Autor Tópico: Reforma tributária  (Lida 465 vezes)

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Offline Buckaroo Banzai

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Reforma tributária
« Online: 11 de Julho de 2019, 17:11:46 »
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https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,reforma-tributaria-vira-queda-de-braco-de-projetos,70002914816

BRASÍLIA - Com a proximidade da votação da reforma da Previdência, a disputa pelo protagonismo da reforma tributária se transformou numa queda de braço de projetos. Cinco propostas concorrem para liderar o debate da reforma tributária: da Câmara, do Senado, da equipe econômica, dos Estados e a do Instituto Brasil 200, patrocinada por um grupo de 300 empresários apoiadores de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro.

[...]

Cinco propostas disputam o protagonismo da simplificação dos tributos

Câmara

PEC do líder Balei Rossi (MDB-SP), patrocinada por Rodrigo Maia.

Preparada pelo economista Bernardo Appy, acaba com três tributos federais - IPI, PIS e Cofins. Extingue o ICMS, que é estadual, e o ISS, municipal. Todos eles incidem sobre o consumo. Ela cria o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), de competência de municípios, Estados e União, além de um outro imposto, sobre bens e serviços específicos, esse de competência apenas federal.

Senado

Reforma do ex-deputado Luis Carlos Hauly preparada pela Câmara.

Extinção do IPI, IOF, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, Salário-Educação, Cide, ICMS e o ISS. No lugar deles seria criado um imposto sobre o valor agregado de competência estadual, chamado de Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), e um imposto sobre bens e serviços específicos (Imposto Seletivo), de competência federal.

Equipe Paulo Guedes

Troca de até cinco tributos federais (PIS, Cofins, IPI, uma parte do IOF e talvez a CSLL) por uma única cobrança, o Imposto Único Federal. A proposta também vai acabar com a contribuição ao INSS que as empresas pagam atualmente sobre a folha de pagamentos. Em substituição, duas opções estão à mesa: a criação de um imposto sobre todos os meios de pagamento ou um aumento adicional na alíquota do imposto único.  Em outra frente, o governo prepara mudanças no IR de empresas e pessoas físicas.

Instituto Brasil 200

Cria o Imposto Único que substitui todos os tributos, inclusive IPTU e IPVA. Poderão ser discutidas demandas setoriais como exportações  e Zona Franca de Manaus. A alíquota prevista é de 2,5% sobre qualquer movimentação financeira de cota corrente para conta corrente. Se a pessoa transfere R$ 100 é tributada em R$ 2,50 e quem recebe é tributado também em R$2,50.

Estados

Preparada pelo Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz),  a proposta retira da União da gestão do tributo único criado com a reforma. Além disso, prevê que, caso o governo consiga emplacar um imposto unificado apenas federal, os estados encaminhem uma proposta alternativa ao Legislativo, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) Dual. A proposta prevê mecanismos de compensação de perdas e de redução de desequilíbrios regionais , com a criação de um fundo. / COLABORARAM AMANDA PUPO E MARIANA HAUBERT



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https://g1.globo.com/economia/blog/joao-borges/post/2019/07/11/cintra-diz-que-proposta-de-reforma-tributaria-deve-ser-apresentada-na-semana-que-vem.ghtml

[...]

A proposta que tramita na Câmara, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), acaba com três impostos federais — IPI, Pis e Cofins — e extingue ICMS e ISS, tributos estadual e municipal, respectivamente. O projeto substitui os cinco impostos pelo IBS — Imposto sobre Bens e Serviços.

A proposta em elaboração no Ministério da Economia prevê a fusão do IPI, PIS, Cofins e CSLL e a contribuição empresarial sobre a folha salarial em um único imposto, que seria cobrado sobre os pagamentos e compra e venda de bens e serviços.

Durante um discurso na CNI, Marcos Cintra defendeu a tributação sobre a movimentação financeira.

"A movimentação financeira é a síntese de todas as bases tributárias convencionais conhecidas. Seja geração de renda, seja receita de circulação de mercadorias, seja transações de patrimônio. Todos eles de certa forma se sintetizam dentro desse conceito do pagamento e da transação financeira, que pode e deve ser utilizado, logicamente com todos os devidos cuidados e todas as devidas cautelas, como uma base tributária moderna", afirmou.




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https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/impostos/noticia/8510255/presidente-da-comissao-da-reforma-tributaria-quer-imposto-para-aplicativos

[...] "Vamos poder tributar aqueles serviços que, hoje, não são tributados. São empresas que auferem uma boa receita de serviço e que não deixam nada aqui para o Brasil, apenas captam esse dinheiro do esforço de cada um de nós e levam embora para outros países", comentou Rocha, sem citar nomes. [...]



Offline Buckaroo Banzai

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Re:Reforma tributária
« Resposta #1 Online: 15 de Julho de 2019, 17:05:33 »
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Reforma tributária
« Resposta #2 Online: 31 de Julho de 2019, 11:57:36 »
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Entrevista com economista Bernard Appy, autor do texto da Reforma Tributária

Offline Entropia

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Re:Reforma tributária
« Resposta #3 Online: 31 de Julho de 2019, 18:13:40 »
Chuto que a primeira coisa que cai vai ser o fim do ICMS que tem nas reformas propostas, guerra fiscal é real.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Reforma tributária
« Resposta #4 Online: 31 de Julho de 2019, 18:25:11 »
Parece que tem muita gente a favor do fim do ICMS, isso talvez não seja problema.

Citação de: Bernard Appy, no Roda-Viva
[...] Recentemente, todos os secretários de fazenda dos 27 estados do Brasil assinaram uma carta pedindo a substituição do ICMS por um bom imposto de valor adicionado. Portanto todos os estados do Brasil estão pedindo para acabar com o ICMS. É um pouco estranho que o governo federal diga que é difícil acabar com o ICMS, quando na verdade todo os estados do país estão pedindo para que isso aconteça.


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<a href="https://www.youtube.com/v/84_RVw02fzc" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/84_RVw02fzc</a>
Nesta segunda-feira, o entrevistado do Roda Viva é o economista e um dos autores da proposta de reforma tributária encaminhada ao Congresso, Bernard Appy.

A simplificação dos impostos no país, com o objetivo de atrair investimentos e gerar empregos, é o tema abordado pelo economista Bernard Appy em sua entrevista. Especialista em questões tributárias, diretor do Centro de Cidadania Fiscal e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, ele é um dos autores da proposta de Reforma Tributária em exame no Congresso Nacional, que pode levar, entre outras medidas, à redução nos tributos da cesta básica, beneficiando as camadas menos favorecidas da população.
 
Compõem a bancada de entrevistadores André Jankavski, repórter de Economia da revista Exame; Bárbara Nascimento, repórter do Broadcast – Agência Estado; Laura Diniz, editora do site Jota; Thiago Uberreich, apresentador e repórter da rádio Jovem Pan; e Eduardo Cucolo, repórter do jornal Folha de S.Paulo.




Offline Entropia

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Re:Reforma tributária
« Resposta #5 Online: 01 de Agosto de 2019, 07:38:29 »
Parece que tem muita gente a favor do fim do ICMS, isso talvez não seja problema.

Citação de: Bernard Appy, no Roda-Viva
[...] Recentemente, todos os secretários de fazenda dos 27 estados do Brasil assinaram uma carta pedindo a substituição do ICMS por um bom imposto de valor adicionado. Portanto todos os estados do Brasil estão pedindo para acabar com o ICMS. É um pouco estranho que o governo federal diga que é difícil acabar com o ICMS, quando na verdade todo os estados do país estão pedindo para que isso aconteça.


Não sei se essa informação procede, o ICMS é basicamente um tipo de incentivo com anabolizantes que os estados mais isolados usam pra atrair empresas. Duvido que estes estados escolham acabar com ele sem algo que basicamente deixe tudo do jeito que está. Algo como extinguir o ICMS, mas na realidade, não.

Offline Geotecton

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Re:Reforma tributária
« Resposta #6 Online: 01 de Agosto de 2019, 07:57:35 »
Parece que tem muita gente a favor do fim do ICMS, isso talvez não seja problema.

Citação de: Bernard Appy, no Roda-Viva
[...] Recentemente, todos os secretários de fazenda dos 27 estados do Brasil assinaram uma carta pedindo a substituição do ICMS por um bom imposto de valor adicionado. Portanto todos os estados do Brasil estão pedindo para acabar com o ICMS. É um pouco estranho que o governo federal diga que é difícil acabar com o ICMS, quando na verdade todo os estados do país estão pedindo para que isso aconteça.


Não sei se essa informação procede, o ICMS é basicamente um tipo de incentivo com anabolizantes que os estados mais isolados usam pra atrair empresas. Duvido que estes estados escolham acabar com ele sem algo que basicamente deixe tudo do jeito que está. Algo como extinguir o ICMS, mas na realidade, não.

Exatamente.

Nenhum partido político, com a possível exceção do Novo, fará qualquer reforma tributária no sentido de diminuir a carga de impostos, taxas e contribuições.

E duvido que sequer façam uma simplificação do processo.

Os motivos são simples: boa parte dos municípios e alguns estados são economicamente inviáveis para o atual grau de despesa; políticos são, via de regra, irresponsáveis fiscalmente, e há uma enorme pressão para que não se reduza a carga tributária, pois que isto levaria a uma diminuição sensível nas benesses de todos os parasitas estatais.
Foto USGS

Offline Gigaview

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Re:Reforma tributária
« Resposta #7 Online: 01 de Agosto de 2019, 09:10:52 »
A reforma será na forma da arrecadação dos impostos. Vai trocar seis por meia dúzia mas descomplicando a vida de todos.
Brandolini's Bullshit Asymmetry Principle: "The amount of effort necessary to refute bullshit is an order of magnitude bigger than to produce it".

Offline Adler

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Re:Reforma tributária
« Resposta #8 Online: 01 de Agosto de 2019, 09:19:15 »
A reforma será na forma da arrecadação dos impostos. Vai trocar seis por meia dúzia mas descomplicando a vida de todos.

Exatamente. Não vão mexer no valor(a não ser talvez para aumentar) mas o objetivo seria diminuir a burocracia e simplificar a apuração e arrecadação.
Não devemos resisitir às tentações: elas podem não voltar.
Millor Fernades

Offline Fabrício

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Re:Reforma tributária
« Resposta #9 Online: 01 de Agosto de 2019, 11:33:14 »
A reforma será na forma da arrecadação dos impostos. Vai trocar seis por meia dúzia mas descomplicando a vida de todos.

Exatamente. Não vão mexer no valor(a não ser talvez para aumentar) mas o objetivo seria diminuir a burocracia e simplificar a apuração e arrecadação.

O que, diga-se de passagem, já seria um grande avanço.
"Deus prefere os ateus"

Offline Adler

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Re:Reforma tributária
« Resposta #10 Online: 01 de Agosto de 2019, 14:41:00 »
O que, diga-se de passagem, já seria um grande avanço.

Sem dúvida nenhuma. Que o diga quem milita na área contábil.
Não devemos resisitir às tentações: elas podem não voltar.
Millor Fernades

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Reforma tributária
« Resposta #11 Online: 01 de Agosto de 2019, 14:55:20 »
Parece que tem muita gente a favor do fim do ICMS, isso talvez não seja problema.

Citação de: Bernard Appy, no Roda-Viva
[...] Recentemente, todos os secretários de fazenda dos 27 estados do Brasil assinaram uma carta pedindo a substituição do ICMS por um bom imposto de valor adicionado. Portanto todos os estados do Brasil estão pedindo para acabar com o ICMS. É um pouco estranho que o governo federal diga que é difícil acabar com o ICMS, quando na verdade todo os estados do país estão pedindo para que isso aconteça.


Não sei se essa informação procede, o ICMS é basicamente um tipo de incentivo com anabolizantes que os estados mais isolados usam pra atrair empresas. Duvido que estes estados escolham acabar com ele sem algo que basicamente deixe tudo do jeito que está. Algo como extinguir o ICMS, mas na realidade, não.

Não consegui encontrar a tal carta em si, mas diversas notícias mencionam esse dado, embora também essa possível resistência.


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https://classecontabil.com.br/estados-aceitam-fim-do-icms-mas-temem-perda-de-autonomia/

[...] Sobre a ideia de um comitê gestor sem a União, Appy diz que sua proposta já oferece representatividade importante para os estados no órgão. Além disso, diz acreditar que o comitê terá uma função política menor. Segundo o economista, seu caráter será mais técnico.

Appy afirma que, no limite, é possível que cada município tenha sua própria alíquota (o que é apontado como risco pelos estados), mas diz acreditar que isso não acontecerá.
Segundo ele, o mecanismo pelo qual será cobrado o imposto fará com que, mesmo nesse caso, a complexidade do sistema não aumente muito.

Octávio Corrêa, sócio da área tributária do escritório Vieira Rezende, também avalia como positiva a proposta dos secretários, que mantém o princípio de unificar as legislações do ICMS e simplificar as regras do tributo estadual. “Seria um tributo melhor. O ICMS hoje tem 27 legislações.”

[...]

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https://impostometro.com.br/Noticias/Interna?idNoticia=561

Estados querem administrar novo imposto e repassar parte à União

[...] Na visão dos secretários, o modelo do comitê (com a União) não assegura a efetiva participação dos entes subnacionais no processo de decisão. “Do jeito que está, somos contra”, diz Rafael Fonteles, secretário de Fazenda do Piauí e presidente do comitê dos representantes estaduais (Comsefaz).

Além da retirada da União da administração direta do imposto, os estados propõem itens como a existência de um fundo regional para compensar estados que perderiam arrecadação após a reforma. Segundo os cálculos dos entes, estão nesse caso estados como Mato Grosso e Amazonas.

Eles também pedem que os benefícios da Zona Franca de Manaus (ZFM) sejam mantidos. Na proposta da Câmara, subsídios como esse poderiam ser  eliminados.

Os secretários também preveem a possibilidade da adoção de um sistema de “IVA dual” caso as discussões na Câmara avancem para a fusão somente de impostos federais. [...]




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https://oglobo.globo.com/economia/estados-ainda-veem-guerra-fiscal-como-fundamental-para-atrair-investimentos-diz-economista-23843868

Vilma Pinto, da FGV, avalia que a reforma tributária possível é a projetada por Bernard Appy, mas prevê resistência ao projeto


[...] A união recolheria tudo e depois faria a divisão. Por isso, já há sinais de resistência de estados e municípios.

Por que existe essa resistência?
Com a mudança, haveria perda de autonomia. Pois hoje, estados e municípios podem definir alíquotas diferentes para cada produto ou serviço. Na proposta do Appy, eles terão ainda poder de definir alíquotas, mas ela terá de ser a mesma para todos os produtos e serviços. Isso acabaria com a guerra fiscal, por exemplo, algo que os estados veem como fundamental para atrair investimentos.

Mas isso vai contra o pacto federativo, que é a ideia defendida por Guedes (Paulo, ministro da Economia), de descentralizar recursos, dar mais autonomia a estados e municípios para gerir recursos públicos. Por isso, o ministro já fala em enviar uma proposta (ao Congresso) tirando estados e municípios dessa reforma, contemplando só a unificação do tributos federais.

Isso vai gerar uma batalha semelhante à da aprovação da reforma da Previdência?
Sim, só que na da Previdência o governo queria que estados e municípios entrassem, agora que eles fiquem de fora, para facilitar a aprovação. Vai ser uma dificuldade convencer estados e municípios da necessidade de serem incluídos. Mas a guerra fiscal, por exemplo, é prejudicial. Sem ela estados poderiam arrecadar mais. A proposta do do Appy unifica os tributos, que seriam distribuídos entre estados e municípios e ainda dando certa autonomia a eles. [...]


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Reforma tributária
« Resposta #12 Online: 03 de Agosto de 2019, 20:38:07 »
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Reforma tributária
« Resposta #13 Online: 08 de Agosto de 2019, 13:51:34 »
Appy diz que o imposto único nos moldes da CPMF é irresponsável.

<a href="https://www.youtube.com/v/IILSrRyZpUk" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/IILSrRyZpUk</a>

<a href="https://www.youtube.com/v/H0Bc2TTYRns" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/H0Bc2TTYRns</a>

<a href="https://www.youtube.com/v/FGDq7HOf45M" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/FGDq7HOf45M</a>

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Reforma tributária
« Resposta #14 Online: 11 de Setembro de 2019, 11:17:03 »
Guedes aposta em modelo tributário Venezuelano



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https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49644702

[...]

A proposta, no entanto, ainda não foi formalizada pelo governo. Paulo Guedes, por sua vez, disse em entrevista ao jornal Valor Econômico divulgada na segunda-feira, que a nova CPMF terá alíquota de 0,2% a 1% e poderá arrecadar até R$ 150 bilhões por ano. A cobrança teria o nome de ITF (Imposto Sobre Transações Financeiras).

A intenção, segundo o ministro, é que esse novo imposto compense a redução de tributos cobrados na folha de pagamento das empresas, barateando a contratação de funcionários.

[...]


Economistas contrários à proposta do governo, porém, destacam que o imposto sobre transações financeiras incentiva as pessoas a aumentar as transações em dinheiro vivo, provocando desbancarização. Isso corrói a própria base de cobrança do imposto, exigindo aumento da alíquota.

"Por exemplo, se eu vou fazer um churrasco com meus amigos, vou pedir que todos façam sua contribuição em dinheiro e depois vou pagar o churrasqueiro, e comprar as comidas e bebidas com dinheiro, em vez de fazer transferência bancária ou usar o cartão", exemplifica Orair.

"Por isso, é uma aventura querer usar esse tipo de imposto para substituir a contribuição das empresas para a previdência (um dos tributos que incidem sobre a folha de pagamento). Os gastos com previdência, mesmo com a reforma, vão continuar crescendo no país, o que vai exigir um imposto cada vez maior", acrescenta o economista do Ipea.

Segundo simulação feita por Eduardo Fleury, que já foi servidor da Receita Federal, seria necessário uma alíquota de 0,7% para arrecadar os R$ 150 bilhões sugeridos por Guedes. "Mas, com o encolhimento da base de arrecadação, depois subiria para 1%. As propostas desse governo são muito mal estudadas", critica.

[...]

Para o economista José Oreiro, professor da UnB, a volta da CPMF vai incentivar as pessoas a manter em casa ou andar com quantias maiores de dinheiro vivo, aumentando a insegurança.

Outro efeito, segundo ele, ocorrerá em setores da economia com cadeia de produção mais longa, já que o tributo é cumulativo (vai sendo cobrado seguidamente sobre todas as transações). Isso incentiva as empresas a buscar mais verticalização (concentrar todas as etapas da produção dentro do mesmo grupo) em vez de contratar fornecedores externos, o que tende a gerar ineficiência.

"É um imposto fatal para a indústria", afirma Oreiro.

Além disso, o custo dessas transações tende a ser repassado ao preço final cobrado de consumidores, afetando em maior proporção os grupos de menor renda. Esse efeito acontece porque pessoas mais pobres não têm capacidade de poupança, usando toda sua renda com consumo.

"É um imposto regressivo (com maior peso sobre os mais pobres). Nenhum país desenvolvido tem", ressalta Rodrigo Orair, do Ipea.

Levantamento realizado por Isaías Coelho, ex-chefe das divisões de Administração e Política Tributária do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-secretário-adjunto da Receita Federal, indica que hoje apenas a Venezuela tem um imposto permanente com finalidade arrecadatória, cuja alíquota está em 2%.

Já Argentina, Bolívia, Colômbia, Honduras e Hungria estão com taxas provisórias - a mais alta é a cobrada na Argentina, de 1,2%.






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https://www.valor.com.br/brasil/6358631/cpmf-nao-emplaca-no-resto-do-mundo

[...] Mas a experiência internacional mostra que tributos sobre transação foram adotados e depois abandonados por sete países: Brasil, Austrália, Equador, Índia, Papua Nova Guiné, Paraguai e Vanuatu.

Por outro lado, a possibilidade de elevar a arrecadação de forma rápida e a baixo custo fez com que cinco países que haviam eliminado o tributo voltassem a cobrá-lo: Argentina, República Dominicana, Peru, Sri Lanka e Venezuela. Além desses cinco, tributos da família da CPMF são cobrados em mais seis países: Bolívia, Colômbia, Honduras, Hungria, México e Paquistão.

[...].

Pela proposta em estudo, a Contribuição sobre Pagamentos (CP), ou Imposto sobre Transações Financeiras (ITF), deve ser cobrada nos créditos e débitos de todos os pagamentos. Uma alíquota provável é 0,6%. Para comparar: a CPMF era cobrada só no débito e incidia sobre transações bancárias. A alíquota era de 0,38%.

[...]

Segundo Coelho, um efeito problemático de tributos do tipo da CPMF é sua cobrança cumulativa. "O custo econômico é muito alto", afirmou. "O imposto, incidindo em cada etapa de produção e comercialização, é incorporado reiteradamente aos custos."

Isso torna a produção nacional de bens e serviços menos competitiva com a de países que não cobram tributos desse tipo.

"É exatamente por essa razão que foi criado o IVA e foram eliminados os impostos em cascata que o antecederam", disse. O IVA existe em 168 países e consta das principais propostas em análise no Brasil.

Outro problema de tributos como a CPMF é a desintermediação financeira. Para fugir do tributo, pessoas e empresas aumentam transações feitas em dinheiro vivo. Isso prejudica a produtividade da economia e faz com que, ao longo do tempo, a arrecadação se torne menos eficiente.


Offline -Huxley-

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Re:Reforma tributária
« Resposta #15 Online: 11 de Setembro de 2019, 18:34:05 »

Offline Entropia

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Re:Reforma tributária
« Resposta #16 Online: 11 de Setembro de 2019, 18:50:31 »
O tanto de bolsonete que tava defendendo a CPMF   :biglol:

E o próprio Guedes também.  Aí o Bolsonaro corta e demite o Marcos Cintra.

Das duas uma, ou o Guedes fez uma imensa cagada com essa de CPMF
.
Ou eles tavam testando o terreno se a populacao ia aceitar, nao deu certo aí eles arregaram.

Offline Sergiomgbr

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Re:Reforma tributária
« Resposta #17 Online: 11 de Setembro de 2019, 19:07:13 »
Aumento de impostos só aumenta a demanda por aumento de impostos sem necessariamente isso reverter em aumento na qualidade dos benefícios que em tese eles deveriam gerar.

Na época do domínio português Portugal administrava o próprio reino e todas as colônias com o Quinto, que era a quinta parte do que a sociedade produzia cobrado como imposto, hoje, um Brasil independente não se ajeita com o povo pagando quase 40% do que ganha em imposto. E ao que parece quanto mais arrecada mais deterioram os serviços. É uma conta que não fecha.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Reforma tributária
« Resposta #18 Online: 11 de Setembro de 2019, 19:57:58 »
O tanto de bolsonete que tava defendendo a CPMF   :biglol:

E o próprio Guedes também.  Aí o Bolsonaro corta e demite o Marcos Cintra.

Das duas uma, ou o Guedes fez uma imensa cagada com essa de CPMF
.
Ou eles tavam testando o terreno se a populacao ia aceitar, nao deu certo aí eles arregaram.

Também acaba servindo em algum grau como forma de lacração, em resolver os problemas que eles mesmos criaram.

"O nosso BOLSOMITO não vai deixar voltar o roubo (IMPOSTO É ROUBO) que o comunista FHC tinha criado! É preciso extirpar esses petralhas infiltrados!"

Offline -Huxley-

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Re:Reforma tributária
« Resposta #19 Online: 11 de Setembro de 2019, 20:31:38 »
A ideia do Marcos Cintra era da CPMF como imposto único, cujas críticas têm sido analisadas e respondidas:
https://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/sobre-o-imposto-unico/

Parece que, de imposto único, ela virou "imposto que substitui os impostos sobre a folha de pagamento, desonerando quem contrata empregado". Só que, essencialmente, tais impostos não aumentariam a demanda de trabalho por parte de capitalistas, uma vez que capitalistas empregadores não são onerados, pois os impostos só diminuiriam os salários reais dos trabalhadores:
http://maovisivel.blogspot.com/2019/09/pelo-fim-da-cultura-do-chute.html?m=1
« Última modificação: 12 de Setembro de 2019, 10:59:37 por -Huxley- »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Reforma tributária
« Resposta #20 Online: 11 de Setembro de 2019, 23:53:04 »
Pelo que eu havia entendido, a idéia (não sei se compartilhada pelo Guedes 100%) era de começar com um adicional e então ir eliminando todos os outros, mas não vi nenhuma descrição de um agendamento, como, "entra em vigor no dia 1, com uma alíquota de 0,0003%, no semestre seguinte aumenta para 0,0027%, substituindo o IAB, depois no semestre seguinte vai para 0,0047% e sai o ICDE, no seguinte vai para 0,02345% e sai o IFGH [...] e então, em cinco anos, vai para 1,003% e sai o IDDQD, se tornando o imposto único"

 

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