Autor Tópico: Governo Bolsonaro  (Lida 81509 vezes)

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5050 Online: 09 de Junho de 2019, 17:53:04 »
Pô, Peso Real. Que nome mais besta pra moeda! De cara ja vai ter um imbróglio no plural. Vai ser Pesos Reales ou Pesos Reais?

Cada idioma constrói o plural de acordo com o próprio.

De forma similar, Brasil é Brazil em inglês, França é France em francês, etc.

Offline Sergiomgbr

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5051 Online: 09 de Junho de 2019, 21:22:43 »
É verdade. Mas era melhor ter plural igual tanto quanto isso fosse possível.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5052 Online: 10 de Junho de 2019, 21:09:07 »





MORO ESPERNEIA. Bolsonaro assiste!


Filósofo Paulo Ghiraldelli

Publicado em 10 de jun de 2019








Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5053 Online: 10 de Junho de 2019, 21:15:41 »
Citação de: Luis Nassiff
https://jornalggn.com.br/noticia/o-caso-do-filosofo-ghiraldelli/

O caso do “filósofo” Ghiraldelli
Por Luis Nassif - 27/08/2010

...


A Internet incorporou a presença do «troll». Trata-se do sujeito sem expressão que aproveita o espaço para provocações, buscando a evidência pela agressão. Como regra geral, são indivíduos inexpressivos, alguns francamente desequilibrados, com evidente necessidade de auto-promoção.

É o caso de um sujeito chamado Paulo Ghiraldelli, que se apresenta como «o filósofo de São Paulo». Não pretendia perder tempo com ele, mas exorbitou.

...

Lá, fiquei sabendo de uma polêmica com o jornalista-filósofo Olavo de Carvalho. O ponto central era a compulsão do «filósofo de São Paulo» em mostrar a própria mulher nua. Casou-se com uma moça bem mais nova. Olavo escrevera um artigo espantado com aquele exibicionismo de quem se intitulava filósofo. A resposta do tal Ghiraldelli  era a de que quem tinha mulher bonita, tinha mais que mostrá-la.

Havia mais, uma montanha de vídeos com aulas que mais pareciam cursos de auto-ajuda.

...


Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5054 Online: 10 de Junho de 2019, 21:49:20 »

A casa do Moro está caindo.  E o Bolso parece que está se lixando para isso.


 :hihi:
« Última modificação: 10 de Junho de 2019, 21:52:46 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5055 Online: 11 de Junho de 2019, 14:17:42 »

Frota: ‘Foda-se teu jornal, foda-se todo mundo’


Brasil  05.06.19 20:24


Crítico da escolha de Edilásio Barra para a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cidadania –da qual Osmar Terra desistiu–, Alexandre Frota mandou áudio sugerindo apoio ao indicado.

Questionado por Igor Gadelha, da Crusoé, o deputado do PSL alegou que estava sendo irônico no áudio enviado.



“Agora, se você quiser entender de outra maneira, foda-se você, foda-se ele, foda-se teu jornal, foda-se todo mundo”, acrescentou Frota.



https://www.oantagonista.com/brasil/frota-foda-se-teu-jornal-foda-se-todo-mundo/



Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5056 Online: 11 de Junho de 2019, 14:19:37 »
Nível  Bolsominion  é outra história,  é imponente,  é coisa de 1° mundo .


 8-)


----------------


 :histeria:

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5057 Online: 11 de Junho de 2019, 14:36:50 »
Passou quase despercebido pela mídia e cidadãos a MP 881/2019, que pode ser a maior revolução do estado brasileiro desde o plano real.

Citar
Congresso recebe MP que pretende reduzir burocracia para iniciativa privada

O governo enviou ao Congresso, na última terça-feira (30), a Medida Provisória da Liberdade Econômica (MP) 881/2019, que cria a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica e estabelece garantias para o livre mercado e para o amplo exercício da atividade econômica, com objetivo de especialmente os pequenos empreendedores.

A medida libera pessoas físicas ou jurídicas a desenvolver negócios considerados de baixo risco, sem depender de qualquer ato público de liberação por parte da administração pública. Atos públicos são licenças, autorizações, inscrições, registros, alvarás e outros exigidos como condição prévia para o exercício de atividade econômica. O governo vai listar quais delas serão consideradas de baixo risco, mas os estados também terão liberdade para elencá-las.

Na cerimônia de assinatura da medida, no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o texto "tira o Estado do cangote" do brasileiro:

— Vai, no meu entender, ajudar muita gente no Brasil, em especial aquele empreendedor, aquele que quer empregar, mas que tem medo — afirmou.

Liberdade

Pelo texto, essas atividades econômicas também poderão ser desenvolvidas em qualquer horário ou dia da semana, desde que não causem danos ao meio ambiente, respeitem normas de direito de vizinhança, não gerem poluição sonora nem perturbem o sossego da população, sempre observada a legislação trabalhista.

A MP reafirma a liberdade de preços, tanto para produtos quanto para serviços, obedecendo a oferta e a demanda do mercado não regulado. Essa liberdade só será restringida nos casos declarados de emergência ou calamidade pública.

A medida também busca padronizar a interpretação de fiscais e agentes públicos para atos de autorização de atividade econômica. As decisões sobre pedidos de alvará e licença terão efeito vinculante: o que for definido para um cidadão, deverá valer para todos em situação similar, garantindo o princípio da isonomia e evitando arbitrariedades.

A administração pública federal também deverá cumprir prazos para responder a pedidos de autorização. Caso o prazo máximo, informado no momento da solicitação do cidadão, não seja respeitado, a aprovação do pedido será tácita. Cada órgão definirá individualmente seus prazos, limitados ao que for estabelecido em decreto presidencial. A MP também equipara documentos em meio digital a documentos físicos, tanto para comprovação de direitos quanto para realização de atos públicos. A equiparação será implementada por meio de regulamentação específica.

O texto determina que as alterações de atos normativos de interesse de agentes econômicos, antes de ser editadas, devem contar com análise de impacto regulatório, com informações sobre os possíveis efeitos e que meçam a razoabilidade do seu impacto econômico.

Startups

Conhecida também como “MP das Startups”, a norma prevê ainda imunidade burocrática para a inovação, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de novos produtos e serviços e a criação de startups — empresas em estágio inicial que buscam inovação (geralmente com uso de novas tecnologias), mesmo em um cenário de incerteza. Poderão ser realizados testes, gratuitos ou não, para grupos privados e restritos, afastados efeitos de normas infralegais que estejam desatualizadas ou impeçam o desenvolvimento desses produtos, desde que não coloquem em risco a saúde ou segurança pública.

Para isso, a norma editada permite aos empreendedores “implementar, testar e oferecer, gratuitamente ou não, um novo produto ou serviço para um grupo privado e restrito de pessoas maiores e capazes, que se valerá exclusivamente de propriedade privada própria ou de terceiros consensuais”.

A MP altera a Lei 6.404, de 1976, que trata de sociedade de ações, e permite que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reduza exigências para permitir a entrada dos pequenos e médios empreendedores no mercado de capitais. A ideia é que empresas brasileiras não precisem abrir seu capital no exterior, onde encontram menos burocracia.

Fundo Soberano

A MP 881/2019 extingue o Fundo Soberano do Brasil, criado pela Lei 11.887, de 2008 para ser uma espécie de poupança em tempos de crise. Entre as funções oficiais do fundo estão viabilizar investimentos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, combater os efeitos de eventuais crises econômicas e auxiliar nos projetos de interesse estratégico do país no exterior.

Caso o seu fim seja confirmado pelo Congresso, os recursos serão direcionados ao Tesouro Nacional. O ex-presidente Michel Temer já havia tentado extingui-lo, por meio da MP 830/2018, mas o dispositivo com essa finalidade foi rejeitado no Parlamento. Em maio de 2018, seu patrimônio somava R$ 27 bilhões.

As 17 principais garantias da MP

1 - Liberdade de burocracia: retira qualquer tipo de licença, incluindo alvará de funcionamento, sanitário e ambientais para atividades de baixo risco, independentemente do tamanho da empresa.
2 - Liberdade de trabalhar e produzir: limita os casos em que Poder Público e sindicatos podem restringir horários de funcionamento do comércio, serviço e indústria. Isso só pode ser feito se for para observar o sossego, por exemplo. Todos os direitos trabalhistas ficam mantidos.
3 - Liberdade de definir preços: impede que as leis sejam manipuladas de forma a diminuir a competição e o surgimento de novos modelos de negócios.
4 - Liberdade contra arbitrariedades: impede que fiscais tratem dois cidadãos em situações similares de forma diferente, estabelecendo efeito vinculante e isonômico.
5 - Liberdade de ser presumido de boa-fé: qualquer dúvida na interpretação no direito deve ser resolvida no sentido que mais respeita os contratos e os atos privados, aumentando a previsibilidade do direito e, consequentemente, a segurança jurídica no país.
6 - Liberdade de modernizar: normas desatualizadas terão suas restrições suspensas para não prejudicar os cidadãos.
7 - Liberdade de inovar: nenhuma licença poderá ser exigida enquanto a empresa estiver testando, desenvolvendo ou implementando um produto ou serviço que não tenham riscos elevados. Trata-se de uma imunidade burocrática para negócios.
8 - Liberdade de pactuar: contratos empresariais, inclusive sobre normas de ordem pública, não poderão ser alterados judicialmente se tiverem sido livremente pactuados entre as partes.
9 - Liberdade de não ficar sem resposta: todo pedido de licença ou alvará terá um tempo máximo para ser atendido. Transcorrido esse prazo, o pedido será aprovado pelo silêncio do órgão público.
10 - Liberdade de digitalizar: todos os papéis poderão ser digitalizados e descartados, o que deve diminuir os custos de empresas com armazenagem e compliance de obrigações.
11 - Liberdade de crescer: a CVM poderá simplificar de imediato a burocracia pra as Sociedades Anônimas, inclusive para o acesso de pequenas e médias empresas ao mercado de capitais. Empresas brasileiras não precisarão mais ir ao exterior fazer ofertas iniciais de ações (do inglês Initial Public Offer — IPO).
12 - Liberdade de empreender: decisões judiciais não poderão mais desconsiderar a personalidade jurídica sem demonstrar que esteja presente a má fé do empresário, devendo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ser aplicada para todos.
13 - Liberdade de redigir contratos com padrão internacional: decisões judiciais não poderão fazer revisões de contrato salvo em casos estritos e necessários.
14 - Liberdade contra abusos: a situação em que o regulador passa dos limites permitidos pela lei para prejudicar o cidadão, gerando indevidas distorções econômicas, passa a ser considerada um abuso regulatório.
15 - Liberdade de regulação econômica: nova regulação sobre a economia só poderá ser editada com análise de impacto regulatório.
16 - Liberdade de regularização societária: as sociedades limitadas unipessoais passarão a ser regularizadas de fato na forma da lei.
17 - Liberdade de riscos contratuais: será lícito, e sempre respeitado, o direito de as partes pactuarem a alocação de riscos em decorrência de revisão contratual.

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/02/congresso-recebe-mp-que-pretende-reduzir-burocracia-para-iniciativa-privada


<a href="https://www.youtube.com/v/vlXXGRvITbI" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/vlXXGRvITbI</a>



:!: Urgente: Bolsonaro ESQUERDANDO CULTURALMENTE e autoritariamente o governo federal:

Citar
https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/04/11/decreto-de-bolsonaro-proibe-uso-dos-termos-vossa-excelencia-e-doutor-nos-orgaos-federais.ghtml

Decreto de Bolsonaro proíbe uso dos termos 'Vossa Excelência' e 'doutor' nos órgãos federais

Segundo o governo, intenção é a 'desburocratizar' tratamento e 'eliminar barreiras que criam distinção' entre funcionários. O decreto estabelece que agentes públicos utilizem termo 'senhor'.

...

https://g1.globo.com/natureza/blog/amelia-gonzalez/post/2019/04/12/em-um-pais-sem-vossa-excelencia-como-ficam-as-mordomias-dos-politicos.ghtml

tags: crimidéia, polícia verbal, polícia de pensamento, guerra de classes, igualitarismo forçado por totalitarianismo comunista, gramscianismo, hegemonia cultural, inversão dos valores, degradação do respeito aos superiores, desrespeito a autoridades, sabe com quem você está falando

Offline Agnoscetico

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5058 Online: 12 de Junho de 2019, 15:38:09 »

Paródia ou realidade?

TOMSONARO, Tamares e Sério Moro: donos de Brasília! | RESUMO DA SEMANA | Multi Tom | Humor Multishow

« Última modificação: 12 de Junho de 2019, 15:48:39 por Agnoscetico »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5059 Online: 13 de Junho de 2019, 09:15:58 »

O QUE FOI A UDN, O PARTIDO CONSERVADOR QUE PODE SER REVIVIDO E ABRIGAR O CLÃ BOLSONARO

Em vias de criação e em negociação com filhos do presidente, a Nova UDN se baseia no legado da legenda antigetulista e "liberal na economia, conservadora nos costumes"

Dimitrius Dantas

19/02/2019 - 07:00 / Atualizado em 21/02/2019 – 14:53



Liberais na economia, conservadores nos costumes, fãs dos militares e dos americanos e odiadores do comunismo. Poderíamos estar falando do bolsonarismo, mas a descrição também serve à União Democrática Nacional, um dos principais partidos políticos no turbulento período entre as ditaduras de Getulio Vargas (1937-1945) e militar (1964-1985). Mais de 50 anos após sua extinção, a sigla pode voltar ao protagonismo na política brasileira com as especulações de que pode receber, entre outros, os membros do clã Bolsonaro. Para uma das principais especialistas na história do partido, entretanto, o bolsonarismo não é o herdeiro direto da UDN, mas apenas um de seus vários filhos.

“Se a UDN pode ser considerada a inspiração para aspectos do bolsonarismo? Sem a menor dúvida”, afirmou a professora aposentada da Universidade de São Paulo, Maria Victoria Benevides, que completou: “Para mim, o bolsonarismo é o herdeiro do udenismo mais radical. É um herdeiro daqueles que vieram a aderir ao golpe em 1964, de Carlos Lacerda [ex-governador do Rio de Janeiro], diferentemente do grupo do Afonso Arinos [ex-deputado, senador e chanceler]”.

Além disso, ao contrário do que afirmam seus novos criadores, a UDN não foi, necessariamente, o partido da direita. Pelo contrário: segundo a pesquisadora, a legenda nunca se assumiu publicamente dessa forma.

O senador Afonso Arinos de Melo Franco, em 1959 Foto: Arquivo O Globo / Agência O GloboO senador Afonso Arinos de Melo Franco, em 1959 Foto: Arquivo O Globo / Agência O Globo
A sigla surgiu, inicialmente, como uma aglutinação das forças que lutaram pela queda da ditadura de Getulio Vargas em 1945. Incluía liberais, mas também socialistas — as esquerdas democráticas, como eram chamadas à época. Durante os 20 anos que seguiram, a UDN disputou as eleições com progressista PTB, alinhado ao getulismo, e o PSD, mais ligado às oligarquias rurais. Para seus críticos, era o partido dos cartolas, do golpe, das vivandeiras de quartéis. Para os udenistas, era o partido do antigetulismo, dos moralistas, da classe média e dos liberais. Segundo Maria Benevides, o partido foi tudo isso.

“Eu acho que a UDN foi extremamente ambígua porque ela apoiou certas pautas progressistas, mas seu antigetulismo era tão radical, tão radical, que a impedia de avançar mais. Ela era liberal na economia, mas politicamente ela não era liberal. Tinha um nível intelectual num sentido mais amplo, que não vejo no PSL. Seria impossível um chanceler como Afonso Arinos de Melo Franco se comparar com o chanceler de Bolsonaro, por exempo. A UDN foi conservadora, com traços militaristas e direitistas, mas ela não se afirmava dessa forma. Ela não se afirmava de direita. Se dizia o partido da eterna vigilância e moralista, sempre vendo a corrupção dos outros”, diz.



No livro A UDN e o udenismo: ambiguidades do liberalismo brasileiro, Benevides conta a história de um partido que, concentrado na luta contra a ditadura varguista, foi tragicamente extinto ao apoiar o surgimento de outro regime autoritário: “O partido que nasceu da luta contra uma ditadura cresceu apesar de sofridas derrotas — sempre em nome dos ideais liberais de sua inspiração primeira —, para finalmente, quase 20 anos depois, surgir vitorioso num esquema de poder que instalaria um regime militar de arbítrio, repressivo e autoritário”, escreveu.

Para ela, o presidente Jair Bolsonaro, à época da fundação do partido, teria poucas chances de triunfar. Nas Forças Armadas, a UDN sempre foi mais alinhada a uma ala menos nacionalista, lançando por duas vezes nomes consagrados dentro da corporação, como Juarez Távora e o brigadeiro Eduardo Gomes.

“Eram homens com uma história de valentia, de coragem. Inicialmente, economicamente, a UDN era muito mais Paulo Guedes que Jair Bolsonaro”, disse a socióloga.

O partido era, por exemplo, favorável à remessa de lucros de empresas para o exterior, um dos temas mais controversos no debate político da época. Socialistas e petebistas queriam que as empresas fossem obrigadas a manter seus ganhos no país. Os udenistas, alinhados aos Estados Unidos, tinham uma visão diferente. Uma de suas principais lideranças, o deputado Aliomar Baleeiro, chegou a dizer que não era a favor de uma política de portas abertas às empresas estrangeiras, mas de portas escancaradas.



Radicalização antigetulista

As sucessivas derrotas, primeiro para Vargas, em 1950, e depois para Juscelino, em 1956, levaram a uma gradual radicalização do partido, que, em 1964, estava entre os primeiros apoiadores do golpe militar. Para Benevides, esses traços ideológicos são as principais semelhanças entre o atual bolsonarismo e a antiga UDN. O baluarte dessa ala era o jornalista Carlos Lacerda, alçado à notoriedade pelas críticas ferozes que fazia à corrupção na era Vargas. Sobre o retorno de Getulio ao poder, em 1950, chegou a dizer: “O senhor Getulio Vargas não deve ser candidato à Presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar”.


Carlos Lacerda, em 1957 Foto: Acervo o GloboCarlos Lacerda, em 1957 Foto: Acervo o Globo


“O antipetismo repete o antigetulismo em sua força. No fundo, é a ambiguidade entre liberalismo e conservadorismo que é uma constante na história da elite brasileira ”, disse Benevides. Nesse momento surge a proximidade cada vez maior com as alas militares favoráveis à deposição de João Goulart, por exemplo. “Há uma frase de um udenista famoso, José Bonifácio, de Minas Gerais: 'Nunca tiramos os pés do quartel. Atravessamos toda a luta com os pés no quartel, almoçando e jantando com generais, almirantes e brigadeiros. Esses oposicionistas bobocas de hoje, a primeira coisa que fazem é xingar os militares. Não conhecem a realidade brasileira'.”



Na questão dos costumes, assim como o bolsonarismo, a UDN defendia uma moral alinhada com a cristã, particularmente a católica. Contudo, segundo a professora, esse tipo de questão não era uma discussão política na época. A situação de LGBTs não estavam na pauta do dia. Pelo contrário: até mesmo Juscelino Kubitschek, o “presidente bossa-nova”, tinha restrições em relação ao divórcio. Segundo a professora, o JK não aceitava ministros desquitados em seu gabinete.

“Esse conservadorismo nos costumes era também uma coisa religiosa. Os católicos da UDN não tinham nenhuma condescendência com os espíritas, com as religiões afro e menos ainda com os evangélicos. Ser evangélico, na época, para os católicas era uma heresia tremenda”, contou Benevides.

Para a professora, entretanto, é impossível atribuir ao partido a defesa “da moral e dos bons costumes”, necessariamente. “Todos eram conservadores nos costumes. Essa discussão que temos sobre costumes veio depois, a partir de 1968.”


https://epoca.globo.com/o-que-foi-udn-partido-conservador-que-pode-ser-revivido-abrigar-cla-bolsonaro-23462781

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5060 Online: 13 de Junho de 2019, 10:15:40 »

Decreto de Bolsonaro sobre órgão de combate à tortura fere tratado internacional, diz perito


© AP Photo / Michael Dantas
BRASIL

17:04 11.06.2019(atualizado 14:45 12.06.2019)
Solon Neto


Nesta terça-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) exonerou os peritos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) através de um decreto. A Sputnik Brasil falou com um dos peritos do Mecanismo que foi afetado pelo decreto, que chamou a medida de ‘ideológica’.

O decreto foi assinado na segunda-feira (10) e publicado hoje no Diário Oficial da União. Além de exonerar os atuais, o texto determina que novos peritos só serão aceitos com autorização da Presidência. Além disso, novos peritos não poderão fazer parte de entes da sociedade civil, instituições de pesquisa e outros, e não serão remunerados.

"O Mecanismo é uma instituição de fundamental importância justamente por causa da sua independência e autonomia de escolher os lugares que ele entende que devem ser inspecionados. É um órgão independente do governo federal", ressalta, em entrevista à Sputnik Brasil, o psicólogo Lúcio Costa, um dos peritos do Mecanismo que foi afetado pelo decreto.


Ele explica que a não interferência do governo nas ações do Mecanismo é fundamental, uma vez que "o Estado é o maior violador de direitos humanos nesse país", o que cria um conflito de interesses.

Membros do Mecanismo denunciam dificuldades de atuação desde o início do governo Bolsonaro. Em um dos casos, o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT) afirmou que foi impedido pelo governo de realizar inspeções no Ceará. Após a denúncia, a inspeção relatou diversos abusos no estado, como agressões, celas alagadas, falta de medicamentos, presos com tuberculose e hepatite e soropositivos impedidos de terem tratamento.

"Foram várias as inspeções realizadas pelo Mecanismo, e na situação das prisões no Brasil é público e notório que as instituições são verdadeiras masmorras", afirma o perito.

O Mecanismo realiza inspeções a quaisquer instituições que trabalhem com privação de liberdade no Brasil. As inspeções abrem diálogo com os indivíduos de dentro da instituição inspecionada em todos os níveis para depois emitir um relatório com recomendações. O relatório é então encaminhado à instituição e às autoridades competentes.

Decreto é 'ideológico' e fere tratado internacional, diz perito

Costa também alerta que o decreto fere tratados internacionais e fará com que o Brasil responda internacionalmente por isso.

O Brasil é signatário do Protocolo Facultativo à Convenção das Nações Unidas contra a Tortura (OPCAT). O tratado internacional prevê as visitas e inspeções como forma de prevenção contra a tortura, incluindo parâmetros para mecanismos como o brasileiro.

"Ações serão adotadas, inclusive no âmbito internacional para que esse decreto seja imediatamente revogado, porque ele não goza de legitimidade. Esse decreto se traduz em um documento ideológico por parte do presidente da República", explica.

Para o perito, o decreto de Bolsonaro é parte de um contexto de ataque aos direitos humanos.

"Essa atitude do governo Bolsonaro é mais um elemento dentro desse cenário no qual flagra que o Estado é contra a garantia de direitos humanos de determinados segmentos da população", conclui.




https://br.sputniknews.com/brasil/2019061114044107-decreto-bolsonaro-mecanismo-combate-a-tortura-tratado-internacional/

Offline Geotecton

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5061 Online: 13 de Junho de 2019, 11:04:11 »
Citar
[...]
Membros do Mecanismo denunciam dificuldades de atuação desde o início do governo Bolsonaro. Em um dos casos, o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT) afirmou que foi impedido pelo governo de realizar inspeções no Ceará. Após a denúncia, a inspeção relatou diversos abusos no estado, como agressões, celas alagadas, falta de medicamentos, presos com tuberculose e hepatite e soropositivos impedidos de terem tratamento.

"Foram várias as inspeções realizadas pelo Mecanismo, e na situação das prisões no Brasil é público e notório que as instituições são verdadeiras masmorras", afirma o perito.
[...]

A vertente ideológica está clara nesta "reportagem", pois a situação relatada acima ocorre há décadas, incluindo nos governos esquerdopatas.

Onde estão mesmo as denúncias do período entre 2006 e 2016?

Outro ponto. Se o trabalho do MNPCT é realmente de cunho social, que seja feito de modo voluntário.

Pergunto: Será que os apaniguados fariam isto?


P.S.

A fonte é o Sputniknews.

Está explicado.
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Offline Cinzu

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5062 Online: 13 de Junho de 2019, 20:15:26 »
Citar
ALERJ aprova lei que exige prova no Detran para clientes alugarem patinetes elétricos

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) aprovou, nesta quinta-feira (13), um novo projeto para regulamentar patinetes e bicicletas elétricos. Para a utilização dos meios de transporte, mesmo alugados, os usuários precisarão realizar uma prova online de conhecimentos básicos de trânsito. As informações são do jornal O Globo.

A proposta é do deputado Alexandre Knoploch (PSL). A pessoa que quis alugar um patinete elétrico precisará entrar no site do Detran e se inscrever para o teste. Se for aprovada, um número vinculado ao CPF será gerado e ele deve ser informado ao fazer o cadastro com a empresa de aluguel. Quem possui CNH, no entanto, não precisa fazer a prova.

Outras medidas exigidas no projeto são a responsabilização das empresas provedoras dos patinetes em acidentes que seus veículos se envolvam, o cadastramento de todos os usuários, um canal de reclamação de terceiros e prestação de serviço de atendimento ao cliente. A lei também prevê que as empresas poderão se conveniar com o governo para a criança de integrações com os modais de transportes já existentes.

"Partido Social Liberal"
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar"

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5063 Online: 15 de Junho de 2019, 19:12:31 »

Santos Cruz foi demitido por ‘falta de alinhamento ideológico’



Brasil  13.06.19 17:36



O Globo relata que Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido por Jair Bolsonaro hoje, em uma reunião da qual participaram Augusto Heleno e Fernando Azevedo e Silva.

A decisão, afirma o jornal carioca, foi atribuída a uma “falta de alinhamento político-ideológico” e embates com outros integrantes do próprio governo.


Oficialmente, o Planalto ainda não se manifestou.


https://www.oantagonista.com/brasil/santos-cruz-foi-demitido-por-falta-de-alinhamento-ideologico/

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5064 Online: 15 de Junho de 2019, 19:13:23 »


“Ninguém é inabalável”



Brasil  15.06.19 16:51



Ao defender Sergio Moro neste sábado, Jair Bolsonaro afirmou também que “ninguém é inabalável” e citou a situação do general Santos Cruz.


“Muita gente se surpreendeu com a saída do general Santos Cruz. Isso pode acontecer. Muitas vezes, a separação de um casal você se surpreende: ‘mas viviam tão bem’. Mas a gente nunca sabe qual a razão daquilo. E é bom não saber. Que cada um seja feliz da sua maneira”.



O presidente, no entanto, não deu mais detalhes sobre a demissão de Santos Cruz.



https://www.oantagonista.com/brasil/ninguem-e-inabalavel/




Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5065 Online: 15 de Junho de 2019, 19:13:59 »

Bolsonaro diz que Levy “está com a cabeça a prêmio há algum tempo”

Brasil  15.06.19 16:00



Como registramos há pouco, Jair Bolsonaro ameaçou demitir o presidente do BNDES, Joaquim Levy, se ele não afastar o novo diretor de Mercado do banco, Marcos Barbosa Pinto.

“Eu já estou por aqui com o [Joaquim] Levy. Falei pra ele demitir esse cara [Marcos Barbosa Pinto] na segunda-feira ou eu demito você, sem passar pelo Paulo Guedes”, disse o presidente neste sábado.



“Essa pessoa, o Levy, já vem há algum tempo não sendo aquilo que foi combinado e aquilo que ele conhece a meu respeito. Ele está com a cabeça a prêmio já há algum tempo.”



https://www.oantagonista.com/brasil/santos-cruz-foi-demitido-por-falta-de-alinhamento-ideologico/


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5066 Online: 15 de Junho de 2019, 23:55:46 »
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Offline Agnoscetico

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5067 Online: 16 de Junho de 2019, 12:13:52 »


Bozo cometeu infração de trânsito enquanto filmava?

7:23


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5068 Online: 17 de Junho de 2019, 23:35:22 »
Citar
https://nocaute.blog.br/2019/06/15/site-diz-que-santos-cruz-caiu-por-vetar-emprego-de-r-400-mil-mensais-para-olavo-na-ebc/

O site A República ( https://arepublica.com.br/politica/santos-cruz-bloqueou-dinheiro-para-olavo ), editado pelo jornalista Thales Guaracy, afirma hoje (15/6) que a gota dágua para a demissão do general Santos Cruz, ministro de Bolsonaro, foi o fato de o militar ter vetado a contratação do astrólogo Olavo de Carvalho pela EBC. Olavo teria pedido um salário de R$ 400 mil mensais para exibir suas “aulas” no canal oficial de televisão. Leia a íntegra.

...


Mas será possível? Acho que no mínimo alguém deve ter confundido 400 mil por ano com 400 mil por mês.

Não que melhorasse a ponto de deixar de ser absurdo.



Citar

https://arepublica.com.br/politica/jornalzinho-de-merda-diz-olavo-de-carvalho-de-a-republica

...


A mensagem de Cruz no WhatsApp
...

"Quem inventou essa calúnia abjeta?" - escreveu Olavo, no Twitter. "Essa merda de jornalzinho ou o próprio Santos Cruz?"

Santos Cruz não se pronunciou sobre a reportagem de A República. Porém, na manhã de domingo, disparou-a por WhatsApp a partir de seu celular. Na imagem, sublinhou e fez uma flecha na parte do texto em que são mencionadas as propostas para Olavo que ele recusou. O general não falou, mas se deu a entender.

Procurado pelo site Poder 360, o secretário de Comunicação Social do Planalto, Fabio Wajngarten, negou ter levado a proposta a Santos Cruz de colocar Olavo como professor em veículos da EBC. "Essa proposta nunca existiu", disse ele. "Não conheço Olavo de Carvalho pessoalmente. Ele nunca me pediu ou me telefonou pedindo nada."

A Secom já havia negado em nota também que Santos Cruz teria bloqueado outra proposta levada por Wajngarten, que era a de promover blogs de direita e alinhados ao governo Bolsonaro, conforme noticiado pelo jornal O Globo, publicada no dia 14 ("Divergência sobre financiamento a blogs definiu demissão de Santos Cruz").

...




Citar

https://oglobo.globo.com/brasil/divergencia-sobre-financiamento-blogs-definiu-demissao-de-santos-cruz-23740115

Ex-ministro era contra pagamentos a sites alinhados claramente com o governo, na contramão da Secretaria de Comunicação, que nega projeto

...

As fontes confirmaram que Santos Cruz representava um obstáculo para vários projetos de Wajngarten, entre eles o de intensificar o financiamento de blogs e sites que defendem o governo.

— Fábio quer promover esses blogueiros e sites, distribuir recursos, e Santos Cruz era contra. O embate ficou forte e somou-se a outras discordâncias. A convivência estava muito difícil  — comentou uma das fontes consultadas.

...

— O racha final foi pelo controle da comunicação e principalmente pela intenção de uma ala do bolsonarismo liderada por Carlos de financiar meios ideologicamente identificados com o governo — concluiu a fonte.

...

Offline Geotecton

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5069 Online: 18 de Junho de 2019, 07:53:49 »
Ou seja, a ala mais conservadora do bozoasnismo está querendo reproduzir o mesmo comportamento abjeto dos petistas, criando e mantendo a sua própria 'esgotosfera', com os 'pha, dcm, cafezinhos, tijolaços' e outros lixos semelhantes.
Foto USGS

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5070 Online: 18 de Junho de 2019, 09:45:57 »
Ainda tem gente que duvida que o interesse  primordial do astro ló  ló  é dinheiro ?   


 :?:


Ainda  tem gente que duvida que o interesse  primordial da  tchurma   miniom  é dinheiro ?


 :?:


Ainda  tem algum ser racional Homo sapiens sapiens que não percebeu que o interesse  da tchurma  minion  é  grana   ?





« Última modificação: 18 de Junho de 2019, 11:26:41 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5071 Online: 18 de Junho de 2019, 11:24:55 »


Santos Cruz bloqueou dinheiro para Olavo



A República  em Política Sex, 14-Jun-2019


 Cruz: o general perdeu a batalha Cruz: o general perdeu a batalha
Militares com assento no Palácio do Planalto afirmam que o ex-ministro Carlos Alberto Santos Cruz, demitido da Secretaria de Governo, vinha recebendo pressão cada vez maior de Carlos Bolsonaro. Segundo essas fontes, na primeira reunião de Cruz com Fábio Wajngarten, secretário de Comunicação da Presidência (Secom), próximo de Carlos Bolsonaro, este apresentou ao ministro o projeto de pagar 320 mil reais por mês ao escritor Olavo de Carvalho para que ele tivesse um programa de TV veiculado na EBC, TV Escola e em plataformas digitais do governo. Além disso, Wajgarten propôs a Cruz colocar um olavista em cada uma das secretarias de comunicação dos ministérios. Cruz disse não.

A ideia foi reapresentada uma segunda vez. O valor passou de 400 mil. Cruz disse não, de novo.

O confronto com Olavo e a recusa a ceder dinheiro ou emprego ao escritor e seus seguidores foi a onda que se avolumou contra o ministro, tornando-se um problema para o presidente Jair Bolsonaro, que o tem como um amigo. "Foi um momento constrangedor para nós", disse ele. "O governo segue aberto, mas [ele] não demonstrou interesse [em continuar]."

Embora seja militar, Cruz não estava no governo na cota dos militares, e sim na do próprio Bolsonaro, de quem é próximo desde que o defendeu na sua exclusão da ativa, quando o hoje presidente ainda era capitão. Por essa proximidade, Cruz era dos poucos que, dentro do governo, acreditava ter cacife para confrontar o presidente e impedir erros - incluindo o avanço do olavismo.

PETISTAS PRESERVADOS
Outra crítica que se ouvia dentro do governo a respeito de Cruz era o fato de que ele tinha travado todas as contratações. O governo tem 22 mil cargos comissionados, isto é, nos quais pode mexer, por não se tratarem de funcionários de carreira. Esses cargos continuam a ser ocupados por gente que entrou com o PT. Foram conservados pelo presidente Michel Temer, em troca de passagem para os projetos do governo no Congresso.

Com isso, o governo federal continuou e continua aparelhado pelo PT e partidos de suporte ao governo Dilma Rousseff. O ministro da casa Civil, Onyx Lorenzoni, optou por demitir num único dia, no início do governo, todos os comissionados dentro de sua pasta. Já Cruz decidiu mantê-los - e observar a "prata da casa".

Na prática, além de manter no governo gente que Bolsonaro se propunha a trocar, Cruz acabou se tornando um empecilho para a negociação de cargos com o Congresso, que tanto Onyx quanto Bolsonaro pretendem soltar, para facilitar o trâmite das reformas. Embora o governo não admita publicamente, é uma concessão feita ao que Bolsonaro chamou de "velha política", para poder avançar com as medidas sem as quais o governo permanecerá paralisado.

Enquanto Cruz relutava em reocupar cargos, os filhos de Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, passaram a indicar nomes e foram ocupando o espaço político que lhe caberia. A trégua pública que Bolsonaro pediu a Olavo de Carvalho durou pouco.

Cruz saiu do posto sem comentários públicos contra o presidente. Escreveu uma carta pública de agradecimento a Bolsonaro ("saúde, felicidade e sucesso"). Contudo, queixou-se a gente mais próxima da pressão do olavismo e da troca ideológica na administração, que lhe pareceu uma tendência inevitável, mas com a qual não podia concordar.

Para o lugar de Cruz, Bolsonaro já apontou o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, comandante militar do Sudeste. A nomeação de um oficial da ativa significa que o presidente não quer fazer parecer que os militares estão abandonando seu governo. A troca seria, dessa forma, uma mera reposição.

Resta saber como o novo ministro da Secretaria de Governo lidará com as pressões que Cruz já vinha recebendo, em especial de Carlos Bolsonaro, cuja ação já havia colocado por terra outro ministro, antes de Cruz: Gustavo Bebianno, da Secretaria Geral da Presidência. Sem mencionar o próprio Olavo, que no governo Bolsonaro parece ser como o bambu do provérbio chinês: dobra-se ao vento, mas não quebra - volta a ficar em pé.



https://arepublica.com.br/politica/santos-cruz-bloqueou-dinheiro-para-olavo


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5072 Online: 18 de Junho de 2019, 12:28:44 »
caixa preta do BNDES

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5073 Online: 22 de Junho de 2019, 18:39:33 »
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Pivô de polêmica envolvendo a família Bolsonaro, Fabrício Queiroz tem uma extensa ficha criminal, incluindo a suspeita de participação em um homicídio.

Offline Pedro Reis

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5074 Online: 22 de Junho de 2019, 21:14:42 »
Vi algumas entrevistas desse gen. Cruz e me pareceu um homem íntegro e sensato. Comedido, equilibrado.

O Bolsonaro precisa muito ter algumas pessoas assim, digamos... normais, próximas a ele, pra servir de contraponto aos esquisitos. Mas parece que nesse governo estão exonerando ao primeiro sinal de sensatez.

320 mil pra Olavo dar "aulas"... isso só pode ser fake news.

 

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