Autor Tópico: Ciência no Brasil  (Lida 8065 vezes)

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Temma

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #75 Online: 10 de Dezembro de 2010, 23:55:31 »
Gostei dessa proposta. O acesso a internet é algo que pode alavancar muito o ensino público.

O uso de internet nas escolas públicas só vai alavancar o uso de Orkut e MSN.

proxy?

Offline _tiago

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #76 Online: 12 de Dezembro de 2010, 23:13:48 »
Mais um pesquisador não reconhecido? Não entendo do assunto...
Ele faz chover

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #77 Online: 24 de Dezembro de 2010, 01:53:18 »
Novos sócios do clube

Relatório da Unesco mostra que mais países, Brasil inclusive, ganham peso na ciência global


Diagnóstico da ciência sai a cada cinco anos

Há 20 anos, os países desenvolvidos eram responsáveis por 95% da pesquisa e desenvolvimento (P&D) do mundo. Em 2002 esse quinhão havia caído para 83% e, em 2007, para 76%, graças ao fôlego de um time de novos atores da ciência global liderado por China, Índia e Brasil. Esse ambiente em transformação e suas implicações no desenvolvimento mundial são a tônica do Relatório Unesco sobre Ciência 2010, lançado no dia 10 de novembro pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Brasília e em Paris. O documento é editado a cada cinco anos para apresentar um diagnóstico da situação mundial da ciência.

O Brasil teve um capítulo exclusivo no relatório, de autoria de Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Hernan Chaimovich, coordenador dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP e professor da Universidade de São Paulo (USP). “O relatório mostra que, ao lado da clássica tríade que sempre se destaca na ciência e tecnologia – Estados Unidos, Japão e União Europeia –, há a crescente importância de países como a Coreia do Sul, a Índia e a China. E também o Brasil, que aparece ainda de forma modesta, mas com um papel que lhe permite crescer e avançar”, disse à Agência FAPESP Vincent Defourny, representante da Unesco no Brasil.

Segundo Irina Bokova, diretora-geral da Unesco, os países emergentes na ciência estão criando um ambiente global mais competitivo e desenvolvendo suas potencialidades nas esferas da indústria e da tecnologia. “Uma consequência é o aumento da competição entre os paí­ses para atraírem cientistas do exterior e manterem ou chamarem de volta seus melhores pesquisadores e pós-graduados que vivem no exterior”, afirmou.

De acordo com o relatório, o mundo investiu 1,7% do seu PIB em P&D no ano de 2007, o mesmo patamar de 2002. Mas ocorreu uma mudança na influência global. Entre os emergentes, o relatório destaca o desempenho de países como a China, o Brasil e a Índia, juntamente com o Irã e a Turquia. Influenciada por China, Índia e Coreia do Sul, a participação da Ásia nos gastos brutos em P&D no mundo aumentou de 27% para 32%. Enquanto isso, caiu o quinhão da União Europeia, de 26,1% para 23,1%, influenciada pela performance da França, da Alemanha e do Reino Unido. A Rússia se destaca em número de pesquisadores, mas não em recursos financeiros para seu sistema de P&D.

No capítulo sobre o Brasil, os números indicam grande evolução, com o desenvolvimento de uma base acadêmica competitiva em ciências. “Mas ainda falta enfrentar uma série de desafios”, afirmou Vincent Defourny. Os  US$ 23 bilhões gastos em P&D em 2008 pelo Brasil são comparáveis aos níveis de investimento da Espanha (US$ 20 bilhões) e Itália (US$ 22 bilhões). Mas a intensidade de P&D registrada no país progrediu de forma mais lenta do que a economia como um todo. Entre 2002 e 2008 a intensidade do gasto doméstico bruto em P&D avançou apenas 10%, de 0,98% para 1,09% do PIB. No mesmo período o PIB aumentou em 27%, de R$ 2,4 trilhões para R$ 3 trilhões.

Uma característica marcante do Brasil é que o setor público responde pela maior parte do investimento em P&D (55%), fenômeno comum a países em desenvolvimento. A participação brasileira em P&D empresarial (0,48% do PIB) chega a apenas 32% da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para alcançar a média da OCDE de financiamento público em P&D, o país precisaria investir um adicional de R$ 3,3 bilhões ao ano, montante que corresponde a três vezes o orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Nos gastos empresariais com P&D, a média dos países membros da OCDE é o triplo da encontrada no Brasil. Para igualar esse patamar seria preciso aumentar os gastos privados no setor de US$ 9,95 bilhões ao ano para US$ 33 bilhões.“O P&D na indústria precisa receber uma atenção maior até mesmo do que a pesquisa acadêmica”, disse Defourny.

O relatório destaca que o setor empresarial brasileiro, ao mesmo tempo que obteve alguns bons resultados, por exemplo, na extração de petróleo e na fabricação de aviões a jato e de carros flex, obteve apenas 103 patentes no Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos Estados Unidos (Uspto) em 2009.

Sinais de estagnação – Aproximadamente três quartos dos cientistas continuam trabalhando no setor acadêmico. Os pesquisadores brasileiros publicaram 26.482 artigos científicos em periódicos indexados pelo Thomson Reuters – Science Citation Index em 2008, fazendo do país o 13o maior produtor de ciência do mundo. Mais de 90% desses artigos foram gerados em universidades públicas. Há, porém, sinais de estagnação na formação de pesquisadores. “A taxa de crescimento no número de doutores, por exemplo, foi de 15% ao ano por muito tempo. Nos últimos cinco anos essa taxa caiu para apenas 5% ao ano. Será uma tarefa do novo governo federal olhar para esses dados de forma muito detalhada”, afirmou Defourny. Outro fato preocupante é que a mais recente Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que o número de pesquisadores que trabalham em empresas no Brasil diminuiu entre 2005 e 2008 (ver Salto adiado).

Os gastos públicos com P&D aumentaram para quase todas as áreas entre 2000 e 2008. As exceções foram as áreas de defesa, energia, espaço e exploração da Terra e da atmosfera. Alguns setores perderam uma parte do seu status prioritário, ainda que o investimento não tenha caído. É o caso, segundo o relatório, da agricultura, que representava 12% do total do orçamento público em 2000 e apenas 10% oito anos mais tarde, ou seja, uma queda de 17%. “A menor prioridade atribuída à agricultura, em particular, deveria ser vista com preocupação, considerando a relevância econômica desse setor para o Brasil”, diz o relatório.

O desafio, de acordo com o capítulo produzido por Brito Cruz e Chaimovich, é criar instrumentos de políticas públicas mais efetivos que os empregados até agora pelo Estado brasileiro. Segundo Brito Cruz, além de reiterar a desigualdade regional na produção de ciência no Brasil, o relatório destacou a necessidade de uma melhor articulação entre as iniciativas federais e estaduais. “Uma articulação entre políticas federais e estaduais não se resume a transferir recursos da União para os estados. É essencial, por exemplo, que os estados possam participar da definição de programas e prioridades, especialmente porque 35% dos recursos para P&D no Brasil vêm de fontes estaduais. A política de ciência, tecnologia e inovação precisa ser nacional, em vez de uma política federal desconectada dos estados”, disse o diretor científico da FAPESP.

Investimento empresarial
© UNU-MERIT, a partir de dados do Instituto de Estatísticas da UNESCO

Relação entre gastos de empresas com P&D e PIB (em %)


http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4300&bd=1&pg=1&lg=

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #78 Online: 07 de Janeiro de 2011, 02:31:28 »
Ciência no Brasil vai bem, mas português é entrave, diz "The economist"

O Brasil não é apenas sol, praia e samba, e as condições para os cientistas estrangeiros pesquisarem no país, sobretudo em São Paulo, são boas. Essa é a análise da revista "The economist" sobre a ciência brasileira, publicada nesta quinta-feira.

A revista afirma que há muitos cientistas brasileiros fazendo pesquisa e estudando fora do Brasil. Mas, agora, o motivo é a internacionalização da ciência brasileira e não a falta de programas de pós-graduação por aqui.

É essa mesma internacionalização que também tem atraído cientistas estrangeiros ao Brasil. De acordo com a "The Economist", especialmente em São Paulo, "o estado rico do país", as condições para pesquisadores de fora são atrativas.

São Paulo reúne as melhores universidades do país -- que estão entre as 300 melhores do mundo -- e o investimento em ciência é garantido pela quantidade de recursos equivalente à taxa de 1% do PIB estadual. Isso resultou em cerca de R$ 760 milhões no orçamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) em 2010.

Apesar de ter dinheiro para pesquisa e instituições de qualidade, a "The economist" ressalta que o português continua sendo uma limitação à internacionalização da ciência brasileira.

No Brasil, as aulas de graduação e de pós-graduação são em língua portuguesa e postos como de pesquisador e professor só podem ser assumidos mediante concurso público -- também feitos em português. "O chefe de departamento não pode simplesmente escolher um candidato e começar uma negociação", afirma a revista.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/856109-ciencia-no-brasil-vai-bem-mas-portugues-e-entrave-diz-the-economist.shtml

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #79 Online: 07 de Janeiro de 2011, 11:07:31 »
Citar
No Brasil, as aulas de graduação e de pós-graduação são em língua portuguesa e postos como de pesquisador e professor só podem ser assumidos mediante concurso público -- também feitos em português. "O chefe de departamento não pode simplesmente escolher um candidato e começar uma negociação", afirma a revista.

A falta de fluência no inglês continua sendo um grande problema para os pesquisadores brasileiros. Porém, noto que a nova geração de
estudantes de pós-graduação já parece ter um conhecimento melhor da língua de Shakespeare.

Também acho que os concursos públicos da forma como são feitos hoje não são a melhor forma de se contratar bons pesquisadores.
O ideal é que houvesse a possibilidade de as universidades contratarem profissionais em duas categorias: professor, e pesquisador.
Os primeiros teriam que ter uma carga horária de aulas maior do que os segundos, que por sua vez seriam cobrados por produtividade
(artigos e teses). Além disso, deveria ser possível também a criação de "comitês de busca", como nos EUA, que saem a procura de bons
profissionais, os quais seriam então convidados a concorrer a uma vaga. Claro que isso daria margem a distorções e apadrinhamento, mas
o sistema atual já abusado de qualquer forma.

Claro que isso tudo é sonho, já que os professores universitários (das públicas) ainda preferem se identificar como funcionários públicos do
que como acadêmicos.
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Offline Geotecton

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #80 Online: 07 de Janeiro de 2011, 13:15:19 »
[...]
Claro que isso tudo é sonho, já que os professores universitários (das públicas) ainda preferem se identificar como funcionários públicos do que como acadêmicos.

Eis um diagnóstico conciso e preciso da situação.
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Offline Nina

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #81 Online: 13 de Janeiro de 2011, 00:32:39 »
[...]
Claro que isso tudo é sonho, já que os professores universitários (das públicas) ainda preferem se identificar como funcionários públicos do que como acadêmicos.



Eis um diagnóstico conciso e preciso da situação.

Infelizmente é verdade para uma grande maioria...
"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #82 Online: 13 de Janeiro de 2011, 01:22:08 »
Ciência no Brasil vai bem, mas português é entrave, diz "The economist"

O Brasil não é apenas sol, praia e samba, e as condições para os cientistas estrangeiros pesquisarem no país, sobretudo em São Paulo, são boas. Essa é a análise da revista "The economist" sobre a ciência brasileira, publicada nesta quinta-feira.

A revista afirma que há muitos cientistas brasileiros fazendo pesquisa e estudando fora do Brasil. Mas, agora, o motivo é a internacionalização da ciência brasileira e não a falta de programas de pós-graduação por aqui.

É essa mesma internacionalização que também tem atraído cientistas estrangeiros ao Brasil. De acordo com a "The Economist", especialmente em São Paulo, "o estado rico do país", as condições para pesquisadores de fora são atrativas.

São Paulo reúne as melhores universidades do país -- que estão entre as 300 melhores do mundo -- e o investimento em ciência é garantido pela quantidade de recursos equivalente à taxa de 1% do PIB estadual. Isso resultou em cerca de R$ 760 milhões no orçamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) em 2010.

Apesar de ter dinheiro para pesquisa e instituições de qualidade, a "The economist" ressalta que o português continua sendo uma limitação à internacionalização da ciência brasileira.

No Brasil, as aulas de graduação e de pós-graduação são em língua portuguesa e postos como de pesquisador e professor só podem ser assumidos mediante concurso público -- também feitos em português. "O chefe de departamento não pode simplesmente escolher um candidato e começar uma negociação", afirma a revista.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/856109-ciencia-no-brasil-vai-bem-mas-portugues-e-entrave-diz-the-economist.shtml

A mesma "The Economist" que afirmou que a educação pública brasileira é ruim e uma das causas é o deficit do INSS uma vez que os professores se aposentam cedo... Queria ver um desses especialistas aguentando uma sala de aula um dia só...

Offline SnowRaptor

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #83 Online: 13 de Janeiro de 2011, 01:29:56 »
Eles estão mesmo sugerindo que seria uma boa ideia dar aulas em inglês aqui?
Elton Carvalho

Antes de me apresentar sua teoria científica revolucionária, clique AQUI

“Na fase inicial do processo [...] o cientista trabalha através da
imaginação, assim como o artista. Somente depois, quando testes
críticos e experimentação entram em jogo, é que a ciência diverge da
arte.”

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #84 Online: 13 de Janeiro de 2011, 01:35:20 »
Eles estão mesmo sugerindo que seria uma boa ideia dar aulas em inglês aqui?

Ué, o mundo inteiro fala inglês, por que não? Esses caras só olham pro próprio umbigo. Não entendem bulhufas da nossa realidade.

Offline uiliníli

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #85 Online: 13 de Janeiro de 2011, 01:38:22 »
No México tem algumas universidades em que as aulas são todas em inglês, desde a graduação.

EDIT: Por exemplo, o Instituto de Tecnología de Monterrey.
Citação de: Wikipedia
As of 2010, the Institute offers 57 undergraduate degrees, of which 37 are taught in English
« Última modificação: 13 de Janeiro de 2011, 01:42:36 por uiliníli »

Offline Nina

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #86 Online: 13 de Janeiro de 2011, 13:43:05 »
Minha aluna de IC foi fazer mestrado na Bélgica. As aulas são ministradas em francês e algumas em inglês. Mas na maioria dos casos, parece ser em francês mesmo.
"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

Offline Barata Tenno

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #87 Online: 13 de Janeiro de 2011, 17:19:39 »
Aqui vaaaaarias universidades dao aulas em ingles.
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #88 Online: 13 de Janeiro de 2011, 23:34:42 »
Acho que no Brasil, poucas além da USP poderiam ter aulas exclusivamente em inglês e acho que nem todos os cursos.

Por favor, vamos exigir que nossos alunos saibam português que já estaremos avançando!

Offline Nina

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #89 Online: 13 de Janeiro de 2011, 23:36:53 »
A questão é que o ensino médio não prepara nossos alunos para terem aulas em inglês. Eu não me arrisco nem a passar artigos em inglês para a turma da graduação ainda, embora fizesse isso na USP semanalmente. Mas convenhamos... o público é outro.
"A ciência é mais que um corpo de conhecimento, é uma forma de pensar, uma forma cética de interrogar o universo, com pleno conhecimento da falibilidade humana. Se não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos afirmam que algo é verdade, e sermos céticos com aqueles que são autoridade, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer." Carl Sagan.

Offline uiliníli

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #90 Online: 14 de Janeiro de 2011, 07:11:20 »
Mas o domínio do idioma bretão não é uma exigência para você se matricular em cursos de pós-graduação?

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #91 Online: 14 de Janeiro de 2011, 09:11:46 »
Mas o domínio do idioma bretão não é uma exigência para você se matricular em cursos de pós-graduação?

Nem todos exigem TOEFL ou algo parecido. Na maioria dos casos são provas de compreensão de texto, que é o mínimo que alguém que faz pós-graduação tem que saber.

Offline uiliníli

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #92 Online: 14 de Janeiro de 2011, 09:17:35 »
Sim, mas aí poderia-se assumir que quem entrou na pós-graduação fala inglês e dar as aulas nessa língua. Eu não sei como é na Biologia, mas em Engenharia é impensável na minha faculdade uma pessoa se formar sem saber inglês. As empresas exigem domínio do idioma, quem não saiba inglês vai ter dificuldade para conseguir emprego, então todo mundo tem que dar um jeito de fazer um curso. Acho que se um programa de pós-graduação em Engenharia fosse feito em inglês poucos alunos seriam prejudicados.

Offline Geotecton

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #93 Online: 14 de Janeiro de 2011, 09:26:10 »
No meu entender o correto é que as aulas sejam dadas em português na graduação e na pós, mas que se implemente de modo progressivo a exigência de que o aluno venha do ensino médio (ou que gaça na própria graduação) com um bom conhecimento de outras línguas, começando, é claro, pelo inglês.
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Offline SnowRaptor

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #94 Online: 14 de Janeiro de 2011, 14:38:06 »
De acordo.
Elton Carvalho

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Offline uiliníli

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #95 Online: 14 de Janeiro de 2011, 16:34:44 »
Se não quisermos receber alunos estrangeiros nos nossos programas de pós-gradução, tudo bem, pois é justamente isso que a reportagem do The Economist está apontando como entrave para estudantes de outros países estudarem no Brasil.

Offline Derfel

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #96 Online: 14 de Janeiro de 2011, 16:36:26 »
Quando fiz meu mestrado aqui na UFRN em 19... havia apenas uma prova em inglês técnico, que era basicamente interpretação de texto sobre um artigo científico em inglês. Hoje existe uma exigência em proficiência em inglês e espanhol, com a prova feita durante o curso, mas necessário para a defesa.

Offline Geotecton

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #97 Online: 14 de Janeiro de 2011, 23:26:59 »
Quando fiz meu mestrado aqui na UFRN em 19... havia apenas uma prova em inglês técnico, que era basicamente interpretação de texto sobre um artigo científico em inglês. Hoje existe uma exigência em proficiência em inglês e espanhol, com a prova feita durante o curso, mas necessário para a defesa.

Errata: Onde se lê 19..., leia-se 18...! :lol:
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Offline Derfel

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #98 Online: 14 de Janeiro de 2011, 23:31:28 »
Olha quem fala!  :x

Offline SnowRaptor

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Re: Ciência no Brasil
« Resposta #99 Online: 14 de Janeiro de 2011, 23:52:09 »
Batalha jurássica!! :yahoo:
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