Autor Tópico: Ciência no Brasil  (Lida 7612 vezes)

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Offline Nina

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No Observatório da Imprensa estão explicando melhor:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=538FDS002

No fim dá pra ver que o dinheiro destinado à pesquisa ainda é muito pouco e que o governo muito pouco tem a ver com o ganho de expressão da pesquisa brasileira.
« Última modificação: 20 de Maio de 2009, 22:06:28 por Nina »
"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

Offline Nina

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"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

Offline Nina

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Números:

Dados do Web of Science, onde estão contados apenas "articles" e "reviews" do Brasil, de 2000 a 2008.

2000... 9.687
2001... 9.926
2002... 11.210
2003... 12.002
2004... 13.492
2005... 14.967
2006... 17.172
2007... 22.044
2008... 26.282

(contagem feita pela cientometrista Jack Leta, da UFRJ)

56%? Onde viram isso?

Além de tentar manipular a opinião pública, ainda passam dados errados. O aumento é de 19%, e se refere às revistas na base, não a criação de novas revistas.
"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

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Agora os fatos: a situação real das revistas brasileiras:

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QUALIS – carta aberta ao Presidente da CAPES
 
As revistas brasileiras têm a difícil tarefa de se consolidarem em um ambiente hostil, tanto fora como dentro do País, enfrentando a concorrência das revistas estrangeiras e o gargalo da avaliação QUALIS. O próprio meio acadêmico tem se encarregado de avaliar as revistas ao produzir uma pressão salutar que leva, em última instância, à hierarquização das revistas por mérito. Neste sentido, a nova iniciativa QUALIS é prejudicial, pois  não estimula a consolidação da nossa ciência, mas reforça a desagregação do nosso conjunto de revistas de qualidade da área. Atribuir o nível de mérito adequado às revistas brasileiras certamente estimularia um círculo virtuoso que levaria, em última instância, a que se igualem em competitividade com revistas internacionais de “nível A” no JCR.

"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

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Gol do Álvaro Dias (nestas horas dá orgulho ser paranaense...)

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=91684&codAplicativo=2

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Alvaro Dias criticou informações divulgadas pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, baseadas na base de dados multidisciplinar da Thomson-ISI, dando conta do crescimento, em 2008, de 56% da produção científica brasileira em relação a 2007.

Baseando-se em artigos publicados pelo Jornal da Ciência, periódico editado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Alvaro Dias observou que o crescimento dos percentuais de produção científica no país se deve ao fato de a base de dados Thomsom-ISI ter acresentado inúmeros periódicos nacionais ao seu sistema, o que teria levado a uma avaliação incorreta sobre a produção científica brasileira em relação a anos anteriores.
« Última modificação: 03 de Junho de 2009, 09:49:36 por Nina »
"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

Offline Saori

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Ebaaaa  :lol:

Mas ainda precisa melhorar muito, o governo não investe em ciencia, o Brasil está muitooooo atras de paises como o EUA, mas muito mesmo!
Pelo menos o governo do DF ajudou a comprar o Illumina, já chegou aqui na minha facul o/, os professores estavam até tirando foto das caixas :P (ainda está na caixa)
"A ignorância suplica confiança mais freqüentemente do que o conhecimento: são aqueles que sabem pouco, e não os que sabem muito, que afirmam tão positivamente que esse ou aquele problema nunca serão resolvidos pela ciência."
(Charles Darwin)

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Re: Brasil alcança a 13ª posição na classificação mundial em produção científica
« Resposta #56 Online: 10 de Novembro de 2010, 19:49:51 »
Brasil gasta como países desenvolvidos, mas não gera lucro com ciência

O Brasil já gasta tanto com ciência quanto a Espanha ou a Itália, mas ainda está atrás de ambas na sua capacidade de transformar esse dinheiro em resultados palpáveis.

Essa é a conclusão de um novo relatório da Unesco, que é divulgado de cinco em cinco anos. Entre 2002 e 2008, os anos utilizados como referência, o investimento em pesquisa no país passou de R$ 25,5 bilhões para R$ 32,7 bilhões.

Esse foi um dos fatores que fizeram a produção científica brasileira pular de 12 mil artigos científicos para 26 mil nesse período.

A outra causa, na opinião de Hugo Hollanders, especialista holandês em inovação que é um dos responsáveis pelo relatório da Unesco, foi a evolução da internet, especialmente da banda larga, que permitiu a difusão mais rápida do conhecimento entre os pesquisadores dos países em desenvolvimento.

"A ciência mundial era dominada por Europa, Japão e EUA, mas o mundo está se tornando gradualmente multipolar. Coreia, Brasil, China e Índia estão desenvolvendo as suas potencialidades, ainda que a África continue atrasada em relação às outras regiões", disse Irina Bokova, diretora-geral da Unesco.

A situação asiática, porém, é melhor do que a brasileira. Hollanders lembra que "nos últimos cinco anos, muitos líderes acadêmicos americanos e europeus têm recebido convites de trabalho e vultosos orçamentos de pesquisa em universidades do Leste Asiático".



SEM EMPRESAS

O grande problema do Brasil, porém, é escorregar na hora de tirar a pesquisa da universidade e levá-la às empresas, diz o relatório. Três quartos dos cientistas do país estão nas universidades, quase sempre públicas -nos EUA, quase 80% deles trabalham na iniciativa privada.

Existem exceções, como a pesquisa tecnológica no setor aeronáutico e no campo (o cultivo de soja e a produção de etanol, por exemplo), mas, em geral, as empresas brasileiras investem relativamente pouco em inovação.

"A falta de ousadia da maioria das indústrias brasileiras pode ser fruto de décadas de funcionamento em um mercado fechado e em meio a uma economia pouco confiável", escrevem a quatro mãos Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, e Hernan Chaimovich, professor da USP.

Além disso, as empresas do país reclamam da falta de trabalhadores qualificados, especialmente em áreas ligadas à engenharia. Isso acontece porque o país começou a investir tarde em formação avançada.

Com universidades muito jovens (a Unicamp, por exemplo, tem menos de 50 anos), o Brasil pode gastar até mais do que países europeus (com universidades mais velhas que o Brasil), mas vai precisar esperar alguns anos ainda até ter uma massa crítica de cientistas.

O consolo é que, entre a os países em desenvolvimento, o Brasil vai bem. O resto da América Latina está cientificamente estagnado. Na África, alguns países até crescem rapidamente, como Angola e Nigéria, mas partindo de atividades pobres em pesquisa, como a mera extração de petróleo com técnicas consagradas.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/828370-brasil-gasta-como-paises-desenvolvidos-mas-nao-gera-lucro-com-ciencia.shtml

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Offline Geotecton

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Re: Produção científica cresce 133% em 10 anos no país
« Resposta #57 Online: 10 de Novembro de 2010, 23:48:00 »
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Números:

Dados do Web of Science, onde estão contados apenas "articles" e "reviews" do Brasil, de 2000 a 2008.

2000... 9.687
2001... 9.926
2002... 11.210
2003... 12.002
2004... 13.492
2005... 14.967
2006... 17.172
2007... 22.044
2008... 26.282

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56%? Onde viram isso?

Além de tentar manipular a opinião pública, ainda passam dados errados. O aumento é de 19%, e se refere às revistas na base, não a criação de novas revistas.

Ótima análise Nina!
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Offline Dbohr

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Re: Produção científica cresce 133% em 10 anos no país
« Resposta #58 Online: 11 de Novembro de 2010, 08:47:18 »
E quanto ao relatório da UNESCO publicado recentemente, que afirma que a produção científica brasileira aumentou "de 12 mil artigos científicos para 26 mil" entre 2002 e 2008? O que se está comentando sobre isso nos círculos acadêmicos?


Offline Geotecton

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Re: Produção científica cresce 133% em 10 anos no país
« Resposta #59 Online: 11 de Novembro de 2010, 09:38:46 »
E quanto ao relatório da UNESCO publicado recentemente, que afirma que a produção científica brasileira aumentou "de 12 mil artigos científicos para 26 mil" entre 2002 e 2008? O que se está comentando sobre isso nos círculos acadêmicos?

Acho que a resposta está aqui:

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Alvaro Dias criticou informações divulgadas pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, baseadas na base de dados multidisciplinar da Thomson-ISI, dando conta do crescimento, em 2008, de 56% da produção científica brasileira em relação a 2007.

Baseando-se em artigos publicados pelo Jornal da Ciência, periódico editado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Alvaro Dias observou que o crescimento dos percentuais de produção científica no país se deve ao fato de a base de dados Thomsom-ISI ter acresentado inúmeros periódicos nacionais ao seu sistema, o que teria levado a uma avaliação incorreta sobre a produção científica brasileira em relação a anos anteriores.
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Re: Produção científica cresce 133% em 10 anos no país
« Resposta #60 Online: 11 de Novembro de 2010, 10:33:47 »
Por isso mesmo, gostaria de saber se nos círculos acadêmicos a reação tem sido a mesma desse imbroglio anterior.

A propósito, o relatório da UNESCO usa fontes oficiais brasileiras ou faz levantamentos independentes?

Offline Geotecton

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Re: Produção científica cresce 133% em 10 anos no país
« Resposta #61 Online: 11 de Novembro de 2010, 13:11:51 »
Por isso mesmo, gostaria de saber se nos círculos acadêmicos a reação tem sido a mesma desse imbroglio anterior.

A propósito, o relatório da UNESCO usa fontes oficiais brasileiras ou faz levantamentos independentes?

Eu não sei qual são as fontes da UNESCO mas eu acho que são as oficiais.

Eu lembro que há algum tempo também foi denunciada uma artimanha em que dois "pesquisadores" combinavam de fazer menções mútuas em alguns trabalhos e que eram apresentados com pequenas variações em diversas revistas.
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Offline Unknown

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #62 Online: 03 de Dezembro de 2010, 16:13:13 »
Para "Science", desigualdade na ciência no Brasil ainda é entrave

A ciência do Brasil vai bem, mas ainda precisa vencer a desigualdade entre regiões. Essa é a análise da revista científica americana "Science", uma das mais importantes do mundo, sobre a atividade científica brasileira.

A publicação afirma que o país já se dá ao luxo de fazer "big science" (ciência cara e de grande porte), como no caso de neurociências, transgênicos e energia nuclear.

Mas os maiores gastos (e, consequentemente, os resultados) da ciência brasileira ficam concentrados no Sudeste do país. Só o Estado de São Paulo tem metade da produção de artigos científicos.

A "Science" também afirma que, apesar de milhões de brasileiros terem saído da pobreza extrema nos últimos anos, a desigualdade social ainda é um desafio.

"No entanto, seria um desastre aguardar a solução dos problemas básicos da sociedade para começar a criar competências, são duas frentes simultâneas e uma ajuda a outra", diz Sérgio Salles-Filho, engenheiro especialista em política científica da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

ABISMO

Salles-Filho concorda que existe um buraco entre o conhecimento produzido pela florescente ciência brasileira e seu impacto na vida das pessoas.

"Fazer ciência apenas para aparecer em rankings internacionais não é boa coisa. Há uma visão míope de que o artigo científico é o fim último da ciência. É preciso medir suas consequências para a sociedade", completa.

Por falar em artigos, o país vai bem. Como a "Science" destaca, a produção científica publicada em revista científica mais do que triplicou na última década. No entanto, o impacto desses trabalhos, ou seja, o quanto eles são citados internacionalmente em outros artigos científicos, ainda é baixo.

O gasto com ciência no Brasil atingiu 1,2% do PIB, e o país hoje forma mais de 10 mil doutores por ano.

Salles-Filho atribuiu o fenômeno à conjuntura econômica e à consolidação da política científica nacional entre os anos 1990 e 2000. "A criação de novas fontes de financiamento público nesse período mudou o rumo das coisas", analisa.

POUCA INOVAÇÃO

Outras pedras no caminho da ciência nacional apontadas pela "Science" são o pouco empreendedorismo dos cientistas brasileiros e o distanciamento do setor privado, ao contrário do que acontece nas grandes universidades do mundo.

"Falta cultura acadêmica para o empreendedorismo. E é difícil um lugar ao sol no mercado de empreendimentos de base tecnológica no Brasil", explica Salles-Filho.
Para a "Science", o país tem se destacado positivamente na área agrária. Instituições como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) mostram que o país está se transformando de um exportador de matéria-prima para um desenvolvedor de produtos com base em atividade científica.

"As ciências agrárias sempre foram aplicadas, o que ajuda a estruturar a atividade produtiva. O agronegócio representa 25% do PIB do país", analisa Salles-Filho.

De acordo com o especialista, o desenvolvimento científico recente atingido pelo país "não é pouca coisa". "Agora não há mais retorno", conclui.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/839987-para-science-desigualdade-na-ciencia-no-brasil-ainda-e-entrave.shtml

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Offline Geotecton

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #63 Online: 04 de Dezembro de 2010, 08:22:43 »
Para "Science", desigualdade na ciência no Brasil ainda é entrave

A ciência do Brasil vai bem, mas ainda precisa vencer a desigualdade entre regiões. Essa é a análise da revista científica americana "Science", uma das mais importantes do mundo, sobre a atividade científica brasileira.

A publicação afirma que o país já se dá ao luxo de fazer "big science" (ciência cara e de grande porte), como no caso de neurociências, transgênicos e energia nuclear.

Mas os maiores gastos (e, consequentemente, os resultados) da ciência brasileira ficam concentrados no Sudeste do país. Só o Estado de São Paulo tem metade da produção de artigos científicos.
[...]

A causa tem um nome: FAPESP.

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Offline uiliníli

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #64 Online: 04 de Dezembro de 2010, 17:18:03 »
 :|

Citação de: [url=http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,derrotado-na-disputa-pelo-governo-de-sp--mercadante-sera-ministro-de-ciencia-e-tecnologia,649439,0.htm]Estadão[/url]
Derrotado na disputa pelo governo de SP, Mercadante será ministro de Ciência e Tecnologia
O atual titular da pasta, Sérgio Rezende (PSB), cotado para assumir a presidência da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf); PSB também deve ficar com Integração Nacional
04 de dezembro de 2010 | 14h 22

Vera Rosa e João Domingos / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

O líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (SP), será o ministro de Ciência e Tecnologia no governo de Dilma Rousseff. A presidente eleita formalizou o convite para Mercadante na sexta-feira, em reunião na Granja do Torto. Candidato derrotado ao Palácio dos Bandeirantes, o senador é autor de um projeto que prevê a instalação de internet banda larga nas escolas públicas rurais e urbanas do País.

O atual ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende - filiado ao PSB -, é cotado para assumir a presidência da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Na partilha dos cargos, o aliado PSB também ficará com o Ministério da Integração Nacional, hoje comandado pelo PMDB. O nome citado para a pasta é o de Fernando Bezerra Coelho, indicado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Alessandro Teixeira, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), é nome forte para dirigir o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Teixeira foi secretário-executivo do programa de governo de Dilma. A presidente eleita prometeu criar o Ministério da Micro e Pequena Empresa na campanha, mas até agora a proposta não saiu do papel.

Desde 2005, o Sebrae é comandado por Paulo Okamotto, que deverá deixar o governo, a partir de janeiro, para acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) tem chance de ser nomeada para a Secretaria de Direitos Humanos . Há tempos o "Movimento PT", corrente de Rosário no mosaico ideológico do petismo, reclama por não ter nenhuma vaga no Ministério de Lula e agora pressiona Dilma.

Os rumores de que a pasta do Desenvolvimento Agrário - hoje nas mãos da corrente petista Democracia Socialista - pode acabar na cota dos governadores do Nordeste também desagradou a um grupo do PT. Nesta semana, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, hoje diretor da Petrobrás Biocombustíveis, desembarcou em Brasília para conversar com Dilma sobre o assunto. Ex-vice-governador do Rio Grande do Sul, Rossetto é amigo da presidente eleita e um dos principais dirigentes da Democracia Socialista. (fim)


Offline Adriano

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #65 Online: 04 de Dezembro de 2010, 17:25:42 »
Citar
O líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (SP), será o ministro de Ciência e Tecnologia no governo de Dilma Rousseff. A presidente eleita formalizou o convite para Mercadante na sexta-feira, em reunião na Granja do Torto. Candidato derrotado ao Palácio dos Bandeirantes, o senador é autor de um projeto que prevê a instalação de internet banda larga nas escolas públicas rurais e urbanas do País.
Gostei dessa proposta. O acesso a internet é algo que pode alavancar muito o ensino público.
Princípio da descrença.        Nem o idealismo de Goswami e nem o relativismo de Vieira. Realismo monista.

Offline uiliníli

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #66 Online: 04 de Dezembro de 2010, 17:33:26 »
Gostei dessa proposta. O acesso a internet é algo que pode alavancar muito o ensino público.

O uso de internet nas escolas públicas só vai alavancar o uso de Orkut e MSN.

Offline Adriano

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #67 Online: 04 de Dezembro de 2010, 17:38:07 »
Gostei dessa proposta. O acesso a internet é algo que pode alavancar muito o ensino público.

O uso de internet nas escolas públicas só vai alavancar o uso de Orkut e MSN.
Esse é o uso comum da internet na vida privada. Por isso é necessário uma alfabetização digital, mostrando como podemos encontrar informação de qualidade na internet.

A questão é não apenas demonizar a internet e sim ensinar a sociedade a doma-la. Assim como Sagan fez com a televisão, quando escreveu um livro sobre os demônios que assombravam a sociedade. Ele fez uma espetáculo educativo nesta mídia com a série cosmos  :wink:
Princípio da descrença.        Nem o idealismo de Goswami e nem o relativismo de Vieira. Realismo monista.

Offline Derfel

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #68 Online: 04 de Dezembro de 2010, 17:42:22 »
Para "Science", desigualdade na ciência no Brasil ainda é entrave

A ciência do Brasil vai bem, mas ainda precisa vencer a desigualdade entre regiões. Essa é a análise da revista científica americana "Science", uma das mais importantes do mundo, sobre a atividade científica brasileira.

A publicação afirma que o país já se dá ao luxo de fazer "big science" (ciência cara e de grande porte), como no caso de neurociências, transgênicos e energia nuclear.

Mas os maiores gastos (e, consequentemente, os resultados) da ciência brasileira ficam concentrados no Sudeste do país. Só o Estado de São Paulo tem metade da produção de artigos científicos.
[...]

A causa tem um nome: FAPESP.



Também, mas não só. O fato de haver grandes pólos tecnológicos, universidades com um excelente corpo docente e discente e bons laboratórios também ajuda.

Offline Cumpadi

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #69 Online: 04 de Dezembro de 2010, 18:34:14 »
Eii!!! eu uso a internet da facu para visitar o CC durante as aulas chatas.  :ok:
Mas enfim, falar de número de artigos é bobagem, gostaria de ver os ranks segundo os padrões: artigos publicados em revistas top e fator de impacto. (só por curiosidade não estou esperando um resultado diferente, mas acho que pedemos obter um resultado diferente nesses padrões.
« Última modificação: 05 de Dezembro de 2010, 00:07:54 por parcus »
http://tomwoods.com . Venezuela, pode ir que estamos logo atrás.

Offline Nina

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #70 Online: 04 de Dezembro de 2010, 22:40:24 »
É por estas e outras que temos obrigação de fornecer fontes seguras de informação na net.

Estamos revitalizando o Biociência com ajuda de nossos acadêmicos. Se tudo der certo, em breve teremos notícias, e aí, o Geo vai ter que escrever ensaios sobre geologia e o que mais quiser!

Falando em artigos.... olhem o tópico da folha biológica.
"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

Offline Geotecton

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #71 Online: 04 de Dezembro de 2010, 22:53:45 »
[...]
Estamos revitalizando o Biociência com ajuda de nossos acadêmicos. Se tudo der certo, em breve teremos notícias, e aí, o Geo vai ter que escrever ensaios sobre geologia e o que mais quiser!
[...]

Estou a postos! :lol:

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Offline Nina

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #72 Online: 06 de Dezembro de 2010, 00:29:55 »
;)
"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

Offline Pregador

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #73 Online: 07 de Dezembro de 2010, 16:57:30 »
:|

Citação de: [url=http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,derrotado-na-disputa-pelo-governo-de-sp--mercadante-sera-ministro-de-ciencia-e-tecnologia,649439,0.htm]Estadão[/url]
Derrotado na disputa pelo governo de SP, Mercadante será ministro de Ciência e Tecnologia
O atual titular da pasta, Sérgio Rezende (PSB), cotado para assumir a presidência da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf); PSB também deve ficar com Integração Nacional
04 de dezembro de 2010 | 14h 22

Vera Rosa e João Domingos / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

O líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (SP), será o ministro de Ciência e Tecnologia no governo de Dilma Rousseff. A presidente eleita formalizou o convite para Mercadante na sexta-feira, em reunião na Granja do Torto. Candidato derrotado ao Palácio dos Bandeirantes, o senador é autor de um projeto que prevê a instalação de internet banda larga nas escolas públicas rurais e urbanas do País.

O atual ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende - filiado ao PSB -, é cotado para assumir a presidência da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Na partilha dos cargos, o aliado PSB também ficará com o Ministério da Integração Nacional, hoje comandado pelo PMDB. O nome citado para a pasta é o de Fernando Bezerra Coelho, indicado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Alessandro Teixeira, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), é nome forte para dirigir o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Teixeira foi secretário-executivo do programa de governo de Dilma. A presidente eleita prometeu criar o Ministério da Micro e Pequena Empresa na campanha, mas até agora a proposta não saiu do papel.

Desde 2005, o Sebrae é comandado por Paulo Okamotto, que deverá deixar o governo, a partir de janeiro, para acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) tem chance de ser nomeada para a Secretaria de Direitos Humanos . Há tempos o "Movimento PT", corrente de Rosário no mosaico ideológico do petismo, reclama por não ter nenhuma vaga no Ministério de Lula e agora pressiona Dilma.

Os rumores de que a pasta do Desenvolvimento Agrário - hoje nas mãos da corrente petista Democracia Socialista - pode acabar na cota dos governadores do Nordeste também desagradou a um grupo do PT. Nesta semana, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, hoje diretor da Petrobrás Biocombustíveis, desembarcou em Brasília para conversar com Dilma sobre o assunto. Ex-vice-governador do Rio Grande do Sul, Rossetto é amigo da presidente eleita e um dos principais dirigentes da Democracia Socialista. (fim)


Sei lá se Mercandante é competente, mas vejo com bons olhos terem escolhido alguém influente no partido para ocupar este ministério. Isso, em tese, significa que Dilma vai privilegiar mais a ciência. Ela ainda tem formação acadêmica, o que vai ajudar.
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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #74 Online: 08 de Dezembro de 2010, 16:47:29 »
Vejo essa nomeação do Mercadante como trampolim para ele disputar a Prefeitura de São Paulo. Sendo assim ele terá que mostrar trabalho logo de cara. Vejamos no que vai dar.

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And when I'm dead and gone
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