Autor Tópico: Caçando discos voadores na Internet  (Lida 1612 vezes)

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Offline Alenônimo

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Caçando discos voadores na Internet
« Online: 11 de Maio de 2005, 09:38:12 »
Caçando discos voadores na internet
por Carlos Orsi

Recebi nesta semana – e, pelo que pude ver no cabeçalho da mensagem, um monte de outros jornalistas também – um e-mail assinado por A.J. Gevaerd, editor da Revista UFO, pedindo apoio a um abaixo assinado, mantido online (mas que pode também ser baixado em PDF), requisitando que o governo brasileiro libere suas “informações sigilosas” sobre óvnis, ou UFOs, avistados sobre o território nacional.

Movido por uma certa curiosidade, escrevi para o sr. Gevaerd pedindo mais informações. Ele me respondeu o seguinte:

A campanha é a UFOs: Liberdade de Informação Já, que pede, entre outras coisas, que o Governo abra seus arquivos quanto aos UFOs e aceite a participação dos ufólogos civis na investigação de acontecimentos registrados em Território Nacional. Temos informações seguras e documentos que comprovam a ação dos militares na investigação do Fenômeno UFO no Brasil e a retenção dos resultados. O Brasil, nesse aspecto, segue uma postura internacional de acobertamento dos fatos, capitaneada pelos EUA. Dito assim, parece sinistro.

Agora, o curioso é que a parte sobre informações seguras e documentos que comprovam a ação dos militares na investigação do Fenômeno UFO no Brasil e a retenção dos resultados é confirmada, de certa forma, pela própria Força Aérea Brasileira, ainda que o tom sinistro desapareça.

Em e-mail que recebi do Centro de Comunicação da FAB, depois de perguntar sobre o assunto, a Força Aérea pondera que tem o dever de realizar interceptações de alvos radar não identificados (tráfegos desconhecidos) pelo Sistema de Defesa Aérea Brasileiro, mas que é errôneo imaginar que a Aeronáutica realize investigações científicas a respeito de todo tipo de fenômeno aéreo.

A mensagem esclarece: Na verdade, o Comando da Aeronáutica não dispõe de uma estrutura especializada para empreender tal atividade. É importante ressaltar que a Aeronáutica mantém apenas os registros de relatos da visualização de fenômenos aéreos que a ela são informados. No intuito de resguardar a privacidade daqueles que prestam esse tipo de informação, os registros são classificados e guardados conforme legislação específica.

Devo dizer que, a despeito de minha simpatia pela privacidade das pessoas, seria bom se os relatos pudessem vir a público, para que investigações científicas fossem realizadas, se necessário. Isso pelo menos reduziria a margem para o uso do manjado argumento a partir da ignorância – o velho truque de afirmar que, já que eu não sei o que é e você também não, posso dizer que é que eu quiser. Quando, por exemplo, “luz no céu” vira, sem mais nem menos, “nave extraterrestre”.

Blue Book

Em 1947, a Força Aérea dos EUA decidiu investigar os óvnis, que na época eram a maior novidade, criando o Projeto Blue Book (Livro Azul). Quando o projeto foi encerrado, em 1969, um total de 701 objetos continuavam não identificados, de um total de 12.618 (5,6%). A conclusão geral foi de que tudo tinha sido uma enorme perda de tempo.

Claro que desde então pululam teorias conspiratórias ( como em uma postura internacional de acobertamento dos fatos, capitaneada pelos EUA), mas elas quase sempre fazem água. A única conspiração ufológica comprovada foi a de Roswell, onde a falsa queda do óvni foi inventada para acobertar um teste militar. Sim, é isso, não o contrário: para conferir, procure “Project Mogul” no Google, e divirta-se.

Alguém poderia perguntar, e tudo que aconteceu de 1969 para cá? Bem, a melhor forma de responder a isso é dizer que cada caso é um caso e, sim, muitos nunca foram esclarecidos – mas, aqui, voltamos ao argumento a partir da ignorância: se não há prova, por que falar em ETs seria melhor que pombos, meteoros, anjos, vacas aladas ou torradeiras voadoras?

Também é preciso dizer que há inúmeras ocorrências já devidamente explicadas, como o leitor mais curioso poderá ver em alguns dos links abaixo: o ufólogo cético Philip Klass tem uma longa e honrosa carreira na área. E, em termos de explicação global, genérica, a melhor talvez seja a psicossocial, que trata os óvnis como um novo tipo de mitologia. Afinal, se os gregos falavam com os deuses, por que os modernos não podem falar com ETs?

Fonte: www.estadao.com.br
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Offline Hold the Door

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Re.: Caçando discos voadores na Internet
« Resposta #1 Online: 11 de Maio de 2005, 10:32:57 »
Esse tal de Gevaerd não estava envolvido em um rolo com a str ou algum outro grupo cético? Acho que era um desafio para provar a existência de ovnis, mas ele deu prá trás.
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NightMare

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Re.: Caçando discos voadores na Internet
« Resposta #2 Online: 11 de Maio de 2005, 11:09:02 »
N intendo pq a necessidade dos humanos em criar deuses, ovnis, e outros bixinhos mais, pq qd alguem como nos q nao acredita em nada é taxado como "diferente" embora somos os mais coerentes.

Offline Alenônimo

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Re: Re.: Caçando discos voadores na Internet
« Resposta #3 Online: 11 de Maio de 2005, 11:31:14 »
Citação de: Angelo Melo
Esse tal de Gevaerd não estava envolvido em um rolo com a str ou algum outro grupo cético? Acho que era um desafio para provar a existência de ovnis, mas ele deu prá trás.
Ele estava envolvido num desafio ao "Ceticismo Aberto" para provar que a Ufologia era uma pesquisa séria. O debatedor do lado cético era o Mori, mas o dito não rolou porque o Gevaerd deu no pé...
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Offline Südenbauer

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Re.: Caçando discos voadores na Internet
« Resposta #4 Online: 11 de Maio de 2005, 21:06:02 »
Blé, coisa mais idiota. Barulho só para dar mais credibilidade ao argumento da existência de ET's. Queria ver o fujão provar o que diz.

Sobre o desafio ao Gevaerd fujão:

Céticos costumam acusar os ufólogos de não possuírem nenhuma evidência da existência de discos voadores além de fotos toscas, testemunhos suspeitíssimos e montes de teorias de conspiração. Os ufólogos sempre responderam que céticos seriam incapazes de acreditar em discos voadores mesmo que um deles aterrissasse em sua sala de estar. No último mês de setembro a disputa esteve a ponto de ser definida.

 Tudo começou quando, depois de uma longa troca de mensagens acaloradas, o fundador e editor da revista UFO, fundador e presidente do Centro Brasileiro para Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), Ademar Gevaerd desafiou Kentaro Mori, notório representante da comunidade cética nacional e fundador do site Ceticismo Aberto, a provar que UFOs não existem. Em vez de argumentar que tentar provar que algo não existe poderia ocupar alguém pelo resto da eternidade (se a moda pega, a próxima tarefa seria provar que não existem Klingons ou Vogons), Mori aceitou o desafio, esperando que as regras do desafio fossem fixadas pelo desafiante, e convidou o psicólogo Wellington Zangari, do grupo de estudos InterPsi da PUC de São Paulo, para mediar a contenda.

Acertados os termos do desafio, ambas as partes concordaram que Gevaerd deveria apresentar o mais consistente caso ufológico já ocorrido no Brasil para apreciação de um grupo de cinco cientistas de renomadas universidades brasileiras. Os cientistas, escolhidos por suas credibilidade e isenção, examinariam a documentação e atestariam se o fênomeno UFO pode ser considerado real com base nas evidências apresentadas.

Infelizmente, somente alguns dias depois de aceitar o desafio nas bases propostas, Gevaerd simplesmente desisitiu de todo o caso. "Não me sinto na obrigação de oferecer provas de que os UFOs existem a quem quer que seja", disse Gevaerd em sua mensagem de desistência, acrescentando: "Meu desafio não é para ser levado a sério". Carlos Reis, ombudsman da revista UFO, que segundo Gevaerd o teria desencorajado a ir em frente, foi mais incisivo: "Não podemos afirmar em sã consciência que [o fênomeno de natureza desconhecida com que lidamos] seja extraterrestre, nem podemos falar em "alienígenas", pois são apenas suposições, teorias, hipóteses, elocubrações". Ficou no ar a esquisita sensação de que Carlos Reis acabou por concluir nada mais nada menos do que aquilo que os céticos sempre disseram.

É difícil saber quem mais perdeu com o episódio. Os ufólogos sérios viram escorrer pelo ralo uma bela oportunidade de ver suas investigações apreciadas pela comunidade científica brasileira, o que sem dúvida teria dado projeção internacional à ufologia nacional. Já o editor da revista UFO fazendo que ia quando vinha e bravateando para todos os lados perdeu credibilidade junto aos seus leitores e terminou por fornecer aos críticos da ufologia farta munição na recorrente acusação de que falta ciência à ufologia. No mais, tudo permaneceu como antes.


http://www.projetoockham.org/boletim_01.html

Editado: correção do itálico. Ricardo Mioto.

Offline Alenônimo

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Re.: Caçando discos voadores na Internet
« Resposta #5 Online: 11 de Maio de 2005, 23:50:25 »
É... Além do Kentaro, o Zangari tava no meio... Sabia que faltava citar mais alguém... Mas foi justamente esse o episódio a que me referia! :ok:
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Offline Jonh Ford

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Caçando discos voadores na Internet
« Resposta #6 Online: 12 de Maio de 2005, 11:10:43 »
Pessoal, uma dúvida:

Quando era garoto, lembro que rolava uma estória tida como verdadeira de um suposto objeto no espaço, que orbitava a uns 50.000km no espaço, num sentido contrário aos satélites então em órbita (e, quando foi descoberto, os satélites não orbitavam nessa distância). Acho que o nome era cavaleiro solitário ou cavaleiro das trevas... Não lembro bem.

Fazia sucesso na época (revistas como Manchete - é o novo!  8) ), mas nunca mais ouvi falar. Devia ser uma grande bobeira, mas queria saber se alguém sabe de algo novo sobre o assunto.

Offline Alenônimo

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Re.: Caçando discos voadores na Internet
« Resposta #7 Online: 12 de Maio de 2005, 11:45:11 »
Depende... Satélites estacionários ficam "parados" em relação à Terra. Ficam sempre em cima de um mesmo ponto... Não tem como ir no sentido contrário de um desses pois estes "não andam".
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