Autor Tópico: Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade  (Lida 354 vezes)

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #25 Online: 25 de Abril de 2019, 22:15:13 »
Por que desigualdade econômica é um problema, ou mesmo, algo negativo?
Por que produz doenças físicas e mentais.

É mesmo?

Mostre como, por favor.

É mais importante observar que é um fato, mesmo que não se saiba exatamente "como", e de poder haver um bocado de 'confusão" com pobreza em boa parte do tempo.

Imagino que "como" se divida fundamentalmente em efeitos "nocebo" (reais) do aspecto psicológico de privação relativa (estresse afetando aos mais ricos também), aliado a algo mais diretamente econômico, maior desigualdade deve ser correlato aos mais pobres terem reduzido acesso à saúde, já que a desigualdade também é correlata a pobreza e subdesenvolvimento.

Ao mesmo tempo talvez haja algo como um efeito meio "inflacionário" da desigualdade, com os mercados que afetam a saúde (de saúde em si, habitação, alimentação, infra-estrutura/estado) tentando competir mais em atender àqueles com maior poder aquisitivo, e assim encarecendo seus produtos e serviços, talvez mais do que aconteceria com menor desigualdade.



Citar
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK43780/

[...] A growing body of research also reveals that even though overall mortality rates have been declining, socioeconomic differentials in mortality have been widening in recent decades. Comparing data from the 1960s to those for the late 1970s and 1980s, U.S. studies reveal that income and educational differentials have widened over time (Duleep, 1989; Pappas et al., 1993; Feldman et al., 1989). Similarly, widening socioeconomic differentials in mortality have been observed in England, Wales, France, Finland, Norway, and the Netherlands (Department of Health and Social Security, 1980; Kunst and Mackenbach, 1994; Mackenbach et al., 1989). Widening health disparities appear to be primarily driven by larger improvements in the health of high-SES groups compared to their lower-SES counterparts. For some health conditions, however, there has been no change in health or worsening health status over time for economically disadvantaged populations (Williams and Collins, 1995). Although differences between SES groups in access, utilization, and the quality of medical care probably play some role in the widening health inequality (Makenbach et al., 1989), increases in income and wealth inequality in both the United States and Western Europe (Danziger and Gottschalk, 1993) appear to be the driving force behind the widening health disparities (Williams and Collins, 1995).

A high degree of inequality in a given location (e.g., country, state, county, district, city) may itself be a health hazard. The countries with the smallest spread of incomes and the smallest proportion of the population in relative poverty have the longest life expectancies (Wilkinson, 1994). Evidence from multiple sources suggests that the greater the concentration of income at the upper end of the income distribution, the higher the mortality and morbidity rates (Wilkinson, 1994; Kaplan et al., 1996; Lynch et al., 1998). Socioeconomic inequality also affects health in more complicated ways. It is widely recognized that at the aggregate level average health is negatively correlated to the degree of income inequality. However, if health status depends not on absolute income but on income relative to that of some reference group, then the relationship between income and health is determined by the relative size of within-group and between-group inequality (Deaton, 1999). When the ratio of between-group to within-group inequality changes, the mix of high- and low-income status in any particular group changes. This change alters the measure of the relationship between health and income. Existing community-level evidence about socioeconomic inequality and its relationship to health implies the need for more detailed inquiries into appropriate measures of inequality.

[...]

Citar
https://www.theguardian.com/commentisfree/2018/jun/10/inequality-stress-anxiety-britons

...

An important part of the explanation involves the psychological effects of inequality. The greater the material differences between us, the more important status and money become. They are increasingly seen as if they were a measure of a person’s inner worth. And, as research shows, the result is that the more unequal the society, the more people feel anxiety about status and how they are seen and judged. These effects are seen across all income groups – from the poorest to the richest tenth of the population.

...

Others react quite differently to the greater ego threat of invidious social comparisons. They react by trying to boost the impression they give to others. Instead of being modest about achievements and abilities, they flaunt them. Rising narcissism is part of the increased concern with impression management. A study of what has been called “self-enhancement” asked people in different countries how they rated themselves relative to others. Rather like the tell-tale finding that 90% of the population think they are better drivers than average, more people in more unequal countries rated themselves above average on a number of different dimensions. They claimed, for example, that they were cleverer and more attractive than most people.

Nor does the damage stop there. Psychological research has shown that a number of mental illnesses and personality disorders are linked to issues of dominance and subordination exacerbated by inequality. Some, like depression, are related to an acceptance of inferiority, others relate to an endless attempt to defend yourself from being looked down on and disrespected. Still others are borne of the assumption of superiority or to an endless struggle for it. Confirming the picture, the international data shows not only that mental illness as a whole is more common in more unequal societies, but specifically that depression, schizophrenia and psychoses are all more common in those societies.

...




Citar
Por que produz ressentimento no povo etc.

Somente nos invejosos.

Não é nem só ressentimento, e nem só algo que afeta invejosos, como listam os artigos que mencionei, e como também exemplificado em minha mensagem anterior e na de Huxley.



Citar
E quanto maior a desigualdade econômica, maior será o grau desses problemas dentro da sociedade.
[...]

Será por isto que a Índia é o país com mais convulsões sociais?  ::)

Só que não...  :)

Eu não sei o quanto a Índia se encaixa com o padrão registrado em outros países, mesmo que houver um grande desvio, isso não anula o que é observado em outros países, tampouco a relação causal especulada. Seria apenas o caso se fosse proposto que é o único ou mais dominante mecanismo.


Offline Peter Joseph

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #26 Online: 26 de Abril de 2019, 09:46:26 »
Por que produz doenças físicas e mentais. Por que produz paralisia no fluxo econômico de informações e produtos. Por que produz ressentimento no povo etc. E quanto maior a desigualdade econômica, maior será o grau desses problemas dentro da sociedade.
"Ressentimento no povo" = inveja

Rotule da forma mais moralista que quiser, mas o fato é que existe este problema e moralismos não vai fazer isto sumir como mágica da sociedade.
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Offline Peter Joseph

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #27 Online: 26 de Abril de 2019, 09:50:44 »
comportamento necessário para o comunismo igualitarianista (esperar produtividade e aperfeiçoamento independentemente de recompensa maior).

Está já evidenciado por vários experimentos, que a produtividade por recompensa econômica maior é bem limitada a trabalhos repetitivos, massantes e braçais (facilmente automatizáveis hoje em dia). Mesmo assim funciona só até um ponto para estas coisas. Quando se trata de trabalho intelectual ou manual pessoalmente gratificante, ganhar mais não faz grande diferença. Einstein, Tesla, Newton, não visavam ganho financeiro quando estavam pensando nas questões do mundo e do universo.

« Última modificação: 26 de Abril de 2019, 10:08:21 por Peter Joseph »
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Offline Peter Joseph

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #28 Online: 26 de Abril de 2019, 10:00:42 »
Por que desigualdade econômica é um problema, ou mesmo, algo negativo?
Por que produz doenças físicas e mentais.

É mesmo?

Mostre como, por favor.



Boa leitura:

http://umanovaformadepensar.com.br/definindo_saude_publica

Volte aqui com os trechos que discordar.

Por que produz paralisia no fluxo econômico de informações e produtos.

Demonstre por favor.

Um simples exercício de lógica matemática demonstra a sua ineficiência estrutural: um indivíduo plenamente desenvolvido e com acesso a recursos gera X para a sociedade (por trabalho, criação e disposição). Um indivíduo subdesenvolvido e privado de recursos retira Y da sociedade (através de violência, destruição e improdutividade). Suponhamos ainda, que exista um coeficiente Z que seja incrementado conforme se aumente o número de indivíduos desenvolvidos (fator cooperação, liberdade de patentes etc.). Em uma sociedade meritocrática, portanto competitiva e desigual, apenas alguns poderão se desenvolver ao máximo de suas capacidades. Teríamos, portanto, X – Y (obviamente a quantidade de X e Y variaria bastante). Já uma sociedade igualitária e cooperativa, além de ter um número X muito maior, ainda teria os efeitos exponenciais do fator de cooperação (produtivo, intelectual e tecnológico), ou seja X * Z. Portanto, é lógico supor que uma maior quantidade de indivíduos desenvolvidos gerará mais produtividade e desenvolvimento tecnológico.

Por que produz ressentimento no povo etc.

Somente nos invejosos.

Os moralistas acham que pregar moralismo e bom caráter resolve um questão estrutural/material  :hihi: Idealistas!

E quanto maior a desigualdade econômica, maior será o grau desses problemas dentro da sociedade.
[...]

Será por isto que a Índia é o país com mais convulsões sociais?  ::)

Só que não...  :)

A Índia exatamente por que? E veja que isto estabelece apenas uma tendência social, não é uma determinante.

Mas a India não é um mar de tranquilidade social não, veja:

« Última modificação: 26 de Abril de 2019, 10:15:54 por Peter Joseph »
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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #29 Online: 26 de Abril de 2019, 10:19:48 »
Citar
Nós sentimos instintivamente que sociedades com enormes diferenças na renda estão de uma forma ou outra erradas. Richard Wilkinson coloca em gráficos os dados da desigualdade econômica e demonstra o que fica pior quando ricos e pobres estão muito distantes um do outro: efeitos reais na saúde, expectativa de vida e até mesmo em valores básicos como a confiança.

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #30 Online: 26 de Abril de 2019, 13:39:39 »

http://umanovaformadepensar.com.br/definindo_saude_publica


Seria preferível embasamento com as fontes acadêmicas primárias  do que citando um site ideológico que (se não me engano foi esse) defende a idéia estapafúrdia de que lâmpadas incandescentes poderiam durar para sempre sem custo algum, que é tudo conspiração dos fabricantes (que talvez tenham trazido as fluorescentes e LED só para acobertar, ou para algum objetivo ainda mais maquiavélico que ainda não sabemos).

Online JJ

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #31 Online: 26 de Abril de 2019, 14:02:22 »

http://umanovaformadepensar.com.br/definindo_saude_publica


Seria preferível embasamento com as fontes acadêmicas primárias  do que citando um site ideológico que (se não me engano foi esse) defende a idéia estapafúrdia de que lâmpadas incandescentes poderiam durar para sempre


Para sempre mesmo ou durante muito tempo, como por ex. 100 anos ?



Offline Buckaroo Banzai

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #32 Online: 26 de Abril de 2019, 14:36:59 »
Independentemente do que for proposto exatamente, ela vai perdendo a eficiência, gastando mais ou a mesma energia por menos luz, sendo pior do que se adotando os parâmetros desenvolvidos pela indústria nesses modelos de lâmpada.


Online JJ

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #33 Online: 26 de Abril de 2019, 15:52:37 »
Tem essa notícia aqui:




Espanhol é ameaçado de morte por inventar lâmpada que dura 100 anos

Benito Muros faz parte de um movimento chamado Sem Obsolescência Programada, que procura desenvolver produtos que não caduquem

10/06/2013 - 19H30 - ATUALIZADA ÀS 10H25 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE


Benito Muros, presidente do movimento Sem Obsolescência Programada (SOP)  (Foto: Reprodução Internet/Youtube)


BENITO MUROS, PRESIDENTE DO MOVIMENTO SEM OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA (SOP) (FOTO: REPRODUÇÃO INTERNET/YOUTUBE)
Uma lâmpada fluorescente dura cerca de 10 mil horas. São mais de 416 dias de uso direto, pouco mais de um ano. Bastante tempo, certo? Imagine, no entanto, se existisse uma lâmpada que durasse 100 anos. Quer dizer, não imagine, não. Essa lâmpada existe (veja vídeo abaixo). Pelo menos é o que diz Benito Muros, espanhol que diz estar sendo ameaçado de morte por causa de sua criação.

Muros é o presidente de um movimento chamando Sem Obsolescência Programada (SOP) e diz que, não só lâmpadas, mas muitos outros objetos de nosso dia a dia poderiam durar muito mais. Na verdade, existe uma teoria - a da Obsolescência Programada - de que muitos fabricantes desenvolvem produtos de curta durabilidade para obrigar os consumidores a adquirir novos produtos de forma acelerada e sem uma necessidade real. Segundo o espanhol, fazem parte dessa lista de itens como baterias de celular, computadores, geladeiras e televisões. “Não há nada para se fazer além de comprar outra”, disse ele em entrevista ao jornal espanhol El Economista.



Segundo ele, algumas peças essenciais para eletrodomésticos, por exemplo, são colocadas propositalmente próximas das partes que mais aquecem no objeto, diminuindo seu tempo de vida. Soma-se a isso, o uso de materiais de menor qualidade.

As lâmpadas e a causa de Muros e da SOP querem desenvolver um novo conceito empresarial, baseado no desenvolvimento de produtos que não caduquem. Quem não lembra daquela máquina de lavar da casa da avó que durou a vida inteira? Ou a geladeira que está na família há anos e nunca deu problema? "Deixaram de fabricar, porque duravam demais. Hoje, por exemplo, temos uma lâmpada que está acesa a 111 anos em um parque de bombeiros de Livermore [California]. Foi então que surgiu a ideia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure toda a vida", disse ele à publicação.

Além de terem mais tempo de vida, as lâmpadas, desenvolvidas com a Oep Electrics, gasta 70% menos energia que as fluorescentes. Além disso, não queima ao ser acesa e apagada várias vezes seguidas. A OEP garante dez mil comutações diárias.

No entanto, Muros diz que a descoberta também gerou ameaças. O espanhol chegou a apresentar um recado à polícia que dizia: "senhor Muros, você não pode colocar seus sistemas de iluminação no mercado. Você e sua família serão aniquilados”, diz. Apesar disso, ele conta que não se sentiu ameaçado e que irá continuar defendendo a SOP.

https://epocanegocios.globo.com/Informacao/Dilemas/noticia/2013/06/espanhol-e-ameacado-de-morte-por-inventar-lampada-que-nunca-queima.html





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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #34 Online: 26 de Abril de 2019, 16:15:53 »
Obsolescência, que tem mais a ver com, por exemplo, a evolução da aplicabilidade de uso de produtos como, por exemplo, a sucessão de uma máquina de costura a pedal simples por uma multifunção, elétrica, é uma coisa, descartabilidade, que é o caso das baterias de celular ou de durabilidade de lâmpadas, é outra coisa.

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #35 Online: 26 de Abril de 2019, 16:22:06 »
Uma obsolescência programada se carcterizaria no desenvolvimento e promoção de um produto, para logo depois substitui-lo por um de melhor performance, por exemplo, um celular, e depois um smartphone.

Offline Peter Joseph

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #36 Online: 26 de Abril de 2019, 16:37:16 »
 

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Seria preferível embasamento com as fontes acadêmicas primárias  do que citando um site ideológico que (se não me engano foi esse) defende a idéia estapafúrdia de que lâmpadas incandescentes poderiam durar para sempre sem custo algum, que é tudo conspiração dos fabricantes (que talvez tenham trazido as fluorescentes e LED só para acobertar, ou para algum objetivo ainda mais maquiavélico que ainda não sabemos).

Para sempre?! :hein:

 :histeria:
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #37 Online: 26 de Abril de 2019, 17:13:46 »
Tem essa notícia aqui:

Um artigo do site (se não me engano) se referia a lâmpadas incandescentes, fluorescentes e LED são avanços mais eficientes.

A lâmpada incandescente acesa por 111 anos é uma curiosidade histórica e não mais útil como iluminação, evidenciando ignorância ou desonestidade de quem a usa para argumentar algo no sentido de conspirações para coisas que quebrem mais rápido para lucrar mais.

De modo geral as coisas poderão ter maior longevidade e "reparabilidade" ao custo de um preço mais elevado, tanto da produção/projeto original, quanto do reparo em si (em vez do descarte como lixo comum). Outro efeito colateral negativo seria a estagnação de modelos antigos, mantidos mesmo quando surgem novos, mais eficientes (a geladeira nova gasta menos que a da vovó que nunca deu defeito) e/ou com mais recursos. Mesmo dentro do que já existe disponível no mercado, já deve haver essa tendência, as coisas mais caras durarem mais (salvo eventualidades como "safras" de componentes defeituosas em projeto ou produção). Conserto vai exigir sempre mão de obra técnica especializada, que também é caro, por isso uma opção mais acessível para muitos são produtos inferiores, de menor preço, trocados quando pifam, se não houver um conserto mais evidente e barato a ponto de compensar.

Isso não quer dizer que o ideal seja o que ocorre agora, a forma como as coisas são descartadas, é um custo que é varrido para baixo do tapete. Não sei se existem modelos "ideais" em algum lugar no mundo implementados em larga escala, mas seria nas linhas de se ter maior reutilização e reciclagem de componentes ainda úteis, além de cuidados especiais com o descarte definitivo do que não pode ser reaproveitado. Engatinha-se nessa direção com coisas como baterias.

Essas teorias da conspiração de que existem tecnologias alienígenas secretas e curas para todas as doenças ocultas pela indústria malvadona são ridículas, volta e meia tem algum novo inventor de moto-perpétuo ou carro movido a água que engabela alguém com essas e fatura alguma coisa em cima dos incautos.

Offline Peter Joseph

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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #38 Online: 26 de Abril de 2019, 18:00:53 »
O garoto espantalho ataca novamente  :biglol:

Só bobagem de quem não leu merda nenhuma dos textos que postei o link. Realmente decepcionante!
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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #39 Online: 26 de Abril de 2019, 18:07:47 »
Citar
De modo geral as coisas poderão ter maior longevidade e "reparabilidade" ao custo de um preço mais elevado, tanto da produção/projeto original, quanto do reparo em si (em vez do descarte como lixo comum). Outro efeito colateral negativo seria a estagnação de modelos antigos, mantidos mesmo quando surgem novos, mais eficientes (a geladeira nova gasta menos que a da vovó que nunca deu defeito) e/ou com mais recursos. Mesmo dentro do que já existe disponível no mercado, já deve haver essa tendência, as coisas mais caras durarem mais (salvo eventualidades como "safras" de componentes defeituosas em projeto ou produção). Conserto vai exigir sempre mão de obra técnica especializada, que também é caro, por isso uma opção mais acessível para muitos são produtos inferiores, de menor preço, trocados quando pifam, se não houver um conserto mais evidente e barato a ponto de compensar.

Quanta bobagem. Você se baseia em que pra afirmar isto?

Maior longevidade e reparabilidade não implicam em maiores custos. Ainda mais se for baseado num sistema automatizado.

E os produtos devem ser feitos para sempre serem adaptáveis a novas tecnologias. Isto se chama MODULARIDADE  dentro da engenharia. Isto evita que a tecnologia fique estagnada por necessidade de longevidade.
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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #40 Online: 26 de Abril de 2019, 18:10:57 »
E sobre o tema do tópico alguém tem algo a dizer ou desvio do assunto vai continuar indefinidamente?
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Re:Rentismo: Um futuro automatizado de abundância bloqueado pela desigualdade
« Resposta #41 Online: 26 de Abril de 2019, 19:24:25 »
Citar
De modo geral as coisas poderão ter maior longevidade e "reparabilidade" ao custo de um preço mais elevado, tanto da produção/projeto original, quanto do reparo em si (em vez do descarte como lixo comum). Outro efeito colateral negativo seria a estagnação de modelos antigos, mantidos mesmo quando surgem novos, mais eficientes (a geladeira nova gasta menos que a da vovó que nunca deu defeito) e/ou com mais recursos. Mesmo dentro do que já existe disponível no mercado, já deve haver essa tendência, as coisas mais caras durarem mais (salvo eventualidades como "safras" de componentes defeituosas em projeto ou produção). Conserto vai exigir sempre mão de obra técnica especializada, que também é caro, por isso uma opção mais acessível para muitos são produtos inferiores, de menor preço, trocados quando pifam, se não houver um conserto mais evidente e barato a ponto de compensar.

Quanta bobagem. Você se baseia em que pra afirmar isto?

Realidade dos fatos.



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Maior longevidade e reparabilidade não implicam em maiores custos.

Evidentemente implicam.

Material de melhor qualidade será mais caro.

Um projeto pensado para facilitar consertos requer abdicar de quaisquer barateamentos permissíveis em um projeto comparativamente descartável.




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Ainda mais se for baseado num sistema automatizado.

...por que é mais barato você já abrir uma fábrica robotizada super-moderna do que começar com construção artesanal de seus aparelhos? :hein:



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E os produtos devem ser feitos para sempre serem adaptáveis a novas tecnologias. Isto se chama MODULARIDADE  dentro da engenharia. Isto evita que a tecnologia fique estagnada por necessidade de longevidade.

Os produtos são projetados já do jeito mais econômico para adaptar a eventuais novas tecnologias conforme forem desenvolvidas e valer a pena em linhas de montagem. Técnicos com conhecimento mais avançado podem fazer gambiarras ampliando isso além do que é industrialmente viável, mas sairá mais caro, talvez não valendo a pena (financeiramente) nem para hobbyistas capacitados, comparado a comprar um modelo completamente novo.

Possivelmente os "makers", com as impressoras 3D, tenderão a ampliar seu nicho, e fazendo também esse tipo de coisa, inclusive projetos "open source" pensados para maior longevidade e atualizações até não dar mais. Mas a tendência é haver sempre uma vantagem no preço de produtos novos para o consumidor médio, sem o treinamento especializado, e que não valoriza pagar a algum técnico que faça essas atualizações em algo que poderia substituir a um preço mais acessível, sem desvantagem.

Mais provável que essa atualização indefinida da mesma unidade de um utensílio é que se tenha (provavelmente por obrigação legal) fabricantes recolhendo produtos a serem descartados e reaproveitando o reaproveitável, aproveitando a modularidade existente num nível mais fundamental, dos componentes. Ainda que nem isso valha tanto a pena economicamente, seria de maior utilidade para escolas de eletrônica.

 

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