Autor Tópico: Problemas da educação no Brasil  (Lida 613 vezes)

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Offline Chico

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Problemas da educação no Brasil
« Online: 08 de Setembro de 2018, 20:40:15 »
Existem inúmeros problemas na educação brasileira. Escrevi uma lista com 11 itens, mas tem 6 que eu gostaria de ouvir opiniões, principalmente em relação ao primeiro e ao terceiro.

Primeiro: A disciplina dos alunos

Sabemos que a qualidade da educação é péssima e temos muitos analfabetos funcionais. Mas o maior problema que vejo está na falta de disciplina dos alunos. A maioria dos alunos só querem saber de zoeira e os professores tem dificuldade de botar ordem na turma. Há casos em que professores são ameaçados por alunos violentos. Então pais e professores brigam e um empurra para o outro a responsabilidade de educar os alunos em relação à disciplina, responsabilidade e bom comportamento. Nessa situação, vejo que as escolas precisam de mais disciplinários para por ordem.


Segundo: Conteúdo sem importância

Temos que reconhecer que muitos assuntos na educação do básico ao superior não são essenciais para todas as carreiras. Se reduzíssimos o conteúdo o que não é essencial, os alunos poderiam concluir o ensino médio com 14-15 anos e o superior com 17-18 anos. A grande vantagem disso é poder colocar pessoas com menos de 20 anos para trabalhar e já começar a pagar a previdência social, tornando a previdência mais sustentável com uma população envelhecendo. Exemplos de assuntos não essenciais:

* Metade do conteúdo de química - que o aluno terá esquecido 5 anos depois de terminar o ensino médio.
* Matemática na Física - o foco das aulas de Física está em fazer cálculos matemáticos e não na teoria. A não ser que o aluno faça engenharia, essa matemática será inútil na vida dele e é melhor que ele aprenda isso num curso de engenharia.
* Aula sobre fisiologia de vegetais, sistema digestivo de insetos, criaturas marinhas que nunca veremos, etc - isso só dá volume no conteúdo.
* Números complexos, matrizes - e coisas que não fazem sentido para quem não é da área.

Todos esses assuntos extras poderiam estar em bibliotecas para o aluno que se interessar. Hoje é muito mais fácil por causa de internet, livros digitais e vídeo-aulas.


Terceiro: Curso superior ou profissionalizante?

O maior problema é algo que só tomei conhecimento recentemente e a maioria das pessoas não estão cientes disso. Nos outros países, existe a distinção entre university e college. A university serve para colocar o aluno na área acadêmica para fazer pesquisas e criar coisas novas, é equivalente no Brasil a bacharelado. O college é o ensino profissionalizante e tem o objetivo de colocar o aluno pronto para trabalhar na indústria.

Mas no Brasil, o povo procura fazer ensino do tipo bacharelado mas como se fosse profissionalizante. Por isso o governo investe muito mais no bacharelado do que na profissionalização e na educação básica. Por causa disso, muitos bacharelados não ensinam coisas importantes usadas pela indústria e várias empresas tem que treinar os novatos. Os bacharelados ensinam coisas que são ideias teóricas que não são exigidas pela indústria e os alunos consideram como disciplina inútil.

O ensino técnico no Brasil também sofre de um problema, principalmente quando é feito junto com o ensino médio. O aluno se forma em técnico e depois faz ensino superior. Isso joga fora todo investimento no técnico, que poderia ter sido dado a alguém que não fez nem o técnico e nem o superior.


Quarto: Reprovação em disciplinas de exatas

Existe um alto índice de reprovação em disciplinas de exatas do ciclo básico. Significa que existe um problema ou no método de ensino ou no método de avaliação para explicar tanta reprovação. Isso deveria ser analisado para ser resolvido.


Quinto: Optativas

Em algumas áreas existem disciplinas optativas que não são essenciais e muitas não são necessárias pelo aluno durante a vida. O melhor a fazer seria dar o diploma quando ele concluir as obrigatórias e dar o direito para ele fazer x optativas, que podem ser feitas no futuro. Assim, ele já pode ir para indústria e voltar para faculdade futuramente para fazer optativa quando ele tiver a necessidade de aprender algo mais específico.


Sexto: Educação à distância no ensino fundamental e médio

A educação à distância poderia ser aplicado como alternativa na educação básica (fundamental e médio), com provas presenciais como Enem para passar de ano. Alunos autodidatas e inteligentes poderiam conseguir fazer duas séries por ano e avançar mais rápido. O grande questionamento é se esse modelo que deixa em isolamento social faz mal ao aluno.


Offline Digão

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #1 Online: 08 de Setembro de 2018, 22:07:01 »
Vou opinar no primeiro. Minha mãe é professora de escola pública e a observação dela é que a indisciplina é maior entre os estudantes de famílias disfuncionais. E é uma observação da Psicologia que os filhos adquirem educação e respeito para com os outros com os pais, em particular com o pai do mesmo sexo que o filho, e não com terceiros como o caso de professores. Educação vem de casa e se a família não ajuda não há muito que a escola possa fazer. Ser controlador e disciplinador não adianta - minha mãe que o diga.

Faltou acrescentar, pelo menos no caso do estado de São Paulo, a progressão continuada, vulgo aprovação automática, que obriga os professores à base de pressão e burocracia a passarem os alunos defasados de ano todos os anos, fazendo-os chegarem à 8a série analfabetos funcionais.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #2 Online: 08 de Setembro de 2018, 22:33:02 »
Progressão continuada não é origem de um problema, porque repetência não melhora o desempenho, apenas aumenta a evasão. O que no fim das contas tende a ser ainda pior para a "educação total" do país, mesmo que os alunos remanescentes no sistema educacional tenham notas melhores.

Na verdade a psicologia diz sim que a abordagem de professores (e o meio social, outros alunos) pode agravar ou minimizar os problemas da má educação no lar, o problema é que não deve haver geralmente capacitação técnica e logística para lidar com um contingente provavelmente grande de alunos problemáticos. 

O melhor e mais simples que se faz provavelmente é aumentar o tempo de escola/creche desde cedo, o que vai reduzir a influência familiar disfuncional nas crianças, idealmente tentando já detectar e tratar esses casos, possivelmente chegando até a ações de educação familiar, quando não se tratar ainda de casos criminosos mesmo de tratamento dos filhos.

O problema é que parece haver maior pressão/demanda por maior investimento mais tarde, para pessoas prestes a se tornar eleitoras, e mais próximas do mercado de trabalho. Mesmo que não vá ser necessariamente investimento inútil, a relação custo/benefício deve tender a ser bem menor, ao menos para a sociedade em geral, não tanto para os políticos e beneficiários imediatos.

Offline JJ

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #3 Online: 10 de Setembro de 2018, 07:49:40 »
Existem inúmeros problemas na educação brasileira. Escrevi uma lista com 11 itens, mas tem 6 que eu gostaria de ouvir opiniões, principalmente em relação ao primeiro e ao terceiro.

Primeiro: A disciplina dos alunos

Sabemos que a qualidade da educação é péssima e temos muitos analfabetos funcionais. Mas o maior problema que vejo está na falta de disciplina dos alunos. A maioria dos alunos só querem saber de zoeira e os professores tem dificuldade de botar ordem na turma. Há casos em que professores são ameaçados por alunos violentos. Então pais e professores brigam e um empurra para o outro a responsabilidade de educar os alunos em relação à disciplina, responsabilidade e bom comportamento. Nessa situação, vejo que as escolas precisam de mais disciplinários para por ordem.



1) Porque   OBRIGAR os que não querem estudar e aprender a  irem a escola ?

2) Para os que realmente querem estudar e aprender,  coisas  realmente  úteis , coloque regras e puna quem fizer bagunça,  mas se só estiver presente quem realmente quiser aprender e houver coisas realmente úteis sendo ensinadas, a probabilidade de alguém fazer bagunça será bastante reduzida.

3) Libere-se o ensino em casa, o  homeschooling, pois nem todo  mundo gosta do ambiente social escolar.  Para que obrigar a ir quem não gosta de tal ambiente ?


« Última modificação: 10 de Setembro de 2018, 07:52:21 por JJ »

Offline JJ

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #4 Online: 13 de Setembro de 2018, 15:13:54 »



Quarto: Reprovação em disciplinas de exatas

Existe um alto índice de reprovação em disciplinas de exatas do ciclo básico. Significa que existe um problema ou no método de ensino ou no método de avaliação para explicar tanta reprovação. Isso deveria ser analisado para ser resolvido.



1) O mais correto seria dizer aproximadas com pequena margem de erro ao invés de exatas;


2) Para a maioria das pessoas a maioria do conteúdo de física e química e matemática são inúteis na vida profissional e também são inúteis em suas vidas pessoais (a exceção do artificial vestibular). Com o método força bruta, que geralmente os direitistas gostam, é possivel aumentar o índice de boas respostas nas provas, mas também haverá aumento dos índices de desistência e evasão.


3) Diferentes métodos de ensino e/ou diferentes métodos de avaliação podem  alterar um pouco os índices de boas respostas nos testes/provas,  mas sem uma mudança drástica nos conteúdos (que são cobrados nas provas/testes), esqueça a possibilidade de uma melhora bem significativa (e em massa) nos índices de boas respostas.

« Última modificação: 13 de Setembro de 2018, 15:24:09 por JJ »

Offline JJ

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #5 Online: 14 de Setembro de 2018, 10:28:30 »
Quinto: Optativas

Em algumas áreas existem disciplinas optativas que não são essenciais e muitas não são necessárias pelo aluno durante a vida. [...]


Especificamente em relação ao EM quase todo conteúdo não é essencial e tampouco necessário para a vida profissional  (para obtenção de renda, que é que mais interessa) da grande maioria das pessoas. Por isso, e por também não ser essencial em outras áreas da vida,  a maioria das pessoas não se interessa realmente por estes conteúdos.



« Última modificação: 14 de Setembro de 2018, 10:30:44 por JJ »

Offline JJ

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #6 Online: 14 de Setembro de 2018, 10:40:18 »
Segundo: Conteúdo sem importância

Temos que reconhecer que muitos assuntos na educação do básico ao superior não são essenciais para todas as carreiras. Se reduzíssemos o conteúdo o que não é essencial, os alunos poderiam concluir o ensino médio com 14-15 anos e o superior com 17-18 anos. A grande vantagem disso é poder colocar pessoas com menos de 20 anos para trabalhar e já começar a pagar a previdência social, tornando a previdência mais sustentável com uma população envelhecendo. Exemplos de assuntos não essenciais:

* Metade do conteúdo de química - que o aluno terá esquecido 5 anos depois de terminar o ensino médio.
* Matemática na Física - o foco das aulas de Física está em fazer cálculos matemáticos e não na teoria. A não ser que o aluno faça engenharia, essa matemática será inútil na vida dele e é melhor que ele aprenda isso num curso de engenharia.
* Aula sobre fisiologia de vegetais, sistema digestivo de insetos, criaturas marinhas que nunca veremos, etc - isso só dá volume no conteúdo.
* Números complexos, matrizes - e coisas que não fazem sentido para quem não é da área.

Todos esses assuntos extras poderiam estar em bibliotecas para o aluno que se interessar. Hoje é muito mais fácil por causa de internet, livros digitais e vídeo-aulas.




Para a grande maioria das pessoas não é só aproximadamente a metade  do conteúdo do EM que é inútil  para realmente exercerem profissões/obterem renda,  um número bem mais realista para isso seria 95%  (excluindo português, ler , escrever, interpretar textos que é que já poderia ter sido aprendido no ensino fundamental).



Offline JJ

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #7 Online: 15 de Setembro de 2018, 16:39:29 »


STF proíbe o ensino domiciliar. César Callegari: a escola tem que ser defendida.

POR CESAR CALLEGARI  13 DE SETEMBRO DE 2018   8 COMENTÁRIOS

STF proíbe o ensino domiciliar


Ministro Barroso foi o único a votar pela autorização do chamado “homeschooling”. A medida visava regularizar a possibilidade de pais não matricularem os filhos em escolas e orientarem os estudos em casa.
O Supremo Tribunal Federal decidiu nessa quarta-feira (12) que a legislação atual não dá aos pais o direito de retirar seus filhos da escola para ensiná-los exclusivamente em casa.

Apenas o relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, votou pela legalidade do chamado homeschooling – ensino dado em domicílio – desde que submetido a condições que ele propôs fixar até que o Congresso crie novas regras para o tema.

Desde 2012 tramita no Congresso projeto de lei que trata do assunto, mas ainda sem aprovação na Câmara e no Senado. Segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), existem atualmente 7,5 mil famílias que educam os filhos em casa.

A ação sobre o assunto chegou ao STF em 2015, na forma de um recurso de uma estudante de Canela (RS) que queria ser educada pelos pais em casa, mas teve o pedido negado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS).

Em sua videocoluna, Cesar Callegari grava seu comentário direto de Brasília. Membro do Conselho Nacional da Educação, Callegari acompanhou a votação do STF e reitera a posição do conselho sobre o tema tratado: “Nós do Conselho Nacional da Educação já, há muitos anos, temos uma posição firmada. Há uma norma nacional que deve ser observada e essa norma quer dizer o seguinte: a educação domiciliar não deve ser admitida no Brasil”.


Olá, eu sou Cesar Callegari. Sou membro do Conselho Nacional da Educação e tenho a honra de fazer comentários sobre essa área tão importante, que é a educação, aqui no Nocaute.
Nesse instante, nós estamos muito preocupados com aquilo que está acontecendo nesses dias no Supremo Tribunal Federal. O supremo está julgando uma ação que pretende autorizar famílias brasileiras para que elas deixem de cumprir sua obrigação legal de colocar seus filhos na escola, assumindo elas próprias a responsabilidade de educação de seus filhos.

Em um primeiro momento podemos achar isso simpático e democrático, afinal de contas todos tem o direito de exercer suas opções. No entanto, tem coisas mais complicadas por trás disso.


 
Famílias e escola, família e Estado, até por força constitucional tem deveres concorrentes, quer dizer que um e outro devem colaborar no processo educativo das crianças e dos jovens. Isso deve ser feito, exatamente, ajudando, famílias devem participar das escolas assim como devem apoiar a educação mesmo em casa. Mas a educação é realizada nas escolas.

Por que as escolas? Porque a escola é antes de mais nada um espaço plural, democrático, diverso, onde as diferenças das pessoas, das ideias, das condições de vida, se encontram e nesse encontro é que elas podem ser vistas, podem ser estudadas, podemos aprender. Nós todos sabemos que muitas das coisas que aprendemos na escola não estão nos livros, nem com os professores, estão diretamente relacionadas – esses aprendizados – ao processo de convívio das crianças com elas próprias e também dos jovens com eles próprios.

Nós todos sabemos que isso tudo se dá coletivamente. Aprendizado de coisas ruins e boas, todas as experiências fundamentais, devem ser realizadas nesse ambiente coletivo chamado escola.
Portanto a escola deve ser defendida.

Nós do Conselho Nacional da Educação já, há muitos anos, temos uma posição firmada. Há uma norma nacional que deve ser observada e essa norma quer dizer o seguinte: a educação domiciliar não deve ser admitida no Brasil.

Isso não é bom para a educação. Não é bom para a formação das crianças e jovens e com todo o respeito às famílias que devem continuar a exercer um papel muito importante em termos da sua orientação religiosa, ideológica, política, família tem um papel mas esse papel não é exclusivo para o interesse de uma sociedade democrática e plural.

Aqui no Conselho Nacional da Educação nós temos recebido esses grupos e começamos a verificar que, além do interesse muitas vezes legítimo e importante de algumas famílias que de fato pretendem e estão preparadas, algumas delas até, a exercer o apoio educacional diretamente para seus filhos, mas atrás dessa “desculpa” está também o interesse de certos grupos religiosos e de certas seitas que pretendem fazer um trabalho de doutrinação exclusivista. Ou seja, um processo sectário onde apenas uma única visão de mundo, uma única visão de valores, ou uma única visão religiosa, seja admitida.

Isso não corresponde, não está de acordo, com aquilo que nós aspiramos para o Brasil como uma sociedade democrática. E ainda mais, não está de acordo com o direito desses jovens e dessas crianças que a partir de um certo momento de maturidade, deverão ter a liberdade de tomar as suas próprias decisões. Mas, essas decisões só poderão ser tomadas com consciência e maturidade a partir do momento que essas crianças e jovens percebam a diversidade. Vão tomar um caminho mas conhecendo outros caminhos também.
A ideia, por tanto, de educação domiciliar, no nosso modo de entender, e até no meu modo de entender, deve ser rejeitada. Queremos que as famílias participem mas participem ajudando a escola e complementando a escola em relação a atividade educacional mas jamais substituindo a escola, porque antes de mais nada ela é o espaço da pluralidade, um espaço que nós podemos aprender questões fundamentais e valores fundamentais como solidariedade, respeito a diversidade, tolerância, saber trabalhar em grupo, saber enxergar o mundo nas suas mais diferentes faces – porque o mundo é diverso – e isso se trata da formação integral de um jovem.

Somos contra a educação domiciliar e fazemos aqui um apelo e uma torcida, para que o Supremo Tribunal Federal se inspire nos valores mais altos da sociedade brasileira e combata essa pretensão de alguns grupos bastante interessados em tentar substituir a escola e fazerem eles próprios um processo de doutrinação com a formação de quadros para seitas.

Isso nós não podemos admitir.


https://nocaute.blog.br/2018/09/13/stf-proibe-o-ensino-domiciliar/


Offline JJ

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #8 Online: 15 de Setembro de 2018, 16:40:39 »
Opinião de duas pessoas que postaram  na página:



C.  14 de setembro de 2018 at 14:28


Com todo o respeito, você não entendeu nada do que é educação domiciliar. O que faço com meu filho, não tem nada haver com doutrinação. É um ensino personalizado e desenvolvido para que ele tenha prazer pelo conhecimento. O autodidatismo é outro ponto importante. Coisas que a escola não tem a menor condição de desenvolver. Onde as criancas só decoram conteudos para passar em provas. Sem contar nas condições precárias das escolas públicas do nosso país, a medotologia defasada, a desvalorização dos professores… Eu queria saber em que mundo vocês vivem quando acham que a escola no Brasil é tão maravilhosa. Provavelmente você não deve ter filhos em idade escolar. Ou se tiver deve estudar numa escola particular de elite.


R. 14 de setembro de 2018 at 14:51


Engraçado o autor ser contra “doutrinação” religiosa quando ocorrem outras doutrinações exclusivistas no ambiente escolar. A grande maioria dos professores é marxista, sim! (Eu sou professor, conheço meus colegas), inclusive boa parte da CNE. A questão é que tal doutrina não aceita legislação internacional da qual o Brasil é signatário e que diz que os pais tem primazia na escolha da forma de educação de seus filhos (inclusive a religiosa). Cabe ressaltar que pesquisa da Aned mostra que a maioria dos pais brasileiros que optam pelo homeschooling o fazem por questões pedagógicas, e não religiosas.



Offline Buckaroo Banzai

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #9 Online: 15 de Setembro de 2018, 18:39:58 »
Proibir isso é idiota, mas acho que esses casos deveriam receber também um acompanhamento.

Basicamente talvez você pudesse ter algo como não cobrar presença em sala de aula, mas fazer as mesmas provas. Ou poder fazer testes que fossem meio como "supletivos" mais quebrados.

Não é de certa forma uma possível brecha se ter escolas particulares mais livres em seu método de ensino, e estas então não cobrarem aulas presenciais? Poderia ser uma forma de compatibilizar as duas coisas, contanto que a burocracia para se legalizar tais escolas não seja algo inviabilizante.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #10 Online: 16 de Setembro de 2018, 22:17:57 »
Citar
Qual é o milagre da educação em Sobral alardeado por Ciro Gomes?

<a href="https://www.youtube.com/v/Cp6I-2lvGuo" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/Cp6I-2lvGuo</a>

Em parceria com o jornalista sobralense Wellington Macedo, o Spotniks apresenta uma reportagem especial, com quase 12 minutos de duração, sobre a fraude na educação cearense: A Educação do Mal.


Propostas de aumento do desempenho incentivada por ganhos extras aos melhores professores sofrem risco similar de fraude.


Citar
http://tvdiario.verdesmares.com.br/noticias/policia/jornalista-e-detido-durante-trabalho-em-sobral-video-da-acao-mobiliza-redes-sociais-1.1823824

[...] Wellington Macedo estava em via pública, esperando que vítimas de um acidente chegassem ao hospital, quando foi constrangido pelo oficial e ameaçado com uma arma. Ele foi impedido de continuar a cobertura e detido pelo PM.

O free-lancer registou uma denúncia na Controladoria de Polícia e levou o caso também às entidades de classe. Procurada pela reportagem da TV Diário a Polícia Militar informou que não irá se pronunciar sobre o caso. Assista na reportagem.

Offline Euler1707

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #11 Online: 16 de Setembro de 2018, 23:04:55 »
Citar
Qual é o milagre da educação em Sobral alardeado por Ciro Gomes?

<a href="https://www.youtube.com/v/Cp6I-2lvGuo" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/Cp6I-2lvGuo</a>

Em parceria com o jornalista sobralense Wellington Macedo, o Spotniks apresenta uma reportagem especial, com quase 12 minutos de duração, sobre a fraude na educação cearense: A Educação do Mal.


Propostas de aumento do desempenho incentivada por ganhos extras aos melhores professores sofrem risco similar de fraude.


Citar
http://tvdiario.verdesmares.com.br/noticias/policia/jornalista-e-detido-durante-trabalho-em-sobral-video-da-acao-mobiliza-redes-sociais-1.1823824

[...] Wellington Macedo estava em via pública, esperando que vítimas de um acidente chegassem ao hospital, quando foi constrangido pelo oficial e ameaçado com uma arma. Ele foi impedido de continuar a cobertura e detido pelo PM.

O free-lancer registou uma denúncia na Controladoria de Polícia e levou o caso também às entidades de classe. Procurada pela reportagem da TV Diário a Polícia Militar informou que não irá se pronunciar sobre o caso. Assista na reportagem.

É necessário tomar um certo grau de cuidado com essa notícia, pois ela bem pode não ser verdade. Eu ainda não vi uma matéria na grande imprensa sobre esse caso. O "jornalista" freelancer que faz essas denúncias, pelo que tenho visto de seu facebook, parece ter mais o perfil de um militante político pró-bolsonaro do que um jornalista investigativo. Além disso, esses números da educação do Ceará condizem com o grande número de aprovação de seus alunos em provas difíceis como, por exemplo, o ITA, o IME e a USP.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #12 Online: 16 de Setembro de 2018, 23:21:12 »
Sem dúvida bolsonarete. Se é "fake news", chega a ser impressionante o nível. Geralmente são só textuais ou distorções de vídeos alheios, não tendo tanta produção própria. No canal dele do YT tem toda uma série.

Muito decepcionante se o Spotniks tiver sido tapeado ou for conivente com promoção de mentiras.

Offline Entropia

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #13 Online: 17 de Setembro de 2018, 19:01:00 »
Os números de aprovação do Ceará no ITA e IME se deve às escolas particulares. As escolas Farias Brito, Ari de Sá e 7 de setembro são o grosso das aprovações. Não é mérito do estado. E há alguns anos atrás o governador ex governador Cid Gomes, irmão de Ciro disse que “professor tem que escolher a profissão por amor e não por salário” quando houve conflitos entre o governo e o ensino. Então os números educacionais do estado do ceara devem ser olhados com cautela.

Offline JJ

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #14 Online: 21 de Setembro de 2018, 09:37:15 »

No Japão, alunos limpam até banheiro da escola para aprender a valorizar patrimônio



Ewerthon Tobace

De Tóquio para a BBC Brasil

11 novembro 2015


 
MARCELO HIDE
Image caption



Ajudar na limpeza ensina estudantes a terem responsabilidades e consciência social


Enquanto no Brasil escolas que "obrigam" alunos a ajudar na limpeza das salas são denunciadas por pais e levantam debate sobre abuso, no Japão, atividades como varrer e passar pano no chão, lavar o banheiro e servir a merenda fazem parte da rotina escolar dos estudantes do ensino fundamental ao médio.


"Na escola, o aluno não estuda apenas as matérias, mas aprende também a cuidar do que é público e a ser um cidadão mais consciente", explica o professor Toshinori Saito. "Ninguém reclama porque sempre foi assim."


Nas escolas japonesas também não existem refeitórios. Os estudantes comem na própria sala de aula e são eles mesmos que organizam tudo e servem os colegas.


Depois da merenda, é hora de limpar a escola. Os alunos são divididos em grupos, e cada um é responsável por lavar o que foi usado na refeição e pela limpeza da sala de aula, dos corredores, das escadas e dos banheiros num sistema de rodízio coordenado pelos professores.


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MARCELO HIDE
Reunidos em grupos, alunos se revezam nas tarefas



"Também ajudei a cuidar da escola, assim como meus pais e avós, e nos sentimos felizes ao receber a tarefa, porque estamos ganhando uma responsabilidade", diz Saito.


Michie Afuso, presidente da ABC Japan, organização sem fins lucrativos que ajuda na integração de estrangeiros e japoneses, diz ainda que a obrigação faz com que as crianças entendam a importância de se limpar o que sujou.


Um reflexo disso pôde ser visto durante a Copa do Mundo no Brasil, quando a torcida japonesa chamou atenção por limpar as arquibancadas durante os jogos e também nas ruas das cidades japonesas, que são conhecidas mundialmente por sua limpeza quase sempre impecável.


"Isso mostra o nível de organização do povo japonês, que aprende desde pequeno a cuidar de um patrimônio público que será útil para as próximas gerações", opina.



Estrangeiros
EWERTHON TOBACE I BBC BRASIL



Michie Afuso, da ONG ABC Japan, sugere intercâmbio educacional entre Brasil e Japão


Para que os estrangeiros e seus filhos entendam como funcionam as tradições na escola japonesa, muitas prefeituras contratam auxiliares bilíngues. A brasileira Emilia Mie Tamada, de 57 anos, trabalha na província de Nara há 15 e atua como voluntária há mais de 20.


"Neste período, não me lembro de nenhum pai que tenha questionado a participação do filho na limpeza da escola", conta ela.


Michie Afuso diz que, aos olhos de quem não é do país, o sistema educacional japonês pode parecer rígido, "mas educação é um assunto levado muito à sério pelos japoneses", defende.

MARCELO HIDE

Prática é aplicada nas escolas japonesas há várias gerações


Recentemente no Brasil, um vídeo no qual uma estudante agride a diretora da escola por ela ter lhe confiscado o telefone celular se tornou viral na internet e abriu uma série de discussões sobre violência na escola.


Outros casos de agressão contra professores foram destaques de jornais pelo Brasil nos últimos meses, como da diretora que foi alvo de socos e golpes de caneta em Sergipe e da professora do Rio Grande do Sul que foi espancada por uma aluna e seus familiares durante uma festa junina.


No Japão, este tipo de abuso dentro da escola é raro. "Desde os tempos antigos, escola e professores são respeitados. Os alunos aprendem a cultivar o sentimento de amor e agradecimento à escola", diz Emilia.



Educadores explicam que, desta forma, estudantes aprendem a 'limpar o que sujaram'


No ano passado, durante as eleições, a BBC Brasil publicou uma série de reportagens sobre a violência de alunos contra professores no Brasil. As matérias revelaram casos de professores que chegaram a tentar suicídio após agressões consecutivas e apontaram algumas das soluções encontradas por colégios públicos para conter a violência – da militarização à disseminação de uma cultura de paz entre escolas e comunidade.


Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ouviu mais de 100 mil professores e diretores de escola em 34 países, o Brasil ocupa o topo de um ranking de violência em escolas – 12,5% dos professores ouvidos disseram ser vítimas de agressões verbais ou intimidação pelo menos uma vez por semana.


"Assim como o Brasil tem um programa de intercâmbio com a polícia japonesa, poderíamos ter um na área educacional", propõe Michie, da ABC Japan, ao se referir ao sistema de policiamento comunitário do Japão que foi implantado em algumas cidades do Brasil.


A brasileira lembra que a celebração dos 120 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Japão seria uma ótima oportunidade para incrementar o intercâmbio na área social e não apenas na comercial.


"Dessa forma, os professores poderiam levar algumas ideias do sistema de ensino japonês para melhorar as escolas no Brasil", sugere Michie.


Leia também: Goiás aposta em 'militarização' de escolas para vencer violência



ARQUIVO PESSOAL
Image caption
Os próprios alunos servem a merenda escolar aos colegas




https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/11/151110_escola_japao_limpeza_et_rb


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #15 Online: 27 de Abril de 2019, 22:04:56 »
<a href="https://www.youtube.com/v/YqFuXODZAqQ" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/YqFuXODZAqQ</a>

Resumo: mais matérias significa menos tempo por matéria, e conseqüentemente menor aproveitamento em cada matérias. Inclusive matérias básicas como português e matemática, onde muitos alunos têm desempenho bem aquém do desejável.

Isso vale independentemente das aulas de filosofia e sociologia serem em si boas ou ruins.



Concentrar mais o estudo em portuguẽs e matemáica foi parte da receita de sucesso de Portugal, que melhorou o desempenho mesmo sob uma crise econômica:

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https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/05/politica/1520284503_626647.html

É possível avançar em educação no Brasil sem aumentar os gastos. Os exemplos do exterior mostram isso
O país está na lanterninha nos quesitos motivação e profissionalização; exemplo de Portugal é inspirador


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Antes de elevar o patamar de investimento, entretanto, é possível trabalhar por alguns consensos, como fez Portugal nos últimos anos. O ex-ministro da Educação do país ibérico, Nuno Crato, que participou na última semana do II Encontro de Estados Parceiros do Itaú BBA, em São Paulo, contou que até o início de sua gestão, entre 2011 a 2015, Portugal estava abaixo da média da OCDE pelo exame PISA. Em meio a uma crise econômica que devastou o país, o Governo de Pedro Passos Coelho decidiu elevar a autoestima nacional investindo em inovações educacionais que não exigissem os recursos que não existiam.

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O Governo português aumentou, também, a carga horária de português e matemática, porque, sem essas disciplinas, “o aluno não entende o que lê nem sabe analisar gráficos”, explica Crato. Foram criadas, ainda, metas a serem atingidas pelos jovens. Depois, ampliou-se o tempo de estudo de ciências, história e geografia, e o inglês passou a ser obrigatório. “Tudo isso foi feito em meio a uma série crise econômica. Nem tudo é dinheiro”, diz o ex-ministro.

Por fim, o ensino profissionalizante passou a ter empresas como parceiras, o que propiciou o acesso a máquinas e laboratórios de ponta para acompanhar as evoluções tecnológicas que o setor privado proporciona. Todas essas reformas garantiram que Portugal se transformasse no grande destaque de 2015, ao ter superado o marco da PISA. Em comparação à primeira edição do exame, em 2000, o país subiu 42 pontos, ocupando a 22ª posição, em um total de 70 países e economias analisados.

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Offline Zero

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #16 Online: 27 de Abril de 2019, 22:42:28 »
<a href="https://www.youtube.com/v/YqFuXODZAqQ" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/YqFuXODZAqQ</a>

Resumo: mais matérias significa menos tempo por matéria, e conseqüentemente menor aproveitamento em cada matérias. Inclusive matérias básicas como português e matemática, onde muitos alunos têm desempenho bem aquém do desejável.

Isso vale independentemente das aulas de filosofia e sociologia serem em si boas ou ruins.

Excelentes colocações por parte do Joel.

Quando eu estava no Ensino Médio era semelhante, em minha turma havia um grande desinteresse nessas matérias, raramente havia algum esforço além do necessário para compreender o que  pretendia-se demonstrar.

Não que eu tenha achado uma total inutilidade, por gostar dessa parte até tirei proveito, mas como bem dito no vídeo, não adianta impormos algo, a presença dessas matérias, se nem no básico temos eficiência minimamente aceitável.

Offline Fenrir

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #17 Online: 27 de Abril de 2019, 22:53:37 »
Eu gosto de filosofia.
Porem no ensino médio e na faculdade desdenhava dela de um jeito meio burro e pedante dizendo que para garantir nota, bastava usar de qualquer  maneira o jargao filosófico nas respostas, tipo um gerador de lero-lero usando palavras sonoras como epistemologia e outras. Consegui passar, embora com notas mediocres (como em todas as outras matérias, por sinal).
Fui me interessar anos depois quando passei a ler sobre o assunto por conta própria.

Mas concordo quanto a não ser tão importante e fundamental quanto matemática e português. Se não somos bom nem nessas, não vai sair nada melhor que lero-lero em filosofia ou sociologia. Agora deveriam ensinar pelo menos o be-a-bá da lógica junto com a matemática. Porque ai talvez não houvesse tanta gente pensando besteiras nessa pátria do evangelho (segundo o espiritismo).
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #18 Online: 28 de Abril de 2019, 00:04:05 »
Imagino que fosse ser interessante ter algo mais sobre a história dessas diversas áreas do conhecimento, expondo mais de como se chegou às conclusões, do que entregar a coisa de bandeja. Talvez até de forma a tentar conduzir os alunos a formularem eles mesmos as mesmas hipóteses. Matemática em particular, tirando coisas mais óbvias, outras parecem "vodu", algo que, sabe-se lá como, alguém descobriu que dá certo.


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Problemas da educação no Brasil
« Resposta #19 Online: 22 de Maio de 2019, 17:43:42 »
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<a href="https://www.youtube.com/v/16Y1LJjPj7o" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/16Y1LJjPj7o</a>

As universidades tem sido atacadas na batalha ideológica do olavismo do governo: cortes de verba, perseguições. Em meio a essa bagunça, fiz críticas à academia científica e sua "Torre de Marfim", que foram muito mal vistas (com razão). Aqui meu mea culpa, e demais explicações.


 

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