Autor Tópico: Bater nos filhos, pode?  (Lida 13616 vezes)

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Offline Geotecton

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #100 Online: 17 de Julho de 2010, 13:09:57 »
[...]
Eu até entendo que você ache que bater na sua filha (é uma menina que você tem, né?) é um direito inalienável seu, mas este argumento de que é "difícil para o Estado fiscalizar" é pífio.

Citar
regular a vida em todos os aspectos possíveis.
Não é em todos os aspectos possíveis e não é sobre a sua vida a regulação. Repito: se fosse uma lei que restringisse o seu direito de levar chicotadas da sua namorada tendo sido elas solicitadas ou aceitas de bom grado por você eu seria contra. Se fosse uma lei que restringisse o seu direito de arrumar um namorado sadomassô e vestido de espartilho rosa, frufru na cabeleira e saia de colegial levar umas palmadas na buzanfa eu seria contra. Se fosse uma lei restringindo o seu direito de se dopar eu seria contra.

Uma lei que restringe o direito de enfiar a mão na cara de uma pessoa indefesa, muito mais fraca que você, sob os seus cuidados e que não pediu e nem gosta de apanhar (e a experiência me diz que geralmente por motivos banais como falar palavrão na presença das visitas ou "responder" [argumentar contra uma decisão da qual discorde] à mãe ) sempre terá o meu apoio, mesmo que isto restrinja o seu direito de ser covarde.

Donatello

Acho que seria melhor tirar o tratamento da primeira e da segunda pessoa e colocá-lo no da terceira.
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Offline Donatello

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #101 Online: 17 de Julho de 2010, 13:10:54 »
Não entendi a revolta.... Bater pra educar pode? Então se eu encontrar alguem jogando lixo na rya eu posso dar uns beliscões e palmadas? Ou só pode em criança?
Como assim? Não é função sua educar uma pessoa qualquer que você encontra na rua; apenas seus filhos.
Educar não é sinônimo de bater até onde sei.
Me lembro de ter apanhado apenas duas vezes na vida, ambas de meu pai (com o qual só vivi até os 9 anos): um tapa na boca uma vez e uma surra de cinto da outra (seguida de uma expulsão de casa no mesmo dia). Nunca apanhei da minha mãe. A despeito disso sou bem melhor educado, em todos os aspectos, do que a norma geral.

Por outro lado o que conheço de gente que apanhava que nem um escravo amarrado no pelourinho durante a infância e que se tornou gente da pior espécie. É acho que não existe mesmo qualquer correlação entre bater e educar.

Offline Geotecton

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #102 Online: 17 de Julho de 2010, 13:19:10 »
A determinação da eficiência da correlação "apanhar x educar" é complicada.

Conheço "n" pessoas que apanharam (ou não) e hoje ocupam os mais diversos "nichos de problemas sociais": alcoólatras, narco-dependentes, desajustados sociais, depressivos, tendências suicidas, etc.

Eu nunca sofri nenhum tipo de agressão ou admoestação física dos meus pais e sou (razoavelmente) equilibrado. :hihi:
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Offline Donatello

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #103 Online: 17 de Julho de 2010, 13:23:05 »

Donatello

Acho que seria melhor tirar o tratamento da primeira e da segunda pessoa e colocá-lo no da terceira.
Mas ele já está na terceira: você e seu é terceira pessoa e mesmo assim aparecem aí (exceto por quando pergunto o sexo da filha dele) conforme o uso explicado no item 4 aqui. Mas entendi o que você quiz dizer, poderia ser escrito de outra forma sim, mas para o bem ou para o mal perderia ênfase.

Offline Blues Brother

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #104 Online: 17 de Julho de 2010, 17:52:59 »

Não entendi a revolta.... Bater pra educar pode? Então se eu encontrar alguem jogando lixo na rya eu posso dar uns beliscões e palmadas? Ou só pode em criança?
Como assim? Não é função sua educar uma pessoa qualquer que você encontra na rua; apenas seus filhos.
Educar não é sinônimo de bater até onde sei.
Me lembro de ter apanhado apenas duas vezes na vida, ambas de meu pai (com o qual só vivi até os 9 anos): um tapa na boca uma vez e uma surra de cinto da outra (seguida de uma expulsão de casa no mesmo dia). Nunca apanhei da minha mãe. A despeito disso sou bem melhor educado, em todos os aspectos, do que a norma geral.

Por outro lado o que conheço de gente que apanhava que nem um escravo amarrado no pelourinho durante a infância e que se tornou gente da pior espécie. É acho que não existe mesmo qualquer correlação entre bater e educar.

Esse é o problema: o que aconteceu com você, na sua família, não serve de parâmetro para todos.

Você não pode querer padronizar o comportamento dos pais de acordo com sua experiência.

Isso não é o tipo de assunto que pode ser resolvido com um empirismo vulgar,até porque posso citar o caso de pessoas da minha família que viveram apanhando e hoje são excelentes pessoas.

O certo é permitir que cada pai e cada mãe cuide dos seus filhos da forma que julgarem melhor, dentro da lei.

Offline Donatello

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #105 Online: 17 de Julho de 2010, 18:30:48 »
Citar
Esse é o problema: o que aconteceu com você, na sua família, não serve de parâmetro para todos.
Obviamente você não me entendeu: eu me coloquei no grupo dos que não sofreram com recorrente violência doméstica por parte dos pais, dos que não tiveram seu caráter moldado por elas e que entretanto tiveram o seu caráter muito bem moldado. Eu só apanhei duas vezes na vida e em uma delas nem foi uma surra, foi um tapa na boca.


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Isso não é o tipo de assunto que pode ser resolvido com um empirismo vulgar,até porque posso citar o caso de pessoas da minha família que viveram apanhando e hoje são excelentes pessoas.

Exemplos de pessoas que não sofreram violência física punitiva na infância e que desenvolveram excelente caráter bem como exemplos de pessoas que sofreram tais punições e que se transformaram em criminosos servem para refutar a idéia já demonstrada aqui de que violência física é necessária para educar crianças e para que elas sejam pessoas respeitosas:

Não entendi a revolta.... Bater pra educar pode? Então se eu encontrar alguem jogando lixo na rya eu posso dar uns beliscões e palmadas? Ou só pode em criança?
Como assim? Não é função sua educar uma pessoa qualquer que você encontra na rua; apenas seus filhos.
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terei de me contentar em apenas conversar com ele, certo? Bom, ele terá algum respeito por mim depois? Quem garante? O governo?

Mas como ninguém afirmou nem deixou transparecer que o fato de uma pessoa ter sofrido violência na infância lhe condene a ser um monstro na vida adulta os exemplos em contrário não serviriam para patavinas neste debate.

Citar
dentro da lei.
Não é exatamente a lei que está em discussão aqui? Então a proibição de palmadas se tornasse lei você mudaria de lado?

« Última modificação: 17 de Julho de 2010, 19:04:58 por Donatello van Dijck »

Offline Donatello

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #106 Online: 17 de Julho de 2010, 19:03:37 »
Citar
Se eu flagro meu filho quebrando o vidro do carro que acabei de comprar, terei de me contentar em apenas conversar com ele, certo? Bom, ele terá algum respeito por mim depois? Quem garante? O governo?
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O certo é permitir que cada pai e cada mãe cuide dos seus filhos da forma que julgarem melhor
É claro que é utópica, é claro que dificilmente um legislativo qualquer em todo mundo aprovaria, mas talvez eu pudesse aceitar este tipo de mentalidade desde que adotado o seguinte método.

Todo pai que achasse que tem o direito de "cuidar do próprio filho do jeito que bem entende" deveria antes assinar um documento oficial declarando algo como : "Declaro através deste documento que quando velho for eu e jovem adulto for meu filho terá ele direito de me punir fisicamente se eu fizer cocô na cama sem antes chamá-lo para me carregar até o banheiro bem como poderá me agredir fisicamente se eu fizer compras no cartão de crédito acima do limite ou sair sem avisar e me perder ou fizer qualquer das típicas cagadas de velho: assim sendo fico perante a justiça deste Estado e em conformidade com a Lei liberado para infligir penas físicas aos meus filhos quando estes se comportarem como crianças fazendo as típicas cagadas de criança como quebrar vidros de carro enquanto jogam bola não me limitando a conversar respeitosamente com eles e fazê-los entender o risco e prejuízo de suas ações infantís certo de que receberei o devido troco quando velho for e como velho me portar. Assinado: pai covarde Fulano de Tal"

Aliás: esta é sempre a esperança que faço questão de nutrir quando vejo pais que tratam seus filhos como propriedade particular, que decidem por eles as suas religiões os obrigando a participar de missas ou cultos que eles já demonstraram não querer seguir ou que exigem dos filhos adolescentes posturas sexuais como a virgindade ou a heterossexualidade, que os impedem de namorar com pessoas de outra religião ou classe social, que os agridem fisicamente ou que cometem qualquer outro tipo de abuso destes tipicamente cometidos por pais e mães contra seus rebentos e aceitos pela maior parte da coletividade como normais.

Que estes filhos quando adultos forem (e velhos forem seus pais) se lembrem da infância e amorosa e respeitosamente devolvam todas as gentilezas. Muitos infelizmente acabam se esquecendo destes detalhes na idade adulta (ou pior e mais comum: reprisando as mesmas brutalidades contra seus próprios filhos). Mas alguns se lembram e eu fico feliz por estes.

Offline _tiago

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #107 Online: 18 de Julho de 2010, 02:14:25 »
A incapacidade do nosso estado em fiscalizar também não significa que devemos abolir todas as leis, isso é invenção sua! Agora, inventar leis, perfeito, mas é a melhor maneira de se resolver um problema?
Eu, filha? Do que você tá falando?

Arrancar sangue sim, temos pra isso o código penal. Agora, uma palmada, qual o problema? Um pai não muito capaz de educar sua cria se irrita com a manha da criança e pronto, multa ou cadeia nele? Isso é ridículo, burro. Quase paradoxal, o pai não pode dar palmadas no seu filho, pois, se der, levara as suas!
E que história é essa de chicotadas?

Quer os melhores pais do mundo, eduque-os. Não é 100%, mas nenhuma política é, pior é assombrar pessoas com mais monstros legais.

Ah!
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Não é em todos os aspectos possíveis e não é sobre a sua vida a regulação.
Lembrei que tratamos das vidas das pessoas de maneira isolada, afinal, não existe relação entre pessoas e interferir na vida de uma não reflete na da outra!


PS: Outra afirmação que eu gostei,
Citar
e com o endurecimento da lei elas tendem a ser mais constantes.
Lei promulgada, lei aplicada, problema solucionado?

PS2:
Você sabia que ninguém pode alegar desconhecimento da lei e que temos mais de 1.000 leis e ornamentos legais em vigor? A solução de todos os problemas de uma sociedade se resolve então com leis?
Tipo panacéia, né?

Offline Donatello

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #108 Online: 18 de Julho de 2010, 11:26:30 »
Citar
Eu, filha? Do que você tá falando?
Confundi com outro forista então. Pensei que você fosse um forista que tinha comemorado por aqui a chegada de uma filha há uns dois anos.

Citar
A incapacidade do nosso estado em fiscalizar também não significa que devemos abolir todas as leis, isso é invenção sua!
Não, é apenas a sequência coerente do raciocínio que alega que a dificuldade de se  fiscalizar o cumprimento de uma lei é o principal ponto em contrário a ela.

Citar
Um pai não muito capaz de educar sua cria se irrita com a manha da criança e pronto, multa ou cadeia nele?
Fui dar uma pesquisada no assunto e infelizmente a modificação na lei não incluiria multa nem cadeia, apenas cursos educativos e sessões de terapia obrigatória para pais que batessem (engraçado como bater sempre aparece como sinônimo de educar nas frases deste tópico, dá até um nó no meu cérebro) então nem sei porque o chororô. Se a pena pelo menos fosse de tomar cada palmada e beliscão de volta mas parece que este recurso não faz parte da metodologia dos pedagogos que vão tentar educar os pais covardes.

De qualquer modo foi bom você ter admitido que a punição só seria de qualquer modo aplicada a pais com algum nível de incapacidade de educar os filhos. Um avanço.

Citar
Lembrei que tratamos das vidas das pessoas de maneira isolada, afinal, não existe relação entre pessoas e interferir na vida de uma não reflete na da outra!
Puts velho, esta foi a melhor do tópico até agora. Que cacetada de jogo lógico, Batman!

Vou até esfregar os olhos para ver se entendi direito: mas a alegação então é de que se limitou-se o "direito" dos pais baterem nos filhos por conseguinte limitou-se o "direito" dos filhos de serem educados (no sentido de que ser educado é sinônimo de apanhar como está sendo utilizado aqui por quase todo mundo)? Então você está certo, me convenceu. O estado não tem o direito de intervir asssim na liberdade das crianças. Que saco, né?

===================================================

Já perguntei duas vezes e o Barata uma: ninguém respondeu . Será que alguém teria a bondade de me esclarecer se "palmadas e beliscões" também podem ser usados para educar outros grupos de pessoas ( mães desbocadas, empregados mal educados com os colegas de trabalho, alunos bagunceiros, avós senís) que não crianças?

Se algum de vocês tivesse que assinar um documento dando liberdade ao filho para que na velhice (quando voltamos a fazer as mesmas cagadas, inclusive as literais, de criança) te dessem beliscões, palmadas ou algo mais para reeducá-los (e não me venham com essa que velhos não precisam ser educados, todo mundo aqui deve ter ou ter tido alguém senil na família) vocês manteriam a posição?
« Última modificação: 18 de Julho de 2010, 11:31:14 por Donatello van Dijck »

Offline Týr

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #109 Online: 18 de Julho de 2010, 12:19:36 »
Sei não. Acho que a maioria dos hoje adultos apanharam na infância e, pelo incrível que pareça, a grande maioria é gente do bem.

Mas a adolescência que vem aí.... sei não. Vai de mal a pior. Acho que falta um pouco de punição e educação sim.

E vejam.... punição e educação, coisas diferentes mas que devem andar juntas.

Offline _Juca_

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #110 Online: 18 de Julho de 2010, 13:53:44 »
Acho cedo para comentar como a lei vai funcionar. Acho que palmadas, puxões de orelhas, vão continuar existindo por muito tempo, mas castigos físicos mais rígidos que alguns pais muito conservadores ainda adotam tendem a desaparecer, mas lei é aquela que pega...

Offline Barata Tenno

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #111 Online: 18 de Julho de 2010, 14:07:34 »
Sei não. Acho que a maioria dos hoje adultos apanharam na infância e, pelo incrível que pareça, a grande maioria é gente do bem.

Mas a adolescência que vem aí.... sei não. Vai de mal a pior. Acho que falta um pouco de punição e educação sim.

E vejam.... punição e educação, coisas diferentes mas que devem andar juntas.
Punição não tem que ser obrigatoriamente física. Uma semana sem PC acho que tem um efeito maior que um tapa.
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline Khronos

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #112 Online: 18 de Julho de 2010, 17:19:46 »
Sei não. Acho que a maioria dos hoje adultos apanharam na infância e, pelo incrível que pareça, a grande maioria é gente do bem.

Mas a adolescência que vem aí.... sei não. Vai de mal a pior. Acho que falta um pouco de punição e educação sim.

E vejam.... punição e educação, coisas diferentes mas que devem andar juntas.
Punição não tem que ser obrigatoriamente física. Uma semana sem PC acho que tem um efeito maior que um tapa.



E as famílias que não tem PC?
Acho que castigo físico é totalmente diferente de tortura ou espaçamentos.
Uma mãe queima a mão de seus filhos para que ele a obedeça sé diferente de uma que dá umas "Chineladas" no filho para que ele aprenda a obedecê-la
P.S. Considerem obediência como algo aceitável (Não como escravização)
"Cognoscetis Veritatem, et veritas liberabit vos." João 8.32

Offline Hold the Door

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #113 Online: 18 de Julho de 2010, 17:33:58 »
Aqui na minha pequena cidade um aluno começou a atormentar os professores e os demais colegas, invadindo inclusive a escola e depredando o patrimônio público. Foi de tal maneira importuno e mal-criado que não restou à direção alternativa a não ser convocar a mãe para que ela tomasse alguma providência. Mas a mãe, defendendo a cria, nada fez e ainda o defendeu.
Se existisse uma lei obrigando os pais a pagarem à vista pelo patrimônio depredado pode ter certeza que o discurso dela mudava rapidinho...
Hold the door! Hold the door! Ho the door! Ho d-door! Ho door! Hodoor! Hodor! Hodor! Hodor... Hodor...

Offline Barata Tenno

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #114 Online: 18 de Julho de 2010, 21:53:07 »
Sei não. Acho que a maioria dos hoje adultos apanharam na infância e, pelo incrível que pareça, a grande maioria é gente do bem.

Mas a adolescência que vem aí.... sei não. Vai de mal a pior. Acho que falta um pouco de punição e educação sim.

E vejam.... punição e educação, coisas diferentes mas que devem andar juntas.
Punição não tem que ser obrigatoriamente física. Uma semana sem PC acho que tem um efeito maior que um tapa.



E as famílias que não tem PC?
Acho que castigo físico é totalmente diferente de tortura ou espaçamentos.
Uma mãe queima a mão de seus filhos para que ele a obedeça sé diferente de uma que dá umas "Chineladas" no filho para que ele aprenda a obedecê-la
P.S. Considerem obediência como algo aceitável (Não como escravização)

Pc foi só um exemplo, pode ser tv, brincar na rua, ficar sem sobremesa..... O ideal é não deixar chegar no ponto onde é necessario uma chinelada.
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Offline _tiago

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #115 Online: 18 de Julho de 2010, 22:54:29 »
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Não, é apenas a sequência coerente do raciocínio que alega que a dificuldade de se  fiscalizar o cumprimento de uma lei é o principal ponto em contrário a ela.
Raciocínio que te convém, fantástico!
Mas quando fazemos lei, temos de pensar em váááários aspectos, só pra te informar.

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Fui dar uma pesquisada no assunto e infelizmente a modificação na lei não incluiria multa nem cadeia, apenas cursos educativos e sessões de terapia obrigatória para pais que batessem (engraçado como bater sempre aparece como sinônimo de educar nas frases deste tópico, dá até um nó no meu cérebro) então nem sei porque o chororô. Se a pena pelo menos fosse de tomar cada palmada e beliscão de volta mas parece que este recurso não faz parte da metodologia dos pedagogos que vão tentar educar os pais covardes.
De qualquer modo foi bom você ter admitido que a punição só seria de qualquer modo aplicada a pais com algum nível de incapacidade de educar os filhos. Um avanço.
Bater, sinônimo de educar? Se eu disse isso, perdão, não tinha intenção de confundi-lo. Ou eu não disse isso...?
Pais covardes? Lembrei, pessoas perfeitas somente tomam atitudes politicamente corretas! E se não existem pessoas politicamente corretas, tudo bem!, temos leis pra isso!

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Puts velho, esta foi a melhor do tópico até agora. Que cacetada de jogo lógico, Batman!
Vou até esfregar os olhos para ver se entendi direito: mas a alegação então é de que se limitou-se o "direito" dos pais baterem nos filhos por conseguinte limitou-se o "direito" dos filhos de serem educados (no sentido de que ser educado é sinônimo de apanhar como está sendo utilizado aqui por quase todo mundo)? Então você está certo, me convenceu. O estado não tem o direito de intervir asssim na liberdade das crianças. Que saco, né?
Não tão elementar assim, meu caro Robin, afinal, o que vc quis dizer com isso?

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Já perguntei duas vezes e o Barata uma: ninguém respondeu . Será que alguém teria a bondade de me esclarecer se "palmadas e beliscões" também podem ser usados para educar outros grupos de pessoas ( mães desbocadas, empregados mal educados com os colegas de trabalho, alunos bagunceiros, avós senís) que não crianças?
Se algum de vocês tivesse que assinar um documento dando liberdade ao filho para que na velhice (quando voltamos a fazer as mesmas cagadas, inclusive as literais, de criança) te dessem beliscões, palmadas ou algo mais para reeducá-los (e não me venham com essa que velhos não precisam ser educados, todo mundo aqui deve ter ou ter tido alguém senil na família) vocês manteriam a posição?

Eu não disse que palmadas devem ser usadas para se educar crianças, leia com atenção meus posts, por favor, não se confunda mais. É uma coisa que acontece, e repito, um espantalho legal não vai resolver isso. E esqueça eu vovô e meu filho querendo me dar bordoadas, ou comparar a situação com meus vizinhos, muito tosco, estou falando de casos corriqueiros cujo exagero, novamente repito, o código penal já cuida.
Por curiosidade, qual a relação minha com meu vizinho porco que joga papel no chão?
Serei eu um paladino dos bons costumes?

Offline Diegojaf

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #116 Online: 19 de Julho de 2010, 10:50:39 »
Alguém aqui já leu a lei e notou que não traz absolutamente nada de novo além do que já existe hoje?
Agredir fisicamente crianças por qualquer motivo é crime desde que me entendo por gente. Assim como agredir adultos.


Link do projeto: http://www.fia.rj.gov.br/legislacao/leidapalmada.pdf

"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

http://umzumbipordia.blogspot.com - Porque a natureza te odeia e a epidemia zumbi é só a cereja no topo do delicioso sundae de horror que é a vida.

Offline Blues Brother

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #117 Online: 19 de Julho de 2010, 11:52:18 »
Alguém aqui já leu a lei e notou que não traz absolutamente nada de novo além do que já existe hoje?
Agredir fisicamente crianças por qualquer motivo é crime desde que me entendo por gente. Assim como agredir adultos.


Link do projeto: http://www.fia.rj.gov.br/legislacao/leidapalmada.pdf



O Brasil é campeão mundial em leis reencarnadas, leis que não funcionam e leis sobre coisas que não podem ser fiscalizadas.

Sob o governo, acredito que batemos algum recorde...

Offline Mr. Mustard

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #118 Online: 19 de Julho de 2010, 13:07:37 »
E o objetivo do Governo foi atingido: Tanta coisa mais importante para ser discutido/decidido e o nosso alienado governo lança um projeto de lei incrivelmente absurdo para o populacho debater até morrer...

Impressionante.

Isto me lembra um filme do Stalone onde as pessoas não faziam mais sexo com contato físico, não falavam palavrões senão eram multados, etc...

Offline Mahul

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #119 Online: 19 de Julho de 2010, 18:31:08 »
Meu pai, que tem hoje 73 anos, levou surra de rabo de tatu, que nada mais é do que o velho chicote :chorao:. O pai dele, libanês que veio para o Brasil logo após a Primeira Guerra Mundial entendia que a melhor maneira de  :umm:"educar" era dar umas chicotadas de vez em quando na prole (isso era relativamente comum naquela época). A mãe do meu pai, filha de libaneses (e que continua relativamente firme e forte aos 95 anos) nunca deu um tapa nos filhos (nove ao todo). Mas nem precisava. Sempre foi uma verdadeira matriarca, autoritária e dominadora. O resultado? Nenhum filho se perdeu no alcoolismo ou outros vícios letais e nem teve graves problemas psicológicos. Aliás, meu pai pouquíssimas vezes me deu umas cintadas ou chineladas. Também não precisava, só o olhar dele já fulminava :twisted:. Minha mãe nunca apanhou do pai dela, mulato descendente de africanos e portugueses, ou da mãe, italiana de Treviso. Mas tanto a minha mãe quanto os irmãos dela sempre tiveram muito respeito pelos pais, que os educaram impondo limites. Enfim, não existe uma fórmula milagrosa, mas umas palmadinhas de vez em quando não provoca nenhum distúrbio grave. Muito pelo contrário! Deem de tudo e não imponham nenhum limite aos filhos e verão os monstrinhos que surgirão daí. Sou totalmente contra o espancamento ou qualquer coisa parecida, mas esse projeto de lei é coisa de quem não tem o que fazer :nojo:.
PS- Não acham que estão falando demais em direitos e nada em deveres?
Não gosto da direita porque ela é de direita e não gosto da esquerda porque ela também é de direita - Mestre Millôr

Deus seria reprovado em qualquer escola de engenharia - Paulo Francis

Só vou acreditar em socialismo no dia em que todo mundo puder morar em Ipanema - Grande Tom Jobim

Offline Týr

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #120 Online: 19 de Julho de 2010, 19:24:56 »
Sei não. Acho que a maioria dos hoje adultos apanharam na infância e, pelo incrível que pareça, a grande maioria é gente do bem.

Mas a adolescência que vem aí.... sei não. Vai de mal a pior. Acho que falta um pouco de punição e educação sim.

E vejam.... punição e educação, coisas diferentes mas que devem andar juntas.
Punição não tem que ser obrigatoriamente física. Uma semana sem PC acho que tem um efeito maior que um tapa.
Mas a punição que falo é para criança relativamente pequena. Depois de uma certa idade palmada não adianta mais. Criança fica 'esperta' com repreensão, mesmo que fisicamente não doa.

Offline Geotecton

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« Resposta #121 Online: 20 de Julho de 2010, 00:37:47 »
E o objetivo do Governo foi atingido: Tanta coisa mais importante para ser discutido/decidido e o nosso alienado governo lança um projeto de lei incrivelmente absurdo para o populacho debater até morrer...

Impressionante.

Isto me lembra um filme do Stalone onde as pessoas não faziam mais sexo com contato físico, não falavam palavrões senão eram multados, etc...

E ainda por cima tinha a Sandra Bullock em início de carreira.
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Offline Mr. Mustard

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Re: No more "Palmadas"
« Resposta #122 Online: 20 de Julho de 2010, 09:41:38 »
E o objetivo do Governo foi atingido: Tanta coisa mais importante para ser discutido/decidido e o nosso alienado governo lança um projeto de lei incrivelmente absurdo para o populacho debater até morrer...

Impressionante.

Isto me lembra um filme do Stalone onde as pessoas não faziam mais sexo com contato físico, não falavam palavrões senão eram multados, etc...

E ainda por cima tinha a Sandra Bullock em início de carreira.

Hum... Sandra Bullock no início de carreira, artisticamente falando era mais ou menos, mas em termos físicos... hehehehe... Um espetáculo! :hehe:

Offline Unknown

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Re:Bater nos filhos, pode?
« Resposta #123 Online: 21 de Outubro de 2011, 14:25:42 »
“As crianças estão precisando de tapa na bunda”, diz terapeuta infantil

Para Denise Dias, que lança livro favorável à adoção de formas física de punição, falta de limites cria “geração de delinquentes”


"Palmada pedagógica": para Denise, ela é válida como última opção

Como explicar a uma criança a forma correta de agir? A dúvida, comum a muitas mães, divide especialistas. Mas há um ponto em que todos parecem concordar atualmente: bater para educar seria pouco eficaz e traumatizante para a criança. Poucos seguem outra linha de raciocínio. É o caso da terapeuta infantil Denise Dias, que lançou em outubro deste ano o livro “Tapa na Bunda – Como impor limites e estabelecer um relacionamento sadio com as crianças em tempos politicamente corretos” (Editora Matrix).

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Desde 1998 o conselho da União Europeia está em campanha contra as palmadas. Ao todo, 22 países europeus, como Suécia, Áustria e Alemanha, criminalizaram punições físicas. Publicada em abril de 2010, uma pesquisa realizada com crianças entre três e cinco anos por cientistas da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, constatou que aquelas cujos pais costumavam disciplinar com tapas tinham 50% mais chances de desenvolver agressividade. No Brasil, tramita no congresso desde 2002 um projeto de lei que visa proibir as palmadas. Apoiado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por estrelas como Xuxa, o assunto ganhou notoriedade.

Com mais de dez anos atendendo crianças e adolescentes, inclusive em instituições dos Estados Unidos, Denise, no entanto, não vê problemas na adoção da palmadas educativas. “As crianças estão precisando de tapa na bunda”, diz a terapeuta. Ela vê a carência na imposição de limites às crianças como um dos principais problemas da geração atual: “virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes”. Confira a entrevista que ela concedeu ao Delas.

iG: Qual a ideia central do livro?
Denise Dias:
Eu vejo que as palmadas que os pais dão nos filhos, de vez em quando, não têm mal nenhum. “Monstrualizaram” a educação doméstica. Não se pode mais falar em tapa ou em castigo. Não se pode mais falar que os pais mandam nos filhos. Virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes. Podemos até falar que é uma geração drogada e prostituída também. A quantidade de jovens usuários de drogas só cresce ano após ano, isso não é falta de informação, é falta de limite. O que é, muitas vezes, imposto com um tapa na bunda.

iG: Qual a diferença entre palmada e agressão?
Denise Dias:
Não existe um “tapômetro” para mensurar isso quantitativamente. No Reino Unido, quando um pai é julgado (por algum tipo de agressão ao filho), eles observam se foi deixada alguma marca na criança. Esta seria uma forma mais palpável de medir.

iG: Um capítulo do seu livro fala sobre “criar monstros”. Você pode explicar essa ideia?
Denise Dias:
Em uma escada de hierarquia, onde ficam os pais? No topo. Onde ficam os filhos? Lá embaixo. Os pais possuem autoridade indiscutível perante os filhos. Para uma criança crescer saudavelmente, ela precisa de um adulto seguro que diga o que pode e o que não pode ser feito. Hoje em dia, ao invés de colocar limites, eles (os pais) estão filosofando excessivamente com as crianças. Costumo dizer que os pais ficam com “teses de doutorado”, explicando demais para uma criança de quatro, cinco anos de idade cujo cérebro não está formado adequadamente para formar abstração, formar filosofia. Por isso que um pai que mora no décimo andar não tenta explicar para a criança que ela pode cair da varanda. O que ele faz? Coloca rede em todas as janelas. É só uma criança, ela paga para ver.

iG: Você acha que a palmada é a melhor forma de exercer autoridade?
Denise Dias:
Não. Acho que é uma das alternativas e, muitas vezes, é o que resolve. Tem crianças que nunca precisam levar uma palmada, a mãe olha e ela já obedece. Tem criança, no entanto, que faz alguma coisa errada e, por mais que a mãe coloque-a de castigo e tire privilégios, continua mexendo onde não deve mexer. O que adianta? O que ela está pedindo? Tapa na bunda. As crianças estão precisando de tapa na bunda.

iG: Não existem outras formas de exercer a autoridade, como saber dizer “não”?
Denise Dias:
Com certeza. Isso eu abordo com clareza no meu livro. O tapa na bunda é um último recurso, mas muitas vezes ele é necessário.

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iG: Como saber quando ele é necessário?
Denise Dias:
Quando você já chamou a atenção da criança, já tentou fazê-la parar de fazer o que não deveria estar fazendo, já tentou colocar de castigo e mesmo assim ela continua. O que essa criança está pedindo? Limites. Tem criança para as quais basta dizer algo como “vai ficar sem o cinema hoje”, que ela aprende. Ela não gosta daquilo, então se comportará, em uma próxima vez, para que não aconteça de novo. Mas existem crianças que testam incansavelmente os pais. São esses adolescentes que crescem e queimam um índio, atropelam skatistas...

iG: Bater nas crianças não pode ser considerado um pouco primitivo?
Denise Dias:
De forma alguma. Uma coisa é a palmada, depois que já tiveram vários outros tipos de punições que não deram certo. Outra coisa é um pai que chega estressado do trabalho, a criança faz algo como derrubar suco na mesa, por exemplo, e o pai, na sua ignorância, lasca um tabefe na criança. São situações muito diferentes.


Capa do livro de Denise, "Tapa na Bunda", da Editora Matrix

iG: Qual a sua opinião sobre o projeto de lei que visa proibir a palmada?
Denise Dias:
Eu sou contra. Ele não é necessário. O Estatuto da Criança e do Adolescente já protege contra a violência. Vamos definir “violência”. A criança brasileira está prostituída na rua, está na cracolândia... A criança brasileira está chegando ao quinto ano do ensino público sem saber fazer uma conta de subtração. Isso é violência. Agora o congresso quer criminalizar uma palmada que um filho que olha para o pai e fala “cala a boca, seu idiota” toma? O pai que não coloca limites no filho está criando um monstro.

iG: O que levou você a escrever este livro agora, na contramão de diversos estudos e correntes pedagógicas que pregam justamente o fim das palmadas?
Denise Dias:
Para dizer a verdade, no meu convívio profissional o que eu mais conheço, graças a Deus, são profissionais a favor de umas palminhas para educar. Eu vinha escrevendo o livro desde 2009. Quando deu o boom sobre o assunto, por conta do projeto de lei, comecei a correr para terminar o livro.

http://delas.ig.com.br/filhos/educacao/as-criancas-estao-precisando-de-tapa-na-bunda-diz-terapeuta-infantil/n1597302383185.html

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Offline Gaúcho

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Re:Bater nos filhos, pode?
« Resposta #124 Online: 21 de Outubro de 2011, 15:18:50 »
Concordo demais com isso.
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