Autor Tópico: Grupos contrários à vacinação avançam no País e preocupam Ministério da Saúde  (Lida 255 vezes)

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Offline Cinzu

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Movimento, disseminado principalmente nas redes, é apontado como causa de surto de sarampo na Europa

Embora o Brasil tenha um dos mais reconhecidos programas públicos de vacinação do mundo, com os principais imunizantes disponíveis a todos gratuitamente, vêm ganhando força no País grupos que se recusam a vacinar os filhos ou a si próprios. Esses movimentos estão sendo apontados como um dos principais fatores responsáveis por um recente surto de sarampo na Europa, onde mais de 7 mil pessoas já foram contaminadas. No Brasil, os grupos são impulsionados por meio de páginas temáticas no Facebook que divulgam, sem base científica, supostos efeitos colaterais das vacinas.

O avanço desses movimentos já preocupa o Ministério da Saúde, que observa queda no índice de cobertura de alguns imunizantes oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, por exemplo, a cobertura da segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve adesão de apenas 76,7% do público-alvo.

“Isso preocupa e causa um alerta para nós porque são doenças imunopreveníveis, que podem voltar a circular se a cobertura vacinal cair, principalmente em um contexto em que temos muitos deslocamentos entre diferentes países”, diz João Paulo Toledo, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, que ressalta que todas as vacinas oferecidas no País são seguras.

A disseminação de informações contra as vacinas ocorre principalmente em grupos de pais nas redes sociais. O Estado encontrou no Facebook cinco deles, reunindo mais de 13,2 mil pessoas. Nesses espaços, os pais compartilham notícias publicadas em blogs, a maioria de outros países e em inglês, sobre as supostas reações às vacinas – por exemplo, relacionando-as ao autismo.

Os pais também trocam informações para não serem denunciados, como não informar aos pediatras sobre a decisão de não vacinar os filhos, e estratégias que eles acreditam que garantiram imunização das crianças de forma alternativa, com óleos, homeopatia e alimentos.

Exemplos. A doula Gerusa Werner Monzo, de 33 anos, participa de um desses grupos. Ela afirma que há anos começou a ler sobre as vacinas e, por isso, sempre foi contrária a imunizar os filhos, hoje com 6 e 9 anos. “Tomaram as que são dadas nos primeiros meses de vida porque fui obrigada, mas não foram todas. O caçula, por exemplo, não tomou reforços da tríplice viral e a da poliomielite”, disse. Gerusa diz ser contra vacinar seus filhos por achar a imunização desnecessária em crianças saudáveis e por medo de possíveis reações.

“Meus meninos nunca tomaram vacinas como a da gripe ou febre amarela, mas são mais saudáveis que muitas crianças porque têm boa alimentação, fazem tratamento com homeopatia. As vacinas atrapalham essa imunização natural que desenvolveram.”

Ela conta, no entanto, que os dois já tiveram catapora – doença que pode ser evitada com a vacina tetra viral.

A designer Fátima (nome fictício), de 39 anos, é mãe de um menino de 3 anos que só foi vacinado, pelo calendário oficial, até os 15 meses. Ela pediu para não ser identificada, por medo de ser denunciada e porque o pai do menino não sabe que o filho não tomou todas as vacinas.

“Quando ele tinha quatro meses, tomou as vacinas tetravalente e rotavírus e dias depois seu comportamento mudou, ficou agitado, não conseguia comer, teve alergia por todo o corpo. Na época, eu não entendia o que tinha acontecido, mas, depois de conhecer os grupos que falam sobre as verdadeiras reações das vacinas, tenho certeza de que foi uma consequência delas.”

Foi depois de entrar nos grupos que ela decidiu não dar as vacinas seguintes no menino, mesmo sem ter o apoio de familiares e do pediatra. “Não comento com ninguém sobre isso, nem com o meu marido, só a minha mãe sabe que eu parei de dar as vacinas. Não vou dizer nada para o médico nem na escola para evitar qualquer problema. Essa é uma decisão minha e sei que estou cuidando bem do meu filho de outra forma, com uma alimentação saudável e tratamento homeopático”, disse.

Risco. Especialistas ressaltam que a decisão de Fátima, Gerusa e de outros pais contrários à vacinação não traz consequências apenas individuais: a queda na cobertura vacinal pode causar problemas de saúde pública. “Imagine se 5% da população deixar de tomar a vacina a cada ano. Isso forma um nicho de pessoas suscetíveis a doenças que, caso contaminadas, podem infectar mais gente”, alerta Guido Carlos Levi, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Fonte: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,grupos-contrarios-a-vacinacao-avancam-no-pais-e-preocupam-ministerio-da-saude,70001800099

Offline Zero

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Citação de: Umberto Eco
“As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis[...]"

Nada como a desinformação para gerar ações estúpidas como esses grupos, não afirmo que haja uma verdade absoluta e eterna na ciência, mas a descrença nos fatos analisados, testados e comprovados só mostra o quão preguiçosas intelectualmente são algumas pessoas que tem acesso às informações verídicas* sobre os fatos mas as ignoram.

*Sei que houveram muitas mudanças nos fatos, mas considero esse "verídico" como algo analisado e comprovado na atualidade, não havendo contraposição que derrube tal afirmação no momento.

Offline Zero

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Também, adendo ao tópico, é interessante ler esse artigo do Universo Racionalista, tange parte do que é tratado no tópico.

A ciência de porque nós não acreditamos na ciência

Offline Buckaroo Banzai

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Conservadorismo/olavismo crescendo e fazendo estrago.



Um sujeito desses ainda consegue ser muito respeitado, mesmo entre os "céticos". Falar mal de comunismo é só o que basta para ser intelectual, para muita gente.

É de se perguntar se isso não deveria ser considerado uma forma de negligência criminosa. Coloca em risco não só a criança, mas boa parte da população.

Offline Zero

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Conservadorismo/olavismo crescendo e fazendo estrago.



Um sujeito desses ainda consegue ser muito respeitado, mesmo entre os "céticos". Falar mal de comunismo é só o que basta para ser intelectual, para muita gente.

É de se perguntar se isso não deveria ser considerado uma forma de negligência criminosa. Coloca em risco não só a criança, mas boa parte da população.

Nem certo podemos afirmar que há algum argumento que pode ser minimamente considerado de autoridade sobre isso partindo dele (considerando-o especialista para afirmar tal "opinião"), há quem pode basear-se nisso, afirmando que por ser ele, o Olavo, é verdade, como se o que o Olavo afirmasse fosse uma verdade absoluta, sequer questionando as fontes que ele utilizou, bem como seu raciocínio para chegar em tal conclusão.


Offline -Huxley-

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Re:Grupos contrários à vacinação avançam no País e preocupam Ministério da Saúde
« Resposta #5 Online: 26 de Setembro de 2018, 00:00:54 »
Alguém sabe dizer quais vacinas deveriam ser tomadas pelos os adultos? Segundo o livro Saúde: a hora é agora, em que dois dos três são autores são médicos e doutores pela Faculdade de Medicina da USP, é recomendado que os adultos sejam imunizados contra oito doenças: tétano, hepatite B, hepatite A, gripe, pneumonia, sarampo, rubéola e febre amarela. Entretanto, tenho visto que existem outras doenças infecciosas no Brasil: Meningites, HPV, herpes, por exemplo. Alguém sabe por que doenças como essas podem ser excluídas de uma lista de recomendação como essa (assim como em outros casos)?

Eu acho incrível como a resposta para um questionamento tão importante é negligenciado. E o pior, mesmo quando se responde quais vacinas se tomar, sequer é justificado porque se exclui algumas doenças infecciosas que existem no Brasil.

E essa história descrita no artigo do Estadão no primeiro post de que os principais imunizantes estão disponíveis a todos gratuitamente no Brasil é balela. Das oito doenças que citei, apenas três estão disponíveis nos postos de saúde para todos e independentemente do perfil do tomador, segundo informação do livro que citei no meu post.

Enfim, não é só a anti-vacinação que preocupa. A relativa insuficiência de informação pró-vacinação também é muito preocupante.
« Última modificação: 26 de Setembro de 2018, 00:06:34 por -Huxley- »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Grupos contrários à vacinação avançam no País e preocupam Ministério da Saúde
« Resposta #6 Online: 26 de Setembro de 2018, 00:15:11 »

E explicação deve ser para tentar disfarçar a estratégia de dominação globalista através do controle populacional com o pretexto de doenças fakes ou apenas já erradicadas. Mas mesmo assim eles devagarzinho vão avançando com seus planos:

http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/42748-ministerio-da-saude-quer-vacinar-10-milhoes-de-jovens-e-adolescentes-contra-meningite-e-hpv

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https://drauziovarella.uol.com.br/geral/vale-a-pena-tomar-a-vacina-contra-o-herpes-zoster/

[...] Aprovada pela Anvisa no ano passado [2014], a vacina pode ser administrada mesmo que o paciente já tenha tido um episódio de herpes na vida. Segundo Eliane Tiemi Iokote, infectologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, é importante o paciente considerar ser vacinado, principalmente se ele possui mais de 50 anos, quando o risco de infecção é elevado. “Mesmo que a doença já tenha aparecido, vale a pena tomar a vacina, pois ajuda a reduzir a dor aguda ou crônica que costuma vir associada ao herpes.” Apesar dos benefícios, o grande entrave da vacina é o preço (ela não faz parte do calendário do SUS). Nas clínicas de São Paulo, o custo está em aproximadamente R$450.

Como toda vacina, as contraindicações são específicas. Nesse caso, os pacientes que fazem uso frequente de corticoides devem perguntar ao médico antes se podem ser imunizados ou não. Além disso, aqueles com imunidade baixa e gestantes não devem tomá-la. [...]


Falando nisso ainda tenho que tomar a de febre amarela. :/

Talvez já até outro reforço de tétano, que já tomei atrasado uns anos atrás, quando furei as mãos com arame enferrujado. :/

Fiquei surpreso com como vi muito menos mosquitos Aedes aegypti no decorrer dos últimos dois anos... acho que o cerco fechou em torno do PT e tiveram que dar prioridade em tentar parar a lava-jato, não podendo investir tanto em ampliar a população de mosquitos.

 

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