Autor Tópico: Governo Bolsonaro  (Lida 111732 vezes)

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Offline Sergiomgbr

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7525 Online: 15 de Janeiro de 2020, 05:57:12 »
tecnicamente os mais pobres são os que produzem menos riqueza, ou nenhuma, não  pagando nenhum, ou um mínimo
de impostos


É muito desconhecimento chegar a dizer que o trabalhador de baixa renda não paga nenhum imposto, quando na verdade praticamente todo o salário de um trabalhador de classe baixa é gasto com produtos básicos, onde incidem as maiores taxas.

Quando eu compro algo no mercado, no preço daquele produto já está adicionado os tributos da mercadoria, que apesar de serem pagos pelo dono do mercado, foram financiados pelo consumidor.

Fora ainda as deduções que já foram incididas sobre o salário bruto do trabalhador.
O mais pobre é isento na maioria das vezes do IR, IPTU e outros, enquanto o rico os paga, além dos que como o pobre, também paga(sem contar que o rico é  onerado por produzir suporte para o pobre enquanto o pobre nem nada contribui as vezes nem sustentando a si mesmo.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Cinzu

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7526 Online: 15 de Janeiro de 2020, 07:28:30 »
Sim. E daí?

Isso muda alguma coisa em qualquer um dos comentários que acabo de fazer, ou é somente uma utilidade pública?

Caso seja a segunda opção, agradeço por nos compartilhar a informação de que trabalhadores de baixa renda tem isenção de IR. Assim sendo, volto a compartilhar a informação de que é total ignorância afirmar que os mais pobres não pagam nenhum imposto.
« Última modificação: 15 de Janeiro de 2020, 07:35:22 por Cinzu »
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar"

Offline Sergiomgbr

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7527 Online: 15 de Janeiro de 2020, 11:38:53 »
O negócio é que o imposto que o pobre paga na verdade embutido em bens e serviços é devido é o custo fiscal da  própria produção do bem e do serviço e não de caráter contribuitivo como o IR IPTU e outros que são isentados para o pobre. Desde essa realidade, de jeito nenhum o probi paga mais proporcionalmente que o rico, ainda mais considerando o fato de que o que o rico tem a mais foi fruto de maior geração de riqueza da qual também incidiu cobrança devida de impostos.

Se o pobre não pagasse impostos operacionais de bens e serviços seria equivalente a ser diferente perante a lei dos demais cidadãos. Ora, todos os cidadãos são  iguais perante a lei, então isso seria uma situação inconstitucional.
« Última modificação: 15 de Janeiro de 2020, 11:46:55 por Sergiomgbr »
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Offline Cinzu

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7528 Online: 15 de Janeiro de 2020, 12:36:06 »
Então você acha que o Sistema Tributário Brasileiro, que vai na contramão de países desenvolvidos, é justo e favorece o micro e pequeno empreendedor, que são em sua totalidade de baixa a média renda, empregando 70% dos brasileiros?
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Offline Sergiomgbr

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7529 Online: 15 de Janeiro de 2020, 12:45:40 »
Esse é outro assunto.
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Offline Cinzu

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7530 Online: 15 de Janeiro de 2020, 13:37:03 »
Não, não é. Uma vez que temos um Sistema que prejudica a classe mais baixa e favorece empresas de grande porte, como exposto pelo Alexis Fonteyne no vídeo, estamos tendo na prática uma transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. E não se trata somente do Sistema Tributário, mas das políticas públicas de subsídio de uma forma geral (como esta: https://www.infomoney.com.br/mercados/subsidio-ao-bndes-custara-r-323-bilhoes-ao-tesouro-ate-2060/), além é claro, das classes privilegiadas, vide funcionalismo público, mencionadas pelo Buck para fundamentar sua afirmação em primeiro momento.

Portanto, negar que ocorre esta transferência no Brasil, é basicamente concordar com toda a política praticada no país durante os últimos anos, em especial a do PT.
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Offline Cinzu

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7531 Online: 15 de Janeiro de 2020, 13:41:42 »
Em suma: todos pagam a conta, pobres e ricos. Mas os que se beneficiam das falhas do estado pertencem em sua maioria a um destes dois grupos, e sabemos bem qual é.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7532 Online: 15 de Janeiro de 2020, 14:28:57 »
É irrelevante quem está no poder no quanto às previsões nesse sentido.

As visões equivocadas a favor de estado mínimo ou anarquia não existem num vácuo, mas, no Brasil, diante da obscenidade que é um estado que funciona fundamentalmente como um esquema de redistribuição de dinheiro dos pobres para os mais ricos,
Quem seriam esses mais pobres(tecnicamente os mais pobres são os que produzem menos riqueza, ou nenhuma, não  pagando nenhum, ou um mínimo
de impostos, enquanto os mais ricos, seriam  aqueles maiores produtores de riquezas e ainda, maiores pagadores de impostos)? Tem algum exemplo, ou é só conversa? Pode demonstrar todo o processo? Como ocorre essa suposta  transferência de riquezas dos mais pobres para os mais ricos?

Renda =/= produção. Na sua visão de mundo, até algo como tirar moradia aleijados e deixá-los para morrer na rua é "produção," e um "bem para todos."


https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/mais-dos-ricos-menos-dos-pobres-1-24176531

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-09/tributacao-sobre-consumo-sustentou-arrecadacao-publica-em-2015

http://www.osul.com.br/quase-60-da-arrecadacao-governo-federal-vem-de-tributos-que-recaem-sobre-os-salarios-e-o-consumo-das-familias/

https://www.infomoney.com.br/colunistas/terraco-economico/impostos-sobre-consumo-a-forma-mais-injusta-de-tirar-recursos-de-quem-menos-tem/

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/09/26/internas_economia,903475/estudo-mostra-que-10-dos-mais-pobres-gastam-32-da-renda-com-impostos.shtml

https://nacoesunidas.org/pesquisadores-alertam-para-sistema-tributario-regressivo-no-brasil-mais-pobres-sao-afetados/






https://economia.estadao.com.br/blogs/nos-eixos/as-injusticas-tributarias-do-brasil-em-5-graficos/

Citar


[...] João Amoêdo: No Brasil, temos vários exemplos da atuação estatal atuar como uma concentradora de riqueza. O Estado gasta R$ 29 bilhões com o Bolsa Família, que é um programa bom, positivo e a gente apoia. Em compensação, gastou mais de R$ 140 bilhões somente no diferencial de taxas de juros para grandes grupos empresariais, tudo subsidiado pelo BNDES. O poder público dá pouquinho para quem precisa e muito para quem não tem essa necessidade.

Quando o Estado remunera o fundo de garantia do trabalhador menos do que a poupança e empresta a grandes grupos por uma taxa de juros menor do que a de mercado está concentrando renda.

Outro caso foram as séries de desonerações fiscais que não se reverteram em aumento dos postos de trabalho. Assim, deixa-se de gastar nos serviços públicos para favorecer o empresário.

Investir muito mais em educação superior do que em nível básico, deixando de nivelar as oportunidades na largada da escolarização é mais um exemplo de concentração. [...]

https://www.saibamais.jor.br/joao-amoedo-sempre-que-o-estado-distribui-renda-ocorre-uma-concentracao/

Offline Cinzu

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7533 Online: 15 de Janeiro de 2020, 16:02:44 »
É curiosos que muitas vezes aqueles que frequentemente tecem críticas aos políticos ditos de esquerda e apoiam os que são supostamente de direita, acabam por apresentarem ideias muito mais coerentes com a dos que criticam em relação àqueles que veneram.

Acho que isso mostra um pouco a confusão do eleitorado brasileiro, que ao mesmo tempo em que se diz "contra a esquerda", na realidade não sabe distinguir as principais bandeiras de um grupo e outro.

O mesmo vale, é claro, para o lado oposto, que tem como uma das principais bandeiras o "combate à desigualdade" mas apoiam políticas públicas que criam mais desigualdades.
« Última modificação: 15 de Janeiro de 2020, 16:06:27 por Cinzu »
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar"

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7534 Online: 15 de Janeiro de 2020, 16:11:06 »
O entendimento comum de esquerda e direita é de esquerda sendo PT e partidos "companheiros"/vermelhos, e direita, quem quer que o PT tenha dito ser direita. Ainda que atualmente tenha meio que virado, "qualquer um que o Bolsonaro der aval."

Offline Pregador

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7535 Online: 15 de Janeiro de 2020, 17:01:33 »
É curiosos que muitas vezes aqueles que frequentemente tecem críticas aos políticos ditos de esquerda e apoiam os que são supostamente de direita, acabam por apresentarem ideias muito mais coerentes com a dos que criticam em relação àqueles que veneram.

Acho que isso mostra um pouco a confusão do eleitorado brasileiro, que ao mesmo tempo em que se diz "contra a esquerda", na realidade não sabe distinguir as principais bandeiras de um grupo e outro.

O mesmo vale, é claro, para o lado oposto, que tem como uma das principais bandeiras o "combate à desigualdade" mas apoiam políticas públicas que criam mais desigualdades.


Há muita ignorância sobre isso. É como o Giga falou, PT e partidos linhas auxiliares são esquerda, o que o Bolsonaro apoia é direita. Só isso para distinguir. A questão é que muitos esquerdistas, no fundo, jamais apoiariam o fim do capitalismo, já que a maioria é capitalista sim, deseja acumular capital e quer proteção de sua propriedade particular. E muitos que se dizem de direita, no fundo, não querem o fim do SUS, nem da universidade e da escola pública, tampouco da previdência. Mas muitos sempre gritam ou ficam apoiando de boca medidas que são contra coisas que não querem que acabem. Muitos direitistas eram pobres e se formaram em universidades públicas e cresceram na vida, assim como muitos esquerdistas nasceram em berço de ouro mas gostam de tecer críticas sociais e ao capitalismo no conforto de suas mega casas e na sua remuneração decorrente de renda, como aluguéis de incontáveis imóveis, por exemplo.

As pessoas são muito complexas e contraditórias. E ávidas por terem um lado, um grupinho para fazer parte. Por isso a polarização toma conta de tudo, você precisa escolher um lado, mesmo que não seja lógico, do contrário é um outsider, ou um em cima do muro, como se fosse sinônimo de ser burro.
"O crime é contagioso. Se o governo quebra a lei, o povo passa a menosprezar a lei". (Lois D. Brandeis).

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7536 Online: 15 de Janeiro de 2020, 18:39:23 »
O curioso é que deve haver uma grande sobreposição de coisas que a sociedade quer, não sendo as divisões filosóficas de "lado" tão relevantes, ou tão divisivas, ao menos se fossem tratadas sem o marketing polarizador de direita e esquerda, ou de uma figura política famosa. Como a preferência por "Affordable Care Act" e seus componentes ser diferente daquela de "Obamacare" (que são a mesma coisa) para as mesmas pessoas, dependendo de sua admiração ou não por Obama.

Basicamente eficiência, e valores verdadeiramente republicanos/democráticos, respeito como o que é público, os políticos não serem uma "casta" acima, provavelmente mesmo a maioria dos que acha preferível ter a política como uma espécie de carreira na qual profissionais se especializam (em vez de algo mais democrático, uma alternância de pessoas de fora da política).

Mas aos políticos de carreira interessa mais desviar o foco para mamadeira de piroca ou homofobia, esquerda vs direita, bode expiatório A ou B.

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7537 Online: 16 de Janeiro de 2020, 12:41:39 »


Dólar vai a R$ 4,18 e real já tem pior desempenho do ano ante 34 moedas

Estadão Conteúdo

15/01/20 - 18h50 - Atualizado em 15/01/20 - 19h09


O dólar teve novo dia de alta, com o real descolado do comportamento de outras moedas emergentes. Indicadores mais fracos que o esperado da atividade econômica brasileira, segundo traders de câmbio, são o principal motivo para a valorização do dólar este ano no Brasil, pois aumentaram as preocupações com o crescimento da economia em 2020. As vendas no varejo de novembro, divulgadas hoje, vieram piores que o previsto e, com isso, o dólar passou o dia todo em alta, com impacto praticamente nulo aqui da assinatura do acordo comercial fase 1 entre Estados Unidos e China. A moeda americana terminou com ganho de 1,30%, a R$ 4,1843, a maior cotação desde 5 de dezembro.




https://istoe.com.br/dolar-vai-a-r-418-e-real-ja-tem-pior-desempenho-do-ano-ante-34-moedas/

Offline Agnoscetico

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7538 Online: 16 de Janeiro de 2020, 23:23:30 »

Entenda o escândalo envolvendo Record, Band, e o chefe da Secom

Chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), Fabio Wajngarten recebe, por meio de uma empresa da qual é sócio, dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro.

A Secom é a responsável pela distribuição da verba de propaganda do Planalto e também por ditar as regras para as contas dos demais órgãos federais. No ano passado, gastou R$ 197 milhões em campanhas.

Wajngarten assumiu o comando da pasta em abril de 2019. Desde então, se mantém como principal sócio da FW Comunicação e Marketing, que oferece ao mercado um serviço conhecido como Controle da Concorrência. Tem 95% das cotas da empresa e sua mãe, Clara Wajngarten, outros 5%, segundo dados da Receita e da Junta Comercial de São Paulo.

A FW fornece estudos de mídia para TVs e agências, incluindo mapas de anunciantes do mercado. Também faz o chamado checking, ou seja, averiguar se peças publicitárias contratadas foram veiculadas.

A Folha confirmou que a FW tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record, cujas participações na verba publicitária da Secom vêm crescendo.


Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7539 Online: 17 de Janeiro de 2020, 10:19:43 »
Folha cobra demissão de Wajngarten, o secretário que recebe da Band e da Record


Em editorial, o jornal avalia que o secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, que recebe dinheiro de emissoras de televisão e agências de publicidade, seja demitido
17 de janeiro de 2020, 06:14 h


 

247 – O jornal Folha de S. Paulo publica editoiral nesta sexta-feira 17, em que cobra a demissão do secretário de Comunicação Fábio Wajngarten. De acordo com o texto, ele "cruzou a linha", ao receber dinheiro de emissoras de televisão e agências de publicidade, estando numa posição em que também autoriza contratos e pagamentos para esses grupos, configurando conflito de interesses.



"É absolutamente escandaloso. Mais estarrecedor do que o fato em si, é a omissão do presidente da República, não sei nem se é omissão porque ele foi instado a se pronunciar em uma entrevista coletiva, abandonou a entrevista por conta disso e ainda sai dizendo que trata-se de um excelente profissional", diz o advogado Wadih Damous, a respeito. Confira vídeo:


https://www.brasil247.com/midia/folha-cobra-demissao-de-wajngarten-o-secretario-que-recebe-da-band-e-da-record



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Os limpinhos da direita   limpinha  minion   :biglol:




Offline Pregador

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7540 Online: 17 de Janeiro de 2020, 12:54:04 »
Parece que estamos vivendo no Reich...
"O crime é contagioso. Se o governo quebra a lei, o povo passa a menosprezar a lei". (Lois D. Brandeis).

Offline Geotecton

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7541 Online: 17 de Janeiro de 2020, 18:19:40 »
O bolsomínion que ocupava o cargo de secretário da Cultura foi defenestrado.

O idiota citou Goeebels e sequer sabia disto.

É mais um direitalha conservador, arrogante e ignorante.

Ou seja, um petista de sinal trocado.
Foto USGS

Offline Geotecton

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7542 Online: 17 de Janeiro de 2020, 18:21:18 »
Folha cobra demissão de Wajngarten, o secretário que recebe da Band e da Record


Em editorial, o jornal avalia que o secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, que recebe dinheiro de emissoras de televisão e agências de publicidade, seja demitido
17 de janeiro de 2020, 06:14 h


 

247 – O jornal Folha de S. Paulo publica editoiral nesta sexta-feira 17, em que cobra a demissão do secretário de Comunicação Fábio Wajngarten. De acordo com o texto, ele "cruzou a linha", ao receber dinheiro de emissoras de televisão e agências de publicidade, estando numa posição em que também autoriza contratos e pagamentos para esses grupos, configurando conflito de interesses.



"É absolutamente escandaloso. Mais estarrecedor do que o fato em si, é a omissão do presidente da República, não sei nem se é omissão porque ele foi instado a se pronunciar em uma entrevista coletiva, abandonou a entrevista por conta disso e ainda sai dizendo que trata-se de um excelente profissional", diz o advogado Wadih Damous, a respeito. Confira vídeo:


https://www.brasil247.com/midia/folha-cobra-demissao-de-wajngarten-o-secretario-que-recebe-da-band-e-da-record



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PQP!!!

Usar uma fonte como o 247 e ainda por cima contendo palavras daquele advogado escroto é para acabar com o dia.
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Offline Agnoscetico

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7543 Online: 17 de Janeiro de 2020, 22:47:34 »
Essa não era aquela atriz que teria recebido subsídio da Lei Rouanet ("lei comunista do estado pra dar dinheiro do povo artistas", segundo muitos conspiracionistas)?

Bolsonaro convida Regina Duarte para a Secretaria da Cultura




Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7544 Online: 17 de Janeiro de 2020, 23:02:06 »
Só me recordo que é aquela que dizia ter medo do PT vencer.

Mas era ainda defensora do comunismo fabiano, então é bem possível.

Offline Sergiomgbr

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7545 Online: 17 de Janeiro de 2020, 23:11:12 »
Não é porque a pessoa se beneficiou da lei Rouanet, principalmente quando o sistema todo era em função da lei em sua vigência, sendo que o jeito que tinha era aquele, que isto invalida sua posterior crítica.
« Última modificação: 17 de Janeiro de 2020, 23:46:53 por Sergiomgbr »
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7546 Online: 17 de Janeiro de 2020, 23:22:31 »
O bolsomínion que ocupava o cargo de secretário da Cultura foi defenestrado.

O idiota citou Goeebels e sequer sabia disto.

É mais um direitalha conservador, arrogante e ignorante.

Ou seja, um petista de sinal trocado.

Como é que ele "não sabia"?

Ainda que dizer não saber seja algo bem clássico do petismo.

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7547 Online: 18 de Janeiro de 2020, 08:13:16 »
O bolsomínion que ocupava o cargo de secretário da Cultura foi defenestrado.

O idiota citou Goeebels e sequer sabia disto.

É mais um direitalha conservador, arrogante e ignorante.

Ou seja, um petista de sinal trocado.

Como é que ele "não sabia"?

Ainda que dizer não saber seja algo bem clássico do petismo.



Em um  vídeo,  uma pessoas que tem boas fontes,  informou que o  distinto  secretário  já estava demissível antes do que ele fez, e por isso parece que foi um "chutar o pau da barraca", já que ia ser demitido mesmo, então que aproveitasse para fazer um show e ficar famoso.    :biglol:

O cara era um desconhecido, e agora é conhecido nacionalmente.    :hihi:
« Última modificação: 18 de Janeiro de 2020, 08:15:32 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7548 Online: 18 de Janeiro de 2020, 08:39:38 »


Sobre  discursos e práticas de ódio de nazistas contra gays:




As vítimas esquecidas do Holocausto: os 5 milhões de não-judeus mortos pelos nazistas

By Louise Ridley


No 70º aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau, o Huffington Post UK publica uma série de artigos sobre como lembramos do Holocausto: vítimas, perpetradores e histórias esquecidas, no que provavelmente será uma das últimas grandes comemorações com sobreviventes ainda vivos.

Seis milhões de judeus foram assassinados durante o genocídio na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Os judeus são corretamente lembrados como o grupo mais perseguido pelo partido nazista, de Adolf Hitler, durante o Holocausto.

Mas os nazistas alvejaram vários outros grupos: por causa da raça, das crenças ou do que fizeram.

Historiadores estimam as mortes em 11 milhões, e as vítimas incluem gays, padres, ciganos, portadores de deficiências mentais ou físicas, comunistas, sindicalistas, testemunhas de Jeová, anarquistas, poloneses e outros povos eslavos, e combatentes da resistência.

GAYS

As vítimas esquecidas do Holocausto: os 5 milhões de não-judeus mortos pelos
Pierre Seel foi o único sobrevivente francês a falar sobre ser capturado por ser gay

Homens homossexuais, e em menor número mulheres, foram compelidos a renunciar sua sexualidade sob o regime nazista. Estima-se que 100.000 tenham sido presos, dos quais entre 5.000 e 15.000 foram enviados a campos de concentração, onde alguns eram forçados a usar triângulos cor-de-rosa no uniforme para indicar que eram gays. Até 60% dos que foram mandados para os campos pereceram, segundo o estudioso alemão Rüdiger Lautmann.

Pierre Seel, da região francesa da Alsácia, foi preso por uma crueldade do destino, quando tinha somente 16 anos. Seu relógio tinha sido roubado numa área notoriamente frequentada por gays, e ele foi à polícia relatar o roubo. Por causa da denúncia, e sem que ele soubesse, seu nome foi incluído na lista de homossexuais conhecidos.

“Os alemães chegaram na Alsácia em 1940”, disse ele no documentário Paragraph 157, de 2000. “E os alemães encontraram os registros da polícia. Eles viram nossos nomes nas listas, listas de homossexuais. Provavelmente estavam nos observando. Como vivíamos, onde íamos, o que fazíamos. Certo dia, fui levado pela Gestapo com 12 amigos.”

A polícia sodomizou Pierre com um pedaço de madeira e o colocou na prisão. Depois, ele foi enviado para o campo Schirmeck-Vobruck, perto de Estrasburgo – chamado de “campo de custódia protetora”.

“Não tinha nem 18 anos”, diz ele no filme. “Preso, torturado, espancado, sem defesa, sem julgamento. Nada. Estava completamente sozinho. Nem falo em ser sodomizado, falo em estupro.”

Em outra experiência traumática, ele foi forçado a assistir seu amante adolescente Jo, que também estava no campo, ser destroçado por cães.

“Aconteceu na frente de mim e de outros 300 prisioneiros”, diz ele. “A morte de Jo, meu amigo. Ele foi condenado à morte, comido por cachorros. Cachorros alemães. Pastores alemães. Isso eu nunca vou esquecer.”

Os prisioneiros gays do campo eram abusados e atormentados pelos guardas e pelos outros prisioneiros. “Havia uma hierarquia, do mais forte para o mais fraco”, explica Pierre. “Não havia dúvidas de que os mais fracos no campo eram os homossexuais, no pé da lista.”

Pierre foi celebrado por ser o único francês a falar publicamente sobre sua deportação, mas o horror das lembranças ainda o deixa furioso -- e leva lágrimas aos seus olhos.

“Por que não falei por 40 anos? Sou 90% inválido por causa da guerra. Minha bunda sangra até hoje. Os nazistas enfiaram 25 centímetros de madeira na minha bunda. Você acha que consigo falar sobre isso? Que é bom para mim? ... Tenho vergonha da humanidade. Vergonha.”

As vítimas esquecidas do Holocausto: os 5 milhões de não-judeus mortos pelos
Pierre contou sua história em livro: “Eu, Pierre Seel, homossexual deportado” (eu, Pierre Seel, homossexual deportado, em tradução livre)

Pierre sobreviveu ao campo. Foi libertado sem explicações em 1941 e forçado a entrar para o Exército alemão. Ele desertou e finalmente voltou para sua cidade de Mulhouse, onde se sentiu forçado a “censurar” suas memórias por medo de mais perseguições. Ele mentiu sobre o motivo da deportação até mesmo para sua família, depois que o padrinho o deserdou quando descobriu sua homossexualidade.

“Percebi que, apesar de minhas expectativas, apesar de tudo o que havia imaginado, da longa espera pela alegria do retorno, a libertação verdadeira era para outras pessoas”, escreveu ele em suas memórias “Eu, Pierre Seel, homossexual deportado” (Eu, Pierre Seel, homossexual deportado, em tradução livre).

Pierre casou-se com uma mulher e teve três filhos. Em 28 anos de casamento, ele nunca contou para a mulher que era gay. Depois da morte dela, viveu com o parceiro Eric Feliu os últimos 12 anos de sua vida. Ele morreu em 2005, aos 82 anos.








CIGANOS ROMA

Ciganos roma em um acampamento na Eslovênia, em 1943 (filme mudo)

Os ciganos roma foram o segundo maior grupo de pessoas mortas por motivos raciais durante o Holocausto. Eles eram considerados estrangeiros e “racialmente impuros” pelos nazistas. Até 1,5 milhão deles foram assassinados no que também é conhecido como Porajmos (“assassinato em massa”, em romani). Como os judeus, os ciganos foram assassinados, enviados para câmaras de gás ou usados para trabalhos forçados. Mas somente nos anos 1970 o Parlamento da Alemanha Ocidental classificou a perseguição como um crime de racismo. Estudiosos essencialmente ignoraram as mortes até os anos 1980.

Ceija Stojka, uma cigana roma que vivia na Áustria, tinha apenas 9 anos quando os alemães anexaram o país e começaram a prender os ciganos.

Sua família era itinerante e negociava cavalos, mas foi obrigada a abandonar essa vida quando os alemães anexaram a Áustria. “Nossa charrete estava estacionada durante o inverno... os alemães nos mandaram ficar ali. Meus pais tiveram de transformar a charrete em uma casa de madeira, e tivemos de aprender a usar um fogão, em vez de cozinhar diretamente nua fogueira”, disse ela nos arquivos do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos.

“[Depois], os ciganos foram forçados a se registrar como membros de outra ‘raça’. Nosso acampamento foi cercado e colocado sob guarda da polícia.”

As vítimas esquecidas do Holocausto: os 5 milhões de não-judeus mortos pelos
Ceija Stojka tinha 10 anos quando foi enviada para o primeiro de três campos de concentração

Seu pai foi mandando para o campo de concentração de Dachau por “não gostar de trabalhar”. As cinzas dele foram entregues para a mãe de Ceija meses depois. Ceija, sua mãe e seus irmãos foram colocados num trem para Auschwitz, onde uma experiência aterrorizante os aguardava.

“Os mortos eram empilhados nos cantos e contra as portas”, disse ela em entrevista para o filme Forget Us Not (Não nos Esqueça, em tradução livre).

“Ficávamos em pé dias a fio. Sem comida, sem água. Os bebês e as grávidas estavam morrendo. Quando abriam a porta, uma parede de mortos e grávidas caía para fora. A SS atirava em quem tentasse pegar as gotas de chuva com a boca, porque estavam saindo da linha.”

A mãe de Ceija costurou pedaços de pão na roupa para ajudar a família a sobreviver. Ela escondia as crianças sob o vestido para garantir que elas fossem enviadas para os acampamentos de trabalho forçado, em vez das câmaras de gás. Ceija trabalhava numa pedreira, pois sua mãe convenceu os guardas de que a filha tinha 16 anos e era forte – na realidade, Ceija tinha apenas 10 anos.

Sua pele foi marcada com o número Z6399. “Tiraram meu nome e, no lugar dele, tatuaram um número no meu braço. Não vou ter vergonha disso”, disse ela, anos depois.

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O braço de Ceija foi marcado com seu “número” para o resto de sua vida

O irmão mais novo de Ceija morreu de tifo em Auschwitz. Ceija, sua mãe e uma irmã foram então enviadas para o campo de concentração de Ravensbruck, na Alemanha, onde foram abusadas por guardas sádicas. Ceija lembra de uma delas, chamada Binz:

“Ela tinha um cachorro grande que ela deixava atacar e matar. Sem aviso. Um dia, estávamos pendurando lençois num frio de congelar e uma mulher tropeçou. Binz pisou na cabeça dela até que o cérebro saísse pra fora.”

Binz planejava torturar a mãe de Ceija colocando-a na água gelada, depois de descobrir a mentira sobre a idade de Ceija. Ao saber disso, Ceija e sua mãe fugiram em um caminhão que ia para outro campo, Bergen-Belsen – e, no caos, ela se separou dos irmãos.

“Foi aí que começou o sofrimento de verdade”, diz ela, sobre sua primeira noite em Bergen-Belsen. Ceija, então com 11 anos, dormiu sobre uma pilha de corpos de pessoas recém-assassinadas. “Pedi clemência e me enterrei nos corpos para tentar me aquecer.”

Ela e a mãe sobreviveram comendo “papel e pedaços de couro”, até que um dia, quando fechava os olhos de pessoas que haviam acabado de morrer, ouviu uma explosão. “A parede perto de mim caiu”, disse ela. “Eram tanques. Um jovem estava com um uniforme que eu não reconheci. Ele veio até mim e disse: sou seu libertador.”

As forças aliadas tinham chegado. Ela e a mãe foram libertadas. Ceija tinha 12 anos. Sua mãe a empurrou mais de 1 000 quilômetros num carrinho de mão até Linz, a terceira maior cidade da Áustria e ponto de encontro para os ciganos roma. Milagrosamente, seus quatro irmãos sobreviventes também chegaram à cidade, e a família se reuniu.

Ceija não teve onde morar por nove anos, pois a venda de cavalos ainda estava proibida. Mais tarde, ela escreveu e pintou quadros sobre a experiência. Tornou-se uma artista conhecida e uma ativista pelo reconhecimento dos roma mortos no Holocausto.

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A pintura “Mama Holding Ceija” (mamãe segurando Ceija) mostra a artista nos braços da mãe

“Peguei a caneta porque tinha de me abrir, de gritar”, explicou ela numa exposição no Museu Judaico de Viena, em 2004. Suas pinturas incluem imagens angustiantes dos campos de extermínio e uma pintura alegre dela celebrando a libertação com a mãe e os irmãos. Ceija morreu em 2013, aos 79 anos.

GÊMEOS

Rita Prigmore e sua mãe, Theresia Seible, descrevem as pesquisas dos nazistas sobre gêmeos

Josef Mengele, o médico nazista de Auschwitz, tinha fascínio por gêmeos e os torturava em experimentos aterrorizantes, sob o pretexto de pesquisas sobre genética.

Seus procedimentos incluíam amputações desnecessárias, injeções de químicos nos olhos para mudá-los de cor e infecção deliberada de um gêmeo – a ideia era fazer uma transfusão de sangue para o irmão saudável com a intenção de saber se o segundo gêmeo sobreviveria. Um patologista que trabalhou com ele disse que Mengele matou 14 gêmeos em uma única noite, com injeções de clorofórmio no coração.

Eva Mozes Kor e sua irmã gêmea Miriam nasceram na Romênia, em uma família de agricultores judeus. Sua família foi enviada para Auschwitz em 1944, quando elas tinham 10 anos.

Quando chegaram à plataforma do trem do campo, seu pai e sua irmã mais velha desapareceram na multidão. Quando os oficiais alemães descobriram que elas eram gêmeas, Eva e Miriam foram separadas da mãe. Elas nunca mais veriam a família.

“Estávamos chorando, e minha mãe estava suplicando, desesperada”, disse Eva em entrevista à Vice. “Nunca nos despedimos. Tinha a melhor mãe da face da Terra.”

“Meus pais e minha irmã mais velha morreram menos de meia hora depois de chegar em Auschwitz. Nunca os vi de novo. Eles simplesmente desapareceram. Não há registros deles”, disse ela à AFP.

As meninas tiveram o cabelo raspado e os braços tatuados. Em menos de uma semana, eram objeto de experiências de laboratório. Grandes quantidades de sangue foram colhidas, e seus corpos foram rigorosamente examinados. “Eles passavam três horas [examinando] o lóbulo da minha orelha”, disse Eva à Vice. “Me tratavam como se eu fosse nada, como se fosse um pedaço de carne.”

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Eva e Miriam são as gêmeas à direita, na frente

Eva recebeu injeções de bactérias no braço direito e ficou muito doente. Ela lembra de Mengele sorrindo e dizendo que ela tinha só duas semanas de vida.

Se um dos gêmeos morresse nos experimentos, Eva sabia que o costume era assassinar o outro, para comparar os dois corpos. “Eu pensava: ‘Se morrer, Miriam também vai ser assassinada’.”

Eva e Miriam estão entre os 200 pares de gêmeos que sobreviveram a Auscwhitz, de quase 1 500 que foram usados em experimentos. Elas podem ser vistas na frente de uma fila de gêmeos em uma foto famosa que mostra a libertação do campo.

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Eva fala sobre sua experiência e voltou a Auschwitz

Elas fundaram o grupo CANDLES (sigla em inglês para crianças sobreviventes dos experimentos de laboratório mortais de Auscwhitz), para reunir gêmeos que sofreram a brutalidade de Mengele. Miriam morreu de câncer em 1993. Eva ainda fala de sua experiência e diz que perdoou os nazistas. “Percebi que a ‘cobaia’ tinha o poder de perdoar o deus de Auschwitz”, disse ela. “Ninguém poderia me dar força, ou tirá-la de mim. Me recusei a ser vítima e agora sou livre.”

Eva voltou a Auschwitz e sempre dança na plataforma onde viu a família pela última vez. “Foi aqui que tiraram a alegria de mim e da minha família”, diz ela. “Assim, posso recuperá-la.”

DOENTES MENTAIS

Robert Wagermann descreve a fuga de uma clínica de “eutanásia”, onde os nazistas matavam pessoas portadoras de deficiência mental ou física

Pessoas com deficiências físicas ou mentais eram consideradas “não merecedoras da vida” pelos nazistas, o que deu origem a um programa clandestino de assassinatos em massa, sob o pretexto de “mortes misericordiosas”.

Hospícios foram transformados em centros de assassinatos em massa. Oficiais da SS usavam aventais para manter a aparência de um programa médico. As famílias eram informadas de que os parentes tinham morrido de doenças e recebiam certificados de óbito falsificados. Na realidade, até 300.000 pessoas na Áustria e na Alemanha foram assassinadas sistematicamente, em geral em câmaras de gás disfarçadas chuveiros. Os órgãos eram usados em experimentos de laboratório.

O programa T4 de “eutanásia” começou dois anos do Holocausto e continuou informalmente durante a guerra. Portadores de deficiência eram enviados para os campos de concentração com outras vítimas.

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Helene Lebel era secretária e estudava direito

Helene Lebel, conhecida pelo apelido Helly, era secretária de um escritório de advocacia e estudava direito em Viena. Ela foi criada como católica, filha de uma mãe católica e um pai judeu que morreu na Primeira Guerra. Helena começou a apresentar sinais de esquizofrenia aos 19 anos, e teve uma crise ao perder seu cachorro, Lydi. Ela foi diagnosticada como esquizofrênica e enviada ao Hospital Psiquiátrico Steinhof, em Viena.

A Áustria seria ocupada pelos alemães dois anos depois. Helene melhorou no hospital, e sua mãe achava que ela estava bem o suficiente para voltar para casa. Mas ela não pode voltar. A primeira informação foi que ela teria alta, mas depois veio a notícia de que Helene havia sido transferida para outro hospital.

Na realidade, Helene foi transportada para uma antiga prisão em Brandemburgo, na Alemanha. Ela foi despida, examinada e levada para o “chuveiro”, onde foi assassinada com gás mortal. Apesar disso, os registros oficiais afirmavam que ela teria morrido em seu quarto, de “excitação esquizofrênica aguda”.

Helene foi apenas uma de 9.772 pessoas mortas em câmaras de gás no centro de “eutanásia” de Brandemburgo, um de seis centros semelhantes na Alemanha e na Áustria.

Paul Eggert, categorizado como “mente frágil”, Helga Gross, que frequentava uma escola para surdos, e Dorothea Buck, esquizofrênica, falam sobre a esterilização forçada a que foram submetidos

PADRES

Muitos integrantes do clero cristão foram presos e ameaçados com deportação ou então enviados para campos. A igreja católica foi particularmente reprimida na Polônia, onde quase um quinto dos padres – cerca de 3.000 – foram mortos entre 1939 e 1945, a maioria em campos de concentração.

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O padre polonês Maximilian Kolbe, em 1939, dois anos de ser deportado para Auschwitz

Maximilian Kolbe nasceu em 1894 e cresceu na cidade polonesa de Pabianice. Seu pai era alemão e sua mãe, polonesa. Sua vida foi moldada por uma visão que ele teve na infância -- ele acreditava ter visto a Virgem Maria. Maximilian tornou-se padre franciscano aos 20 anos e fundou monastérios na Polônia, no Japão e na Índia, viajando o mundo para disseminar sua crença.

Quando o exército alemão invadiu a Polônia, Maximilian organizou o hospital em seu monastério. Ele escondeu cerca de 3 000 refugiados, incluindo vários judeus, numa época perigosa. Além disso, mantinha uma editora religiosa e uma estação de rádio.

Com as notícias sobre os assassinatos em massa se espalhando, ele escreveu uma mensagem de esperança em seu jornal: “Ninguém pode mudar a Verdade. O que podemos e devemos fazer é buscá-la e servi-la quando a encontrarmos”.

“O verdadeiro conflito é o conflito interno. Além de exércitos de ocupação e das hecatombes dos campos de extermínio, há dois inimigos irreconciliáveis nas profundezas de todas as almas: bem e mal, pecado e amor. E de que servem as vitórias nos campos de batalha quando nós mesmos somos derrotados em nosso interior?”

Um mês depois, o monastério de Maximilian foi fechado, e ele foi detido e transferido para Auschwitz. Maximilian foi sujeito a terríveis espancamentos, mas continuou atuando como padre, oferecendo aconselhamento e conforto para presos de todas as crenças.

Alguns padres do campo ficaram à mercê de um guarda cruel apelidado de “Sanguinário” Krott, que os forçava a cortar e carregar troncos de árvores enormes. Krott odiava Maximilian e frequentemente lhe dava cargas maiores que as dos outros presos. Outros padres dizem que ofereciam ajuda, mas ouviam como resposta: “Maria me dá forças. Tudo ficará bem”.

Ele escreveu para a mãe do campo: “Não se preocupe comigo ou com minha saúde, pois o bom Deus está em toda parte e nos acolhe em seu grande amor”.

Certo dia, em 1941, três presos sumiram de Auschwitz. Os guardas, furiosos, decidiram matar dez homens de fome em uma cela subterrânea.

Um dos escolhidos, Franciszek Gajowniczek, implorou clemência, dizendo ter mulher e filhos. Maximilian se ofereceu para tomar seu lugar. Na cela com os outros condenados, ele seguiu rezando e oferecendo conforto.

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Kolbe, santificado em 1982, retratado num vitral

Segundo a escritora católica Mary Craig, Bruno Borgowiec, assistente nos cativeiros subterrâneos, teria dito: “Na cela daqueles miseráveis havia rezas diárias, rosários e cânticos, dos quais participavam os presos em celas vizinhas... Tinha a impressão de estar numa igreja. O frei Kolbe liderava, e os outros presos respondiam em uníssono. Eles estavam tão envolvidos na reza que nem sequer ouviam a chegada dos inspetores da SS”.

Os homens foram morrendo um a um, e Maximilian foi o último sobrevivente, segundo testemunhas. Depois de duas semanas, os guardas decidiram executá-lo com uma injeção letal.

Borgowiec relata que Maximilian ofereceu seu braço voluntariamente. “Kolbe, com uma oração em seus lábios, deu o braço a seu executor. Incapaz de assistir à cena, saí, dizendo que tinha outras coisas para fazer.”

Maximilian foi santificado mais tarde, e uma estátua sua foi entalhada na porta da Abadia de Westminster, em Londres. Sua canonização causou certa controvérsia; os panfletos publicados pelo seu monastério na Polônia teriam artigos anti-semitas, mas relatos de sua benevolência em relação aos judeus e aos outros prisioneiros segue inquestionada.

https://www.huffpostbrasil.com/2015/01/27/as-vitimas-esquecidas-do-holocausto-os-5-milhoes-de-nao-judeus_n_6557990.html?guccounter=1&guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&guce_referrer_sig=AQAAABXinmlSu77EIZJhrlIkeM8Rjhy889kY0PBwtUEu0WCKSrgei35JoEQKL42BpFPI6C6uJ0v_x9MWsI9-B97vXo85GceuszeyWq6e6tXTJYG7RaVf0YyxDU3aNnKA2smVaIYvOyWblY91wFYm9OHsGXdKeBAEwzd-EiMJMZxSenC4


« Última modificação: 18 de Janeiro de 2020, 08:44:00 por JJ »

Offline JJ

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Re:Governo Bolsonaro
« Resposta #7549 Online: 18 de Janeiro de 2020, 08:46:59 »


Minions aprovam:




Em entrevista à revista Playboy em junho de 2011 Jair Bolsonaro afirmou que prefere um filho morto a um herdeiro gay e diz que ser vizinho de um casal homossexual é motivo de desvalorização de imóvel.

“Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui: prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo”, disse.

Em outro trecho, ele acrescenta: “se um casal homossexual vier morar do meu lado, isso vai desvalorizar a minha casa! Se eles andarem de mão dada e derem beijinho, desvaloriza”.

Acrescentamos um vídeo em que ele diz que “porrada” é um jeito de “curar” um filho gay



https://catracalivre.com.br/cidadania/jair-bolsonaro-como-ele-reagiria-se-tivesse-um-filho-gay/




 

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