Autor Tópico: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres  (Lida 3211 vezes)

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Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Online: 05 de Abril de 2006, 18:30:04 »
Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
 
Rebecca Morelle

 
O fóssil foi encontrado no Canadá em ótimo estado 

Fósseis de animais encontrados no Canadá revelam o "elo perdido" que explicaria a evolução dos peixes em animais terrestres, segundo um estudo de paleontólogos americanos publicado na revista científica Nature. As descobertas estão dando a pesquisadores uma visão inédita desse estágio fundamental da evolução da vida na Terra.

Os espécimes, de 383 milhões de anos, são descritos como animais semelhantes aos crocodilos, com barbatanas ao invés de membros, e que provavelmente viveram em águas rasas.

Antes dessas descobertas, os paleontólogos sabiam que peixes de nadadeiras lobadas (em forma de lóbulo, arredondadas) evoluíram para criaturas terrestres durante o período Devoniano.

Mas os registros de fósseis mostravam um intervalo entre o Panderichthys - um peixe que viveu há cerca de 385 milhões de anos e que mostra sinais de evolução para criaturas que sobrevivem em ambientes terrestres - e o Acanthostega - o primeiro quadrúpede conhecido, que data de 365 milhões de anos atrás.

Sorte grande

Em 1999, os professores de paleontologia Neil Shubin, da Universidade de Chigago, e Edward Daeschler, da Academia de Ciências Naturais da Filadélfia, começaram uma exploração da parte ártica do Canadá na tentativa de encontrar o "elo perdido" que explicaria a transição da água para a terra.

 
Cientistas acreditam que animal viveu em águas rasas

Após vários anos de buscas, com pouco sucesso, eles tiraram a sorte grande em 2004.

"A incrível descoberta veio quando um dos membros da equipe encontrou o focinho de um animal de cara achatada despontando de um penhasco - e isso é totalmente o que você quer encontrar porque, se tiver sorte, o resto do esqueleto estará enterrado no penhasco", disse Shubin à BBC.

A equipe encontrou três fósseis da nova espécie Tiktaalik roseae, em bom estado de conservação e quase completos, em uma área do Ártico chamada Território Nunavut. O maior fóssil tem quase 3 metros de comprimento.

"Quando nós voltamos ao laboratório, retiramos a rocha do osso e começamos a achar coisas realmente significativas", disse Shubin.

Crocodilo

O fóssil tem algumas características dos peixes, como barbatanas e escamas nas costas.

Mas ele também tem várias características em comum com criaturas terrestres. O animal tem uma cabeça chata com os olhos no topo, semelhante à de um crocodilo, e o início de um pescoço, o que não existe em peixes.

"Quando nós olhamos dentro da barbatana observamos um ombro, um cotovelo e uma versão inicial de um pulso, o que é muito similar a animais que também habitam a terra", afirmou Shubin.

"Essencialmente nós temos um animal feito para poder se sustentar no chão."

Os cientistas acreditam que a posição dos olhos da criatura significa que ela provavelmente viveu em águas rasas.

"Nós estamos capturando uma transição muito significativa em um momento-chave. O que é significativo nesse animal é que se trata de um fóssil que borra a distinção entre duas formas de vida - entre um animal que vive na água e um animal que vive em terra."

Andrew Milner, um paleontólogo do Museu de História Natural da Grã-Bretanha, disse que é raro encontrar um fóssil em condições tão boas.

"Esse material é incrível porque inclui um esqueleto quase completo - o que é sempre útil porque ao invés de montar o fóssil a partir de pedaços podemos ver o esqueleto inteiro e ter certeza de que se trata da forma como o animal era composto."

A professora Jennifer Clack, da Universidade britânica de Cambridge, disse que a descoberta pode acabar virando um "ícone evolutivo" tão importante quando o Archaeopteryx, um animal que marca a transição de répteis para aves.

Um molde do fóssil será exibido no Museu da Ciência de Londres a partir desta quinta-feira.
 
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/04/060405_fosseispeixesir.shtml

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Offline Huxley

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #1 Online: 05 de Abril de 2006, 20:58:53 »
Fechou-se a última lacuna que existia entre peixes e tetrápodos.Os transicionais com esqueleto completo apareciam (como Ichiostega e Acanthostega) em alto estágio de evolução.Existiam outros que eram mais primitivos, mas esses só tinham os membros dianteiros fossilizados, o que nos permitia entender direito a evolução da mão. Agora com esse temos agora peixes-tetrápodos com os quatro membros fossilizados.

Xeque-mate nos "enfatizadores de lacunas", como Duane Gish.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #2 Online: 05 de Abril de 2006, 22:07:11 »
Para quem de fato entenda a teoria da evolução, nem são imprescindíveis quaisquer fósseis. Os próprios seres vivos atuais já são compatíveis o suficiente com a hipótese, enquanto as formas possíveis de seres incompatíveis, de refutações, apesar de haver praticamente uma infinidade de formas possíveis para esses seres, elas são completamente inexistentes.

ESSAS lacunas, as lacunas entre ramos não relacionados da árvore evolutiva é que deveriam ser a preocupação dos criacionistas, mas eles não entendem nada de nada, ou entendem e preferem enganar. Até que se tenha o que nunca se terá, um conjunto de fósseis vasto e gradual o suficiente para se filmá-los em técnica "stop and go" fazendo uma animação suave, "smooth", da evolução quase como se fosse algo parecido feito com o desenvolvimento de uma pessoa, ainda terão uns ignorantes ou desonestos fazendo afirmações do tipo dessa feita aqui:

http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=ciencia&artigo=20060316133409&lang=bra


Simplesmente esperam como previsão da evolução algo que ela não prevê, e nunca chegam a pensar no que seria de se esperar se a evolução não tivesse ocorrido.

Offline Huxley

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #3 Online: 06 de Abril de 2006, 00:34:08 »
Já li num livro que existem 300.000 espécies em fósseis de todas as épocas.O número de espécies vivas é estimada entre 10 e 50 milhões.Então, pedir uma sequência de fósseis ligando duas espécies em pequeníssimos passos graduais é uma tautologia.Eu tenho dó de pobres almas inocentes que se acham o máximo por acreditar está fazendo uma "crítica devastadora a evolução", quando na verdade está fazendo uma simples demonstração de ignorância.

Para a evolução ser falsa é tão fácil.Bastaria um intermediário de mamífero-ave ou animal metade elephantidae e metade-cetáceo.Existem infinitos intermediários proibidos, mas só os que a evolução prevê aparece.
« Última modificação: 06 de Abril de 2006, 00:38:37 por Huxley »
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Atheist

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #4 Online: 06 de Abril de 2006, 02:02:46 »
[modo criacionista ignorante on] Uai, mas não tem o ornitorrinco e o elefante marinho??? [modo criacionista ignorante off] :D

Mas falando sério, pelo criacionismo qualquer animal ou planta, absolutamente qualquer animal ou planta é viável. Eu queria ver um animal que faz fotossíntese; uma planta com neurônio; uma planta com olhos de câmara; vertebrados com asas como a de insetos;

APODman

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Descoberto elo evolucionário entre peixe e animal terrestre
« Resposta #5 Online: 06 de Abril de 2006, 07:31:53 »
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Descoberto elo evolucionário entre peixe e animal terrestre



Fóssil de 380 milhões de anos junto a modelo do peixe


Paleontólogos encontram peixe com pata

REINALDO JOSÉ LOPES
DA REPORTAGEM LOCAL

É o fóssil que todo estudioso da evolução pediu a Deus: um peixe com patas. Aliás, também com o começo de um pulso nas "mãos" e um pescoço. Os paleontólogos costumam fugir do clichê, mas não dá para negar: esse animal é o elo perdido na origem de todos os vertebrados terrestres, inclusive o Homo sapiens.

A história quase inacreditável do Tiktaalik roseae, um predador de águas rasas que pode ter alcançado até 2,7 m de comprimento quando vivo, começa a ser revelada na edição de hoje da revista científica "Nature" (www.nature.com). O bicho foi retirado do meio de rochas com 380 milhões de anos por um trio de paleontólogos americanos, Neil Shubin, Edward Daeschler e Farish Jenkins Jr. "Nós o achamos em meio a um cenário ártico clássico, na ilha de Ellesmere [Canadá], rodeados por ursos polares e bois-almiscarados", contou Shubin.

No entanto, durante o Período Devoniano (fase da história da Terra na qual o bicho viveu), a região estava muito mais próxima do Equador, de forma que o Tiktaalik provavelmente passava seus dias num agradável delta de rio subtropical, de águas rasas e cheias de barro. "Temos vários esqueletos articulados, e o mais completo vai até a base da cauda", diz Shubin, que trabalha na Universidade de Chicago. O tamanho varia -o menorzinho pode ter tido 1,2 m- mas são todos membros da mesma espécie.

De brincadeira, os descobridores do Tiktaalik estão chamando o bicho de "peixápode" -mistura de peixe com tetrápode, nome técnico dado a todos os vertebrados terrestres (a palavra grega quer dizer "de quatro patas"). De fato, o fóssil cumpre perfeitamente essa função de intermediário entre os dois grupos. Antes dele, só se conheciam tetrápodes verdadeiros, com membros cheios de dedos, ou peixes com nadadeiras musculosas, mas que não chegavam perto de uma pata.

O Tiktaalik, por outro lado, tem "barbatanas" que parecem estar querendo virar braços e pernas, mas não chegaram lá -ainda. Os cientistas simularam sua postura e estimaram que as pontas das nadadeiras -os "pulsos"- podiam se dobrar, de forma a manter o bicho apoiado no solo. "Antes, as pessoas viam a mão inteira dos tetrápodes como algo que aparece de repente. O Tiktaalik muda isso", afirma Neil Shubin.

É uma capacidade que pode ter sido útil para se mover em meio a pedras, lodo ou plantas aquáticas, e mesmo para se arrastar fora d'água por períodos curtos. Ele tinha brânquias para respirar na água, mas sua boca estava organizada de tal jeito que ele poderia também arrancar oxigênio do ar.

Os olhos no topo da cabeça, feito os de um jacaré, ajudavam a mantê-lo alerta tanto dentro quanto fora d'água, e o surgimento de um pescoço, com ossos móveis, facilitava sua atividade de predador. Faltam apenas os dedos -o principal "salto" evolutivo que ainda separa a criatura dos vertebrados terrestres.

Ajuda brasileira

O animal tem ainda uma característica pouco usual em peixes: suas costelas "montam" umas nas outras, como se fossem placas rígidas. "Isso serve para dar sustentação ao tronco", disse à Folha Jenkins, paleontólogo da Universidade Harvard. "Acreditamos que essa característica apareça em criaturas que deixam a flutuação e precisam das costelas para apoiar o corpo num ambiente dominado pela gravidade."

Essa hipótese anatômica, agora comprovada pelo novo fóssil, foi desenvolvida por Jenkins há mais de três décadas. E com uma ajudinha brasileira. O cientista conta que estava estudando costelas de vertebrados terrestres fósseis e atuais. E um dos raros casos de costelas sobrepostas está justamente num animal brasileiro, uma espécie de tamanduá.

"O problema é que eu não tinha nenhum esqueleto de tamanduá para estudar", conta Jenkins. "Quem me arrumou um foi o grande zoólogo e compositor brasileiro Paulo Vanzolini", lembra.
O trio de cientistas deve voltar ao Ártico no meio deste ano para coletar mais fósseis da criatura.
Jenny Clack, especialista em tetrápodes primitivos da Universidade de Cambridge, disse em comentário na "Nature" que o fóssil tem tudo para se tornar um ícone das transições evolutivas, tal como o Archaeopteryx, o dinossauro com penas que é considerado a mais antiga ave.


fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0604200601.htm



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« Última modificação: 06 de Abril de 2006, 08:01:45 por APODman »

Offline ACSalles

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Re: Descoberto elo evolucionário entre peixe e animal terrestre
« Resposta #6 Online: 06 de Abril de 2006, 11:45:18 »
Uau !
Fight your prime enemy
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Offline Nina

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #8 Online: 06 de Abril de 2006, 14:43:35 »
Unidos! :D
"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

Offline LIAN

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #9 Online: 06 de Abril de 2006, 16:52:36 »
Tem um livro do Carl Zimmer (À beira d'água- Macroevolução e transformação da vida) que preciso encontrar e ler que fala sobre vários fósseis desse tipo!!
"Não consigo me convencer de que um Deus caridoso e onipotente teria propositalmente criado vespas parasitas com a intenção expressa de alimentá-las dentro de corpos vivos de lagartas." Charles Darwin

APODman

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #10 Online: 06 de Abril de 2006, 22:54:35 »

Imagens:



Fóssil de Tiktaalik



Reconstrução do Tiktaalik




Dos peixes aos tetrapodes: Período 385 a 365 milhões de anos




Transição peixe-tetrápode


fonte: http://www.livescience.com/animalworld/060405_fish_evolution.html


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APODman

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #11 Online: 07 de Abril de 2006, 07:52:03 »

Chora Gish !!!   :biglol:


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The New York Times

Encontrado o "elo perdido" entre peixes e vertebrados terrestres
O animal descoberto ainda é um peixe, mas apresenta mudanças que antecipam a emergência dos animais terrestres - sendo, portanto, um predecessor de anfíbios, répteis e dinossauros

Os esqueletos apresentam as barbatanas, as escamas e outros atributos de um peixe grande, de 1,20 metro a 3 metros de comprimento. Mas, ao examinar o material com mais cuidado, os cientistas descobriram traços anatômicos reveladores de uma criatura transicional, um peixe que ainda é peixe, mas que apresenta mudanças que antecipam a emergência dos animais terrestres - sendo, portanto, um predecessor de anfíbios, répteis e dinossauros, mamíferos e, conseqüentemente, seres humanos.

Dois outros paleontólogos, ao comentarem a descoberta em um outro artigo publicado na "Nature", disseram que alguns outros poucos peixes transicionais, que viveram aproximadamente no mesmo período, o Devoniano Superior, de 385 milhões a 359 milhões de anos atrás, foram encontrados anteriormente. "Mas o tiktaalik é, de forma tão clara, um elo intermediário entre os peixes e os vertebrados terrestres, que com o tempo eles poderá se transformar em um ícone evolucionário como o protopássaro archaeopteryx, que preencheu a lacuna entre os répteis (provavelmente dinossauros) e os pássaros atuais", disseram eles.

Novacek respondeu em uma entrevista: "Nós encontramos o archaeopteryx, uma baleia primitiva que vivia na terra, e agora este animal, que revela a transição de peixe para tetrápode. Do que mais necessitamos em termos de registros fósseis para demonstrar que os criacionistas estão totalmente equivocados?".

Duane T. Gish, funcionário aposentado do Instituto de Pesquisas sobre a Criação, em San Diego, disse: "Este suposto peixe transicional terá que ser avaliado cuidadosamente". Mas ele acrescentou: "Continuo achando a teoria da evolução questionável, porque os paleontólogos ainda precisam descobrir fósseis transicionais entre os invertebrados complexos e os peixe


fonte: orkut


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Offline LIAN

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #12 Online: 07 de Abril de 2006, 09:55:05 »
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Duane T. Gish, funcionário aposentado do Instituto de Pesquisas sobre a Criação, em San Diego, disse: "Este suposto peixe transicional terá que ser avaliado cuidadosamente". Mas ele acrescentou: "Continuo achando a teoria da evolução questionável, porque os paleontólogos ainda precisam descobrir fósseis transicionais entre os invertebrados complexos e os peixe

O termo transicional é questionável, mas vamos lá. Os paleontólogos conhecem zoologia e sabem que existe uma série de Filos atuais que ocupam bem a lacuna vertebrados-invertebrados (uma denominação errônea, pois invertebrado não é grupo monofilético). Alguns desses são os chamados hemicordatos, urocordatos e cefalocordatos. :roll:

Falta de informação é uma droga!  :grito:
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Offline Buckaroo Banzai

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #13 Online: 07 de Abril de 2006, 10:54:31 »
anti-evolucionismo chega a ser impressionante.

Estava lendo sobre um cara, que não é propriamente criacionista, mas afirma que todos genomas são meio que "irredutivemente complexos", e que surgiram independentemente de uma sopa de DNA primordial..... aceita coisas como que os procariontes descendem dos eucariontes....

um dos exemplos de enganos da evolução que ele dá é que os morfologistas se prendem a detalhes superficiais, similaridades entre seres para verem aí provas de ancestralidade comum.... como por exemplo, insetos e vertebrados tem patas, então as patas dos vertebrados de alguma forma podem ter gradualmente evoluído das patas de insetos!

Ou é uma tremenda ignorância pura ou desonestidade burra. Porque dá exemplo de coisas que não são homólogas (a não ser talvez em nível genético), e ignora a homologia de patas entre vertebrados, por exemplo, que ele diz terem também surgido independentemente

Offline LIAN

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #14 Online: 07 de Abril de 2006, 11:26:48 »
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Estava lendo sobre um cara, que não é propriamente criacionista, mas afirma que todos genomas são meio que "irredutivemente complexos", e que surgiram independentemente de uma sopa de DNA primordial..... aceita coisas como que os procariontes descendem dos eucariontes....

Hum...surgiram independentemente...e as similaridades de seqüência, localização e função de genes ocorreram de forma convergente. Os eucariontes que possuem organelas que supostamente seriam procariontes são anteriores aos procariontes!! É, o cara tem domínio sobre a navalha de Ockham!  :hihi:
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Offline Huxley

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #15 Online: 07 de Abril de 2006, 21:33:34 »
"Um pequeno lembrete histórico en passant – lembra-se do Celacanto? Ele foi considerado uma forma transicional porque tinha nadadeiras ósseas, mas quando foi descoberto um espécime vivo, ele não as usava para andar ou levantar-se. Mas o que o Celacanto tem a ver com este fóssil? Muito, pois sem as partes moles (guelras e outros órgãos) e sem um exemplo vivo, a interpretação dada aos ossos é, na melhor das hipóteses, um EXERCÍCIO SUBJETIVO DE ADIVINHAÇÃO."

artigo "O novo ‘elo perdido’ não é assim nenhuma Brastemp de forma intermediária"

http://pos-darwinista.blogspot.com

Refutando mais uma tentativa de tapar o sol com a peneira:

Os peixes crosspterigianos não são considerados intermediários apenas por causa das nadadeiras ósseas e sim por causa das muitas características esqueletais parecidas com as dos anfíbios.O fato desses peixes terem órgãos distintos aos anfíbios não retiram sua característica de transicionalidade.Celacantídeos são transicionais sim, eles são os animais mais próximos entre os peixes em relação aos proto-tetrápodos.Entretanto, não existe a espécie "celacanto".Os celacantos atuais são da família Latimeriidae, que se especializaram em águas profundas e os Eusthenoptheron (considerado os mais próximos aos terápodos) são de OUTRA família e que se adaptaram a águas mais rasas.

Os ossos dos proto-membros não necessariamente seriam utilizados apenas para caminhar, os especialistas defendem que os primeiros tetrápodos utilizaram os membros ANTES de usarem extensivamente na terra para caminhar (Jennifer Clack, "Com os Pés em Terra Firme", Scientific American Brasil de Janeiro de 2006), e os dados paleoambientais mostram que o ambiente em que eles viviam eram mal-oxigenados e assim se levantar para flexionar o corpo fora d´água respirar podia ser muito útil, coisa já é útil em alguns peixes que complementam sua respiração com oxigênio do ar.Agora , comparar a impossibilidade de flexionar o corpo fora-d´água (ou mesmo caminhar) de um peixe de águas profundas com apenas nadadeiras lobuladas com um animal que tem um ombro, um cotovelo e uma versão inicial de um pulso é claramente um argumento de alguém que quer IGNORAR E VARRER PARA DEBAIXO DO TAPETE  mais uma evidência que corrobora as predições da teoria da descendência comum.Porque um animal teria um ombro, um cotovelo e uma versão inicial de um pulso?Para enfeite é que não era.E sem falar que o seu parente Ichthyostega tem membros ainda mais desenvolvidos que esses animais.Esse artigo não tem uma única declaração de um cientista que considere que esse novo fóssil não seja transicional, ou que não feche a lacuna entre o Eusthenoptheron e o Panderichthys.Mas Enézio tenta enrolar a la Gish, ressaltando as lacunas entre os intermediários que faltam e que os cientistas sérios admitem.Se for achado outro transicional, vai pedir o transicional do transicional, e assim ad infinitum, como é de se esperar de um bom argumento tautológico.

Esses dogmáticos (Enézio e Gish) que mediante seus truques verbais podem tornar o branco em preto, e o preto em branco, nunca serão convencidos de nada, porém o Tiktaalik é o mesmo animal que eles proclamaram impossível em teoria.

« Última modificação: 07 de Abril de 2006, 21:46:24 por Huxley »
"A coisa mais importante da vida é saber o que é importante". Otto Milo

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Offline Buckaroo Banzai

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Re: Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #16 Online: 07 de Abril de 2006, 21:49:07 »
estou copiando esse post do Huxley para um outro tópico que fiz que visava colocar todos os textos ou resmungos contra a nomenklatura e insuficiência epistêmica neo-darwinista em um único lugar, para facilitar como referência para possíveis vítimas de criacionismo.

(a idéia era fazer um tópico para cada autor criacionista, mas ocorreu um aparente silêncio deles por um tempo, e até me esqueci também)

http://www.clubecetico.org/forum/index.php/topic,3745.0.html

Offline JJ

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Re:Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #17 Online: 10 de Maio de 2018, 13:33:24 »
A história de quando éramos peixes – Resenha


by Atila | 19 Oct, 2010 | evolução, resenha | Comments



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quando_eramos_peixes.jpg


Nota: eu li a versão em inglês do livro, Your Inner FIsh, já que saiu mais barato importar o livro do que comprar por aqui (afinal, o dólar vale bem menos do que o real… peraí!). Para uma crítica do livro em português, além dos detalhes, leiam a resenha do Observações Impertinentes.


Tiktaalik_BW Escrito pelo paleontólogo Neil Shubin, orgulhoso responsável pelo grupo que encontrou o Tiktaalik roseae, um fóssil transicional. Um peixe com características que são encontradas apenas nos vertebrados terrestres, e ajuda a ilustrar como se deu a transição dos vertebrados do ambiente aquático para o terrestre.


O livro trata justamente deste tema, como surgiram os vertebrados terrestres, e o papel que as estruturas encontradas em peixes desempenham atualmente. Neil Shubin é extremamente didático, e explica com muita competência o passo-a-passo de sua descoberta. É uma delícia acompanhar a argumentação de como fomos mudando e adaptando estruturas, a famosa gambiarra evolutiva, e como isso ajuda a explicar uma série de características atuais, da perfeição do nosso ouvido interno ao bizarro caminho que alguns nervos e vasos fazem em nosso pescoço, passando pelo serviço mal feito que causa nosso reflexo do soluço.


A primeira parte do livro é um exemplo de como tratar evolução. O paleontólogo descreve como a busca por fósseis não é um processo aleatório, e que, apesar de contar com a sorte, depende de muito conhecimento prévio e planejamento. Ele explica quais são os tipos de solo mais propícios à fossilização, e qual a estimativa da origem dos vertebrados terrestres, o que determina a idade das rochas em que esperamos este tipo de fóssil. Mostrando como a teoria da Evolução é capaz de fazer predições testáveis, ele mostra como o fóssil foi encontrado justamente onde se esperava. Depois de muita busca, claro.
Deixo aqui um trecho que mostra como a descoberta de um fóssil de transição, quando ele levou uma réplica do fóssil á pré-escola do filho para demonstrar com o que trabalhava (tradução livre minha)c– filhos de paleontologistas devem ser os mais orgulhosos no mostre-e-conte, talvez depois dos filhos de engolidores de espadas:



“As vinte crianças de 4 e 5 anos estavam se comportando surpreendentemente bem enquanto eu descrevia como tinhamos trabalhado no Ártico para encontrar o fóssil, e mostrei a eles os dentes afiados do animal. Então perguntei o que achavam que ele era. A primeira criança disse que era um crocodilo ou um jacaré. Quando perguntei por que, disse que ele tinha uma cabeça chata com olhos em cima como crocodilos ou lagartos. E dentes grandes também. Outras crianças discordaram. Quando escolhi a mão erguida de uma dessas crianças, ouvi: Não, não é um crocodilo, é um peixe, pois ele tem escamas e nadadeiras.


Então outra criança gritou, “Talvez ele seja ambos.” A mensagem do Tiktaalik é tão clara que até crianças da pré-escola podem ver.“


Uma ótima demonstração da idade mental de quem contesta a evolução.


http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/10/a_historia_de_quando_eramos_pe/



« Última modificação: 10 de Maio de 2018, 13:36:53 por JJ »

Offline JungF

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Re:Fóssil revela elo entre peixes e animais terrestres
« Resposta #18 Online: 10 de Maio de 2018, 21:45:29 »
Quem  tem algum contato, digamos, com a expressão cultural global e particularmente aquela que encontramos no Brasil, onde não se espera em termos intelectivos, alguma coisa diferente de Instagram e Whatsapp, desconfia destes mini-gênios americanos, de cinco anos de idade.
O autor do livro quis enfatizar o quão obvio era sua descoberta, como transicional, que criou um cenário, a pré-escola.
Exageros à parte, o achado é de fato espetacular.

 

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