Autor Tópico: Governo Bolsonaro  (Lida 81625 vezes)

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Offline Pedro Reis

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5925 Online: 25 de Agosto de 2019, 17:32:55 »
Deltan não era de direita semana passada?

A lista de comunistas precisa ser atualizada de minuto a minuto.

Offline Fenrir

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5926 Online: 25 de Agosto de 2019, 18:11:22 »
Vai ficar só nisso? Deixem queimar mais.
Assim algum país sério vem aqui e toma posse logo.

O Brasil é responsabilidade demais para ficar na mão dos brasileiros.
Já demonstramos que não temos competência, inteligência e nem honestidade para governar um estado de tamanho mixuruca, como o Rio de Janeiro, o que dirá um país de dimensões continentais.

O Brasil é o país do amanhã, daquele amanhã relativo, sempre a frente, dos procastinadores.
Ah, é tambem a pátria do evangelho, não nos esqueçamos disso.

Só sei de uma coisa: num mundo cada vez mais sujo, com mais gente e menos espaço e recursos, é de uma inteligência
ímpar irritar, contrariar ou alimentar a cobiça de outros países bem mais capazes econômica e militarmente falando.
Vai lá capitão, mostra que cê é macho e não abaixa a crista pros gringos não.
Continue falando e fazendo o que der na telha, que o senhor Jesus está do seu lado - e fodam-se os comunas comedores de lesma.
Nióbio neles!

Eu vou pegar mais pipoca e continuar assistindo o circo pegar fogo.
« Última modificação: 25 de Agosto de 2019, 19:20:43 por Fenrir »
"Heaven and Earth are not benevolent; They treat the myriad of creatures as straw dogs"
― Laozi

"No testimony is sufficient to establish a miracle, unless the testimony be of such a kind, that its falsehood would be more miraculous, than the fact, which it endeavors to establish"
― David Hume

“Never argue with an idiot. They will drag you down to their level and beat you with experience.”
― Mark Twain

Offline -Huxley-

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5927 Online: 25 de Agosto de 2019, 19:20:53 »
É preciso ser muito trouxa para acreditar nesse papo do Micron que quer salvar a Amazônia. Até parece que os desmatamentos e os incêndios na Amazônia começaram apenas depois do fechamento do acordo UE-Mercosul em junho. Para não haver dúvidas, seguem os fatos em ordem cronológica:


Com todo o respeito, mas vocês é que estão sendo trouxas. E muito.

Vamos recapitular e organizar o que está sendo discutido aqui, porque em meio a tantas paixões inflamadas a objetividade se perdeu.

Neste exato momento, o mundo todo olha para o Brasil com olhares críticos e apresenta Bolsonaro
como o vilão a ameaçar o futuro da humanidade. Não é mais a indústria do petróleo e seus fantoches do negacionismo climático, é o Brasil que vai aquecer o planeta. As críticas e condenações são fato, talkei?

Agora, se façam a seguinte pergunta: este é um problema para o mundo, para a UE, ou é um problema para o Brasil?

Conseguiram perceber que quem pode entrar pelo cano nessa história somos nós?

Em primeiro lugar porque se o planeta for pro saco, nós também vivemos no planeta. Depois, a Amazônia sempre despertou grande cobiça internacional. Logo, enquanto não tivermos nosso próprios mísseis balísticos nucleares, não é prudente brincar com fogo. Alegórica ou literalmente. Além de tudo, nossa economia é hoje profundamente dependente das exportações do agronegócio,
setor com fortes demandas protecionistas tanto na Europa quanto nos EUA. Protecionistas que estão esfregando as mãos com a possibilidade de um pretexto para eliminar um concorrente pesado, talvez até com aplicações de sanções que dificultem nossas exportações para a China e árabes, abrindo estes mercados para eles. Já pensaram nisso?

Não devem ter pensado. Aliás, nem parecem estar pensando de qualquer forma... porque tratam a questão como um problema moral, de determinar quem é ou não é hipócrita, quem é o mocinho e quem é  o mauzinho nessa história. Meus caros, saibam que hipocrisia também é uma arma muito usada na geopolítica e nas disputas comerciais. De fato, costumam ser as primeiras armas a serem disparadas.

Os dados do INPE apontam que as queimadas aumentaram bastante na atual administração, o que não deveria surpreender dado o discurso e a prática dos atuais idiotas no poder. Aí vocês querem contestar o INPE... bom, se o INPE estiver errado e os ruralistas estão sendo trouxas de não aproveitarem os bons ventos no governo Bolsonaro, então entendam que a situação é ainda mais grave. Muito mais preocupante. Sim, porque nesse caso são interesses internacionais e contrários a nossos interesses que estão se aproveitando dos "bons ventos" propiciados por este governo.

Se também houve desmatamento com Dilma e Lula, então enxerguem o óbvio de que a coisa é tanto pior. E não melhor. Não absolve Bolsonaro, mas prova o imbecil inconsequente que ele é. Porque os ruralistas e garimpeiros teriam feito a mesma coisa nas administrações petistas sem desencadear reuniões de cúpula no G7, sem mobilizar toda a mídia mundial e sem a respeitada Foreign Policy publicar dois artigos sugerindo intervenções militares no Brasil!

Tudo isso é culpa do mentecapto que parece entender como o mundo funciona ainda menos que vocês!

Não houve nada disso no governo Dilma e nem nas duas administrações do Lula, que, pelo contrário, conseguiram captar bilhões de dólares em ajuda ambiental e ainda receberam muitos elogios na ONU. E se conseguiram com uma política ambiental tão desastrosa quanto, então não há mais nada a explicar sobre o quão incompetentes são malucos olavistas que em apenas cem dias já foram capazes da proeza de pôr o mundo inteiro contra eles. Algo que nunca aconteceu em 20 anos de regime militar, nem com Sarney, Collor, Itamar, FHC, e muito menos durante os governos petistas.

Mais um que não leu com atenção a sequência cronológica dos fatos mostrada na gravura. Nada disso que você pôs acima inocenta a contradição do calhorda do Micron demonstrada acima. Esse papo dele de salvar a Amazônia é só pretexto para enrolar trouxa que admite continuar aceitando pagar sobretaxa por produtos importados de boa qualidade provenientes da UE ou que é apoiador de lobista agrícola europeu.
« Última modificação: 25 de Agosto de 2019, 19:24:05 por -Huxley- »

Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5928 Online: 25 de Agosto de 2019, 19:26:51 »
Citação de: Analista Marciano
Tenho a ligeira impressão de que não dá para fazer isso na surdina. Além do mais, deve ser fácil identificar quem corta tantas árvores
:ok: :ok: :ok: Estado claramente posicionado CONTRA;
helicópteros do 14° (é isso não?) military da crosta desembarcando logo de imediato...
:ok:

Positivo, Gorducho!
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Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5929 Online: 25 de Agosto de 2019, 19:29:50 »
Na era pré-cambriana acreditava-se nesse negócio de "pulmão do mundo", o que já foi demonstrado ser falso há muito tempo, constando, inclusive, de livros escolares, aqui e na França.
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Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5930 Online: 25 de Agosto de 2019, 19:35:05 »
Quanto aos incêndios propriamente ditos:

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Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link https://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/09/1521157-dilma-diz-que-marina-mente-sobre-amazonia-desmatamento-cresceu-em-2013.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/09/1521157-dilma-diz-que-marina-mente-sobre-amazonia-desmatamento-cresceu-em-2013.shtml
« Última modificação: 25 de Agosto de 2019, 19:42:53 por Marciano »
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Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5931 Online: 25 de Agosto de 2019, 19:46:33 »
LOS ANGELES TIMES

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Increase in rate of Brazilian Amazon deforestation raises alarm
By CLAIRE RIGBY
SEP. 2, 2015 3:57 PM
Reporting from Sao Paulo, Brazil —  Figures released this week point to an apparent rise in deforestation in the Brazilian Amazon over the last year, an ominous development that one researcher attributed to an increase in cattle ranching aimed at the U.S. market.
The newly lost forest, nearly 2,000 square miles, amounts to an area about the size of Delaware.

The report was published by Brazil’s National Institute for Space Research and is based on satellite data used to monitor day-to-day changes in Amazon forest cover. The figures represent the largest loss of forest recorded by the system in six years.

Deforestation in the Brazilian Amazon peaked in 2003-04, when the loss of a devastating 10,700 square miles was recorded, but the losses fell to less than 2,000 square miles annually following strategies put in place in 2008 by then-President Luiz Inacio Lula da Silva. Official figures have shown a steady decline since then, hitting a low in 2012 of 1,764 square miles.


This week’s figures, however, indicate an increase to 1,977 square miles over the last 12 months.

The increase, if confirmed when Brazil’s official deforestation rate is published in November, will mark an inauspicious start to Brazil’s part in the upcoming Paris climate change talks.

During a visit by German Chancellor Angela Merkel in August, Germany pledged support for environmental initiatives amounting to $618 million, much of it earmarked for the preservation of tropical forest, and President Dilma Rousseff reiterated Brazil’s commitment to eliminating illegal Amazon deforestation by 2030.

Greenpeace Brazil criticized that commitment as showing a “lack of ambition,” and called for an end to all deforestation, not only the illegal variety.

 If you’re a SoCal homeowner, consider going solar now   SPONSORED CONTENT
If you’re a SoCal homeowner, consider going solar now
By Vivint Solar
Paulo Barreto, a senior researcher at Imazon, a non-profit research group, speculated in the Brazilian news magazine Epoca that a recent agreement to open the U.S. market to Brazilian fresh beef imports, in addition to processed beef already imported from Brazil, may be contributing to deforestation. Since that agreement was reached in June, he said, “farmers have been encouraged by the prospect of increased sales, and may have begun to prepare the ground for more cattle.”

Experts urge caution in interpreting the latest deforestation figures, which do not represent Brazil’s official rate; that is generated using more precise satellite images. The figures issued this week are based on a “rapid response” system whose accuracy is compromised by the lower range and resolution of its images, and by heavy cloud cover.

However, Gustavo Faleiros, editor of data-journalism organization InfoAmazonia, said the only doubt is about the precision of the deforestation figures.

“There’s no question that it is taking place,” he said.

Rigby is a special correspondent.

WORLD & NATION
NEWSLETTERS

https://www.latimes.com/world/brazil/la-fg-brazil-deforestation-20150903-story.html
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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5932 Online: 25 de Agosto de 2019, 19:51:54 »
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Cresce destruição da Amazônia sob Lula
Por Redação - 29/01/2008

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Todos sabem que o quadro da destruição ambiental no país – mais do que desolador – é alarmante. A última triste prova disso veio com os recentes dados sobre a destruição da floresta amazônica. O Deter, sistema de detecção de desmatamento em tempo real, do INPE, identificou a destruição de uma área de 3.235 km2 de floresta amazônica entre agosto e dezembro de 2007, período em que, em tese, o ritmo do desmatamento costuma diminuir.

No entanto, o sistema identifica aproximadamente 40% do que seria o desmatamento de fato. Uma estimativa a partir dos dados do Deter mostra que pelo menos 7 mil km2 de floresta foram destruídos no segundo semestre de 2007. Isso equivale a 4,5 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

A divulgação foi um balde de água fria no discurso do governo. Até então a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, gabava-se dos índices que mostravam uma redução do desmatamento nos últimos três anos. Contudo, isso não significava uma redução real do desmatamento na região. Só pra constar, até 2006, aproximadamente 17% da floresta amazônica foi destruída. Algo que mostra, no mínimo, a falácia das supostas medidas de combate a destruição ambiental na região, como o Plano Nacional de Controle e Combate ao Desmatamento do governo Lula. O pior é que a destruição tende a aumentar ainda mais. Especialistas alertam que 2008, como é ano eleitoral, vai ocorrer uma diminuição da fiscalização e, consequentemente, da punição dos responsáveis pelo desmatamento.

O crescimento do desmatamento está ligado ao aumento dos preços internacionais da soja e do milho, além da mais completa falta fiscalização e impunidade. Ávidos em vender soja para a China e milho para a produção de biocombustíveis nos EUA, os empresários agronegócio vêm transformando rapidamente a região. A densa floresta de antes dá lugar a um cenário desolador de queimadas e pastagens. Além do plantio de soja e milho, as áreas desmatadas também são usadas para criação de gado.

Governo aliado aos responsáveis pela destruição
O desmatamento da Amazônia representa atualmente 70% das emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento global. Essa destruição é praticada por aliados do governo federal. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, partidos aliados do governo, como PR e PMDB, além do próprio PT, governam 81% dos municípios campeões de desmatamento.

A escalada da destruição ambiental também joga luz no papel que cumpre a ministra Marina Silva. Sua nomeação foi uma medida cosmética para atrair a simpatia dos ativistas da causa ecológica em todo o mundo. Para isso se utilizou do seu currículo, inclusive da sua luta com Chico Mendes.

Mas Lula só fez defender os interesses de grandes inimigos da causa ecológica: a burguesia agro-exportadora, latifundiários e representantes de multinacionais. Foi no atual governo que os transgênicos foram liberados no país e que se firmaram acordos que beneficiam o agronegocio. Foi aprovado o projeto de Gestão de Florestas Públicas para a Produção Sustentável, que significa a privatização de áreas públicas da Amazônia. E, apesar dos protestos aqui e na Bolívia, o governo aprovou a construção das duas usinas do Rio Madeira, em Rondônia, que irão provocar graves danos ambientais na região.

Da devastação amazônica uma conclusão deve ser tirada pelos ativistas ambientais: este governo nunca esteve preocupado em deter a destruição ambiental. Ao contrário, se postou ao lado do capital e assumiu a sua lógica destrutiva.


Fonte: https://www.pstu.org.br/cresce-destruicao-da-amazonia-sob-lula/
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Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5933 Online: 25 de Agosto de 2019, 19:55:40 »
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ONG acusa governo Lula de financiar desmatamento na Amazônia

O Globo, , e
01/06/2009 - 00:00 / Atualizado em 11/11/2011 - 14:52

O governo brasileiro financia indiretamente a destruição da Amazônia por meio de recursos destinados à criação de gado em áreas desmatadas ilegalmente, segundo afirma relatório divulgado nesta segunda-feira pela ONG ambientalista Greenpeace.

De acordo com o relatório, o governo brasileiro é, na prática, "sócio" de grandes empresas do setor por conta dos empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).


Segundo a ONG, os grandes criadores de gado do Brasil, que respondem por 50% das exportações de carne do país, receberam cerca de R$ 5,2 bilhões do BNDES entre 2007 e 2009.

"Os três produtores que receberam a maior parcela dos investimentos do governo brasileiro incluem um dos maiores exportadores mundiais de couro e o maior exportador mundial de carne (controlando ao menos 10% da produção global)", afirma o relatório.

Para o Greenpeace, "a expansão desses grupos é, na prática, uma sociedade com o governo brasileiro". "Para aumentar a parcela do Brasil no comércio global, o governo está fornecendo capital para a expansão da infraestrutura da criação de gado na região amazônica", diz o relatório.

Licença ambiental

O BNDES disse à BBC Brasil que não recebeu oficialmente o estudo e que, portanto, não faria comentários sobre os casos específicos citados no relatório.

A assessoria de imprensa do banco disse ainda que somente os projetos com licença ambiental têm acesso às suas linhas de financiamento.Nos casos com indício de irregularidade ambiental, o assunto é investigado e, se comprovada a irregularidade, a empresa pode ter sua linha de crédito suspensa, segundo o BNDES.

Consultado também pela BBC Brasil, o Ministério do Meio Ambiente não havia se pronunciado até o início da tarde desta segunda-feira.

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Desmatamento

De acordo com o Greenpeace, os criadores de gado na Amazônia brasileira são hoje os maiores responsáveis pelo desmatamento no mundo, respondendo por um em cada oito hectares desmatados globalmente.

O relatório observa que o Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases do efeito estufa e que a maior parte de suas emissões vêm do desmatamento da Amazônia.

"Acabar com o desmatamento é uma parte essencial da estratégia global de combate às mudanças climáticas e para preservar a biodiversidade", afirma o Greenpeace.

Segundo a ONG, a expansão da criação de gado na Amazônia ameaça a meta do governo brasileiro de cortar o desmatamento em 72% até 2018.

"Ao financiar a destruição da Amazônia para a criação de gado, o governo do presidente Lula está prejudicando seus próprios compromissos sobre o clima e também os esforços globais para combater a crise climática", afirma o coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace, André Muggiati.

"Se quiser ser parte da solução para o clima, o governo Lula precisa deixar de dividir a cama com a indústria do gado e se comprometer a acabar com o desmatamento na Amazônia. Senão, será culpado pela catástrofe climática que se seguirá", acrescenta Muggiati.

Marcas internacionais

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O relatório do Greenpeace afirma ainda que muitas marcas internacionais estariam contribuindo indiretamente para o desmatamento da Amazônia ao comprar produtos da indústria da carne brasileiros.

Segundo a ONG, entre os compradores de produtos como couro e carne brasileiros produzidos na Amazônia estariam marcas como Adidas/Reebok, Timberland, Geox, Carrefour, Honda, Gucci, IKEA, Kraft, Nike e Wal-Mart.

A acusação ganhou destaque nesta segunda-feira na mídia britânica. Com uma reportagem em sua primeira página, o jornal The Guardian afirma que "os supermercados britânicos estão levando à rápida destruição da Floresta Amazônica ao usar carne de fazendas responsáveis pelo desmatamento ilegal".

O jornal Financial Times diz que a maioria das marcas citadas diz ter contratos com exportadores brasileiros com cláusulas que exigem que o gado não seja originário da região amazônica.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/ong-acusa-governo-lula-de-financiar-desmatamento-na-amazonia-3199131
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Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5934 Online: 25 de Agosto de 2019, 19:58:19 »
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Publicado em Quinta, 31 de Janeiro de 2008 - 15h54
Lula minimiza desmate, mas ministra insiste em números falsos

O governador Ivo Cassol tem acompanhado as declarações da ministra do Meio Ambiente quanto ao erro do governo federal em ter divulgado dados incorretos de que existiam 7 mil quilômetros de área desmatada na Amazônia, e tem se surpreendido, porque a ministra Marina Silva, não admite o erro, muito embora o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, tenha admitido a dupla contagem que os dois programas responsáveis pelo monitoramento da floresta via satélite realizou (Prodes e Deter). Na última quarta-feira, o presidente Lula disse que havia um alarde em relação aos números do desmatamento, contrariando a posição de sua ministra.
Para Cassol, a ministra quer penalizar a qualquer custo, os estados da região Amazônica, principalmente Rondônia. O presidente Lula declarou que ainda tem dúvidas sobre o aumento do desmatamento na Amazônia. Inclusive, o presidente fez uma comparação “como um tumor, que antes do diagnóstico, foi tratado com câncer”. Na mesma entrevista o presidente defendeu o agronegócio e afirmou que ninguém pode culpar a soja, o feijão, o gado ou os trabalhadores rurais sem terra pelo desmatamento, antes de investigar o que aconteceu.

Indignação

“A ministra não admitiu que errou, e ainda fica procurando possíveis indícios de derrubadas na Amazônia, especialmente em Rondônia, uma semana depois de o INPE ter admitido que errou. Ela não se conformou com o novo relatório repassado pelo Instituto e fez um sobrevôo em algumas regiões dos estados do Mato Grosso e Pará, e mesmo depois de ver de perto a realidade, defendeu o sistema Deter que fez a contagem em cima dos dados já computados pelo Prodes. E ainda teve coragem de dizer que a divulgação daqueles dados errados, que contestei desde o início, foi uma forma de alerta. Pra mim foi uma irresponsabilidade sem tamanho, que mostra o despreparo dela para ocupar uma pasta ministerial”, critica Cassol.
O governo federal informou que os dados serão revisados pelo sistema Prodes, do próprio INPE. Cassol voltou a dizer que o desmatamento em Rondônia acontece, mas de forma pequena, e que a cada ano o número vem sendo reduzido, principalmente com as ações realizadas em conjunto entre Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sedam) e Polícia Ambiental. “A exemplo do estado do Mato Grosso, nós fizemos o levantamento das áreas em que o Inpe registrou como desmatadas, para confrontar os dados apresentados, e a realidade mostrou que estávamos certos desde o início”, finalizou.


Fonte: https://www.rondoniagora.com/geral/lula-minimiza-desmate-mas-ministra-insiste-em-numeros-falsos
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Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5935 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:00:06 »
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Lula cede a ruralistas e libera desmatamento no Cerrado
22 de Setembro de 2010

11/06/2008MichelleAmaralDaredaçãoLeia mais:”Cerradoé fundamental para as florestas”, diz pesquisadoraMesmona Amazônia, governos estaduais vão determinar asrestriçõesDiantede pressões dos ruralistas e do governador do Mato Grosso,Blairo Maggi (PR), o presidente Luíz Inácio Lula daSilva decidiu recuar em uma medida de combate ao desmatamento noBrasil. Ainda no fim de sua gestão, a ex-ministra Marina Silvaidealizou uma portaria para punir os responsáveis pela derrubade árvores na Amazônia e no Cerrado vetando o acesso arecursos públicos. Apóssua renúncia, o governo decidiu excluir das restriçõesnada menos do que uma área equivalente do Estado do Acre:cerca de 155 mil quilômetros quadrados entre 96 municípioslocalizados em Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. Produtoresincluídos nessa faixa poderão seguir derrubando árvoresda floresta e tendo suas atividades financiadas pelo Estado. Naprática, o governo bancará o desmatamento desta região.E não poderá alegar que desconhecia os impactos ao meioambiente. Justamente nesta área, considerada de transiçãoentre o Cerrado e a Floresta Amazônica, as formaçõesvegetais características correm risco de desaparecimento. Éo que informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas(IBGE), em levantamento divulgado no dia 4. A pesquisa apontou tambémque 15% da área total da floresta já foi desmatada.Segundo o IBGE, o principal inimigo da floresta é a expansãodas atividades agrícolas (sobretudo a monocultura da soja) epecuária. Orecuo do presidente Lula foi o desfecho de um dos conflitos travados- e perdidos - pela ex-ministra Marina no governo. A portaria 96/2008foi assinada no final de março. Marina determinou que órgãospúblicos cumprissem a resolução 3.545, doConselho Monetário Nacional (CMN), e interrompessem aconcessão de créditos agrícolas para osprodutores que desmatam a floresta. Reaçãodos produtoresAmedida provocou a ira dos proprietários rurais, que usaram ogovernador Blairo Maggi como porta-voz. O Mato Grosso, Estado líderno desmatamento, seria o mais atingido pela restrição.Um dos maiores produtores de soja do mundo e aliado do governo Lula,Maggi exerceu forte pressão no governo que resultou na decisãodo presidente Lula de alterar a portaria. Contou, ainda, com apoio dabancada ruralista cujos integrantes compõem a base aliada dogoverno no Congresso. Para Marcelo Marquezini, do Greenpeace deManaus(AM), o recuo do governo é uma sinalizaçãoperigosa. ”Mostra que a lei só serve para a Amazônia.Como pode uma portaria que, tem o papel de reforçar alegislação, recuar? É como se a lei nãoexistisse no Cerrado e não fosse preciso cumprir nenhuma leiambiental”, acrescenta ele.Oanúncio das mudanças foi feito pelo novo ministro doMeio Ambiente, Carlos Minc. Para ele, não houve alteraçãona lei, mas sim ”apenas detalhamento”. Minc diz que a portariadeveria tratar apenas do bioma Amazônia e, por isso, excluir asáreas do Cerrado e de faixas de transição.Prometeu, futuramente, editar portaria semelhante para outros biomas.Enquantoisso, o governo seguirá financiando o desmatamento. Pior parao meio ambiente. Justamente esta área excluída daportaria possui uma vegetação conhecida como ecótonos,de alta riqueza biológica e que apresenta espéciestípicas tanto da Amazônia como do Cerrado (veja box). ”Arevogação da portaria, liberando créditosàqueles que desmatam a região é uma claraposição de não cumprimento das leis depreservação. Isso significa que se pode desmatar oCerrado e ainda conseguir recursos para isso. Existe um paradoxo,pois a preservação da Amazônia depende dapreservação do Cerrado”, declara a professora doDepartamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília(UnB), Jeanine Felfili.MaisconcessõesMasmesmo com o recuo de Lula, o governador Blairo Maggi e os ruralistasseguem pressionando o governo para que a portaria seja revogada mesmopara as áreas da Amazônia.Anova regra está prevista para vigorar a partir de 1º dejulho e incluirá regiões do Acre, Amazonas, Pará,Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins.”Defendoque a resolução deixe de existir”, disse ogovernador. Segundo o ruralista, o corte dos financiamentos públicosimposto pela resolução do Conselho MonetárioNacional atinge 45% da área agrícola e 42% da produçãode Mato Grosso. Em sua opinião, a medida provocaria um danoirreparável à economia local e ao abastecimento dealimentos. Maggi defende que 90% dos agricultores do Mato Grossodependem do financiamento para produzir, e que o Estado nãoterá condições de repor a quantia necessárianem os agricultores têm dinheiro disponível.Amais recente frente de batalha dos ruralistas é um projeto deDecreto Legislativo, de número 13, no qual tentam derrubar, noCongresso, as principais medidas de combate ao desmatamento naAmazônia. O alvo do projeto apresentado pela senadora KátiaAbreu (DEM-TO) é o decreto 6.321, assinado em dezembro pelopresidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela entãoministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O decreto estabelece asprincipais medidas de controle ao desmatamento e visa a atualizaçãocadastral junto ao Instituto Nacional de Colonização eReforma Agrária (INCRA) dos imóveis rurais da Amazônia,a fim de monitorar a ocorrência de novos desmatamentos ilegais,bem como impedir as ações ilegais e penalizar osinfratores.Obloqueio do crédito rural a produtores que tenham desmatadoilegalmente suas propriedades, regulamentado por resoluçãodo Banco Central, seria só uma das vítimas da açãoem curso.


Fonte: https://www.brasildefato.com.br/node/1205/
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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5936 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:02:45 »
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Dilma corta 72% da verba contra desmatamento na Amazônia
MARCELO LEITE
DE SÃO PAULO

31/03/2015  02h05

Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2015/03/1610479-dilma-corta-72-da-verba-contra-desmatamento-na-amazonia.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2015/03/1610479-dilma-corta-72-da-verba-contra-desmatamento-na-amazonia.shtml
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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5937 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:09:44 »
https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-08-25/pf-vai-investigar-grupo-que-teria-planejado-incendios-na-amazonia.html

A PF vai investigar um grupo de 70 pessoas composto por fazendeiros, grileiros e sindicalistas que trocaram mensagens por Watzap combinando fazer queimadas no dia 10 de agosto.


Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5938 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:12:57 »
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Dilma corta 72% da verba contra desmatamento na Amazônia
MARCELO LEITE
DE SÃO PAULO

31/03/2015  02h05

Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2015/03/1610479-dilma-corta-72-da-verba-contra-desmatamento-na-amazonia.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2015/03/1610479-dilma-corta-72-da-verba-contra-desmatamento-na-amazonia.shtml

Conteúdo protegido.

Se eu soubesse um pouquinho de informática, conseguiria mostrar.

Dilma corta 72% da verba contra desmatamento na Amazônia
MARCELO LEITE
DE SÃO PAULO

31/03/2015  02h05

Levantamento obtido com exclusividade pela Folha indica que a presidente Dilma Rousseff, em seu primeiro mandato, reduziu para R$ 1,78 bilhão os gastos com prevenção e combate ao desmatamento na Amazônia.

Em relação à despesa do governo anterior (R$ 6,36 bilhões), uma queda de 72%.

A pesquisa foi realizada pelo portal Infoamazônia, coordenado pelo jornalista Gustavo Faleiros. O relatório, "A Política do Desmatamento", será apresentado nesta terça-feira (31).

O antropólogo Ricardo Verdum reuniu os dados sobre gastos relacionados ao Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) por meio do Siga Brasil, sistema de informações sobre orçamento público do Senado.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresenta valores diferentes, pois leva em consideração os investimentos previstos no plano em suas três fases.

O relatório cobre os anos de 2007 a 2014. Esse período coincidiu com a manutenção da queda nas taxas de desmatamento iniciada em 2005. Desde então, elas despencaram de 27.772 km2 (2003-04) para uma estimativa preliminar de 4.848 km2 em 2013-14 (ou seja, nos 12 meses até julho do ano passado), uma diminuição de 83%.

Há sinais, no entanto, de que a devastação na Amazônia pode aumentar neste ano. Desde esse último dado anual fechado (2013-14), o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), de Belém, registrou em seu sistema SAD o total de 1.702 km2. Um salto de 215% sobre o intervalo agosto-fevereiro anterior.

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Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5939 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:13:30 »
Engraçado, consegui reproduzir o texto proibido.
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Offline Metatron

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5940 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:15:50 »
Na era pré-cambriana acreditava-se nesse negócio de "pulmão do mundo", o que já foi demonstrado ser falso há muito tempo, constando, inclusive, de livros escolares, aqui e na França.

É "pulmão do mundo" na medida em que cada árvore ali existente absorve e armazena CO2, e cada árvore queimada libera de volta à atmosfera esse CO2 acumulado. Se inalado, em grande quantidade, o CO2 pode provocar irritações nas vias aéreas, vômitos, náuseas e até mesmo morte por asfixia (o que ocorre geralmente nos incêndios).
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Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5941 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:18:26 »
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Edição do dia 21/03/2015

21/03/2015 21h19 - Atualizado em 21/03/2015 22h43

Desmatamento na Amazônia cresce 215% em um ano, segundo o Imazon
Área desmatada é maior que a cidade de São Paulo, revela instituto de pesquisa, que monitora o desmatamento na Amazônia há mais de 20 anos.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/03/desmatamento-na-amazonia-cresce-215-em-um-ano-segundo-o-imazon.html
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Offline Metatron

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5942 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:18:46 »
Depoimento de quem realmente entende do assunto:

Citação de: Erika Berenguer
23 de agosto às 09:36
Há 12 anos eu trabalho na Amazônia e há 10 pesquiso sobre os impactos do fogo na maior floresta tropical do mundo. Meu doutorado e meu pós-doutorado foram com isso e já vi a floresta queimando sob os meus pés mais vezes do que gostaria de lembrar. Me sinto então na obrigação de trazer alguns esclarecimentos enquanto cientista e enquanto brasileira, já que pra maioria das pessoas a realidade amazônica é tão distante:

Primeiro, e mais importante, é que incêndios na floresta amazônica não ocorrem de maneira natural – eles precisam de uma fonte de ignição antrópica ou, em outras palavras, que alguém taque o fogo. Ao contrário de outros ecossistemas, como o Cerrado, a Amazônia NÃO evoluiu com o fogo e esse NÃO faz parte de sua dinâmica. Isso significa que quando a Amazônia pega fogo, uma parte imensa de suas árvores morrem, porque elas não tem nenhum tipo de proteção ao fogo. Ao morrerem, essas árvores então se decompõem liberando para a atmosfera todo o carbono que elas armazenavam, contribuindo assim pras mudanças climáticas. O problema nisso é que a Amazônia armazena carbono pra caramba nas suas árvores, a floresta inteira estoca o equivalente a 100 anos de emissões de CO2 dos EUA, então queimar a floresta significa colocar muito CO2 de volta na atmosfera.

Os incêndios, que são necessariamente causados pelo homem, são de 2 tipos: aquele usado pra limpar o roçado e o usado pra desmatar uma área; o que estamos vendo é do segundo tipo. Para desmatar a floresta, primeiro corta-se ela, normalmente com o que é chamado de correntão – dois tratores interligados por uma imensa corrente, assim com os tratores andando, a corrente entre eles vai levando a floresta ao chão. A floresta derrubada fica um tempo no chão secando, geralmente meses a dentro da estação seca, pois só assim a vegetação perde umidade suficiente pra ser possível colocar fogo nela, fazendo toda aquela vegetação desaparecer, e sendo então possível de plantar capim. Os grandes incêndios que estamos vendo agora e que fizeram o céu de São Paulo escurecer representam então esse último passo na dinâmica do desmatamento – transformar em cinzas a floresta tombada.

Além da perda de carbono e de biodiversidade causadas pelo desmatamento em si, existe também uma perda mais invisível – aquela que ocorre nas florestas queimadas. O fogo do desmatamento pode escapar para áreas não desmatadas e caso esteja seco o suficiente, queimar também a floresta em pé. Uma floresta que então passa a estocar 40% a menos de carbono do que anteriormente ela armazenada e, de novo, carbono esse que foi perdido para a atmosfera. As florestas queimadas deixam de ser de um verde luxuriante, esbanjando vida e a cacofonia de sons dos mais diversos bichos se silencia – a floresta adquire tons de marrons e cinzas, com os únicos sons sendo aqueles de árvores caindo.

A estação seca na Amazônia sempre trouxe queimadas e há anos tento chamar a atenção pros incêndios florestais, como os de 2015, quando a floresta estava excepcionalmente seca devido ao El Niño. O que tem de diferente esse ano é a dimensão do problema. É o aumento do desmatamento aliado aos inúmeros focos de queimada e ao aumento das emissões de monóxido de carbono (o que mostra que a floresta está ardendo), o que culminou na chuva preta em São Paulo e no desvio de vôos de Rondônia pra Manaus, cidades situadas a meros mil quilômetros de distância. E o mais alarmante dessa história toda é que estamos no começo da estação seca. Em outubro, quando chegar ao auge do período seco no Pará, a tendência infelizmente é da situação ficar muito pior.

Em 2004 o Brasil chegou a 25000 km2 de floresta desmatados no ano. De lá pra cá reduzimos essa taxa em 70%. É possível sim frearmos e combatermos o desmatamento, mas isso depende tanto da pressão da sociedade quanto da vontade política. Depende do governo assumir a responsabilidade pelas atuais taxas de desmatamento e parar com discursos que promovam a impunidade no campo. É preciso entender que sem a Amazônia não há chuva no resto do país, seriamente comprometendo nossa produção agrícola e nossa geração de energia. É preciso entender que a Amazônia não é um bando de árvore juntas, mas sim nosso maior bem.

É de uma dor indescritível ver a maior floresta tropical do mundo, meu objeto de estudo, e meu próprio país queimarem. O cheio de churrasco acompanhado do silêncio profundo numa floresta queimada não são imagens que vão sair da minha cabeça jamais. Foi um trauma. Mas na escala atual, não vai precisar ser pesquisador ou morador da região pra sentir a dor da perda da Amazônia. As cinzas do nosso país agora buscam a gente até na grande metrópole.
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Offline Sergiomgbr

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5943 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:20:54 »
https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-08-25/pf-vai-investigar-grupo-que-teria-planejado-incendios-na-amazonia.html

A PF vai investigar um grupo de 70 pessoas composto por fazendeiros, grileiros e sindicalistas que trocaram mensagens por Watzap combinando fazer queimadas no dia 10 de agosto.
Não vão encontrar nada pois alguns foristas daqui já descartaram cientificamente essa hipótese.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5944 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:21:24 »
Bem, estou cansado. Vou comer um pouco, relaxar os olhos e volto.

Minha intenção, com as citações acima, foi a de mostrar como a Amazônia sempre foi uma fogueira no governo petista.
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Offline Marciano

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5945 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:23:34 »
https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-08-25/pf-vai-investigar-grupo-que-teria-planejado-incendios-na-amazonia.html

A PF vai investigar um grupo de 70 pessoas composto por fazendeiros, grileiros e sindicalistas que trocaram mensagens por Watzap combinando fazer queimadas no dia 10 de agosto.
Não vão encontrar nada pois alguns foristas daqui já descartaram cientificamente essa hipótese.

Eu já disse aqui que este é um crime fácil de ser investigado, que não precisamos ficar adivinhando nada. Está mais acima.
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Offline Sergiomgbr

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5946 Online: 25 de Agosto de 2019, 20:27:06 »
https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-08-25/pf-vai-investigar-grupo-que-teria-planejado-incendios-na-amazonia.html

A PF vai investigar um grupo de 70 pessoas composto por fazendeiros, grileiros e sindicalistas que trocaram mensagens por Watzap combinando fazer queimadas no dia 10 de agosto.
Não vão encontrar nada pois alguns foristas daqui já descartaram cientificamente essa hipótese.

Eu já disse aqui que este é um crime fácil de ser investigado, que não precisamos ficar adivinhando nada. Está mais acima.
Mas se está a levantar uma obviamente impossível possibilidade de forma absurda e intempestiva. Caramba já disseram que a esquerda não faz essas coisas, pô. Eu deixo aqui meu repúdio veemente a esse tipo de consideração especulosa despudorada. Estou espumando aqui de consternação.
« Última modificação: 25 de Agosto de 2019, 20:35:17 por Sergiomgbr »
Até onde eu sei eu não sei.

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5947 Online: 25 de Agosto de 2019, 21:31:56 »
Na era pré-cambriana acreditava-se nesse negócio de "pulmão do mundo", o que já foi demonstrado ser falso há muito tempo, constando, inclusive, de livros escolares, aqui e na França.


Ô verde vermelho, o problema é grave, além da perda da fauna, da flora,  é também jogar ainda mais CO2 na atmosfera e continuarmos a incrementar o aquecimento global. Estamos no rumo do aumento de 2°C na temperatura média global.  E isso trará grandes modificações no clima do Brasil. E certamente teremos grandes perdas no amado agronegócio. E além do mais ainda temos os garimpos na Amazônia, que estão poluindo as cadeias alimentares com mercúrio. E você ainda defende esses vagabundos destruidores e poluidores da Amazônia ?

Offline Pedro Reis

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5948 Online: 25 de Agosto de 2019, 21:56:50 »


Mais um que não leu com atenção a sequência cronológica dos fatos mostrada na gravura. Nada disso que você pôs acima inocenta a contradição do calhorda do Micron demonstrada acima. Esse papo dele de salvar a Amazônia é só pretexto para enrolar trouxa que admite continuar aceitando pagar sobretaxa por produtos importados de boa qualidade provenientes da UE ou que é apoiador de lobista agrícola europeu.

Eu não li com atenção??!!! Putz, VOCÊ NÃO LEU O QUE ESCREVI. Porque se tivesse lido seria impossível não ter entendido.  O que importa se o Macron está sendo hipócrita? Ele está sendo esperto em ser hipócrita e o Bolsonaro está sendo imbecil em dar essa oportunidade a ele e a outros. Bolsonaro está sendo um trouxa e incompetente que está colocando em risco os interesses do país, e vocês são um milhão de vezes mais trouxas do que ele.

Offline Sergiomgbr

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #5949 Online: 25 de Agosto de 2019, 21:59:54 »
As causas do aquecimento grobau já aconteceram faz tempo  Muito provaveumente nada pode ser ser feito para reverter o que inexoravelmente vai acontecer.

A,essa altura o negócio é quem puder se aproveitar ao máximo da conjutura, quem precisa poluir e destruir não deve deixar de fazê-lo pra colher um pouquinho que seja do foi plantado e já colhido por alguns para poderem ficar em pé de igualdade com estes.
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