso não é uma diabólica concepção para se vender mais, é imposição prática, praticamente física do funcionamento da coisa.

Na vasta maior parte do tempo, haverá opções de diferentes graus de durabilidade e opções de assistência técnica. O consumidor tende a optar por projetos mais baratos e descartáveis, de menor durabilidade. Em tese as pessoas podem até mesmo pedir para técnicos construírem ítens personalizados projetados para maior longevidade e manutenção simples.

"Mas é só termos uma mudança de valores, abolirmos o capital e a propriedade privada, que tudo se resolve".

É claro que se poderia tornar fácil a troca de qualquer parte da lampada,

Não, não é de maneira alguma algo pragmático de ser sempre feito sem custo muito elevado, especialmente para lâmpadas incandescentes.

Fluorescentes e mesmo LEDs já podem/sempre puderam ter instalações que essencialmente permitem isso, mas as pessoas comumente preferem as opções mais descartáveis, por maior praticidade.




E estes "refis" poderiam ser muito mais duráveis do que é hoje com a obsolescência planejada. Você ainda não pensou direito nas implicações do que é proposto. Releia e pense:

 

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[...] 1C) PADRONIZAÇÃO UNIVERSAL:
A Padronização Universal é um conjunto de protocolos otimizados, gerados a partir do feedback industrial de massa, de forma colaborativa, que trabalha para criar compatibilidade uniforme, universal, de todos os componentes associados a um determinado gênero de produto. Hoje, essa falta de padronização é uma fonte não só de grande desperdício, mas de grande instabilidade no funcionamento dos produtos comuns, uma vez que o ethos competitivo e a intenção de propriedade restringem a eficiência de uma maneira poderosa.

Esta prática tem sido justificada sob o pretexto de "progresso" no design, com a premissa de que as empresas concorrentes, incentivadas por ganhos financeiros, vão "superar" umas as outras e, portanto, ser mais produtivas na inovação. Embora possa haver alguma verdade nisso, o atraso, o desperdício e a instabilidade causados não justificam a prática. Além disso, tem sido, e sempre será, o compartilhamento de informações, a longo prazo, que tem provocado a inovação, tanto pessoal como social.

A criação de um banco de dados de componentes conhecidos, por indústria, com informações ativamente compartilhadas, em todo o mundo, como um ponto de referência de design e feedback, na criação de peças e produtos comuns, não é uma tarefa difícil e certamente não iria inibir o avanço tecnológico ou engenhosidade. De qualquer forma, ele apresentaria informações e perspectivas mais diversificadas e, portanto, melhores decisões poderiam ser tomadas, mais rapidamente.

Acredito que isso não é muito distante da realidade. De modo geral as coisas que usamos usam componentes (como capacitores, parafusos) comprados de diversas outras empresas, que vendem para diversas outras empresas. Eles são em geral padronizados, não feitos sob encomenda específica de critérios customizados para cada cliente.

Algumas vezes será o caso de todo o núcleo funcional de um dispositivo ser idêntico, mesmo que tenha marcas diferentes, podendo ter até os mesmos fabricantes exatos, que apenas "embalam" em um design diferente. Talvez possa haver diferenças menores, como componentes da mesma especificação, mas de diferentes fornecedores (e possivelmente níveis de qualidade). (E então a crítica ao capitalismo seria no sentido de haver em grande parte apenas uma ilusão de escolha, com diferenciação mínima e/ou indireta, até "incógnita", do produto).



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1D) PROTOCOLOS INTEGRADOS DE RECICLAGEM:
Isto significa simplesmente que o estado atual da reutilização de componentes e materiais é otimizado diretamente e considerado estrategicamente, na própria concepção do produto. Novamente, isto não acontece nos dias de hoje, de qualquer forma eficaz. Um levantamento de aterros sanitários do mundo encontra muitos componentes úteis que foram descartados em conjunto com sistemas maiores (produtos). Uma vez que uma corporação normal, que produz esses itens, raramente encoraja a sua devolução para reprocessamento direto, este é o resultado inevitável.

Além disso, enquanto os sistemas de reciclagem de plástico tradicional, vidro, papel e outros estão operando com eficiência moderada, este processo é muito bruto e ineficaz em relação a regeneração direta, conectada à indústria. Em uma EBRLN, considerações de reciclagem otimizadas para reutilizar materiais, pré-formatados ou não, seria o padrão. No final, "aterros" não existiriam nesta abordagem, já que há uma maneira de reutilizar praticamente tudo o que se produz, se tivéssemos o interesse em fazê-lo.

Era sobre isso que perguntei. Queria entender os detalhes, e não apenas "isso seria resolvido porque se pensaria em como evitar e fazer de maneira mais eficiente" não diz nada.

:?: "Seu" televisor, está com defeito. O que acontece?

:?: Um modelo de televisor novo é concebido. Como/quando ele passa a ser produzido? A linha anterior permanece em produção para sempre, ou se planeja sua obsolescência?

O que eu imagino é que o ideal talvez fosse ter praticamente todos utensílios sob um regime de "aluguel", onde os fabricantes se responsabilizassem pela manutenção e até eventual "atualização" dos mesmos. Seja lá como for exatamente se dar o encerramento de uma linha (obsolescência) e o início de outra, que imagino não poder ser muito diferente, mas talvez possa até ser algo acelerado.

Isso contudo deverá ser imediatamente (continuamente) mais caro para o consumidor/sociedade do que sob o regime de consumo de ítens descartáveis, embora poupando a todos dos "juros" das externalidades implícitas no descarte massivo da produção industrial. Mas talvez a incorporação de maior reciclagem possa também abater um pouco desse custo, difícil dizer.




No que concerne ao vai-e-vem de mercadorias, como o algodão ir dos EUA à China para voltar aos EUA, acredito que isso ainda pode ser o mais eficiente no fim das contas. Uma parte do algodão americano, possivelmente a maioria, deve continuar na China para consumo próprio, além de exportação de tecidos para outros países.

A economia globalizada pode ser vista como análoga a um organismo complexo multicelular, com diferentes países e regiões sendo análogas a diferentes órgãos; o comércio internacional, rotas metabólicas. Enquanto que a tentativa de auto-suficiência tribal total é análoga a organização inferior de seres unicelulares auto-suficientes. Essa meta é em última instância impossível de ser obtida pela humanidade, por mais "mudança de valores" que houver. Sempre serão necessárias relações de interdependência entre regiões se não formos nos limitar a ser caçadores-coletores. As chances são de que as atuais sejam próximas de ser as mais econômicas/ecológicas possíveis, distorcidas, enfraquecidas, apenas justamente por nacionalismo/protecionismo econômico.

Offline Peter Joseph

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #139 Online: 14 de Agosto de 2018, 15:04:02 »
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Em 12 de dezembro de 2017, a Rethinking Economics e o New Weather Institute publicaram  '33 Teses para uma Reforma Econômica 'para marcar os 500 anos da Reforma Católica. As teses, que foram endossadas por estudantes e economistas e pregadas às portas da London School of Economics, são reproduzidas abaixo.

O mundo enfrenta a pobreza, a desigualdade, a crise ecológica e a instabilidade financeira. Estamos preocupados com o fato de que a economia está fazendo muito menos do que poderia para fornecer insights que ajudariam a resolver esses problemas. Isto é por três razões:

Primeiro , dentro da economia, desenvolveu-se um monopólio intelectual doentio. A perspectiva neoclássica domina predominantemente o ensino, a pesquisa, o aconselhamento sobre políticas e o debate público. Muitas outras perspectivas que podem fornecer informações valiosas são marginalizadas e excluídas. Não se trata de uma teoria ser melhor que outra, mas a noção de que o avanço científico só avança com um debate. Dentro da economia, este debate morreu.
Segundo , enquanto a economia neoclássica fez uma contribuição histórica e ainda é útil, há ampla oportunidade para melhoria, debate e aprendizado de outras disciplinas e perspectivas.
Terceiro , a economia dominante parece ter se tornado incapaz de se auto-corrigir, desenvolvendo-se mais como uma fé do que como uma ciência. Demasiadas vezes, quando as teorias e as evidências entram em conflito, são as teorias que foram confirmadas e as evidências que foram descartadas.
Propomos essas teses como um desafio ao monopólio intelectual doentio da economia mainstream. Esses são exemplos - das falhas nas principais teorias, dos insights que perspectivas alternativas têm a oferecer e das maneiras pelas quais uma abordagem mais pluralista pode ajudar a economia a se tornar mais eficaz e mais democrática. Esta é uma afirmação de que uma economia melhor é possível e um convite para debater.

O PROPÓSITO DA ECONOMIA
1. O propósito da economia é para a sociedade decidir. Nenhum objetivo econômico pode ser separado da política. Indicadores de sucesso representam escolhas políticas.

2. A distribuição de riqueza e renda é fundamental para a realidade econômica e deve ser assim na teoria econômica.

3. A economia não é isenta de valor e os economistas devem ser transparentes sobre os juízos de valor que fazem. Isso se aplica especialmente àqueles juízos de valor que podem não ser visíveis ao olho destreinado.

4. A política não "nivela" o campo de jogo, mas inclina-o em uma direção. Precisamos de uma discussão mais explícita sobre o tipo de economia que queremos e como chegar lá.

O MUNDO NATURAL
5. A natureza da economia é que ela é um subconjunto da natureza e das sociedades em que ela surge. Não existe como uma entidade independente. Instituições sociais e sistemas ecológicos são, portanto, centrais, não externas, ao seu funcionamento.

6. A economia não pode sobreviver ou prosperar sem insumos do mundo natural, ou sem os muitos sistemas de sustentação da vida que o mundo natural proporciona. Depende de um contínuo fluxo de energia e matéria, e opera dentro de uma biosfera delicadamente equilibrada. Uma teoria econômica que trata o mundo natural como externo ao seu modelo não pode entender completamente como a degradação do mundo natural pode prejudicar suas próprias perspectivas.

7. A economia deve reconhecer que a disponibilidade de energia e recursos não renováveis ​​não é infinita, e o uso desses estoques para acessar a energia que eles contêm altera os equilíbrios energéticos agregados do planeta, criando conseqüências como a turbulência climática.

8. O feedback entre a economia e a ecologia não pode ser ignorado. Ignorá-los até hoje levou a uma economia global que já opera bem fora dos limites viáveis ​​da ecologia que a abriga, ainda que requer um maior crescimento para funcionar. Mas a economia deve estar fundamentada nas restrições objetivas da ecologia do planeta.

INSTITUIÇÕES E MERCADOS
9. Todos os mercados são criados e moldados por leis, costumes e cultura, e são influenciados pelo que os governos fazem e pelo que eles não fazem.

10. Os mercados são resultados das interações entre diferentes tipos de organizações públicas e privadas (bem como as do setor voluntário e da sociedade civil). Mais estudos devem ser feitos sobre como essas organizações são realmente organizadas e como as inter-relações entre elas funcionam e poderiam funcionar.

11. Os mercados também são mais complexos e menos previsíveis do que podem ser implicados por simples relações de oferta e demanda. A economia precisa de uma compreensão mais profunda de como os mercados se comportam e pode aprender com a ciência de sistemas complexos, usados ​​em física, biologia e computação.

12. As instituições moldam os mercados e influenciam o comportamento de todos os atores econômicos. A economia deve, portanto, considerar as instituições como parte central de seu modelo.

13. Como diferentes economias têm instituições diferentes, uma política que funciona bem em uma economia pode funcionar mal em outra. Por essa razão, entre muitos outros, é improvável que seja útil propor um conjunto universalmente aplicável de políticas econômicas baseadas apenas na teoria econômica abstrata.

TRABALHO E CAPITAL
14. Salários, lucros e retornos sobre ativos podem ser mostrados como dependentes de uma ampla gama de fatores, incluindo o poder relativo de trabalhadores, firmas e proprietários de ativos - não meramente sobre suas contribuições relativas à produção. A economia precisa de uma compreensão mais ampla desses fatores para melhor informar as escolhas que afetam a parcela da renda recebida pelos diferentes grupos da sociedade.

A NATUREZA DA TOMADA DE DECISÃO
15. O erro, o preconceito, o reconhecimento de padrões, a aprendizagem, a interação social e o contexto são todas influências importantes sobre o comportamento que não são reconhecidos na teoria econômica. A economia dominante, portanto, precisa de uma compreensão mais ampla do comportamento humano e pode aprender com a sociologia, a psicologia, a filosofia e outras escolas de pensamento.

16. As pessoas não são perfeitas, e a tomada de decisão econômica "perfeitamente racional" não é possível. Qualquer decisão econômica que tenha algo a ver com o futuro envolve um grau de incerteza inquantificável e, portanto, requer julgamento. A teoria e a prática econômica dominante devem reconhecer o papel da incerteza.

DESIGUALDADE
17. Em uma economia de mercado, pessoas com as mesmas habilidades, preferências e dotações não tendem a ter o mesmo nível de riqueza, sujeitas apenas a alguma variação aleatória. Os efeitos de pequenas diferenças na sorte ou nas circunstâncias podem gerar resultados muito diferentes para pessoas semelhantes.

18. Os mercados geralmente mostram uma tendência para aumentar a desigualdade. Por sua vez, sociedades desiguais se saem pior em uma série de indicadores de bem-estar social. A teoria econômica dominante poderia fazer muito melhor para entender como e por que isso acontece e como isso pode ser evitado.

19. A proposição de que, como um país fica mais rico, a desigualdade deve inevitavelmente aumentar antes de cair, mostrou-se falsa. Qualquer combinação de crescimento do PIB e desigualdade é possível.

CRESCIMENTO DO PIB, INOVAÇÃO E DÍVIDA
20. O crescimento é uma opção política, tanto quanto econômica. Se escolhermos buscar o "crescimento", então as perguntas - "crescimento do que, por que, para quem, por quanto tempo e quanto é suficiente?" - todos devem ser respondidos de forma explícita ou implícita.

21. A inovação não é externa à economia; é uma parte inerente da atividade econômica. Nossa compreensão do crescimento do PIB pode ser melhorada se considerarmos que a inovação está ocorrendo dentro de um ecossistema de desequilíbrio em constante evolução, moldado pelo design dos mercados e pelas interações entre todos os atores dentro deles.

22. A inovação tem uma taxa e uma direção. Uma discussão sobre a "direção" da inovação requer uma compreensão do "propósito" na formulação de políticas.

23. A dívida privada também influencia profundamente a taxa de crescimento da economia. e ainda é excluído da teoria econômica. A criação de dívida adiciona demanda financiada por crédito e afeta os mercados de bens e ativos. Finanças e economia não podem ser separadas.

DINHEIRO, BANCOS E CRISES
24. A maior parte do dinheiro novo circulando na economia é criada pelos bancos comerciais, toda vez que eles fazem um novo empréstimo.

25. O modo como o dinheiro é criado afeta a distribuição da riqueza dentro da sociedade. Consequentemente, o método de criação de moeda deve ser entendido como uma questão política, não meramente técnica.

26. Como os bancos criam dinheiro e dívida, eles são atores importantes na economia e devem ser incluídos nos modelos macroeconômicos. Modelos econômicos que não incluem bancos não serão capazes de prever crises bancárias.

27. A economia precisa entender melhor como a instabilidade e as crises podem ser criadas internamente nos mercados, em vez de tratá-las como "choques" que afetam os mercados externos.

28. A financeirização tem duas dimensões: financiamento de curto prazo e especulativo, e uma economia real financeirizada. Os dois problemas devem ser estudados em conjunto.

O ENSINO DA ECONOMIA
29. Uma boa educação econômica deve oferecer uma pluralidade de abordagens teóricas para seus alunos. Isso deve incluir não apenas a história e a filosofia do pensamento econômico, mas também uma ampla gama de perspectivas atuais - como institucional, austríaco, marxista, pós-keynesiano, feminista, ecológico e complexo.

30. A economia em si não deveria ser um monopólio. Cursos interdisciplinares são fundamentais para entender as realidades econômicas de crises financeiras, pobreza e mudanças climáticas. A política, a sociologia, a psicologia e as ciências ambientais devem, portanto, ser integradas ao currículo, sem serem tratadas como acréscimos inferiores à teoria econômica existente.

31. A economia não deve ser ensinada como um estudo de valor neutro de modelos e indivíduos. Os economistas precisam ser bem versados ​​em ética e política, bem como ser capazes de se envolver significativamente com o público.

32. Um foco esmagador em estatísticas e modelos quantitativos pode deixar os economistas cegos para outras formas de pensar. Os estudantes devem ser apoiados na exploração de outras abordagens metodológicas, incluindo pesquisa qualitativa, entrevistas, trabalho de campo e argumentação teórica.

33. Acima de tudo, a economia deve fazer mais para encorajar o pensamento crítico, e não simplesmente recompensar a memorização de teorias e a implementação de modelos. Os alunos devem ser encorajados a comparar, contrastar e combinar teorias e aplicá-las criticamente a estudos de caso aprofundados do mundo real.

https://www.opendemocracy.net/neweconomics/33-theses-economics-reformation/
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Offline Peter Joseph

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #140 Online: 17 de Agosto de 2018, 19:02:02 »
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Entropia

Umas das leis físicas mais conhecidas, a Segunda Lei da Termodinâmica, é diretamente responsável por gerar o Caos encontrado na realidade, por meio do fenômeno da Entropia.

Sua Primeira Lei, da conservação de energia, no diz que a energia existente no Universo não pode ser criada, somente transformada. E sua Segunda Lei, relativa à transformação da energia, diz que a conversão da energia nunca é total. Sempre haverá redirecionamento de uma parte da energia para outro fim.

Entropia é o nível de desordem dentro de um sistema, resultante da perda de energia ocasionada em sua conversão, para se conseguir o objetivo desejado: o trabalho. Podemos, assim, considerar o Trabalho como sendo gerado pelo fenômeno da Entropia que, por sua vez, é uma decorrência direta da Segunda Lei da Termodinâmica. A perda da energia em um sistema, ocasionada pela sua Entropia constante, leva à sua desordem em relação ao estado inicialmente desejado de ordenação das suas partes, que é o que podemos chamar de Caos. Esta desordem implica no aumento das possibilidades (microestados) possíveis para a ordenação das partes constituintes do sistema, em relação à ordem que se deseja. Isto ocorre por que, ao perder a quantidade de energia necessária para manter as restrições de ordem impostas ao sistema, tais restrições deixam de existir, aumentando as possibilidades de ordenamento (indeterminação ou desconhecimento da ordem), levando à aleatoriedade ou desordem em relação à ordem que se pretende ao sistema. Ou seja, somente com a manutenção da quantidade de energia momentânea necessária – dado o seu estado de complexidade atual – é que se podem ser mantidas as restrições pretendidas para o sistema, de forma a funcionar como o teorizado.

Além disso, ao ocorrer, a Entropia torna o sistema inevitavelmente cada vez mais complexo, por produzir mais dados a serem fisicamente mantidos, o que exige uma quantidade cada vez maior de energia para que funcione, bem como tornando mais difícil determinar a ordem desejada devido a ausência das informações necessárias para tal, pois, ao perder informação em meio ao caos gerado pelo aumento substancial da complexidade, conforme se utiliza mais energia, o seu subsistema de feedback passa a exigir maior capacidade de processamento de dados, o que por sua vez exige ainda mais energia para o sistema funcionar como o pretendido, gerando ainda mais complexidade.

Temos que obsevar que ordem e desordem dentro de um sistema são coisas relativas, não havendo um nível de ordem ou desordem universal a ser alcançado. O nível de ordenamento do sistema sempre será relativo àquela ordem pretendida inicialmente ou espontaneamente existente. O que é ordem para um sistema pode ser caos para outro e vice versa, dependendo do fim específico que se deseja alcançar no momento.

A ineficiência, tanto na extração como na utilização de energia (conversão em trabalho) também leva ao desordenamento do sistema. Podemos considerar que um sistema maximamente eficiente é aquele que consegue atingir seus objetivos gastando o mínimo de energia possível para manter o seu ordenamento. Resumidamente, um sistema que dê o menor número de passos possíveis para se alcançar suas metas. Isto ocorre por que, quanto mais energia é transformada, mais trabalho se gera, aumentando ainda mais a complexidade. O ideal a se fazer é justamente utilizar a quantidade mínima necessária de trabalho para se atingir os objetivos sistêmicos pretendidos, levando assim a uma menor complexidade que nos seja mais fácil de ser ordenada e prevista.
« Última modificação: 17 de Agosto de 2018, 19:06:23 por Peter Joseph »
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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #141 Online: 20 de Agosto de 2018, 06:14:23 »
Sistemas complexos é comigo mesmo, porque eu sou o SUPERDOTADO!!!!

As mulheres vivem falando que domino muito bem COM(AM)PLEXOS!!!

ELAS NUNCA RECLAMAM!!!  :histeria:
Feche os olhos e sinta dois metros e trinta.

Offline Pedro Reis

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #142 Online: 21 de Agosto de 2018, 07:38:25 »
O Alquimista, incansavelmente, fazendo papel ridículo.

Mas eu não sei explicar isso de uma maneira tão simples que ele consiga entender.

Offline Peter Joseph

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #143 Online: 21 de Agosto de 2018, 14:34:17 »
O Alquimista, incansavelmente, fazendo papel ridículo.

Mas eu não sei explicar isso de uma maneira tão simples que ele consiga entender.

Aparentemente existe um Troll que sempre volta aqui neste fórum de discussão, incansavelmente. E parece que ele é obcecado pelo usuário GigaView  :biglol: As vezes até acho que é o GigaView fazendo isto para chamar a atenção para si mesmo  :|
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Offline Peter Joseph

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #144 Online: 21 de Agosto de 2018, 15:08:53 »
Minha segunda teoria, é que ele é um homossexual enrustido, apaixonado pelo Gigaview, porém ele não consegue aceitar isto na sua cabeça e cria um problema sério de autoaceitação e consequências bizarras como ser um Troll de internet sem noção. Provavelmente um psiquiatra associado a um psicologo ajudaria bastante, qual fosse o problema. Fica a dica (sério mesmo). Trolls geralmente possuem problemas relacionados à psicopatia, mas também acho que depressão e falta de auto-aceitação também contribuem para a existência. É só mais um resultado do nosso "maravilhoso" e "sadio" sistema linear amado  :|

Certamente que a maioria as vezes age como um troll, inclusive eu, somos influenciados pelo sistema socioeconômico, não interessa em que nível seja isto. Mas ele já está num nível muito patológico e doentio.
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Offline JJ

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Re:Sistemas Complexos
« Resposta #145 Online: 21 de Agosto de 2018, 15:31:46 »

O cara está totalmente obcecado com o Clube Cético,  eu desconfio que ele até sonha com o Clube Cético e com alguns foristas. 


Parece paixão não correspondida.


 :histeria:

« Última modificação: 21 de Agosto de 2018, 15:34:20 por JJ »

 

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