Autor Tópico: Governo Bolsonaro  (Lida 65018 vezes)

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Offline JJ

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Governo Bolsonaro
« Online: 06 de Outubro de 2018, 15:59:37 »
 



Tópico para colocar as expectativas, opiniões, comentários, avaliações, julgamentos, e/ou as notícias  sobre o governo do Presidente Jair Messias Bolsonaro. 



« Última modificação: 08 de Outubro de 2018, 07:08:47 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #1 Online: 06 de Outubro de 2018, 16:00:34 »


Bolsonaro: quem são os cotados a ministros e auxiliares do candidato


Militar é líder nas pesquisas

 
Bolsonaro afirmava que apresentaria ao eleitorado os seus ministros mesmo antes da eleição, mas recuou Fernando Rodrigues/Poder360 - 22.mar.2018
NAOMI MATSUI

05.out.2018 (sexta-feira) - 4h30

atualizado: 05.out.2018 (sexta-feira) - 14h57


Diferentemente do que havia anunciado, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) não revelou os nomes que comporão seu governo caso seja eleito ao Planalto. Ele é líder nas pesquisas de intenção de voto e 1 dos favoritos para chegar ao 2º turno.


Nos primeiros meses de 2018, quando a candidatura ainda não estava oficializada, Bolsonaro afirmava que apresentaria ao eleitorado os seus ministros mesmo antes da eleição.

O candidato recuou e evita expor publicamente suas escolhas. Limita-se a dizer que reduzirá o número de ministérios para cerca de 15.

Entre os nomes revelados, o principal é o do economista Paulo Guedes. Guru econômico de Bolsonaro, Guedes será o “ministro da Economia” de 1 eventual governo bolsonarista. O economista comandaria os ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior.

Outro nome certo seria o do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para a Casa Civil. A posição é de articulação de funcionamento de todos os ministérios.

Bolsonaro também declarou a intenção de nomear o general da reserva do Exército Augusto Heleno para o que seria Defesa e Segurança Pública e do tenente-coronel Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia.

Alguns nomes são cogitados nos bastidores, mas não há confirmação. Entre eles, está o do advogado e presidente interino do PSL, Gustavo Bebianno, para o ministério da Justiça.

O Poder360 resume a seguir os nomes mais cotados para alguns ministérios de 1 eventual governo de Jair Bolsonaro:


https://www.poder360.com.br/eleicoes/bolsonaro-quem-sao-os-cotados-a-ministros-e-auxiliares-do-candidato/


« Última modificação: 06 de Outubro de 2018, 16:05:28 por JJ »

Offline Sergiomgbr

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #2 Online: 06 de Outubro de 2018, 16:08:01 »
Minhas únicas expectativas reais são de que em seu governo se extingua, ou ao menos se converta em uma menos azeitada a máquina de corrupção.

Já quanto às  acusações ideológicas de opositores eventuais de seu governo,  de que como direitista vai extrapolar o poder que lhe é outorgado constitucionalmente como presidente, isso é de uma ignomínia sem tamanho. Existem leis e exceto por interesses escusos muito bem organizados muito dificilmente se driblam as leis.
« Última modificação: 06 de Outubro de 2018, 16:11:34 por Sergiomgbr »

Offline Entropia

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #3 Online: 06 de Outubro de 2018, 16:11:51 »
Eu só sei que se ele entrar no poder, nao irá sair fácil. Ele já tem todo o seu eleitorado ao estilo petista fanático. Se eleito, a menos que ocorra alguma merda muito grande, será reeleito em 2022 e passará a manta pros seus apadrinhados políticos.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #4 Online: 06 de Outubro de 2018, 18:03:13 »
Se reduzir o número de ministérios pelo menos fará alguma coisa certa logo de cara.


Offline Cinzu

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5 Online: 06 de Outubro de 2018, 18:08:38 »
Eu só sei que se ele entrar no poder, nao irá sair fácil. Ele já tem todo o seu eleitorado ao estilo petista fanático. Se eleito, a menos que ocorra alguma merda muito grande, será reeleito em 2022 e passará a manta pros seus apadrinhados políticos.

O medo é justamente esse. A história vem mostrando que as merdas têm acontecido justamente no 2° mandato.
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar"

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #6 Online: 06 de Outubro de 2018, 18:22:30 »
O ano é 2023. Passaram-se quatro anos desde que Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil em 2018.

Faça um resumo dos principais acontecimentos relacionados ao governo e sociedade de cada ano ou semestre desde então.




A eleição de Bolsonaro foi marcada por grandes comemorações e grandes protestos, combinação que levou a alguns episódios de violência. Na internet, pessoas da esquerda já falam imediatamente de impeachment, sobre como a violência policial que sofreram é apenas amostra do que está por vir, e muitos começam a falar em luta armada. Em resposta, direitistas, eleitores de Bolsonaro, apontam para estas expressões como razão para justificar medidas provisórias que aumentem a repressão e atenção policial a grupos terroristas de esquerda, e mesmo precauções para tentativas de golpe parlamentar/judiciário de um establishment marxista/globalista que ainda representa uma ameaça a ser extirpada.

O ritual de posse de Bolsonaro é novamente marcado por protestos e comemorações, com episódios de violência e vandalismo, apesar de maior presença policial planejada para o evento. Mas dessa vez são uma maioria de Bolsonaristas a vaiar Michel Temer, pedindo pelo fuzilamento imediato do traidor comunista, em alguns gritos de guerra, placas e faixas.

No decorrer do primeiro semestre, muita atenção é dada pela mídia e pelas pessoas na internet a uma série de medidas provisórias acusadas de terem caráter opressivo, como re-institucionalização de educação moral e cívica nas escolas, agora incorporando religiosidade, e a proibição de transexuais e homossexuais nas forças armadas, refletindo Trump. Comemoração eufórica de um lado, e críticas severas de outros, em especial dos grandes veículos de imprensa, acusados de instrumentos marxistas de subversão por populares.

Enquanto que a esquerda vai gradualmente se acalma, em especial na redução de manifestações de rua, cresce algum descontentamento de eleitores de Bolsonaro, ante a continuidade da presença do mesmo establishment, acusado de marxista. Uma minoria vocal de direitistas acusa ao próprio Bolsonaro de ser também marxista, e clamam por intervenção militar, seja ela nacional ou americana.

Em meio a isso tudo, pouca mudança política e econômica é efetivada. Ao meio do segundo semestre, atacado por todos os lados e muito restrito por Bolsonaro, Paulo Guedes resigna seu cargo de ministro da fazenda. Assume em seu lugar, Ciro Gomes, que já havia manifestado essa disposição. Direitistas críticos a Bolsonaro aumentam o volume, lembrando que Paulo Guedes já havia manifestado opinião positiva não apenas sobre Ciro Gomes, como também sobre Lula.

[...]






Queiram continuar e ponderar alternativas desde o começo. Talvez seja mais simples pensar em algo menos analítico, mais resumido, como "bullet points" para cada semestre ou ano, e depois preencher alguns detalhes, não sei.

Primeiro semestre
  • manifestações de esquerda e contra-manifestações de direita se tornam cada vez mais violentas
  • esquerdistas na internet falam cada vez mais sobre a necessidade de uma resistência armada para restaurar a democracia e implementar políticas que tragam justiça social
  • direitistas na internet urgem sobre a necessidade de ação policial no combate e prevenção aos grupos terroristas marxistas
  • alguns pedem o fechamento do congresso, acusado de marxista, a fim de poder dar prosseguimento às pautas de economia e segurança, que "poderiam dar novamente ao Brasil uma taxa de crescimento de mais de 10% ao ano, como no regime militar"
  • imobilizado e criticado por todos os lados, Paulo Guedes resigna como ministro da fazenda, e em seu lugar assume Ciro Gomes
  • a entrada de Ciro Gomes no governo ameniza as críticas vindas da esquerda, mas desaponta ainda mais a direita, e aumenta o número daqueles que clamam por intervenção militar
  • ...



Acho que esse segundo formato deve ser mais enxuto e mais simples de desenvolver. Novamente, escolham o formato que acharem mais fácil e façam suas pré-retrospectivas.

Primeiro Semestre
*Bolsonaro eleva Carlos Alberto Brilhante Ustra e Enéas Carneiro a Heróis da Pátria, em projeto surpresa mandado ao senado pelo seu filho, o ex-deputado e agora senador Eduardo Bolsonaro.
*Bolsonaro distribui medalhas a milicos e policiais aleatórios.
*General aleatório é nomeado ministro da educação. Professores promovem greve geral.
*Outro general aleatório é nomeado ministro da defesa.
*Outro general aleatório é nomeado ministro da justiça.
*Especialista do PSOL vai nos principais jornais do Grupo Globo falar das políticas retrógradas de Bolsonaro nas áreas de segurança pública e educação.
*Bolsonaro barra proposta de privatização da Petrobrás, Caixa Econômica Federal e mais 5 estatais propostas por Paulo Guedes: "Algumas áreas são estratégicas para a soberania nacional, tá ok?", diz Bolsonaro.
*Proposta de Paulo Guedes para a previdência é barrada. As políticas de Guedes para austeridade fiscal são mal vistas por todos. Paulo Guedes pede demissão do cargo.
*PMDB entra no governo Bolsonaro após a demissão de Guedes. Parte da direita se revolta devido a alianças com o estabilishment. Outra parte relativiza a aliança, dizendo que é um mal necessário para a manutenção do poder para continuar a reimplantação da moral no povo brasileiro.

...

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7 Online: 08 de Outubro de 2018, 06:50:12 »





OPINIÃO: Bolsonaro x Haddad - De quem é a melhor proposta para a Segurança Pública?

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Hoje no Mundo Militar


Publicado em 5 de out de 2018
« Última modificação: 08 de Outubro de 2018, 06:52:18 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #8 Online: 08 de Outubro de 2018, 06:56:33 »



Pontualmente, com relação a segurança pública no Rio de Janeiro (capital), eu considero que o quase certo ministro da defesa e segurança pública, o General Heleno, poderá ter ótimos resultados  no Rio de Janeiro, pois me parece óbvio que se puderem usar táticas mais semelhantes a táticas de guerra (mais liberdade de ataque e menos amarras legais),  o exército e/ou a polícia  terão alta efetividade contra  o crime ostensivo que tem ocorrido na capital do estado do Rio.


« Última modificação: 08 de Outubro de 2018, 06:58:37 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #9 Online: 08 de Outubro de 2018, 07:00:51 »
Neste ponto específico, e do que eu conheço da proposta (que não é muita coisa), eu concordo plenamente que é um caminho eficaz para diminuir de forma significativa a desordem causada no Rio de janeiro pelos empregados dos comerciantes ilegais, armados com fuzis, e pelos assaltantes de cargas (em assaltos mais ostensivos).


« Última modificação: 08 de Outubro de 2018, 09:42:39 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #10 Online: 08 de Outubro de 2018, 07:03:18 »


Já com relação ao problema das milícias no Rio de Janeiro, eu não sei dizer se o Bolsonaro/General Heleno tem alguma proposta eficaz.  Alguém sabe dizer se eles tem ?



Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #11 Online: 08 de Outubro de 2018, 14:54:53 »



Pontualmente, com relação a segurança pública no Rio de Janeiro (capital), eu considero que o quase certo ministro da defesa e segurança pública, o General Heleno, poderá ter ótimos resultados  no Rio de Janeiro, pois me parece óbvio que se puderem usar táticas mais semelhantes a táticas de guerra (mais liberdade de ataque e menos amarras legais),  o exército e/ou a polícia  terão alta efetividade contra  o crime ostensivo que tem ocorrido na capital do estado do Rio.





Você tem nessa opinião fundamentação em casos reais análogos, ou é apenas a partir da intuição de que a adoção de táticas mais violentas é mais eficiente?

O "puderem usar" de táticas livres de amarras legais traz implícito haver mudança legal, ou assume a volta (ou aumento) da prática de crimes pelo estado?

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #12 Online: 08 de Outubro de 2018, 19:10:23 »

Você tem nessa opinião fundamentação em casos reais análogos, ou é apenas a partir da intuição de que a adoção de táticas mais violentas é mais eficiente?


Fundamentação:

1) Um texto que eu li discorrendo algo a respeito, mas que não lembro a referência;


2) A atuação da força de paz brasileira no Haiti (caso real com certa analogia);


3) Vídeo do Hoje no mundo militar;


4) Senso comum.




« Última modificação: 08 de Outubro de 2018, 19:13:22 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #13 Online: 08 de Outubro de 2018, 19:12:31 »


O "puderem usar" de táticas livres de amarras legais traz implícito haver mudança legal, ou assume a volta (ou aumento) da prática de crimes pelo estado?



Traz implícitas  mudanças na legislação infra constitucional e também mudanças em artigos da constituição. Sem isso, nada feito.





Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #14 Online: 09 de Outubro de 2018, 10:04:20 »
Bolsonaro propõe fechar ministérios de Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia


Artigos Chamadas Destaques26/09/2018

Plano de governo do candidato do PSL é superficial, propõe políticas que já existem e promete relaxar exigências ambientais

CÍNTHIA LEONE


Especial para Direto da Ciência



O plano de governo “Projeto Fênix, Caminho para a Prosperidade”, da chapa de Jair Messias Bolsonaro (PSL) e do general Hamilton Mourão (PRTB), é um conjunto de slides transformados em um arquivo PDF. Líder nas pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno, o candidato, que concorre para a Presidência da República pela coligação Brasil acima de tudo, Deus acima de todos, é o quarto dos presidenciáveis a ter suas propostas detalhadas por Direto da Ciência.


Uma das principais propostas para as áreas ambiental e científica é fechar os ministérios do Meio Ambiente e de Ciência, Tecnologia e Inovação, que passariam a ser pastas dentro de uma “nova estrutura federal agropecuária” (pág. 68).


Antes de analisar o documento, é preciso recapitular algumas declarações do candidato nesses temas. Em 22 de julho, ele afirmou que vai retirar o Brasil do Acordo de Paris, assinado por 195 países no âmbito da Convenção das Nações Unidas para Mudança do Clima. Nesse mesmo dia, ele disse também que fiscais do Ibama não autuarão desmatadores, se for eleito.


O candidato prometeu reduzir as cotas raciais e sociais de acesso às universidades. Durante reunião na cidade de Dourados (MS), em fevereiro, declarou que não fará “nem um centímetro” de demarcação de terras indígenas. E declarou que quilombolas de Eldorado (SP), no Vale do Ribeira, “não servem nem para procriar”.

 

Relação com as universidades


Ao mesmo tempo em que diz que o povo deve ser livre para pensar, se informar, opinar, escrever e escolher seu futuro (pág. 7), o programa afirma que vai combater o que chama de marxismo cultural e “suas derivações como o gramscismo” (pág. 8), referindo-se ao pensamento do alemão Karl Marx (1818-1883) e ao do italiano Antonio Gramsci (1891-1937).


Segundo o texto, nos últimos 30 anos, o pensamento desses autores se uniu “às oligarquias corruptas para minar os valores da Nação e da família”. Em vez de aproveitar críticas de estudiosos às obras desses pensadores, o plano de governo revela uma concepção tosca e simplória sobre elas.



Para o candidato, as universidades precisam estar alinhadas aos interesses das empresas e formar futuros empresários (págs. 46, 47, 48, 49 e 72). Ele afirma que os melhores pesquisadores fazem seus mestrados e doutorados próximos das companhias (pág. 49). Não há espaço, portanto, para a ciência básica e o pensamento crítico.



Em seu novo modelo que propõe, as universidades públicas e privadas contribuiriam na qualificação de professores nas áreas aonde existam carências (pág. 48). Esse tipo de ação já existe, como o Programa de Formação Inicial e Continuada, Presencial e a Distância, o de Professores para a Educação Básica (PARFOR), ambos do MEC, em funcionamento desde 2009. Além disso, muitas instituições públicas e particulares têm projetos próprios ou apoiados por governos estaduais e municipais para qualificação de professores. Há muitos desafios para a educação brasileira, mas, além de não especificar o que seria seu novo modelo, o projeto do candidato parece desconhecer as iniciativas do setor.


O texto faz críticas às universidades, afirmando que o modelo atual de pesquisa e desenvolvimento no Brasil está totalmente esgotado, e culpa a dependência dos recursos públicos (pág. 48). Ignorando que a pesquisa básica é em grande parte financiada por recursos públicos em vários países, inclusive nas universidades dos Estados Unidos, a afirmação contida nessa proposta do candidato parece sinalizar que ele pretende destinar menos recursos públicos para a ciência em seu governo.

[ver em  http://www.diretodaciencia.com/2018/01/27/de-onde-vem-o-dinheiro-para-pesquisa-das-universidades-dos-eua/   ]



Licenciamento ambiental


Uma das propostas é diminuir para três meses os prazos para licenciamento ambiental, com foco nas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que segundo o candidato estão enfrentando entraves para sua implantação (pág. 71). Esse tipo de empreendimento está no rol das fontes incentivadas, ou seja, elas gozam de benefícios, como descontos nos sistemas de transmissão e de distribuição.


O Brasil conta hoje com 428 PCHs e 623 Centrais Geradoras Hidrelétricas (ainda menores que as primeiras), números que evoluíram nos anos mais recentes. E há grandes investimentos previstos para o setor, que esbarra nas exigências ambientais ou da população do entorno em aceitar seus impactos. E há cada vez menos áreas de menor impacto para instalação dessas usinas.


Mesmo menores, as pequenas hidrelétricas concorrem pelo uso da água com atividades de agricultura, lazer, abastecimento e patrimônio histórico (no caso de submergir cidades ou sítios arqueológicos) e geram impactos importantes para a reprodução de peixes. É razoável que haja rigor para a concessão de licenças.

 

Desconhecimento


Bolsonaro propõe que a região Nordeste use seu potencial para energias solar e eólica (pág. 72). Ele afirma ter conhecido iniciativas em países da Ásia, mas no Nordeste do Brasil o assunto não é novidade. O Ceará é o líder nacional de produção de energia solar distribuída (aquela gerada no próprio local de uso, com placas), com 25% dos consumidores nessa categoria, o que corresponde a 40% do total da região nesta modalidade. A Bahia é o vice-líder nacional.


O Brasil está entre os 30 países que mais geram energia solar, e este ano ultrapassou o Canadá e tornou-se o oitavo em energia gerada pelos ventos, com 12,76 GW de capacidade instalada ou 8,3% de toda a energia do país. Concentrada exatamente no Nordeste, a energia dos ventos corresponde a 64% do consumo da região. Sem especificar o que exatamente propõe de novo, demonstra desconhecer tanto o mercado de energia, como a região citada.


Na página 49, o plano afirma que na agricultura há espaço para trazer o conhecimento de Israel. Embora qualquer cooperação seja sempre bem-vinda, a proposta revela desconhecimento da pesquisa agropecuária brasileira e de seus resultados. O Brasil é o terceiro maior produtor agrícola, o quinto exportador e líder em aumento de produtividade por área plantada, estando neste quesito à frente da China, Chile, Japão, Argentina, Indonésia, Estados Unidos e México. Além de uma geografia que favorece a agricultura, o país investe em pesquisas no setor, com destaque para a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), fundada em 1973 e reconhecida internacionalmente.

 

Gás de xisto


Seu projeto prevê incentivos à exploração não convencional de gás, “podendo ser praticada por pequenos produtores” (pág. 75). Há potencial para esse tipo de extração, popularmente conhecida como “gás de xisto” ou “gás de folhelho”, nas bacias sedimentares do Amazonas, Paraná (maior percentual de ocorrência), Parnaíba, Recôncavo e Solimões. Sua extração é feita por meio do fraturamento hidráulico (fracking), técnica que pode contaminar grandes volumes de recursos hídricos, sobretudo águas subterrâneas – o Aquífero Guarani está presente exatamente na bacia do Paraná.


Os analistas deste mercado se dividem entre quem acha que é uma revolução energética e quem pensa que é ouro de tolo. Os ambientalistas, por sua vez, são unânimes: o fracking é uma prática nociva que precisa ser banida. Uma decisão judicial de 2017 proibiu a prática na área de ocorrência do Guarani. 386 cidades brasileiras baniram esse tipo de extração de seus territórios.


Atualmente, 46 municípios do Norte e Norte Pioneiro do Paraná, incluindo Maringá, se uniram contra a extração e o uso do gás de xisto. Muitas cidades pelo mundo acompanham a tendência, sendo que na Escócia (2015), Alemanha (2012), Bulgária (2012) e França (2011) a proibição já é completa.

 

Mineração


O candidato promete que o Brasil será um centro mundial de pesquisa e desenvolvimento em grafeno e nióbio para, segundo ele, criar um submarino nuclear. É preciso analisar por partes: o grafeno é um material ultrarresistente derivado do grafite que serve para fabricação de semicondutores, com uma ampla aplicação industrial. Descoberto apenas em 2004, suas primeiras fábricas foram criadas principalmente após 2010 (confira a lista de todos os fabricantes).


A primeira fábrica de grafeno do Brasil, a MG Grafeno, foi anunciada em 2016, por um consórcio envolvendo a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CDTN/CNEN) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


Antes disso, em 2013, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, já tinha inaugurado o primeiro laboratório de pesquisas sobre grafeno da América Latina, o MackGraphe, com financiamento R$ 20 milhões de Fapesp, CNPq, BNDES e Finep.

 

Nióbio


A história com o nióbio é diferente. O Brasil já é o centro do tema e domina a tecnologia de exploração e produção. Esse mineral é raro no mundo, mas abundante no Brasil – cerca de 98% das reservas conhecidas estão no país, 70% só no estado de Minas Gerais. É usado principalmente na indústria de eletrônicos e aeroespacial.


Enéas Carneiro, deputado federal morto em 2007, também aludia ao produto como a salvação da economia brasileira, mas a realidade é que esse mineral não é tão valioso porque tem substitutos, como manganês, titânio e vanádio. Por essa razão o Brasil não consegue elevar os preços, mesmo tendo quase o monopólio do fornecimento, com 94% da produção mundial.


Já a criação do submarino nuclear é uma longa novela brasileira, iniciada durante o regime militar, com constantes interrupções no fornecimento de verbas e que mais recentemente envolveu escândalos de corrupção. Não fica claro no texto como o protagonismo dos dois minerais citados destravaria essa história.


O candidato declarou à imprensa que seu plano é de fácil leitura e que programas longos são peças de ficção. Mas ao tentar fazer um documento de simples entendimento, sua equipe gerou um projeto raso, com propostas obsoletas e retrocessos.

Leia também:

Ciência e meio ambiente vão do céu ao inferno nas propostas dos candidatos
Compare os programas de governo dos principais presidenciáveis nessas áreas (Direto da Ciência, 4/out)


Cínthia Leone é jornalista, mestre e doutoranda em ciência ambiental pela USP. É formada em comunicação social pela Unesp de Bauru e em negociações internacionais pelo Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas. Foi repórter da Aseessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp e atualmente realiza cooperação científica com o Instituto de Ciência e Tecnologia Ambiental da Universidade Autônoma de Barcelona.
Na imagem acima, o deputado Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército, candidato da coligação PSL-PRTB à Presidência da República. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil.


http://www.diretodaciencia.com/2018/09/26/bolsonaro-propoe-fechar-ministerios-de-meio-ambiente-e-ciencia-e-tecnologia/


« Última modificação: 09 de Outubro de 2018, 10:07:48 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #15 Online: 10 de Outubro de 2018, 09:50:37 »

“O mercado quer inundar o Brasil de investimentos”


Economia  10.10.18 08:37

Murillo de Aragão, da Arko Advice, publicou no Twitter:


“Falei hoje em Nova York para 500 investidores. O mercado quer inundar o Brasil de investimentos. Com Bolso. Com Haddad, dois pés atrás.”



https://www.oantagonista.com/economia/o-mercado-quer-inundar-o-brasil-de-investimentos/



Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #16 Online: 10 de Outubro de 2018, 09:51:15 »


Dia   28   de   outubro   é    17  
« Última modificação: 10 de Outubro de 2018, 09:59:09 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #17 Online: 10 de Outubro de 2018, 09:57:10 »

Bolsonaro vai nomear quatro ou cinco militares para o ministério


Brasil  10.10.18 08:02


Em sua entrevista para O Globo, Gustavo Bebbiano deu o nome de alguns ministros de Jair Bolsonaro, além de Paulo Guedes na Fazenda:

“O Onyx Lorenzoni será o chefe da Casa Civil. Um general para a Defesa, possivelmente o general Augusto Heleno ou quem ele indicar. Estamos falando de um general também para a infraestrutura.”

O jornal perguntou quantos generais podem ser nomeados para os ministérios. Ele respondeu:


“Pelo desenho de hoje, são uns quatro ou cinco”.


https://www.oantagonista.com/brasil/bolsonaro-vai-nomear-quatro-ou-cinco-militares-para-o-ministerio/

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #18 Online: 10 de Outubro de 2018, 09:58:10 »


General Heleno me parece uma escolha muito boa para o ministério da defesa e segurança pública.   :ok:


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #19 Online: 10 de Outubro de 2018, 19:29:51 »


Citar
https://www.oantagonista.com/brasil/bolsa-familia-de-bolsonaro-tera-13o/

[...] A sugestão também foi avalizada pelo economista Paulo Guedes e será incluída no programa de governo.

Bolsonaro tem defendido eliminar as fraudes no pagamento do benefício, o que, segundo sua equipe, permitirá o pagamento extra.






Citar


Lamentavelmente as pessoas não votam, não votam partidariamente, e lamentavelmente você tem uma parte da sociedade que pelo alto grau de empobrecimento, ela é conduzida a pensar pelo estômago e não pela cabeça.

É por isso que se distribui tanta cesta básica.

É por isso que se distribui tantos tíquetes de leite, por que isso, na verdade, é uma peça de troca em época de eleição...

E assim, você despolitiza o processo eleitoral, você trata o povo mais pobre da mesma forma que Cabral tratou os índios quando chegou no Brasil, Já tentando distribuir bijuterias, espelhos pra ganhar os índios, eles distribuem alimentos. Você tem como lógica manter a política de dominação que é secular no Brasil.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #20 Online: 10 de Outubro de 2018, 19:52:16 »


General Heleno me parece uma escolha muito boa para o ministério da defesa e segurança pública.   :ok:



Quero ver o postura que terão em relação aos bolivarianos, imagino que será uma mudança radical, inclusive na pouca vergonha de enterrar dinheiro do BNDES em obras no exterior que nunca serão pagas.


Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #21 Online: 11 de Outubro de 2018, 12:01:25 »

Bolsonaro e a capital de Israel

Brasil  11.10.18 11:54

A Folha diz que “o compromisso de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel deve se tornar uma das primeiras dores de cabeça econômicas de Jair Bolsonaro, caso vença e honre a promessa”.

A reportagem diz que países islâmicos e produtores de proteína animal do mercado estão preocupados com a hipótese de o Brasil cortar relações com a Palestina e mudar a sede de sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.

“Embaixadores de países muçulmanos fizeram chegar ao governo e à campanha de Bolsonaro sua preocupação. Empresários também devem procurá-los. Consideram que a retaliação comercial será inevitável caso Bolsonaro mantenha a palavra.”


https://www.oantagonista.com/brasil/bolsonaro-e-capital-de-israel/



Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #22 Online: 11 de Outubro de 2018, 12:02:45 »


Trump reconhecer Jerusalém como capital é uma coisa,   Presidente brazuca reconhecer é outra coisa...



Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #23 Online: 11 de Outubro de 2018, 12:06:23 »
Nada mais é do que o reconhecimento da Palavra de Deus e da concretização das profecias que prenunciam o fim dos tempos.

Chupem, ateus!!!!!!!!!!!!1111111[/colorg]



Offline Cinzu

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #24 Online: 11 de Outubro de 2018, 13:49:41 »
Citar
O programa anunciado pelo presidenciável Jair Bolsonaro prevê a criação de um superministério da Economia, que incorporaria as atuais pastas da Fazenda, do Planejamento, da Indústria e Desenvolvimento, e da Secretaria Geral da Presidência, que cuida do Programa de Parcerias de Investimento.

Bolsonaro imita o ex-presidente Fernando Collor, que adotou ideia similar em 1990. O objetivo parece o mesmo, isto é, gerar a impressão de que a redução de ministérios constituiria um sinal de corte de gastos e de racionalização da máquina pública.

Obviamente a mídia tá fazendo um apelo extra ao comparar com o Collor, só pra botar um medo.

Porém, acho realmente perigoso essa estratégia do Bolsonaro. É jogar tudo nas mãos do Guedes e falar: pronto, dá um jeito aí. E o Guedes aceita e fala na maior naturalidade do mundo que consertar um país é super simples, como se ele já tivesse ocupado algum cargo público.
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar"

 

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