Autor Tópico: EUA: surge um novo Socialismo Democrático  (Lida 3290 vezes)

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Offline JJ

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #50 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 10:05:41 »
O mito do socialismo democrático


Escrito por Murray Rothbard, publicado em Libertarian Review em Setembro de 1977.


Em qualquer debate entre um socialista e um capitalista pró-livre mercado, quase sempre o socialista rapidamente coloca o defensor do livre-mercado na defensiva e todo o tempo é consumido pelo livre-mercadista desviando dos ataques à habilidade do mercado em prevenir desigualdade, ciclos econômicos ou mesmo os efeitos destrutivos da riqueza e do “materialismo”. Estando na ofensiva, o socialismo surge imaculado e intocável e está implícito em todos os lados que a economia de mercado deve provar seu valor para estar no mesmo patamar moral e ideológico do socialismo. De fato, a moralidade do socialismo é raramente questionada nessas discussões, com o crítico limitando-se a dúvidas sobre a praticabilidade ou a viabilidade do socialismo.


Entretanto, a verdade é que o socialismo não é viável nem moral; tanto na teoria quanto na prática, é um sistema inigualável em brutalidade, despotismo, genocídio e exploração. Ele não merece nenhum respeito solene ou saudação moral.


Antes de nos voltarmos para o socialismo, a moralidade, bem como a eficácia do contrastante sistema de livre mercado pode ser estabelecida bem rapidamente. O livre mercado é uma vasta rede de trocas entre duas pessoas, conduzidas voluntariamente a cada etapa do processo por cada participante porque cada um acredita que irá se beneficiar com a troca. Uma vez que as trocas e escolhas são livres e voluntárias, a economia de livre mercado é harmoniosa e cooperativa, ao mesmo tempo que permite todo o espaço para a livre ação da escolha individual. E a economia funciona de forma esplêndida, porque o livre sistema de preços e dos incentivos de lucros e perdas que surgem desse mercado trazem eficiência e ordem da aparentemente “anarquística” e caótica interação entre escolhas livres e voluntárias. No entanto, essa é uma ordem que surge espontaneamente de escolhas livremente adotadas, ao contrário daquela imposta por violência e coerção. Tal livre mercado, em sua forma pura, não existe em lugar nenhum do mundo atualmente.


Contrastemos o sistema do socialismo. O que é socialismo? É a posse ou controle pelo estado dos meios de produção na sociedade. Em resumo, é o controle total pelo aparato estatal sobre os meios de atingir virtualmente quaisquer objetivos que os indivíduos possam almejar na sociedade. Uma vez que o estado tem um monopólio sobre os instrumentos de violência e se distingue de todas as outras organizações ou instituições sociais pelo uso contínuo da violência para atingir seus objetivos, isso significa que o socialismo é um sistema de total violência coerciva sobre todos os cidadãos, a ser exercida pelos líderes e gestores do aparato estatal. Se nós rapidamente contrastarmos o socialismo com o livre mercado, nós podemos ver imediatamente que o socialismo implica na ilegalidade coerciva pelo estado de uma miríade de trocas voluntárias e mutuamente benéficas que constituem a sociedade livre. Pela troca voluntária e benefício mútuo, o socialismo substitui a regra de máxima coerção, violência e comando compulsório. O socialismo tem sido adequadamente rotulado de “economia de comando”.


O socialismo, em resumo, coloca as vidas, as fortunas e a honra sagrada de cada cidadão sob o total comando do estado e sua elite dominante. Em nome de maximizar a liberdade humana, em nome de eliminar o domínio de uma classe e a exploração do homem pelo homem, em nome mesmo da “extinção do estado”, o socialismo dá todo poder ao estado e, portanto, à sua classe dominante. Dessa forma, o socialismo cria um domínio de classe e um sistema de despotismo e exploração do homem pelo homem, a fim de colocar todos os outros sistemas nas sombras. Mas o que mais poderíamos esperar de um sistema que coloca todo o poder nas mãos do estado – o estado, o maior genocida, explorador, parasita, ladrão e escravizador em toda a história humana?


Na virada do século XX, tais consequências do aparentemente empolgante novo sistema de socialismo poderiam ter sido previstas. Mas agora, com quase um século de retrospectiva, está muito claro que a prática socialista confirmou nossas análises. Pois esse século tem visto um grande número de regimes socialistas tomando conta de grande parte do globo: Stalin, Hitler, Mao, Castro, e por aí vai. E o que o socialismo fez nesse século exceto genocídio, desespero, campos de concentração, escravidão em massa, racionamentos e fome?

Infelizmente, em discussões sobre o socialismo nos Estados Unidos, os socialistas têm se livrado ao se isentar da responsabilidade de forma geral: que é terrível pintá-los com o pincel de Hitler, Stalin e Mao. Pois não é esse tipo de “socialismo” que eles querem e advogam; de fato, eles não consideram que esses regimes sejam “socialistas” de forma alguma – apesar do fato de que esses regimes se encaixam exatamente na definição linguística geral de socialismo que mencionamos acima. Pois o seu socialismo seria constituído por “caras legais”, não por essas pessoas terríveis que têm feito parte dos regimes socialistas reais desse século.


Mas se isentar da responsabilidade não é o suficiente. A essência do socialismo não é as pessoas específicas que o indivíduo socialista gostaria de ver no poder. A essência é o próprio sistema: o poder total do estado sobre os meios de produção. E se o resultado de todos os socialismos até então tem sido terrível e monstruoso, e se nenhum cara legal “humanista” tem aparecido, então talvez, como os marxistas diriam, “isso não é acidente”, mas um resultado incluso no próprio sistema. E eis aqui a nossa alegação: que Hitler, Stalin, Mao, et al são tendências inerentemente sistemáticas dentro do próprio socialismo.


Examinemos brevemente as razões para a nossa alegação que aquele que diz “Socialismo” deve inevitavelmente dizer também “Auschwitz” e “Gulag”.


Primeiro, há a “Lei de Rothbard”, a saber, que aquele que recebe poder, irá usá-lo. Se ao estado é dado poder total sobre todos na sociedade, ele, sem dúvida, irá usá-lo, tanto para atingir um aumento em riqueza quanto para exercer poder e controle para outros fins, indo do poder por si mesmo a pomposos esquemas de reconstrução social. Logo, Auschwitz, Gulag, etc.


Em segundo lugar, há o grande insight de Hayek no famoso capítulo do seu O Caminho da Servidão, “Por que os piores chegam ao topo”. Resumidamente, a ideia é que para qualquer atividade na sociedade, as pessoas que tenderão a subir ao topo dessa atividade serão aqueles mais adequadas a ela, tanto em habilidade, temperamento ou entusiasmo. O livre mercado seleciona para as suas posições de liderança aquelas pessoas mais capazes de inovar, de satisfazer os desejos da massa de consumidores de forma melhor e mais eficiente do que qualquer outro. O socialismo, pelo contrário, seleciona para as suas posições de liderança aquelas pessoas mais adeptas às funções que elas cumprem, a saber: burocratas ensinados em elaborar intrigas bizantinas e burocráticas, em lamber as botas dos superiores e em menosprezar os inferiores; e déspotas e brutamontes adeptos do exercício de força e violência. O mercado, em resumo, seleciona os Thomas Edisons, enquanto o socialismo seleciona os comandantes de campos de concentração e torturadores de polícias secretas.


Em terceiro lugar, uma vez que o socialismo significa planejamento central, qualquer escopo possível para reformas ou limitações “democráticas” serão virtualmente inexistentes. Pois, se o plano é central, isso significa que a ninguém será permitido interferir com o plano uma vez que o estado e os seus “experts” tecnocratas tenham tomado suas decisões. Pois quem são o público ou mesmo a legislatura para ousar frustrar os planos estatais cuidadosamente escolhidos? O papel dos eleitores, quer seja direto ou num parlamento, será estritamente plebiscitário: eles apenas serão capazes de votar a favor, para ratificar o plano escolhido pelos planejadores centrais.


Em quarto lugar, outra quimera dos social-democratas é que o socialismo será capaz de permitir liberdades civis, liberdade de expressão, imprensa e assembléia, enquanto mantém um sistema de comando e obediência na esfera puramente econômica. Stalin assassinou milhões de camponeses soviéticos, não por que eles eram dissidentes políticos, mas por que eles resistiram serem expropriados e nacionalizados pelos planejadores centrais soviéticos.


Em quinto lugar, como corolário, liberdades civis não podem ser mantidas sob o socialismo pela simples razão que o governo, como o dono e gerente de todos os meios de produção, de todos os recursos, tem o poder de alocar esses recursos àquelas pessoas e usos a seu favor. Não pode haver genuína liberdade de expressão, imprensa ou assembléia se uma única agência coerciva, o governo, tem o poder de alocar sozinho todo o papel, salões de assembléia, etc. para os usos que ele prefere.


Considere, por exemplo, um Conselho de Planejamento Socialista, que, com toda a boa vontade do mundo, tem a tarefa de alocar os preciosos e escassos papéis, salões de assembléias, impressoras, e assim por diante. Poderia alguém imaginar tal Conselho transferindo algum desses recursos para um periódico anti-socialista? De fato, do ponto de vista deles, por que eles deveriam? Como resultado, recursos tenderão a ser alocados para aqueles indivíduos ou grupos que se posicionam publicamente a favor do regime. Assim, os vícios usuais da burocracia: favoritismo, nepotismo e troca de favores de políticos irão se profelirar sob o socialismo sem o impedimento das imposições do sistema de lucros e perdas aos quais eles estão sujeitos no livre mercado.


Assim, a única liberdade de crítica sob um regime socialista será, como na Rússia e na China, a liberdade para criticar burocratas insignificantes nos níveis mais baixos – especialmente aqueles que são desaprovados pela classe dominante. Mas nenhuma crítica será permitida aos fundamentos do sistema: da classe dominante ou do sistema socialista em si.


Nossa discussão a respeito de um grupo anti-socialista tentando obter uma alocação de papel e impressoras do Conselho de Planejamento deve iluminar o verdadeito significado do famoso caso do Conselho de Planejamento Soviético recusando alocar recursos para a produção de matzohs. O ponto importante aqui não é que a União Soviética era anti-judeu, o que era a atitude da imprensa ocidental. O ponto importante é que é absurdo sequer esperar que um governo socialista comprometido com o ateísmo alocaria muito dos seus recursos escassos a um grupo religioso minoritário. Esse problema é inerente do próprio sistema socialista.


Em sexto lugar, nós temos enfatizado que o governo socialista seria o único alocador de recursos e o único produtor de bens. Assim, seria o único empregador, a única fonte de empregos na economia. Isso significaria que todos na sociedade seriam totalmente dependentes de uma fonte de emprego e renda para a sua subsistência: a classe dominante do aparato estatal. Ainda que qualquer governo socialista possa graciosamente permitir que empregados mudem ocupações, empregos ou locais de trabalho, isso pode ser apenas a concessão de uma permissão pelo governo, ao invés de um direito básico de cada empregado: pois o governo sempre será o único empregador. Essa terrível dependência de um único empregador é uma parte essencial do sistema socialista. É particularmente irônico que os socialistas que amargamente reclamam da necessidade dos americanos em escolher entre centenas de milhares de empregadores pensem que essa suposta condição de dependência pode ser remediada ao confinar todas as pessoas na sociedade às sensíveis misericórdias de um único e compulsório empregador! Esse é o remédio para a “alienação”?!


Novamente, liberdades civis não podem ser asseguradas em tal sociedade. Pois os críticos e dissedentes podem ser “enviados para a Sibéria” no sentido mais literal possível, bem como no sentido figurado. Afinal, alguém tem que ser alocado na Sibéria, certo? Então quem será na prática: pessoas favorecidas ou aqueles considerados problemáticos pelo regime?


E assim a essência do socialismo é o trabalho forçado. Onde, exceto sob um regime socialista, poderia um Mao decidir “acabar com a contradição entre trabalho físico e mental” ao enviar centenas de milhares de alunos das áreas urbanas para viver permanentemente na fronteira da província de Sinkiang – e forçá-los a cultivar arroz em um clima seco para o bem de suas almas – ou, para usar um termo mais marxista, para o benefício de sua “reeducação”?


Em sétimo lugar, o socialismo com democracia ou liberdades civis é uma quimera porque o governo socialista teria necessariamente poder total sobre os processos de educação: sobre escolas e a mídia. Possuíndo esse poder, os pequenos grupos dominantes irão usá-lo para moldar uma população subordinada que será enchida de amor pelos seus líderes e ávida disposição a obedecer todos os seus comandos. Chame isso do que você quiser: “lavagem cerebral”, “centros de reabilitação cultural” ou qualquer outra coisa, é inevitável que a uma elite dominante que é dada todo o poder sobre educação irá usá-lo para tais fins “sociais”, para criar um avidamente desejado Novo Homem Socialista: um Homem que irá amar e obedecer seus líderes e que irá colocar os comandos de seus líderes acima de quaisquer escrúpulos ou considerações pessoais. Esperançosamente, a natureza humana é tal que o governo não pode ser bem sucedido; mas a sociedade é um inferno enquanto os líderes se esforçam.


Em oitavo lugar, assim como o trabalhador é tratado como lixo sob o sistema socialista, também é o consumidor. Em uma economia de livre mercado, os consumidores são atraídos e agradados pelas empresas, já que são a única fonte de receita. Todos os termos da troca, da qualidade do produto ao preço, são feitos para agradar os consumidores e torná-los clientes. Mas sob o socialismo, a renda do estado e seus burocratas é decidida por eles mesmos, ao invés de pelo consumidor. Ao invés de o consumidor ser cortejado e paparicado, ele é tratado como uma fonte irritante de esgotamento dos preciosos recursos escassos do estado. Sob o socialismo, ao consumidor é permitido, relutantemente, apenas suas míseras quantidades racionadas de recursos.


O resultado de tudo isso é um marcante contraste na qualidade de vida bem como no padrão de vida entre as nações socialistas e não-socialistas. Países socialistas são invariavelmente repletos de pessoas cinzentas, pálidas e sem espíritos se arrastando para as filas de seus suprimentos racionados; países ocidentais não-socialistas são repletos de pessoas vivas e lojas, com uma grande variedade de bens de consumo. Por exemplo, o contraste entre Alemanha Oriental e Ocidental, ou mesmo entre a Iugoslávia voltada para o mercado e o resto do bloco socialista na Europa Oriental.


Em nono lugar, além de todo esse horror moral e social, o socialismo não pode funcionar, ou seja, na falta de um livre sistema de preços, o socialismo não pode operar uma economia industrial avançada que seja adequada até mesmo aos objetivos dos líderes do estado. Uma economia industrial socialista sofreria graves racionamentos, pobreza, fome e colapso e, em último caso, a morte de uma grande porção de sua população.


Concluímos que Hitler, Stalin, Mao, et al, não foram em nenhum sentido traidores do socialismo; pelo contrário, seus regimes foram a realização do socialismo. Voltemos, por exemplo, àquele que é com certeza um dos mais monstruosos regimes hoje – obviamente, socialista: o governo do Camboja. Quando o regime socialista tomou o Camboja, ele se viu com uma população urbana inchada na capital, Phnom Penh, uma população que se tornou maior pelos refugiados de guerras, devastação e os EUA bombardeando as fronteiras. Mas, sendo socialista, o novo regime decidiu diminuir a população de Phnom Penh pela coerção: e as massas foram enviadas às áreas rurais em uma verdadeira marcha da morte, uma vez que pessoas foram arrancadas de hospitais, até mesmo durante cirurgias, e forçados a marchar para fora da cidade. Que a lógica do socialismo é brutalidade e morte nunca foi antes mais claramente demonstrada.


Eu gostaria de concluir comparando e contrastando as respostas de dois “socialistas democráticos”, ambos oponentes fervorosos da guerra do Vietnã, das grotescas violações aos direitos humanos acontecendo agora de várias formas nos países socialistas da Indochina. Um é o distinto jornalista francês Jean Lacouture, que se referiu furiosamente ao novo paìs socialista Camboja como “o país mais rigorosamente fechado do mundo, onde a revolução mais sangrenta da história está acontecendo agora”. Lacouture continua:


“Genocídio ordinário… normalmente tem sido executado contra uma população estrangeira ou uma minoria interna. Os novos mestres de Phnom Penh inventaram algo original, o auto-genocídio. Após Auschwitz e o Gulag, podíamos ter pensado que esse século havia produzido o máximo em horror, mas agora
estamos vendo o suicídio (lê-se: assassinato) de um povo em nome da revolução; ainda pior: em nome do socialismo.”


Lacouture continua a descrever a situação em Camboja como onde


“um grupo de intelectuais modernos, formados pelo pensamento ocidental, primariamente pensamento marxista (com pesadas misturas de Rousseau), alegam buscar o retorno à rústica Era de Ouro, à uma civilização rural e nacional ideal. E proclamando esses ideais, eles estão sistematicamente massacrando, isolando e deixando passar fome as populações da cidade e das vilas cujos crimes são ter nascido onde nasceram…”

Lacouture acrescenta que os subordinados do líder do Camboja, Khieu Samphan,

“são mantidos em um confinamento induzido pelo terror, uma das decisões mais racionais do regime: pois como ele poderia deixar o mundo lá fora vê-lo enterrar uma civilização na pré-história e seu massacre? Quando homens que falam sobre o marxismo são capazes de falar… que apenas 1.5 a 2 milhões de jovens cambojanos, de 6 milhões, seriam necessários para construir uma sociedade pura, não se pode simplesmente falar de barbarismo; quais bárbaros já agiram dessa forma? Isso é apenas loucura.” [1]


Mas os nobres instintos de Lacouture têm ultrapassado sua inteligência nessa questão. Pois, que me permita Thomas Szasz, os novos líderes de Camboja não estão “loucos”. Eles são, simplesmente, socialistas, tentando fazer surgir o Novo Homem Socialista de suas aspirações marxistas-rousseaunianas. Seu sistema social, obviamente, não é menos horrendo por causa disso; muito pelo contrário.


Contraste essa nobre reação de Lacouture, para não dizer sem sentido, com a reação do distinto professor de direito internacional de Princeton Richard A. Falk à recente divulgação dos menos horrendos, mas ainda abomináveis, campos de concentração de “reeducação cultural” sendo conduzidos pelo novo governo socialista do Vietnã. Quando tais líderes civis libertários e anti-guerra como James Forest e Nat Hentoff exigiram que a esquerda denunciasse esses campos de concentração vietnamitas, estudemos a vergonhosa medida resposta do professor Falk, pretensamente inocente:


“Eu me referi aos problemas especiais enfrentados pelos líderes vietnamitas comprometidos em construir o socialismo e enfrentando resistência e oposição. Hentoff afirma que eu acredito que tudo vale se feito para construir uma sociedade socialista, um ponto de vista grotesco que eu oponho ardentemente. Meu real ponto de vista é que, na situação vietnamita, o que tem sido feito até agora não envolveu sistemático ou severo abuso de direitos humanos. O que tem sido feito foi remover temporariamente da ordem política alguns daqueles que aparentavam ser obstrutivos em um período de emergência econômica nacional. Tal remoção pode ser a única alternativa à renúncia de um programa de desenvolvimento socialista, uma renúncia que violaria a dinâmica de auto-determinação incorporada no resultado da guerra.” [2]


Nós concluímos aqui nosso argumento; pois a obscenidade moral do professor Falk não deve ser permitida obscurecer a consistência pragmática de suas visões socialistas. Se “remover temporariamente da ordem política” é uma frase pretensamente inocente com a qual o professor Falk escolhe encobrir opressão sangrenta, ele está absolutamente correto quando aponta que “tal remoção pode ser a única alternativa a renúncia de um programa de desenvolvimento socialista…”.


Em resumo, o Professor Falk declarou corretamente a escolha perante à humanidade: socialismo ou liberdade humana. É um ou o outro. Socialismo humanístico ou democrático é uma quimera, um paradoxo.


Notas:

[1] Jean Lacouture, “The Bloodiest Revolution”, New York Review of Books (31 de março de 1977), pp. 9-10. As subsequentes “correções” de Lacouture, muito ovacionadas pela esquerda americana, não afetam a substância do seu argumento. Veja Lacouture “Cambodia: Corrections”, New York Review of Books (26 de maio de 1977), p. 46. Chomsky e Herman rispidamente rejeitam tais declarações de oficiais cambojanos simplesmente por que elas apareceram na imprensa tailandesa. Para rejeitar quaisquer declarações reportadas pelos próprios oficiais do governo meramente por que elas não foram autorizadas e publicadas pelos oficiais é uma posição estranha para autores que se presume aplaudiram a exposição dos horrores de Watergate. Noam Chomsky e Edward S. Herman, “Distortions at Fourth Hand”, The Nation, 25 de junho de 1977, pp. 789-794.

[2] The Village Voice, 21 de março de 1977, p. 4.



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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #51 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 10:06:00 »



Só sendo um americano do sul   muito  politicamente  inocente  para  ficar torcendo por chineses.    ::)

Torcer pelos EUA pode?

No momento eu to torcendo muito pelos EUA, mas pelo seu povo. Incrível isto!
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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #52 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 10:10:41 »

Só sendo um americano do sul   muito  politicamente  inocente  para  ficar torcendo por chineses.    ::)

Torcer pelos EUA pode?



Tanto torcer pela China como torcer pelos EUA pode,  ainda  não  há uma   lei  estatal  que  preveja  punição  para este tipo de comportamento. 


Talvez se acontecer a tragédia de socialistas tomarem o poder no Brasil, com intensidade suficiente (poder suficiente nas mãos) , possa ser feita uma lei que preveja punição estatal para quem fizer manifestações  favoráveis ao terrível sistema capitalista americano.




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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #53 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 10:12:57 »
O mito do socialismo democrático

Só chavões, batendo praticamente somente na falsa ideia de que Socialismo é igual a Estatismo, resumindo, é um espantalho em geral. Socialismo, principalmente no atual contexto, prescinde esta ideia de que o Estado é necessário em altíssimo grau para nos dizer o que produzir e quando produzir. Isto viabilizaria um dos principais valores defendidos pelos socialistas, que é a socialização dos meios produtivos. Como diria Peter Joseph, é na verdade aumentar a ACESSIBILIDADE das pessoas em geral aos meios produtivos da sociedade, o que só aumentaria de forma gigantesca o processo natural de trocar coisas, principalmente idéias (revolução da informação).
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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #54 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 10:14:44 »

Só sendo um americano do sul   muito  politicamente  inocente  para  ficar torcendo por chineses.    ::)

Torcer pelos EUA pode?



Tanto torcer pela China como torcer pelos EUA pode,  ainda  não  há uma   lei  estatal  que  preveja  punição  para este tipo de comportamento. 


Talvez se acontecer a tragédia de socialistas tomarem o poder no Brasil, com intensidade suficiente (poder suficiente nas mãos) , possa ser feita uma lei que preveja punição estatal para quem fizer manifestações  favoráveis ao terrível sistema capitalista americano.

Eu seria contrário a isto, com certeza. Liberdade na circulação de informação é o que conta.
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« Resposta #55 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 10:21:40 »
O mito do socialismo democrático

Só chavões, batendo praticamente somente na falsa ideia de que Socialismo é igual a Estatismo, resumindo, é um espantalho em geral. Socialismo, principalmente no atual contexto, prescinde esta ideia de que o Estado é necessário em altíssimo grau para nos dizer o que produzir e quando produzir. Isto viabilizaria um dos principais valores defendidos pelos socialistas, que é a socialização dos meios produtivos. Como diria Peter Joseph, é na verdade aumentar a ACESSIBILIDADE das pessoas em geral aos meios produtivos da sociedade, o que só aumentaria de forma gigantesca o processo natural de trocar coisas, principalmente idéias (revolução da informação).



Poderia  então definir de forma bastante clara e precisa o que   seria   esse   "socialismo democrático"  ?
 



« Última modificação: 15 de Fevereiro de 2019, 10:25:17 por JJ »

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #56 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 10:27:18 »
O mito do socialismo democrático

Só chavões, batendo praticamente somente na falsa ideia de que Socialismo é igual a Estatismo, resumindo, é um espantalho em geral. Socialismo, principalmente no atual contexto, prescinde esta ideia de que o Estado é necessário em altíssimo grau para nos dizer o que produzir e quando produzir. Isto viabilizaria um dos principais valores defendidos pelos socialistas, que é a socialização dos meios produtivos. Como diria Peter Joseph, é na verdade aumentar a ACESSIBILIDADE das pessoas em geral aos meios produtivos da sociedade, o que só aumentaria de forma gigantesca o processo natural de trocar coisas, principalmente idéias (revolução da informação).



Poderia  então definir de forma bastante clara e precisa o que   seria   esse   "socialismo democrático"  ?

Bem, não sou nenhum especialista nisto  :biglol:

Mas, pelo que estou conseguindo captar, percebo que se trata mais de um tipo novo de Social Democracia Verde, mas bem mais à esquerda do espectro político.

Não se trata de socialismo de fato na minha visão atual. Pra mim, um socialismo mais próximo do "Real" seria algo como o Comunismo de Luxo Totalmente Automatizado (que ironicamente também não é "Comunismo", estando mais pra "Socialismo Real"  :biglol: )
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« Resposta #57 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 10:48:43 »
O mito do socialismo democrático

Só chavões, batendo praticamente somente na falsa ideia de que Socialismo é igual a Estatismo, resumindo, é um espantalho em geral. Socialismo, principalmente no atual contexto, prescinde esta ideia de que o Estado é necessário em altíssimo grau para nos dizer o que produzir e quando produzir. Isto viabilizaria um dos principais valores defendidos pelos socialistas, que é a socialização dos meios produtivos. Como diria Peter Joseph, é na verdade aumentar a ACESSIBILIDADE das pessoas em geral aos meios produtivos da sociedade, o que só aumentaria de forma gigantesca o processo natural de trocar coisas, principalmente idéias (revolução da informação).



Poderia  então definir de forma bastante clara e precisa o que   seria   esse   "socialismo democrático"  ?

Bem, não sou nenhum especialista nisto  :biglol:

Mas, pelo que estou conseguindo captar, percebo que se trata mais de um tipo novo de Social Democracia Verde, mas bem mais à esquerda do espectro político.

Não se trata de socialismo de fato na minha visão atual. Pra mim, um socialismo mais próximo do "Real" seria algo como o Comunismo de Luxo Totalmente Automatizado (que ironicamente também não é "Comunismo", estando mais pra "Socialismo Real"  :biglol: )



Não existe socialismo que possa ser implantado num país sem que haja um Estado que  impeça ou reduza (em graus variados) as  liberdades econômicas, o socialismo ou tipos de socialismos são  tolhedores de liberdades econômicas, a qual é uma importantíssima liberdade individual,   e  são  pró poder  para   políticos   e   burocratas  estatais.



Socialismo(s) =  menos liberdade e poder para os indivíduos e  +  poder + benesses + captura de renda para políticos e burocratas (e agentes estatais em geral)



« Última modificação: 15 de Fevereiro de 2019, 10:51:35 por JJ »

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #58 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 10:54:10 »
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Não existe socialismo que possa ser implantado num país sem que haja um Estado que  impeça ou reduza (em graus variados) as  liberdades econômicas

É claro que vai existir Estado num socialismo, disto ninguém discorda. E "liberdade" é algo sempre a ser dito entre aspas, pois ela não existe. Não existe livre arbitrio JJ, de novo isto cara?  :hihi: É fato que ninguém será totalmente livre, nunca. Em ultimo caso ainda teremos que obedecer as regras naturais se não quisermos nos ferrarmos todos  :)

Provavelmente o Estado jamais será totalmente eliminado. Se tornaria minimo e/ou mudaria substancialmente dentro da sociedade. Não seria mais um Estado Nação, mas um Estado Informação  :biglol:
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« Resposta #59 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 11:11:18 »
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Não existe socialismo que possa ser implantado num país sem que haja um Estado que  impeça ou reduza (em graus variados) as  liberdades econômicas

É claro que vai existir Estado num socialismo, disto ninguém discorda. E "liberdade" é algo sempre a ser dito entre aspas, pois ela não existe. Não existe livre arbitrio JJ, de novo isto cara?  :hihi: É fato que ninguém será totalmente livre, nunca. Em ultimo caso ainda teremos que obedecer as regras naturais se não quisermos nos ferrarmos todos  :)

Provavelmente o Estado jamais será totalmente eliminado. Se tornaria minimo e/ou mudaria substancialmente dentro da sociedade. Não seria mais um Estado Nação, mas um Estado Informação  :biglol:


Se para você  não existe nenhum tipo de liberdade (e consequentemente nenhum grau de liberdade),  então não há diferença entre viver na Coréia do Norte  ou em Cuba ou no Brasil ou nos Estados Unidos ou no Canadá ou em Hong Kong,  ou na Austrália.

Por acaso você já considerou a possibilidade de se mudar para a Coreia do Norte ou Cuba ? Afinal de contas o grau de liberdade individual lá é igual ao grau de liberdade individual que temos no Brasil , ou seja = 0.



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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #60 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 11:17:38 »
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para você  não existe nenhum tipo de liberdade

Bom, realmente acho que existe tal possibilidade, não é pouca  :chorao:

Mas, SE existir liberdade, ela é bem limitada por diversos fatores já identificados pela CIÊNCIA. Ela é que deve dizer como será o Estado e não o fulano de tal, robozinho socio-bio-psicosocial  :hihi:

Resumindo, não existe LIVRE Arbitrio. Existe, NO MÁXIMO, um arbitrío RESTRITO.
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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #61 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 15:36:22 »
Bernie Sanders e a farsa do socialismo democrático


por Dominick Armentano

Com seu recente bom desempenho na pré-eleição de Iowa, o senador Bernie Sanders merece que suas ideias políticas sejam examinadas seriamente por seus admiradores e igualmente por seus críticos.

Sanders tem posições em dúzias de assuntos importantes, mas duas se destacam: Sanders descreve a si mesmo como um “socialista democrático”; Sanders afirmou em diversas ocasiões que os ricos não pagam por impostos que lhes seriam justamente atribuídos. Assim, é razoável pensar que, em um governo Sanders, haveria mais “socialismo” e mais taxação sobre os “ricos”.

O que é o socialismo democrático? De minha educação em economia, posso concluir que socialistas acreditam que o capitalismo de livre mercado é um sistema fracassado e que ele deveria ser substituído pela apropriação estatal dos meios de produção. Isso significa que todas as decisões importantes a respeito dos rendimentos e do direcionamento dos investimentos devem ser tomadas pelo Estado. A “democracia” nessa definição significa que instituições democráticas como a constituição e as eleições devem ser preservadas.

Será que Bernie Sanders realmente acredita que o “socialismo democrático” faz sentido? Provavelmente não, por vários motivos. Primeiro: um grande número de economistas acredita que o socialismo é um fracasso tanto na teoria como na prática; que ele não é um sistema econômico coerente. Ele fracassa na teoria, porque se todos os “meios de produção” fossem estatizados, não haveria forma inteligente por que os planejadores do governo poderiam decidir que combinação de fatores geraria o menor custo para a produção, ou quais rendimentos e investimentos tenderiam a aumentar o bem-estar do consumidor. A economia estaria literalmente navegando sem um leme.

Para perceber por que isso ocorre dessa maneira, devemos compreender que, sob o capitalismo de livre mercado, os incentivos dos preços e dos lucros guiam recursos para usos que os consumidores preferem em relação a outros usos alternativos. Mas, no socialismo, em que os fatores cruciais de produção (tais como capital e terra) são de propriedade do Estado, não há possibilidade de se estabelecer preços e não há incentivos de lucros e prejuízos para garantir que recursos escassos serão usados eficientemente e não serão desperdiçados. E esse chamado problema do cálculo econômico não se torna mais fácil simplesmente argumentando-se que o governo seria “democrático” ou que o intuito é de ajudar os pobres. (Recomendação do tradutor: leia O cálculo econômico sob o socialismo, de Ludwig von Mises.)

Segundo: o socialismo (ou quase socialismo), na prática, foi um desastre onde quer que tenha sido seriamente tentado. A maioria dos experimentos socialistas (vide Cuba, que vem de 1960 até os dias atuais) desembocou no confisco de rendas, em desperdício de capitais, na destruição de incentivos, e por fim no empobrecimento do grosso da população. E não se pode crer por um minuto que teria sido uma falta de democracia a condenar o socialismo ou o chamado experimento cubano. De forma alguma. Foi a rejeição da propriedade privada, do sistema de preços de livre mercado e de qualquer competição aberta entre empresas que fez do socialismo algo impraticável.

Sanders NÃO é um “socialista democrático” (o porquê de ele insistir nessa definição é algo perturbador); ele é, em vez disso, um “social-democrata”. Sociais-democratas, ou progressistas, aceitam (a contragosto) as instituições básicas do capitalismo (o sistema de preços, o mercado de ações, etc.), mas querem numerosos programas sociais para os desempregados e para os pobres, assim como querem aumentar as regulações para grandes empresas e bancos. Tudo bem, mas perceba que não há nada de terrivelmente radical a respeito de nenhuma dessas ideias. Elas têm sido levantadas por décadas. Hillary e Bernie podem discutir o quão ruidosamente quiserem sobre a reforma no plano público de saúde, mas esse ainda é um debate dentro da corrente principal progressista do Partido Democrata.

A visão de Sanders de que os ricos devem pagar “pela porção que lhes é justamente devida” pode inspirar uma agenda mais radical se nós apenas pudéssemos compreender o que Bernie quer dizer com isso. (Suspeito de que apenas significa mais impostos.) De acordo com os dados da Receita Federal de 2013, indivíduos de AGI (Renda Bruta Ajustada em tradução livre, dado com que a Receita americana trabalha) igual ou maior que $250.000 fizeram 2,4% de todas as declarações fiscais, e ainda assim pagaram 48,9% de todos os impostos; a média de taxação sobre eles foi de 25,6%. Em contraste, pessoas com renda igual ou menor que $50.000 fizeram 6,2% de todas as declarações fiscais e a média de taxação sobre eles foi de 4,2%. Como a média de taxação federal sobre os “ricos” já é seis vezes maior que a taxação sobre os (relativamente) pobres, pode-se perguntar o que Bernie Sanders entende por justiça.

Os principais presidenciáveis do Partido Democrata abraçaram calorosamente o progressismo. Devemos ficar chocados? Provavelmente não. Afinal, isso é mais chocante do que a adesão substancial dos filiados republicanos ao bombástico Donald Trump? Permanece o fato de que podemos precisar de debates inteligentes e da eleição geral em novembro para desvanecer toda essa bobagem.

Dominick Armentano é professor emérito de economia na Universidade de Hartford.

Tradução: Ramiro Freire

Texto e imagem adaptados das páginas de Ron Paul​: http://on.fb.me/212EmKa; http://bit.ly/1nPgFqD


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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #62 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 15:38:38 »
Professor universitário repudia o socialismo após viajar o mundo: ‘O Socialismo não funciona’


 hsilver  Política & Economia  11 comentários
Por Kate Hardiman:

Ao menos um professor nos EUA não apoia Bernie Sanders.


Jack Stauder: “O Socialismo não funciona”

O professor Jack Stauder, da Universidade de Massachusetts em Dartmouth, diz que sua desilusão política e ideológica acerca do Socialismo e do Marxismo ocorreu quando ele realmente testemunhou tais sistemas em prática.

Depois de viajar por mais de 110 países em busca por diversas fontes de pesquisa, através de antropologia cultural, Stauder descreveu sua “desconversão marxista” como um processo de desilusão.

“Aos poucos me tornei desencantado com o Marxismo visitando muitos dos países que tentaram moldar suas sociedades de acordo com suas doutrinas. Fiquei desiludido com as realidades que presenciei em… países socialistas – URSS, Europa Oriental, China, Cuba, etc.”, disse Stauder ao College Fix por email.

“Reconheci que o Socialismo não funciona e que sua imposição ‘revolucionária’ leva, inevitavelmente, à crueldade, à injustiça e à perda de liberdade”, completa o professor.

“Pude ver o mesmo padrão em muitas revoluções falidas da esquerda na América Latina e em outros lugares. Ao combinar viagens reais com o estudo histórico do Socialismo e da revolução, consegui me libertar das noções utópicas que fatalmente atraem as pessoas para os ideias de esquerda.”

Voltar ao Ocidente, às suas atividades agrícolas e às fazendas no Colorado e no Novo México, também ajudou a consolidar a rejeição de Stauder aos ideais esquerdistas, ele afirmou.

“Retornar às minhas raízes também contribuiu para meu afastamento da ideologia de esquerda que há na atmosfera intelectual da vida universitária”, diz Stauder. “Ao passar meus verões no sudoeste ao lado de trabalhadores rurais, agricultores e fazendeiros, desenvolvi perspectivas sobre o mundo real muito diferentes daquelas predominantes no mundo acadêmico.”

Instituições acadêmicas são terreno fértil para ideais esquerdistas, segundo Stauder,  “acadêmicos, de modo geral, são intelectuais e assim são suscetíveis a ideologias”.

“As pessoas parecem sentir necessidade de acreditar em algo, e quando intelectuais deixam de lado a religião tradicional, como a maioria faz, tendem a procurar substitutos”, ele diz.

Movimentos políticos universitários contrários a Guerra do Vietnã nos anos 1960 e 1970 inspiraram o interesse inicial de Stauder nos ideais políticos de esquerda. Por muitos anos, ele se identificou como um marxista e um radical.

Estes protestos foram comuns e influentes nos locais onde ele estudou e trabalhou, especialmente em Harvard College. Lá, Stauder iniciou sua carreira acadêmica estudando História Americana e Literatura, e, finalmente, passou a estudar Antropologia Cultural após trabalhar com uma comunidade Maia em Chiapas, no México. Esta experiência o inspirou a se tornar PhD em Antropologia pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

A pesquisa mais recente de Stauder liga Antropologia e Ecologia, e ele há pouco publicou “The Blue and the Green: A Cultural Ecological History of an Arizona Ranching Community.”

Quando questionado a respeito da tendência atual do meio acadêmico, Stauder apontou para uma enorme quantidade de pesquisas que confirmam o viés de esquerda nas universidades.

“O mundo acadêmico desenvolveu sua própria cultura, a ramificação de uma cultura de elite mais ampla da ‘nova classe alta’ (leia Charles Murray, em “Coming Apart”). Como em todas culturas, existem pressões para que as pessoas se conformem com seus pensamentos e ações, e aqueles que não os aceitam tendem a ser marginalizados ou suprimidos”, disse Stauder.

Ainda que seja um desafio, Stauder encoraja professores a simplesmente “serem pessoas. Busquem a verdade e permaneçam com ela.”

Fonte:

Hardiman, Kate. “Professor rejects Marxism after traveling the globe: ‘Socialism doesn’t work’”. The College Fix. 16 de junho de 2016.

Tradução: Patrícia Maragoni


https://tradutoresdedireita.org/professor-universitario-repudia-o-socialismo-apos-viajar-o-mundo-o-socialismo-nao-funciona/


« Última modificação: 15 de Fevereiro de 2019, 15:41:25 por JJ »

Offline Fenrir

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #63 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 17:42:54 »
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...“As pessoas parecem sentir necessidade de acreditar em algo, e quando intelectuais deixam de lado a religião tradicional, como a maioria faz, tendem a procurar substitutos”, ele diz...

A linha que separa ideologia de religião é bem fina.
E o comportamento dos crentes de uma é bem parecido com o dos crentes de outra.
Uma das poucas coisas que orgulho em mim mesmo é não seguir nenhuma.

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If I had a motto , it would probably be Herd thither, me hither."
Erik Naggum (RIP), programador Lisp famoso no meio por seus rants e suas flamewars
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Offline Peter Joseph

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #64 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 18:01:56 »
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...“As pessoas parecem sentir necessidade de acreditar em algo, e quando intelectuais deixam de lado a religião tradicional, como a maioria faz, tendem a procurar substitutos”, ele diz...

A linha que separa ideologia de religião é bem fina.
E o comportamento dos crentes de uma é bem parecido com o dos crentes de outra.
Uma das poucas coisas que orgulho em mim mesmo é não seguir nenhuma.

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If I had a motto , it would probably be Herd thither, me hither."
Erik Naggum (RIP), programador Lisp famoso no meio por seus rants e suas flamewars

É claro que todo mundo tem que acreditar em algo maior do que o aqui e agora. Se não a vida fica muito vazia para a maioria suportar isto aqui. Isto torna a pessoa até mais resistente para viver. Só sugiro que a crença seja maximamente baseada na razão e na ciência. Se eu tiver que ser chamado de crente, que seja na Ciência ou Método Científico e na Técnica humana.

A ausência completa de fé em algo, mesmo que este algo seja racional como a Ciência e a Lógica, torna a pessoa num niilista simplista e muitas vezes cínico.
« Última modificação: 15 de Fevereiro de 2019, 18:06:40 por Peter Joseph »
"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente." - Krishnamurti

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Offline Marcel

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #65 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 18:10:17 »
Sabem o que eu queria de verdade? Mas de verdade mesmo? Que essa geração de millenials assumisse em massa o congresso americano com as idéias progressistas deles, inclusive sobre desarmamento nuclear. Ia ser engraçando ver os EUA sendo invadidos e dominados por Rússia e/ou China.

Hummmm... então quer dizer que estes novos "socialistas" pretendem acabar com todo o poder de dissuasão nuclear dos EUA e se tornar totalmente desprotegidos em relação às demais potências mundiais?  :hein: Conte-me mais  :hihi:

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Offline Marcel

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #66 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 18:14:19 »



Só sendo um americano do sul   muito  politicamente  inocente  para  ficar torcendo por chineses.    ::)





Não torço por chineses. Só torço pra ver uma nação grandiosa e que ja dura alguns séculos ser destruída pela própria burrice.

Offline Marcel

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #67 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 18:25:38 »
Sabem o que eu queria de verdade? Mas de verdade mesmo? Que essa geração de millenials assumisse em massa o congresso americano com as idéias progressistas deles, inclusive sobre desarmamento nuclear. Ia ser engraçando ver os EUA sendo invadidos e dominados por Rússia e/ou China.

Hummmm... então quer dizer que estes novos "socialistas" pretendem acabar com todo o poder de dissuasão nuclear dos EUA e se tornar totalmente desprotegidos em relação às demais potências mundiais?  :hein: Conte-me mais  :hihi:

https://law.ucla.edu/news-and-events/3927/2017/10/30/restricting-first-use-of-nuclear-weapons-act-of-2017/

Offline Fenrir

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #68 Online: 15 de Fevereiro de 2019, 18:47:22 »
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...“As pessoas parecem sentir necessidade de acreditar em algo, e quando intelectuais deixam de lado a religião tradicional, como a maioria faz, tendem a procurar substitutos”, ele diz...

A linha que separa ideologia de religião é bem fina.
E o comportamento dos crentes de uma é bem parecido com o dos crentes de outra.
Uma das poucas coisas que orgulho em mim mesmo é não seguir nenhuma.

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If I had a motto , it would probably be Herd thither, me hither."
Erik Naggum (RIP), programador Lisp famoso no meio por seus rants e suas flamewars

É claro que todo mundo tem que acreditar em algo maior do que o aqui e agora. Se não a vida fica muito vazia para a maioria suportar isto aqui. Isto torna a pessoa até mais resistente para viver. Só sugiro que a crença seja maximamente baseada na razão e na ciência. Se eu tiver que ser chamado de crente, que seja na Ciência ou Método Científico e na Técnica humana.

A ausência completa de fé em algo, mesmo que este algo seja racional como a Ciência e a Lógica, torna a pessoa num niilista simplista e muitas vezes cínico.

Não me parece que coisas como ciência e lógica sejam objetos de fé.
Eis um pequeno exemplo:
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Thomas Aquinas believed "that for the knowledge of any truth whatsoever man needs divine help, that the intellect may be moved by God to its act."[82] However, he believed that human beings have the natural capacity to know many things without special divine revelation, even though such revelation occurs from time to time, "especially in regard to such (truths) as pertain to faith.
, da Wikipédia inglesa

Não há nada mais estranho a ciência e a lógica que a fé. Outra coisa de que me orgulho não ter.
« Última modificação: 15 de Fevereiro de 2019, 18:50:47 por Fenrir »
"Heaven and Earth are not benevolent; They treat the myriad of creatures as straw dogs"
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"No testimony is sufficient to establish a miracle, unless the testimony be of such a kind, that its falsehood would be more miraculous, than the fact, which it endeavors to establish"
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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #69 Online: 16 de Fevereiro de 2019, 05:33:30 »
Peguei do tópico Governo Bolsonaro página 115, para não criar um desvio lá, pois  este tópico aqui é bem adequado para o assunto da resposta:





Um outro exemplo mais radical a ser estudado (que me agrada mais), é a Carta do Mundo Livre:

https://freeworldcharter.org/pt-BR




Citação de: freeworldcharter.org

Neste ano, 2019, as nossas liberdades pessoais, o ambiente e a biodiversidade tornaram-se criticamente ameaçadas pela nossa má gestão dos recursos globais.

Este documento carta propõe dez princípios fundamentais nos quais é possível fundar toda uma nova sociedade mundial baseada na justiça, senso comum e sobrevivência. Quando seguidos, estes princípios irão concretizar a igualdade humana, minimizar o sofrimento e a injustiça, criar uma sociedade cooperativa que promove o progresso e a tecnologia, e garantir um mundo saudável, diverso e sustentável para todas as espécies.

Se concorda com esta visão, por favor registre o seu apoio tornando-se assinante e compartilhando este website e os seus ideais com os seus amigos. Só com o apoio popular poderemos efetuar o tipo de mudanças necessárias para sustentar a vida na Terra a longo prazo.


Princípios


1. A maior preocupação da humanidade é o bem comum conjunto de todos os seres vivos e biosfera.

Explicar

Os seres humanos, animais e plantas são todos partes inseparáveis da natureza. Nós estamos NA natureza - não fora nem acima dela. Todas as nossas espécies estão ligadas entre si e ao planeta, e dependem indiretamente umas das outras para sobreviver.

O impacto físico da humanidade no Mundo é agora tão grande que devemos proceder com sabedoria e responsabilidade. Devemos agora ter em conta as necessidades de todas as espécies e do meio ambiente, assim como as nossas, em todas as decisões.


2. A vida é preciosa em todas as suas formas, e livre de se desenvolver no bem comum conjunto.

Explicar
A vida é um fenômeno incrível, e, até agora, o nosso planeta é o único lugar em que a encontramos. Isto torna-a algo muito raro e belo que deve ser estimado e respeitado.

Contudo, a vida é também alimento, e todas as espécies do nosso mundo formam uma complexa cadeia alimentar. De forma a manter esta cadeia alimentar - e assim a nossa biodiversidade e sobrevivência - devemos respeitar o bem comum conjunto de todas as espécies quando interagimos com alguma.

3. Os recursos naturais da Terra são, à nascença, um direito de todos os seus habitantes, e livres para partilhar no bem comum conjunto.

Explicar

Todas os seres vivos deste planeta têm automaticamente direito a partilhar de todos os recursos naturais da Terra, e a usá-los para viver uma vida saudável e plena sem obrigações ou subordinações para com qualquer outro ser vivo.

A humanidade, devido ao tamanho da população e ao estilo de vida complexo, tem o dever em particular de não encarecer estes recursos naturais, ou de usar mais do que o razoavelmente necessário para manter uma vida feliz e plena dentro do bem comum conjunto.


4. Todo o ser humano é uma parte igual de uma comunidade mundial de humanos, e um cidadão livre da Terra.

Explicar
As divisões sociais, ideológicas e fronteiriças entre povos são barreiras criadas pelo Homem que não têm qualquer base física ou natural. Tais divisões artificiais só podem ser contra-producentes para o bem estar comum e para a sobrevivência da sociedade como um todo.

As nossas semelhanças comuns são, contudo, tanto físicas quanto naturais. De uma forma geral, todos queremos e precisamos das mesmas coisas. Com cooperação universal e igualdade de acesso, todos podemos aplicar as nossas competências mais eficientemente para atingir estes objetivos comuns.

5. A nossa comunidade é fundada no espírito de cooperação e no entendimento da Natureza, proporcionados pela educação básica.

Explicar
Qualquer criança que receba uma educação útil e relevante sobre os mecanismos da Natureza, do Mundo e da vida em comunidade, irá eventualmente proporcionar o melhor serviço a esse Mundo e a essa comunidade. A educação tradicional orientada para uma carreira profissional é agora uma força claramente destrutiva.

Em última análise, a educação substituirá os regulamentos, que não são mais que um sistema rudimentar de manter a ordem. Por exemplo, uma criança que realmente compreenda porque é que determinada ação não é possível está infinitamente mais bem equipada para a vida do que uma criança que apenas conhece o medo do castigo por essa ação.


6. A nossa comunidade proporciona a todos os seus membros as necessidades para uma vida saudável, plena e sustentável, livremente e sem obrigações.

Explicar
A todas as pessoas deve ser garantido o mais alto padrão de vida tecnicamente possível sem o uso de dinheiro, comércio ou endividamento. Já não existe qualquer razão lógica para isto não acontecer. Praticamente todo o sofrimento humano é causado pelo nosso sistema obsoleto de comércio.

Todas as formas de endividamento e subordinação são não só um entrave ao progresso, como são agora completamente desnecessários. Isto deve-se ao nosso controle da tecnologia e à facilidade com que podemos produzir e manufaturar bens para uso próprio.



7. A nossa comunidade respeita os limites da Natureza e dos seus recursos, assegurando o consumo e desperdício mínimos.
Explicar
Os nossos recursos são limitados ou pela quantidade absoluta ou pelo tempo que demoram a gerar e repor. Em qualquer dos casos, devemos usar os nossos recursos sabiamente de forma a preservar o seu fornecimento e o ambiente.

Para além disso, devemos minimizar a acumulação de bens raramente usados e a quantidade de lixo não reciclável. Estes têm consequências diretas no nosso meio ambiente. Quanto mais conservarmos o nosso Mundo, maiores são as nossas hipóteses de sobrevivência no futuro.


8. A nossa comunidade encontra soluções e promove o progresso principalmente através da aplicação da lógica e do melhor conhecimento disponível.

Explicar
Numa nova sociedade sem entraves financeiros e restrições, os maiores desafios que a humanidade enfrentará serão técnicos. Ex: Como providenciar comida, água, abrigo, energia, materiais em quantidade suficiente, e como assegurar um padrão de vida alto e sustentável para todos?

Contrariamente às políticas e especulação tradicionais, o método científico é um sistema robusto e comprovado de resolver estes problemas técnicos recorrendo apenas aos fatos disponíveis e a lógica básica. Tem também uma referência comum em todas as culturas e idiomas.


9. A nossa comunidade reconhece o seu dever de proteção e compaixão para com membros impossibilitados de contribuir.

Explicar
Pessoas que, por qualquer razão, são incapazes de olhar por si próprias ou contribuir para a sociedade, devem ser tratadas com amabilidade, compaixão e carinho pelo resto da comunidade sem obrigação.

Para além disso, como futuros contribuidores da comunidade, é vital que comuniquemos tanto conhecimento útil quanto possível às nossas crianças, de uma forma que estimule a sua criatividade, crescimento e intelecto em direcção ao progresso futuro.

10. A nossa comunidade reconhece a sua responsabilidade em manter uma biosfera diversa e sustentável de que toda a vida futura possa disfrutar

Explicar
Devemos recordar que partilhamos o nosso planeta não só com outras pessoas, animais e plantas, mas também com as sementes de pessoas, animais e plantas futuros, que caminharão e crescerão aqui um dia.

Estes seres, que não têm voz nem influência hoje, têm igualmente direito à vida como nós temos. É do interesse de todas as nossas espécies deixarmos o mundo para as futuras gerações tal como o encontramos, ou melhor ainda.



Basicamente isso aí é um tipo de manifesto  coletivista  socialista  ecológico,  ou ecossocialista, ou ecocomunista.

Quem quiser reunir pessoas, que tem os valores em comum listados no texto, e construir uma sociedade alternativa ecossocialista ou ecocomunista,  que esteja a vontade, deve ter a liberdade de fazê-lo,  entretanto não deve de modo algum ter o poder de impor tais valores sobre outras pessoas que os tem como negativos. 

Eu, e certamente muitas outras pessoas que valorizam primordialmente a liberdade individual ao invés  de algum tipo de comunitarismo coletivismo/comunismo,  considero negativos vários valores aí expostos,  pois eles são primordialmente coletivistas,  isto aí é apenas mais um tipo de manifesto coletivista/comunista semelhante a outros que já houveram.




« Última modificação: 16 de Fevereiro de 2019, 05:56:16 por JJ »

Offline JJ

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #70 Online: 16 de Fevereiro de 2019, 05:43:25 »

Então temos que ir além da Constituição. Olha, estou defendendo uma Constituinte! Já voltei a ser Comunista Malvadão  :'( (igual o Hugo Chavez)   :histeria:

Você defende uma Constituição Federal enxuta (bem poucos artigos)  e realmente liberal econômica, que  seja 100%  pró livre mercado ?

Sim, deve ser maximamente enxuta. A burocracia deves ser minimizada da forma mais eficiente disponível. Um exemplo (não cópia), seria A Agenda 21 da ONU:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Agenda_21

E qual seria o maior foco de burocracia Estatal? Justamente a propriedade dos meios produtivos! Se a propriedade for maximamente reduzida, o que chamamo de Estado de Direito, seria extremamente reduzido, pois ele diz respeito basicamente a propriedade e sua manutenção e regulação. O sistema judicial é foco de burocracia estatal.


Calma aí,  você quer uma Constituição Federal que  tire ou restrinja  ao máximo a liberdade de se ter a propriedade (individual) dos meios produtivos ?

Então, está claríssimo o viés  anti livre mercado e anti liberdade de produção e comércio.  E por consequência anti liberdade individual.

Então, está claríssimo que isso é apenas mais uma proposta do velho e fracassado coletivismo/socialismo.

« Última modificação: 16 de Fevereiro de 2019, 06:38:52 por JJ »

Offline JJ

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« Resposta #71 Online: 16 de Fevereiro de 2019, 05:47:03 »



Eu não tenho nada contra se um grupo de pessoas quiser se reunir e criar  uma sociedade  ecossocialista  alternativa  (você que gosta pode tentar fazer), mas que não venha tentar  impor  tais valores coletivistas  socialistas  (fracassados)  sobre as outras pessoas que os consideram negativos e apenas mais um caminho para o fracasso (caso se tente impor isso à força  ao restante da população).




 :ok:





« Última modificação: 16 de Fevereiro de 2019, 05:52:17 por JJ »

Offline JJ

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #72 Online: 16 de Fevereiro de 2019, 06:33:56 »


Poderia  então definir de forma bastante clara e precisa o que   seria   esse   "socialismo democrático"  ?

Bem, não sou nenhum especialista nisto  :biglol:

Mas, pelo que estou conseguindo captar, percebo que se trata mais de um tipo novo de Social Democracia Verde, mas bem mais à esquerda do espectro político.

Não se trata de socialismo de fato na minha visão atual. Pra mim, um socialismo mais próximo do "Real" seria algo como o Comunismo de Luxo Totalmente Automatizado (que ironicamente também não é "Comunismo", estando mais pra "Socialismo Real"  :biglol: )



Se este tipo de organização  tiver  algum tipo de  uso de força  para impedir indivíduos de  terem propriedades privadas de meios de produção ou  colocar tantos obstáculos  legais  ( e obviamente aja uma força que imponha a punição no caso de haver descumprimento destes obstáculos legais)  que na prática desestimulem a livre iniciativa de produção e comércio, então,  estaremos tendo, sim,  apenas mais uma variante de regime coletivista/ socialista.



« Última modificação: 16 de Fevereiro de 2019, 06:40:39 por JJ »

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #73 Online: 16 de Fevereiro de 2019, 08:52:39 »
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...“As pessoas parecem sentir necessidade de acreditar em algo, e quando intelectuais deixam de lado a religião tradicional, como a maioria faz, tendem a procurar substitutos”, ele diz...

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É claro que todo mundo tem que acreditar em algo maior do que o aqui e agora. Se não a vida fica muito vazia para a maioria suportar isto aqui. Isto torna a pessoa até mais resistente para viver. Só sugiro que a crença seja maximamente baseada na razão e na ciência. Se eu tiver que ser chamado de crente, que seja na Ciência ou Método Científico e na Técnica humana.

A ausência completa de fé em algo, mesmo que este algo seja racional como a Ciência e a Lógica, torna a pessoa num niilista simplista e muitas vezes cínico.

Não me parece que coisas como ciência e lógica sejam objetos de fé.
Eis um pequeno exemplo:
Citar
Thomas Aquinas believed "that for the knowledge of any truth whatsoever man needs divine help, that the intellect may be moved by God to its act."[82] However, he believed that human beings have the natural capacity to know many things without special divine revelation, even though such revelation occurs from time to time, "especially in regard to such (truths) as pertain to faith.
, da Wikipédia inglesa

Não há nada mais estranho a ciência e a lógica que a fé. Outra coisa de que me orgulho não ter.

Como já disse, só mais um niilista simplista, aos moldes pós modernos.
"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente." - Krishnamurti

"O progresso é a concretização de Utopias." – Oscar Wilde
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Offline Peter Joseph

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Re:EUA: surge um novo Socialismo Democrático
« Resposta #74 Online: 16 de Fevereiro de 2019, 08:55:02 »
Peguei do tópico Governo Bolsonaro página 115, para não criar um desvio lá, pois  este tópico aqui é bem adequado para o assunto da resposta:





Um outro exemplo mais radical a ser estudado (que me agrada mais), é a Carta do Mundo Livre:

https://freeworldcharter.org/pt-BR




Citação de: freeworldcharter.org

Neste ano, 2019, as nossas liberdades pessoais, o ambiente e a biodiversidade tornaram-se criticamente ameaçadas pela nossa má gestão dos recursos globais.

Este documento carta propõe dez princípios fundamentais nos quais é possível fundar toda uma nova sociedade mundial baseada na justiça, senso comum e sobrevivência. Quando seguidos, estes princípios irão concretizar a igualdade humana, minimizar o sofrimento e a injustiça, criar uma sociedade cooperativa que promove o progresso e a tecnologia, e garantir um mundo saudável, diverso e sustentável para todas as espécies.

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Princípios


1. A maior preocupação da humanidade é o bem comum conjunto de todos os seres vivos e biosfera.

Explicar

Os seres humanos, animais e plantas são todos partes inseparáveis da natureza. Nós estamos NA natureza - não fora nem acima dela. Todas as nossas espécies estão ligadas entre si e ao planeta, e dependem indiretamente umas das outras para sobreviver.

O impacto físico da humanidade no Mundo é agora tão grande que devemos proceder com sabedoria e responsabilidade. Devemos agora ter em conta as necessidades de todas as espécies e do meio ambiente, assim como as nossas, em todas as decisões.


2. A vida é preciosa em todas as suas formas, e livre de se desenvolver no bem comum conjunto.

Explicar
A vida é um fenômeno incrível, e, até agora, o nosso planeta é o único lugar em que a encontramos. Isto torna-a algo muito raro e belo que deve ser estimado e respeitado.

Contudo, a vida é também alimento, e todas as espécies do nosso mundo formam uma complexa cadeia alimentar. De forma a manter esta cadeia alimentar - e assim a nossa biodiversidade e sobrevivência - devemos respeitar o bem comum conjunto de todas as espécies quando interagimos com alguma.

3. Os recursos naturais da Terra são, à nascença, um direito de todos os seus habitantes, e livres para partilhar no bem comum conjunto.

Explicar

Todas os seres vivos deste planeta têm automaticamente direito a partilhar de todos os recursos naturais da Terra, e a usá-los para viver uma vida saudável e plena sem obrigações ou subordinações para com qualquer outro ser vivo.

A humanidade, devido ao tamanho da população e ao estilo de vida complexo, tem o dever em particular de não encarecer estes recursos naturais, ou de usar mais do que o razoavelmente necessário para manter uma vida feliz e plena dentro do bem comum conjunto.


4. Todo o ser humano é uma parte igual de uma comunidade mundial de humanos, e um cidadão livre da Terra.

Explicar
As divisões sociais, ideológicas e fronteiriças entre povos são barreiras criadas pelo Homem que não têm qualquer base física ou natural. Tais divisões artificiais só podem ser contra-producentes para o bem estar comum e para a sobrevivência da sociedade como um todo.

As nossas semelhanças comuns são, contudo, tanto físicas quanto naturais. De uma forma geral, todos queremos e precisamos das mesmas coisas. Com cooperação universal e igualdade de acesso, todos podemos aplicar as nossas competências mais eficientemente para atingir estes objetivos comuns.

5. A nossa comunidade é fundada no espírito de cooperação e no entendimento da Natureza, proporcionados pela educação básica.

Explicar
Qualquer criança que receba uma educação útil e relevante sobre os mecanismos da Natureza, do Mundo e da vida em comunidade, irá eventualmente proporcionar o melhor serviço a esse Mundo e a essa comunidade. A educação tradicional orientada para uma carreira profissional é agora uma força claramente destrutiva.

Em última análise, a educação substituirá os regulamentos, que não são mais que um sistema rudimentar de manter a ordem. Por exemplo, uma criança que realmente compreenda porque é que determinada ação não é possível está infinitamente mais bem equipada para a vida do que uma criança que apenas conhece o medo do castigo por essa ação.


6. A nossa comunidade proporciona a todos os seus membros as necessidades para uma vida saudável, plena e sustentável, livremente e sem obrigações.

Explicar
A todas as pessoas deve ser garantido o mais alto padrão de vida tecnicamente possível sem o uso de dinheiro, comércio ou endividamento. Já não existe qualquer razão lógica para isto não acontecer. Praticamente todo o sofrimento humano é causado pelo nosso sistema obsoleto de comércio.

Todas as formas de endividamento e subordinação são não só um entrave ao progresso, como são agora completamente desnecessários. Isto deve-se ao nosso controle da tecnologia e à facilidade com que podemos produzir e manufaturar bens para uso próprio.



7. A nossa comunidade respeita os limites da Natureza e dos seus recursos, assegurando o consumo e desperdício mínimos.
Explicar
Os nossos recursos são limitados ou pela quantidade absoluta ou pelo tempo que demoram a gerar e repor. Em qualquer dos casos, devemos usar os nossos recursos sabiamente de forma a preservar o seu fornecimento e o ambiente.

Para além disso, devemos minimizar a acumulação de bens raramente usados e a quantidade de lixo não reciclável. Estes têm consequências diretas no nosso meio ambiente. Quanto mais conservarmos o nosso Mundo, maiores são as nossas hipóteses de sobrevivência no futuro.


8. A nossa comunidade encontra soluções e promove o progresso principalmente através da aplicação da lógica e do melhor conhecimento disponível.

Explicar
Numa nova sociedade sem entraves financeiros e restrições, os maiores desafios que a humanidade enfrentará serão técnicos. Ex: Como providenciar comida, água, abrigo, energia, materiais em quantidade suficiente, e como assegurar um padrão de vida alto e sustentável para todos?

Contrariamente às políticas e especulação tradicionais, o método científico é um sistema robusto e comprovado de resolver estes problemas técnicos recorrendo apenas aos fatos disponíveis e a lógica básica. Tem também uma referência comum em todas as culturas e idiomas.


9. A nossa comunidade reconhece o seu dever de proteção e compaixão para com membros impossibilitados de contribuir.

Explicar
Pessoas que, por qualquer razão, são incapazes de olhar por si próprias ou contribuir para a sociedade, devem ser tratadas com amabilidade, compaixão e carinho pelo resto da comunidade sem obrigação.

Para além disso, como futuros contribuidores da comunidade, é vital que comuniquemos tanto conhecimento útil quanto possível às nossas crianças, de uma forma que estimule a sua criatividade, crescimento e intelecto em direcção ao progresso futuro.

10. A nossa comunidade reconhece a sua responsabilidade em manter uma biosfera diversa e sustentável de que toda a vida futura possa disfrutar

Explicar
Devemos recordar que partilhamos o nosso planeta não só com outras pessoas, animais e plantas, mas também com as sementes de pessoas, animais e plantas futuros, que caminharão e crescerão aqui um dia.

Estes seres, que não têm voz nem influência hoje, têm igualmente direito à vida como nós temos. É do interesse de todas as nossas espécies deixarmos o mundo para as futuras gerações tal como o encontramos, ou melhor ainda.



Basicamente isso aí é um tipo de manifesto  coletivista  socialista  ecológico,  ou ecossocialista, ou ecocomunista.

Quem quiser reunir pessoas, que tem os valores em comum listados no texto, e construir uma sociedade alternativa ecossocialista ou ecocomunista,  que esteja a vontade, deve ter a liberdade de fazê-lo,  entretanto não deve de modo algum ter o poder de impor tais valores sobre outras pessoas que os tem como negativos. 

Eu, e certamente muitas outras pessoas que valorizam primordialmente a liberdade individual ao invés  de algum tipo de comunitarismo coletivismo/comunismo,  considero negativos vários valores aí expostos,  pois eles são primordialmente coletivistas,  isto aí é apenas mais um tipo de manifesto coletivista/comunista semelhante a outros que já houveram.

Quanta bobagem   :biglol:

Não me lembro do free world charter ser socialista pra começo. E qual parte de exemplo e não cópia vc não entendeu?
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